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Categoria: Política

Soluços, xingamentos e Temer: veja o que a PF descobriu nas conversas de Bolsonaro e aliados

Conversas foram obtidas no inquérito que indiciou o ex-presidente e filho por tentar atrapalhar a investigação da trama golpista Um relatório da Polícia Federal revelou detalhes de conversas entre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o pastor Silas Malafaia, no âmbito da investigação sobre tentativa de obstrução das apurações da trama golpista. Nas mensagens, Eduardo relatava ao pai a percepção sobre o ambiente político nos Estados Unidos e discutia possíveis postagens em aplicativos. Em determinado momento, perguntou se Bolsonaro usaria o mesmo tratamento dado ao ex-presidente Michel Temer em conversa anterior. Com Malafaia, Bolsonaro comentava reportagens publicadas na imprensa, desmentindo supostos desentendimentos com os filhos, além de pedir orientação sobre posicionamentos públicos após o anúncio da taxação de 50% do governo Donald Trump sobre produtos brasileiros. Xingamentos Em 15 de julho, Eduardo demonstrou irritação após entrevista de Bolsonaro. A PF relatou temor do deputado de que declarações favoráveis ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), prejudicassem sua atuação política nos EUA. No diálogo, Eduardo utilizou xingamentos e afirmou que, caso o impacto fosse negativo, seu futuro político estaria “decretado pelo resto da vida”. Bolsonaro respondeu com dois áudios, cujo conteúdo não pôde ser recuperado. Conversa entre Bolsonaro e Eduardo obtida pela PF – Divulgação/PF – 20.8.2025 Ainda na conversa, Eduardo mencionou Michel Temer ao questionar a fala do pai sobre sua maturidade política: “Você falaria isso do Temer”, escreveu. Bolsonaro prometeu resolver em outra entrevista, mas o filho retrucou: “Ou não fale nada, me deixa de lado.” A PF registrou ainda envio de uma imagem não recuperada por Eduardo, acompanhada da frase: “Torce para a inteligência americana não levar isso ao conhecimento do Trump.” Mais tarde, o deputado pediu desculpas ao pai, alegando ter “pegado pesado”. Conversa entre Bolsonaro e Eduardo obtida pela PF – Divulgação/PF – 20.8.2025 ‘Mico contra gorila’ Mensagens trocadas com Malafaia mostraram reações ao aumento de tarifas de Trump. Para o pastor, o episódio recolocava Bolsonaro “no jogo”: “Você é o cerne da questão. Quem é o Brasil para peitar os EUA? Mico contra um gorila.” Malafaia acrescentou que divulgaria vídeo alertando ministros do STF sobre possíveis retaliações contra familiares. “É um alerta aos ministros do STF: se continuarem apoiando Alexandre de Moraes, a próxima retaliação vai ser à pessoa física.” Conversa entre Bolsonaro e Silas Malafaia obtida pela PF – Divulgação/PF – 20.8.2025 Malafaia x Eduardo Em 11 de julho, Malafaia classificou como “inexperiente” a atuação de Eduardo. “Estou indignado. Só não faço um vídeo e arrebento com ele por consideração a você”, escreveu ao ex-presidente. O pastor também apontou “amadorismo político” na divulgação de suposta briga entre Bolsonaro e o filho, episódio negado pelo ex-presidente como “fofoca”. Em contrapartida, elogiou entrevista de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre anistia: “Vou dar parabéns a ele também. Vambora! A faca e o queijo tá contigo.” Orientações e crise de soluço As conversas indicam que