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Categoria: Economia

Máquina pública ficaria em situação delicada sem alta do IOF, afirma Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira ter explicado aos presidentes da Câmara e do Senado que o funcionamento da máquina pública ficaria em situação “delicada” sem o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) definido pelo governo. Haddad se reuniu com Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para discutir a alta do tributo, anunciada pelo governo na semana passada como forma de elevar a arrecadação e equilibrar as contas públicas, em conjunto com um congelamento de gastos públicos. “São R$ 30 bilhões de cortes de despesas, sendo R$ 10 bilhões de bloqueio e R$ 20 bilhões de contingenciamento, e R$ 20 bilhões de receitas adicionais para cumprir as metas fiscais”, afirmou o ministro. “Expliquei as consequências em caso de não aceitação da medida [do IOF], o que acarretaria em termos de contingenciamento adicional. Nós ficaremos num patamar bastante delicado do ponto de vista do funcionamento da máquina pública do Estado brasileiro.” Antes da reunião, Motta classificou o aumento do IOF como infeliz, enquanto Alcolumbre acusou o governo de usurpar poderes com a medida. Questionado sobre uma possível revogação da medida tributária por parte do governo respondeu: “Eu não vim discutir a revogação. O que está sendo discutido é a revogação pelo Congresso.” A oposição apresentou nos últimos dias uma série de PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) que visam cancela os efeitos da medida do governo. O presidente da Câmara planeja levar o assunto ao colégio de líderes nesta quinta-feira (28), mas disse antes da reunião que a simples derrubada da medida não seria boa para o país. Haddad disse ter recebido os presidentes das casas do Congresso um pedido de apresentação de “medidas estruturantes, que mexessem com outros aspectos do Orçamento, como gasto primário, gasto tributário”, pensando no médio e no longo prazo. Implementado na semana passada, o aumento do IOF vem sendo alvo de críticas de setores empresariais e de parlamentares. Na Câmara, até mesmo partidos que integram a base aliada do governo indicaram que poderiam votar favorável ao PDL –foram protocolados mais de 20 projetos desse tipo que miram sustar o decreto do Executivo. A ideia do encontro entre as autoridades nesta quarta era discutir alternativas ao texto e, assim, evitar que os parlamentares aprovem um projeto que suste os efeitos da norma do Executivo. ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE BLOQUEIO E CONTINGENCIAMENTO O novo arcabouço fiscal determina que o governo observe duas regras: um limite de gastos e uma meta de resultado primário (verificada a partir da diferença entre receitas e despesas, descontado o serviço da dívida pública). Ao longo do ano, conforme mudam as projeções para atividade econômica, inflação ou das próprias necessidades dos ministérios para honrar despesas obrigatórias, o governo pode precisar fazer ajustes para garantir o cumprimento das duas regras. Se o cenário é de aumento das despesas obrigatórias, é necessário fazer um bloqueio. Se as estimativas apontam uma perda de arrecadação, o instrumento adequado é o contingenciamento. COMO FUNCIONA O BLOQUEIO O governo segue um limite de despesas, distribuído entre gastos obrigatórios (benefícios previdenciários, salários do funcionalismo, pisos de saúde e educação) e discricionários (investimentos e custeio de atividades administrativas). Quando a projeção de uma despesa obrigatória sobe, o governo precisa fazer um bloqueio proporcional nas discricionárias para honrar todas as obrigações sem descumprir o limite global de gastos. COMO FUNCIONA O CONTINGENCIAMENTO O governo segue uma meta fiscal, que mostra se há compromisso de arrecadar mais do que gastar (superávit) ou previsão de que as despesas superem as receitas (déficit). Neste ano, o governo estipulou uma meta zero, que pressupõe equilíbrio entre receitas e despesas, com margem de tolerância de 0,25% do PIB para mais ou menos. Como a despesa não pode subir para além do limite, o principal risco ao cumprimento da meta vem das flutuações na arrecadação. Se as projeções indicam uma receita menos pujante, o governo pode repor o valor com outras medidas, desde que tecnicamente fundamentadas, ou efetuar um contingenciamento sobre as despesas. Pode haver situação de bloqueio e contingenciamento juntos? Sim. É possível que, numa situação de piora da arrecadação e alta nas despesas obrigatórias, o governo precise aplicar tanto o bloqueio quanto o contingenciamento. Nesse caso, o impacto sobre as despesas discricionárias é a soma dos dois valores.   Fonte: R7 Foto: Jose Cruz/Agência Brasil  

