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Categoria: Economia

Banco Central revisa projeção de crescimento do PIB de 2025, de 2,1% para 1,9%

O Banco Central revisou a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2025, de 2,1% para 1,9%. Os números constam do Relatório de Política Monetária de março, publicado nesta quinta-feira (27) pela autarquia. A previsão está abaixo da mediana do último relatório Focus, que indicava crescimento de 1,98% para a economia este ano. A mudança incorpora novas projeções para o PIB agropecuário (4% para 6,5%), de serviços (1,9% para 1,5%) e industrial (2,4% para 2,2%). Pelo lado da demanda, a autarquia ajustou as previsões para o consumo das famílias (2,4% para 1,5%), formação bruta de capital fixo (2,9% para 2%), além das importações e exportações (2,5% para 4% em ambos os casos). A projeção para o consumo do governo foi mantida em 1,9%. “Dadas as projeções atualizadas, as contribuições da demanda interna e do setor externo para a evolução do PIB em 2025 são estimadas em 1,9 ponto porcentual e zero ponto, ante 5,2 ponto e -1,8 ponto em 2024″, informou o BC. Inflação No documento, o BC informou que não vê convergência do IPCA, a inflação oficial do país, para o centro da meta de 3% até pelo menos o terceiro trimestre de 2027. “Nas projeções do cenário de referência, a inflação continua acima do limite do intervalo de tolerância ao longo de 2025, começando a cair a partir do quarto trimestre, mas ainda permanecendo acima da meta”, considerou a autoridade monetária. Nesse cenário, a inflação acumulada em quatro trimestres fica na faixa de 5,5% a 5,6% nos três primeiros trimestres de 2025, cai para 5,1% no final do ano 3,7% em 2026 e 3,1% no último período considerado, referente ao terceiro trimestre de 2027. No horizonte relevante de política monetária, considerado como sendo o terceiro trimestre de 2026, a inflação projetada é 3,9%. A projeção para a inflação cheia de 2025, de 5,1%, já havia sido divulgada no comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) da semana passada. Considerando as projeções mensais, o BC destacou que a inflação acumulada em 12 meses fica acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta por seis meses consecutivos em junho deste ano. “No caso de concretização desse cenário, se caracterizará descumprimento da meta para a inflação e será necessária a publicação das razões desse descumprimento por meio de nota neste Relatório e de carta aberta ao Ministro da Fazenda”, lembrou a autoridade monetária. O detalhamento das projeções do BC é a seguinte, sempre considerando o IPCA em 12 meses: 5,6% no fim do primeiro trimestre de 2025; 5,5% no segundo e 5,6% no terceiro. No primeiro trimestre do ano que vem a estimativa é de 4,3% e, do segundo, de 4,2%. Para o terceiro, a taxa esperada é de 3,9% e, para o fim do ano, de 3,7%. No primeiro trimestre de 2027, o IPCA deve ficar em 3,4%, cedendo para 3,3% no segundo e atingindo 3,1% no terceiro, que é o último número da série. Estouro do teto da meta O Banco Central aumentou a estimativa da probabilidade de a inflação ficar acima do teto da meta, de 4,5%, em 2025, de 50% para 70%. A probabilidade de o IPCA ficar abaixo do piso, de 1,5%, passou de 1% para nula. A partir deste ano, a meta de inflação passou a ser contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. Se ele ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. O centro da meta continua em 3%, com uma margem de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. A chance de a inflação de 2026 superar o teto da meta foi revista de 26% para 28%, enquanto a probabilidade de ficar abaixo do piso foi mantida em 6%. Fonte: R7 Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

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Prévia da inflação desacelera em março, mas preços dos alimentos têm alta, mostra IBGE

