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Categoria: Economia

Especialistas se preocupam com tom combativo do governo contra os EUA e temem prejuízos

A recente decisão do Governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, a partir do dia 1º de agosto, provocou uma reação dura do governo brasileiro, que tem adotado uma postura combativa diante do que considera uma medida protecionista injustificada e prejudicial para a economia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já criticou publicamente a iniciativa norte-americana — anunciada no dia 9 de julho por meio de uma carta enviada ao Planalto —, classificando a taxa imposta como “chantagem inaceitável”. Lula já afirmou que vai responder com firmeza, inclusive com eventuais medidas de retaliação. Nesta segunda-feira (21), o presidente declarou que uma “guerra tarifária vai começar na hora em que eu der a resposta ao Trump se ele não mudar de opinião”. A dez dias do início das novas tarifas, o temor sobre a imprevisibilidade das consequências das sanções de Donald Trump aumentam. Em meio à crise, o governo tenta o diálogo, mas não descarta a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade — regulamentada na semana passada —, o que desagrada o setor empresarial. Para o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, Alfredo Cotait Neto, caso não haja um entendimento entre as nações, bater de frente com os EUA “seria um desastre total”. O representante defende o diálogo e diz que grandes empresas já estão em negociação com o governo norte-americano. Cotait acredita, ainda, que o governo pode ter sido omisso em relação ao tema meses atrás, e que deveria ter tratado o assunto com mais prioridade. “O governo demorou muito para poder atuar. Essa história da tarifa vem desde abril. Tem muita troca de correspondência que não é pela via oficial, o que retarda os entendimentos”, comentou. Bastidores A medida, segundo Trump, também é uma resposta direta a supostos ataques do Brasil à liberdade de expressão de empresas americanas e à forma como o país tem tratado o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no processo do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre tentativa de golpe de Estado. Nomes próximos ao governo defendem que o Brasil não pode ceder a pressões desse tipo, sob risco de abrir precedentes negativos. Ministros de Lula, como Mauro Vieira (Relações Exteriores) e o também vice-presidente Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), adotaram um tom crítico. Alckmin já disse que a iniciativa do governo Trump é absolutamente inadequada. “Nós não criamos o problema, mas vamos trabalhar para resolvê-lo. O Brasil não abre mão de sua soberania e nem da separação dos Poderes”, afirmou nas redes sociais. No último dia 15, o governo brasileiro também enviou uma carta, em resposta aos EUA. O documento é assinado por Alckmin e Mauro Vieira. “O governo brasileiro manifesta sua indignação com o anúncio, feito em 9 de julho, da imposição de tarifas de importação de 50% sobre todos os produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos, a partir de 1° de agosto. A imposição das tarifas terá impacto muito negativo em setores importantes de ambas as economias, colocando em risco uma parceria econômica historicamente forte e profunda entre nossos países”, diz o comunicado. A oposição no Congresso, no entanto, critica a condução do governo e acredita que a operação da Polícia Federal na última sexta-feira (18) contra Bolsonaro tem contribuído para aumentar as tensões entre os dois países. Além disso, a imposição de medidas cautelares ao ex-presidente ainda deve prejudicar as negociações do tarifaço, na avaliação dos parlamentares. Bolsonaro como plano Apesar de ter usado o tratamento à Jair Bolsonaro como justificativa, a especialista em relações internacionais Natali Hoff acredita que a defesa do ex-presidente por Trump é um pretexto inserido em um contexto geopolítico mais amplo. Hoff relembra que, quando a carta dos Estados Unidos foi enviada, a reunião dos Brics — bloco econômico formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — tinha acabado de ocorrer. “Existe um contexto geopolítico maior do que somente o ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu acho que aqui entra o fato de que o Brasil entrou no campo de visão dos norte-americanos por causa da Cúpula dos Brics. Porque nós sediamos, porque no comunicado foi falado sobre as tarifas que estavam sendo aplicadas, além da defesa do multilateralismo, da reforma das instituições. O comunicado da cúpula foi nessa direção, bem crítica ao Donald Trump, mesmo sem citar o governo norte-americano”, analisa. A especialista ainda destaca que o Brasil é um ator importante na América do Sul e vem ampliando os seus laços com a China e, consequentemente, diminuindo a influência dos EUA. Investigação Em outro capítulo do impasse entre Brasil e EUA, Trump determinou a abertura de uma investigação sobre o Brasil para apurar supostas práticas consideradas desleais ou que restrinjam o comércio dos EUA. Entre os alvos está a Rua 25 de Março, em São Paulo, e o Pix. No caso da famosa região paulistana, a investigação usa o local como exemplo de tolerância à pirataria e à venda de produtos falsificados. Sobre o Pix, o documento afirma que há vantagens indevidas concedidas pelo governo brasileiro a serviços próprios de pagamento eletrônico, o que prejudicaria a competitividade de empresas americanas do setor. Investimentos em risco O mestre em finanças pela Universidade de Sorbonne Hulisses Dias analisa que qualquer sinal de insegurança jurídica ou restrição a empresas americanas pode reduzir o apetite de investidores estrangeiros, afetar a confiança do mercado e pressionar o câmbio. “Além disso, eventuais represálias podem resultar em novas barreiras comerciais aos produtos brasileiros, especialmente agrícolas e industriais, o que impactaria a balança comercial e poderia gerar pressão inflacionária. O ambiente de negócios se tornaria mais incerto, prejudicando o crescimento, o emprego e a estabilidade de preços”, explica o economista. Quando há preocupações sobre a estabilidade econômica do Brasil, os investidores retiram dólares do mercado nacional e levam para mercados mais estáveis no exterior, o que aumenta o valor do câmbio no país. “Essa situação poderá impactar no preço de produtos importados, principalmente combustíveis, químicos e alimentos, e elevar seus preços no mercado interno, gerando inflação. Contudo, esse cenário é bastante incerto e dependerá de possíveis ações retaliatórias do Brasil contra

