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Categoria: Política

Oposição na Câmara prepara ofensiva para criar ‘CPI do Roubo dos Aposentados’ pelo INSS

A oposição ao governo Lula na Câmara prepara uma ofensiva para aumentar o número de assinaturas pela criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o esquema de fraude ligado ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A intenção, conforme apurou o R7, é reunir nomes de liderança para uma campanha de apoio ao longo da próxima semana. O movimento deve contar com adesão do PL, oposição e minoria dentro da Câmara. A movimentação começou com a indicação de um novo nome ao colegiado: ‘CPI do Roubo dos Aposentados’. Para poder apresentar a proposta efetivamente, é necessário o apoio de 171 parlamentares, mas até sexta-feira (25), a proposta contava com assinatura de 87. O requerimento para colher adesões tem sido encabeçado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). Mesmo se alcançar as 171 assinaturas, um avanço da CPI depende de decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser formalmente instalada. No pedido que recebe assinaturas, Chrisóstomo cita que as indicações apontam para desvios superiores aos R$ 6,3 bilhões em processo ligado ao desvio de aposentadorias, conforme indicam as investigações da PF (Polícia Federal). O alto valor, segundo o deputado, coloca o tema como importante para investigação entre parlamentares. “Estamos falando de idosos, pessoas em cadeira de rodas, gente que não consegue sequer sair da cama. Estamos falando de um roubo bilionário contra os que mais precisam“, disse. “Precisamos investigar todos os envolvidos nesse esquema criminoso contra o INSS”, completou. Operação A Polícia Federal investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Na quarta-feira (23), a AGU (Advocacia-Geral da União) anunciou a criação de um grupo de trabalho para buscar a reparação dos danos causados por cobranças indevidas. Além disso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que as investigações seguem em andamento e integram um conjunto de ações do Ministério da Justiça no combate ao crime organizado. Segundo a PF, o esquema operava por meio de entidades associativas, que realizavam cobranças não autorizadas sobre aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS. A operação apura prejuízos que podem ultrapassar R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024, relacionados a mensalidades associativas cobradas sem consentimento dos aposentados e pensionistas. Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram 211 mandados judiciais, incluindo ordens de busca e apreensão, sequestro de bens avaliados em mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária. A operação ocorreu no Distrito Federal e em 14 estados: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Seis servidores públicos também foram afastados de suas funções por decisão judicial. Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documentos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.   Fonte: R7 Foto: Agência Brasil/Arquivo

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Gilmar Mendes cancela destaque, e STF volta a analisar prisão de Collor na próxima segunda

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cancelou o pedido de destaque no julgamento da prisão do ex-presidente e ex-senador Fernando Collor de Melo. Isso faz com que o processo seja retomado no plenário virtual e não mais no físico. Na sexta-feira (25), ministros anteciparam os votos e formaram maioria para manter a prisão. Agora, o caso será retomado no plenário virtual na próxima segunda-feira (28), às 11h. Na modalidade virtual, os ministros apenas apresentam os seus votos e não há discussão. Se houver um pedido de vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso, o julgamento é suspenso. Se houver um pedido de de destaque, o caso é levado ao plenário físico. Prevalece o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes, pela manutenção da prisão. Ele foi seguido pelo ministro Flávio Dino. Após o destaque, os Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Dias Toffoli anteciparam os votos. Condenado por corrupção na BR Distribuidora, Collor deve cumprir oito anos e dez meses em regime fechado. De acordo com a decisão, o ex-presidente teria recebido R$ 20 milhões por meio de empresários para favorecer indicações políticas dentro da estatal e viabilizar contratos de construção de bases de combustíveis. Além de Collor, a ordem também atinge dois condenados no mesmo processo. Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos deve cumprir quatro anos e um mês em regime semiaberto. Luís Pereira Duarte de Amorim começará a cumprir penas restritivas de direitos.   Fonte: R7 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Governo espera instalação de comissões mistas do Congresso nesta semana