A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), desacelerou na passagem de fevereiro para março e marcou 0,64%, 0,59 ponto percentual abaixo da taxa registrada em fevereiro (1,23%), informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (27). O IPCA-15 acumula alta de 1,99% no ano e de 5,26% nos últimos 12 meses, acima dos 4,96% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Esse índice se diferencia da inflação oficial, calculada pelo IPCA, pelo período de coleta das informações. Em março de 2024, o IPCA-15 foi de 0,36%. Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram variação positiva em março, com destaque para o grupo Alimentação e bebidas, com a maior variação (1,09%) e impacto, seguido dos transportes (0,92%). Juntos os dois grupos respondem por cerca de 2/3 do índice. As demais variações ficaram entre o 0,03% de artigos de residência e o 0,81% de despesas pessoais. IPCA-15 – Luce Costa/Arte R7 No grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio acelerou de 0,63% em fevereiro para 1,25% em março. Contribuíram para esse resultado as altas do ovo de galinha (19,44%), do tomate (12,57%), do café moído (8,53%) e das frutas (1,96%). A alimentação fora do domicílio (0,66%) também acelerou em relação ao mês de fevereiro (0,56%), em virtude da alta da refeição (0,43% em fevereiro para 0,62% em março). Já o lanche (0,68%) registrou variação inferior à registrada no mês anterior (0,77%). No grupo transportes (0,92%), o destaque são os combustíveis (1,88%), com alta nos preços do óleo diesel (2,77%), do etanol (2,17%), da gasolina (1,83%) e do gás veicular (0,08%). O subitem trem apresentou alta de 1,9% devido ao reajuste de 7,04% nas tarifas no Rio de Janeiro (4,25%), a partir de 2 de fevereiro. Lazer mais caro Segundo o IBGE, as despesas pessoais subiram 0,81%, resultado influenciado pela alta dos preços do cinema, teatro e concertos (7,42%), com o fim da semana do cinema em fevereiro. Já o grupo habitação desacelerou de 4,34% em fevereiro para 0,37% em março. Lula e a alta dos alimentos No início de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou a possibilidade de o governo federal tomar medidas “mais drásticas” para tentar conter a alta do preço dos alimentos, sem dar mais detalhes do que poderia se feito. A fala ocorreu um dia após o Executivo apresentar seis iniciativas para frear os custos — entre elas, zerar a taxa de importação de alimentos como café, carnes e azeite. “O preço do café está caro, o ovo, o preço do milho está caro, e nós estamos tentando encontrar uma solução. A gente não quer brigar com ninguém, a gente quer solução pacífica sem nada, mas se a gente não encontrar, a gente vai ter que tomar uma atitude mais drástica, porque o que interessa é levar comida barata para a mesa do brasileiro”, completou Lula. Nesta semana, o vice-presidente Geraldo Alckmin sugeriu que o Banco Central altere a forma de calcular a Selic, a taxa básica de juros. Na avaliação dele, o índice elevado encarece o custo de capital, o que interfere na economia. “Alimento é muito clima. Se eu tenho uma seca muito forte, uma alteração climática muito grande, vai subir o preço de alimento. E não adianta eu aumentar os juros que não vai fazer chover. Então, eu só vou prejudicar a economia”, declarou, ao citar os Estados Unidos. Por região Em relação aos índices regionais, todas as áreas tiveram alta em março. A maior variação foi registrada em Curitiba (1,12%), por conta das altas da gasolina (7,06%) e do etanol (6,16%). Já o menor resultado ocorreu em Fortaleza (0,34%), que apresentou queda nos preços da energia elétrica residencial (-1,69%) e da gasolina (-0,9%). Moradores de Brasília e Porto Alegre também sentiram impacto dos preços em março, já que tiveram reajustes acima da média brasileira. Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de fevereiro a 17 de março de 2025 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 12 de fevereiro de 2025 (base).   Fonte: R7 Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

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Gastos de brasileiros no exterior diminuem, mas chegam ao maior nível para fevereiro desde 2014

