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Categoria: Política

Toffoli admite sociedade em resort, mas nega pagamentos de Vorcaro

O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nova nota na manhã desta quinta-feira (12) em que explica a sociedade do magistrado em uma empresa que vendeu uma participação em um resort no Paraná a fundos ligados ao banco Master. Toffoli é relator do inquérito que apura a prática de fraudes financeiras no Master, sobretudo numa tentativa de venda da instituição ao banco BRB, cujo maior acionista é o governo do Distrito Federal. A operação acabou barrada pelo Banco Central. O ministro se manifestou pela primeira vez sobre as suspeitas em torno da participação da empresa de sua família no resort Tayaya, em Ribeirão Claro (PR), depois de vir à tona o relatório em que a Polícia Federal (PF) alerta para a menção ao próprio Toffoli em conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master e principal investigado no caso. O documento foi entregue ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, que notificou Toffoli a se manifestar. Na nota desta quinta (12), o gabinete de Toffoli afirma que o ministro é sócio de uma empresa familiar chamada Maridt, da qual são sócios também irmãos e outros parentes. O texto diz que, pela Lei Orgânica da Magistratura, o ministro “pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador”. O texto diz ainda que a participação da Maridt no resort Tayaya foi vendida em duas etapas: parte para um fundo chamado Arllen, em 27 de setembro de 2021, e parte para a empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. Segundo o gabinete, tudo foi declarado à Receita Federal. A nota destaca ainda que o inquérito sobre o Master chegou ao gabinete e novembro do ano passado, quando a Maridt já não tinha mais participação no Tayaya.  O texto conclui afirmando que Toffoli “jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”. Relatório O relatório da PF que menciona a possível suspeição de Toffoli no caso Master foi entregue em 9 de fevereiro ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, que notificou Toffoli a se manifestar. Em nota anterior, divulgada na noite de quarta (11), o gabinete de Toffoli afirmou que um pedido de suspeição feito pela PF “trata de ilações” e que a corporação não tem legitimidade para pedir a suspeição  magistrados. Segundo o texto, as explicações serão enviadas a Fachin. No relatório, cujo teor foi vazado pela imprensa, a PF apresenta citações a Toffoli em conversas entre Vorcaro e seu cunhado, Fábio Zettel, que seria uma espécie de contador informal do banqueiro. As conversas estariam relacionadas ao resort Tayaya.  Toffoli tem sido alvo de pressão e questionamentos sobre sua relatoria do caso Master desde que foi revelada uma viagem feita por ele em um jatinho particular no qual estava o advogado de um dos investigados, ainda em dezembro. Posteriormente, decisões consideradas atípicas lançaram mais questionamentos sobre a condução do caso pelo ministro. Numa delas, por exemplo, Toffoli determinou que as provas colhidas em uma das fases da Operação Compliance Zero fosse enviadas diretamente ao Supremo, mesmo antes de passarem pela perícia da PF. Ele depois recuou, apesar em insistir na escolha dos peritos responsáveis. Em seguida, o ministro passou a ser pressionado também com a revelação do negócio envolvendo a venda da participação de sua família no Tayaya para fundos ligados a Vorcaro.   Fonte: Agência Brasil Foto: ASCOM/STF

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PF pede a Fachin suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master

A Polícia Federal (PF) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli (foto) como relator do inquérito que trata das investigações sobre fraudes no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. O pedido foi feito, na última segunda-feira (9), após a PF informar a Fachin que encontrou uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que é investigado no inquérito e teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão. A menção está em segredo de Justiça. Após ser informado do caso, Fachin abriu um processo interno e determinou a notificação de Toffoli para apresentar defesa. Caberá ao presidente do STF decidir se Toffoli continuará como relator da investigação do Master. No mês passado, Toffoli passou a ser criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro. Defesa Em nota à imprensa, o gabinete de Toffoli diz que a PF não pode solicitar sua suspeição e que o pedido trata de “ilações”. “O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”, declarou. Investigação Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Governo de SP sanciona lei que autoriza o sepultamento de cães e gatos em jazigos familiares