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Fraude do INSS: aposentado deve aderir até hoje (22) a plano federal para receber grana nesta semana

Os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que sofreram descontos indevidos em seus benefícios por parte de entidades associativas têm até esta segunda-feira (21) para aderir ao plano de devolução oferecido pelo governo federal caso queiram ser reembolsados na quinta-feira (24), primeiro dia dos pagamentos do governo às vítimas. Não há prazo limite para responder ao plano do governo, mas quem aderir à proposta depois desta segunda-feira não vai receber o dinheiro de volta no primeiro lote. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Previdência Social e prevê o ressarcimento dos valores diretamente na conta em que o beneficiário recebe o pagamento mensal. As indenizações serão pagas a partir de quinta-feira. O governo promete reembolsar as vítimas em lotes diários, atendendo 100 mil pessoas a cada dia. Até a última sexta-feira (18), segundo o INSS, quase 583 mil aposentados e pensionistas tinham concordado com o plano de ressarcimento do governo. De acordo com o instituto, também até a última sexta, pelo menos 1,9 milhão de beneficiários estavam aptos a aderir ao acordo proposto pelo governo. O INSS diz que essas pessoas contestaram os descontos indevidos nos seus benefícios e não receberam resposta da entidade após 15 dias úteis. Como aderir ao acordo Para receber o dinheiro de volta, é preciso confirmar a adesão pelos canais oficiais disponibilizados pelo governo. O procedimento pode ser feito de forma simples pelo aplicativo Meu INSS, pelo telefone 135 ou presencialmente em uma agência dos Correios. O período para contestar os descontos vai durar, no mínimo, até 14 de novembro deste ano, mas pode ser prorrogado. A recomendação, porém, é que os beneficiários que já identificaram os descontos indevidos façam a adesão dentro o quanto antes para evitar a necessidade de buscar alternativas jurídicas mais demoradas. Pagamento direto na conta do beneficiário O ressarcimento será depositado na mesma conta onde o aposentado ou pensionista já recebe seu benefício mensal. Segundo o INSS, o objetivo é agilizar os pagamentos e evitar burocracias para os beneficiários. Caso o prazo não seja cumprido, o ressarcimento dos valores dependerá de ação judicial, o que pode prolongar o processo de devolução.   Fonte: R7 Foto: LUIS LIMA JR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Tarifaço pode impactar vendas de suco de laranja, café, carne e frutas