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Inflação do aluguel cai, mas contratos que vencem em junho terão alta de 7%

O IGP-M (Índice Nacional de Preços – Mercado), indicador responsável pelo reajuste da maior parte dos contratos de aluguel no Brasil, caiu em maio, registrando uma variação de -0,49%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas). O resultado mostra uma queda expressiva em relação a abril, quando cresceu 0,24%. Com a variação, o índice acumula alta de 0,74% no ano e 7,02% nos últimos 12 meses. Em maio de 2024, o IGP-M registrou uma alta de 0,89% no mês, acumulando uma redução de 0,34% em 12 meses. O resultado mostra que os contratos atrelados ao indicador com vencimento em junho de 2025 sofrerão reajustes. Na prática, os inquilinos que pagam mensalmente um aluguel de R$ 1.500 passarão a ter que desembolsar R$ 1.605,30 (+R$ 105,30) todos os meses para seguir morando no mesmo imóvel. Para evitar o reajuste significativo, a dica é renegociar o aumento diretamente com o proprietário do imóvel. Índice de reajuste do aluguel O inquilino deve estar atento ao indicador de reajuste que está no contrato de locação, porque, depois da pandemia da Covid-19, muitas negociações passaram a usar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, como indexador nos novos contratos. O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola e industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente daquela apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos. Brasileiro precisa trabalhar 1 mês e meio para pagar aluguel Em março, o R7 mostrou que os brasileiros que recebem um salário mínimo precisam trabalhar em média 44 dias para pagar o aluguel. O levantamento foi feito com base nos dados do Índice FipeZAP, que monitora o preço cobrado na locação em 36 cidades. Segundo o estudo, um imóvel de 45m², semelhante ao do Minha Casa, Minha Vida, custava em média R$ 2.062,35 em 2024. Em contrapartida, o salário mínimo recebido pelo trabalhador era de R$ 1.412. Os dados levantados pela reportagem demonstraram uma redução no impacto do aluguel na renda do trabalhador desde 2015. Naquele ano, o valor médio de um imóvel de 45m² era R$ 1.498,95, o equivalente a 57 dias de trabalho. Segundo dados do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022, um em cada cinco brasileiros (20,9%) moram em residências alugadas.   Fonte: R7 Foto: Andre Borges/Agência Brasília

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Banco do Brasil amplia Pix Automático para todos os clientes

