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Categoria: Política

Policiamento na Praça dos Três Poderes é reforçado para motociata com Bolsonaro

Evento terá concentração na Granja do Torto, às 15h; presença do ex-presidente foi confirmada nas redes sociais do PL A segurança será reforçada nos arredores da Praça dos Três Poderes, em Brasília, durante a motociata marcada para a tarde desta terça-feira (29) com presença confirmada do ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento, que terá concentração na Granja do Torto, às 15h, está sendo divulgado pelo PL com convite a apoiadores do ex-chefe do Executivo. Mesmo sem previsão de que os motociclistas passem pelos arredores do STF (Supremo Tribunal Federal), a segurança perto do prédio deve ser reforçada com o apoio de policiais judiciais e da SSP-DF (Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal). “A concentração da motociata será na parte externa do Brasília Capital Moto Week, na Granja do Torto, segue pelo Eixo Norte, vai até a Rodoviária, contorna pelo Eixão Norte até a Granja do torto novamente. Haverá o fechamento da N1 e S1, alça Leste (trecho a partir do Museu da República)”, diz a Secretaria. As equipes de segurança pretendem adotar uma “abordagem equilibrada” para que o evento ocorra sem representar riscos ao STF, localizado na Praça dos Três Poderes. De acordo com a pasta, os atos serão monitorados para que ocorram “respeitados os limites constitucionais”. A Praça dos Três Poderes está cercada por grades desde o último sábado (26), quando deputados acamparam em protesto contra as medidas aplicadas a Jair Bolsonaro, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Na determinação do cercamento do local, o ministro do STF Alexandre de Moraes afirmou que o isolamento da Praça dos Três Poderes tem o objetivo de evitar um novo ataque, como o do 8 de Janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram os prédios públicos, pedindo intervenção militar. Bolsonaro na motociata A presença do ex-presidente no evento foi confirmada no Instagram do PL e por publicações feitas no X (antigo Twitter) de parlamentares que são apoiadores de Bolsonaro, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da sigla na Câmara dos Deputados, e o deputado Gustavo Gayer (PL-GO). As motociatas são eventos recorrentes dos apoiadores de Jair Bolsonaro. O ex-presidente realizava reuniões do tipo em diversas regiões do país em uma tentativa de demonstrar força política, inclusive durante a pandemia de Covid-19, época em que as aglomerações eram proibidas. Agora, no entanto, o ex-presidente participará do evento sob medidas cautelares. De acordo com as restrições impostas pelo STF, Bolsonaro precisa praticar recolhimento domiciliar no período noturno, a partir das 19h às 6h, de segunda a sexta-feira, e de forma integral nos fins de semana.   Fonte: R7 Foto: Isac Nóbrega/PR

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Justiça manda Deltan pagar R$ 135 mil a Lula por caso do PowerPoint

Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou que o ex-procurador Deltan Dallagnol pague em 15 dias o valor de R$ 135.416,88 ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a título de indenização por danos morais pelo que ficou conhecido como “caso do PowerPoint”. O valor inclui também correção monetária, juros e honorários advocatícios. A execução do pagamento foi determinada pelo juiz Carlos Brito na última sexta-feira (25), após o processo de Lula contra Dallagnol ter transitado em julgado, isto é, não haver mais possibilidade de recursos contra a condenação. O ex-procurador pode ainda contestar os cálculos judiciais. Dallagnol foi processado por Lula em 2016, após uma entrevista coletiva para apresentar denúncia na qual apontava o político como líder da organização criminosa investigada pela Operação Lava Jato. Na ocasião, o então coordenador da operação fez uma apresentação de slides com um diagrama em que o nome de Lula aparece no centro, como alvo de diversas setas que partem de expressões como “proprinocracia”, “perpetuação criminosa no poder” e “grande general”. O então advogado de Lula, Cristiano Zanin, hoje ministro do Supremo, ingressou com o pedido de dano moral ainda naquele ano. O presidente perdeu na primeira e segunda instâncias, onde pediu R$ 1 milhão de indenização. Em 2022, entretanto, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reverteu o caso em favor do petista, por maioria. O colegiado entendeu que Dallagnol extrapolou os limites de suas funções ao ter feito um juízo de culpa antecipado de Lula, além de ter atribuído ao petista, durante a entrevista, a culpa por fatos e crimes que não constavam da denúncia formalmente apresentada à Justiça. Os ministros estabeleceram a indenização em R$ 75 mil, mais custas e honorários. Em junho de 2024, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do STJ. Na ocasião, a relatora do processo, ministra Cármen Lúcia, entendeu que o recurso extraordinário do ex-procurador não poderia ser provido e demonstrava apenas “inconformismo e resistência” em cumprir a sentença. Lula chegou a ser condenado e preso por corrupção na Lava Jato. As condenações foram confirmadas na segunda instância e mantidas pelo STJ, mas acabariam anuladas em 2021 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, o plenário do Supremo reconheceu diversas irregularidades na condução da Lava Jato, incluindo a usurpação da competência para julgar Lula, que devia ter sido investigado e processado não pela Justiça Federal do Paraná, mas do Distrito Federal, de acordo com a Corte.    Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Moraes veta farda militar em depoimento de réus por tentativa de golpe

Dois dos réus, os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima e Rafael Martins, compareceram inicialmente à audiência trajando fardas O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que os réus acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado não utilizem fardas militares durante os interrogatórios conduzidos pela Corte. A decisão foi questionada por advogados de defesa na audiência desta segunda-feira (28), quando a Primeira Turma do STF começou a ouvir os integrantes do chamado núcleo 3 do processo — formado por nove militares do Exército e um agente da Polícia Federal. Segundo a PRG (Procuradoria-Geral da República), esse grupo teria atuado na etapa tática do plano golpista, com ações que incluiriam o monitoramento de autoridades, planejamento de sequestros e até assassinatos. Dois dos réus, os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima e Rafael Martins, compareceram inicialmente à audiência trajando fardas. No entanto, o juiz auxiliar que conduziu a sessão informou que a vestimenta deveria ser trocada antes do início dos depoimentos. As defesas alegaram que não existe previsão legal que impeça os acusados de vestirem uniformes militares durante a oitiva. Ainda assim, a orientação do ministro Moraes foi mantida. “Essa é uma determinação do ministro relator. A acusação é contra os militares individualmente, e não contra o Exército como instituição”, disse o juiz auxiliar. Quem são os réus ouvidos hoje: Bernardo Correa Netto, coronel do Exército, preso na operação Tempus Veritatis; Estevam Theophilo, general da reserva e ex-chefe do Comando de Operações Terrestres; Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército, envolvido com carta de teor golpista; Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel, integrante do grupo “kids pretos”; Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel do Exército; Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel e membro dos “kids pretos”; Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel, também dos “kids pretos”; Ronald Ferreira de Araújo Junior, tenente-coronel acusado de discutir minuta golpista; Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército; Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal. Fonte: R7 Foto: Gustavo Moreno/STF

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Senado inicia missão para buscar reaproximação com EUA em meio a tensão comercial