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estabelecer uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos pode comprometer receitas do agronegócio brasileiro, provocar desequilíbrios de mercado e pressionar os valores pagos ao produtor. O alerta é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). Segundo o Cepea, os itens mais expostos ao tarifaço de Trump são o mercado de suco de laranja, o setor cafeeiro, a pecuária de corte e o de frutas frescas. Dentre esses itens, o suco de laranja é o produto mais sensível a essa política tarifária, dizem os pesquisadores do Cepea. “Isso porque já incide atualmente uma tarifa fixa de US$ 415 por tonelada sobre o produto, e a aplicação de uma sobretaxa de até 50% elevaria significativamente o custo de entrada nos Estados Unidos, comprometendo sua competitividade no segundo maior destino dos embarques brasileiros”, dizem os pesquisadores, em nota. Segundo o Cepea, os Estados Unidos importam atualmente cerca de 90% do suco que consomem, sendo que o Brasil é responsável por aproximadamente 80% desse total. “Essa instabilidade ocorre justamente em um momento de boa safra no estado de São Paulo e Triângulo Mineiro: 314,6 milhões de caixas projetadas para 2025/26, crescimento de 36,2% frente ao ciclo anterior. Com o canal norte-americano sob risco, o acúmulo de estoques e a pressão sobre as cotações internas tornam-se prováveis”, avaliou a professora da Esalq/USP Margarete Boteon, pesquisadora da área de citros do Cepea. Quanto ao café, os Estados Unidos são o maior consumidor global do produto e importam cerca de 25% do Brasil, especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação. Como os Estados Unidos não produzem café, a elevação do custo de importação deve comprometer a viabilidade de toda a cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo. “A exclusão do café do pacote tarifário é não apenas desejável, mas estratégica, tanto para a sustentabilidade da cafeicultura brasileira quanto para a estabilidade da cadeia de abastecimento norte-americana”, destaca o pesquisador de café do Cepea Renato Ribeiro. Com a queda nas cotações do produto e a instabilidade externa provocada principalmente pelo tarifaço, os produtores têm vendido volumes mínimos para manter o fluxo de caixa, adiando as grandes negociações para esperar por definições sobre o cenário tarifário. Carne bovina Os Estados Unidos são o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, atrás apenas da China, que concentra 49% do total embarcado pelo Brasil. As empresas estadunidenses são responsáveis por 12% das exportações do produto brasileiro e, entre março e abril, elas adquiriram volumes recordes de carne bovina, acima de 40 mil toneladas por mês, o que pode indicar uma possível movimentação de formação de estoque diante do receio de que Trump viesse a aumentar as tarifas para o comércio exterior. São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul são os estados brasileiros, respectivamente, que mais têm escoado carne aos EUA. Nos últimos meses, no entanto, houve redução no volume exportado para os Estados Unidos, enquanto os embarques para a China vêm crescendo. Em junho, especificamente, vários outros parceiros comerciais também aumentaram suas compras na comparação com maio. Segundo o Cepea, isso sinaliza que os frigoríficos brasileiros têm possibilidade de ampliar suas vendas para outros mercados. Frutas frescas No caso do mercado de frutas frescas, o maior impacto imediato recai sobre a manga, dizem os pesquisadores da USP. Isso acontece porque a janela crítica de exportação desse produto aos Estados Unidos começa em agosto. De acordo com o Cepea, já há relatos de postergação de embarques frente à indefinição tarifária. A uva brasileira, cuja safra tem calendário relevante para os EUA a partir da segunda quinzena de setembro, também passa a integrar o grupo de culturas em alerta. Antes do tarifaço, no entanto, a expectativa era de crescimento de exportações de frutas frescas, sustentada pela valorização cambial e pela recomposição produtiva de diversas culturas. “A projeção otimista foi substituída por dúvidas. Além da retração esperada nas vendas aos EUA, há o risco de desequilíbrio entre oferta e demanda nos principais destinos, pressionando as cotações ao produtor”, disse Lucas de Mora Bezerra, do Cepea. O que pode ocorrer, dizem os pesquisadores, é que as frutas que seriam destinadas aos Estados Unidos sejam direcionadas a outros mercados, como a União Europeia, ou até mesmo absorvidas pelo mercado interno, o que pode pressionar o preço ao produtor. Diante desse contexto geral relacionado ao café, à carne bovina, ao suco de laranja e às frutas frescas, o Cepea informa que é urgente “uma articulação diplomática coordenada, com vistas à revisão ou exclusão das tarifas sobre produtos agroalimentares brasileiros”. “Tal medida é estratégica não apenas para o Brasil, mas também para os próprios Estados Unidos, cuja segurança alimentar e competitividade da agroindústria dependem de forma substancial do fornecimento brasileiro”, diz a nota.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Trump volta a atacar o Brics e promete “acabar com o bloco rapidamente”