A partir desta quinta-feira (29), todos os clientes do Banco do Brasil (BB) poderão usar o Pix automático. A instituição financeira foi a primeira a completar a fase de testes no Banco Central (BC). O sucesso nos testes permitiu que o BB lance o Pix automático cerca de três semanas antes das demais instituições financeiras. Pelo cronograma oficial, a ferramenta será lançada por outros bancos em 16 de junho, com pessoas físicas como pagadoras e empresas como recebedoras. Nova função que facilita pagamentos recorrentes a empresas, o Pix Automático permite o agendamento de despesas periódicas, como contas de luz, mensalidades escolares, academias e serviços por assinatura. A ferramenta deve substituir o débito automático e o boleto bancário. O Banco do Brasil oferecerá diferenciais, como o agendamento de cobranças com até 90 dias de antecedência. Pelos critérios do BC, as cobranças podem ser agendadas com dois a dez dias de antecedência. O BB também permitirá que a empresa divida o recebimento dos Pix em até seis contas diferentes O débito automático requeria convênio da empresa com os bancos, o que na prática restringia a ferramenta a grandes empresas ou a empresas com tecnologia avançada. Já o Pix Automático continuará a requerer convênio das empresas com os bancos, mas os procedimentos serão mais simples e automatizados. Acesso Para poder cobrar Pix Automático, a empresa deve ativar um convênio com o BB para administrar o recebimento dos recursos pelo BB Digital PJ, a versão do site do banco destinada a pessoas jurídicas. O processo pode ser feito via Interface de Programação de Aplicações (API) ou por arquivos padronizados. No BB Digital PJ, a criação de uma cobrança pode ser feita em poucos passos, com o cliente pagador recebendo no celular uma notificação do tipo push com o pedido de autorização. Uma vez autorizada, a cobrança passa a ser automática, com valores fixos ou variáveis. A cobrança também poderá ser ativada por meio de Códigos QR, que podem ser usados para adesão direta ao Pix Automático.  O recurso permite tanto a adesão imediata para pagamento da primeira cobrança recorrente como o pagamento inicial, com convite posterior para adesão à cobrança periódica No caso do pagador, o cliente pode acompanhar, alterar ou cancelar as autorizações ativas diretamente pelo aplicativo do BB.  O banco também manterá comunicação constante com os usuários sobre o status das transações, incluindo avisos de liquidação e notificações sobre saldo insuficiente. Pix agendado O Pix Automático não se confunde com o Pix Agendado, lançado em 2024 e que também permite pagamentos recorrentes a empresas. Obrigatório desde outubro de 2024 a todos os bancos, o Pix Agendado Recorrente dispensa a abertura de convênio por parte da empresa. Nessa modalidade, o cliente digita a chave Pix do cobrador, mas a digitação do valor, do número de pagamentos e da periodicidade do débito cabe ao pagador. Apesar de mais usado por micro e pequenas empresas, o Pix Agendado Recorrente era suscetível a erros de digitação por parte do pagador, com divergências em relação ao tipo de cobrança da empresa. No caso do Pix Automático, os valores e as datas de pagamento são definidas pelo cobrador, com o pagante apenas autorizando o débito.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

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ACIL, junto de outras associações comerciais, repudia aumento do IOF por decreto federal

A decisão do Governo Federal de aumentar, por decreto, a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) provocou forte reação por parte do setor empresarial brasileiro. Por meio de nota oficial, a Rede de Associações Comerciais — representada nacionalmente pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) — manifestou “profunda preocupação e repúdio” à medida. Segundo a entidade, o aumento do IOF compromete o ambiente de negócios, eleva o custo do capital, desestimula investimentos e dificulta o acesso ao crédito, especialmente para micro, pequenas e médias empresas — justamente os segmentos mais sensíveis a mudanças nas condições de financiamento. A medida também é apontada como geradora de insegurança jurídica, o que agrava ainda mais o cenário de incerteza para o empresariado nacional. “Ao penalizar o setor produtivo, o governo desestimula investimentos, agrava o custo do capital e impacta negativamente o crescimento econômico”, afirma a nota oficial publicada. Apesar de reconhecer a importância do equilíbrio fiscal, a Confederação defende que a solução está no controle de gastos públicos e na responsabilidade fiscal, e não em novos aumentos de tributos. As Associações Comerciais reiteram ainda o compromisso com a livre iniciativa e com a construção de um ambiente econômico mais estável, previsível e favorável ao empreendedorismo. Por isso, apelam ao Congresso Nacional para que exerça seu papel de equilíbrio institucional e reveja urgentemente a decisão do Executivo. Em Limeira, a ACIL (Associação Comercial e Industrial de Limeira) também se manifestou contra o aumento do IOF. A entidade publicou em seu site a nota oficial, endossando o posicionamento nacional e alertando para os impactos negativos da medida sobre os empreendedores locais.

