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Categoria: Economia

Fila de espera por benefícios do INSS sobe de novo e ultrapassa 2 milhões

A fila de espera por benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aumentou nos últimos meses de 2024. O número superou 2 milhões de pessoas em dezembro, segundo o último Boletim Estatístico da Previdência Social, divulgado nesta quarta-feira (2). Com isso, a fila retoma patamar registrado em janeiro de 2020. O tempo médio de concessão também voltou a subir para 46 dias no ano passado. O volume inclui tanto os processos que estão com até 45 dias como os acima disso. Do total, mais de 1,67 milhão de pedidos aguardam análise do instituto ou perícia médica inicial. Outros 364,6 mil requerimentos se encontram em exigência, ou seja, aguardando alguma documentação do segurado para que o INSS possa concluir a análise. Ao longo de 2024, não houve mês em que a fila para a concessão dos benefícios previdenciários fosse inferior a um milhão de pessoas, mas houve uma diminuição do tamanho entre janeiro e junho, antes de voltar a crescer e alcançar o maior número do ano em dezembro. Número de pessoas à espera de benefícios – Arte/R7 Segundo o INSS, o aumento registrado nos últimos meses de 2024 é reflexo da greve dos servidores e peritos, além de alterações da lei que passou a exigir biometria para o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que gerou um represamento, além do aumento de requerimentos. Para reduzir a fila de espera, algumas medidas e ações foram adotada. Medidas e ações adotadas Digitalização dos processos: atestados médicos podem ser enviados online, agilizando a análise. Mutirões de atendimento: realização de mutirões para acelerar a análise de pedidos acumulados. Contratação de novos servidores: reforço do quadro de pessoal para atender a demanda e realocação de servidores para as áreas mais críticas. Simplificação de procedimentos: redução da burocracia e exigência de menos documentos para facilitar a concessão de benefícios. Prazos reduzidos: a meta do INSS é analisar pedidos em até 30 dias para casos administrativos e 45 dias para os casos que exigem perícia médica, mas ainda há desafios significativos para atingir esse resultado. Inteligência Artificial: foram investidos pela Dataprev US$ 10,5 milhões na aquisição da IA. O nome da diretoria é Dirat (Diretoria de Atendimento). Ela vai monitorar o tempo que o segurado entra na agência da Previdência e o tempo de atendimento.   Fonte: R7 Foto: Agência Brasil

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Produção industrial brasileira chega ao quinto mês seguido sem crescimento, diz IBGE

A produção industrial brasileira variou -0,1 em fevereiro na comparação com janeiro, engatando o quinto mês consecutivo sem crescimento. A redução acontece após a estabilização ocorrida em janeiro, quando interrompeu três meses consecutivos de taxas negativas. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal divulgados nesta quarta-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No ano, o setor acumula alta de 1,4% e, em 12 meses, de 2,6%. Com esses resultados, a indústria se encontra 1,1% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 15,7% aquém do ponto mais alto da série histórica, obtido em maio de 2011. Segundo André Macedo, gerente da pesquisa, o desempenho negativo da indústria em fevereiro reforça o comportamento de menor intensidade da produção industrial nos últimos meses. “Essa perda de dinamismo da indústria tem relação com a redução dos níveis de confiança das famílias e dos empresários, explicada, em grande parte, pelo aperto na política monetária (com o aumento das taxas de juros a partir de setembro de 2024), a depreciação cambial (pressionando os custos de produção) e a alta da inflação (especialmente a de alimentos, o que impacta na renda disponível das famílias)”, explicou. Em fevereiro, duas das quatro grandes categorias econômicas e 14 dos 25 ramos industriais pesquisados tiveram queda na produção. As principais influências negativas vieram de: produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,3%) máquinas e equipamentos (-2,7%) produtos de madeira (-8,6%) produtos diversos (-5,9%) veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%) máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,4%) equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,5%) móveis (-2,1%). No sentido oposto, entre as 11 atividades que apresentaram alta na produção, indústrias extrativas (2,7%) e produtos alimentícios (1,7%) exerceram os principais impactos em fevereiro de 2025. Também houve avanços expressivos nos ramos de produtos químicos (2,1%), celulose, papel e produtos de papel (1,8%), produtos de borracha e de material plástico (1,2%) e outros equipamentos de transporte (2,2%). Em relação às grandes categorias econômicas, ainda na comparação com janeiro, os setores de bens de consumo duráveis (-3,2%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,8%) apresentaram as taxas negativas mais elevadas. No sentido inverso, os setores de bens de capital (0,8%) e bens intermediários (0,8%) alcançaram resultados positivos no segundo mês do ano. Fevereiro de 2025 x fevereiro de 2024 Na comparação com fevereiro de 2024, a indústria cresceu 1,5%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 15 dos 25 ramos, 50 dos 80 grupos e 55% dos 789 produtos pesquisados. As principais influências positivas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (13,3%), máquinas e equipamentos (11,9%) e produtos químicos (5%). Os setores de metalurgia (3,7%), produtos têxteis (11,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,8%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (10,2%), produtos de metal (5,1%), produtos de borracha e de material plástico (3,9%), móveis (11,6%), outros equipamentos de transporte (9,4%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,2%) também contribuíram positivamente para o resultado. Vale destacar que fevereiro de 2025 teve um dia útil a mais (20) do que igual mês do ano anterior (19). Pelo lado das quedas, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,3%) e indústrias extrativas (-3,2%) exerceram as maiores influências na composição da média da indústria. Os segmentos de bebidas (-6,6%), celulose, papel e produtos de papel (-5,4%) e produtos de madeira (-10,4%) completaram o grupo de atividades com desempenho negativo.   Fonte: R7 Foto: Nilton Cardin/Estadão Conteúdo

