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Categoria: Economia

Após superar preço da gasolina, diesel fica R$ 0,17 mais barato a partir de hoje nas refinarias

O litro do diesel fica R$ 0,17 mais barato a partir desta terça-feira (1º) nas refinarias. O anúncio da redução de 4,6% no preço do combustível foi feito nesta segunda-feira (31) pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Com isso, o valor médio do diesel A da Petrobras cai de R$ 3,72 para R$ 3,55 por litro. Essa redução vem 59 dias após uma alta de 6,29% (R$ 0,22 por litro), no fim de janeiro. O valor chegou a superar o da gasolina comum nos postos de combustíveis do país. Além disso, em fevereiro, houve reajuste das alíquotas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis, nos estados. Na última semana, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o preço médio do litro do diesel S10 estava em R$ 6,40 e o da gasolina, R$ 6,32. Só que o preço do diesel afeta diretamente o custo dos fretes e tem impacto em toda a economia, principalmente para a inflação de alimentos. Preço médio do litro – Arte/R7 A presidente da Petrobras disse que, reajustados pela inflação, os preços atuais dos combustíveis da Petrobras estão “bem abaixo” de 31 de dezembro de 2022, ao fim do governo Jair Bolsonaro. A gasolina, disse, está 11,7% abaixo do patamar daquele período, o diesel está 19% abaixo. Segundo os dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço do diesel nas refinarias da Petrobras está em média 2% acima do praticado no mercado internacional. Enquanto a gasolina está 2% mais baixa. Impacto na inflação O aumento do combustível pressiona a inflação, em meio à discussão do governo federal para tentar frear os preços, principalmente, de alimentos. Em fevereiro, a inflação oficial do país acelerou para 1,31% e alcançou o maior índice para o mês desde 2003. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumula em 12 meses 5,06%, acima da meta estabelecida pelo Banco Central, de 4,5%. No grupo dos transportes o aumento foi de 0,61%, influenciado pela alta dos combustíveis, de 2,89%: óleo diesel (4,35%) etanol (3,62%) gasolina (2,78%) Entre as principais causas que afetam o preço dos combustíveis estão a alta do dólar, que encarece a importação e insumos, além de custos logísticos, que variam conforme as distâncias percorridas e as condições de infraestrutura de cada região. O preço médio do litro da gasolina terminou o ano de 2024 em R$ 6,14, um aumento de 9,6% em relação ao valor cobrado nos postos de combustível do país, em dezembro de 2023, que era de R$ 5,60. Já o etanol subiu 18% no mesmo período, passando de R$ 3,42 para R$ 4,11 o preço médio do litro. No mesmo período, o diesel foi de R$ 6,02 para R$ 6,11 o litro, elevação de 1,5%. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).   Fonte: R7 Foto: J.SOUZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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Dólar fecha a R$ 5,70 e cai 3,57% em março

Em um dia misto no mercado financeiro, o dólar despencou e a bolsa de valores também caiu. Em meio à cautela com a entrada em vigor do tarifaço do governo de Donald Trump, a moeda norte-americana caiu mais de 3% no mês. Apesar da queda desta segunda-feira (31), a bolsa subiu cerca de 6% e teve o melhor desempenho mensal desde agosto do ano passado. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,706, com queda de R$ 0,054 (-0,94%). A cotação chegou a abrir em alta, mas passou a cair após a abertura dos mercados norte-americanos. Na mínima do dia, por volta das 15h30, aproximou-se de R$ 5,69. A moeda norte-americana está no valor mais baixo desde o último dia 20, quando tinha fechado em R$ 5,67. A divisa caiu 3,57% em março e acumula baixa de 7,67% em 2025. Diferentemente do câmbio, o mercado de ações teve um dia mais turbulento. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 130.259 pontos, com queda de 1,25%. A queda desta segunda foi parcialmente motivada pela realização de lucros, quando investidores vendem papéis para embolsarem ganhos recentes. O indicador subiu 6,08% em março e acumula alta de 8,29% em 2025. Fatores internos e externos influenciaram o mercado financeiro nesta segunda-feira. No Brasil, a formação da taxa Ptax, câmbio médio no último dia útil do mês que corrige a parcela da dívida do governo em dólar, reforçou a queda do dólar, à medida que muitos estrangeiros reduziram as apostas contra o real nas últimas semanas. Isso fez o real descolar-se de outras moedas emergentes, que se depreciaram hoje. No cenário internacional, investidores avaliam que o Brasil será menos afetado que outros países com a imposição de tarifas recíprocas pelo governo de Donald Trump. A partir de quarta-feira (2), os Estados Unidos taxarão as importações com a mesma tarifa que os países cobram sobre os produtos deles. No mesmo dia, entrará em vigor a tarifa de 25% sobre a importação de automóveis nos Estados Unidos. *Com informações da Reuters Fonte: Agência Brasil

