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Rede de influenciadores suspeita de divulgar cassinos ilegais é alvo de operação na região de Piracicaba

Investigação aponta promoção de plataformas de apostas on-line com exibição de ganhos fictícios para atrair seguidores; mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Cordeirópolis e Limeira

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Cordeirópolis auxiliou a Polícia Civil, nesta sexta-feira (13), numa ação para desarticular uma organização criminosa envolvida na exploração de jogos de azar on-line, estelionato e lavagem de capitais. Trata-se da operação “Tiger III”, do Setor de Combate à Corrupção, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD), da DEIC-9, de Piracicaba.

Durante a manhã, a GCM deu apoio na busca e apreensão em duas residências, em Cordeirópolis e em Limeira. As investigações identificaram uma rede estruturada de influenciadores digitais que utilizavam perfis com grande alcance em redes sociais para promover plataformas de cassinos virtuais não regulamentadas (como o “Jogo do Tigrinho”).

Segundo as informações da Polícia Civil, os investigados induziam seguidores ao erro ao exibir ganhos fictícios e ostentar valores em espécie, captando recursos por meio de links de afiliação. A estrutura apresentava clara divisão de tarefas, habitualidade e padronização de condutas ilícitas.

Além do apoio da GCM de Cordeirópolis, a operação mobilizou policiais civis do DEINTER-9, com equipes da DIG, DISE, DHPP e GOE, com apoio das Delegacias Seccionais de Americana, Limeira, Piracicaba e Rio Claro.

De acordo com os resultados parciais divulgados pela Polícia Civil, foram cumpridos mandados em 20 endereços nas cidades de Piracicaba, Capivari, São Pedro, Americana, Limeira e Cordeirópolis. Até o momento, foram apreendidos: sete veículos de passeio; duas motocicletas; diversos dispositivos eletrônicos, que passarão por perícia; joias e semijoias; e valores em espécie.

O material apreendido será analisado para identificar o fluxo financeiro da organização e os beneficiários finais da lavagem de dinheiro. O inquérito policial prossegue sob sigilo judicial.

 

Foto: Polícia Civil

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