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Categoria: Economia

Fazenda diz que mudanças em pacote de gastos reduzem economia para R$ 69,8 bilhões

Em comparação a proposta original, de R$ 71,9 bilhões, a pasta prevê uma redução de R$ 2,1 bilhões   Em documento divulgado nesta sexta-feira (20), o Ministério da Fazenda reajustou de R$ 71,9 bilhões para R$ 69,8 bilhões a estimativa de economia com o pacote de corte de gastos do Executivo. A previsão ocorre após alterações feitas pelo Congresso, que concluiu a votação da proposta no início da tarde. Em comparação a proposta original, a pasta prevê uma redução de R$ 2,1 bilhões. Pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que as medidas aprovadas atendem às expectativas da pasta. Na ocasião, o chefe da pasta comentou que a aprovação do pacote fiscal teria cerca de R$ 1 bilhão a menos do que o previsto pela Fazenda após as modificações feitas pelos deputados e senadores. A conclusão se deu com a promulgação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que compõe as medidas para perseguir a meta fiscal. Os parlamentares já haviam aprovado, na quinta-feira (19), o projeto de lei complementar que estabelece novos limites de gastos nos casos de resultado negativo nas contas públicas, que faz parte das medidas de contenção. Confira a seguir os principais pontos dos projetos aprovados pelo parlamento. Novos limites para gastos em caso de déficit Um dos projetos de lei diz que, em caso de déficit primário — que acontece quando o governo gasta mais dinheiro do que arrecada, sem contar os juros da dívida que ele deve pagar —, o governo ficará proibido de conceder, ampliar ou prorrogar incentivos ou benefícios tributários. Também diante de um déficit primário, o governo não vai poder aumentar despesas de pessoal e seus encargos. Nesses casos, o reajuste real (acima da inflação) dos salários não vai poder ser maior que 0,6% em relação ao ano anterior. Esse projeto foi aprovado com um trecho que revoga a lei do novo DPVAT, o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito. Mudanças em abono salarial A PEC aprovada pelo Congresso prevê mudanças nas regras de quem pode receber o abono salarial. Atualmente, esse benefício é pago a trabalhadores com carteira assinada que ganham até dois salários mínimos mensais, que hoje é de R$ 2.824. Com a PEC, o benefício passará a ser pago para quem ganha até R$ 2.640, sendo corrigido pela inflação a partir dos próximos anos e ficando permanente quando tornar-se um salário mínimo e meio. A PEC ainda proíbe deduções não previstas em lei para comprovação de renda para ter acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada). A ação evita que o Poder Judiciário conceda o benefício ao desconsiderar trabalhos não formais, como “bicos”. A proposta ainda estabelece que uma lei complementar vai tratar das condições e dos limites para a concessão, ampliação e prorrogação dos incentivos fiscais. Projeto que limita reajuste do salário mínimo A última proposta a ser aprovada, que obteve aval do Senado há pouco, é a que prevê que o aumento real do salário mínimo vai ficar limitado às regras do arcabouço fiscal (de 0,6% a 2,5% de crescimento da despesa primária). O texto já foi aprovado na Câmara. Entre outros pontos, essa proposta também muda regras para o acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada) — benefício de um salário mínimo pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda —, prevendo que será obrigatório o cadastro biométrico dos beneficiários.  

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Endividamento das famílias e crédito mais caro: veja como alta dos juros impacta o seu bolso