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Mercado reduz previsão para expansão da economia em 2025

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia em 2025 foi reduzida, de acordo com dados do Boletim Focus, divulgados nesta segunda-feira (31), em Brasília. A pesquisa é realizada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para este ano, a estimativa para o crescimento da economia caiu de 1,98% para 1,97%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 1,6%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%. A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,92 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 6. Inflação A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – para 2025 foi mantida em 5,65% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção da inflação ficou em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,78%, respectivamente. A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Puxada pela alta da energia elétrica, em fevereiro a inflação oficial ficou em 1,31%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior resultado desde março de 2022 quando tinha marcado 1,62%, e o mais alto para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%). Em 12 meses, o IPCA soma 5,06%. Juros básicos Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).  A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em um ponto percentual na reunião da semana passada, o quinto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária. Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o colegiado, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços continue alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo. Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso. Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em um ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro. Até o fim deste ano, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Conter demanda Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.   Fonte: Agência Brasil Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Receita paga lote da malha fina do Imposto de Renda nesta segunda (31)

Cerca de 120 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco acertarão as contas com o Leão nesta segunda-feira (31). A Receita Federal pagará o lote da malha fina de março. O pagamento também contempla restituições residuais de anos anteriores. Ao todo, 120.039 contribuintes receberão R$ 253,88 milhões. Desse total, R$ 168,86 milhões irão para contribuintes com prioridade no reembolso. Em relação à lista de prioridades, a maior parte, 75.790 contribuintes, informou a chave Pix do tipo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) na declaração do Imposto de Renda ou usou a declaração pré-preenchida. Desde 2023, a informação da chave Pix dá prioridade no recebimento. Em segundo, há 16.215 contribuintes entre 60 e 79 anos. Em terceiro, vêm 4.013 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. O restante dos contribuintes prioritários são 3.163 contribuintes idosos acima de 80 anos e 2.405 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave. A lista é concluída com 18.453 contribuintes que não informaram a chave Pix e não se encaixam em nenhuma das categorias de prioridades legais. Aberta desde o último dia 24, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar na aba Meu Imposto de Renda e, em seguida, em Consultar a Restituição. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones. O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina. Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu Declarações e Demonstrativos, clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no campo Solicitar Restituição Não Resgatada na Rede Bancária.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Entregadores de aplicativos anunciam paralisação de 48 horas no Brasil

Entregadores de aplicativos de todo o Brasil planejam uma greve de dois dias, nesta segunda-feira (31) e terça (1º). A paralisação, organizada pela Aliança Nacional dos Entregadores de Aplicativos (Anea), já conta com a adesão de trabalhadores de 20 estados. As principais reivindicações da categoria incluem o reajuste da taxa mínima de entrega, que está inalterada há três anos, apesar da inflação. Além disso, os entregadores exigem melhores condições de trabalho, como vínculo empregatício, direito a férias e proteção contra desligamentos das plataformas. Outras demandas incluem: Aumento do valor por quilômetro: de R$ 1,50 para R$ 2,50; Limitação das rotas de bicicleta: máximo de 3 km por pedido; Pagamento integral por entrega: sem cortes arbitrários em pedidos múltiplos. A Anea justifica a paralisação alegando que as pautas são essenciais para evitar a exploração dos entregadores pelas plataformas. Eles argumentam que, sem reajustes justos, os ganhos não são compatíveis com o custo de vida, e os trabalhadores arcam sozinhos com os custos de combustível, manutenção e riscos diários. Além da greve, estão previstas manifestações, motociatas, carreatas e pedaladas em diversas cidades para promover as reivindicações e denunciar práticas antissindicais das plataformas, como o oferecimento de bônus para desmobilizar a greve e ameaças de bloqueio aos grevistas.   Fonte: R7 Foto: Reuters  