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Comissão do Senado pauta projeto sobre retaliação a barreiras comerciais

A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado debate nesta terça-feira (1º) um projeto que estabelece regras para a adoção de medidas de reciprocidade em resposta a barreiras comerciais impostas ao Brasil. A iniciativa visa proteger principalmente o agronegócio, setor frequentemente afetado por restrições externas. A proposta, originalmente apresentada pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), recebeu um substitutivo da relatora, senadora Tereza Cristina (PP-MS), e já passou pela Comissão de Meio Ambiente. O texto fortaleceu-se diante de novas tarifas internacionais, como a taxação de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre importações de aço e alumínio. Caso aprovada, a medida permitirá que a Câmara de Comércio Exterior imponha contramedidas contra países ou blocos econômicos que: Desrespeitem acordos comerciais dos quais o Brasil faz parte; Criem obstáculos unilaterais com base em critérios ambientais mais rígidos que os praticados internamente; Interfiram em decisões de soberania nacional. Entre as possíveis respostas estão restrições a concessões comerciais, investimentos e até limitações a direitos de propriedade intelectual. O impacto econômico dessas sanções deverá ser proporcional ao prejuízo causado ao Brasil pelas medidas protecionistas adotadas no exterior. Além das retaliações, o projeto determina que o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, conduza negociações diplomáticas para reduzir os efeitos das barreiras impostas. A Camex também será responsável por monitorar continuamente os impactos das contramedidas e o andamento das tratativas. Se aprovado na comissão e não houver recurso para análise no plenário do Senado, o projeto segue diretamente para a Câmara dos Deputados. Discussão sobre reciprocidade na Câmara Na Câmara dos Deputados, um outro projeto em análise também trata do princípio da reciprocidade no comércio exterior. A proposta busca impedir o Brasil de assinar acordos internacionais que limitem exportações sem que os demais países signatários adotem regras ambientais equivalentes. O texto ganhou urgência em novembro do ano passado e, nesta segunda-feira (31), o deputado Nilto Tatto (PT-SP) foi designado relator. Caso avance rapidamente, a proposta poderá complementar as medidas em debate no Senado.   Fonte: R7 Foto: Roque de Sá/Agência Senado

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Piracicaba registra saldo de 1.036 vagas de emprego em fevereiro, segundo Caged

