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Dia: 2 de setembro de 2025

Veja como os times do Brasileirão podem usar a pausa para a Data Fifa a seu favor

Período de paralisação pode se transformar em trunfo para quem briga no topo da tabela O Campeonato Brasileiro faz uma pausa no início de setembro por conta da Data Fifa. Entre os 20 clubes da Série A, apenas o Bahia entra em campo nesse período, já que disputa as finais da Copa do Nordeste contra o Confiança. Para os demais, o intervalo representa a chance de recuperação física, ajustes técnicos e fortalecimento da preparação para a reta decisiva da temporada. A disputa pelo título segue aberta. Após a 22ª rodada, o Flamengo lidera a tabela com 47 pontos e tem 47,6% de chances de ser campeão, segundo o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O Palmeiras aparece em segundo, com 43 pontos, um jogo a menos e 29% de probabilidade. O Cruzeiro, vice-líder com 44 pontos, soma 16% de chances. Outros clubes ainda alimentam esperanças, embora em menor escala. O Bahia tem 3,1%, o Mirassol 2,1% e o Botafogo 1,8%. Os números indicam que o campeonato está longe de ser definido e que qualquer queda de rendimento após a pausa pode custar caro. O período de paralisação, no entanto, pode se transformar em trunfo. As equipes ganham tempo para revisar desempenhos recentes, recuperar atletas desgastados e reorganizar o elenco. Além do aspecto físico, a pausa também serve para reforçar a concentração e a mentalidade competitiva, elementos decisivos para manter o ritmo alto na sequência da competição. A Data Fifa, portanto, não significa apenas um hiato no calendário. Para quem briga pelo título ou por vaga em torneios continentais, pode ser o ponto de virada que definirá quais clubes chegarão mais fortes à reta final da temporada. A 23ª rodada do Brasileirão começa no dia 13 de setembro, com Fortaleza e Vitória abrindo a rodada. Neste meio tempo, a seleção brasileira jogará duas partidas pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. O primeiro confronto será nesta quinta-feira (5) contra o Chile, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã. O segundo compromisso será diante da Bolívia, na altitude de La Paz, na próxima terça-feira (9), às 20h30. Perguntas e Respostas Qual é o motivo da pausa no Campeonato Brasileiro? A pausa no Campeonato Brasileiro ocorre no início de setembro devido à Data Fifa. Durante esse período, apenas o Bahia entra em campo, pois está disputando as finais da Copa do Nordeste contra o Confiança. Como os clubes podem se beneficiar dessa pausa? Os clubes podem usar a pausa para recuperação física, ajustes técnicos e fortalecimento da preparação para a reta final da temporada. Esse intervalo permite que as equipes revisem desempenhos recentes, recuperem atletas desgastados e reorganizem seus elencos. Qual é a situação atual da disputa pelo título do Campeonato Brasileiro? Após a 22ª rodada, o Flamengo lidera a tabela com 47 pontos e 47,6% de chances de ser campeão, segundo o Departamento de Matemática da UFMG. O Palmeiras está em segundo lugar com 43 pontos e 29% de probabilidade, enquanto o Cruzeiro, vice-líder com 44 pontos, tem 16% de chances. Outros clubes, como Bahia, Mirassol e Botafogo, ainda têm pequenas esperanças de título. O que a pausa representa para os clubes que brigam por títulos? A pausa não é apenas um hiato no calendário, mas pode ser um ponto de virada para os clubes que disputam o título ou vagas em torneios continentais. A maneira como as equipes utilizam esse tempo pode definir quais chegarão mais fortes à reta final da temporada.   Fonte: R7 Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

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CPMI aprova pedido de prisão preventiva de ‘careca do INSS’ e de ex-presidente do instituto