Bolsonaro recebia conselhos de Malafaia sobre estratégias de comunicação. O pastor sugeriu que discursos destacassem oposição a retaliações contra ministros do STF, acompanhados da defesa de anistia. Em 14 de julho, Bolsonaro relatou a finalização de uma carta sobre o tarifaço e a situação econômica, incluindo referência ao perdão judicial aos envolvidos no 8 de janeiro. Malafaia aprovou o texto e recomendou divulgação em vídeo: “Carta vale para imprensa. Vídeo para o povo em geral.” O ex-presidente respondeu que não conseguiria gravar devido a uma “crise de soluço”: “A cada três segundos, um soluço. É impossível gravar qualquer coisa.” Divulgação e tradução Malafaia aconselhou Bolsonaro a reforçar no vídeo que as tarifas seriam revertidas com aprovação da anistia, negar qualquer intenção de golpe e sustentar ausência de provas sobre planejamento ou execução. Para ampliar o alcance, ofereceu-se para traduzir o material para o inglês com apoio de inteligência artificial: “Seu filho faz chegar na mão de Trump. Ele tem contato com assessores que falam toda hora com ele. Trump quer ver também uma atitude sua.” Conversa entre Bolsonaro e Silas Malafaia obtida pela PF – Divulgação/PF – 20.8.2025 Conversa entre Bolsonaro e Silas Malafaia obtida pela PF – Divulgação/PF – 20.8.2025 Conversa entre Bolsonaro e Silas Malafaia obtida pela PF – Divulgação/PF – 20.8.2025 Conversa entre Bolsonaro e Malafaia obtida pela PF – Reprodução/Polícia Federal Perguntas e respostas Quais foram os detalhes das conversas entre Bolsonaro e seus aliados revelados pela PF? A Policia Federal revisitou detalhes de conversas entre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia. As mensagens abordavam uma suposta tentativa de obstrução do processo da trama golpista, incluindo discussões sobre o clima nos Estados Unidos e postagens em aplicativos. Eduardo expressou descontentamento com o pai após uma entrevista, temendo que declarações de apoio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, prejudicassem sua situação política nos EUA. Como Eduardo Bolsonaro reagiu às declarações do pai? Eduardo Bolsonaro demonstrou irritação e usou xingamentos, afirmando que, caso as declarações de Bolsonaro tivessem um impacto negativo, seu futuro político estaria “decretado pelo resto da vida”. Ele questionou o pai sobre se gostaria de ser visto como o ex-presidente Michel Temer e pediu para ser deixado de lado nas discussões. Qual foi a posição de Silas Malafaia nas conversas? Silas Malafaia aconselhou Bolsonaro sobre posicionamentos públicos e comentou sobre as tarifas de Donald Trump, afirmando que Bolsonaro “voltou para o jogo”. Ele também alertou sobre possíveis retaliações dos EUA contra ministros do STF e criticou a atuação de Eduardo, chamando-a de “inexperiente”. Malafaia sugeriu que Bolsonaro deixasse clara sua posição contrária a retaliações a ministros do STF. O que Bolsonaro planejava comunicar em uma carta? Bolsonaro estava finalizando uma carta que abordava a tarifa e a situação econômica do país, incluindo o perdão judicial aos envolvidos no 8 de janeiro. Malafaia aprovou o texto e sugeriu que fosse divulgado em vídeo para alcançar mais pessoas. No entanto, Bolsonaro não conseguiu gravar devido a uma “crise de soluço”. Quais foram as orientações de Malafaia para o vídeo de Bolsonaro? Malafaia orientou que Bolsonaro dissesse no vídeo que