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aguarda, nesta semana, a instalação das comissões mistas no Congresso Nacional para análise de três medidas provisórias enviadas pelo Poder Executivo. Os colegiados estavam previstos para serem instalados na semana passada, mas foram cancelados sem justificativa. Conforme apurou o R7, uma das dificuldades na instalação dos colegiados é a definição dos relatores, que está em impasse. Segundo o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), a gestão trata as instalações como “prioridades” e prevê que os atos aconteçam ainda nesta semana. “Esta nas prioridades do governo é a montagem das comissões mistas das medidas provisórias, que também serão instaladas no acordo que estamos fazendo com o Senado também, e outra pauta que queremos, até a próxima semana, é dar celeridade na votação dessas medidas provisórias”, disse Guimarães. As comissões são voltadas para análise às propostas do Fundo Social, Crédito Consignado para Trabalhadores e o Reajuste de Salário de Militares. Veja detalhes de cada uma: Fundo Social – a medida prevê que o Fundo Social, criado com recursos do pré-sal, possa ser utilizado para enfrentar calamidades, mudanças climáticas e financiar habitação de infraestrutura social. Crédito Consignado – atualiza a concessão de crédito consignado permitindo que a modalidade de empréstimo seja acessível para trabalhadores CLT, domésticos e rurais. O crédito prevê a garantia de pagamento com o FGTS. Reajuste de Militares – reajusta em 9% o salário de militares das Forças Armadas a partir de 1º de abril. O reajuste será dividido em duas vezes: 4,5% em 2025 e o restante em 2026. As sugestões já estão em vigor desde que foram apresentadas pelo governo federal, mas dependem de uma aprovação do Congresso, em um prazo de até 120 dias, para se tornarem permanentes. A primeira etapa da análise passa pela formação das comissões. Os grupos são compostos por 12 deputados e 12 senadores, além do mesmo número de suplentes. O processo de instalação também elege presidente e vice dos colegiados. Com a conclusão das comissões, as medidas provisórias seguem para votação no plenário da Câmara e, se aprovado, para o plenário do Senado. Com a conclusão da análise do Congresso, o texto é promulgado.   Fonte: R7 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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STF forma maioria para condenar a 14 anos mulher que pichou ‘Perdeu, mané’ em estátua

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria, nesta sexta-feira (25), para condenar a 14 anos de prisão a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos. A mulher participou dos atos do 8 de Janeiro e ficou conhecida por pichar “perdeu, mané”, na estátua A Justiça. Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia tiverem o mesmo entendimento da pena. Em março, ao pedir vista, o ministro Luiz Fux deixou claro que não concordava com os 14 anos de prisão. No voto apresentado nesta sexta-feira, Fux votou para condenar a mulher em um ano e meio de reclusão e disse que a mulher só permaneceu na parte externa da Praça dos Três Poderes, não tendo entrado em nenhum dos prédios públicos então depredados e destruídos (nem do Congresso Nacional, nem do Supremo Tribunal Federal, nem do Palácio do Planalto). “O que se colhe dos autos é a prova única de que a ré esteve em Brasília, na Praça dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro de 2023 e que confessadamente escreveu os dizeres “Perdeu, Mané” na estátua já referida. Comprovadas, sob o crivo do devido processo legal, a autoria e a materialidade apenas dessa conduta, por ela há de incidir a reprimenda penal, não havendo provas suficientes da prática dos outros crimes que permitissem condenação diversa da acusada”, diz Fux. Já o ministro Cristiano Zanin votou para a acusada ter uma pena de 11 anos. Na justificativa de seu voto, Alexandre de Moraes se posicionou a favor da prisão de Débora e propôs que ela fosse condenada ao pagamento de uma multa de aproximadamente R$ 50 mil, além de uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, em conjunto aos outros condenados pelo caso. “Conforme vasta fundamentação previamente exposta, a ré aderiu dolosamente a propósitos criminosos direcionados a uma tentativa de ruptura institucional, que acarretaria a abolição do Estado Democrático de Direito e a deposição do governo legitimamente eleito”, escreveu o ministro em seu parecer. Pichação com batom Débora foi fotografada pichando a frase “Perdeu, mané” na estátua em frente ao prédio do Supremo, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. A frase também foi pichada em outros pontos do STF no 8 de Janeiro. Segundo a defesa, ela portava apenas batom para fazer a pichação. O caso foi discutido na Primeira Turma do STF, composta por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Em 28 de março, Moraes autorizou a prisão preventiva domiciliar a Débora. Na mesma decisão, o ministro determinou que ela use tornozeleira eletrônica. Débora está detida no interior de São Paulo desde 2023.   Fonte: R7 Foto: Joedson Alves/Agência Brasil

