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Categoria: Política

STF publica decisão que condenou Bolsonaro por trama golpista e abre prazo para recursos

Agora, as defesas serão notificadas e terão 5 dias para apresentar os embargos declaratórios O STF (Supremo Tribunal Federal) publicou nesta quarta-feira (22) a decisão da Primeira Turma que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete denunciados por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O documento de quase 2 mil páginas marca uma nova fase processual do caso. Agora, as defesas serão notificadas e podem apresentar questionamentos. Agora, com a publicação do documento, os advogados dos réus terão 5 dias para apresentar os embargos declaratórios. Em setembro, Bolsonaro 27 anos e 3 meses de prisão pela participação na trama golpista, com regime inicial fechado. Mesmo após a definição da pena, o réu ainda pode apresentar recursos (embargos). A condenação só será executada quando o processo transitar em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso. Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em um condomínio de Brasília, resultado de uma série de episódios considerados graves pela Justiça, envolvendo desobediência, uso indevido de redes sociais e tentativas de pressionar instituições. A pena foi proposta pelo relator do caso, Alexandre de Moraes, que foi seguido por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Luiz Fux optou por não calcular a dosimetria, uma vez que ele foi o voto divergente no julgamento. No caso do ex-presidente, por exemplo, a defesa mostrou a intenção de recorrer da decisão da Primeira Turma e declarou que o julgamento deveria ter ocorrido na primeira instância ou no plenário do STF. Os advogados classificaram como excessivas as penas atribuídas ao ex-mandatário. Condenação Com exceção de Alexandre Ramagem, os outros sete réus foram condenados pelos seguintes crimes: Organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito; Tentativa de golpe de Estado; Dano qualificado pela violência e grave ameaça; e Deterioração de patrimônio tombado. Com relação a Ramagem, o STF o condenou por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada. Por decisão do STF, a ação penal contra o deputado em relação aos outros dois crimes só vai ser analisada ao fim do mandato dele.   Fonte: R7 Foto: Gustavo Moreno/STF

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Trama golpista: STF retoma julgamento do ‘núcleo da desinformação’