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Região de Campinas registra a criação de mais de 67 mil empresas em 12 meses

Estudo da Fundação Seade, com base nos dados do CNPJ, da Receita Federal, aponta que a região administrativa de Campinas teve a criação de 67.873 empresas entre abril de 2024 e março de 2025, o segundo maior número do estado de São Paulo, atrás apenas da Região Metropolitana da capital (307.356). No mesmo período, o número de Microempreendedores Individuais (MEIs) também foi elevado: foram 131.589 registros na RA de Campinas, novamente colocando a região em segundo lugar no estado. Apenas a RMSP concentrou mais MEIs, com 417.124 registros. Para mais informações da região, incluindo dados de cada município, acesse o link da pesquisa. Estado de SP Em março de 2025, no estado de São Paulo foram criadas 35.151 empresas, segundo o levantamento da Fundação Seade, com base nos dados do CNPJ, da Receita Federal. Na comparação com o mês imediatamente anterior, houve retração de 13,3%, quando o total de empreendimentos alcançou 40.521 novos negócios. Entre fevereiro e março, todos os setores apresentaram queda no desempenho. O setor de serviços recuou 14,6%, passando de 28.980 para 24.745 novas empresas, seguido pela indústria (-13,9%), construção (-13,1%), comércio (-8,2%) e agropecuária (-6,5%). 12 meses De abril de 2024 a março de 2025, o estado de São Paulo registrou a abertura de 516.767 empresas no acumulado dos últimos 12 meses. O setor de serviços liderou, com 358.548 novos empreendimentos, correspondendo a 69,4% do total. O comércio ocupou a segunda posição, com 105.518 empresas. Em seguida aparecem indústria (23.643), construção (26.639) e agropecuária (2.419). Por regiões, quem liderou a criação de empresas no acumulado dos últimos 12 meses foi a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), com 307.356, representando 59,5% do total do Estado. Na sequência, aparecem em destaque as regiões administrativas de Campinas (67.873), Sorocaba (23.261) e São José dos Campos (22.927). Outras regiões em evidência são Santos (16.242), Ribeirão Preto (14.651), São José do Rio Preto (14.302) e Bauru (8.641). Microempreendedores Individuais (MEIs) Em março de 2025, o estado de São Paulo registrou 85.268 novos MEIs, representando uma leve retração de 0,8% em relação a fevereiro (85.972). O setor de serviços foi responsável por 57.097 novos MEIs em março de 2025, seguido por comércio (14.695), construção (5.956), indústria (7.142) e agropecuária (378). Sobre o Seade Há mais de 40 anos, o Sistema Estadual de Análise de Dados é referência nacional na produção e disseminação de análises e estatísticas socioeconômicas e demográficas do Estado de São Paulo.   Foto: Divulgação

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Banco Central lança Pix Automático na próxima quarta-feira (4); veja novidades

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (28) que o Pix Automático será lançado oficialmente na próxima semana. A apresentação da nova funcionalidade será realizada em São Paulo, na próxima quarta-feira (4), com a presença do presidente da instituição monetária, Gabriel Galípolo. A ferramenta vai permitir pagamentos recorrentes de forma automática, semelhante ao débito automático. O Pix automático poderá ser usado para fazer pagamentos, como contas de água, luz, telefone, condomínio, escola, plano de saúde etc. A pessoa só precisa dar autorização prévia para o início das cobranças. Depois, os débitos serão feitos automaticamente. A principal vantagem em relação ao débito automático, conforme a autoridade monetária, além da instantaneidade nas transações, será a não cobrança de tarifas, no caso de pessoas físicas. O Pix automático poderá alcançar uma quantidade maior de usuários, na comparação com o débito automático. Para quem recebe o dinheiro — as empresas —, o BC afirma que o Pix automático tem o potencial de aumentar a eficiência, diminuir os custos dos procedimentos de cobrança e reduzir a inadimplência. Além de Galípolo, o evento de lançamento do Pix Automático contará com a presença dos diretores Renato Gomes, Gilneu Vivan, Renato Gomes, Izabela Correa, e do presidente da Zetta, parceira do evento, Eduardo Lopes. Diferenças entre o Pix automático e o débito automático O agendamento de contas, como as de luz, telefone, escola e condomínio, poderá ser feito pelo Pix. Não haverá cobrança de tarifas, no caso de pessoas físicas. A forma de pagamento poderá alcançar um número maior de usuários. As transações serão feitas de forma instantânea. Poderá aumentar a eficiência, diminuir custos dos procedimentos de cobrança e reduzir a inadimplência. Como vai funcionar Quem tem conta bancária e desejar aderir ao Pix automático precisará apenas informar à empresa (concessionária de energia ou administradora do condomínio, por exemplo) que quer adotar a nova modalidade. A empresa, por sua vez, deverá enviar a proposta do Pix automático ao cliente, via notificação. Estando de acordo, o cliente poderá aderir ao pagamento instantâneo. O Pix automático será oferecido a pessoas físicas e jurídicas. No caso de pessoas físicas, a oferta da modalidade será obrigatória aos bancos e gratuita para os clientes. Já para as pessoas jurídicas, os bancos poderão escolher se desejam ou não disponibilizar esse tipo de pagamento para cada empresa.   Fonte: R7 Foto: EDU GARCIA/R7