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Caso Collor: especialistas em direito penal e criminal explicam prisão do ex-presidente

Ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello foi preso na sexta-feira (25) por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O político foi condenado a oito anos e 10 meses de prisão por ter recebido propina em contratos com a BR Distribuidora durante seu mandato de senador pelo estado de Alagoas. Apesar de ter sido condenado em 2023, a detenção aconteceu durante o julgamento, que ainda estava em curso, de um embargo de declaração da defesa do ex-presidente, o que levanta dúvidas sobre a execução antecipada da pena. O embargo é um recurso legal que permite à parte solicitar ao juiz ou tribunal que esclareça uma decisão judicial. Para o advogado Guilherme Augusto Mota Alves, o ministro Moraes, ao determinar a prisão de Collor, “reconheceu o caráter meramente protelatório” do embargo, ou seja, o recurso seria só para adiar o cumprimento da pena. Ele considera a decisão como um “marco relevante” na interpretação do STF sobre os limites da coisa julgada e o uso abusivo dos recursos. “Com base nisso, (Moraes) ordenou a certificação do trânsito em julgado da condenação e determinou o início do cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, independentemente da publicação da decisão”, explicou Alves ao R7. O advogado explica que a medida autoriza o imediato cumprimento da pena quando constatado o uso dos embargos como instrumento de procrastinação processual. “A Corte tem entendido que recursos manifestamente protelatórios não possuem o condão de suspender a formação do trânsito em julgado, tampouco a eficácia da decisão condenatória”, prosseguiu. Já o advogado Rafael Paiva, professor de direito penal, explica que o atual entendimento do STF prevê que, com exceção da prisão preventiva, não se admite antecipação da pena. Ele acredita que, caso a prisão seja referendada pelo plenário, seria uma “nova posição arriscada”. “Acaba sendo muito subjetiva a compreensão sobre o que seria um recurso protelatório ou não”, afirmou. O ex-presidente foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em regime fechado, por contratos irregulares da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, com a UTC Engenharia. Ele está na Ala Especial no Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em sala individual, em Maceió (AL). Os dois especialistas consideraram a dosimetria da pena justa em relação aos crimes. “Os crimes praticados são graves, e por envolverem recursos públicos, são ainda mais prejudiciais à sociedade. No Brasil, ainda falta em boa parte da população a consciência da gravidade de atos como esse, e como a corrupção é um câncer que prejudica o funcionamento e crescimento do nosso país”, defendeu Paiva. Alves explicou que a Suprema Corte “valorou negativamente” as circunstâncias do crime e a culpabilidade. “A maioria dos ministros entendeu que Collor, na condição de senador da República, utilizou sua posição de destaque para obter vantagens indevidas, demonstrando elevado grau de reprovabilidade de sua conduta. Essa valoração negativa da culpabilidade contribuiu para o aumento da pena-base”, contou. Caso Collor na Operação Lava Jato O processo a qual o ex-presidente foi condenado faz parte de um dos desdobramentos da Operação Lava Jato. Segundo a investigação, ele teria recebido R$ 20 milhões por meio de empresários para favorecer indicações políticas dentro da estatal e viabilizar contratos de construção de bases de combustíveis. Alves considera que a prisão no contexto da operação reforça os desdobramentos jurídicos “ainda permanecem”, apesar do “esvaziamento político da força-tarefa em outros núcleos”. “A condenação de um ex-presidente por corrupção em contratos com a Petrobras fortalece a mensagem de que o sistema de Justiça está atento à responsabilização penal, inclusive de figuras públicas de alto escalão, respeitado o devido processo legal, como no caso do ex-presidente que pode manejar diversos recursos e apresentar sua versão dos fatos”, pontuou. Paiva acredita que a prisão é uma “exceção” e que o “desmantelo” da Lava Jato colocou “descrédito muito grande com relação ao Judiciário”. “Muitos dos corruptos presos pela operação foram soltos, ostentam vidas nababescas e, inclusive, alguns ocupam cargos públicos importantes“, destacou. Entenda tramitação no STF Collor foi condenado em 2023 a oito anos e 10 meses de prisão em um processo ligado à repercussão da operação Lava Jato. Ele aguardava o julgamento de recurso em liberdade. Como o último pedido de revisão do ex-presidente foi negado por Moraes, o ministro determinou que a pena começasse a ser cumprida. Na prática, o número de recursos foi esgotado e o caso transitou em julgado. Na sexta-feira (25), o plenário do STF formou maioria para manter a prisão de Collor. Mesmo assim o caso será analisado no plenário físico, já que o ministro Gilmar Mendes pediu destaque do julgamento virtual. O presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, precisa marcar a data. A expectativa é que a sessão não ocorra na próxima semana, já que, em razão do feriado do Dia do Trabalhador, a Corte não tem marcados julgamentos com os 11 ministros.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários se reúnem para balanço da gestão em Sumaré