Essa não é a primeira vez que Trump faz declarações hostis contra o Brics  O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mirar o Brics — bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — com críticas e ameaças. Em discurso realizado nesta sexta-feira (18), na Casa Branca, o líder norte-americano afirmou que pretende desarticular o grupo de forma “rápida” e que o bloco estaria “desaparecendo”.  Trump criticou a tentativa dos países do Brics de criar uma moeda comum para substituir o dólar em transações comerciais internacionais, classificando o movimento como uma ameaça aos interesses dos Estados Unidos. “Temos esse pequeno grupo chamado Brics, que está desaparecendo rapidamente. Eles queriam dominar o dólar. E eu disse: qualquer um que esteja no bloco de nações do Brics, vamos tarifar vocês em 10%”, declarou.  Segundo ele, a simples menção de sanções já teria surtido efeito. “Eles tiveram uma reunião no dia seguinte, e quase ninguém apareceu. Eles não queriam ser tarifados, é incrível”, ironizou o presidente.  Essa não é a primeira vez que Trump faz declarações hostis contra o Brics. No início de seu segundo mandato, o presidente norte-americano já havia ameaçado aplicar tarifas de até 100% aos países do bloco que, segundo ele, não se alinhassem aos “interesses comerciais dos EUA”. Durante a última cúpula do Brics, realizada no Brasil, Trump disse ter acompanhado os desdobramentos “de perto” e intensificou sua retórica contra o grupo.  O Brics, criado em 2006 e formalizado em 2009, reúne algumas das principais economias emergentes do mundo. Nos últimos anos, o bloco vem discutindo alternativas ao dólar como forma de fortalecer a soberania econômica dos países-membros, algo que vem sendo acompanhado com preocupação por Washington.  Apesar das declarações de Trump, líderes do Brics têm reforçado o compromisso com a multipolaridade econômica e a cooperação entre os países em desenvolvimento. (Renan Isaltino) Fonte: Reuters Foto: R7

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INSS libera consulta ao valor do reembolso dos descontos indevidos; pagamento começa no dia 24

