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Categoria: Economia

Inflação oficial desacelera em maio, mas preço da conta de luz tem alta, aponta IBGE

A inflação oficial do país desacelerou pelo terceiro mês seguido e chegou a 0,26% em maio. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) teve uma queda de 0,17 ponto percentual em relação a abril, quando variou 0,43%. No ano, o IPCA acumula alta de 2,75% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 5,32%, abaixo dos 5,53% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2024, a variação havia sido de 0,46%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, habitação apresentou a maior variação (1,19%) e maior impacto no índice de maio, com os demais grupos de produtos e serviços pesquisados apresentando variação entre o 0,54% de saúde e cuidados pessoais e o 0,05% de educação. Os grupos transportes e artigos de residência registraram variação negativa de 0,37% e 0,27%, respectivamente. Com a vigência da bandeira tarifaria amarela no mês de maio, adicionando R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos, a energia elétrica residencial (3,62%) foi o subitem com o maior impacto individual no índice do mês, destacando-se no grupo habitação. Preços dos alimentos desaceleram Em alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, houve desaceleração de 0,82% em abril para 0,17% em maio, com a alimentação no domicílio saindo de 0,83% para 0,02%. Contribuíram para esse resultado as quedas do tomate (-13,52%), do arroz (-4,00%), do ovo de galinha (-3,98%) e das frutas (-1,67%). No lado das altas destacam-se a batata-inglesa (10,34%), a cebola (10,28%), o café moído (4,59%) e as carnes (0,97%). A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,58% em maio, frente ao 0,8% de abril. O subitem refeição acelerou de 0,48% para 0,64% em maio, e o lanche, por sua vez, saiu de 1,38% em para 0,51% em maio. Reajuste nos preços dos medicamentos Em saúde e cuidados pessoais, que desacelerou de 1,18% em abril para 0,54% em maio, destacam-se os produtos farmacêuticos (0,69%), após a autorização do reajuste de até 5,09% nos preços dos medicamentos, a partir de 31 de março, e o plano de saúde (0,57%). No grupo vestuário (0,41%), sobressaem as altas na roupa feminina (0,84%), na roupa masculina (0,10%) e nos calçados e acessórios (0,10%). Queda das passagens aéreas Contribuindo para a desaceleração do IPCA de maio, o grupo dos transportes apresentou recuo de 0,37%. Essa queda foi impulsionada pelo resultado da passagem aérea (-11,31%) e dos combustíveis (-0,72%), todos registrando variação negativa em maio: óleo diesel: -1,3% etanol: -0,91% gás veicular: -0,83% gasolina: -0,66%. Por região Regionalmente, a maior variação (0,82%) ocorreu em Brasília por conta da alta da energia elétrica residencial (9,43%) e da gasolina (2,6%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0%) em razão da queda no ovo de galinha (-9,09%) e no arroz (-6,26%). Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 1º a 29 de maio (referência) com os preços vigentes no período de 1º a 30 de abril (base).   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Lula tem reunião com Haddad nesta terça para aprovar MP que substitui aumento do IOF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se encontrar nesta terça-feira (10) com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para aprovar o novo decreto que vai rever o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O recuo do governo federal na medida criticada por empresários foi anunciado por Haddad após reunião com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no domingo (8). Na ocasião, Haddad adiantou que todos os pontos do primeiro decreto anunciado pela Fazenda serão revistos, mas que o texto só seria apresentado com a chegada de Lula ao Brasil após viagem oficial à França. Lula estava no país europeu desde quarta-feira (4), onde teve reunião bilateral com o presidente francês, Emmanuel Macron, assinou acordos e participou da 3ª Conferência da ONU sobre os Oceanos. Segundo Haddad, como alternativa para manter as contas públicas, o governo vai publicar uma medida provisória revendo isenções fiscais. Hugo Motta comemorou o