Os brasileiros que viajaram para o exterior gastaram US$ 1,57 bilhão (o equivalente a R$ 8,98 bilhões) em fevereiro, valor que representa o maior nível das despesas fora do país para o mês desde 2014. Os dados constam das Estatísticas do Setor Externo, divulgadas pelo Banco Central, nesta quarta-feira (26). Para efeito de comparação, em fevereiro do ano passado, os viajantes brasileiros gastaram US$ 1,36 bilhão (R$ 7,77 bilhões) em outros países. O saldo das viagens — diferença entre os gastos no exterior de viajantes brasileiros e os de estrangeiros no Brasil — ficou negativo em US$ 754 milhões (R$ 4,3 bilhões) em fevereiro. Historicamente, o volume gasto por brasileiros no exterior é maior do que o estrangeiro em solo brasileiro. Em 2024, os gastos dos brasileiros no exterior cresceram 35% em relação ao ano imediatamente anterior, totalizando US$ 19,67 bilhões, o equivalente a R$ 112,1 bilhões na cotação atual. Gastos dos estrangeiros Os estrangeiros desembolsaram US$ 823,1 milhões (R$ 4,69 bilhões) em solo nacional em fevereiro, um aumento em relação a janeiro, quando esses gastos foram de US$ 805,4 milhões (R$ 4,59 bilhões, na cotação atual). Para efeito de comparação, os estrangeiros gastaram 22,2% a mais no Brasil do que em fevereiro do ano passado, quando as despesas dos turistas no país foram de US$ 673 milhões (R$ 3,83 bilhões).   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Greve dos auditores: entenda como paralisação pode impactar restituição do Imposto de Renda

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal completa 121 dias nesta quarta-feira (26), colocando em risco o processo do Imposto de Renda 2025, além de causar atrasos no despacho aduaneiro. A paralisação também ameaça comprometer a meta fiscal do governo federal, ampliando os prejuízos para as contas públicas. Iniciada em 26 de novembro, a greve busca atendar três reivindicações da categoria. São elas: Reajuste do vencimento básico, que foi congelado em 2016, com exceção dos 9% concedidos em 2023; Pagamento integral do bônus de eficiência para ativos e aposentados; Destinação de recursos do Fundaf (Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização) para custear o plano de saúde da categoria. Segundo a Sindifisco Nacional, responsável pela categoria, 75 mil remessas expressas ficaram paradas nos terminais alfandegários e 500 auditores entregaram suas funções e cargos em comissão. Como forma de pressionar o governo, a categoria chegou a adotar em fevereiro, a medida “Desembaraço Zero”, suspendendo por 15 dias a liberação de mercadorias pela alfândega. A medida foi finalizada, e até o momento não houve diálogo entre as duas partes, o que continua ampliando os prejuízos para as contas públicas. Impactos no Imposto de Renda Em meio ao impasse com o governo federal, a mobilização dos auditores é responsável pelo prejuízo de R$ 3,5 bilhões no comércio exterior, devido à quebra de contratos internacionais, custos logísticos e taxas de armazenamento. Além dos atrasos nas operações aduaneiras, a greve também ameaça o prazo das restituições do Imposto de Renda. O governo federal liberou a entrega da declaração em 17 de março, mas o modelo pré-preenchida, que já tem informações preliminares dos contribuintes, será liberada apenas no dia 1º de abril. A versão simplificada é mais utilizada pelos brasileiros, pois ajuda o contribuinte a não cair na malha fina por erro de preenchimento. Com esse atraso, o sindicato alertou que as chances de preenchimento com erros, no período entre 17 de março e 1º de abril, são grandes. Como a correção dessas inconsistências exige a atuação precisa de um auditor, os prazos das restituições podem ficar comprometidos. O pagamento das restituições está previstos para começar em 30 de maio e encerrar em 30 de setembro. Em relação a um possível atraso devido à greve, o R7 entrou em contato com a Receita Federal, mas não obteve resposta. Impacto de R$ 14,6 bilhões na arrecadação federal A greve também impactou nas transações tributárias que estavam prestes a serem concluídas, mas foram suspensas e adiadas. Essa defasagem gerou um impacto direto de R$ 14,6 bilhões na arrecadação federal. Segundo o sindicato, esse montante só será recolhido aos cofres públicos após o fim da greve. Outro grande impacto da greve está na suspensão das atividades do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão responsável por julgar disputas tributárias entre empresas e a Receita Federal. De acordo com a Sindifisco, os conselheiros que participam das sessões de julgamento, deixaram de pautar processos em janeiro e fevereiro, que totalizam R$ 145 bilhões em disputas não analisadas. Meta fiscal em risco Na última sexta-feira (21), o presidente do Sindifsco e auditor fiscal, Dão Real, informou que a continuidade da greve, pode comprometer a meta fiscal e o arcabouço fiscal. “Nós sabemos que um trimestre inteiro parado tem um potencial enorme de comprometer a arrecadação e os planos de trabalho até o final do ano. Portanto, a urgência na solução do pleito é uma urgência para o governo”, pontua Dão. O anúncio foi feito um dia após o Congresso Nacional aprovar a Lei do Orçamento, que prevê a meta fiscal de déficit zero — com uma margem de tolerância de até R$ 31 bilhões, para mais ou para menos. A meta fiscal é o objetivo que o governo estabelece para controlar suas contas públicas em um determinado período. Segundo a Sindifisco, o impacto causado nos três primeiros meses do ano já se aproxima do déficit máximo permitido pela LOA.   Fonte: R7 Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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Reforma tributária desonera investimentos e exportações crescerão 12%, diz Alckmin