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Mesa de Negociação não avança e governo ignora reivindicações dos servidores em Limeira

O único ponto apresentado foi a indicação de Thiago Guimarães, novo Secretário de Administração, para presidir a mesa  A reunião da Mesa de Negociação, realizada nesta quinta-feira (21), terminou sem avanços concretos para os servidores municipais. O único ponto apresentado foi a indicação de Thiago Guimarães, novo Secretário de Administração, para presidir a mesa — função que, historicamente, sempre esteve sob responsabilidade de representantes do governo.  Segundo Michel Araújo, representante do Executivo, a única pauta em discussão seria a diária das marmitas. No entanto, o sindicato lembra que, dentro da campanha salarial 2025, já foram apresentadas todas as demandas aprovadas em assembleia, o que evidencia mais uma vez a falta de apreço do governo pelas reivindicações da categoria.  Outro ponto destacado é que o PPA (Plano Plurianual), divulgado na última semana, também não contempla metas que fortaleçam a carreira do servidor público.  Diante desse cenário, o sindicato reforça a necessidade de manter os servidores organizados e mobilizados. Foi protocolado um ofício solicitando que, no Dia do Servidor, o governo apresente uma proposta efetiva de valorização da categoria. (Renan Isaltino)

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Tarcísio lidera com 43% das intenções de voto para o governo de SP em 2026; Alckmin tem 21%