O INSS (Instituto Nacional do Serviço Social) liberou a consulta aos valores que serão devolvidos aos aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos entre 2020 e 2025. A consulta ao extrato de pagamento pode ser feita pelo site e aplicativo Meu INSS. Para isso, basta acessar e colocar a senha do gov.br, clicar em consultar descontos de entidades associativas e extrato de pagamento, para checar o valor. Também pode ser feita presencialmente nas agências dos Correios. O pagamento começará em 24 de julho, com depósitos diários para 100 mil pessoas a cada dia, diretamente na conta do beneficiário. Quem já assinou o acordo receberá nos três primeiros dias úteis da operação. O pagamento dos benefícios normais do INSS começa no dia 25 e também já pode ser consultado pelo Meu INSS. Como consultar o extrato de pagamento Acesse o site ou aplicativo Meu INSS Informar seu CPF e senha Clicar no campo “Do que você precisa?” Escrever “Consultar Descontos de Entidades Associativas” e“Extrato de Pagamento” Selecionar o serviço e baixar o documento Contestação e reembolso Desde o dia 14 de maio, quando o INSS começou a receber os pedidos de reembolso, até esta quarta-feira (16), já foram registrados 4.105.871 beneficiários, que não reconheceram os descontos, o que representa 97,4% do total de 4.212.806 pedidos abertos. Além de contestar o desconto de associações, os beneficiários precisam também aderir ao acordo de ressarcimento, por meio do Meu INSS ou presencialmente, pelas agências dos Correios. O telefone 135 não faz adesão, apenas a contestação. Da contestação à adesão ao acordo O beneficiário registra a contestação do desconto indevido; Aguarda o prazo de 15 dias úteis para que a entidade responda; Se não houver resposta, o sistema abre automaticamente a opção para adesão ao acordo de ressarcimento. Como fazer a contestação Os canais de atendimento para consulta e contestação dos descontos feitos pelas entidades ficarão disponíveis até, pelo menos, 14 de novembro de 2025. Aplicativo Meu INSS Central de atendimento 135 Agências dos Correios, em mais de 5 mil unidades pelo país Como fazer a adesão A adesão pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios em todo o país (veja passo a passo abaixo). Pelo aplicativo Meu INSS Acesse o aplicativo Meu INSS com seu CPF e senha. Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um). Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”. Clique em “Enviar” e pronto. Depois é só aguardar o pagamento. A adesão é gratuita e não exige o envio de documentos. Fonte: R7 Foto: LUIS LIMA JR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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ANS aprova reajuste de até 7,16% para contratos antigos de planos de saúde

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou os porcentuais máximos de reajuste a serem aplicados em 2025 aos contratos de planos de saúde não regulamentados, que estão vinculados a Termos de Compromisso firmados com a reguladora. O reajuste envolve as operadoras Bradesco Saúde, Sul América, Amil e Itauseg. Segundo nota da ANS divulgada nesta terça-feira (15), esses termos foram instituídos em 2004 como instrumentos para trazer maior previsibilidade, transparência e alinhamento regulatório aos reajustes de contratos antigos — firmados antes da vigência da Lei nº 9.656/98. Na época, a medida buscou substituir cláusulas contratuais ambíguas ou excessivamente onerosas por critérios técnicos e objetivos de reajuste. Os porcentuais são de 6,47% para operadoras do tipo Medicina de Grupo (Amil) e 7,16% para Seguradoras Especializadas em Saúde (Bradesco Saúde, Sul América e Itauseg). A agência afirma que esses índices resultam da combinação entre a variação da despesa assistencial no período (6,06%) e os fatores adicionais previstos na metodologia do teto (0,39% e 1,04%, respectivamente). Atualmente, cerca de 400 mil beneficiários estão vinculados a contratos sob Termos de Compromisso. Essa população vem diminuindo gradualmente, uma vez que a comercialização desses planos não é mais permitida.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Pedidos para reembolso de desconto indevido do INSS já passam de 4 milhões