Lei foi inspirada em caso real de cão que viveu em cemitério por 10 anos e quando morreu foi enterrado junto de sua dona O governador Tarcísio de Freitas sancionou nesta terça-feira (10) a lei que autoriza que os animais de estimação, como cães e gatos, sejam enterrados em jazigos familiares em todo o estado de São Paulo. A nova lei reconhece o vínculo afetivo entre tutores e animais de estimação. O Projeto de Lei 56/2015, também conhecido como ‘Lei Bob Coveiro’, foi aprovado na Assembleia Legislativa (Alesp), em dezembro de 2025. Segundo o texto, o projeto foi inspirado no caso de um cão que viveu por 10 anos em um cemitério em Taboão da Serra e, quando morreu, foi autorizado seu enterro junto de sua tutora. De acordo com a nova lei, caberá aos serviços funerários de cada município estabelecer as regras para o sepultamento dos animais. As despesas serão de responsabilidade da família dona do jazigo ou da sepultura. No caso de cemitérios particulares, a legislação permite a definição de regras próprias para o sepultamento de cães e gatos, desde que observadas as normas legais vigentes. A lei entra em vigor nesta terça-feira (10). Política de Proteção aos Animais O Governo de São Paulo reforçou leis e novas políticas de proteção aos animais desde o início da gestão, em 2023. Entre as principais medidas estão a lei do Fim das Correntes, o Plano Estadual de Bem Estar Animal na Agricultura e a expansão da Rede de Hospitais Meu Pet. Em janeiro, o governo criou também uma lei que reconhece o “Vira-Lata Caramelo” como expressão de relevante interesse cultural de São Paulo. Na prática, a lei tem como objetivo combater o preconceito contra animais sem raça definida (SDR). Mais cuidado com os animais O Governo de São Paulo entregou 32 unidades de consultórios veterinários do Pet Contêiner no ano passado. Em 2024, foram 16 unidades entregues. Desde 2023, já são 53 unidades entregues, garantindo acesso e atendimento veterinário gratuito. O programa da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) visa ampliar e atender principalmente municípios de menor porte, ampliando o acesso aos serviços veterinários públicos. “O Pet Contêiner é uma ferramenta estratégica para cuidar da saúde e do bem-estar dos animais, especialmente em cidades que ainda não contam com atendimento veterinário público. Por meio do atendimento clínico básico, conseguimos prevenir doenças, orientar os tutores e garantir mais qualidade de vida para cães e gatos. Cuidar dos animais também é cuidar da saúde das pessoas, e o Pet Contêiner fortalece essa relação, levando o serviço para mais perto da população”, diz Rebecca Politti, diretora estadual de Bem-estar Animal. Cada pet contêiner possui 60 m² e estrutura completa de consultório, com capacidade para até 10 atendimentos diários. As unidades são fornecidas pela Semil, enquanto a inauguração, gestão e manutenção ficam sob responsabilidade das prefeituras.   Foto: Divulgação/Governo de SP

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Câmara aprova urgência para votar quebra de patente do Mounjaro

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) requerimento de regime de urgência para apreciar o Projeto de Lei nº 68, de 2026, que declara os remédios Mounjaro e Zepbound como de interesse público e pede a quebra de patente. Ambos são medicamentos agonistas do receptor GLP‑1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. Foram registrados, ao todo, 337 votos favoráveis e 19 contrários. O texto é de autoria dos deputados federais Antonio Brito (PSD-BA) e Mário Heringer (PDT-MG). Com a aprovação do regime de urgência, o projeto pode ser votado a qualquer momento no plenário, sem necessidade de passar pelas comissões da Casa. Alerta A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta de farmacovigilância sobre os riscos do uso indevido de canetas emagrecedoras. O grupo inclui a dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida. Em nota, a Anvisa destacou que, embora o risco conste das bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, as notificações têm aumentado tanto no cenário internacional quanto no cenário nacional, o que exige reforço das orientações de segurança. O monitoramento médico, segundo a agência, é motivado pelo risco de eventos adversos graves, incluindo pancreatite aguda, que podem incluir formas necrotizantes e fatais. No início do mês, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido também emitiu alerta para o risco, ainda que pequeno, de casos de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.   *Colaborou Lucas Pordeus León Fonte: Agência Brasil