Pesquisa ouviu 1.644 eleitores entre 13 e 17 de agosto; nível de confiança é de 95% A pesquisa da Quest, divulgada nesta sexta-feira (22), mostrou que Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) lidera as intenções de voto para o governo de São Paulo em 2026, com 43%. Em segundo lugar aparece o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), com 21%. Foram entrevistados 1.644 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. As entrevistas foram realizadas entre os dias 13 e 17 de agosto. Intenções de voto para o governo de SP em 2026 Tarcísio de Freitas (Republicanos): 43% Geraldo Alckmin (PSB): 21% Erika Hilton (PSOL): 8% Paulo Serra (PSDB): 3% Felipe D’Ávila (Novo): 2% Indecisos: 7% Branco/Nulo/Não vai votar: 16% A pesquisa também perguntou se o atual governador merece ser reeleito. Ao todo, 56% responderam que sim, 36% disseram que não e 8% não souberam ou não quiseram responder. Aprovação do governo Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados aprovam a gestão de Tarcísio de Freitas, índice que se mantém estável em relação às pesquisas anteriores. Em abril de 2024, o governador tinha 62% de aprovação. Em dezembro do mesmo ano, o percentual ficou em 61%. Já em fevereiro de 2025, 61% dos eleitores também aprovavam sua gestão. Atualmente, 29% desaprovam o governo, uma oscilação de um ponto percentual em relação a fevereiro. Outros 11% não souberam ou não responderam. Eleições Em outubro de 2026, os eleitores de todo o Brasil voltarão às urnas. Serão definidos os ocupantes dos cargos de deputado federal, senador, governador e presidente da República. Além disso, os eleitores também decidirão os rumos da política nacional e estadual para os quatro anos seguintes, em um pleito que deve mobilizar milhões de brasileiros. Perguntas e respostas Quem lidera as intenções de voto para o governo de São Paulo em 2026? Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) lidera as intenções de voto com 43% segundo a pesquisa da Quest. Quem ocupa a segunda posição nas intenções de voto? O atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), aparece em segundo lugar com 21% das intenções de voto. Quantos eleitores foram entrevistados na pesquisa? A pesquisa entrevistou 1.644 eleitores com 16 anos ou mais. Qual é a margem de erro da pesquisa e o nível de confiança? A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Quando foram realizadas as entrevistas? As entrevistas foram realizadas entre os dias 13 e 17 de agosto. Qual é a porcentagem de eleitores que acredita que o atual governador merece ser reeleito? 56% dos entrevistados acreditam que o atual governador merece ser reeleito. Qual é a taxa de aprovação da gestão de Tarcísio de Freitas? 60% dos entrevistados aprovam a gestão de Tarcísio de Freitas, um índice que se mantém estável em relação às pesquisas anteriores. Como a aprovação da gestão de Tarcísio de Freitas variou ao longo do tempo? Em abril de 2024, a aprovação era de 62%, em dezembro do mesmo ano caiu para 61%, e em fevereiro de 2025 permaneceu em 61%. Qual é a porcentagem de desaprovação do governo atualmente? Atualmente, 29% desaprovam o governo, uma oscilação de um ponto percentual em relação a fevereiro. Quantos eleitores não souberam ou não quiseram responder sobre a reeleição do governador? 8% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder sobre a reeleição do governador.   Fonte: R7 Foto: Nino Cirenza/Ato Press/Estadão Conteúdo – 19/08/2025 e Wilton Junior/Estadão Conteúdo – 20/08/2025

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PF vê suspeita de lavagem em R$ 44 milhões movimentados por Bolsonaro em dois anos