resultado da reunião, que chamou de “noite histórica”. Segundo ele, além do acordo sobre o IOF, foi muito importante o debate sobre as isenções fiscais. “Para resolver a situação, uma medida provisória menos danosa do que a continuidade do IOF. Tivemos a oportunidade de inaugurar um debate que é discutir as isenções fiscais, que está chegando a um nível insuportável”, afirmou. Davi Alcolumbre também ressaltou esse ponto. “Nós estamos juntos para buscar uma solução estrutural para o Estado brasileiro em relação às contas públicas e ter a coragem de enfrentar um tema muito sensível, a possibilidade de iniciarmos um debate em relação às isenções tributárias no Brasil”, destacou. Mudanças IOF – Luce Costa/Arte R7 Corte de benefícios Na reunião de domingo, o governo federal e os presidentes da Câmara e do Senado chegaram a um compromisso de cortar 10% dos chamados gastos tributários de natureza infraconstitucional, que hoje somam cerca de R$ 800 bilhões por ano, segundo estimativas do Ministério da Fazenda. O corte de 10% representaria uma redução de R$ 80 bilhões nas renúncias tributárias. “Nós concordamos aqui na redução do gasto tributário, em pelo menos 10% dos gastos tributários de natureza infraconstitucional. Isso está mais ou menos pacificado. Obviamente que tudo que eu estou dizendo vai ser objeto de deliberação do Congresso como um todo. A iniciativa do Executivo está sendo feita com base naquilo que foi ouvido aqui dos dois presidentes [da Câmara e do Senado] e dos líderes que participaram na reunião”, disse Haddad. O ministro destacou que a proposta será enviada ao Congresso e seguirá os trâmites legais, como o respeito à noventena (prazo de 90 dias para a medida entrar em vigor) e, em alguns casos, à anualidade. Motta reforçou a importância do acordo e do início de um debate mais estruturante sobre os incentivos fiscais no Brasil. Ele alertou para o peso crescente dessas isenções no orçamento público, que já estão se tornando, segundo ele, “insustentáveis”. “O ministro apresentou para a gente o número que pode chegar a R$ 800 bilhões em isenções. Então, é necessário rever. Nós acertamos que vamos, nos próximos dias, principalmente atacar as isenções que estão caracterizadas no modelo infraconstitucional”, disse Motta. Embora tenha defendido que o corte possa ser implementado de forma gradativa, o presidente da Câmara reforçou o comprometimento político com a meta de 10%, que passará por discussão tanto na Câmara quanto no Senado. Outras alternativas ao IOF Após a reunião com os parlamentares, Haddad explicou algumas medidas fiscais e tributárias que serão sugeridas pelo governo para substituir parte do decreto que aumentou o IOF. Entre os destaques, está o aumento da alíquota do imposto sobre o GGR (Gross Gaming Revenue) das casas de apostas, que deve subir de 12% para 18%. Esse imposto incide sobre o lucro real das empresas, ou seja, o total arrecadado em apostas menos os prêmios pagos aos usuários. Outra mudança importante será o fim da isenção de imposto de renda sobre títulos como LCI e LCA, investimentos emitidos por bancos ligados aos setores imobiliário e do agronegócio. A nova alíquota será de 5%, mas Haddad afirmou que esses papéis continuarão atrativos, mantendo vantagens em relação aos títulos públicos. A medida busca corrigir distorções no mercado de crédito, onde empresas conseguem crédito mais barato que o próprio governo. Outra proposta é a uniformização das alíquotas da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) para fintechs e instituições de pagamento, que passarão a pagar 15% ou 20%, como os bancos, eliminando o tratamento tributário desigual. Haddad também comentou que o governo discutirá com o Congresso ajustes nos gastos primários, antes de formalizar novas propostas. Sobre o decreto que elevou as alíquotas do IOF, Haddad disse que haverá recalibração, já que parte da arrecadação virá agora da taxação de apostas e do fim das isenções. A maior mudança será na tributação das operações conhecidas como “risco sacado”, cuja cobrança fixa será eliminada, e a diária ajustada, para manter coerência no sistema de crédito.   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Dólar cai para R$ 5,56 à espera de pacote fiscal