Na manhã desta sexta-feira, 25 de abril, o prefeito Henrique do Paraíso, o vice-prefeito André da Farmácia, vereadores da base e secretários municipais se reuniram para realizar um balanço das ações da atual gestão em Sumaré. Quase quatro meses de muito trabalho e planejamento já resultam em conquistas concretas para a população, com importantes avanços em diversas áreas. O encontro também teve como objetivo ouvir os anseios dos vereadores, que representam a comunidade e colaboram na definição das prioridades do governo municipal. Os parlamentares presentes fazem parte da base de apoio da administração e estiveram representados pelo líder de governo na Câmara, vereador Welington da Farmácia. A reunião contou ainda com a presença da presidente do Fundo Social de Solidariedade, Débora Mykaelle. Um dos principais destaques foi o Portal 156 (Portal do Cidadão), ferramenta que oferece suporte direto às demandas da população por meio de aplicativo, site ou ligação telefônica. O sistema conecta os cidadãos aos diversos serviços públicos, como manutenção de vias, troca de lâmpadas, agenda de eventos e contatos úteis de todos os setores da Prefeitura. O prefeito Henrique do Paraíso e o vice André da Farmácia reforçaram a importância de intensificar os trabalhos para o cumprimento das metas da administração, destacando que a Prefeitura segue empenhada em oferecer um serviço público cada vez mais eficiente e próximo da população. “Estamos apenas no começo, mas já conseguimos entregar avanços importantes. Seguiremos firmes, ouvindo nossa base e a população, e colocando em prática um governo que cuida das pessoas e trabalha com responsabilidade. Nosso compromisso é construir uma Sumaré cada vez melhor”, destacaram. Como já demonstrado no evento dos 100 dias de governo, realizado em 12 de abril, a gestão segue avançando, com novas melhorias previstas para os próximos meses.   Foto: Prefeitura de Sumaré

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Saiba quais os próximos passos da ação contra Bolsonaro após citação no hospital