A Polícia Federal identificou movimentações financeiras de pouco mais de R$ 44,2 milhões realizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro entre março de 2023 e junho de 2025 que levantam suspeitas de lavagem de dinheiro. As informações fazem parte do inquérito da PF no qual o ex-presidente foi indiciado por tentar atrapalhar a ação penal do golpe, da qual ele é réu. A Polícia Federal viu indícios de que Bolsonaro e o filho Eduardo Bolsonaro cometeram os crimes de coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal) e abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L). A defesa de Bolsonaro afirmou ter recebido com “surpresa” o indiciamento realizado pela Polícia Federal. Os representantes de Bolsonaro negam descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF. Segundo a defesa, ele sempre respeitou as determinações judiciais. O documento da PF foi feito com base em dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Segundo a Polícia Federal, nem todas as movimentações realizadas na conta do ex-presidente foram analisadas, apenas as que aparentam indicar algum crime. O Coaf disponibilizou um RIF (Relatório de Inteligência Financeira) que, segundo a PF, “apresenta informações e comunicações relativas a operações financeiras suspeitas de configurarem indícios de lavagem de dinheiro e outros ilícitos penais, tendo como principais envolvidos Jair Messias Bolsonaro e Eduardo Nantes Bolsonaro”. “Naturalmente, tais comunicações também revelam a participação de terceiros que mantiveram relações financeiras com os principais investigados nas operações identificadas como suspeitas”, detalhou a PF. Segundo o documento, entre março de 2023 e junho de 2025, Bolsonaro realizou operações financeiras que incluem créditos e débitos em contas próprias, transferências a terceiros e aplicações em produtos bancários. Veja o detalhamento: De 1/3/2023 a 7/2/2024 Créditos: R$ 30.576.801,36 Débitos: R$ 30.595.430,71 De 8/2/2024 a 26/8/2024 Créditos: R$ 1.733.079,19 Débitos: R$ 1.345.311,79 De 27/8/2024 a 19/12/2024 Créditos: R$ 872.013,80 Débitos: R$ 1.260.985,76 De 20/12/2024 a 5/6/2025 Créditos: R$ 11.105.788,18 Débitos: R$ 11.105.788,18 Somando os quatro períodos, Bolsonaro recebeu R$ 44.307.516,44 e transferiu R$ 44.287.682,53. Principais destinatários Segundo a análise da Polícia Federal, considerando o período total das movimentações financeiras analisadas, o principal remetente de recursos para Bolsonaro foi o PL (Partido Liberal), com R$ 1.111.651,38. Os principais destinatários do ex-presidente foram: 4 escritórios de advocacia, que receberam, em conjunto, R$ 8.954.571,09; Eduardo Bolsonaro, que recebeu R$ 2.139.000,00; e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que recebeu R$ 2.070.100,00. Do valor enviado a Eduardo, R$ 2 milhões foram transferidos em 13 de maio, quando o deputado já estava nos Estados Unidos. Bolsonaro justificou que o repasse era para o filho não passar dificuldades no exterior. Segundo a PF, em 29 de maio Eduardo realizou uma operação de câmbio no valor de R$ 1.661.835,76. O banco que movimentou os recursos informou que esse valor teria como origem uma doação realizada por Bolsonaro. Também receberam recursos do ex-presidente no intervalo analisado pela PF outros dois filhos dele: o vereador do Rio de Janeiro (RJ) Carlos Bolsonaro (PL) — R$ 116,5 mil — e o vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan (PL) — R$ 121 mil. Perguntas e Respostas Quais movimentações financeiras foram identificadas pela Polícia Federal em relação a Jair Bolsonaro? A Polícia Federal identificou movimentações financeiras de pouco mais de R$ 44,2 milhões realizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro entre março de 2023 e junho de 2025, que levantam suspeitas de lavagem de dinheiro. Qual é o contexto do inquérito da Polícia Federal envolvendo Bolsonaro? As informações fazem parte do inquérito da PF no qual o ex-presidente foi indiciado por tentar atrapalhar a ação penal do golpe, da qual ele é réu. A PF encontrou indícios de que Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, cometeram crimes de coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Como a Polícia Federal obteve as informações sobre as movimentações financeiras? O documento da PF foi elaborado com base em dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). A PF analisou apenas as movimentações que aparentam indicar algum crime, não todas as realizadas na conta do ex-presidente. O que o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf revela? O RIF apresenta informações sobre operações financeiras suspeitas que podem indicar lavagem de dinheiro e outros ilícitos penais, envolvendo Jair Messias Bolsonaro e Eduardo Nantes Bolsonaro, além de terceiros que mantiveram relações financeiras com os investigados. Quais foram os valores recebidos e transferidos por Bolsonaro durante o período analisado? Entre março de 2023 e junho de 2025, Bolsonaro recebeu R$ 44.307.516,44 e transferiu R$ 44.287.682,53. O principal remetente de recursos para ele foi o PL (Partido Liberal), com R$ 1.111.651,38. Quais transferências foram feitas para os filhos de Bolsonaro? Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões para seu filho Eduardo em 13 de maio, quando Eduardo estava nos Estados Unidos, justificando que era para que ele não passasse dificuldades no exterior. Em 29 de maio, Eduardo realizou uma operação de câmbio no valor de R$ 1.661.835,76, que teria como origem uma doação de Bolsonaro. Outros filhos, Carlos Bolsonaro e Jair Renan, também receberam valores durante o período analisado.   Fonte: R7 Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

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Motta anuncia votação para acelerar isenção do IR a quem ganha até R$ 5.000

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a votação da urgência do projeto para isentar do IR (Imposto de Renda) quem ganha até R$ 5.000. A previsão, segundo ele, é votar a etapa do texto nesta quinta-feira (21). Na prática, a aprovação permite com que a proposta seja analisada de forma mais rápida por deputados, com votação direta no plenário. O texto foi apresentado pelo Planalto e prevê uma ampliação no benefício tributário. Atualmente, quem recebe até R$ 3.036 não precisa pagar IR. A ideia é elevar esse benefício até R$ 5.000. Pelas previsões indicadas no relatório do deputado Arthur Lira (PP-AL), a mudança deve beneficiar 14 milhões de pessoas. A proposta também prevê uma isenção parcial para pessoas com salários entre R$ 5.001 e R$ 7.350, que deve alcançar um público de 500 mil. Nos bastidores, a expectativa é de que a urgência ao texto seja aprovada com facilidade, mas líderes partidários ainda precisam discutir a análise final do texto.   Fonte: R7 Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Javier Milei e irmã são denunciados por corrupção em contratos médicos