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Lulinha e Flávio Bolsonaro viram alvo de disputa na retomada da CPMI do INSS

Presidente de comissão cita ‘expectativa de muito embate’ em 2026 em função das eleições A CPMI que apura fraudes ligadas ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) retoma os trabalhos de 2026 nesta quinta-feira (5) com expectativa de embate entre governistas e oposição. O foco da disputa são os pedidos para quebra de sigilos bancários de filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao longo da última semana, integrantes do colegiado apresentaram solicitações para que a CPMI tenha acesso a detalhes das movimentações financeiras de Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que promete disputar a Presidência. O deputado Evair de Melo (PP-ES) apresentou requerimento para quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, enquanto Alencar Santana (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) buscam informações sobre o senador carioca e o escritório dele, Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia. Os pedidos dos deputados, que ainda precisam ser analisados, ficarão de fora da primeira reunião do ano, mas indicam o tom dos próximos meses, conforme avalia o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Ao R7, o parlamentar considera que o debate eleitoral de 2026 deve influenciar os ânimos dos membros do colegiado. “Pelos requerimentos que eu recebi, essa questão de direita e esquerda, de narrativa, vai ganhar ainda mais força dentro da CPMI. Então, o meu desafio vai ser maior ainda, em conseguir trazer de volta as investigações para os dados, para as informações, para que a gente termine o relatório”, afirmou Viana. Segundo ele, a estratégia, agora, é priorizar os depoimentos e requerimentos que vão ajudar a construir o relatório, previsto para ser apresentado em 23 de março. “Primeiro, eu vou dar prioridade àqueles [pedidos] que são fundamentais para o relatório. O relator tem uma série de requerimentos que estão todos em pauta, de quebra de sigilo, informações adicionais que a gente precisa. Essas questões que envolvem mais polêmicas, eu vou deixar mais para a frente”, explicou. Apesar dos pedidos para estender os trabalhos do grupo, ainda não há uma definição sobre isso. O colegiado aguarda uma decisão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que pode dar mais 60 dias para as apurações. O primeiro dia da CPMI Prevista para começar às 9h desta quinta, a primeira reunião da comissão mista em 2026 será reservada ao depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Segundo Viana, Waller deve explicar sobre os contratos de crédito consignado sob investigação e as medidas adotadas pelo órgão durante a sua gestão. O atual presidente do instituto foi convocado após o adiamento da oitiva do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A defesa do banqueiro, que foi convocado pela CPMI, pediu que seu depoimento fosse alterado para outra data. Após entrar em um acordo, a comissão remarcou a ida de Vorcaro para 26 de fevereiro. Há, inclusive, expectativa de perguntas sobre o Master para o presidente do INSS. Antes de ouvir Waller, porém, a CPMI votará uma série de requerimentos. Estão na pauta mais de 70 pedidos, incluindo os de quebra de sigilo fiscal relacionados ao Master. Segundo as investigações, ao menos 250 mil contratos de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas do INSS vinculados ao banco apresentam indícios de irregularidades. Entre as propostas em análise, também há requerimentos que pedem a prisão preventiva do ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira, e a retenção de passaportes para evitar que suspeitos saiam do país. Mas Viana reforçou que a primeira reunião do ano será estratégica. “Eu estou quebrando sigilos só daqueles que já foram identificados. Empresas, nomes, pessoas que já têm depósito em conta, que têm uma série de coisas [suspeitas]”, comentou.   Fonte: R7 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Lula envia acordo comercial Mercosul-UE para o Congresso Nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta segunda-feira (2) o envio do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) para o Congresso Nacional. O despacho foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Os parlamentares brasileiros precisam aprovar o tratado para que ele possa entrar em vigor, o que deve ocorrer ao longo das próximas semanas em votações tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. O acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes. Ele foi assinado por representantes dos dois lados no último dia 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai. Pelos termos do que foi aprovado, o tratado comercial prevê a eliminação de tarifas alfandegárias sobre a maior parte dos bens e serviços produzidos entre os dois blocos. O Mercosul zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos. Apesar da assinatura formal entre os dois blocos, a internalização do acordo precisa ser feita pelos congressos nacionais de cada um dos países do Mercosul, bem como do Parlamento Europeu. No caso dos europeus, no entanto, o encaminhamento do acordo para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), em decisão ocorrida há duas semanas, travou o texto e pode atrasar em até dois anos essa etapa final. A expectativa do governo brasileiro é de que aprovação pelo Congresso Nacional ajude a pressionar o avanço do acordo por parte do Parlamento Europeu.   Fonte: Agência Brasil Foto: União Europeia/Mercosul