Economistas afirmam que aumento de 1 ponto percentual deve reduzir consumo e poder de compra do brasileiro   Principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação, a taxa básica de juros aumentou pela terceira vez seguida e chegou a 12,25%, o maior patamar desde novembro do ano passado. A decisão veio um pouco acima do esperado, mas ainda alinhada às expectativas do mercado financeiro, que projetava a elevação da Selic. Economistas ouvidos pelo R7 apontam que a alta de 1 ponto percentual afeta a economia como um todo e impacta de forma direta o bolso dos brasileiros, principalmente os mais pobres. Entre outros efeitos, o aumento dos juros deve reduzir o consumo e o poder de compra dos brasileiros, além de tornar o crédito mais caro, o que pode gerar uma maior inadimplência. Doutor em economia e professor da Universidade Mackenzie, Hugo Garbe afirma que os efeitos da alta de 1 ponto percentual – a maior desde maio de 2022 – são basicamente os mesmos dos aumentos dos meses anteriores, mas em maior escala. “É como se um médico triplicasse a dose de um remédio”, disse. Ele explica que, ao contrário dos ricos, a população mais carente é quem mais sente os impactos dos juros altos. “As pessoas que têm crédito pessoal e cheque especial pagam mais juros. O rico não sente, pelo contrário, fica mais rico porque eles têm dinheiro aplicado e ganham mais juros”, afirmou. Crédito mais caro Segundo ele, um dos efeitos imediatos é o encarecimento do crédito. O crédito mais caro afeta o consumo, já que as compras parceladas e financiamentos ficam menos acessíveis. “O primeiro impacto direto será no custo do crédito. Com a taxa de juros mais alta, os bancos e instituições financeiras ajustam suas taxas para empréstimos pessoais, financiamentos e até o rotativo do cartão de crédito”, analisou Hugo Garbe. Isso significa que consumidores que dependem de crédito terão que pagar mais pelos mesmos empréstimos, na opinião dele. A leitura dos especialistas é de que a economia em geral tende a desacelerar com o aumento dos custos de crédito, o que pode impactar a geração de empregos e os investimentos. Na avaliação de José Luiz Pagnussat, mestre em economia pela UnB (Universidade de Brasília), juros mais altos reduzem a demanda econômica e, consequentemente, o crescimento e o emprego. “O crescimento da economia (PIB) é determinado pelo crescimento da demanda. Os bons resultados do PIB, puxados pelo crescimento do consumo das famílias (dado o aumento da massa salarial com mais empregos e salário médio maior), além do crescimento da demanda dos empresários (investimentos, compra de máquinas, equipamentos) preocuparam o BC”, afirmou. Inadimplência maior Garbe avalia que, à medida que o custo do crédito sobe, é esperado um aumento na inadimplência. “Muitos consumidores já endividados terão mais dificuldade em pagar seus compromissos, resultando em um número maior de calotes. “Os primeiros sinais de maior inadimplência devem aparecer no setor de crédito pessoal e no rotativo do cartão de crédito, onde as taxas são tradicionalmente mais elevadas”, explicou. Perda do poder de compra Para Newton Marques, economista do Corecon-DF (Conselho Regional de Economia do Distrito Federal), a perda do poder de compra é outro impacto do aumento dos juros no dia a dia do brasileiro, e tem efeito imediato. “Pode até refletir nos preços de alimentos e bebidas, porque o custo do dinheiro fica mais caro para pessoas físicas e jurídicas”, afirmou. Hugo Garbe lembra que o aumento dos juros também pressiona o orçamento das famílias, principalmente aquelas que já têm dívidas. “Com parcelas mais altas, sobra menos dinheiro para outros gastos, gerando uma perda de poder de compra. Esse efeito pode ser ainda mais severo em um cenário de inflação elevada”, disse. Redução no consumo Segundo o economista, com menos acesso a crédito e menor poder de compra, o consumo tende a cair, o que afeta diretamente o comércio e a produção industrial, contribuindo para uma desaceleração econômica. “É um ciclo em que o consumidor gasta menos, as empresas vendem menos, e a economia como um todo sente os efeitos”, disse. A taxa de 12,25% ao ano valerá ao menos pelos próximos 45 dias (contados a partir do último dia 11), quando os diretores do BC voltam a se encontrar para discutir novamente a conjuntura econômica nacional. Repasse é sentido de imediato? A avaliação dos economistas é de que o repasse do aumento dos juros no dia a dia do brasileiro deve ocorrer no curto e médio prazo. O economista Fernando de Aquino, membro da comissão de política econômica do Cofecon (Conselho Federal de Economia), pondera que é preciso considerar a extensão do aumento para calcular a rapidez do impacto. “Vai depender da magnitude e da quantidade das elevações para calcular o efeito final desse ciclo de alta”, explicou. Já Pagnussat avalia que o impacto é imediato para os consumidores e empresários, que terão juros mais altos em todas as linhas de financiamento com recursos livres. “Tem também outro impacto, ainda no curto prazo, que é o efeito de redução do crescimento da economia e do emprego”, afirmou. Impacto é mais rápido quando a Selic tem alta ou quando cai? Historicamente, segundo Hugo Garbe, o repasse do aumento dos juros para o consumidor acontece de forma mais rápida do que a redução das taxas. Isso ocorre porque, ao aumentar a Selic, o custo do dinheiro para os bancos sobe imediatamente, e as instituições financeiras ajustam suas taxas para empréstimos e financiamentos rapidamente para manter suas margens de lucro. “Já no caso de uma redução dos juros, o repasse é mais lento. Os bancos e outras instituições financeiras tendem a segurar as reduções de taxa por mais tempo, aproveitando a diferença para melhorar seus lucros. Além disso, quando a Selic cai, os bancos podem estar mais reticentes em repassar a queda imediatamente, seja por incerteza econômica ou pela necessidade de compensar eventuais perdas anteriores”, explicou. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Benefícios sociais foram os que mais sofreram alterações no pacote fiscal