O presidente da Argentina, Javier Milei, e sua irmã, Karina Milei, que ocupa o cargo de secretária-geral da Presidência, foram denunciados por corrupção em contratos de fornecimento de medicamentos ligados à Agência Nacional de Deficiência (Andis). A denúncia foi apresentada pelo advogado Gregorio Dalbón, representante da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner. Ele acusa a existência de um “esquema de cobrança e pagamento de propinas relacionadas à compra e fornecimento de medicamentos, com impacto direto nos cofres públicos”. Os crimes citados incluem conluio, administração fraudulenta, negociações incompatíveis com a função pública e violação da lei de Ética Pública. Além dos irmãos Milei, também foram denunciados o assessor “Lule” Menem, o chefe da Andis, Diego Spagnuolo, e o empresário Eduardo Kovalivker, dono de uma distribuidora de medicamentos. A acusação ganhou força após a divulgação, pela imprensa argentina, de áudios em que Spagnuolo detalharia o suposto esquema de subornos. Em uma das gravações, ele admite a existência da rede, afirmando que o presidente “não está envolvido, mas é toda a gente dele”. Em outra, menciona que Javier Milei foi alertado sobre o caso e que parte da operação seria controlada por uma empresa ligada à família Menem. Segundo a denúncia, a empresa de medicamentos funcionava como canal para o desvio de recursos públicos por meio de sobrepreços e taxas extras cobradas de fornecedores. Dalbón pediu buscas nas sedes da Andis, da Secretaria-Geral da Presidência e da empresa citada, além da análise dos movimentos financeiros. Paralelamente, opositores de Milei exigiram que Karina Milei e Spagnuolo sejam convocados a depor. O caso estourou durante uma sessão parlamentar que discutia a declaração de emergência em matéria de deficiência medida que obrigaria o governo a ampliar os recursos destinados ao setor, mas que foi vetada por Javier Milei no início do mês.   Fonte: R7 Foto: Tomas Cuesta/Getty Images

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Como funcionaria o voto impresso aprovado por comissão do Senado no Código Eleitoral

Aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado nessa quarta-feira (20), o Novo Código Eleitoral inclui uma emenda que prevê o retorno do voto impresso. A sugestão foi aprovada por 14 votos a 12. Apresentada pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), a proposta diz que a urna deverá imprimir o registro de cada voto, que será automaticamente depositado em local lacrado — possivelmente uma urna —, sem contato manual do eleitor. A votação só seria concluída após o eleitor confirmar que o registro impresso corresponde ao voto exibido na urna. Pelo projeto, o novo sistema de votação eletrônica com impressão do voto deve ser implantado na primeira eleição geral após a aprovação da lei. Ou seja, caso seja aprovado nos próximos meses, será obrigatório nas eleições de 2026. O texto ainda precisa ser votado no plenário do Senado e na Câmara dos Deputados. Argumentos A principal justificativa do senador Esperidião Amin para a inclusão da emenda é aumentar a transparência e confiabilidade do processo eleitoral. O texto se fundamenta em uma recomendação de relatório encomendado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) junto à PF (Polícia Federal), de 2018, que sugere a adoção do voto impresso como meio físico de auditoria. O argumento é que, apesar da agilidade e segurança do sistema eletrônico, “um software não basta ser seguro, ele precisa parecer seguro e transparente para o cidadão comum, sem conhecimentos tecnológicos”, diz o trecho destacado na emenda. Esperidião Amin também defende que o sigilo do voto será preservado, já que o registro impresso será apenas visualizado pelo eleitor e automaticamente depositado em local lacrado. O relator Marcelo Castro (MDB-PI) afirmou que, durante a tramitação do Novo Código Eleitoral no plenário, vai tentar retomar a redação que tinha elaborado para a proposta, que não previa a exigência do voto impresso. “Eu votei a favor do meu parecer, que era contra todas essas alterações. Vou continuar com o meu parecer”, disse. Castro também disse que tentará pautar o projeto no plenário da Casa na próxima semana, mas a decisão dependerá do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Leia perguntas e respostas sobre o assunto Qual foi a decisão da CCJ do Senado sobre o voto impresso? A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou, em 20 de setembro, uma emenda ao Novo Código Eleitoral que prevê o retorno do voto impresso. A proposta foi aprovada por 14 votos a 12. Quem apresentou a proposta do voto impresso e qual é a sua principal característica? A proposta foi apresentada pelo senador Esperidião Amin (PP-SC) e determina que a urna deve imprimir o registro de cada voto, que será depositado em um local lacrado, sem contato manual do eleitor. Como será o processo de votação com o voto impresso? O processo de votação só será concluído após o eleitor confirmar que o registro impresso corresponde ao voto exibido na urna. Quando o novo sistema de votação deve ser implantado? O novo sistema de votação eletrônica com impressão do voto deve ser implantado na primeira eleição geral após a aprovação da lei, o que significa que, se aprovado nos próximos meses, será obrigatório nas eleições de 2026. Quais são os próximos passos para a proposta do voto impresso? O texto ainda precisa ser votado no plenário do Senado e na Câmara dos Deputados. Qual é a justificativa do senador Esperidião Amin para a inclusão da emenda? A principal justificativa é aumentar a transparência e confiabilidade do processo eleitoral, fundamentando-se em uma recomendação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) junto à PF (Polícia Federal) de 2018, que sugere a adoção do voto impresso como meio físico de auditoria. Qual é o argumento apresentado sobre a segurança do sistema eletrônico? O argumento é que, apesar da agilidade e segurança do sistema eletrônico, “um software não basta ser seguro, ele precisa parecer seguro e transparente para o cidadão comum, sem conhecimentos tecnológicos”. Como o senador Esperidião Amin garante a preservação do sigilo do voto? Ele afirma que o sigilo do voto será preservado, pois o registro impresso será apenas visualizado pelo eleitor e automaticamente depositado em local lacrado. Qual é a posição do relator Marcelo Castro sobre a proposta do voto impresso? O relator Marcelo Castro (MDB-PI) afirmou que tentará retomar a redação que não previa a exigência do voto impresso durante a tramitação do Novo Código Eleitoral no plenário. Ele declarou que votou a favor de seu parecer, que era contra as alterações. Quando Marcelo Castro pretende pautar o projeto no plenário? Ele pretende pautar o projeto na próxima semana, mas a decisão dependerá do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).   Fonte: R7 Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