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Declaração pré-preenchida do IR 2025 começa terça (1º) com previsão de 57% de adesão

A Receita Federal libera nesta terça-feira (1º) a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda da Pessoa Física 2025. Nessa modalidade, a declaração já começa com várias informações úteis que facilitam o preenchimento, sem necessidade de digitar. Além disso, dá prioridade no recebimento da restituição. Também começa nesta terça-feira a implantação do site e aplicativo MIR (Meu Imposto de Renda), que permite tanto o preenchimento como a entrega da declaração de forma online, em computadores, tablets e telefone celular. O período de entrega da declaração começou no dia 17 de março e vai até 30 de maio. Neste ano, a liberação da pré-preenchida atrasou devido à greve dos auditores-fiscais da Receita. A expectativa do Fisco é receber 46,2 milhões de documentos neste ano, 6% a mais em relação ao número de entregas em 2024. Segundo a Receita Federal, a adesão à ferramenta quase dobrou, passando de 23,9% do total, em 2023, para 41,2%, em 2024. Com isso, a expectativa é que as declarações pré-preenchidas ultrapassem metade dos contribuintes, 57%, no Imposto de Renda 2025. Adesão da modalidade – Arte/R7 A Receita recomenda aos contribuintes que tenham toda a documentação em mãos para comparar com os dados fornecidos na pré-preenchida. Em caso de divergências, o contribuinte deve preencher as informações dos documentos. Quais informações estão na pré-preenchida Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf); Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob); Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed); Carnê-Leão Web; rendimentos isentos decorrentes de moléstia grave; códigos de juros; restituições recebidas no ano-calendário; saldos bancários; investimentos; imóveis adquiridos; doações realizadas no ano-calendário; criptoativos contas bancárias e ativos no exterior; contribuições para a previdência privada. O que precisa para a declaração pré-preenchida? Para o cidadão comum, basta ter a conta gov.br ouro ou prata. O contribuinte entra no aplicativo ou no site, coloca a conta gov.br e terá todas as informações. Para as pessoas que não fazem a própria declaração, que recorrem a terceiros, como contadores, despachantes e amigos, o ideal é que nunca compartilhe a senha do gov.br. Para isso, existem mecanismos como o “Autorizar Acesso” e a “procuração eletrônica”, que estão no site da Receita Federal. Como declarar A maioria dos contribuintes utiliza o PGD (Programa Gerador da Declaração) do Imposto de Renda 2025 para computador. Para baixar, é preciso entrar na página da Receita Federal e seguir as orientações. Além do PGD para computador, o contribuinte também poderá fazer a declaração por meio do aplicativo e de forma online, pelo MIR (Meu Imposto de Renda), para computadores e dispositivos móveis (smartphones e tabletes), que estará disponível a partir de 1º de abril. É obrigado a declarar todo brasileiro que recebeu mais de R$ 33.888 no ano passado (veja abaixo). Quem está obrigado a fazer a entrega da declaração e perder o prazo poderá pagar multa de R$ 165,74 a 20% do imposto devido. O contribuinte que entregar a declaração antes poderá receber a restituição mais rapidamente, caso tenha direito. A restituição começa a ser paga em 30 de maio (veja calendário abaixo). Neste ano, recebe primeiro a restituição, além daqueles que fazem parte das prioridades legais, quem optar pela declaração pré-preenchida e também escolher para receber a restituição por meio do Pix. Arte do Imposto de Renda 2025 – Arte/R7 Fonte: R7 Foto: LUIS LIMA JR/FOTOARENA

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Navio da BYD chega ao Brasil com novos modelos e mais de 5 mil carros importados

Um imenso navio da BYD chegou ao porto de Aracruz, no Espírito Santo, trazendo uma carga de aproximadamente 5.500 carros da marca chinesa. Com 38 metros de largura e 200 metros de comprimento, o navio tem capacidade para transportar até 7 mil veículos. Esses carros foram importados devido ao fato de que a fábrica da BYD, localizada em Camaçari, na Bahia, ainda não iniciou suas operações. Entre os modelos trazidos, além dos mais conhecidos pelos brasileiros, destaca-se o BYD Denza B5, um veículo de luxo com estilo de jipe, motor de 686 cavalos de potência (CV) e autonomia de 1.200 quilômetros, que promete chamar a atenção no mercado nacional.