Foram 11 mudanças no texto do relator da Câmara, sendo 10 relacionadas ao BPC (Benefício de Prestação Continuada)   Das propostas incluídas pelo governo no pacote fiscal, o projeto de lei que previa a mexida em benefícios sociais foi o mais alterado. Foram 11 mudanças no texto do relator na Câmara, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL) – sendo dez delas relacionadas ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. O relator, entre outras mudanças, rejeitou a definição de “pessoa com deficiência” proposta no projeto do governo, excluiu da regra de coabitação os rendimentos de familiares que não moram na mesma casa e rejeitou a regra que considerava propriedade de bens ou direitos na concessão do benefício. A intenção da equipe econômica do governo era apertar as regras para a concessão do benefício, que registra um crescimento de gastos de 16% em 12 meses até outubro. Deputados governistas avaliam que o governo errou na estratégia ao mexer no pagamento de um auxílio a pessoas carentes em troca de uma economia que não era tão relevante para o pacote fiscal. A equipe econômica esperava economizar R$ 2 bilhões por ano com o BPC, totalizando R$ 12 bilhões até 2030. “Tem de cortar gastos mas o caminho não é começar pelo BPC. É uma economia que não faz sentido para o governo federal, em detrimento das pessoas que têm direito”, afirmou o deputado Duarte Junior (PSB-MA). O governo argumenta que apresentou mudanças no BPC não para tirar o benefício de pessoas que dependem do auxílio, mas para combater as fraudes e o que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chamou de “indústria de liminares”. “Não estamos retirando nenhum direito”, chegou a afirmar o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), durante a votação. Quanto a proposta chegou ao Senado, o governo correu o risco de ter o projeto novamente alterado – o que exigiria uma nova votação na Câmara. Os senadores se levantaram contra a regra que restringia o BPC a pessoas com deficiência de grau moderado ou grave. O trecho abria margem para negativa do benefício a pessoas com deficiência de grau leve, como ocorre em alguns casos de autismo e síndrome de Down. Foi feito um acordo e o Palácio do Planalto se comprometeu a vetar o dispositivo. Supersalários Os deputados também flexibilizaram o fim dos supersalários no funcionalismo público. O texto do governo proibia que remunerações não previstas em lei complementar fossem pagas fora do teto salarial, atualmente de R$ 44 mil mensais. A limitação foi direcionada para lei ordinária, mais fácil de ser alterada. Para o professor da Fundação Dom Cabral Bruno Carazza, a mudança permitirá que resoluções do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público continuam a criar os “penduricalhos”. “Há um entendimento bastante questionável do Judiciário de que resoluções do Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público têm força de lei. Corre-se o sério risco de que eles continuarão criando penduricalhos administrativamente”, disse Carazza, autor do livro O País dos privilégios. Emendas No projeto de lei complementar que faz parte do pacote, o Congresso encolheu outros quatro trechos e derrubou a possibilidade de o governo federal cortar emendas impositivas (não obrigatórias) para cobrir gastos obrigatórios e cumprir o arcabouço fiscal. Essas emendas são recursos indicados por parlamentares e bancadas estaduais que o governo é obrigado a pagar conforme a definição do congressista. Ao aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que vai orientar o Orçamento de 2025, o Congresso rejeitou uma proposta no mesmo sentido, preservando as emendas, que devem passar de R$ 50 bilhões no ano que vem. Outra medida que caiu foi a proposta que limitava a restituição de créditos tributários pelas empresas. O trecho enfrentava forte resistência entre vários setores da economia, além de ter integrado uma medida provisória editada pelo governo em junho e que foi devolvida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Os deputados também revogaram a lei que instituiu o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), antigo DPVAT, diminuindo a capacidade de arrecadação do governo federal.   Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Expediente bancário tem alterações neste final de ano; confira