Agenda inclui reuniões com parlamentares americanos, empresários e especialistas em comércio internacional Uma delegação de oito senadores inicia nesta segunda-feira (28) uma série de compromissos para buscar a reaproximação com os EUA (Estados Unidos da América), em meio ao agravamento das tensões comerciais após o anúncio de novas tarifas contra produtos brasileiros As novas taxas passam a valer na sexta-feira (1º) e já afeta setores como o agronegócio e da aviação. A agenda inclui reuniões com parlamentares norte-americanos, empresários, especialistas em comércio internacional e representantes de organismos multilaterais, mas não há previsão de encontros com autoridades americanas. Segundo os parlamentares, o foco é demonstrar a disposição do Legislativo brasileiro em fortalecer a interlocução bilateral e construir pontes institucionais em resposta ao cenário de incertezas. O grupo defende que os canais técnicos e diplomáticos com os EUA permaneçam ativos, mas que sejam acompanhados de uma articulação política em alto nível, como forma de demonstrar disposição ao diálogo e à construção de soluções de longo prazo. Segundo o presidente da comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a missão tem caráter suprapartidário e se trata de uma resposta institucional a uma crise que afeta empregos, exportações e investimentos em setores estratégicos da economia. “Preservar empregos. Este é o nosso norte”, afirmou o senador. “Não viemos aqui para confrontar. Viemos para conversar”, disse. Setores em alerta Exportadores brasileiros de diversos setores já sentem os impactos antes mesmo da data. O setor de pescado, por exemplo, afirma que o comércio com os EUA representa cerca de 70% do destino dos produtos exportados. Em uma carta divulgada na semana passada, a Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescado) afirmou que, com as novas taxas, estima-se que cerca de R$ 300 milhões em produtos estejam parados entre pátios portuários, embarcações e unidades industriais. Outro setor que já sente os efeitos, mesmo antes da vigência oficial das tarifas, é o industrial. O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Claudio Bier, afirma que algumas empresas têm até 95% das operações voltadas para o mercado norte-americano. “Temos empresas de madeira que exportam até 95% da produção para os Estados Unidos. Algumas vão fechar, outras já deram férias coletivas. Hotéis que recebiam importadores americanos estão vazios porque os compradores não vieram. O impacto já é real”, declarou. Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, alerta que o cenário pode piorar caso o Brasil adote medidas retaliatórias. “Se houver retaliação, haverá aumento de custo para tudo o que é importado dos EUA. Ou teremos que comprar de outras origens, muitas vezes em condições piores ou mais caras. E ainda há o risco de tréplica: o Brasil sobe tarifas aqui e os EUA sobem mais lá”, explicou. Carne também é afetada Outro setor já impactado por tarifas é o de carnes. Em somente três meses, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 80%. Em julho, foram exportadas somente 9.700 toneladas, contra mais de 47.800 toneladas em abril, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. As novas tarifas norte-americanas preocupam produtores e exportadores brasileiros. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avalia que as perdas decorrentes das tarifas unilaterais podem chegar a R$ 175 bilhões nos próximos dez anos. Isso representa uma redução do PIB brasileiro a longo prazo de 1,49%. Caso o Brasil imponha tarifas de 50% lineares aos produtores norte-americanos, o impacto seria maior e chegaria a R$ 259 bilhões, com redução do PIB de longo prazo de 2,21%. Agenda Segunda-feira (28) 8h30* — Reunião na Residência oficial da Embaixadora do Brasil em Washington 13h* — Reuniões com lideranças empresariais e representantes do Brasil-U.S. Business Council — Sede da U.S. Chamber of Commerce Terça-feira (29) A agenda do dia envolve compromissos estratégicos com autoridades norte-americanas. Quarta-feira (30) 08h30* — Americas Society / Council of the Americas 10h15* — Coletiva de imprensa da missão oficial *Horários no fuso local de Washington (GMT-4), uma hora a menos que Brasília Diplomacia como saída Diante do cenário, especialistas e autoridades defendem o caminho da negociação. A economista Carla Beni, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), destacou a tradição diplomática do Brasil. “Mesmo com a Lei da Reciprocidade, o primeiro passo é o diálogo. O segundo, acionar organismos internacionais. E só então pensar em retaliações”, disse à Record News. Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, reforça: “Bater de frente com os EUA seria um desastre total.” O professor Hugo Garbe lembra que o Brasil depende mais economicamente dos EUA do que o inverso. “Não temos estrutura para um embate direto. A diplomacia precisa ser estratégica e focar na redução das tarifas.” Para o mestre em finanças Hulisses Dias, da Universidade de Sorbonne, qualquer sinal de insegurança pode afastar investidores estrangeiros. “É preciso evitar retaliações diretas. O ideal seria buscar medidas que pressionem setores estratégicos americanos sem prejudicar a economia brasileira.” Senadores A delegação é composta por oito senadores: Nelsinho Trad (PSD-MS) — presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) e líder da missão; Tereza Cristina (PP-MS) — ex-ministra da Agricultura e vice-presidente da CRE; Jaques Wagner (PT-BA) — líder do governo no Senado; Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) — vice-presidente do Grupo Parlamentar Brasil–Estados Unidos e ex-ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações; Rogério Carvalho (PT-SE) — líder do PT no Senado; Carlos Viana (Podemos-MG); Fernando Farias (MDB-AL); e Esperidião Amin (PP-SC).   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Instagram/@astropontes/ 27.7.2025