Em meio à expectativa para o anúncio de um pacote fiscal no Brasil, o dólar alternou altas e baixas, mas voltou a cair e a fechar no menor valor desde outubro. A bolsa de valores recuou pela quarta vez seguida e continua no menor nível em um mês. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 5,563, com queda de 0,14%. A cotação encostou em R$ 5,60 por volta das 10h30, caiu para R$ 5,55 por volta das 15h30 e fechou próxima da estabilidade, com leve queda. Com o desempenho desta segunda, a moeda norte-americana está no menor nível desde 8 de outubro. A divisa acumula queda de 2,74% em junho e de 9,99% em 2025. Assim como nas últimas sessões, a queda no mercado de câmbio não se repetiu no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 135.699 pontos, com queda de 0,3%. O indicador chegou a cair 1,42% às 10h58, mas ganhou força durante a tarde e diminuiu o ritmo de queda. A bolsa brasileira está no menor nível desde 7 de maio. As negociações desta segunda foram dominadas pela expectativa em torno do anúncio das medidas para compensar a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). No fim da noite de domingo (8), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que as medidas, a serem anunciadas nesta terça-feira (10), incluem o aumento da taxação das bets (empresas de apostas virtuais), o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das fintechs e o fim das isenções para as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Na tarde de ontem, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que não há o compromisso de o Congresso aprovar todas as medidas. O parlamentar pediu a inclusão de mais medidas de corte de gastos, em vez de apenas elevações de impostos. *Com informações da Reuters   Fonte: Agência Brasil  

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Motta nega ‘compromisso’ do Congresso em aprovar MP para substituir aumento do IOF