Horário de atendimento ao público será reduzido As festas de final de ano vão alterar o expediente bancário nas próximas duas semanas. No dia 24 de dezembro, véspera de Natal, os bancos terão o horário de atendimento ao público reduzido, das 9h às 11h, horário de Brasília. Já na véspera do Ano Novo, dia 31, não haverá expediente e as compensações bancárias não serão efetivadas, incluindo a TED. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), somente o PIX, sistema que funciona 24 horas todos os dias e feriados, poderá ser feito normalmente. No dia 25 de dezembro e 1º de janeiro, feriados nacionais, não há expediente bancário e as instituições financeiras não abrem para atendimento presencial ao público. As compensações bancárias também não serão efetivadas nessas datas. Nos dias 23, 26, 27 e 30 de dezembro as agências funcionam normalmente, bem como a partir do dia 2 de janeiro. Contas de consumo (água, energia, telefone, etc.) com vencimento nos dias em que não há compensação bancária – 25/12, 31/12 e 01/01 – poderão ser pagas, sem acréscimo, no dia útil seguinte. Já no caso dos tributos e impostos, caso vençam no feriado ou nos dias em que não há compensação bancária, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multa. “Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais”, informou a Febraban. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a entidade sugere antecipar o pagamento ou, no caso dos títulos que têm código de barras, agendar o pagamento nos caixas eletrônicos, canais digitais, como sites e aplicativos, ou pelo atendimento telefônico dos bancos. Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) não considera dias úteis, para fins de operações bancárias, os sábados, domingos e feriados de âmbito nacional e as agências bancárias não funcionam em feriados oficiais, sejam eles municipais, estaduais ou federais. “Os meios eletrônicos são uma alternativa prática e extremamente segura aos clientes, que podem usar as áreas de autoatendimento nas agências disponíveis, e os canais digitais (celulares e computadores) dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas, e demais serviços”, destacou a Febraban. Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado).   Fonte: Agência Brasil  

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Produtos da ceia de Natal têm diferenças de quase 190% em São Paulo