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STF reúne Lula e cúpula do Congresso na abertura dos trabalhos de 2026

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta segunda-feira (2) sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2026, cerimônia que marca a abertura dos trabalhos após o período de recesso. A sessão está prevista para começar às 14h e contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, também foram convidados e representarão a classe de integrantes do Ministério Público e dos advogados. O encontro dos chefes dos Três Poderes ocorre no momento em que a Corte é criticada publicamente pela condução das investigações envolvendo as fraudes no Banco Master. Na terça-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes negou ter participado de um encontro com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, no primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O suposto encontro foi noticiado pelo Portal Metrópoles e teria ocorrido em meio ao processo de tentativa de compra do Master pelo BRB. Em nota à imprensa, Moraes classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”. Antes da liquidação do Master pelo Banco Central, o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestou serviços ao banco de Vorcaro.  No início deste mês, o ministro Dias Toffoli passou a ser criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, também foi criticado por divulgar nota à imprensa para defender a atuação de Toffoli. Julgamentos Os primeiros julgamentos do plenário em 2026 estão previstos para começar na próxima quarta-feira (4), quando os ministros devem decidir a validade de regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para limitar o uso das redes sociais por juízes de todo o país.  No dia 11 de fevereiro, a Corte deve julgar se a liberdade de expressão pode ser limitada diante de casos de danos à honra e imagem. O caso envolve uma organização não governamental (ONG) que denunciou maus-tratos de animais na Festa do Peão de Barretos. A validade da adoção do chamado Programa Escola Sem Partido em todo o país está pautada para o dia 19 de fevereiro. Marielle A Primeira Turma do STF marcou para o dia 24 de fevereiro o julgamento presencial da ação penal que trata do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro. São réus pela suposta participação no crime o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos.  Todos estão presos preventivamente. De acordo com a investigação realizada pela Polícia Federal, o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio.   Fonte: Agência Brasil Foto: Gustavo Moreno/STF/03.05.2024

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Justiça mantém decisão e obriga Mogi Mirim a garantir transporte seguro para pacientes do SUS

Município também deverá realizar manutenção periódica dos veículos utilizados no deslocamento para tratamentos de saúde A Justiça negou recurso apresentado pela Prefeitura de Mogi Mirim e manteve a sentença que obriga o município a fornecer transporte público adequado e seguro para pacientes que necessitam do serviço para a realização de tratamentos de saúde. A decisão foi confirmada na última quarta-feira (28). Além de assegurar o transporte, o município deverá realizar a manutenção correta e periódica dos veículos utilizados, de forma a atender às normas mínimas de segurança, higiene e condições de trafegabilidade. A determinação é resultado de ação civil pública ajuizada pela promotora de Justiça Paula Magalhães da Silva Rennó. Na petição inicial, o Ministério Público apontou a existência de graves falhas no transporte de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), constatadas durante a apuração de um inquérito civil. De acordo com o MP-SP, relatos colhidos ao longo da investigação indicaram a falta de veículos para o deslocamento de pacientes até consultas e tratamentos, além da utilização de automóveis em péssimo estado de conservação, colocando em risco usuários e servidores públicos. O Conselho Municipal de Saúde também confirmou a precariedade do serviço, destacando que veículos destinados à área da saúde permaneciam longos períodos sem manutenção adequada. Segundo o Ministério Público, as falhas no transporte resultaram na perda de consultas e sessões terapêuticas previamente agendadas, comprometendo a continuidade e a eficácia dos tratamentos, especialmente os de natureza fisioterápica.   Foto: Divulgação/MP-SP

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Everton Ferreira acompanha conclusão das obras da UBS do Santa Eulália