O número de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que contestaram descontos não autorizados em seus benefícios, entre março de 2020 e março de 2025, já passa de 4 milhões. Já as adesões ao acordo de ressarcimento chegam a 339 mil até agora. O pagamento começará em 24 de julho, com depósitos diários para 100 mil pessoas a cada dia, diretamente na conta do beneficiário. Quem já assinou o acordo receberá nos três primeiros dias úteis da operação. Desde o dia 14 de maio, quando o INSS começou a receber os pedidos de reembolso, até esta terça-feira (15), já foram registrados 4.028.216 beneficiários, que não reconheceram os descontos, o que representa 97,4% do total de 4.134.043 pedidos abertos. Além de contestar o desconto de associações, os beneficiários precisam também aderir ao acordo de ressarcimento, por meio do Meu INSS ou presencialmente, pelas agências dos Correios. O telefone 135 não faz adesão, apenas a contestação. Da contestação à adesão ao acordo O beneficiário registra a contestação do desconto indevido; Aguarda o prazo de 15 dias úteis para que a entidade responda; Se não houver resposta, o sistema abre automaticamente a opção para adesão ao acordo de ressarcimento. Como fazer a contestação Os canais de atendimento para consulta e contestação dos descontos feitos pelas entidades ficarão disponíveis até, pelo menos, 14 de novembro de 2025. Aplicativo Meu INSS Central de atendimento 135 Agências dos Correios, em mais de 5 mil unidades pelo país Como fazer a adesão A adesão pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios em todo o país (veja passo a passo abaixo). Pelo aplicativo Meu INSS Acesse o aplicativo Meu INSS com seu CPF e senha. Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um). Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”. Clique em “Enviar” e pronto. Depois é só aguardar o pagamento. A adesão é gratuita e não exige o envio de documentos. Pelos Correios O atendimento presencial é para pessoas com dificuldade em usar celular, computador ou internet. Pode ser solicitado nas agências dos Correios em todo o país. Basta ir a uma agência e pedir para ser atendido. Quando há resposta da entidade Nos casos em que houve resposta das entidades, os documentos ainda estão em análise e, por isso, o beneficiário ainda não tem a opção de aderir ao acordo. Ele será notificado e poderá, pelo aplicativo Meu INSS ou em uma agência dos Correios, aceitar os documentos, contestar por suspeita de falsidade ideológica/indução ao erro ou dizer que não reconhece a assinatura. Se houver contestação, a entidade será intimada a devolver os valores em até cinco dias úteis e o caso vai passar por uma auditoria. Quando não houver a devolução, os aposentados e pensionistas serão orientados sobre as medidas judiciais cabíveis, com apoio jurídico em parceria com as Defensorias Públicas dos Estados. Como será o pagamento O pagamento do reembolso vai começar no dia 24 de julho, com novos lotes diários até que todos os casos sejam concluídos. O valor será pago em parcela única, automaticamente na conta onde você já recebe seu benefício previdenciário. O calendário de liberação do reembolso seguirá a ordem cronológica da adesão ao acordo, ou seja, aqueles que aderirem primeiro ao acordo vão receber primeiro. Os valores serão corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, a inflação oficial do país, desde a data do desconto até a inclusão na folha de pagamento.   Fonte: R7 Foto: JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

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‘Faço isso porque posso’, diz Trump sobre tarifa de 50% a produtos do Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (15) que decidiu impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros porque pode fazer isso. Além disso, ele destacou que o objetivo é garantir a entrada de dinheiro nos EUA e estimular a produção interna. “Estamos fazemos isso porque eu posso fazer isso. Ninguém mais seria capaz de fazer isso. Temos tarifas em vigor porque queremos tarifas e queremos que o dinheiro entre nos Estados Unidos”, afirmou Trump durante uma entrevista coletiva à imprensa. “Mas, mais importante do que o dinheiro, há dois aspectos das tarifas: o dinheiro que entra. O outro aspecto é que, em vez de pagar as tarifas, o país ou a empresa que se estabelecerá nos Estados Unidos fabricará seus produtos nos Estados Unidos, o que cria empregos”, acrescentou. A tarifa aplicada ao Brasil deve entrar em vigor em 1º de agosto. A União Europeia também foi alvo de novas tarifas, com uma sobretaxa de 30% sobre determinados produtos. Questionado se tinha alguma mensagem caso os europeus retaliem a medida, Trump minimizou possíveis retaliações. “Bem, não sei como eles podem retaliar. Sabe, eles ganharam muito dinheiro. Eles nos trataram muito mal, mas agora estão nos tratando muito bem, e acho que no final, acho que todos ficarão felizes com a UE”, disse.   Fonte: R7 Foto: Daniel Torok/Official White House Photo

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Novos contratos de locação crescem mais de 100% no mês de junho em Piracicaba e região, aponta CRECISP