Primeira Turma julga sete réus acusados de espalhar notícias falsas e atacar instituições e autoridades A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) continua nesta terça-feira (21) o julgamento do chamado “núcleo de desinformação” da trama golpista ocorrida no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A sessão está prevista para começar às 9h e pode se estender até 19h. No início, os ministros vão analisar questões preliminares do processo, como alegações de incompetência ou suspeição. Na sequência, eles votam se condenam ou absolvem os sete réus que fazem parte desse núcleo. Os réus desse grupo são: Ailton Moraes Barros (ex-major do Exército); Ângelo Denicoli (major da reserva do Exército); Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal); Giancarlo Rodrigues (subtenente do Exército); Guilherme Almeida (tenente-coronel do Exército); Marcelo Bormevet (agente da Polícia Federal); e Reginaldo Abreu (coronel do Exército). Esse grupo foi acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de espalhar notícias falsas e atacar instituições e autoridades. Os réus respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Como foi o primeiro dia O julgamento desse núcleo começou na última terça-feira (14), com a leitura do relatório (resumo do processo), as sustentações orais da PGR e as manifestações das defesas dos réus. Na sustentação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, responsável pela acusação, afirmou que a conduta dos réus do grupo, por meio de uma campanha de desinformação, culminou para “o desfecho violento de 8 de Janeiro de 2023″. Segundo Gonet, os réus elaboraram e disseminaram narrativas falsas contra o processo eleitoral e os poderes constitucionais, impulsionando uma instabilidade social que levasse a uma ruptura institucional. O chefe da PGR destacou que Marcelo Bormevet e Giancarlo Rodrigues usaram de forma indevida a estrutura estatal para disseminar ataques infundados ao sistema eleitoral e às autoridades. Os dois, segundo a acusação, integravam a chamada Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Paralela, criada sob coordenação do então diretor Alexandre Ramagem, e funcionavam como uma central de contrainteligência para monitorar opositores e difundir desinformação. Ambos também produziram e divulgaram informações falsas sobre ministros do STF. Em relação a Ângelo Denicoli, Gonet afirmou que ele teve papel relevante na tarefa de “barbarizar o sistema eletrônico de votação”, transformando narrativas sem fundamento em dados aparentemente técnicos e confiáveis. Após as eleições de 2022, Denicoli teria intensificado sua atuação, prestando suporte técnico a ataques falsos e participando da produção de mídias e documentos que sustentavam a narrativa de fraude eleitoral. O procurador-geral apontou que Carlos Cesar Moretzsohn Rocha foi responsável por dar aparência técnica a dados manipulados, usados para contestar o resultado das eleições e sustentar a tese de vitória de Jair Bolsonaro. O relatório produzido sob sua direção teria deturpado informações de forma deliberada, sendo utilizado para justificar “medidas extraordinárias antijurídicas”. A PGR afirma que Rocha tinha plena ciência da falsidade dos dados, e que seu trabalho foi essencial para legitimar a tentativa de golpe. Guilherme Almeida foi acusado de disseminar massivamente conteúdo falso, utilizando sua formação em cibernética e experiência no Comando de Operações Terrestres para mobilizar civis e militares. Segundo a PGR, ele incitou abertamente a violência e pregou a necessidade de “sair das quatro linhas” para invadir o Congresso e forçar uma intervenção militar. Gonet também acusou Reginaldo Abreu de tentar interferir no relatório das Forças Armadas sobre o sistema eleitoral, buscando alinhá-lo a dados falsos fornecidos por estrangeiros. Abreu teria sugerido a Jair Bolsonaro que mantivesse reuniões apenas com o núcleo disposto a agir fora da legalidade — grupo que ele chamou de “rataria”. O procurador-geral ainda afirmou que Ailton Moraes Barros exerceu papel central nas pressões contra comandantes militares que resistiram à tentativa de golpe. A partir de ordens do general Walter Braga Netto, ele teria coordenado ataques virtuais e físicos contra os chefes das Forças Armadas classificados como “traidores”. Defesas alegam falta de provas e pedem absolvição Os advogados dos réus sustentaram a ausência de provas de autoria, dolo específico e nexo de causalidade entre as condutas descritas e os crimes atribuídos pela PGR. Em comum, todos afirmaram que os réus não integraram organização criminosa e não tiveram participação em atos de natureza golpista. A defesa de Giancarlo Rodrigues sustentou que ele não cometeu crime e não teve intenção de participar de qualquer trama golpista. A advogada Juliana Malafaia argumentou que Rodrigues apenas cumpria ordens dentro da Abin. Também negou que ele tenha criado ou difundido fake news, afirmando que apenas encaminhou uma notícia que julgava verdadeira. O advogado de Guilherme Almeida, Leonardo Avelar, afirmou que a acusação se baseia em suposições e que as provas demonstram a inocência do réu. Avelar destacou que Mauro Cid, delator da investigação, negou qualquer ligação de Almeida com grupos golpistas e confirmou que ele não participou de planejamento ou execução de ataques. A defesa de Marcelo Bormevet afirmou que não há relação causal entre suas ações e os crimes descritos. O advogado Hassan Souki disse que Bormevet apenas repassou informações públicas e não criou qualquer conteúdo falso. Também sustentou que as condutas atribuídas ocorreram antes do período citado na denúncia e que ele não fazia parte de uma estrutura organizada, conhecendo apenas um dos demais acusados. No caso de Reginaldo Abreu, o advogado Diego Marques afirmou que as provas se baseiam em mensagens extraídas do celular de terceiros, sem garantia de autenticidade. Argumentou que as conversas, embora “infelizes”, foram retiradas de contexto e não demonstram intenção golpista. Disse ainda que não há prova de que Abreu tenha tentado interferir em relatórios das Forças Armadas. A Defensoria-Pública da União, que representa Ailton Moraes Barros, defendeu que não há provas suficientes para condenação. O defensor Gustavo Zortea afirmou que Barros não executou ordens do general Braga Netto nem manteve contato com os oficiais supostamente pressionados. Disse que as postagens do réu em redes sociais tinham caráter de “marketing político” e que as mensagens citadas pela acusação são isoladas e sem valor probatório. O advogado de Ângelo Denicoli, Zoser Araújo, pediu a desconsideração de fatos acrescentados pela PGR e disse que as provas não indicam vínculo entre seu cliente e a organização criminosa. Argumentou que o