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, destacou nesta terça-feira (25) o impulso da reforma tributária na economia ao abrir um seminário sobre as mudanças no sistema de recolhimento de impostos sobre o consumo na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, citou estudos que, no cenário conservador, apontam para um impulso em 15 anos de 12% da reforma no PIB (Produto Interno Bruto). Ele também frisou que, no mesmo período, a reforma deve gerar crescimento de 20% dos investimentos e de 12% das exportações. O presidente em exercício, ao lembrar que a reforma tributária simplifica cinco tributos, observou que as mudanças serão graduais. “O que é difícil exige gradualismo”, pontuou Alckmin. Ele acrescentou que, a partir da reforma, os investimentos não serão mais definidos pelos incentivos oferecidos pelos Estados, dado o fim da guerra tributária, mas sim pela maior eficiência da alocação de capital. Ele disse ainda que a reforma está “indo super bem”, sendo muito aceita pela sociedade. Em relação a novos investimentos, além do impulso da reforma, Alckmin disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em viagem oficial ao Japão para estimular uma parceria ao Mercosul. Em paralelo, a Letra de Crédito do Desenvolvimento, reafirmou hoje Alckmin, foi lançada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para reduzir as taxas de juros.   Fonte: R7 Foto: Júlio César Silva/MDIC

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Consórcio do Trem da República se reúne na Prefeitura de Itu para prestação de contas

Na última quinta-feira (20), o Citrem (Consórcio Intermunicipal do Trem da República), que conta com as cidades de Itu e Salto, realizou uma reunião para prestação de contas do Exercício de 2024, na sala do gabinete da Prefeitura de Itu. Na mesma ocasião, o prefeito Herculano Passos tomou posse como presidente do Citrem. Além do chefe do Executivo ituano, participaram o prefeito de Salto, Geraldo Garcia, vice-prefeito de Salto, Fábio Jorge, o presidente da Câmara de Itu, Neto Beluci, o vereador ituano Thiago Gonçales e os vereadores saltenses, Almir da Adega, Clayton Bispo e Henrique Balseiros.   Foto: Prefeitura de Itu

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Tarifaço de Trump: Alckmin sugere cota e diz que vai avançar nas negociações

