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UTI Adulto do Mário Gatti retoma funcionamento após reforma para conter surto de KPC

Unidade em Campinas passou por adequações estruturais e reforço sanitário após surto de bactéria resistente; ala volta a funcionar nesta segunda-feira (27)

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto do Hospital Municipal Mário Gatti, em Campinas (SP), voltará a operar normalmente a partir da próxima segunda-feira (27), após passar por uma reforma iniciada em março. A intervenção foi motivada por um surto de KPC, bactéria resistente a antibióticos, e teve como objetivo ampliar o controle epidemiológico e garantir mais segurança aos pacientes.

As obras foram concluídas na tarde de sexta-feira (24), e, antes da reabertura, o espaço ainda passará por três passos de limpeza terminal ao longo do fim de semana. A transferência dos pacientes que estavam em uma UTI provisória está prevista para a manhã de segunda-feira.

A reforma ocorreu em duas etapas. Na primeira, foram realizadas melhorias na infraestrutura elétrica, instalação de redes de gases medicinais, adequações em banheiros e aplicação de pintura hospitalar específica, além da instalação de sistemas de ventilação e itens de higiene.

Já a segunda fase envolveu mudanças estruturais mais complexas, como a demolição de divisórias para reorganização do espaço, criação de antecâmaras com controle de ar para reduzir o risco de infecção, restauração de áreas de armazenamento e ampliação do posto de enfermagem. Com isso, a equipe passa a ter melhor visibilidade dos leitos e mais agilidade no atendimento.

Segundo a prefeitura, as intervenções devem trazer benefícios diretos, como maior eficiência operacional, redução do risco de infecções hospitalares e melhoria na resposta das equipes de saúde.

Além da reforma, o hospital reforçou medidas de controle sanitário desde a identificação do surto, seguindo recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Entre as ações adotadas estão o isolamento de pacientes infectados, intensificação da higienização das mãos, uso rigoroso de equipamentos de proteção, monitoramento contínuo e restrição de circulação na unidade.

As medidas também incluem reforço na limpeza, uso racional de antibióticos e capacitação contínua das equipes, com o objetivo de evitar novos casos e garantir um ambiente mais seguro para pacientes e profissionais de saúde.

 

Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas

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