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Categoria: Política

STF realizará sessão virtual para julgar recurso de Zambelli 

A Primeira Turma Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para sexta-feira (6) uma sessão sessão virtual para julgar o recurso apresentado pela defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP) contra a decisão que condenou a parlamentar a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. O julgamento será iniciado às 11h e será finalizado às 23h59 do mesmo dia. A solcitação de data para o julgamento foi feita pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Caso o recurso seja rejeitado pela maioria dos ministros, Moraes poderá determinar a execução da condenação da deputada. Dessa forma, a prisão de Zambelli deixaria de ser preventiva e passaria a ser motivada para o cumprimento da pena. Mais cedo, Moraes determinou a prisão da deputada, a inclusão do nome da parlamentar na lista de procurados da Interpol e a suspensão das redes sociais. Ontem (3), em entrevista a uma rádio do interior de São Paulo, Zambelli disse que saiu do país para fazer um tratamento de saúde e que vai pedir licença do mandato.  A deputada está nos Estados Unidos e afirmou que pretende ir para a Itália por ter cidadania italiana. A prisão foi determinada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitar a medida ao Supremo. Para a PGR, ela fugiu do Brasil para evitar o cumprimento da condenação. No recurso, a defesa pediu  a absolvição da deputada e afirma que houve cerceamento de defesa pela falta de acesso a todas as provas produzidas durante a investigação. Os advogados também contestaram a condenação de Zambelli ao pagamento de R$ 2 milhões em danos coletivos. “Não há critérios objetivos que possam quantificar e precisar, ainda que grosseiramente, o prejuízo sofrido pela administração da justiça, de modo que a fixação de indenização em patamar milionário decorre de discricionariedade do julgador sem amparo em critérios objetivos”, afirmaram os advogados. Após a fuga, o advogado Daniel Bialski deixou a defesa da deputada. Moraes determinou que a defesa seja feita pela Defensoria Pública da União (DPU).   Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Alexandre de Moraes determina abertura de inquérito e prisão de Carla Zambelli, que está nos EUA

Deputada é investigada por coação no curso do processo e obstrução de investigação; PGR afirma que ela fugiu para evitar cumprimento de condenação  O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (04) a abertura de um inquérito para investigar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. A decisão também inclui um mandado de prisão, a suspensão das redes sociais da parlamentar e a inclusão do seu nome na lista de procurados da Interpol.  As medidas foram adotadas após Zambelli afirmar, em entrevista a uma rádio do interior de São Paulo, que deixou o Brasil e pretende pedir asilo político nos Estados Unidos, mencionando ainda a intenção de buscar apoio junto ao ex-presidente Donald Trump. A deputada alegou que saiu do país para realizar um tratamento de saúde e que deve solicitar licença do mandato. Ela também revelou planos de ir para a Itália, onde possui cidadania.  Na decisão, Moraes apontou que a deputada estaria tentando seguir o “mesmo modus operandi” do também deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que permanece nos Estados Unidos e é alvo de um inquérito por supostamente incitar o governo norte-americano a adotar medidas contra autoridades brasileiras, entre elas, o próprio ministro do STF.  Além da abertura do inquérito e da ordem de prisão, Moraes determinou que Zambelli preste depoimento à Polícia Federal no prazo de 10 dias. A oitiva poderá ser feita por escrito, diante da atual ausência da parlamentar do país.  Outra providência tomada pelo ministro foi solicitar ao Banco Central a identificação de pessoas que enviaram valores via PIX para Zambelli. A deputada realizou uma campanha de arrecadação de recursos pela internet após ser condenada pelo STF, o que, segundo Moraes, pode estar vinculado à tentativa de burlar as decisões judiciais.  A ordem de prisão foi expedida a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que argumenta que a parlamentar fugiu do Brasil com o objetivo de evitar o cumprimento da pena imposta pelo Supremo. A PGR considera que Zambelli está deliberadamente se esquivando da Justiça e tenta frustrar a aplicação das sanções legais.  Até o momento, a defesa da deputada não se pronunciou oficialmente sobre as medidas judiciais. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: R7