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Indústria paulista dobra investimentos com destaque para o setor automotivo

Os investimentos na indústria paulista dobraram nos últimos três anos, atingindo R$ 82,7 bilhões no período de 2022 a 2024, mostra a Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), da Fundação Seade. O principal responsável por esse crescimento foi o setor automotivo, com investimentos que mais que triplicaram nesse período. “A indústria automotiva tem investido fortemente na ampliação e modernização de suas fábricas, especialmente para o desenvolvimento de veículos híbridos e elétricos, acompanhando as tendências mundiais de sustentabilidade e inovação”, afirma Margarida Kalemkarian, pesquisadora da Fundação Seade. Entre os destaques estão as montadoras como Volkswagen, Toyota e Great Wall Motors (GWM), que juntas somam mais de R$ 34 bilhões em novos aportes. As empresas têm apostado principalmente na modernização de fábricas e no lançamento de veículos mais eficientes e sustentáveis. Investimentos em expansão Além do setor automotivo, outras áreas da indústria também registraram aportes expressivos. O segmento de celulose e papel recebeu ao todo R$ 8,3 bilhões, com destaque para a Bracell. Já o setor de bebidas contou com R$ 2,5 bilhões, impulsionado em grande parte pela ampliação e modernização das unidades da Heineken em Jacareí, Araraquara, Itu e Campos de Jordão. No período analisado, a Região Administrativa de Campinas foi a que mais recebeu investimentos industriais (R$ 26,7 bilhões), seguida pela RA de Sorocaba (R$ 14,8 bilhões), RA de Bauru (R$ 9 bilhões) e Região Metropolitana de São Paulo (R$ 6,7 bilhões). Já os investimentos inter-regionais (sem especificação de valor para cada região) totalizaram R$ 21,2 bilhões. Esses investimentos reforçam a importância do Estado de São Paulo como um dos principais polos industriais do Brasil, promovendo inovação, geração de empregos e fortalecimento econômico. Mais informações no link: https://investimentos.seade.gov.br/integra/?analise=automotiva-impulsiona-investimentos-na-industria-paulista Sobre o Seade Há mais de 40 anos, o Sistema Estadual de Análise de Dados é referência nacional na produção e disseminação de análises e estatísticas socioeconômicas e demográficas do Estado de São Paulo.   Foto: Governo de SP

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Alta mundial do cacau impacta custos do chocolate e vendas da Páscoa