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Lula demite Márcio Macêdo e anuncia Guilherme Boulos na Secretaria-Geral da Presidência

É a 11ª saída do governo; mudança foca eleição de 2026, porque petista quer se reaproximar da base e de movimentos sociais O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu nesta segunda-feira (20) o ministro da Secretaria-Geral, Márcio Macêdo. No lugar, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) vai assumir a pasta, responsável pela articulação do governo com movimentos sociais. A troca foi confirmada em reunião de Lula na tarde desta segunda (20), com Macêdo e Boulos. Segundo o Planalto, a nomeação do deputado federal será publicada no Diário Oficial da União desta terça (21). Os ministros Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) também participaram do encontro. Mais cedo nesta segunda, Boulos participou de evento no Palácio do Planalto na primeira fila. Macêdo não esteve na cerimônia em que Lula lançou linha de crédito para reforma de casas. De olho em 2026 O R7 apurou que a mudança mira as eleições do próximo ano. Lula quer reaproximar o governo da militância para estreitar os laços entre a gestão e a “base”, em meio ao que aliados veem como um cenário de afastamento. Outro objetivo do presidente com a alteração é aproximar o governo da juventude. A decisão do petista sela um movimento iniciado ainda no ano passado. Lula criticou publicamente a gestão de Macêdo em algumas ocasiões, o que levantou a suspeita de uma eventual demissão. No início deste ano, a saída do ministro voltou a ser veiculada, em meio a mudanças de Lula na Esplanada dos Ministérios. Macêdo será o 11º a deixar o governo petista e representa a 13ª troca entre titulares de pastas. A contagem é diferente devido a alterações internas feitas por Lula (leia mais abaixo). Pelas redes sociais, o presidente agradeceu Macêdo. “Ele vai substituir o companheiro Márcio Macêdo na função, a quem agradeço por todo o trabalho realizado para a ampliação e o fortalecimento da participação social em nosso governo”, escreveu. Perfil Boulos foi da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) por mais de 10 anos e mantém estreita relação com os movimentos até hoje. Em 2022, foi o deputado federal mais votado em São Paulo, com pouco mais de 1 milhão de votos. Em 2024 e 2020, chegou ao segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo, mas perdeu nas duas vezes. No ano passado, com apoio de Lula, foi derrotado pelo atual prefeito Ricardo Nunes (MDB). Boulos teve 40,65% (2.323.901 votos), contra 59,35% do oponente (3.393.110 votos). Há cinco anos, o psolista perdeu para Bruno Covas (PSDB), morto em 2021. Boulos conquistou 40,62% do eleitorado paulistano (2.168.109 votos), e Covas, 59,38% (3.169.121 votos). Críticas A gestão de Macêdo no ministério é criticada por aliados e pelo próprio presidente. O presidente reivindica publicamente melhor atuação do ministro desde o primeiro ano de governo. As críticas ocorreram em, ao menos, três ocasiões. Em dezembro de 2023, no Natal dos Catadores, Lula pediu “menos discurso e mais entrega” a Macêdo e cobrou dele a organização dos pedidos do grupo. No 1º de Maio do ano passado, em meio a um evento esvaziado, o presidente chegou a dar uma bronca pública no ministro. “Não pensem que vai ficar assim. Vocês sabem que ontem eu conversei com ele sobre esse ato e disse ‘Márcio, esse ato está mal convocado’. Nós não fizemos o esforço necessário para levar a quantidade de gente que era preciso levar”, reclamou na oasião. Neste ano, Lula não compareceu a eventos do 1º de Maio. Para não arriscar ir a uma cerimônia com pouco público, como ocorreu no ano passado, o petista optou por um pronunciamento em rede nacional de televisão e rádio. Em julho de 2024, durante reunião do CIISC (Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis), Lula cobrou maior participação de ministros em eventos do governo e pediu que Macêdo acompanhasse a presença dos colegas. “Eu tenho muita preocupação porque a gente cria muita reunião interministerial. Eu sou informado das reuniões e nem todos os ministros participam. Às vezes, participa da primeira. Na segunda, já manda um segundo colocado [do ministério]. Na terceira, manda um terceiro colocado. Na quarta, manda um quarto colocado. Primeiro, é preciso que, quando houver reuniões, todos os ministros que fazem parte têm que participar. E você [Márcio Macêdo] tem a responsabilidade de pegar o telefone e ligar para cada ministro”, criticou. Apesar das reclamações públicas, Lula elogiou a realização do G20 Social, organizado por Macêdo. O evento antecedeu a Cúpula do G20 no Rio de Janeiro (RJ), em novembro do ano passado. A iniciativa, inédita, discutiu temas prioritários, com ampla participação da sociedade civil organizada. O modelo será replicado pela África do Sul, presidente neste ano do G20 — grupo que reúne as maiores economias globais, além da União Europeia e da União Africana. Mudanças na Esplanada Macêdo será o 11º titular a sair da gestão petista. O primeiro nome a deixar o governo foi Gonçalves Dias, em abril de 2023. Ele chefiava o GSI e pediu demissão após imagens do circuito de segurança do Palácio do Planalto mostrarem que ele estava no prédio quando a sede do Executivo foi palco de atos de vandalismo em 8 de janeiro daquele ano. Em julho de 2023, a então ministra do Turismo, Daniela Carneiro, entregou o cargo, após disputas internas no partido do qual faz parte, o União Brasil. Deputada federal, ela retornou à Câmara e atualmente é vice-líder do governo no Congresso. Dois meses depois, foi a vez de Lula demitir Ana Moser, que comandava o Ministério do Esporte. A decisão do presidente fez parte de um movimento para aumentar o espaço do centrão no governo federal. A pasta do Esporte foi entregue ao PP. Na mesma tacada, o petista deu o Ministério dos Portos e Aeroportos ao Republicanos e criou mais uma pasta federal na Esplanada, o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, para acomodar Márcio França, que estava à frente de Portos e Aeroportos. Em fevereiro de 2024, Flávio Dino deixou o Ministério da Justiça