Pesquisa do Procon levou em conta 122 itens alimentícios Diferença de até 188% nos preços dos produtos mais comuns da ceia de Natal foi constatada por pesquisa do Procon de São Paulo. O levantamento levou em conta 122 itens alimentícios pesquisados em estabelecimentos comerciais de 11 municípios paulistas, incluindo São Paulo, entre 9 e 13 de dezembro.  Na capital paulista, a maior diferença de preço encontrada foi de 126,2% no valor de um quilo de azeitonas verdes com caroço a granel – em um local o produto estava sendo vendido por R$ 69,90 e, em outro, por R$ 30,90. No interior e litoral, a maior diferença de preços foi registrada na Baixada Santista, onde a farofa pronta tradicional da Yoki (400g), custava R$ 9,49 em um local e R$ 3,29 em outro, uma diferença de 188,4%. Entre os panetones e chocotones, um dos itens mais consumidos nesta época, a maior diferença de preço na capital paulista foi 109,1%: o Panettone Frutas da Seven Boys (400g) custava R$ 22,99 em um estabelecimento e R$ 10,99 em outro. Em Bauru, no interior do estado, houve grande variação, de 142,7%, em relação ao panetone gotas de chocolate da Panco (400g), era vendido a R$ 28,89 em um estabelecimento e R$ 11,90 em outro. “Como não há tabelamento e as oscilações refletem tanto as cotações de mercado quanto a demanda, os valores podem sofrer alterações em função da data da compra, em função de descontos, ofertas e promoções. Além disso, até lojas de uma mesma rede podem praticar preços diferentes em regiões diferentes. Por isso a, recomendação é pesquisar, porque é a melhor ferramenta para economizar”, destacou o diretor executivo do Procon-SP, Luiz Orsatti Filho. Além da capital paulista, a coleta de preços foi realizada em Sorocaba, Presidente Prudente, Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Campinas, Jundiaí e São José dos Campos. Já no litoral, os dados foram coletados em Santos e São Vicente. A pesquisa completa pode ser vista aqui.   Fonte: Agência Brasil Foto: EBC/Arquivo

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Congresso conclui nesta sexta-feira votação do pacote de corte de gastos do governo

Governo ainda quer votar o Orçamento de 2025 antes do recesso, mas relator disse que parecer será analisado só ano que vem   O Senado vota nesta sexta-feira (20) o último projeto de lei que compõe o pacote de corte de gastos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Casa já referendou duas medidas aprovadas pela Câmara na quinta-feira (19). Resta aprovar a proposta que limita o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo. O texto prevê que o aumento real do salário mínimo vai ficar limitado às regras do arcabouço fiscal (de 0,6% a 2,5% de crescimento da despesa primária). Entre outros pontos, essa proposta também muda regras para o acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), prevendo que será obrigatório o cadastro biométrico dos beneficiários. Inicialmente, o texto enviado pelo governo alterava a forma de cálculo do aporte anual da União ao FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal), trocando a variação da Receita Corrente Líquida da União pelo IPCA. O trecho, contudo, foi alterado na Câmara. Ainda nesta sexta, o Congresso vai promulgar a PEC que compõe o pacote fiscal do governo Lula. Ela prevê mudanças nas regras de quem pode receber o abono salarial. Atualmente, esse benefício é pago a trabalhadores com carteira assinada que ganham até dois salários mínimos mensais, que hoje é de R$ 2.824. Com a PEC, o benefício passará a ser pago para quem ganha até R$ 2.640, sendo corrigido pela inflação a partir dos próximos anos e ficando permanente quando tornar-se um salário mínimo e meio. Além da PEC, Câmara e Senado já aprovaram um outro projeto de lei complementar que altera as regras do arcabouço fiscal. Esse texto seguiu para sanção presidencial. Orçamento incerto Além da celeridade na análise do pacote de corte de gastos, o Congresso Nacional corre contra o tempo para votar o Orçamento de 2025 nesta sexta-feira (20). Segundo o presidente do Parlamento, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a Casa pode realizar sessão no sábado (21) caso seja necessário. A CMO (Comissão Mista de Orçamento) ainda precisa votar o Orçamento antes de o texto seguir para a sessão do Congresso Nacional. O relator do Orçamento, senador Angelo Coronel (PSD-BA), contudo, disse que a votação ficará para 2025. Pacheco e o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), tentam convencê-lo de apresentar um parecer para votar até o sábado. A LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) já foi aprovada pelo parlamento nesta semana e aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aprovação veio meses após o previsto inicialmente e três dias antes do recesso parlamentar. A proposta estabeleceu a previsão para o salário mínimo de 2025 em R$ 1.502 e um crescimento da economia estimado em 2,9% do PIB no ano que vem. Esses valores ainda podem passar por mudanças. Na prática, a LDO serve como uma base para a elaboração e execução do Orçamento do próximo ano, com definições de metas que devem ser seguidas pelo governo. Para 2025, ficou mantida a previsão de déficit zero, ou seja, as despesas devem ser menores ou iguais à arrecadação. A meta zero é a prioridade, mas também ficou estabelecido que o governo terá uma margem de tolerância de até R$ 31 bilhões nas contas públicas no próximo ano, para mais ou para menos. A possibilidade de endurecer esses valores foi uma das principais discussões ligadas à LDO durante a análise. Contudo, o texto acabou aprovado com a margem que beneficia o Executivo. Bloqueio de emendas Para contribuir com a meta de gasto zero, o governo poderá bloquear valores indicados por deputados e senadores junto às bases eleitorais em emendas individuais e de bancadas. Essa decisão deverá ser proporcional a outras despesas do governo, como cortes em políticas públicas. No caso das “emendas Pix”, que chegam diretamente ao caixa das prefeituras com mais facilidade, ficou definido a necessidade de apresentação dos detalhes para que haja a liberação dos recursos. Será necessário um plano de trabalho, objeto e valor do repasse, sob risco de que o governo possa suspender a execução dos valores. Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado

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Segunda parcela do 13° deve ser paga até esta sexta; veja o que fazer se não receber benefício

Empresas poderão ser multadas em R$ 170,25 por trabalhador se não realizarem pagamento da remuneração extra   As empresas têm até esta sexta-feira (20) para realizarem o pagamento da última parcela do 13°. A gratificação extra é benefício assegurado por lei para todos os colaboradores que trabalham com registro na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O R7 separou algumas dicas para o trabalhador garantir o direito caso o empregador não realize o pagamento até a data. O 13° foi criado para valorizar o esforço do trabalhador e oferecer um reforço financeiro no fim do ano, ajudando as famílias em períodos de maior consumo, como festas e viagens. O benefício corresponde ao salário de um mês trabalhado na empresa após um ano como contratado. A partir de 15 dias de trabalho, o empregado passa a ter direito ao pagamento proporcional. Como é feito o pagamento? A lei determina que o 13° seja pago em até duas parcelas, sendo que o primeiro pagamento deve ocorrer entre os dias 1º de fevereiro e 30 de novembro, e o segundo, até 20 de dezembro. A empresa também pode decidir pagar o 13° todo de uma vez. Nesse caso o depósito deveria ser feito até de 30 de novembro. Segundo o advogado trabalhista Lucas Resende, se o empregador não pagar a segunda parcela do 13º salário até o prazo, estará infringindo a legislação trabalhista e poderá ser multado em R$ 170,25 por empregado, valor que dobra em caso de reincidência. Como é o cálculo A gratificação extra corresponde a 1/12 (um doze avos) do salário do trabalhador no ano correspondente. Para entender o cálculo do benefício, o empregado precisa dividir a remuneração por 12 e depois multiplicar pelo número de meses trabalhados. Benefício não caiu, como fica o trabalhador? Resende explica que caso a empresa não realize o pagamento do benefício até esta sexta, o trabalhador tem direito ao pagamento do 13º salário com correção monetária pelo atraso. Para exigir o benefício, o especialista afirma que é preciso procurar o setor de Recursos Humanos para tentar resolver a situação diretamente. Caso não tenha resposta, o trabalhador pode buscar o sindicato da categoria ou um advogado trabalhista. Como última alternativa, pode entrar com uma reclamação na Justiça do Trabalho, apresentando documentos como contracheques, carteira de trabalho ou outros comprovantes do vínculo empregatício e do atraso no pagamento. Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Banco Central anuncia novos leilões de dólares nesta sexta; valores chegam a US$ 7 bilhões