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP) publicou um estudo relativo ao mês de Junho de 2025, comparando os números obtidos nos mercados de venda e locação de casas e apartamentos com os de maio de 2025 em Piracicaba e região. Foram consultadas 85 imobiliárias das cidades de Aguaí, Águas Da Prata, Águas De São Pedro, Analândia, Anhembi, Araras, Bofete, Brotas, Capivari, Charqueada, Conchal, Conchas, Cordeirópolis, Corumbataí, Elias Fausto, Espirito Santo Do Pinhal, Ipeúna, Iracemápolis, Laranjal Paulista, Leme, Limeira, Mombuca, Pereiras, Piracicaba, Pirassununga, Porangaba, Rafard, Rio Claro, Rio Das Pedras, Saltinho, Santa Cruz Da Conceição, Santa Gertrudes, Santa Maria Da Serra, Santo Antônio Do Jardim, São Pedro, Tietê e Vargem Grande Do Sul. As vendas apresentaram queda de 9,29% e o volume de novos contratos de locação assinados no período teve alta de 108,15%. Vendas Casas: 45%; apartamentos: 55% Locações: Casas: 78%; Apartamentos: 22% Vendas em Junho A média de valores das casas e apartamentos vendidos no período ficou em até R$ 200 mil. A maioria das casas era de 2 dormitórios, com área útil de 50 m² a 100 m². A maioria dos apartamentos era de 2 dormitórios, com área útil de até 50 m². 86,2% das propriedades vendidas em Junho estavam situadas na periferia, 8,6% nas regiões centrais e 5,2% nas áreas nobres. Com relação às modalidades de venda, 74,6% foram financiadas pela CAIXA, 3,4% por outros bancos, 6,8% diretamente pelos proprietários, 13,6% dos negócios foram fechados à vista e por consórcios, 1,7% no período. Locações em Junho A faixa de preço de locação de preferência dos inquilinos de casas e apartamentos ficou entre R$ 1.000,00 até R$ 1.500,00. A maioria das casas era de 2 dormitórios com 50 m² até 100 m² de área útil. A maioria dos apartamentos também era de 2 dormitórios com 50 m² até 100 m² de área útil. A principal garantia locatícia escolhida pelos locatários foi o seguro fiança. Os novos inquilinos optaram por imóveis situados na periferia das cidades pesquisadas (47%), na região central (37%) e nas áreas nobres (16%). E daqueles que encerraram os contratos de locação, 43,1% não informaram a razão da mudança, 27,6% mudaram para um aluguel mais caro e 29,3% mudaram para um aluguel mais barato. Incentivo ao crescimento econômico favorece o mercado Piracicaba apresenta um semestre com uma combinação de crescimento nas vendas e locações, alinhado ao aperfeiçoamento estrutural e institucional do município. Os investimentos em saneamento e abastecimento, aliados ao engajamento das comunidades e foco em expansão industrial, reforçam a atratividade da cidade. Em junho, a Prefeitura lançou oficialmente o Orçamento Participativo 2025, com plenárias iniciadas nos dias 3 e 10 de junho. Isso demonstra o compromisso com a priorização de investimentos públicos que respondem diretamente às demandas da comunidade — tais como mobilidade, saneamento e habitação, com reflexos positivos no panorama imobiliário local. Para o mercado imobiliário, o segundo semestre de 2025 tende a ser de consolidação do crescimento, embasado no fortalecimento econômico, infraestrutura aprimorada e clima regulatório participativo. E isso, certamente, se reflete em toda a região. Vendas em Junho Vendas % Casas Vendidas 45% Apartamentos Vendidos 55%   Casas vendidas Dormitórios Casa Percentual 1 Dorm. 0,0% 2 Dorm. 64,0% 3 Dorm. 32,0% 4 Dorm. 0,0% 5 Dorm. 4,0% Mais de 5 Dorm. 0,0%   Área útil Percentual 1 a 50 m² 16,0% 51 a 100 m² 48,0% 101 a 200 m² 20,0% 201 a 300 m² 8,0% 301 a 