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Pesquisa Quaest: desaprovação ao governo Lula chega a 57%, pior índice do mandato

A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (4), mostra que 57% dos eleitores brasileiros desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o pior índice de desaprovação desde o início do seu terceiro mandato. Já a aprovação do governo caiu dentro da margem de erro (de dois pontos percentuais, para mais ou para menos) e agora está em 40%. O levantamento realizou 2.004 entrevistas presenciais entre os dias 29 de maio e 1º de junho, com nível de confiança de 95%. Principais números da pesquisa Aprova: 40% (eram 41% na pesquisa anterior, divulgada em abril) Desaprova: 57% (eram 56%) Não sabe/não respondeu: 3% (mesmo percentual da pesquisa anterior) Queda de aprovação por escolaridade e renda A pesquisa mostra que a aprovação de Lula entre os eleitores com ensino fundamental caiu e atingiu empate técnico com o índice de desaprovação. Entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, houve uma queda na aprovação (dentro da margem de erro) e uma alta na desaprovação. O cenário também é de empate técnico nesse segmento. Já entre os que ganham mais, o governo ainda é majoritariamente desaprovado, mas houve oscilação positiva na aprovação, enquanto a desaprovação recuou levemente. Comparações com governos anteriores 56% consideram que o atual mandato de Lula é pior do que os dois primeiros; 44% avaliam que o governo atual é pior do que o de Jair Bolsonaro; 45% dizem que o governo está pior do que esperavam; 36% acham que não está melhor nem pior; 16% afirmam que está melhor do que o esperado. IOF Mais da metade dos brasileiros ainda não tomou conhecimento da proposta do governo Lula de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Segundo o levantamento, 58% dos entrevistados afirmam não ter ouvido falar sobre a mudança. Apenas 39% disseram estar informados, enquanto 3% não souberam responder. Entre os que têm conhecimento sobre o tema, 50% consideram que o governo errou ao manter a cobrança do IOF para compra de dólar e remessas ao exterior por pessoas físicas. Outros 28% avaliam que foi um acerto, e 22% não souberam opinar. INSS Ainda segundo o levantamento, 81% dos brasileiros tomaram conhecimento do escândalo no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Entre os que tiveram acesso à informação, 31% consideram o governo Lula responsável pelo desvio de dinheiro descontado de aposentadorias e pensões. Outros apontamentos de responsabilidade foram: 14% culpam o próprio INSS; 8% responsabilizam as entidades que fraudaram as assinaturas dos aposentados; 8% culpam o governo Bolsonaro; 1% dizem que a culpa é dos aposentados, por não conferirem os descontos; 26% não souberam responder ou não opinaram. Quando questionados sobre como o dinheiro deve ser devolvido às vítimas do esquema, as opiniões se dividem: 52% acreditam que a devolução deve ocorrer somente com os valores bloqueados das entidades investigadas; 41% defendem que o dinheiro seja devolvido mesmo que seja necessário usar recursos públicos.   Fonte e foto: R7

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STF retoma julgamento sobre responsabilização das redes sociais