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o Congresso não fechou um “compromisso” de aprovar a medida provisória que o governo federal deve enviar aos parlamentares para garantir o cumprimento da meta fiscal deste ano. A declaração de Motta foi feita nesta segunda-feira (9), um dia depois dele ter se reunido com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para debater estratégias para compensar o recuo no aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). “Não há, do Congresso, o compromisso de aprovar essas medidas que vêm na MP [medida provisória]”, disse Motta. Ele acrescentou que a medida provisória será enviada para que, “do ponto de vista contábil, não se tenha que aumentar o contingenciamento que já está sendo feito”. A declaração foi dada durante palestra em que Motta discutiu a sustentabilidade do orçamento público, a eficiência dos gastos e a justiça tributária do Brasil. “Se tirarmos o decreto do IOF, esse bloqueio mais contingenciamento será de R$ 50 bilhões. Para esses R$ 20 bilhões que seriam arrecadados com IOF durante o ano de 2025, ele [Haddad] fará uma calibragem, reduzindo a questão do IOF”, observou. A MP que será enviada para o Congresso, após aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve incluir medidas capazes de substituir o aumento do IOF que foi definido em maio pelo governo. Entenda Na reunião deste domingo (8), o governo federal e os presidentes da Câmara e do Senado chegaram a um compromisso de cortar 10% dos chamados gastos tributários de natureza infraconstitucional, que hoje somam cerca de R$ 800 bilhões por ano, segundo estimativas do Ministério da Fazenda. O corte de 10% representaria uma redução de R$ 80 bilhões nas renúncias tributárias. “Nós concordamos aqui na redução do gasto tributário, em pelo menos 10% dos gastos tributários de natureza infraconstitucional. Isso está mais ou menos pacificado. Obviamente que tudo que eu estou dizendo vai ser objeto de deliberação do Congresso como um todo. A iniciativa do Executivo está sendo feita com base naquilo que foi ouvido aqui dos dois presidentes [da Câmara e do Senado] e dos líderes que participaram na reunião”, disse Haddad. Haddad destacou que a proposta será enviada ao Congresso e seguirá os trâmites legais, como o respeito à noventena (prazo de 90 dias para a medida entrar em vigor) e, em alguns casos, à anualidade. Motta reforçou a importância do acordo e do início de um debate mais estruturante sobre os incentivos fiscais no Brasil. Ele alertou para o peso crescente dessas isenções no orçamento público, que já estão se tornando, segundo ele, “insustentáveis”. “O ministro apresentou para a gente o número que pode chegar a R$ 800 bilhões em isenções. Então, é necessário rever. Nós acertamos que vamos, nos próximos dias, principalmente atacar as isenções que estão caracterizadas no modelo infraconstitucional”, disse Motta. Embora tenha defendido que o corte possa ser implementado de forma gradativa, o presidente da Câmara reforçou o comprometimento político com a meta de 10%, que passará por discussão tanto na Câmara quanto no Senado. Alcolumbre acrescentou que reconhece que esses benefícios foram relevantes e importantes em algum momento da história nacional, mas enfatizou que chegou a hora de enfrentar esse debate de forma equilibrada. “Nós queremos um futuro promissor, queremos o equilíbrio das contas públicas, queremos diminuir o gasto do Estado brasileiro, mas queremos rever os benefícios, queremos rever tudo aquilo que for possível para fazermos do Brasil que nós queremos essa grande potência”, afirmou. O que são gastos tributários de natureza infraconstitucional? Gastos tributários são renúncias que o governo faz ao deixar de arrecadar impostos com o objetivo de incentivar determinadas atividades ou beneficiar setores específicos. Quando se fala em gastos tributários de natureza infraconstitucional, refere-se àqueles que não estão protegidos pela Constituição Federal, ou seja, que podem ser modificados por leis ordinárias, medidas provisórias ou decretos, sem necessidade de uma emenda constitucional. Por isso, são mais fáceis de revisar ou revogar, caso o governo decida ajustar suas contas. Alternativas ao IOF Após a reunião com os parlamentares, Haddad explicou algumas medidas fiscais e tributárias que serão sugeridas pelo governo para substituir parte do decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Entre os destaques, está o aumento da alíquota do imposto sobre o GGR (Gross Gaming Revenue) das casas de apostas, que deve subir de 12% para 18%. Esse imposto incide sobre o lucro real das empresas, ou seja, o total arrecadado em apostas menos os prêmios pagos aos usuários. Outra mudança importante será o fim da isenção de imposto de renda sobre títulos como LCI e LCA, investimentos emitidos por bancos ligados aos setores imobiliário e do agronegócio. A nova alíquota será de 5%, mas Haddad afirmou que esses papéis continuarão atrativos, mantendo vantagens em relação aos títulos públicos. A medida busca corrigir distorções no mercado de crédito, onde empresas conseguem crédito mais barato que o próprio governo. Outra proposta é a uniformização das alíquotas da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) para fintechs e instituições de pagamento, que passarão a pagar 15% ou 20%, como os bancos, eliminando o tratamento tributário desigual. Haddad também comentou que o governo discutirá com o Congresso ajustes nos gastos primários, antes de formalizar novas propostas. Sobre o decreto que elevou as alíquotas do IOF, Haddad disse que haverá recalibração, já que parte da arrecadação virá agora da taxação de apostas e do fim das isenções. A maior mudança será na tributação das operações conhecidas como “risco sacado”, cuja cobrança fixa será eliminada, e a diária ajustada, para manter coerência no sistema de crédito.   Fonte: R7 Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Pix bate novo recorde com 276,7 milhões de transações em um dia, diz Banco Central