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Oposição na Câmara busca emplacar subcomissão para investigar os Correios

Governo busca empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer a estatal O líder da oposição na Câmara dos Deputados, deputado Luciano Zucco (PL-RS), apresentou um requerimento para criar uma subcomissão que investigue os Correios na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. O colegiado, que será composto por 11 membros, pretende fiscalizar de forma minuciosa a gestão contábil, financeira e patrimonial da estatal. Para ser instalado, contudo, o colegiado precisa do aval do presidente da comissão, deputado Bacelar (PV-BA). Zucco pretende reforçar a atuação já realizada no Senado, que tem uma comissão destinada a investigar os Correios, sob relatoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governo do presidente Lula busca um empréstimo de R$ 20 bilhões do Banco do Brasil, da Caixa e de instituições privadas para socorrer os Correios. O empréstimo deve ter garantias da União e estar condicionado a medidas para sanear a gestão da estatal para recompor as perdas dos últimos três exercícios e dos dois primeiros trimestres deste ano. Só entre abril e junho, o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões. Zucco classificou a ação do governo como “resgate irregular” de uma estatal que apresentava lucros até 2022 e “mergulhou em sucessivos déficits após o retorno do PT ao poder”. “O que está sendo revelado nos Correios é tão grave quanto o escândalo do INSS — e pode até superá-lo em valor e impacto. Não se trata de simples má gestão, mas de um esquema que destruiu uma empresa pública lucrativa e agora tenta empurrar a conta para o contribuinte”, afirmou o líder.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Governo avalia corte de despesas e busca acordo com o Congresso para fechar o Orçamento de 2026