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (4), às 14h, o julgamento sobre a responsabilização das redes sociais pelos conteúdos ilegais postados pelos usuários. O julgamento foi suspenso em dezembro do ano passado por um pedido de vista do ministro André Mendonça, que devolveu o processo para julgamento e será o primeiro a apresentar sua manifestação na sessão de hoje. A Corte julga a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil. De acordo com o dispositivo, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só podem ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo. Votos Até o momento, foram proferidos três votos sobre a questão. O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, votou pela responsabilização parcial das plataformas. Para o ministro, as redes devem retirar postagens com conteúdo envolvendo pornografia infantil, suicídio, tráfico de pessoas, terrorismo e ataques à democracia.  Pela proposta, a medida deve ser tomada após as empresas serem notificadas pelos envolvidos. Contudo, no entendimento de Barroso, a remoção de postagens com ofensas e crimes contra a honra dos cidadãos só pode ocorrer após decisão judicial, ou seja, como ocorre atualmente. Os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux também votaram a favor da responsabilização das plataformas, mas em maior extensão. De acordo com os ministros, as plataformas devem retirar, após notificação extrajudicial, conteúdos considerados ilegais, como mensagens com ataques à democracia, incitação à violência, racismo, entre outras. Entenda O plenário do STF julga dois processos que discutem a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet. Na ação relatada pelo ministro Dias Toffoli, o tribunal julga a validade da regra que exige ordem judicial prévia para responsabilização dos provedores por atos ilícitos. O caso trata de um recurso do Facebook para derrubar decisão judicial que condenou a plataforma por danos morais pela criação de perfil falso de um usuário. No processo relatado pelo ministro Luiz Fux, o STF discute se uma empresa que hospeda um site na internet deve fiscalizar conteúdos ofensivos e retirá-los do ar sem intervenção judicial. O recurso foi protocolado pelo Google. Outro lado Nas primeiras sessões do julgamento, representantes das redes sociais defenderam a manutenção da responsabilidade somente após o descumprimento de decisão judicial, como ocorre atualmente. As redes socais sustentaram que já realizam a retirada de conteúdos ilegais de forma extrajudicial e que o eventual monitoramento prévio configuraria censura.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Lula nega erro no IOF e indica novo acordo fiscal em construção com líderes do Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta terça-feira (3) que tenha havido erro por parte do governo ao anunciar a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), medida que gerou forte reação do mercado e do Congresso. Segundo ele, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou a proposta em meio à pressão por uma resposta rápida sobre a compensação da desoneração da folha de pagamento — exigência do STF (Supremo Tribunal Federal. “Quando aprovaram a desoneração, já sabiam que havia uma decisão da Suprema Corte exigindo compensação. O Haddad, no afã de dar uma resposta rápida à sociedade, apresentou uma proposta. Agora, se há outras possibilidades, estamos discutindo”, afirmou Lula, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. O presidente indicou que o governo pode anunciar o novo pacote fiscal ainda nesta terça-feira, antes de sua viagem oficial a Paris. Segundo ele, as propostas já foram discutidas com os presidentes da Câmara e do Senado, e agora dependem apenas de consenso entre os líderes. “Hoje vai ter um almoço na minha casa com todas as pessoas envolvidas nessa discussão. A ideia é saber se o acordo está feito ou não, pra que a gente possa anunciar como será feita a compensação que o Brasil precisa pra colocar nossas contas fiscais em ordem”, disse. A equipe econômica busca alternativas para substituir o aumento do IOF, que seria a fonte de compensação das perdas com a desoneração da folha até 2027. A proposta gerou reação imediata no Congresso, que se mobilizou para derrubar o decreto — algo que não acontece há 25 anos. Após a pressão, o governo ganhou um prazo de dez dias para apresentar uma nova solução. As medidas em discussão foram mantidas em sigilo até o momento, mas Lula reforçou que só pretende enviar qualquer texto ao Congresso após pactuar o conteúdo com os principais atores políticos. “Antes de qualquer medida, temos que reunir os nossos parceiros: o presidente do Senado, o presidente da Câmara, os líderes dos partidos. Não tem segredo. Já fizemos uma reunião domingo à noite, e hoje encerramos esse processo com um almoço na minha casa”, disse. Entenda o que é e como o IOF é cobrado – Momento MT Reunião Haddad O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, definiu como “decisiva” a reunião realizada nessa segunda-feira (2) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, para estabelecer alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). “Foi uma excelente conversa na residência oficial do presidente da Câmara [Hugo Motta], com a presença do presidente do Senado [Davi Alcolumbre]. Além de mim, a ministra [das Relações Institucionais] Gleisi [Hoffmann] participou. E conseguimos com dois técnicos, um da Fazenda e um da Casa Civil, apresentar ponto por ponto daquilo que já havia sido sugerido por alguns parlamentares”, disse. O ministro ainda acrescentou haver “acolhimento” dos dois presidentes e ressaltou que, no Congresso, o próximo passo é conseguir alinhamento com todos os líderes. “Tive uma reunião que há muito tempo que não tínhamos, uma reunião decisiva, para colocar mais ordem no que precisa organizar, sem prejudicar a população, respeitando os direitos, mas avançando na estabilidade macroeconômica”, completou. Segundo Haddad, o governo também apresentou “uma estimativa de impacto benéfico sobre as contas públicas” com as mudanças. “Hoje vamos ter uma reunião com o presidente da República bastante produtiva porque nós chegamos a um entendimento de pequenos detalhes para ser arbitrados, de fato pequenos. O plano de voo está bem montado, vamos todos hoje, antes da viagem do presidente [para a França], apresentar a ele todos os pontos. Essa agenda já estava pré-fixada durante o fim de semana, queria que na terça-feira as coisas se resolvessem para que ele pudesse viajar mais tranquilo, já com essas coisas endereçadas”, detalhou Haddad.   Fonte: R7 Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