Piracicaba fechou o mês de fevereiro com saldo positivo de 1.036 vagas formais de trabalho, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados na sexta-feira, 28/03. No período, foram registradas 7.521 admissões e 6.485 desligamentos, o que representa uma variação relativa de 0,73% no estoque de empregos. O resultado reforça o desempenho da cidade na geração de oportunidades e evidencia os avanços das políticas públicas de qualificação profissional, articulação com o setor produtivo e apoio ao empreendedorismo local. Entre os setores que mais contribuíram para o saldo positivo de fevereiro estão serviços, com 433 novas vagas, indústria de transformação, com 239, e construção civil, com 190. O setor agropecuário também apresentou desempenho positivo, com 74 novos postos de trabalho. Do total de postos de trabalho gerados, 529 foram ocupados por homens e 507 por mulheres, refletindo equilíbrio na distribuição das oportunidades. Para o prefeito Helinho Zanatta, os números confirmam o bom momento do município. “Piracicaba segue no caminho do desenvolvimento, com mais emprego, renda e oportunidades para a população. Os dados de fevereiro mostram que o esforço conjunto entre Prefeitura, empresas e trabalhadores está gerando resultados concretos.” O secretário de Trabalho, Emprego e Renda, José Luiz Ribeiro, destacou a importância do diálogo com o setor produtivo. “Estamos trabalhando diariamente para garantir que as empresas encontrem profissionais preparados e que os trabalhadores tenham acesso à qualificação e a novas vagas.”   Foto: Prefeitura de Piracicaba

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ICMS sobre compras internacionais sobe em 10 estados

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nas compras em sites internacionais aumentou de 17% para 20% em dez estados brasileiros. O aumento ocorre no Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe. Já os demais estados do país, além do Distrito Federal, permanecem com a alíquota de 17%, pois seus legislativos ainda não aprovaram aumento.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Declaração pré-preenchida do IR 2025 é liberada a partir de hoje; veja como fazer

A declaração pré-preenchida do Imposto de Renda 2025 está liberada a partir desta terça-feira (1º). Além da facilidade de ter as informações digitadas, essa modalidade evita erros e garante prioridade no recebimento da restituição. Para utilizar a ferramenta, é preciso ter conta gov.br de nível prata ou ouro. Também começa nesta terça-feira a implantação do site e aplicativo MIR (Meu Imposto de Renda), que permite tanto o preenchimento como a entrega da declaração de forma online, em computadores, tablets e telefone celular. A expectativa da Receita Federal é que a pré-preenchida seja usada por mais da metade das declarações enviadas em 2025, cerca de 57% do total de 46,2 milhões de documentos previstos. O uso da declaração pré-preenchida do IR vem crescendo muito nos últimos anos. Segundo a Receita Federal, a adesão à ferramenta quase dobrou, passando de 23,9% do total, em 2023, para 41,2%, em 2024. Algumas das novidades da ferramenta neste ano são as informações sobre contas bancárias no exterior, tanto tradicionais quanto de fintechs, enviadas à Receita Federal pelos países estrangeiros; e o término da obrigatoriedade de preenchimento de alguns campos como título de eleitor, por exemplo. Adesão da modalidade – Arte/R7 O período de entrega da declaração começou no dia 17 de março e vai até 30 de maio. Neste ano, a liberação da pré-preenchida atrasou devido à greve dos auditores-fiscais da Receita. O Fisco espera receber 46,2 milhões de documentos neste ano, 6% a mais em relação ao número de entregas em 2024. A Receita recomenda aos contribuintes que tenham toda a documentação em mãos para comparar com os dados fornecidos na pré-preenchida. Em caso de divergências, o contribuinte deve preencher as informações dos documentos. Quais informações estão na pré-preenchida Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf); Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob); Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed); Carnê-Leão Web; rendimentos isentos decorrentes de moléstia grave; códigos de juros; restituições recebidas no ano-calendário; saldos bancários; investimentos; imóveis adquiridos; doações realizadas no ano-calendário; criptoativos contas bancárias e ativos no exterior; contribuições para a previdência privada. O que precisa para a declaração pré-preenchida? Para o cidadão comum, basta ter a conta gov.br ouro ou prata. O contribuinte entra no aplicativo ou no site, coloca a conta gov.br e terá todas as informações. Para as pessoas que não fazem a própria declaração, que recorrem a terceiros, como contadores, despachantes e amigos, o ideal é que nunca compartilhe a senha do gov.br. Para isso, existem mecanismos como o “Autorizar Acesso” e a “procuração eletrônica”, que estão no site da Receita Federal. Nesse modelo, o contribuinte inicia o preenchimento já com diversas informações à disposição. Alerta A Receita alerta, entretanto, que é responsabilidade de cada um conferir e corrigir, se necessário, as informações importadas, além de incluir dados que não constem no sistema. As informações que aparecem no documento pré-preenchido baseiam-se em dados da declaração do ano anterior; de rendimento e pagamentos informados na Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), na Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob), na Declaração de Serviços Médicos (Dmed) e no Carnê-Leão Web; e em contribuições de previdência privada declaradas na e-Financeira. O acesso será possível em todas as formas de preenchimento disponíveis: online, no portal eCAC; no computador, com o programa do IR; e em dispositivos móveis, com o app Meu Imposto de Renda. Como declarar A maioria dos contribuintes utiliza o PGD (Programa Gerador da Declaração) do Imposto de Renda 2025 para computador. Para baixar, é preciso entrar na página da Receita Federal e seguir as orientações. Além do PGD para computador, o contribuinte também poderá fazer a declaração por meio do aplicativo e de forma online, pelo MIR (Meu Imposto de Renda), para computadores e dispositivos móveis (smartphones e tabletes), que estará disponível a partir de 1º de abril. É obrigado a declarar todo brasileiro que recebeu mais de R$ 33.888 no ano passado (veja abaixo). Quem está obrigado a fazer a entrega da declaração e perder o prazo poderá pagar multa de R$ 165,74 a 20% do imposto devido. O contribuinte que entregar a declaração antes poderá receber a restituição mais rapidamente, caso tenha direito. A restituição começa a ser paga em 30 de maio (veja calendário abaixo). Neste ano, recebe primeiro a restituição, além daqueles que fazem parte das prioridades legais, quem optar pela declaração pré-preenchida e também escolher para receber a restituição por meio do Pix. Arte do Imposto de Renda 2025 – Arte/R7 Fonte: R7 Foto: LUIS LIMA JR/FOTOARENA