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Da taxação à anistia: veja áudios em que Bolsonaro articula formas de afastar prisão

A Polícia Federal obteve uma série de áudios de conversas entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia no âmbito do inquérito que indiciou o ex-chefe do Executivo e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por tentar atrapalhar a investigação da trama golpista. Nos arquivos, Bolsonaro relaciona a taxação com a votação do projeto de anistia, enquanto Malafaia faz críticas ao filho do ex-presidente, que está nos Estados Unidos e admite manter contatos com membros do governo americano. Taxação e anistia Em um dos áudios, Bolsonaro afirma que, se a votação da anistia não avançar, não haverá negociação sobre as tarifas de 50% impostas pelos EUA. “Resolveu a anistia? Resolveu tudo. Não resolveu? Já era”, disse em um dos trechos analisados pela PF. O ex-presidente também ressalta que não pode se expor, conforme sugerido por Malafaia. O pastor responde que Trump colocou uma “bola quicando” para Bolsonaro e que era o momento de reagir contra sanções aplicadas a ministros e suas famílias. Apesar disso, ressaltou que a anistia seria o “único caminho possível” para derrubar as tarifas. “A questão não é econômica, você que tem que dizer isso. Eu estou falando, é só pegar meus vídeos e, segunda, falo de novo. Agora, tu quer comparar minha voz com a tua? Dizer que você não tem que falar? Não, não faz isso comigo não”, acrescentou Malafaia. Eduardo Bolsonaro Outro ponto discutido é a atuação de Eduardo Bolsonaro. Em um dos principais áudios, Malafaia xinga o parlamentar e diz ter enviado uma mensagem com críticas duras:“A próxima que tu fizer, eu gravo um vídeo e te arrebento”, teria dito. No mesmo arquivo, o pastor elogia a postura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que, em entrevistas, defendeu a necessidade da anistia.“Mas dá parabéns ao Flávio, tá? Foi certinho, é isso aí. Vou dar parabéns a ele também. A faca e o queijo estão contigo”, afirmou. Xingamentos A PF também encontrou, em mensagens de texto, uma conversa acalorada entre Eduardo e o pai. O deputado chamou Bolsonaro de “ingrato”, citando uma entrevista dada pelo pai em que afirma que Eduardo não deveria criticar Tarcísio. “Estou pensando seriamente em dar mais uma porrada nele [Tarcísio], pra ver se você aprende. VTNC, seu ingrato do c******!”, escreveu Eduardo. Conversa entre Bolsonaro e Eduardo obtida pela PF – Reprodução/Polícia Federal Silas defende Eduardo Apesar das críticas, Malafaia também saiu em defesa de Eduardo. Em outro áudio, disse que Bolsonaro errou ao “queimar” o próprio filho: “Você batendo no teu filho, que está fazendo um trabalho junto a autoridades, falando com os principais assessores de Donald Trump, conseguindo produzir isso tudo aí que o Trump está fazendo. Aí você errou, mas errou feio”, declarou. O pastor acrescentou que “o jogo está sendo jogado” e orientou Bolsonaro a não temer o ministro Alexandre de Moraes, além de atacar a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência. Gratidão a Trump Outro trecho mostra Bolsonaro redigindo uma nota de quatro parágrafos elogiando Donald Trump e destacando que a “questão da liberdade está muito acima da questão econômica”. As mensagens foram enviadas a “Martinho”, identificado como o advogado Martin de Luca, representante das empresas Rumble e Trump Media & Technology. Bolsonaro também pede orientações sobre como divulgar o texto:“Fiquei muito feliz com o Trump, muita gratidão a ele”, disse. Entenda o caso A PF decidiu indiciar Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro por tentativa de interferir na ação penal em que o ex-presidente é réu por tentativa de golpe de Estado. No relatório final, os investigadores apontaram indícios de crimes de coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal) e abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L). O documento foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a PF, Eduardo buscou autoridades dos EUA para tentar impor sanções a ministros do STF, membros da PGR e da Polícia Federal, com o objetivo de interferir na ação penal e garantir impunidade ao pai. Ele também teria usado redes sociais em inglês para atingir o público internacional e coordenado a divulgação de narrativas favoráveis aos investigados. Ainda de acordo com o relatório, Eduardo recebeu R$ 2 milhões de Bolsonaro e realizou operações de câmbio e transferências para ocultar a origem do dinheiro. Acusações contra Jair Bolsonaro A PF afirma que o ex-presidente financiou e corroborou as ações do filho. Ele teria descumprido medidas cautelares, mantido comunicação coordenada com aliados para coagir autoridades e até planejado fuga do país. As investigações também apontam movimentações financeiras atípicas para financiar atividades ilícitas. “O conjunto de elementos probatórios arrecadados indica que o ex-presidente Jair Bolsonaro atuou deliberadamente, de forma livre e consciente, desde o início de 2025 e, com maior ênfase, nos meses de maio, junho e julho de 2025 — quando se intensificaram as ações de Eduardo Bolsonaro no exterior — com a finalidade de se desfazer dos recursos financeiros que tinha em sua posse imediata, bem como evitar possíveis medidas judiciais que limitassem ou impedissem a consumação do intento criminoso”, escreveu a PF. Defesas Nas redes sociais, Eduardo disse que lhe “causa espanto” ser apontado como participante de crime sem que a PF identifique os autores. Em nota publicada no X (antigo Twitter), classificou a acusação como “delirante” e questionou por que autoridades americanas não foram incluídas: “Se a tese da PF é de que haveria intenção de influenciar políticas de governo, o poder de decisão não estava em minhas mãos, mas em autoridades americanas, como o presidente Donald Trump, o senador Marco Rubio ou o Secretário do Tesouro Scott Bessent. Por que, então, a PF não os incluiu como autores? Omissão? Falta de coragem?”, escreveu. Perguntas e respostas Quais são os principais conteúdos dos áudios obtidos pela Polícia Federal? A Polícia Federal obteve áudios de conversas entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia, que abordam tentativas de interferir na investigação sobre uma suposta trama golpista. Nos áudios, Bolsonaro discute a relação entre a votação do projeto de anistia e a taxa de 50% imposta pelos EUA,