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Carla Zambelli deixa o Brasil após condenação e diz que pedirá licença do mandato

Condenada a dez anos de prisão, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou nesta terça-feira (3) que deixou o Brasil e está na Europa há alguns dias em busca de um tratamento médico. Em entrevista a um canal no Youtube, a parlamentar disse que pedirá licença não remunerada do mandato. “Estou fora do Brasil já faz alguns dias. Vim, a princípio, buscando um tratamento médico que já fazia aqui. Agora, vou pedir para que possa me afastar do cargo”, afirmou. Zambelli disse estar “muito tranquila” em relação à decisão que tomou. “Vou me basear na europa. Tenho cidadania europeia. Não é um abandono do país. Não é desistir da minha luta. Muito pelo contrário: é resistir. Poder continuar falando o que quero falar”, afirmou. A deputada mencionou o correligionário Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao falar sobre a possibilidade de pedir uma licença não remunerada. “Tem essa possibilidade na Constituição. Acho que as pessoas conhecem um pouco mais essa possibilidade hoje em dia porque foi o que o Eduardo [Bolsonaro] fez também. Passo a não receber mais o salário e o gabinete vai ser ocupado pelo meu suplente”, declarou. A parlamentar afirmou ainda que escolheu o continente como destino para poder atuar pelo fortalecimento da direita nos países da região. “O caminho nos Estados Unidos já está asfaltado (pelo Eduardo Bolsonaro e pelo Paulo Figueiredo). É justamente por isso que estou escolhendo a Europa. Lá a gente precisa de alguém que fale espanhol para conversar na Espanha, português para falar em Portugal, inglês para conversar com a Inglaterra. Eu tenho um italiano ainda não tão bom, mas vou desenvolver”, acrescentou. Ela declarou ainda que delegou a administração de suas redes sociais à mãe, Rita Zambelli. Antes de viajar, ela também emancipou o filho de 17 anos para que ele possa se candidatar nas eleições do ano que vem e herdar o seu espólio eleitoral. A defesa de Zambelli afirmou que foi apenas comunicada que ela estaria fora do país para dar continuidade a um tratamento de saúde. Em 15 de maio, a deputada foi condenada pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) a dez anos de prisão mais multa de R$ 2 milhões, que deve ser paga em conjunto com o hacker Walter Delgatti Neto, por invasão ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Ela ainda foi condenada à perda do mandato, mas pode recorrer. Entenda Além de Zambelli, a Turma condenou o hacker Walter Delgatti Neto a oito anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado. Atualmente, ele cumpre prisão preventiva. Ambos respondem pelos crimes de invasão a dispositivo eletrônico e falsidade ideológica. Eles ainda podem recorrer. A parlamentar também foi condenada à perda do mandato (a ser declarada pela Mesa da Câmara dos Deputados após o trânsito em julgado). A decisão ainda torna a deputada inelegível por oito anos de acordo com a Lei da Ficha Limpa. Em 19 de março, Zambelli divulgou uma chave Pix nas redes sociais, pedindo ajuda para arcar com os processos aos quais responde. Até a última atualização divulgada, ela havia arrecadado R$ 285 mil.   Fonte: R7 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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IOF: após reunião ‘decisiva’ com Motta e Alcolumbre, Haddad prevê anunciar alternativas hoje