Planalto prevê alternativas que compensem R$ 35 bi; há possibilidade de apoio a projeto do PT para dobrar a taxação de bets Corte de despesas, retomada parcial da medida que previa aumentos de impostos para a área financeira e elevação de valores pagos a apostas esportivas fazem parte das alternativas avaliadas pelo governo para aumentar a arrecadação de 2026. A tentativa — discutida desde que a chamada MP da arrecadação perdeu a validade — pode chegar a um desfecho nesta semana. O objetivo, segundo apurou o R7, é evitar novos atrasos à LDO (Lei das Diretrizes Orçamentárias), que está na pauta da Comissão Mista de Orçamento de terça-feira (21). O movimento do governo visa recompor R$ 35 bilhões no Orçamento do próximo ano. O montante seria arrecadado se a Medida Provisória 1.303, criada para substituir o aumento do IOF, não tivesse sido retirada da pauta na Câmara no último dia 8 de outubro. A ação dos deputados, naquela ocasião, fez a MP caducar. Agora governistas se apressam para fazer ajustes antes de votações relacionadas ao Orçamento. Uma das tentativas será ampliar cobranças de empresas ligadas a apostas esportivas, com a possibilidade de apoio a um projeto que propõe dobrar a taxação das bets. O projeto foi apresentado pelo líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), e, na prática, elevaria de 12% para 14% a atual tributação sobre apostas. A antiga MP previa que o tributo alcançaria 18%. A ampliação deve enfrentar resistência entre parlamentares. O Planalto ainda avalia qual será o caminho para defender uma arrecadação maior a partir das bets, mas confirma a possibilidade de apoio ao projeto, segundo indicou o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP). “É um caminho, mas o Ministério da Fazenda vai ver as alternativas. Decreto, se houver constitucionalidade, pode ser o caminho. O governo não desistiu de aumentar a tributação sobre os mais ricos”, afirmou Randolfe. Outros deputados do partido consideram que a versão apresentada está na linha do defendido pelo governo e preparam ações para tentar acelerar a tramitação da proposta. “O governo continua com a sua agenda de que, neste país, bancos, bilionários e bets têm que ser tributados a mais para que eles possam contribuir um pouco mais com a ampla maioria da população”, afirmou o líder. Outras ações O governo também trabalha com a possibilidade de cortes de despesas e a redução linear de desonerações tributárias. Em outra frente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sustenta que pontos da Medida provisória 1.303 devem ser aproveitados nas propostas a serem levadas ao Congresso. “Uma grande parte da MP 1.303 era incontroversa e tinha o acordo de todo mundo. Toda a parte de controle de cadastro e disciplinamento de compensação estava pacificada”, frisou o ministro após reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na última quarta-feira (15).   Fonte: R7 Foto: Ettore Chiereguini/AGIF/Estadão Conteúdo

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Moraes acata pedido da PGR e arquiva processo contra Tarcísio de Freitas

Apresentada pelo deputado federal Rui Falcão (PT-SP), ação acusava o governador de SP de obstrução de justiça O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu arquivar o processo contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por suposta obstrução de Justiça. O pedido havia sido apresentado pelo deputado federal Rui Falcão (PT-SP). Falcão foi motivado por uma declaração do governador Tarcísio de Freitas contra o ministro Alexandre de Moraes. Tarcísio afirmou: “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como o [Alexandre de] Moraes”. Para o deputado petista, a fala configuraria um “ato antidemocrático inserido em um contexto de golpe continuado”. O deputado também questionava a articulação de Tarcísio por uma anistia aos presos do 8 de Janeiro. Apesar disso, Moraes seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que já havia solicitado o arquivamento do caso. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que “articulação política não constitui ilícito penal, tampouco extrapola os limites da liberdade de expressão”. Após a decisão de arquivamento, nem Rui Falcão, nem o governador Tarcísio de Freitas se manifestaram publicamente.   Fonte: R7 Foto: João Valério/Governo do Estado SP

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Barroso autoriza enfermeiros e técnicos a auxiliarem em abortos legais no Brasil