Internado em uma unidade de terapia intensiva em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi formalmente citado nesta quarta-feira (23) no processo em que é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A citação, entregue por uma oficial de Justiça no Hospital DF Star, foi assinada por ele às 12h47, dando início ao prazo de cinco dias para a apresentação de sua defesa prévia. A decisão de realizar a intimação no hospital foi tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) após os ministros concluírem que Bolsonaro estava em condições de ser citado — especialmente porque, mesmo internado, ele realizou uma transmissão ao vivo na véspera, o que, segundo Alexandre de Moraes, demonstrou “possibilidade concreta” de comunicação formal. Com a citação, Bolsonaro agora poderá apresentar argumentos jurídicos, indicar provas e listar testemunhas de defesa. Caso não o faça dentro do prazo legal, o processo seguirá normalmente com a nomeação de um defensor público, conforme previsto no Código de Processo Penal. A ausência de manifestação não impede o andamento do caso. A denúncia, apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), foi aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF. Ao todo, 14 pessoas se tornaram rés, incluindo Bolsonaro, que, segundo a acusação, chefiava o “núcleo político” da organização suspeita de planejar um golpe para anular o resultado das eleições de 2022. Outros sete nomes compõem esse mesmo núcleo. Desde o início de abril, o STF vem citando todos os réus do caso, com base em decisão do relator, ministro Alexandre de Moraes. A citação de Bolsonaro havia sido adiada por causa de sua internação, mas foi retomada assim que se concluiu que ele estava apto a receber a intimação. Com a denúncia aceita, o processo entra na fase de instrução penal, momento em que o STF coletará depoimentos, provas e ouvirá as testemunhas tanto da acusação quanto da defesa. Ao final dessa etapa, o ministro relator apresentará um relatório para que a Primeira Turma da Corte avalie se há elementos suficientes para a condenação.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Instagram @jairmessiasbolsonaro

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Falta de drenagem urbana agrava desastres e exige investimentos urgentes no Brasil

A situação é agravada pelas mudanças climáticas, que têm intensificado a frequência e a severidade dos eventos climáticos extremos  Mais de um terço dos municípios brasileiros não possui infraestrutura adequada para drenagem das águas pluviais, um problema que contribui significativamente para inundações e deslizamentos. Entre 1991 e 2023, o país registrou cerca de 26 mil eventos hidrológicos de desastres, resultando em 3.464 mortes e prejuízos superiores a R$ 151 bilhões.  Apesar da aprovação do Marco Legal do Saneamento Básico em 2020, que estabelece metas ambiciosas para universalizar o acesso à água potável e ao tratamento de esgoto até 2033, os investimentos na área têm sido insuficientes. De 2017 a 2023, os aportes médios foram de cerca de R$ 10 bilhões por ano, menos da metade dos R$ 22 bilhões anuais necessários para atingir as metas estabelecidas.  O Instituto Trata Brasil destaca que, para cumprir as metas do marco legal, seria necessário dobrar os investimentos atuais em drenagem urbana. A falta de infraestrutura adequada não só compromete a segurança das populações urbanas, mas também gera impactos econômicos significativos, com prejuízos que ultrapassam R$ 151 bilhões ao longo de três décadas.  A situação é agravada pelas mudanças climáticas, que têm intensificado a frequência e a severidade dos eventos climáticos extremos. Especialistas alertam que, sem investimentos adequados em infraestrutura de drenagem e saneamento, o país continuará enfrentando tragédias recorrentes e perdas econômicas substanciais.  Para reverter esse cenário, é fundamental que o Brasil aumente significativamente os investimentos em saneamento básico, com foco especial na drenagem urbana. A mobilização de recursos públicos e privados, aliada a uma gestão eficiente e transparente, é essencial para garantir a segurança das populações urbanas e a resiliência das cidades frente aos desafios climáticos.  O cumprimento das metas do Marco Legal do Saneamento até 2033 requer não apenas recursos financeiros, mas também vontade política e compromisso com o desenvolvimento sustentável. Sem ações concretas e investimentos adequados, o país continuará vulnerável aos impactos devastadores das chuvas e inundações. (Renan Isaltino)  Fonte: Agência Brasil