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Tentativa de golpe: STF começa interrogatórios de réus do Núcleo 3 nesta segunda-feira (28)

Grupo é composto por 12 pessoas, entre militares da ativa e da reserva e agente da policial federal O STF (Supremo Tribunal Federal) começa nesta segunda-feira (28) mais uma etapa de interrogatórios dos réus da tentativa de golpe de Estado ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A partir das 9h, por videoconferência, serão ouvidos os réus do núcleo 3 da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). O grupo é composto por militares da ativa e da reserva do Exército e por um policial federal denunciados pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. São 12 acusados: Bernardo Romão Correa Netto (coronel), Cleverson Ney Magalhães (coronel da reserva), Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira (general da reserva), Fabrício Moreira de Bastos (coronel), Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel), Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel), Nilton Diniz Rodrigues (general), Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel), Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel), Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel), Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel) e Wladimir Matos Soares (agente da Polícia Federal). Dinâmica dos interrogatórios Nesta fase processual, os questionamentos seguem a seguinte ordem: primeiro fala o juiz instrutor, depois, o representante da PGR e, por fim, as defesas dos corréus — sempre seguindo a ordem alfabética dos envolvidos. Finalizada essa fase processual, o relator da ação penal preparará o relatório (resumo do caso) e o voto. Não há prazo para o ministro concluir a análise. Quando a ação penal estiver pronta para julgamento, o relator liberará o processo para inclusão na pauta do colegiado.   Fonte: R7 Foto: Antonio Augusto/STF

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Secretário dos EUA diz que entrada em vigor de tarifas não será adiada

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, disse que as tarifas aos produtos brasileiros previstas para iniciarem em 1º de agosto não serão adiadas. Os produtos importados do Brasil pelos EUA serão taxados em 50%. A afirmação foi feita neste domingo (27) durante entrevista do secretário ao programa Fox News Sunday. “Com certeza não haverá mais prorrogações, não haverá mais [período de] carência. As tarifas estão programadas para o dia 1º de agosto. Colocaremos a Alfândega para começar a coletar o dinheiro”, disse. Lutnick afirmou que o presidente Donald Trump estará aberto a “negociar e conversar com as grandes economias”. Ele, no entanto, ponderou que tais conversas podem esbarrar em dificuldades. “Obviamente, após 1º de agosto, as pessoas ainda poderão falar com o presidente Trump. Ele está sempre disposto a ouvir. Até lá, acho que o presidente vai falar com muitas pessoas. Se elas podem fazê-lo feliz é outra questão”, acrescentou. Entenda No dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que anuncia a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano a partir do dia 1º de agosto. No documento, Trump diz ter adotado a medida sob a justificativa de que o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, estaria sofrendo perseguição política. Os Estados Unidos também iniciaram uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram supostamente “desleais”. Entre elas, o Pix. O governo de Trump também revogou os vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”. Na última sexta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está aberto a negociar com Trump e disse que o presidente dos Estados Unidos foi induzido a acreditar “em uma mentira”.  O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro da Indústria, Comércio e Serviço, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, lideram as iniciativas para uma solução diplomática com o país norte-americano. O governo também criou um comitê para discutir as taxações com o setor produtivo brasileiro.   Fonte: Agência Brasil Foto: Reuters/Leah Millis/Arquivo