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, definiu como “decisiva” a reunião realizada nesta segunda-feira (2) com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, para estabelecer alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Haddad deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda nesta terça-feira (3) para apresentar as propostas e logo depois divulgar quais serão as ações adotadas pelo governo federal. “Foi uma excelente conversa na residência oficial do presidente da Câmara [Hugo Motta], com a presença do presidente do Senado [Davi Alcolumbre]. Além de mim, a ministra [das Relações Institucionais] Gleisi [Hoffmann] participou. E conseguimos com dois técnicos, um da Fazenda e um da Casa Civil, apresentar ponto por ponto daquilo que já havia sido sugerido por alguns parlamentares”, disse. O ministro ainda acrescentou haver “acolhimento” dos dois presidentes e ressaltou que, no Congresso, o próximo passo é conseguir alinhamento com todos os líderes. “Tive uma reunião que há muito tempo não tínhamos, uma reunião decisiva, para colocar mais ordem no que precisa organizar, sem prejudicar a população, respeitando os direitos, mas avançando na estabilidade macroeconômica”, completou. Segundo Haddad, o governo também apresentou “uma estimativa de impacto benéfico sobre as contas públicas” com as mudanças. “Hoje vamos ter uma reunião com o presidente da República bastante produtiva porque chegamos a um entendimento de pequenos detalhes para serem arbitrados. O plano de voo está bem montado, vamos todos hoje, antes da viagem do presidente [para a França], apresentar a ele todos os pontos. Essa agenda já estava pré-fixada durante o fim de semana, queria que na terça-feira as coisas se resolvessem para que ele pudesse viajar mais tranquilo, já com essas coisas endereçadas”, detalhou Haddad. O titular da Fazenda voltou a defender que as medidas serão “estruturantes” e vão garantir “estabilidade duradoura para as contas [públicas] no próximo período”. Articulação política O desafio agora, segundo o ministro, é o diálogo com os partidos políticos. “As mudanças são medidas estruturais para dar um conforto para o país de médio e longo prazo, para que tenhamos um bom ano de 2026, um ano que possamos discutir o país e não ficar, como aconteceu em 2022, naquela situação de desorganização das finanças e das contas públicas”, disse. “Queremos garantir um ambiente político de qualidade. E, para isso, precisamos de reformas estruturais. Isso vai depender agora de uma avaliação dos partidos. Só do fato de termos o aval dos presidentes das duas Casas de que o caminho é esse, já é uma coisa muito significativa. Antes mesmo da remessa das medidas já está havendo um acolhimento dos presidentes [Motta e Alcolumbre]. Agora, vamos negociar com as bancadas, mas é um gesto que não pode deixar de ser considerado da parte dos dois presidentes”, defendeu. info_aumento_iof (3).png Momento MT Gás e óleo Haddad afastou a possibilidade de que medidas do setor de petróleo e gás visando aumentar da arrecadação federal venha como alternativa ao IOF. O governo federal quer elevar em R$ 35 bilhões a arrecadação até 2026 a partir de novas alíquotas de imposto e leilões. “Já foi encaminhada [proposta] ao Congresso pela área econômica, por provocação do Ministério de Minas e Energia. Pelo menos metade desse valor anunciado pelo ministro já está contabilizado para este ano, para fechar a meta fiscal, que vamos manter”, disse, completando que não se trata de uma medida estruturante, como defendem os presidentes da Câmara e do Senado.   Fonte: R7 Foto: Diogo Zacarias/MF

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Nikolas Ferreira se pronuncia sobre prisão de primo por tráfico: ‘Não me envolve’