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Praça dos 3 Poderes será reformada até o ano que vem

“Ela é como minha mãe”. A “filha” é a vendedora de artesanato Raimunda Rodrigues, de 63 anos, que diz ter uma relação de afeto com a Praça dos Três Poderes. Trata-se do cenário de trabalho dela há mais de quatro décadas, Lá, oferece aos visitantes miniaturas de estátuas ou monumentos, como “Os Candangos”. Como conhecedora do local, que deu a ela o sustento, entende que é necessário melhorar a estrutura da praça mais famosa do Brasil para que mais gente escolha o lugar, que fica no encontro do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, como passeio público. Projeto e obras Na terça-feira (22), representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do governo do Distrito Federal anunciaram parceria para o projeto (no valor de R$ 744,6 mil) e obra para revitalizar a praça em Brasília, com estimativa de aproximadamente R$ 22 milhões de custo no contexto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Esse valor seria captado por meio da Lei Rouanet (número 8313/1991). A previsão é que se o cronograma de obras for seguido, as obras sejam entregues no segundo semestre do ano que vem, com começo previsto para julho deste ano. Além da Praça dos Três Poderes, o Iphan anunciou a destinação de mais recursos do Novo PAC: R$ 500 mil para o desenvolvimento do projeto de restauro do Museu Vivo da Memória Candanga e R$ 200 mil para o Catetinho, ambos em parceria com o GDF. Segurança “Precisamos que a Praça dos Três Poderes tenha essas adaptações, fluidez e que esteja segura”, disse o presidente do Iphan, Leandro Grass. Em relação à segurança, a memória dos ataques antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2033 foi informação importante para a reforma do lugar. Os vândalos utilizaram as pedras portuguesas que fazem parte do piso da praça para atacar policiais que tentavam afastar as pessoas. “Essa praça não pode ser campo de batalha, de guerra, ou  de terrorismo. Tem que ser a praça para o povo”. Estão incluídas na reforma do local a recuperação completa do piso e das estruturas comprometidas, o restauro das obras de arte, a iluminação da praça e dos monumentos, a acessibilidade para pessoas com deficiência, a melhoria da drenagem do local, da sinalização visual e turística e ainda a inclusão de câmeras de segurança. Estão previstos novos bancos e coberturas de forma que o passeio não se encerre rapidamente nos dias muito quentes ou de chuva. A definição das prioridades, segundo os profissionais do Iphan, partiu de uma consulta pública, da qual participaram mais de 100 cidadãos que pediram melhoria no local. As obras que passarão por restauro são a escultura “Os Candangos”, o Museu da Cidade, as hermas (esculturas) de Israel Pinheiro, de Juscelino Kubitschek e Tiradentes, o Pombal, o espaço Lúcio Costa e o Marco Brasília. “Nós queremos cidadãos e cidadãs também de outras regiões do DF”. Vazio Na Praça dos Três Poderes, o casal carioca Andrea Lourenço, de 48 anos, e Gleifer Machado, de 45, estava encantado em andar na Praça dos Três Poderes, mas achou o lugar com pouco movimento. “Nesse lugar, que é tão importante para o país, esperava mais pessoas”, disse a bancária. “Pensei que poderia ter mais estrutura mesmo para andar por aqui”, afirmou o corretor de imóveis. Ao saber da previsão da reforma da praça pela equipe de reportagem da Agência Brasil, disseram que, na próxima visita, esperam passear à noite pelo local, até ouvir música ali, onde o silêncio só era quebrado pelo vai-e-vem dos carros e ônibus na região central da capital.   Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Minha Casa, Minha Vida doará casas a pessoas em situação de rua

O Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) destinará 3% das moradias subsidiadas pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) a pessoas em situação ou trajetória de rua. Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, o imóvel será gratuito, assim como os processos de acompanhamento e reinserção social dos beneficiários. A expectativa é de que cerca de 1 mil unidades habitacionais sejam destinadas a este público neste primeiro leva. Inicialmente, essa vertente do MCMV vai priorizar 38 municípios, abrangendo, além de todas as capitais, cidades com mais de mil pessoas cadastradas como “sem moradia” no CadÚnico. “Essas cidades têm a obrigação de distribuir, no mínimo, 3% de todos os empreendimentos do Minha Casa Minha Vida [a serem lançados nos municípios] aos moradores que estão em situação de rua. Veja bem: isso não é o limite, mas o piso a ser atendidos nessas 38 cidades”, disse nesta quarta-feira (23) Jader Filho durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Essas cidades foram selecionadas por meio de levantamentos feitos por várias pastas ministeriais, tendo por base cidades com maior concentração de pessoas em situação ou em trajetória de rua. Portaria A portaria interministerial que destina este mínimo de 3% das moradias foi assinada na terça-feira (22). O texto define critérios para escolha e priorização dos beneficiários, que inclui famílias com crianças e adolescentes, mulheres, pessoas trans, grávidas, indígenas, pessoas idosas e pessoas com deficiência. “As casas serão doadas, a partir do MCMV com orçamento da União. Terá também acompanhamento e trabalho prévio com as famílias, de forma a inseri-las no mercado de trabalho; de colocar as crianças na escola”, disse o ministro. “E vamos sempre verificar quais são os equipamentos que precisam estar por perto dessas famílias”, acrescentou referindo-se, especialmente, a equipamentos de saúde e educação, bem como aos processos de avaliação e acompanhamento social que será feito junto às famílias. Peso do setor Jairo Filho lembrou que o MCMV é responsável por mais de 50% dos lançamentos imobiliários feitos no Brasil. “Isso nos dá ideia do peso que esse setor tem para o emprego e para a economia”. Segundo o ministro, o programa superará as metas estabelecidas pelo governo. “A meta inicial era a de o programa alcançar 2 milhões de contratos. Já estamos chegando a 1,5 milhão. Ampliamos então a meta para 2,5 milhões, mas devemos chegar perto de 3 milhões de unidades habitacionais contratadas pelo governo federal”, complementou. PAC O ministro reiterou que não faltarão recursos para o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Quero dar um recado aqui a prefeitos, prefeitas, governadores e governadoras: não haverá falta de recurso para as obras do PAC. Isso é um compromisso do governo do presidente Lula”, disse. “Podem ficar tranquilo. Toquem as obras; avancem com elas. Pode ser que alguns empresários tenham receio. Mas eles podem avançar porque não haverá falta de recurso. Pelo contrário: precisamos na verdade acelerar ainda mais esse processo para entregar obras à sociedade brasileira”, complementou. Confira abaixo a lista dos municípios beneficiados pela nova portaria do Minha Casa, Minha Vida: Aracaju (SE); Belém (PA); Belo Horizonte (MG); Boa Vista (RR); Brasília (DF); Campinas (SP); Campo Grande (MS); Cuiabá (MT); Curitiba (PR); Feira de Santana (BA); Florianópolis (SC); Fortaleza (CE); Foz do Iguaçu (PR); Goiânia (GO); Guarulhos (SP); João Pessoa (PB); Joinville (SC); Juiz de Fora (MG); Macapá (AP); Maceió (AL); Manaus (AM); Natal (RN); Osasco (SP); Palmas (TO); Porto Alegre (RS); Porto Velho (RO); Recife (PE); Rio Branco (AC); Rio de Janeiro (RJ); Salvador (BA); Santos (SP); São José do Rio Preto (SP); São José dos Campos (SP); São Luís (MA); São Paulo (SP); Teresina (PI); Uberlândia (MG); e Vitória (ES).   Fonte: Agência Brasil Foto: Ricardo Stuckert/PR

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