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Casa da Arena do Torcedor, em Campinas, vira point para troca de figurinhas entre diferentes gerações

Loja na região da Lagoa do Taquaral tem lotado aos finais de semana reunindo moradores que estão na torcida pelo hexa do Brasil e tentam completar o álbum do Mundial

O clima de Copa na Lagoa do Taquaral, em Campinas, tem ido além da torcida de milhares de campineiros que se reúnem na Arena do Torcedor para assistir aos jogos do Brasil. A Praça Arautos da Paz virou point para a troca de figurinhas entre diferentes gerações e na região há inclusive uma loja que lota aos finais de semana com apaixonados pelos cromos.

O movimento na Lagoa do Taquaral tem aumentado gradativamente desde abril, quando o álbum chegou aos comércios. Além disso, o hobby que cria conexões e memórias entre familiares, amigos e até desconhecidos ganha força com o avanço da Seleção no Mundial.

Na segunda-feira, 29 de junho, cerca de 10 mil estiveram na Arena do Torcedor vibrando com os gols da vitória sobre o Japão. O Brasil enfrentará a Noruega ou a Costa do Marfim neste domingo, 5 de julho, pelas oitavas de final da competição.

Imagem mostra troca de figurinhas em loja na região da Lagoa do Taquaral, em Campinas

“Tio da Figurinha”

Conhecido como “Tio da Figurinha”, o comerciante Alexandre Spencer, de 55 anos, coleciona figurinhas desde a infância, incluindo os álbuns de todas as Copas anteriores, de 1970 a 2022. Ele ressaltou o crescimento de público na loja durante o Mundial.

“Nos finais de semana a loja fica cheia. Tivemos que reorganizar o espaço e ampliar o atendimento para receber os colecionadores. O mais interessante é ver famílias inteiras reunidas em torno do álbum”, contou. Segundo ele, nas últimas semanas as figurinhas mais procuradas são as “legends” (lendas), incluindo Messi, Cristiano Ronaldo e Mbappé.

O álbum da Copa tem 980 figurinhas. Cada envelope, com sete cromos, custa R$ 7. Com isso, a troca é a principal alternativa aos colecionadores que buscam agilidade e economia.

Foto mostra criança trocando figurinhas do Mundial

Boas lembranças

Os encontros reforçam uma tradição que atravessa décadas. O estudante Davi Kenzo Tamashiro Cézar, de 15 anos, frequenta a loja com os avós Antônio Carlos Oliveira Cézar e Sérgio Tamashiro. “Completar o álbum faz a gente participar da Copa de outra maneira. É uma oportunidade para conhecer pessoas e passar mais tempo com a família”, avaliou.

A troca presencial também segue sendo prioridade, apesar da existência de aplicativos que ajudam a identificar as figurinhas em falta e da possibilidade de compra on-line. Com isso, as conversas em torno das mesas montadas na Lagoa do Taquaral se tornaram parte da rotina.

O aposentado Carlos Alberto Menezes, de 68 anos, mantém o hábito desde a Copa de 1970. Neste ano, ele divide a experiência com o neto Lucas, de 9 anos. “Coleciono figurinhas desde criança. Hoje procuro as estampas do Vinícius Júnior e do Endrick com o meu neto. A troca ensina a negociar, aproxima as pessoas e cria boas lembranças”, falou.

Fotos: Divulgação/Prefeitura de Campinas

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