O BC (Banco Central) informou que registrou na última sexta-feira (6), um novo recorde de transações por meio do Pix. Foram 276,7 milhões de operações em um único dia. Antes, o maior volume havia sido contabilizado em 20 de dezembro de 2024, com 252,1 milhões de transações. “Os números são mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para o funcionamento da economia nacional”, diz o BC, em nota. Segundo a instituição, as operações movimentaram R$ 135,6 bilhões. O Pix encerrou o ano de 2024 com 63,8 bilhões de transações, um crescimento de 52% ante os 41,9 bilhões em 2023, e mais uma vez se tornou o meio de pagamento mais usado no país em um levantamento anual. As transações do Pix superaram as de cartão de crédito, débito, boleto, TED, cartão pré-pago e cheques no Brasil, as quais, juntas, totalizaram 50,8 bilhões. Ranking dos meios de pagamentos – Reprodução/Febraban Histórico Com entrada em funcionamento em 16 de novembro de 2020, o Pix ultrapassou as transações feitas com DOC (Documento de Crédito, que foi descontinuado pelo sistema financeiro em fevereiro de 2024) já em seu primeiro mês de funcionamento. Em janeiro de 2021, superou as transações com TED (Transferência Eletrônica Disponível). Em março daquele mesmo ano, passou na frente em número de transações feitas com boletos. Já no mês seguinte (maio), o Pix ultrapassou a soma de todos eles. Em relação aos cartões, o Pix ultrapassou as operações de débito em janeiro de 2022, e no mês de fevereiro foi a vez de passar na frente das transações com cartões de crédito. Depois do Pix, os meios de pagamentos preferidos dos brasileiros no ano passado foram o cartão de crédito (19,8 bilhões de transações), cartão de débito (16,7 bilhões) e o cartão pré-pago (9,2 bilhões), seguidos dos boletos (4,2 bilhões), TED (821 milhões) e cheques (125 milhões). No quesito valores transacionados, o Pix só perde o primeiro lugar para a TED que somou R$ 43,1 trilhões em 2024, enquanto a ferramenta de pagamentos instantâneos registrou R$ 26,9 trilhões no ano passado. Isso indica que a TED ainda é preferida para transações de maior valor. Em terceiro lugar aparecem os boletos, com R$ 6,2 trilhões transacionados no ano passado, seguido pelo cartão de crédito, com R$ 2,8 trilhões. “A população usa o Pix como meio de pagamento de menor valor, como foi previsto à época do lançamento da ferramenta, fazendo com que o número de transações aumente em um ritmo acelerado. São pagamentos rotineiros do dia a dia. Já para transações maiores e, principalmente, entre empresas (B2B), a predileção é pela TED”, conclui Faria.   Fonte: R7 Foto:

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EUA e China buscam prolongar trégua comercial em negociações em Londres

Depois de uma reunião em Genebra há um mês, Estados Unidos e China iniciam nesta segunda-feira (9) uma nova rodada de negociações em Londres para prolongar a trégua na guerra comercial, em um contexto no qual as tensões persistem entre as duas potências econômicas. Do lado americano, o presidente Donald Trump afirmou que a delegação será integrada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, pelo secretário do Comércio, Howard Lutnick, e pelo representante da Casa Branca para o Comércio (USTR), Jamieson Greer. A delegação chinesa será liderada pelo vice-primeiro-ministro He Lifeng, como nas conversações na Suíça, informou o Ministério das Relações Exteriores. “A reunião deve seguir muito bem”, disse Trump em uma mensagem na sua plataforma Truth Social. “Queremos que China e Estados Unidos aproveitem o impulso do acordo assinado em Genebra”, insistiu no domingo, em entrevista ao canal Fox News, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. O governo britânico informou que não participará nas negociações, mas que defende “o livre comércio”. “Já deixamos claro que uma guerra comercial não é boa para ninguém, então apoiamos as conversações”, declarou um porta-voz à AFP. O encontro acontece após uma primeira conversa telefônica entre os presidentes americano e chinês na quinta-feira, que Trump classificou como “muito positiva”. Xi Jinping pediu ao homólogo americano para “corrigir o curso do grande navio das relações sino-americanas”, segundo a imprensa chinesa. A reunião, no entanto, também acontece em um cenário de aumento das tensões, depois que Trump acusou Pequim de não respeitar o acordo para reduzir a crise assinado em Genebra. “Queremos que a China aplique sua parte do acordo. E é isso que nossa equipe pretende discutir em Londres”, destacou Leavitt. Na Suíça, após dois dias de negociações, Washington aceitou reduzir as tarifas sobre os produtos chineses de 145% para 30%, em troca de uma medida similar por parte de Pequim, de 125% para 10% sobre os produtos americanos, durante um período de 90 dias.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X  