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Após superar preço da gasolina, diesel fica R$ 0,17 mais barato a partir de hoje nas refinarias

O litro do diesel fica R$ 0,17 mais barato a partir desta terça-feira (1º) nas refinarias. O anúncio da redução de 4,6% no preço do combustível foi feito nesta segunda-feira (31) pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Com isso, o valor médio do diesel A da Petrobras cai de R$ 3,72 para R$ 3,55 por litro. Essa redução vem 59 dias após uma alta de 6,29% (R$ 0,22 por litro), no fim de janeiro. O valor chegou a superar o da gasolina comum nos postos de combustíveis do país. Além disso, em fevereiro, houve reajuste das alíquotas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis, nos estados. Na última semana, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o preço médio do litro do diesel S10 estava em R$ 6,40 e o da gasolina, R$ 6,32. Só que o preço do diesel afeta diretamente o custo dos fretes e tem impacto em toda a economia, principalmente para a inflação de alimentos. Preço médio do litro – Arte/R7 A presidente da Petrobras disse que, reajustados pela inflação, os preços atuais dos combustíveis da Petrobras estão “bem abaixo” de 31 de dezembro de 2022, ao fim do governo Jair Bolsonaro. A gasolina, disse, está 11,7% abaixo do patamar daquele período, o diesel está 19% abaixo. Segundo os dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço do diesel nas refinarias da Petrobras está em média 2% acima do praticado no mercado internacional. Enquanto a gasolina está 2% mais baixa. Impacto na inflação O aumento do combustível pressiona a inflação, em meio à discussão do governo federal para tentar frear os preços, principalmente, de alimentos. Em fevereiro, a inflação oficial do país acelerou para 1,31% e alcançou o maior índice para o mês desde 2003. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumula em 12 meses 5,06%, acima da meta estabelecida pelo Banco Central, de 4,5%. No grupo dos transportes o aumento foi de 0,61%, influenciado pela alta dos combustíveis, de 2,89%: óleo diesel (4,35%) etanol (3,62%) gasolina (2,78%) Entre as principais causas que afetam o preço dos combustíveis estão a alta do dólar, que encarece a importação e insumos, além de custos logísticos, que variam conforme as distâncias percorridas e as condições de infraestrutura de cada região. O preço médio do litro da gasolina terminou o ano de 2024 em R$ 6,14, um aumento de 9,6% em relação ao valor cobrado nos postos de combustível do país, em dezembro de 2023, que era de R$ 5,60. Já o etanol subiu 18% no mesmo período, passando de R$ 3,42 para R$ 4,11 o preço médio do litro. No mesmo período, o diesel foi de R$ 6,02 para R$ 6,11 o litro, elevação de 1,5%. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).   Fonte: R7 Foto: J.SOUZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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Dólar fecha a R$ 5,70 e cai 3,57% em março

