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Campinas reduz em 18% suas emissões de gases de efeito estufa em dois anos

O resultado foi puxado pela diminuição do uso de combustíveis fósseis, como diesel e querosene, e pelo aumento do consumo de etanol, combustível renovável

 A Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas (Seclimas) publicou nesta sexta-feira, 29 de agosto, no Portal do Clima (https://campinas.sp.gov.br/sites/portaldoclima/inicio) , a atualização do Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) do município. O estudo mostra que, em dois anos, Campinas reduziu suas emissões em cerca de 18%, caindo de 3,6 milhões de toneladas de carbono (tCO₂e) em 2021 para aproximadamente 3,0 milhões em 2023.

 Entre 2022 e 2023, a redução foi de 140 mil tCO₂e (4,5%). A medição segue o Protocolo Global para Inventários de Emissões de GEE na Escala da Comunidade (GPC), considerando os setores de Energia Estacionária, Transportes, Resíduos e Agricultura, Floresta e Uso do Solo (AFOLU).

Transporte lidera emissões

Responsável por 74% das emissões municipais em 2023, o setor de transportes apresentou redução de 65 mil tCO₂e (3%) em relação a 2022. O resultado foi puxado pela diminuição do uso de combustíveis fósseis, como diesel e querosene, e pelo aumento do consumo de etanol, combustível renovável.

O inventário mostra ainda que aviões abastecidos no Aeroporto Internacional de Viracopos respondem por cerca de 52% das emissões do setor.

Energia e uso do solo

O setor de Energia Estacionária, que envolve o consumo de energia elétrica e gás natural, foi o segundo maior responsável pelas emissões (14% em 2023). Ainda assim, registrou queda de 75 mil tCO₂e, equivalente a 16% em relação ao ano anterior.

O setor AFOLU respondeu por apenas 1% das emissões, mas registrou a maior queda percentual: 19% entre 2022 e 2023, graças à redução de aproximadamente 70% na supressão de vegetação.

Já o setor de Resíduos Sólidos e Efluentes foi o único a registrar aumento: cerca de 10 mil tCO₂e a mais em 2023, totalizando 320 mil. O crescimento da geração de lixo orgânico e de esgoto está entre os principais fatores.

Emissão per capita em queda

Em 2023, cada morador de Campinas foi responsável, em média, pela emissão de 2,55 tCO₂e por ano, contra 3,14 tCO₂e em 2021.

Para o secretário do Clima, Braz Adegas Júnior, os números melhoraram, mas o desafio climático segue enorme, e o inventário é fundamental para orientar ações de redução de emissões. “Campinas já vem realizando uma série de iniciativas para mitigar os GEE, como o plantio de microflorestas, ampliação do Plano Cicloviário, compostagem de resíduos, restauração florestal e substituição da iluminação pública por LED, entre outras ações, precisamos perseverar ”, destaca o secretário do Clima.

Plano Local de Ação Climática

Em 2024, a Prefeitura lançou o PLAC (Plano Local de Ação Climática), documento orientador e estratégico voltado à mitigação de emissões de gases de efeito estufa e aumento da resiliência da cidade frente aos impactos das mudanças climáticas. O PLAC contém, também, marcos de implementação para o início imediato de sua execução.

O documento prevê 20 ações e 96 subações para curto (2030), médio (2040) e longo prazo (2050), alinhando Campinas às práticas internacionais de combate às mudanças climáticas.

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