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Moraes determina remoção de deputados bolsonaristas acampados em frente ao STF

Decisão atinge os parlamentares Hélio Lopes, Sóstenes Cavalcante, Cabo Gilberto Silva, Coronel Chrisóstomo e Rodrigo da Zaeli O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta sexta-feira (25) a remoção imediata de cinco deputados federais bolsonaristas que estavam acampados em frente ao prédio da Corte, em Brasília. A decisão também proíbe o acesso e a permanência de quaisquer indivíduos que estejam no local participando de manifestações com indícios de prática criminosa. Os alvos da decisão são os parlamentares Hélio Lopes (PL-RJ), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT). Na decisão, Moraes afirma que a permanência dos manifestantes representa “risco concreto à ordem pública”, sobretudo diante do atual contexto de julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, há tentativa de repetir os “ilegais e golpistas acampamentos” montados em frente aos quartéis do Exército antes da invasão às sedes dos Três Poderes. O ministro também autorizou a prisão em flagrante dos envolvidos que se recusarem a deixar o local, com base nos crimes de desobediência ou resistência à autoridade. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi intimado pessoalmente a impedir a instalação de novos acampamentos na região após a desocupação. “A Praça dos Três Poderes é área de segurança e não será permitido que apoiadores de diversos réus organizem novos acampamentos ilegais para coagir os ministros da Suprema Corte”, afirmou Moraes.   Fonte: R7 Foto: Fellipe Sampaio/STF

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Comitiva do Senado chega hoje (26) aos EUA em busca de diálogo para rever tarifas de Trump

Reuniões com parlamentares, empresários e especialistas de comércio marcam agenda política no exterior Uma comitiva de senadores brasileiros chega neste sábado (26) nos Estados Unidos para ampliar o diálogo e negociar a tarifa de 50% impostas pelo presidente americano, Donald Trump, às exportações do país. A taxa passa a valer em 1° de agosto. Com atuação na semana decisiva, parlamentares preveem uma agenda política e com empresários entre os dias 28 e 30 de julho. O grupo é composto por oito congressistas, com liderança do senador Nelsinho Trad (PSD-MS). A missão oficial se concentra na capital Washington e busca retomar o espaço de conversas para apoiar ações da diplomacia brasileira. Trad destacou que o encontro é voltado para buscar uma resposta a crise, em tentativa de impedir impactos econômicos negativos ao Brasil. “Não viemos aqui para confrontar. Viemos para conversar”, afirmou. Trad também disse que as conversas são voltadas para “preservar empregos”. Na segunda-feira, os senadores iniciam a programação com reuniões na Embaixada do Brasil em Washington às 8h30. A partir das 13h, eles participam de encontros na sede da U.S. Chamber of Commerce com lideranças empresariais e representantes do Brazil-U.S. Business Council. A agenda inclui reuniões com parlamentares norte-americanos, empresários, especialistas em comércio internacional e representantes de organismos multilaterais. A programação dos demais dias ainda será divulgada pela assessoria de Trad. O foco é demonstrar a disposição do Legislativo brasileiro em fortalecer a interlocução bilateral e construir pontes institucionais em resposta ao cenário de incertezas. O grupo defende que os canais técnicos e diplomáticos com os EUA permaneçam ativos, mas que sejam acompanhados de uma articulação política em alto nível, como forma de demonstrar disposição ao diálogo e à construção de soluções de longo prazo. Comitiva nos EUA A comitiva está nos Estados Unidos, com apoio do governo federal, e recebeu orientações do Itamaraty para ampliar diálogo. Uma reunião na última quarta-feira (23) reuniu representantes e nomes ligados às relações internacionais, como o chanceler Mauro Vieira e a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti. O grupo conta com nomes que defendem o agronegócio, governistas e alguns representantes da oposição. Veja a lista: Nelsinho Trad (PSD-MS) – presidente do grupo; Tereza Cristina (PP-MS); Astronauta Marcos Pontes (PL-SP); Jaques Wagner (PT-BA); Esperidião Amin (PP-SC); Rogério Carvalho (PT-SE); Fernando Farias (MDB-AL); Carlos Viana (Podemos-MG). Fonte: R7 Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