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (24) que sugeriu ao governo dos Estados Unidos a aplicação de “adensamento de cadeia”, ou seja, um agrupamento dos produtos exportados entre os países, inclusive com cotas específicas. Durante evento, afirmou que a orientação de Luiz Inácio Lula da Silva é “avançar nas negociações” e o objetivo é “ganha-ganha”. “A relação do Brasil com os Estados Unidos tem 200 anos, é uma relação secular. O Brasil não é problema para os Estados Unidos. Os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil, tanto no setor de serviços como no setor de bens. Nos 10 produtos que os EUA mais exportam para nós, 8 têm tarifa zero. A tarifa final média é 2,7%. Eu tive uma conversa com o secretário [de Comércio dos EUA, Howard] Lutnick e com o embaixador, expus as questões e coloquei que deveríamos aproveitar novas oportunidades para fazer um adensamento de cadeia para fazer uma complementaridade econômica”, disse Alckmin. “No caso do aço, os EUA aumentaram em 25% não só para o Brasil, mas para o mundo todo. No caso do aço, nós somos o terceiro comprador do carvão siderúrgico americano. Fazemos o semi-elaborado e vendemos para os EUA, que fazem o elaborado. É uma complementação de cadeia. Uma hipótese é a cota. Anteriormente o tributo era 18%, mas tinha cota. Enfim, são negociações que estão ocorrendo e nós defendemos o ganha-ganha”, completou. As declarações foram dadas por Alckmin durante evento em que participou de forma remota. De acordo com o presidente em exercício, o “empenho é avançar nas negociações”. As conversas entre o Brasil e os Estados Unidos foram iniciadas recentemente a fim de debater a aplicação de uma tarifa de 25% na importação de aço e alumínio. A estimativa é que o Brasil perca o equivalente a US$ 1,5 bilhão nas exportações. O governo brasileiro decidiu não retaliar de imediato os Estados Unidos após a implementação de uma tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio do Brasil — tarifação que entrou em vigor último dia 13. O Brasil, que é o segundo maior fornecedor de aço para o mercado americano, teve vendas de quase R$ 19 bilhões no ano passado com os produtos. A taxação de 25% sobre importações de aço e alumínio pode gerar dificuldades para o setor siderúrgico brasileiro, já que o Brasil “não tem outro parceiro para vender” os metais — países da Europa enfrentam recessão, e a China, que tem uma grande produção de aço, exporta apenas minério de ferro do país. As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre aço e alumínio importados devem ter pouco impacto no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, avalia o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Entretanto, a taxa de 25% sobre os metais pode impactar o setor no país, com queda de produção de 2,19%, contração de 11,27% das exportações e redução de 1,09% das importações.   Fonte: R7 Foto: Cadu Gomes/VPR

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Preço do etanol cai em 12 estados, sobe em 8 e no DF e fica estável em 6, diz ANP

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 12 estados, subiram em 8 e no Distrito Federal e ficaram estáveis em 6 na semana de 16 a 22 de março. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Nos postos pesquisados pela agência em todo o país, o preço médio do etanol ficou estável na comparação com a semana anterior, a R$ 4,36 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média subiu 0,24% no período, para R$ 4,19 o litro. A maior alta percentual na semana, de 3,31%, foi registrada em Rondônia, onde o litro passou a custar R$ 5,30. A maior queda no período, em Mato Grosso, foi de 2,16%, para R$ 4,08 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,25 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,36, foi observado em Santa Catarina. Já o menor preço médio estadual de R$ 4,08, foi registrado em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,48 o litro. Competitividade O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em quatro estados na semana de 16 a 22 de março. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 68,66% ante a gasolina no período, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados: Mato Grosso (64,86%) Mato Grosso do Sul (66,56%) Paraná (68,83%) São Paulo (67,80%)   Fonte: R7 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Dilma Rousseff é reeleita para comandar o Banco dos Brics por mais cinco anos