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Fraude no INSS: entidades dizem que 43 mil contestações já foram restituídas por via judicial

O presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilberto Waller Júnior, disse, nesta terça-feira (27), que as entidades associativas acusadas de fraudes por aposentados e pensionistas responderam a pelo menos 68 mil contestações feitas pelos beneficiários da Previdência Social. Mais de 2 milhões de pessoas já informaram ao INSS não ter autorizado descontos nos contracheques. Das 68 mil respostas, 43 mil são dizendo que o valor já foi restituído via judicial ou pela Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), mas não pelo INSS. Nas respostas restantes, as entidades teriam apresentado documentos que comprovam que o aposentado ou pensionista autorizou o desconto. O presidente do INSS ainda destacou que só em quatro casos as entidades reconheceram ter errado ao retirar valores dos beneficiários do instituto. “Só quatro casos foram reconhecidos o erro, que a entidade falou: ‘Realmente, eu não tenho essa documentação e eu preciso reembolsar esse beneficiário’. Somente quatro casos até então”, explicou Gilberto Waller durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social. Durante a reunião, Gilberto Waller também disse que todas as 41 entidades com cadastro no INSS receberam contestações. “Uma outra questão interessante é que as 41 entidades foram contestadas, não teve nenhuma que teve 100%. Mas essas contestações dos 41 demonstram, quando você vai ver os números, que tem entidades com um nível de contestação muito baixo. Nós temos entidades com 52 contestações, com 60 contestações, que é muito baixo em relação às 41″, afirmou. Segundo o último balanço do INSS, até esta terça, 132.901.791 pessoas acessaram o aplicativo Meu INSS. Dessas, 2.288.494 fizeram consultas sobre descontos de entidades associativas. Ao todo, 2.233.227 disseram não ter autorizado os descontos, e 55.267 disseram ter autorizado. Vítimas serão ressarcidas até dezembro Gilberto Waller informou, nesta terça, que todos os aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos indevidos em seus benefícios serão ressarcidos até o dia 31 de dezembro deste ano. Ele disse que as formas de ressarcimento ainda estão em discussão dentro do governo.   Fonte: R7 Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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Com R$ 35 bilhões em dívidas, Azul anuncia recuperação judicial nos EUA