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Moraes determina bloqueio de contas do senador Marcos do Val

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio das contas do senador Marcos do Val (Podemos-ES). A decisão atinge movimentações realizadas via Pix e cartões de crédito. A medida foi determinada após o parlamentar viajar para os Estados Unidos sem autorização do Supremo. No ano passado, uma decisão da Corte determinou a suspensão dos passaportes do senador. Contudo, na última quarta-feira (23), Marcos do Val embarcou para Miami com passaporte diplomático, que não foi entregue por ele à Polícia Federal (PF). O senador é investigado pelo STF pela suposta campanha de ataques nas redes sociais contra delegados da Polícia Federal que foram responsáveis por investigações envolvendo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.  Antes de sair do país, o senador pediu a Alexandre de Moraes autorização para viajar, mas o pedido foi negado. Em nota à imprensa, a assessoria do senador confirmou que ele viajou com um passaporte diplomático, que estava válido. “O passaporte diplomático encontra-se plenamente válido até 31 de julho de 2027, sem qualquer restrição. Em 22 de julho de 2025, a Embaixada dos Estados Unidos da América, em Brasília, renovou o visto oficial (B1/B2) do Senador, com validade até 16 de julho de 2035, o que atesta o pleno reconhecimento internacional de sua legitimidade e regularidade diplomática”, diz a nota do parlamentar. * Texto alterado às 23h21. O STF esclareceu que a decisão não atinge a filha do senador.   Fonte: Agência Brasil Foto: Agência Senado

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Marcos do Val contraria ordem do STF e viaja para os Estados Unidos

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) confirmou nesta quinta-feira (24) ter viajado aos Estados Unidos, apesar de ter seus passaportes bloqueados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com nota divulgada pela assessoria do parlamentar, a viagem foi realizada com um passaporte diplomático que ficou com Marcos do Val apesar de uma ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, de agosto do ano passado, ter determinado a apreensão do documento. “O passaporte diplomático encontra-se plenamente válido até 31 de julho de 2027, sem qualquer restrição. Em 22 de julho de 2025, a Embaixada dos Estados Unidos da América, em Brasília, renovou o visto oficial (B1/B2) do Senador, com validade até 16 de julho de 2035, o que atesta o pleno reconhecimento internacional de sua legitimidade e regularidade diplomática”, diz a nota do parlamentar. A Polícia Federal (PF) fez buscas em endereços pessoais e profissionais de Val, mas à época não encontrou o passaporte diplomático. Em fevereiro, a decisão pela apreensão e o bloqueio do documento foi confirmada por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo, composto por cinco ministros: além do próprio Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia.  A medida foi determinada em uma apuração na qual o parlamentar é investigado por supostamente promover uma campanha para intimidar e constranger investigadores da Polícia Federal (PF). Na mesma decisão, foi determinado ainda o bloqueio das redes sociais de Marcos do Val, que foi proibido de se manifestar por essas plataformas na internet. Neste mês, Marcos do Val protocolou um pedido no Supremo para viajar de férias com a família para os Estados Unidos, mas teve o pedido negado por Moraes. Não está claro como o parlamentar deixou o país mesmo com uma ordem pendente de apreensão de seu passaporte. Fonte: Agência Brasil Foto: Gustavo Moreno/STF/03.05.2024

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