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Câmara de Campinas debate Esclerose Múltipla, doença que registrou crescimento de mais de 100% na RMC

A Comissão Permanente de Política Social e Saúde da Câmara Municipal de Campinas, presidida pelo vereador Paulo Haddad (PSD), realiza nesta terça-feira (24), às 15 horas, a primeira reunião do ano. Com presença da médica neurologista Karoline Cohen, o foco do encontro será debater a Esclerose Múltipla, doença que vem crescendo na Região Metropolitana de Campinas. Segundo os dados mais recentes divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, as internações pela doença tiveram alta de 113,7% entre 2023 e 2024.

“Fevereiro é o Mês das Doenças Raras, que são chamadas assim por afetarem um número menor de pessoas que as enfermidades mais comuns, e a Esclerose Múltipla está entre elas. Afetar menos gente, porém, não torna estas doenças desprezíveis. Pelo contrário, muita gente sofre com elas e muitas vezes não sabe o que está ocorrendo ou deixa de ter a atenção devida em decorrência destas doenças serem menos publicizadas”, diz Haddad, que também é médico e dentista.

Durante todo o ano de 2024, foram registradas 24 internações por Esclerose Múltipla no Departamento Regional de Saúde (DRS) de Campinas, que atende 42 cidades do interior paulista. Em 2023, o número era muito menor: 58 internações. Os atendimentos ambulatoriais também aumentaram de acordo com os dados do Estado: em 2024, foram 1.600 atendimentos contra 1.449 registrados na RMC em 2023.

No Brasil, estima-se que cerca de 40 mil pessoas convivam com a esclerose múltipla, sendo a região Sudeste – liderada pelo estado de São Paulo – a que tem maior de incidência do país, com 2,7 pacientes para cada 100 mil habitantes. Por outro lado, novidades positivas vêm surgindo na área. Recentemente um estudo coordenado pela Fiocruz mostrou que é possível prever se uma pessoa com esclerose múltipla responderá bem ao medicamento ‘natalizumabe’ — um dos tratamentos mais comuns contra a doença — antes mesmo do início da terapia.

Para isso, os cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desenvolveram um teste simples, feito em laboratório com uma amostra de sangue, que analisa a reação de células de defesa do paciente quando expostas ao medicamento. O método já funciona integralmente no laboratório e a expectativa é de que possa ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) até 2035.

Mais sobre a reunião

Karoline Cohen, médica convidada para falar sobre a Esclerose Múltipla na reunião desta terça-feira (24), é Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia com fellowship em neuroimunologia pela Unicamp – na qual presentemente atua como preceptora.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central e pode causar fadiga, alterações motoras e cognitivas, perda de visão e outros sintomas neurológicos. A condição não tem cura, mas tem tratamento, e o avanço de terapias imunológicas vem permitindo controlar surtos e retardar a progressão da enfermidade.

 

Foto: Câmara Municipal de Campinas

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