O aumento do custo do cacau em nível mundial, de cerca de 180% em dois anos, está refletindo no valor dos produtos para a Páscoa e para a produção permanente do setor. A alta da fruta se concentrou no segundo semestre do ano passado, em decorrência da quebra de safra nos grandes produtores africanos. A instabilidade no setor deve se manter também nesta temporada, com o maior produtor, Costa do Marfim, ainda enfrentando impacto significativo de ondas de calor e da seca. “Isso vai influenciar o desenvolvimento da planta, a brotação e a formação dos frutos, e com isso uma menor oferta”, explicou Letícia Barony, assessora técnica da comissão nacional de fruticultura da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Em Gana, segundo maior produtor, Letícia avalia que há um cenário de tendência de recuperação na produção, com o governo divulgando indicadores para um cenário de colheita atrativo, que pode levar a um reequilíbrio para a oferta. No Brasil, a perspectiva é de aumento de safra, após quedas sucessivas. O país é atualmente o sexto maior produtor mundial de cacau, com mais de 90% da produção nos estados do Pará e Bahia, com uma produção anual de 300 mil toneladas por ano. A gente percebe, ainda assim, muita volatilidade e incerteza dentro do mercado, tanto em relação à oferta, quanto em relação à demanda e principalmente aos preços que esses produtos serão ofertados. Isso pega toda a cadeia de valor, não só na amêndoa de cacau, mas nas indústrias moageiras, indústrias de derivação e também na disponibilização desses produtos ao consumidor”, analisa a assessora técnica da CNA. Para a Confederação, a perspectiva é de aumento das safras neste e no próximo ano, com o resultado dos investimentos em áreas não tradicionais de cultura cacaueira, como o cerrado baiano, no oeste do estado, onde o cultivo ocorre a pleno sol, com irrigação e uso intensivo de tecnologias. São Paulo e o norte de Minas são outras possibilidades de áreas de cultivo, além da consolidação da recuperação das culturas da Bahia e do Pará. Outra tendência é o aumento do processamento do cacau no país, gerando produtos com maior valor agregado tanto para o mercado externo quanto para o interno. Retração O setor de chocolates prevê uma retração de cerca de 20% na quantidade total de ovos de Páscoa produzidos neste ano, em relação à produção do ano passado. Apesar dessa diminuição, a expectativa da Abicad (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) é de contratação de pouco mais de 9,6 mil trabalhadores temporários, 26% a mais do que em 2024, com expectativa de 20% serem efetivados. Segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), os preços dos ovos de chocolate e produtos relacionados (bombons, miniovos, coelhos e barras) tiveram aumento médio de 14%, e as colombas ficaram 5% mais caras neste ano. Para lidar com o aumento de custos, o setor usa como estratégia a diversificação de portfólio, com produtos menores e mais variados. Como o chocolate não é um produto essencial, como o arroz ou uma proteína (ovo, carne ou equivalente vegetal) seu consumo pode ser diminuído ou evitado mais facilmente. Com isso o preço tem um limite, a partir do qual a demanda começa a cair. Adaptações O aumento na matéria prima já é sentido nos produtos, tanto no atacado quanto no varejo. Enquanto redes populares já exibem ovos de Páscoa acima de R$ 70, pequenos produtores têm de pesquisar fornecedores e buscam maior variedade de produtos para aproveitar a data, tradicionalmente a melhor do ano para os chocolateiros. A chef Dayane Cristin colocou a pesquisa como um elemento estratégico de sua produção. Moradora de Osasco, na grande São Paulo, ela pesquisa em três grandes lojas da região, semanalmente, o chocolate e as outras matérias primas para sua produção de trufas e outros doces. Com barras de 2,5 kg, ela confecciona uma média de 1.250 trufas por semana, que vende no transporte público, de segunda a sábado. Com a alta dos preços, ela teve que aumentar o tempo despendido com os orçamentos. “Eu vou cotando, o preço do chocolate tem aumentado, e em alguns lugares produtos como o chocolate branco estão em falta. Eu tenho me organizado, comprado em grande quantidade e com isso consigo um valor menor”, nos conta Cristin. Mesmo com o esforço ela teve de aumentar o valor das trufas no começo deste ano, de R$ 3 para R$ 4. Além do chocolate, outros produtos que usa, como o leite condensado e o creme de leite, tiveram altas consideráveis no último ano, assim como as frutas. A incerteza sobre os preços levou a Dayane a segurar a tabela de valores para a Páscoa, que saiu apenas esta semana. “Muitos clientes já pediam, mas eu esperei pois teve um aumento significativo [nos custos]. As caixas dos ovos estão muito caras, no meu caso eu vendo muito mais em ovo de colher. Minha meta esse ano é em torno de R$ 15 a R$ 20 mil, em ovos”, conta a chef, que apesar das dificuldades está bem animada com a data. Tecnologia Letícia Barony, da CNA, avalia que o setor tem conseguido melhorias sensíveis em tecnologias ao longo da cadeia, resultando em ganhos de produtividade, seja para os grandes produtores, seja para as áreas menores. As técnicas de produção que respeitam a qualidade ambiental e a qualidade de vida para o produtor e para os trabalhadores envolvidos se destacam em processos como a quebra do cacau, a fermentação e a armazenagem. “São pontos cruciais para que a gente tenha maior eficiência no uso da mão-de-obra, maior eficiência do processo como um todo e também melhor qualidade para melhor posicionamento de mercado desse produto, na comercialização”, complementa. Estes avanços tecnológicos se refletem inclusive na política externa brasileira. A ApexBrasil (Agência de Promoção de Exportações e investimentos) participou de uma missão à África, passando pela Costa do Marfim, Gana e Nigéria, a convite do Itamaraty e com participação do Ministério da Agricultura e Pecuária, além de representantes de 40 empresas nacionais do setor.