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Câmara aprova projeto contra adultização de crianças nas redes sociais

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (20), em votação simbólica, o Projeto de Lei (PL) 2628/2022, que estabelece regras para proteção e prevenção de crimes contra crianças e adolescentes em ambientes digitais. É o chamado PL contra a “adultização” de crianças.   De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto foi relatado na Câmara pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI) e contou com o apoio de centenas de organizações da sociedade civil que atuam com a proteção das crianças e adolescentes no Brasil. O texto aprovado é um substitutivo do relator. Apesar da proposta já ter passado pelo Senado, como houve mudanças na Câmara, o texto retornará para apreciação final dos senadores. Uma das novidades do projeto aprovado na Câmara é a previsão de uma autoridade nacional autônima, entidade da administração pública que será responsável por zelar, editar regulamentos e procedimentos e fiscalizar cumprimento da nova legislação. A entidade deverá ser criada por norma própria e funcionará nos moldes da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Com 16 capítulos e 41 artigos, o texto obriga as plataformas digitais a tomarem medidas “razoáveis” para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para essas faixas etárias, como exploração e abuso sexual, violência física, intimidação, assédio, promoção e comercialização de jogos de azar, práticas publicitárias predatórias e enganosas, entre outros crimes. Além disso, a proposta prevê regras para supervisão dos pais e responsáveis e exige mecanismos mais confiáveis para verificação da idade dos usuários de redes sociais, o que atualmente é feito basicamente por autodeclaração. A matéria ainda disciplina o uso de publicidade; a coleta e o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes e estabelece regras para jogos eletrônicos, veda à exposição a jogos de azar. Em caso de descumprimento das obrigações previstas na lei, os infratores ficam sujeitos a penalidades que variam de advertência, multas que podem chegar a R$ 50 milhões, suspensão temporária de atividades e até a proibição definitiva das atividades no país. “Não tenho dúvida que nossas crianças e adolescentes irão reconhecer o trabalho do Parlamento brasileiro em buscar um ambiente seguro nas redes sociais, no ambiente digital”, celebrou o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que pautou e comandou a sessão de votação da proposta. Inicialmente combatido por grande parte da oposição no Congresso, o PL 2628 acabou ganhando adesões nesse campo após o relator acolher modificações na proposta, como a criação de uma agência reguladora autônoma – a ser instituída por lei própria – e a restrição sobre quem pode pedir remoção de conteúdo criminoso. Por isso, o PL, principal partido da oposição, retirou os destaques ao projeto para que a medida avançasse sem percalços no plenário. “Hoje, as crianças do Brasil ganham. Do texto, foram retiradas todas as censuras que poderiam ter. A Câmara dos Deputados sempre vai lutar para que as crianças não sejam sensualizadas”, afirmou o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do seu partido e um dos expoentes oposicionistas no Congresso. “Nós mostramos hoje que, quando queremos, as nossas divergências ficam de lado e prevalecem o interesse e o bem comum. E o bem comum neste caso é a proteção dos direitos das crianças e adolescentes. Estamos protegendo uma geração inteira”, destacou o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ). Remoção imediata Ponto central da proposta, a possibilidade de remoção imediata de conteúdos criminosos por parte das plataformas deve se dar a partir de um processo específico de notificação. No artigo 29, que trata dessa questão, os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados ou de acesso provável por crianças e adolescentes deverão proceder a retirada de conteúdo que viola direitos de crianças e adolescentes assim que forem comunicados do caráter ofensivo da publicação pela vítima, por seus representantes, pelo Ministério Público ou por entidades representativas de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, independentemente de ordem judicial. Na avaliação de especialistas, o projeto de lei adapta direitos que já estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas que não costumam ser aplicados nas redes sociais. “O PL 2628 protege a liberdade de expressão e de imprensa, porque tem um rol muito restritivo de conteúdos que podem ser imediatamente removidos. São conteúdos de exploração sexual, pornografia, assédio, de incentivo a automutilação e golpes contra crianças e adolescentes. Opiniões, críticas e reportagens são mantidas, não se aplicam no PL”, argumentou a deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP). Para a parlamentar, o projeto é resposta histórica contra o estímulo à violência e à lucratividade indevida sobre a exposição de crianças no ambiente digital. Comoção nacional O assunto ganhou força depois do humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo, no dia 9 de agosto, denunciando o influenciador paraibano Hytalo Santos por exploração de pessoas menores de 18 anos e alertando para riscos de exposição infantil nas redes sociais. O vídeo, que já tem quase 50 milhões de visualizações, teve enorme repercussão no país e mobilizou políticos especialistas, famílias, autoridades e organizações da sociedade civil em torno da aprovação de uma legislação protetiva para crianças e adolescentes na internet e redes sociais.   Fonte: Agência Brasil Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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Governo vai comprar perecíveis que iriam para EUA, diz ministro

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse nessa quarta-feira (20) à noite, em entrevista à Voz do Brasil, que o governo brasileiro vai comprar produtos perecíveis, como frutas, peixes e carnes. Segundo Teixeira, o destino dos produtos deve ser a merenda escolar, a alimentação das Forças Armadas, os hospitais, os restaurantes universitários e os programas de aquisição de alimentos destinados às populações em insegurança alimentar. “O governo vai estimular que estados e municípios possam adquirir esses produtos pelos programas públicos da alimentação escolar”, afirmou. Paulo Teixeira explicou que isso vai representar uma alimentação escolar, por exemplo, com produtos da melhor qualidade. Outros compradores “Nós estamos só regulamentando porque percebemos que alguns setores conseguem redirecionar rapidamente esses programas para outros países”. Um dos exemplos que ele citou foi o caso da castanha que deve ser comercializada para a Europa. “O mesmo acontece com o café. Não tem café no mundo hoje, em lugar nenhum, para substituir o produto brasileiro”, argumentou. No caso da carne, o ministro afirmou que o produto pode ser estocado, congelado e redirecionado. No entanto, em relação a produtos como mel, açaí, uva e peixes são mais perecíveis e, por isso, deverão ser absorvidos nos programas nacionais de compras públicas. Cadeia produtiva “O governo vai incluir em todos os seus editais de compras públicas a aquisição para que não haja perda de alimentos”, garantiu. Ele ressaltou que as compras vão proteger os empreendedores diretos e toda a cadeia produtiva. O ministro conta que os exportadores venderão os produtos pelo preço que eles utilizariam no mercado interno. “Certamente o governo não tem como pagar o preço em dólar, que é o preço de exportação. Mas o governo tem como pagar o preço do mercado interno”. Fonte: Agência Brasil Foto: SEDUC/AM

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