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou neste domingo (1º) sobre a prisão de Glaycon Ranieri de Oliveira Fernandes, primo dele preso com mais de 30 quilos de drogas durante uma operação da Polícia Federal em Minas Gerais. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar minimizou o caso e afirmou que a situação “não o envolve” e é uma “tentativa frustrada” de desgastar a imagem dele. Fernandes foi detido em flagrante conduzindo um automóvel na BR-452, em Uberlândia. No interior do carro, a polícia encontrou 30,2 kg de maconha e 3,82 kg de cocaína. A ação envolveu forças de segurança de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Os investigadores apontam o deslocamento da droga em direção ao município de Nova Serrana, região onde a família Fernandes mantém atuação política. O pai de Glaycon, Enéas Fernandes, concorreu ao cargo de prefeito em 2024 com apoio declarado de Nikolas. Durante o período eleitoral, a cidade recebeu expressivo volume de emendas parlamentares destinadas pelo deputado. Prisão preventiva A Justiça determinou a prisão preventiva após audiência de custódia. A decisão considerou a quantidade do material apreendido e a suspeita de tráfico interestadual. Glaycon não possuía antecedentes criminais. Conforme comunicado da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, o acusado permanece detido à disposição do Judiciário. Dados da operação sugerem que o destino da droga era Nova Serrana, cidade de pouco mais de 100 mil habitantes. O município tem registrado aumento na criminalidade associada ao tráfico, o que reforça a preocupação das autoridades com a origem e distribuição dessas substâncias.   Fonte: R7 Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

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Câmara retoma votação de fundo para agricultores atingidos pela gripe aviária

Após adiamentos, deputados preveem retomar a discussão ligada a gripe aviária nesta segunda-feira (2). A pauta da Câmara indica votação do Fundeagro (Fundo Nacional para Prevenção, Proteção e Defesa Agropecuária Contra Calamidades), voltado para diminuir o impacto de vírus como o da gripe aos produtores rurais. A ideia é manter um fundo que poderá receber aportes do governo e doações, com valores que poderão ser solicitados por produtores em situações de emergência sanitária. Se for aprovada por deputados, o texto seguirá para o Senado. “O projeto estabelece que os recursos do Fundeagro serão destinados às ações de prevenção, proteção e defesa contra riscos de perdas nas produções agropecuárias, em função de eventos climáticos ou sanitários adversos”, diz trecho do texto. A votação vem em um período de emergência decretada por estados e de 13 casos em investigação, até sexta-feira (30). Ao todo, o país tem 170 registros de gripe aviária, sendo a maioria entre aves silvestres e apenas um em granja comercial, na cidade gaúcha Montenegro. O impacto das apurações tem impactado produtores, pelo descarte de ovos e o abate de aves. O governo de Minas Gerais divulgou o descarte de 450 toneladas de ovos férteis que tiveram origem no Rio Grande do Sul. A medida foi adotada de forma preventiva e se repetiu em outros estados, como no Paraná, onde o governo anunciou a destruição de 10 milhões de ovos — o equivalente a cerca de 600 toneladas. Horas extras para auditores O outro projeto ligado à gripe aviária é defendido por parlamentares, mas teve votação adiada e segue sem previsão de análise. A proposta garante o pagamento de horas extras a auditores que fazem acompanhamento de granjas, com a intenção de contribuir com uma maior fiscalização. Conforme apurou o R7, um dos entraves ligados ao projeto é o chamado “vício de iniciativa”. Por tratar de uma carreira federal, a proposta não poderia ser iniciada pelo Congresso, mas sim pelo Executivo. O governo avalia se envia um novo texto, para não ter impedimentos futuros ligados à autoria da proposta. O apoio do governo às iniciativas da Câmara foram reforçados pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, na última semana. A pasta ainda negocia a análise do projeto ligado aos auditores. Gripe aviária controlada O ministro defende que os casos de gripe aviária estão sob controle no Brasil. Fávaro citou os 170 registros no país, relembrando que praticamente todos os casos são em aves silvestres. “Não está livre de termos novos focos em granjas comerciais, mas independente disso, o sistema brasileiro vai se reforçando, inclusive com medidas adotadas pelo Congresso Nacional, com o nosso apoio para que esse sistema seja ainda mais robusto”, apontou. Os resultados, segundo Fávaro, também podem ser vistos de forma otimista para a retomada de exportações entre os 24 países que suspenderam a compra de frango brasileiro. O Brasil está no sétimo dia de “vazio sanitário”, com projeção de retomada de acordos comerciais em mais três semanas. Segundo os protocolos, se em 28 dias o país não registrar novos casos de gripe aviária em granjas, volta ao status de livre da doença.   Fonte: R7 Foto: Ben Moreland/Unsplash