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Prévia da carga tributária sobe para 32,32% do PIB em 2024

A prévia da carga tributária (peso dos impostos e demais tributos sobre a economia) subiu para 32,32% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2024, divulgou nesta sexta-feira (28) o Tesouro Nacional. Em 2023, o mesmo indicador tinha atingido 30,26%, diferença de 2,06 pontos percentuais. Segundo o Tesouro, vários fatores pesaram para o aumento da carga tributária. O principal foi o crescimento da economia, que aumentou a arrecadação dos tributos sobre bens e serviços em 0,81 ponto percentual do PIB em nível federal no ano passado. Somente a arrecadação da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), tributo diretamente ligado às vendas, subiu 0,42 ponto. No caso da alta do dólar, os preços mais caros das mercadorias importadas ajudaram a reforçar a arrecadação do PIS (Programa de Integração Social), da Cofins e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). O fim da isenção de PIS/Cofins sobre o diesel e o gás de cozinha, que voltaram às alíquotas normais em janeiro de 2024, também influenciaram a comparação. Outro fator que ajudou a elevar a carga tributária foi o aumento de 0,5 ponto percentual do PIB na arrecadação de tributos relacionados à renda, ao lucro e a ganhos de capital. A principal medida foi a tributação dos fundos exclusivos e das offshores, empresas de investimento no exterior, que entrou em vigor no fim de 2023.. Em 2024, a arrecadação da IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) subiu 0,38 ponto percentual do PIB. As receitas com a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) avançaram 0,06 ponto percentual. Em âmbito estadual, a receita do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), tributo que mais arrecada no país, aumentou 0,46 ponto percentual do PIB em 2024. Segundo o Tesouro Nacional, isso se deve ao fim da desoneração sobre combustíveis e à recuperação da economia, que impulsionou as vendas. Na esfera municipal, a receita do ISS (Imposto sobre Serviços) subiu 0,09 ponto percentual do PIB, impulsionada pelo crescimento de 3,1% no volume de serviços em 2024. Esferas de governo A carga tributária do governo federal subiu 1,5 ponto percentual em 2024, de 19,93% para 21,43% do PIB. O peso dos impostos estaduais avançou 0,45 ponto, de 7,58% para 8,03% do PIB. Nos governos municipais, a arrecadação de impostos subiu 0,11 ponto percentual, de 2,28% para 2,39% do PIB, puxada por aumentos no IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Classificação econômica Ao somar os três níveis de governo (federal, estadual e municipal), os impostos sobre bens e serviços subiram 1,37 ponto percentual do PIB em relação a 2023, passando de 12,54% para 13,91%. Em seguida estão os impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital, com 9,09% do PIB, alta de 0,5 ponto em relação ao ano anterior. A arrecadação dos impostos sobre a propriedade subiu 0,01 ponto, de 1,7% para 1,71% do PIB. A receita dos impostos sobre a folha de pagamento e a mão de obra caiu 0,01 ponto, de 0,31% para 0,3% do PIB. Por causa da alta do dólar, os impostos sobre o comércio externo e as transações internacionais avançaram 0,13 ponto, de 0,53% para 0,66% do PIB. O peso das contribuições sociais sobre o PIB subiu de 6,59% para 6,65% do PIB. A alta de 0,06 ponto percentual foi motivada principalmente pela arrecadação da contribuição para a Previdência Social, que subiu de 5,23% para 5,29% do PIB, puxada pela recuperação do mercado de trabalho. Todo mês de março, o Tesouro divulga uma estimativa própria da carga tributária do ano anterior. Segundo o Ministério da Fazenda, a elaboração de uma prévia da carga tributária é necessária porque os dados são incluídos na prestação de contas da Presidência da República. O número oficial, divulgado pela Receita Federal, só sai ao longo do segundo semestre.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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