A decisão já está em vigor, mas ainda precisa ser referendada pelo plenário do STF  O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (17) que enfermeiros e técnicos em enfermagem podem auxiliar na realização de abortos previstos em lei, como nos casos de estupro, risco à saúde da gestante ou fetos anencéfalos.  Na decisão, o ministro também determinou que esses profissionais não podem ser punidos por atuarem nesses procedimentos.  A medida foi tomada em resposta a duas ações apresentadas por entidades de saúde, que apontaram a precariedade no atendimento público a mulheres que buscam o aborto legal em hospitais do país.  Segundo Barroso, a participação de enfermeiros e técnicos é permitida de acordo com o nível de formação profissional, especialmente em casos de aborto medicamentoso durante a fase inicial da gestação.  O ministro ainda ordenou a suspensão de processos penais e administrativos abertos contra profissionais da enfermagem e proibiu a criação de obstáculos para a realização do aborto legal.  A decisão já está em vigor, mas ainda precisa ser referendada pelo plenário do STF.  Mais cedo, Barroso também votou pela descriminalização do aborto até a 12ª semana de gravidez — um tema que ainda será analisado pelos demais ministros.  Os votos desta sexta-feira marcam os últimos atos de Barroso no Supremo, já que o ministro deixa a Corte neste sábado (18), após anunciar aposentadoria antecipada. (Renan Isaltino) Fonte: agência Brasil Foto: R7

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Câmara aprova projeto que iguala piso salarial de professores e outras propostas voltadas à educação

Sessão foi dedicada ao Dia das Crianças e ao Dia do Professor O plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira (14) o projeto de lei 672/25, que assegura o direito ao piso salarial para todos os professores, da educação básica aos temporários. O texto agora vai ao Senado. A proposta, de autoria do deputado Rafael Brito (MDB-AL) e relatada por Carol Dartora (PT-PR), altera o termo “professores temporários” por “professores contratados por tempo determinado”. “O PL não implica criação de nova despesa ou transferência indevida de encargos aos entes federativos. A previsão de recursos para o cumprimento do piso salário aos professores do magistério contratados por tempo determinado encontra respaldo legal e orçamentário, especialmente no âmbito do Fundeb, conforme estabelecido na lei 14.113/2020″, defendeu a relatora. Outros projetos na área da educação também foram apreciados nesta terça, devido ao Dia das Crianças no último domingo (12) e ao Dia do Professor, comemorado nesta quarta (15). Segundo Motta, o conjunto de projetos tem como objetivo fortalecer a educação e ampliar a proteção de crianças e adolescentes em diferentes contextos. Os deputados aprovaram a proposta que visa criar um amparo legal para que estados e municípios possam transportar, principalmente nas áreas rurais, alunos e professores de casa para as unidades de ensino. O texto será analisado pelo Senado. Já o PL 3096/2024, que inclui escolas profissionalizantes da rede federal no Pnate (Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar) e Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar), foi aprovado e vai à sanção presidencial. O projeto garante que estudantes de educação básica em áreas rurais recebam recursos específicos para o transporte escolar e autoriza a terceirização da gestão dos serviços de alimentação escolar. A medida foi questionada por organizações e entidades que indicam riscos para a garantia da alimentação adequada e saudável. Relatado por Rubens Pereira Júnior (PT-MA), a Câmara também aprovou o PL 6234/2023, proposto pelo governo, que trata da prioridade na tramitação dos procedimentos penais que envolvam mortes violentas intencionais contra crianças e adolescentes. Foram aprovados ainda o projeto que institui o “Selo Compromisso com a Primeiríssima Infância” e a proposta que incentiva a formação de professores para a educação básica. PNE Nesta terça também foi apresentado o relatório para o novo PNE (Plano Nacional de Educação) na comissão especial da Câmara. A proposta é atualizar a avaliação do ensino brasileiro e superar as desigualdades regionais. A previsão do novo plano é de investimentos à área da Educação correspondente a 11% do PIB (Produto Interno Bruto). A meta é para o período de dez anos, com 7,5% indicados por investimento público e 3,5% da iniciativa privada. O PNE apresenta as diretrizes para a área em todo país, durante um período de dez anos. A versão em debate no Congresso precisa ser concluída até dezembro, para contemplar o período de planejamento 2025 – 2035.   Fonte: R7 Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/Arquivo