A Azul Linhas Aéreas encontrou um novo remédio para tentar se curar de uma dívida bilionária e criar fôlego exuberante no mercado da aviação. O novo ‘tratamento’ deixa a tão falada fusão com a GOL de lado e parte para uma recuperação judicial nos Estados Unidos, remédio este já tomado com sucesso pela LATAM há alguns anos e com as últimas doses sendo bem administradas pela própria GOL. O ‘Chapter 11′, como o processo de recuperação é chamado nos Estados Unidos, permite que uma empresa se recupere financeiramente – renegociando dívidas com credores e novos parceiros – sem interrupção de suas operações. O novo capítulo na retomada de fôlego da companhia com sede em Campinas (SP) passa por uma sociedade com as concorrentes americanas United Airlines e American Airlines, que deverão injetar futuramente, cada, algo entre US$ 100 e US$ 150 milhões, como anunciou O CEO da Azul John Rodgerson. Em entrevista à Folha de São Paulo, Rodgerson afirmou que em 2019 a aérea pagava R$ 150 milhões em juros por ano e que em 2024 esse valor subiu R$ 1,6 bilhão, valor que representa R$ 67 no preço de cada passagem vendida pela Azul. Há seis anos, eram R$ 10 por bilhete. “Não recebemos ajuda no período da pandemia e ainda houve uma desvalorização cambial do real em 50%”, afirmou o executivo à Folha. A companhia anunciou em outubro do ano passado a conclusão de um acordo com seus arrendadores de aeronaves (lessores) e um acordo com os detentores de títulos existentes (bondholders), com o recebimento prometido de um financiamento adicional de R$ 825 milhões, além de mais R$ 1,4 bilhão após a conclusão de documentações pertinentes, e outros R$ 550 milhões após a finalização de outras condições já em negociação. John Rodgerson confirmou agora que as empresas donas das aeronaves alugadas à Azul passarão uma borracha nas dívidas e que credores trocarão as pendências por participação acionária. Entre os fundos e instituições credoras, o desconto chegará a US$ 950 milhões das dívidas em troca das ações. Este mês a Azul reportou lucro líquido de R$ 783,1 milhões no primeiro trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 1,1 bilhão para o mesmo período de 2024. No critério ajustado, houve prejuízo líquido de R$ 1,8 bilhão, ampliando a cifra também negativa de R$ 324,2 milhões registrada um ano antes. A dívida total protocolada pela aérea no ‘Chapter 11′ é de R$ 35 bilhões e a expectativa é que ao final do processo de recuperação – previsto pelo CEO da Azul para durar entre 6 e 12 meses – esse valor seja reduzido à metade. Com a inciativa de recuperação judicial nos Estados Unidos, a companhia aérea altera no Brasil sua listagem na Bolsa e passa à classificação para “corporation”, com ações exclusivamente ordinárias. LATAM e GOL A LATAM anunciou em 2022 a conclusão de sua recuperação judicial nos Estados Unidos, em um processo que durou cerca de 2 anos. A GOL Linhas Aéreas recebeu na última semana um sinal verde para seu Plano de Reorganização no processo de recuperação judicial no Chapter 11. A companhia agora aguarda a realização de uma assembleia geral prevista para essa semana, na qual os acionistas votarão o aumento de capital previsto no Chapter 11. O Capítulo 11 do Código de Falências nos Estados Unidos geralmente prevê a reorganização, envolvendo uma empresa ou sociedade na maioria das vezes. Um devedor do Capítulo 11 geralmente propõe um plano de reorganização para manter seus negócios ativos e pagar os credores ao longo do tempo. Empresários ou pessoas físicas também podem buscar reorganização no Capítulo 11.   Fonte: R7 Foto: Lucas Batista

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A dois dias do fim do prazo, 11 milhões ainda não entregaram o IR 2025