Intervenções acontecem nas modalidades de linha, com compromisso de compra a partir de julho de 2025   O Banco Central anunciou novos leilões de até US$ 7 bilhões nesta sexta-feira (20) para tentar conter a alta do câmbio. A autoridade monetária já vendeu US$ 20,8 bilhões em leilões à vista ou de linha. No primeiro caso, não se exige a recompra da moeda, enquanto o outro ocorre com um compromisso de recompra mais adiante e serve para uma intervenção pontual na moeda. O último caso não altera as reservas nacionais, já que os recursos serão repostos. Na data de hoje, o primeiro leilão será à vista, com o valor máximo de US$ 3 bilhões. Em seguida, o BC realiza dois leilões de linha, no valor total de US$ 4 bilhões. Às 8h47, a moeda americana valia R$ 6,15. As propostas do leilão A, da categoria linha, serão acolhidas das 10h20 às 10h25, com a data de recompra marcada para 2 de julho de 2025. Já no leilão B, os interessados devem enviar as propostas das 10h40 às 10h45, com a recompra prevista para 2 de outubro do próximo ano. Serão aceitos no máximo US$ 2 bilhões por oferta, e as operações serão liquidadas na terça-feira (24). Maior intervenção desde 1999 Nessa quinta (19), o BC realizou o maior intervenção desde 1999, ano no qual o Brasil passou a adotar o regime de câmbio flutuante. Nesta modalidade, a compra e a venda de moedas funcionam sem o controle sistemático do governo. Ao todo, foram leiloados US$ 8 bilhões à vista em dois leilões. A moeda norte-americana fechou o dia em R$ 6,30. Confira cronograma de leilões 12 de dezembro – dois leilões de linha, cada um de US$ 2 bilhões; 13 de dezembro – um leilão à vista de US$ 1 bilhão; 16 de dezembro – um leilão de linha de US$ 3 bilhões e um leilão à vista de US$ 1,6 bilhão; 17 de dezembro – dois leilões à vista; um de US$ 2,0 bilhões e outro de US$ 1,2 bilhão; 19 de dezembro – dois leilões à vista, um de US$ 3 bilhões e outro de US$ 5 bilhões. ‘Ataque especulativo’, diz futuro presidente do BC O futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que assume o comando da autarquia a partir de janeiro de 2025, afirmou nesta quinta-feira (19) que não vê um “ataque especulativo” contra o real neste momento. Em escalada, a moeda norte-americana alcançou novo recorde e atingiu a máxima de R$ 6,30, levando o BC a fazer duas intervenções no mercado de câmbio pela manhã. Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

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Lula reúne ministros em meio à análise do pacote de corte de gastos pelo Congresso