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Bolsonaro é ouvido pela PF nesta semana em investigação sobre conduta de Eduardo nos EUA

A PF (Polícia Federal) começa nesta segunda-feira (2), a partir de ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), a ouvir testemunhas no inquérito que apura a atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Entre os depoentes da semana estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ). Eduardo prestará esclarecimentos por escrito, uma vez que permanece fora do país. O primeiro a ser ouvido será Lindbergh. O petista acusa o parlamentar do PL de usar um país estrangeiro para proteger o pai, em ação que, segundo ele, atenta contra a soberania nacional. “Reunimos registros de diversas publicações nas redes sociais do deputado licenciado que confirmam as denúncias encaminhadas à Procuradoria-Geral da República. Há documentos, vídeos e declarações realizadas nos Estados Unidos com conteúdo contrário aos interesses do Brasil, do STF e do ministro Alexandre de Moraes”, disse Lindbergh. Jair Bolsonaro deverá prestar depoimento na próxima quinta-feira (5). A oitiva do ex-presidente foi determinada por Moraes após ele declarar que arca com os custos de permanência do filho no exterior. Gastos bancados por doações Segundo o ex-presidente, os gastos do filho são cobertos por doações realizadas via Pix. “Tenho bancado as despesas dele. Sem o Pix, não conseguiria. Ele está sem salário e tem atuado em articulações com autoridades no exterior”, afirmou em entrevista. Bolsonaro acrescentou que os dois mantêm contato frequente e demonstrou desejo de ver o filho disputar uma vaga no Senado em 2026. “Conversamos quase todos os dias, mas as conversas são reservadas. Ainda não decidimos sobre o retorno à Câmara. O prazo de licença chegou à metade. Não desejo esse afastamento familiar”, declarou. O inquérito foi instaurado a partir de solicitação da PGR, que atendeu representação encaminhada por Lindbergh. Entre os pedidos, consta a prisão preventiva de Eduardo e investigação por suposto atentado à soberania, tentativa de abolir o Estado democrático de direito por meios violentos e coação em processos em andamento. PGR vê tentativa de interferência Ao justificar a abertura de investigação, a Procuradoria indicou que Eduardo tem atuado para que o governo norte-americano aplique sanções a integrantes do STF, da PGR e da Polícia Federal. As medidas solicitadas incluiriam cancelamento de vistos, bloqueio de bens e restrições comerciais — caracterizadas como “pena de morte civil internacional”. Para a PGR, as ações buscam intimidar autoridades envolvidas em processos contra Jair Bolsonaro e aliados, o que configuraria tentativa de obstrução judicial e interferência em outros Poderes. O órgão também recomendou a oitiva do ex-presidente. Licença e declarações Eduardo anunciou licença de 122 dias da Câmara em 20 de março. Na ocasião, alegou que o ministro Moraes tenta usar seu mandato como instrumento de chantagem, visando prender o parlamentar e impedir sua atuação política. Afirmou ainda que passaria a se dedicar integralmente à “justiça” e à construção de um ambiente favorável à anistia de presos e investigados ligados aos atos de 8 de janeiro. No mesmo dia, o PT solicitou à PGR a apreensão do passaporte do deputado. O pedido acabou arquivado por Moraes após a PGR indicar ausência de elementos para instaurar nova apuração. Eduardo reagiu ao inquérito, citando o arquivamento anterior. “Mantenho as mesmas condutas. Para abertura de nova investigação, seria necessário um fato novo”, declarou em rede social. Segundo o parlamentar, após declarações do senador americano Marco Rubio, o tom das acusações mudou. “Não mudei minha postura. Nenhum comportamento novo foi adotado”, escreveu. Lindbergh, por sua vez, informou que pedirá ao Conselho de Ética da Câmara a cassação do mandato.   Fonte: R7 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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