A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, foi reeleita para um novo mandato de cinco anos à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), instituição financeira do grupo dos Brics. O anúncio foi feito neste domingo (23) durante a reunião anual do Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim. Segundo Dilma, a recondução ao cargo foi aprovada por unanimidade. O mandato anterior estava previsto para terminar em 6 de julho deste ano. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi um dos líderes mundiais que manifestaram apoio à permanência da ex-presidente brasileira no comando do banco. Em seu discurso no evento, Dilma destacou avanços em projetos de cooperação entre Brasil e China, incluindo a ferrovia transoceânica, que pretende reduzir os custos de exportação entre os dois países. A presidente do NDB também elogiou a política econômica da China e ressaltou a importância do desenvolvimento do “sul global”. Ela citou a empresa chinesa DeepSeek como um exemplo de competição bem-sucedida no mercado global. “Não é fácil tirar tantas pessoas da pobreza e, como sei que no meu próprio país, o Brasil, estamos tentando fazer o mesmo, sei que é um desafio enorme. Igualmente impressionante é a transformação da China, de uma fábrica do mundo para um centro de inovação, gradualmente se tornando uma liderança global em ciência, tecnologia e inovação”, afirmou Dilma. A liderança do NDB segue um sistema de rodízio entre os países fundadores do banco — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Criado formalmente em 2015, o banco tem o objetivo de financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países-membros. A reeleição de Dilma também foi comemorada no Brasil. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, parabenizou a ex-presidente em suas redes sociais: “Parabéns, presidenta Dilma Rousseff, pela recondução à presidência do Novo Banco de Desenvolvimento. Sob sua direção, o Banco dos Brics vem cumprindo importante papel no desenvolvimento de nossos países”, escreveu.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Professores da rede estadual de SP aprovam greve a partir de 25 de abril pedindo reajuste salarial

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram nesta sexta-feira (21) aprovar greve em 25 de abril como forma de pressionar o Governo de São Paulo por reajuste salarial. No mesmo dia, uma assembleia vai decidir se a greve se estende por tempo indeterminado. Ao R7, a Secretaria de Educação disse que mantém diálogo permanente com a categoria (leia a nota completa mais abaixo). “Em assembleia realizada na sexta-feira, 21/03, em frente à SEDUC, professores aprovaram intensificação da mobilização, rumo à greve da categoria em 25/04, por tempo indeterminado”, anunciou o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo nas redes sociais. “Professores e professoras denunciam e lutam contra o assédio moral, autoritarismo, baixos salários, plataformização, desrespeito, contra escolas cívicos militares, privatização das unidades, entre outros”, acrescentou a instituição. A principal reivindicação da categoria é a aplicação imediata do reajuste de 6,27% do piso salarial nacional no salário-base, com repercussão em toda a carreira. Veja outras exigências dos professores: Reajuste imediato de 6,27% no salário base, referente à atualização do Piso Salarial Profissional Nacional, para todos os professores, ativos e aposentados, com impacto na carreira; Descongelamento do reajuste de 10,15%, garantido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2017, mas ainda não concedido pelo governo estadual; Atribuição de aulas justa, presencial e transparente. Plano de reposição do poder de compra dos salários dos docentes; Climatização das salas de aula em toda a rede estadual, diante das sucessivas ondas de calor que afetam alunos e professores. Reabertura de classes fechadas (sobretudo no noturno), direito dos professores se alimentarem nas escolas, contratação direta pelo Estado dos professores e demais profissionais da educação especial, sem terceirização. O que diz a Secretaria de Educação A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) mantém diálogo permanente com a categoria. Após dez anos sem concursos no estado, a atual gestão realizou um certame para a contratação de professores do Ensino Fundamental e Médio, e aprovou 15 mil novos profissionais. Os primeiros selecionados já estão atuando em diferentes regiões do estado. Todos os docentes da rede estadual que ingressaram na nova carreira contam com salário inicial de R$ 5,3 mil para uma jornada de 40 horas semanais, valor superior ao piso nacional da categoria. Em relação à climatização, a atual gestão ampliou em quase 80 vezes o número de escolas climatizadas em todo o estado. Estão sendo investidos cerca de R$ 350 milhões no projeto, que é implementado em etapas, priorizando as unidades escolares localizadas nas regiões mais quentes do território paulista. Fonte: R7 Foto: Divulgação/@apeoespimprensa

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