Expectativa é que reunião ministerial seja momento de confraternização   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião ministerial para esta sexta-feira (20), em meio à votação das medidas de corte de gastos pelo Congresso Nacional. A expectativa é que os titulares dos 38 ministérios compareçam ao encontro, o último do ano. O ajuste nas contas, enviado pelo governo federal ao Legislativo, prevê economia de R$ 327 bilhões até 2030 e é a aposta da gestão de Lula para manter os gastos públicos dentro das novas regras fiscais. A reunião com os ministros deve ocorrer no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência, na hora do almoço. A ideia é que o encontro sirva como momento de confraternização de fim de ano, sem, necessariamente, apresentação de ações das pastas. Será a terceira reunião ministerial com ampla participação do ano. Nessa quinta (19), a Câmara finalizou a votação de três projetos do pacote fiscal do governo Lula. As propostas foram encaminhadas ao Senado. Na Casa Revisora, a votação se estendeu até quase meia-noite. Mas uma preposição ficou para ser apreciado nesta sexta-feira (20) a partir das 10h. As duas casas aprovaram o texto-base do projeto de lei complementar que estabelece novos limites de gastos nos casos de resultado negativo nas contas públicas. Nessa proposta também foi incluído o fim do SPVAT (Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito), que ficou conhecido como novo DPVAT. A PEC do corte de gastos também foi aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado. Entre as mudanças previstas na proposta estão novas regras para o abono salarial. O abono funciona como um 14° pago a quem recebe até R$ 2.824, ou seja, dois salários mínimos. Com a proposta, o benefício passará a ser pago para quem ganha até R$ 2.640, sendo corrigido pela inflação a partir dos próximos anos e ficando permanente quando se tornar um salário mínimo e meio. Os dois textos seguem para sanção presidencial. O projeto que ainda falta ser votado no Senado é o que limita a alta do salário mínimo e impõem novas regras para a concessão do BPC (Benefício de Prestação Continuada). Na Câmara, o PL sofreu alterações e retirou o trecho que impedia que, na mesma família, mais de uma pessoa recebesse o BPC ou outro benefício. Outra mudança foi a retirada da alteração da forma de cálculo do aporte anual da União ao FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal), trocando a variação da Receita Corrente Líquida da União pelo IPCA. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, negou que os textos tenham sido “desidratados” na Câmara. “Como médico, posso dizer que não existe nenhum sinal clínico de desidratação do pacote. O que tem é aquilo que o Congresso Nacional tem sempre a liberdade de fazer, que é aprimorar dentro dos parâmetros”, disse a jornalistas. Lula de volta a Brasília O presidente Lula voltou a Brasília na quinta-feira (19) após receber o aval da equipe médica que o acompanhou em São Paulo. Ele ficou na capital paulista desde que recebeu alta do hospital no último domingo (15), depois de passar por dois procedimentos na cabeça. A cirurgia foi feita em 10 de dezembro e decorre do acidente doméstico sofrido em 19 de outubro, no Palácio da Alvorada, em Brasília. De acordo com a equipe médica, o chefe do Executivo vai voltar a realizar exames nos próximos dias e segue com a recomendação de repouso. As atividades presidenciais estão mantidas. “Ele está bem”, disse o cardiologista Roberto Kalil Filho. O chefe do Executivo deve passar o Natal e o Ano Novo na capital federal. Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil

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Lei Orçamentária Anual será votada após recesso parlamentar

Informação foi divulgada pelo relator senador Angelo Coronel   A votação do projeto da Lei Orçamentária Anual de 2025 (LOA) ficará para o próximo ano. Havia a expectativa de que o projeto pudesse ser votado até amanhã, mas o relator da matéria, senador Angelo Coronel (PSD-BA), informou que seu relatório será apreciado no ano que vem “após o recesso parlamentar.” Em nota divulgada à imprensa na noite desta quinta-feira (19), Coronel disse entender a necessidade de avançar na apreciação do orçamento, mas que ainda faltam informações consolidadas sobre a matéria. “Apreciar a peça mais importante do parlamento merece cuidado e tempo”, disse, em nota divulgada na noite de ontem (19). Entre as informações pendentes, estão as relacionadas ao salário-mínimo, que “afetam significativamente despesas previdenciárias, benefícios sociais e metas fiscais, exigindo cálculos e projeções mais precisos”. A expectativa é que o Senado vote ainda nesta sexta-feira (20) outro projeto do pacote de corte de gastos do governo, Projeto de Lei (PL) 4.614/24  – que limita o ganho real do salário-mínimo aos limites do arcabouço fiscal (inflação medida pelo INPC e ganho real entre 0,6% e 2,5%) e restringe o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “Além disso, a própria LDO, aprovada na quinta com centenas de emendas, encontra-se pendente de sanção e análise de possíveis vetos, o que pode alterar substancialmente as diretrizes norteadoras do orçamento”, diz a nota. Coronel disse que o objetivo do adiamento não é retardar o processo, “mas assegurar um documento que de fato retrate as prioridades nacionais, o equilíbrio das contas públicas e o compromisso com as metas de médio e longo prazos”. “Sem uma base normativa plenamente definida e um cenário fiscal delineado por todos os elementos votados e sancionados, corremos o risco de produzir uma peça orçamentária desconectada da realidade”, diz a nota. Fonte: Agência Brasil Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado

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