Após articulação do vereador, unidade de saúde beneficiará cerca de 17 mil moradores dos bairros Santa Eulália e Ernesto Kühl  Os bairros Santa Eulália e Ernesto Kühl estão próximos de receber um importante reforço na atenção básica em saúde. O vereador Everton Ferreira (PSD) esteve nesta semana no local para acompanhar a conclusão das obras da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) do Santa Eulália.  A construção da unidade é resultado de uma atuação direta do gabinete do parlamentar junto ao Poder Executivo. Inicialmente, na gestão anterior, os recursos seriam destinados a obras de pavimentação, mas, diante das necessidades apontadas pelos moradores, Everton Ferreira solicitou a mudança de prioridade para viabilizar a implantação do equipamento de saúde. “Nessa região vivem cerca de 17 mil pessoas e grande parte delas dependem dos serviços oferecidos pelo SUS. O recurso seria usado para asfalto, mas deixamos claro que a principal urgência era garantir atendimento de saúde mais próximo das famílias. O então prefeito Mario Botion atendeu nosso pedido e iniciou a obra, que agora teve sua estrutura física concluída na gestão do prefeito Murilo Félix”, destacou o vereador.  A falta de uma unidade de saúde obrigava muitos moradores a se deslocarem para outros bairros em busca de consultas, acompanhamento médico e medicamentos. Com a obra finalizada, o foco do mandato passa a ser a etapa de funcionamento da UBS. “Nosso trabalho continua com fiscalização e cobrança para que a unidade seja inaugurada o quanto antes, com equipe completa, médicos, enfermeiros e atendimento digno para a população”, afirmou Everton Ferreira.  A UBS do Santa Eulália conta com estrutura moderna, salas de atendimento, área administrativa e acessibilidade, seguindo os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

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Tarcísio diz que não seria candidato à Presidência nem se Bolsonaro pedisse

Governador voltou a confirmar seu apoio ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, escolhido pelo pai para disputar o Planalto O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não seria candidato à Presidência da República nem se o ex-presidente Jair Bolsonaro lhe pedisse. A declaração foi dada nesta terça-feira (27). “Isso [Bolsonaro pedir que eu seja candidato à Presidência] não vai acontecer. Mas eu diria não. Na última visita que fiz a Bolsonaro, quando ele estava em prisão domiciliar, ele me perguntou: ‘Qual é a sua posição na eleição presidencial?’. Eu respondi: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente”, afirmou o governador, durante entrevista a uma rádio. ‘Papo de amigo’ Tarcísio também comentou a conversa que pretende ter com o ex-presidente durante visita marcada para esta quinta-feira (29), na Papudinha, em Brasília. Segundo ele, o encontro não terá como foco a disputa eleitoral, mas um gesto de solidariedade. “Vai ser um papo de amigo. Vou falar de amenidades, ver se ele está precisando de alguma coisa, falar da solidariedade e do carinho que tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para ajudá-lo. Todo mundo pensa que vou falar sobre eleição, mas eu não costumo falar de política com ele. Procuro sempre mostrar que estou do lado dele, porque foi alguém que abriu uma porta importante para mim. Por isso, sempre terá a minha consideração”, afirmou. O governador voltou a declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa presidencial. Segundo ele, seu candidato é Jair Bolsonaro ou quem o ex-presidente escolher. “Ele escolheu o Flávio, então meu candidato é o Flávio. Não tenho problema nenhum em relação a isso”, garantiu. Tarcísio disse ainda considerar natural que um integrante da família gere mais confiança ao ex-presidente, que está preso, condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Mesmo projeto Questionado sobre rumores de uma discussão com Flávio Bolsonaro em razão da eleição, o governador negou qualquer desentendimento. “A conversa com Flávio sempre foi excepcional. Acho que fui a primeira pessoa a saber da decisão do presidente de que ele seria o candidato. Eu disse que ele podia contar comigo, porque estamos no mesmo projeto”, ressaltou. Tarcísio tem reiterado que disputará a reeleição ao governo paulista e que mantém lealdade a Bolsonaro. Apesar de ser citado por aliados da direita como um possível nome para a corrida presidencial em 2026, o governador reforça que apoiará Flávio Bolsonaro.   Fonte: R7 Foto: João Valério/Governo do Estado SP

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