400 m² 4,0% 401 a 500 m² 0,0% acima de 500 m² 4,0%   Aptos vendidos Dormitórios Apto Percentual Quitinete 0,0% 1 Dorm. 0,0% 2 Dorm. 94,4% 3 Dorm. 5,6% 4 Dorm. 0,0% 5 Dorm. 0,0% Mais de 5 Dorm. 0,0%   Área útil Percentual 1 a 50 m² 61,1% 51 a 100 m² 38,9% 101 a 200 m² 0,0% 201 a 300 m² 0,0% 301 a 400 m² 0,0% 401 a 500 m² 0,0% acima de 500 m² 0,0%   Casas e aptos vendidos localização Casa/Apartamento Percentual Central 8,6% Nobre 5,2% Demais Regiões 86,2%   Forma de Pagamento Casa/Apartamento Percentual À Vista 13,6% Financiamento CAIXA 74,6% Financiamento Outros Bancos 3,4% Direto com Proprietário 6,8% Consórcios 1,7%   Desconto concedido Percentual Vendida no MESMO VALOR ANUNCIADO 60,5% Vendida com desconto de até 5%, ABAIXO do Anunciado 14,0% Vendida com desconto de 6 a 10%, ABAIXO do Anunciado 18,6% Vendida com desconto de 11 a 15%, ABAIXO do Anunciado 2,3% Vendida com desconto de 16 a 20%, ABAIXO do Anunciado 4,7% Vendida com desconto de 21 a 25%, ABAIXO do Anunciado 0,0% Vendida com desconto de 26 a 30%, ABAIXO do Anunciado 0,0% Vendida com desconto de 31 a 35%, ABAIXO do Anunciado 0,0% Vendida com desconto de 36 a 40%, ABAIXO do Anunciado 0,0% Vendida com desconto de 41 a 45%, ABAIXO do Anunciado 0,0% Vendida com desconto de 46 a 50%, ABAIXO do Anunciado 0,0% Vendida com desconto maior que 50%, ABAIXO do Anunciado 0,0%   Faixa de preço média Percentual Até R$25 mil 0,0% De R$ 25mil a R$50 mil 0,0% De R$ 51mil a R$100 mil 2,3% De R$ 101mil a R$150 mil 9,3% De R$ 151mil a R$200 mil 30,2% De R$ 201mil a R$250 mil 14,0% De R$ 251mil a R$300 mil 4,7% De R$ 301mil a R$350 mil 14,0% De R$ 351mil a R$400 mil 4,7% De R$ 401mil a R$450 mil 0,0% De R$ 451mil a R$500 mil 7,0% De R$ 501mil a R$600 mil 2,3% De R$ 601mil a R$700 mil 2,3% De R$ 701mil a R$800 mil 4,7% De R$ 801mil a R$900 mil 0,0% De R$ 901mil a R$1 milhão 0,0% De R$ 1milhão a R$1.2 mi 0,0% De R$ 1.3 mi a R$1.5 mi 0,0% De R$ 1.6 mi a R$ 2 mi 2,3% De R$ 2.1 mi a R$ 2.5 mi 0,0% De R$ 2.6 mi a R$ 3 mi 2,3% De R$ 3.1 mi a R$ 4 mi 0,0% De R$ 4.1 mi a R$ 5 mi 0,0% Acima de R$ 5 mi 0,0%   Locações

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Tarcísio de Freitas reúne empresários e representante dos EUA para tratar de tarifas

O Governo do Estado de São Paulo informou por meio de nota oficial que se reuniu nesta terça-feira (15) com o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, e empresários de setores estratégicos da economia paulista, como café, carne, citricultura, máquinas e equipamentos, sucroalcooleiro, energia, papel e celulose, aviação e transporte de cargas. Durante o encontro, o governador Tarcísio de Freitas destacou a importância do diálogo e da construção de caminhos para fortalecer as parcerias da indústria paulista com os Estados Unidos. Representantes do Estado e empresários apresentaram exemplos do potencial impacto das novas tarifas, inclusive nos preços de produtos americanos. Os empresários também manifestaram preocupação com os efeitos das medidas sobre os segmentos mais expostos às tarifas anunciadas pelo governo norte-americano. O governo estadual reforçou seu compromisso com produtores, empresários e o agronegócio paulista. “O Governo do Estado de São Paulo reforça o seu compromisso com o produtor, empresários e agronegócio paulista, e fará todo esforço necessário para garantir o melhor desfecho ao setor produtivo, bem como seus milhões de empregos gerados direta e indiretamente”, afirmou em nota.   Foto: Divulgação/ Governo de SP

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