Faltando dois dias para o fim do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2025, um terço dos contribuintes ainda não acertou as contas com a Receita Federal. Até as 20h45 desta terça-feira (27), 34,4 milhões de documentos haviam sido enviados, o que representa 74% do total. A Receita Federal espera que esse número chegue a 46,2 milhões até a data final. O período de entrega começou em 17 de março e terminará às 23h59min59s desta sexta-feira (30). Quem ao longo do ano passado recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 precisa entregar a declaração. O contribuinte que não cumprir o prazo deverá pagar multa de R$ 165,74 a 20% do imposto devido. Restituição A consulta ao primeiro lote de restituição do Imposto de Renda 2025 já foi liberada. O pagamento será realizado no dia 30 de maio, mesma data do fim do prazo da entrega da declaração. Os seguintes serão em 30 de junho, 31 de julho, 29 de agosto e 30 de setembro. O valor do primeiro lote é de R$ 11 bilhões, o maior já pago em restituição na história. Serão beneficiados 6.257.108 contribuintes. Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet (www.gov.br/receitafederal), clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”. Os primeiros a receber são os grupos com prioridade prevista em lei, como pessoas com idade superior a 80 anos, as que têm mais de 60 anos, portadores de moléstia grave e aquelas cuja maior fonte de renda seja o magistério. Neste ano, além daqueles que fazem parte das prioridades legais, recebe primeiro também quem optar pela declaração pré-preenchida e também escolher para receber a restituição por meio do Pix. Depois, vem os contribuintes que utilizam apenas uma das opções, a pré-preenchida ou o Pix. Quais são as prioridades legais Contribuinte com idade igual ou superior a 80 anos; Idade igual/superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave; Contribuinte cuja maior fonte de renda seja o magistério; Contribuinte que utilizaram, ao mesmo tempo, a pré-preenchida e optaram por receber a restituição por Pix; Utilizaram a pré-preenchida ou optaram por receber a restituição por Pix; Demais contribuintes. Como declarar A maioria dos contribuintes utiliza o PGD (Programa Gerador da Declaração) do Imposto de Renda 2025 para computador. Para baixar, é preciso entrar na página da Receita Federal e seguir as orientações. Além do PGD para computador, o contribuinte também pode fazer a declaração por meio do aplicativo e de forma online, pelo MIR (Meu Imposto de Renda), para computadores e dispositivos móveis (smartphones e tabletes). A Receita oferece ainda a declaração pré-preenchida, acessível para quem possui conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Até o momento, 49% das declarações enviadas foram feitas por meio da modalidade pré-preenchida — número recorde em comparação aos anos anteriores. Arte do Imposto de Renda 2025 – Arte/R7 Fonte: R7 Foto: ADRIANA TOFFETTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO 

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Aeroportos, terminais rodoviários e hotéis de SP registram expansão no 1º tri do ano

Levantamento realizado pelo Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), ligado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP), revela que os aeroportos, os terminais rodoviários e os hotéis do estado registram altas no primeiro trimestre do ano. Nos meios de hospedagem, a taxa média de ocupação no estado atingiu 55,99% no primeiro trimestre de 2025 — um aumento de 3,09 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior (52,90%). Na capital paulista, o desempenho foi ainda mais expressivo: crescimento de 7,05 pontos percentuais, saltando de 48,91% para 55,96%. O CIET monitora trimestralmente os principais indicadores do setor, sempre em comparação com o mesmo período do ano anterior, com o objetivo de acompanhar a evolução do turismo no estado. Impulsionando o bom desempenho do setor hoteleiro, a cidade de São Paulo registrou aumento de 37% na diária média, enquanto o estado como um todo teve alta de 21,8%. “São Paulo está cada vez mais preparada para receber seus turistas. Nossas regiões e destinos se estruturam para atender bem o hóspede e proporcionar uma experiência que vai além do motivo da viagem, porque somos um estado multitemático”, analisa o secretário Roberto de Lucena, da Setur-SP. Como resultado do crescimento na diária média, a receita por quarto disponível (RevPAR) aumentou 56,8% na capital e 22,73% em todo o estado. Aeroportos e terminais rodoviários Com três dos maiores e mais movimentados aeroportos do país, o estado de São Paulo registrou aumento de 6% no fluxo de passageiros em Guarulhos, Congonhas e Viracopos em relação ao mesmo período de 2024. Um dos destaques foi o número recorde de chegadas de turistas estrangeiros, por via aérea e terrestre: 807.030. Nos terminais rodoviários de maior movimento, como Tietê e Barra Funda, o volume de passageiros nos finais de semana cresceu 4%. Emprego Os indicadores positivos também se refletiram na abertura de empresas formais ligadas ao turismo, que cresceu 33,72%, totalizando 340 mil até março de 2025. O número total de postos de trabalho no setor aumentou 4,82%, alcançando 943.970 empregos. “O turismo paulista vive um momento de consolidação e expansão. Os números demonstram a força do nosso estado como destino turístico competitivo, acolhedor e preparado”, finaliza Lucena.   Foto: Divulgação/Socicam

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