Em um dia misto no mercado financeiro, o dólar despencou e a bolsa de valores também caiu. Em meio à cautela com a entrada em vigor do tarifaço do governo de Donald Trump, a moeda norte-americana caiu mais de 3% no mês. Apesar da queda desta segunda-feira (31), a bolsa subiu cerca de 6% e teve o melhor desempenho mensal desde agosto do ano passado. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,706, com queda de R$ 0,054 (-0,94%). A cotação chegou a abrir em alta, mas passou a cair após a abertura dos mercados norte-americanos. Na mínima do dia, por volta das 15h30, aproximou-se de R$ 5,69. A moeda norte-americana está no valor mais baixo desde o último dia 20, quando tinha fechado em R$ 5,67. A divisa caiu 3,57% em março e acumula baixa de 7,67% em 2025. Diferentemente do câmbio, o mercado de ações teve um dia mais turbulento. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 130.259 pontos, com queda de 1,25%. A queda desta segunda foi parcialmente motivada pela realização de lucros, quando investidores vendem papéis para embolsarem ganhos recentes. O indicador subiu 6,08% em março e acumula alta de 8,29% em 2025. Fatores internos e externos influenciaram o mercado financeiro nesta segunda-feira. No Brasil, a formação da taxa Ptax, câmbio médio no último dia útil do mês que corrige a parcela da dívida do governo em dólar, reforçou a queda do dólar, à medida que muitos estrangeiros reduziram as apostas contra o real nas últimas semanas. Isso fez o real descolar-se de outras moedas emergentes, que se depreciaram hoje. No cenário internacional, investidores avaliam que o Brasil será menos afetado que outros países com a imposição de tarifas recíprocas pelo governo de Donald Trump. A partir de quarta-feira (2), os Estados Unidos taxarão as importações com a mesma tarifa que os países cobram sobre os produtos deles. No mesmo dia, entrará em vigor a tarifa de 25% sobre a importação de automóveis nos Estados Unidos. *Com informações da Reuters Fonte: Agência Brasil

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Mercado reduz previsão para expansão da economia em 2025

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia em 2025 foi reduzida, de acordo com dados do Boletim Focus, divulgados nesta segunda-feira (31), em Brasília. A pesquisa é realizada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para este ano, a estimativa para o crescimento da economia caiu de 1,98% para 1,97%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 1,6%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%. A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,92 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 6. Inflação A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – para 2025 foi mantida em 5,65% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção da inflação ficou em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,78%, respectivamente. A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Puxada pela alta da energia elétrica, em fevereiro a inflação oficial ficou em 1,31%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior resultado desde março de 2022 quando tinha marcado 1,62%, e o mais alto para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%). Em 12 meses, o IPCA soma 5,06%. Juros básicos Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).  A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em um ponto percentual na reunião da semana passada, o quinto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária. Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o colegiado, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços continue alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo. Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso. Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em um ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro. Até o fim deste ano, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Conter demanda Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.   Fonte: Agência Brasil Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Receita paga lote da malha fina do Imposto de Renda nesta segunda (31)

Cerca de 120 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco acertarão as contas com o Leão nesta segunda-feira (31). A Receita Federal pagará o lote da malha fina de março. O pagamento também contempla restituições residuais de anos anteriores. Ao todo, 120.039 contribuintes receberão R$ 253,88 milhões. Desse total, R$ 168,86 milhões irão para contribuintes com prioridade no reembolso. Em relação à lista de prioridades, a maior parte, 75.790 contribuintes, informou a chave Pix do tipo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) na declaração do Imposto de Renda ou usou a declaração pré-preenchida. Desde 2023, a informação da chave Pix dá prioridade no recebimento. Em segundo, há 16.215 contribuintes entre 60 e 79 anos. Em terceiro, vêm 4.013 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. O restante dos contribuintes prioritários são 3.163 contribuintes idosos acima de 80 anos e 2.405 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave. A lista é concluída com 18.453 contribuintes que não informaram a chave Pix e não se encaixam em nenhuma das categorias de prioridades legais. Aberta desde o último dia 24, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar na aba Meu Imposto de Renda e, em seguida, em Consultar a Restituição. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones. O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina. Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu Declarações e Demonstrativos, clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no campo Solicitar Restituição Não Resgatada na Rede Bancária.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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