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STF começa a julgar réus do Núcleo 4 da trama golpista nesta terça

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (14) o julgamento da ação penal contra o Núcleo 4 da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os integrantes do colegiado vão se decidir se condenam sete réus acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de organizar ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e promover ataques virtuais a instituições e autoridades, em 2022. Fazem parte deste núcleo Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército); Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército); Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército); Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).  Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Sessão A sessão de julgamento está prevista para começar às 9h. O primeiro dia será destinado às sustentações das defesas e da acusação, que será feita pela PGR. A votação ocorrerá nas sessões seguintes. Foram reservadas mais três sessões para a finalização do julgamento, a serem realizadas nos dias 15, 21 e 22 deste mês. O colegiado é formado por Alexandre de Moraes, relator do caso, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Prisão Os acusados que forem condenados pelo STF não serão presos automaticamente. As defesas poderão recorrer da eventual condenação. Outros núcleos Até o momento, somente o núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, foi condenado. Além do núcleo 4, serão julgados ainda neste ano os núcleos 2 e 3. O julgamento do núcleo 3 está marcado para 11 de novembro. O grupo 2 será julgado em dezembro. O núcleo 5 é formado pelo empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora dos Estados Unidos e não apresentou defesa no processo.  Ainda não há previsão para o julgamento.   Fonte: Agência Brasil Foto: Gustavo Moreno/STF/03.05.2024

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Moraes citou risco de fuga como principal motivo para manter prisão domiciliar de Bolsonaro

Ministro do STF negou pedido da defesa para revogar medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para revogar a prisão domiciliar e as demais medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Na decisão, Moraes afirmou que há risco concreto de fuga e citou o descumprimento reiterado de determinações judiciais como motivos centrais para manter as restrições. Segundo o ministro, a manutenção da prisão domiciliar e do uso de tornozeleira eletrônica é “necessária e adequada para cessar o acentuado periculum libertatis” — expressão jurídica usada para indicar perigo à ordem pública ou à aplicação da lei penal caso o investigado permaneça em liberdade plena. Moraes destacou que o ex-presidente foi condenado pela trama golpista a 27 anos e três meses de prisão, em regime fechado, e que, portanto, há necessidade de garantir a efetividade da execução da pena. O ministro também ressaltou que as medidas cautelares permanecem válidas para “assegurar a aplicação da lei penal e evitar a evasão do distrito da culpa”, citando manifestações da PGR (Procuradoria-Geral da República). “As providências mantidas pela Suprema Corte são imprescindíveis para evitar a fuga do distrito da culpa […], bem como para assegurar a execução da pena recentemente imposta ao réu pela Primeira Turma”, escreveu Moraes, reproduzindo parecer da PGR. O ministro ainda observou que Bolsonaro descumpriu reiteradamente restrições impostas anteriormente, como a proibição de uso de redes sociais — inclusive anunciando publicamente que pretendia desobedecer às determinações do Supremo. Para Moraes, essa postura configurou ato deliberado de afronta à autoridade judicial. A defesa do ex-presidente havia solicitado a revogação da prisão domiciliar alegando falta de fundamentos jurídicos e a ausência de indícios de autoria que justificassem a manutenção das medidas. Os advogados sustentaram que Bolsonaro não foi denunciado no inquérito que apurou a participação dele junto ao filho Eduardo Bolsonaro para atrapalhar a ação penal do golpe. Dessa forma, a defensa entendeu que não haveria base mínima para manter a prisão domiciliar e as demais medidas. A argumentação, contudo, não convenceu o ministro. Moraes afirmou que não há novos elementos capazes de invalidar as cautelares já impostas. Segundo ele, as medidas continuam sendo razoáveis, proporcionais e adequadas, uma vez que equilibram o direito de liberdade com a necessidade de preservar a ordem pública e a integridade da jurisdição penal do STF.   Fonte: R7 Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

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