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Governo vai baixar IOF e rever isenções fiscais, anuncia Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo vai rever o decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Medida foi anunciada após a reunião com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo o ministro, todos os pontos do decreto serão revistos. Como alternativa para manter as contas públicas, o governo vai publicar uma medida provisória revendo isenções fiscais. Durante a semana, devem ser apresentados mais detalhes das medidas. “O decreto será refeito“, disse Haddad. Segundo ele, no entanto, o novo texto só será apresentado após a volta do presidente Lula, que está em viagem a oficial a França. Hugo Motta comemorou o resultado da reunião, que chamou de “noite histórica”. Segundo ele, além do acordo sobre o IOF, foi muito importante o debate sobre as isenções fiscais. “Para resolver a situação, uma medida provisória menos danosa do que a continuidade do IOF. Tivemos a oportunidade de inaugurar um debate que é discutir as isenções fiscais, que está chegando a um nível insuportável”, afirmou. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também ressaltou esse mesmo ponto. “Nós estamos juntos para buscar uma solução estrutural para o Estado brasileiro em relação as contas públicas e ter a coragem de enfrentar um tema muito sensível, a possibilidade de iniciarmos um debate em relação as isenções tributárias no Brasil”, destacou.   Fonte: R7 Foto: Correio do Povo

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Equipe econômica apresentará a líderes partidários alternativas a IOF

Após cerca de dez dias de debates, a equipe econômica apresentará neste domingo (8) aos líderes partidários as alternativas para o decreto que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O encontro ocorrerá na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, com a presença prevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Na semana passada, Haddad afirmou que o pacote deve incluir um projeto de lei, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e “provavelmente” uma medida provisória. Segundo o ministro, a equipe econômica pretende concluir os detalhes das medidas na segunda-feira (9), para apresentar as propostas na terça-feira (10). Neste sábado (7), o presidente da Câmara, Hugo Motta, defendeu um debate sobre benefícios fiscais. “Isenções essas que chegam a um número não mais possível de suportar pelas contas do nosso país. Isenções essas que não têm o mínimo de acompanhamento sobre o retorno e a contrapartida que deve ser dada por quem as recebe à nossa sociedade e à nossa população”, declarou Motta em evento com empresários e políticos em Guarujá (SP). O deputado também defendeu a realização de uma reforma administrativa, mas não entrou em detalhes sobre as propostas. “Modernizar para que, ao menor custo, se consiga entregar serviços de mais qualidade à nossa população. É essa, sem dúvida alguma, a principal missão dessa reforma administrativa que queremos para o Estado brasileiro”, acrescentou. Em entrevista a jornalistas na saída do evento, Motta disse que não descarta a possibilidade de pautar a votação do projeto que derruba o decreto que aumentou o IOF. Segundo ele, a medida dependerá do resultado da reunião deste domingo. “Vamos amanhã, após a apresentação das medidas do governo, decidir sobre o PDL [projeto de decreto legislativo], que pode entrar na pauta na próxima terça-feira”, declarou Motta. Revisão do decreto Na semana passada, Haddad afirmou que parte do decreto que elevou as alíquotas de IOF pode ser revista. Isso, porque somente após o desenho final das medidas o governo saberá o quanto arrecadará para poder compensar a alta do IOF anunciada há duas semanas, sem descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e o arcabouço fiscal. “Preciso de pelo menos parte das medidas para rever o decreto. Tenho a Lei de Responsabilidade Fiscal, o arcabouço [fiscal], uma série de constrangimentos legais que me impõem uma obrigação que tenho que cumprir. No que diz respeito ao ano que vem, temos liberdade. No que diz respeito a esse ano, preciso aguardar uma reunião com os líderes para uma definição definitiva”, justificou Haddad na última terça-feira (3).   Fonte: Agência Brasil Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

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Portabilidade começa a valer para o consignado do trabalhador; adesão supera R$ 13,8 bi

O crédito consignado do trabalhador com carteira assinada passa a ter a portabilidade total a partir desta sexta-feira (6), pela Carteira de Trabalho Digital. Com isso, quem tem qualquer tipo de empréstimo vai poder renegociar a dívida de uma instituição financeira para outra, que ofereça taxa de juros mais baixa. A migração de qualquer dívida e de qualquer banco, até mesmo as linhas do Crédito do Trabalhador, e do consignado de convênio, pode ser feita agora pela Carteira de Trabalho Digital. Desde 16 de maio, a portabilidade podia ser realizada, mas por meio dos bancos. A modalidade de crédito já atingiu R$ 13,8 bilhões com 2,5 milhões de empréstimos, com valor médio de R$ 5.523,03 e taxa de juros de 3,63% ao mês, desde 21 de março, quando começou a funcionar. A média das parcelas é de R$ 317,34 e em 17 vezes. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, atualmente o crédito pessoal (Crédito Direto ao Consumidor) tem uma taxa de juros de mais de 8%, e o trabalhador poderá conseguir nesta troca renegociar a dívida com juros por menos da metade. O empréstimo consignado é descontado direto da folha de pagamento. Por isso, tem juros mais baixos do que o crédito pessoal. O que é portabilidade Portabilidade de dívida, ou portabilidade de crédito, é a transferência de uma dívida existente de uma instituição financeira para outra. Essa transferência visa obter condições mais vantajosas, como taxas de juros mais baixas, prazos maiores ou outras vantagens que podem facilitar o pagamento da dívida. Como funciona No aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador autoriza o compartilhamento de seus dados (como CPF, tempo de empresa e margem disponível). Em até 24 horas, instituições financeiras enviam ofertas de crédito. O trabalhador escolhe a melhor proposta, com juros menores. As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento. Até 35% da renda mensal podem ser comprometidos com o empréstimo. Para solicitar a portabilidade É preciso verificar se o banco de destino oferece o novo consignado para CLT. Pedir a portabilidade por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. A nova instituição quita a dívida anterior e assume o crédito automaticamente, com os juros e os prazos da nova linha. Quem pode fazer Trabalhadores com vínculo empregatício formal ativo. Que já tenham contratado um empréstimo consignado ou crédito direto ao consumidor (CDC). Que estejam com as parcelas em dia e com margem consignável disponível. Benefícios Possibilidade de encontrar taxas de juros mais baixas. A possibilidade de ter prazos maiores e, em alguns casos, receber um troco na conta. Fonte: R7 Foto: DANIEL CYMBALISTA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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PIB paulista cresce 2,3% no primeiro trimestre de 2025 puxado pela agropecuária

A economia paulista cresceu 2,3% no primeiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado, mostram dados divulgados pela Fundação Seade. O desempenho positivo foi impulsionado pela agropecuária (7,6%), serviços (3,0%) e pela indústria (0,4%). Em valores correntes, no primeiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista alcançou R$ 878 bilhões. No mesmo período do ano anterior, o valor foi de R$ 795 bilhões. O valor representa 29% do total arrecadado no país no período, que foi de 3 trilhões, segundo o IBGE. No acumulado dos últimos quatro trimestres em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores (doze meses), o PIB paulista apresentou variação positiva de 3,4%. Destaque para o setor de serviços (3,6%) e indústria (2,1%). Já no acumulado do primeiro trimestre de 2025, com o último trimestre de 2024, o PIB Paulista cresceu 1%. O PIB é a soma de bens e serviços finais produzidos no país. Mais informações pelo site https://pib.seade.gov.br/   Foto: Governo de SP

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