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) aprovou, nesta segunda-feira (1°), o pedido de prisão preventiva de 21 pessoas envolvidas no inquérito sobre as fraudes no instituto. O pedido, de autoria do relator, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), vai ser endereçado ao ministro relator do caso no STF, André Mendonça. Cabe ao magistrado decidir pela aplicação da detenção, ou não. “Verificou-se que, mesmo diante da presença de veementes indícios de materialidade e de autoria de infrações penais que vitimaram milhões de aposentados e pensionistas, até o momento nenhum investigado se encontra submetido a prisão cautelar”, alegou o relator no pedido. “Diante dos evidentes riscos à ordem pública, à conveniência da instrução criminal e à garantia de aplicação da lei penal, representamos pela prisão preventiva dos investigados acima consignados”, prosseguiu. Entre os citados, está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, e Marcio Alaor de Araújo, conhecido como “papa consignado” e citado na oitiva do advogado Eli Cohen, durante a sessão de hoje. Conforme o depoente, Araújo seria operador de consignados junto a instituições financeiras. O “careca do INSS” também seria operador financeiro do esquema. Já Stefanutto foi afastado em abril deste ano pela Justiça após a Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União) realizarem uma operação conjunta contra fraudes no INSS. Ele foi indicado pelo então ministro do INSS Carlos Lupi, demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eis a lista dos citados que tiveram a prisão preventiva solicitada: 1. ANDRE PAULO FELIX FIDELIS, suspeito de intermediar fraudes junto ao INSS; 2. ERIC DOUGLAS MARTINS FIDELIS, filho do ex-diretor do INSS André Paulo, exonerado, que teria atuado nas fraudes; 3. CECILIA RODRIGUES MOTA, seria beneficiada pelos montantes obtidos por descontos ilegais; 4. VIRGILIO ANTONIO RIBEIRO DE OLIVEIRA FILHO, seria o responsável por encontrar pessoas com interesse em vantagens indevidas no esquema; 5. THAISA HOFFMANN JONASSON, suspeita de obter vantagens no esquema 6. MARIA PAULA XAVIER DA FONSECA OLIVEIRA, citada na investigação sobre pagamentos indevidos da Previdência; 7. ALEXANDRE GUIMARAES, seria um articulador e orientador das fraudes em benefícios 8. ANTONIO CARLOS CAMILO ANTUNES, estaria atuando em processos administrativos fraudulentos 9. RUBENS OLIVEIRA COSTA, seria favorecido no esquema de pensões ou de auxílios ilegais; 10. ROMEU CARVALHO ANTUNES, seria vinculado a concessão de benefícios ilegais; 11. DOMINGOS SAVIO DE CASTRO, teria se beneficiado de aposentadorias de forma ilegal; 12. MILTON SALVADOR DE ALMEIDA JUNIOR, estaria envolvido com fraudes em documentos 13. ADELINON RODRIGUES JUNIOR, citado nas investigações sobre suposto recebimento de valores do INSS 14. ALESSANDRO ANTONIO STEFANUTTO, ex-presidente do INSS, citado em inquérito sobre concessões simuladas de benefícios. 15. GEOVANI BATISTA SPIECKER, estaria ligado a processos administrativos suspeitos 16. REINALDO CARLOS BARROSO DE ALMEIDA, suposto intermediário nas fraudes; 17. VANDERLEI BARBOSA DOS SANTOS, suposto beneficiário de pagamentos irregulares; 18. JUCIMAR FONSECA DA SILVA, suspeito de participar do esquema 19. PHILIPE ROTERS COUTINHO, teria obtido vantagens indevidas 20. MAURICIO CAMISOTTI, citado como beneficiário do esquema; 21. MARCIO ALAOR DE ARAUJO, seria um dos articuladores do esquema. Perguntas e Respostas O que foi aprovado pela CPMI do INSS? A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS aprovou o pedido de prisão preventiva de 21 pessoas envolvidas em fraudes no instituto. Quem é o autor do pedido de prisão? O pedido é de autoria do relator, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), e será enviado ao ministro relator do caso no STF, André Mendonça, que decidirá sobre a aplicação da detenção. Quais são os principais argumentos apresentados pelo relator? O relator argumentou que existem indícios de infrações penais que afetaram milhões de aposentados e pensionistas, e que até o momento nenhum investigado estava sob prisão cautelar. Ele destacou os riscos à ordem pública e à instrução criminal, justificando a necessidade da prisão preventiva. Quem são alguns dos citados no pedido de prisão? Entre os citados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, e Marcio Alaor de Araújo, conhecido como “papa consignado”. Qual é a relação de Marcio Alaor de Araújo com as fraudes? Marcio Alaor de Araújo é mencionado como operador de consignados junto a instituições financeiras e também como um dos operadores financeiros do esquema. O que aconteceu com Alessandro Stefanutto? Alessandro Stefanutto foi afastado em abril deste ano pela Justiça após uma operação conjunta da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União) contra fraudes no INSS. Quem são os outros investigados mencionados na lista de prisão preventiva? A lista inclui 21 nomes, entre eles: Andre Paulo Felix Fidelis, Eric Douglas Martins Fidelis, Cecilia Rodrigues Mota, Virgilio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho, Thaisa Hoffmann Jonasson, Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira, Alexandre Guimarães, Antonio Carlos Camilo Antunes, Rubens Oliveira Costa, Romeu Carvalho Antunes, Domingos Savio de Castro, Milton Salvador de Almeida Junior, Adelinon Rodrigues Junior, Alessandro Antonio Stefanutto, Geovani Batista Spiecker, Reinaldo Carlos Barroso de Almeida, Vanderlei Barbosa dos Santos, Jucimar Fonseca da Silva, Philipe Roters Coutinho, Mauricio Camisotti e Marcio Alaor de Araújo.   Fonte: R7 Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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Alckmin: Lei da reciprocidade será aplicada no devido tempo, mas ideia é negociar

O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, afirmou, nesta segunda-feira (1), que “vai ter espaço” para se buscar entendimento com os Estados Unidos. Ele indicou que, antes da aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, em resposta ao tarifaço aplicado pelo governo americano a produtos brasileiros, o governo brasileiro aposta em uma negociação com os EUA. “A Lei da reciprocidade, uma belíssima lei, será aplicada no seu devido tempo, mas o que nós queremos é resolver através da negociação”, disse Alckmin. Na última quinta-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o Itamaraty a acionar a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para iniciar consultas, investigações e medidas com vistas à aplicação de medidas de reciprocidade contra os EUA. Alckmin anunciou que será publicada nesta terça-feira (2) a portaria com a suspensão do pagamento de tributos previstos no regime de drawback. “As empresas vão ter um ano sem precisar pagar o imposto nem precisar pagar a multa. E podem exportar tanto para os Estados Unidos quanto para outros países. Esse era o pleito do setor produtivo, que amanhã estará resolvido com a publicação do drawback”. Alckmin afirmou que o Brasil busca aproximações tanto com os Estados Unidos quanto com a China, mesmo no cenário de tarifaço americano. Após ser questionado sobre a aproximação com o país asiático, Alckmin disse que o Brasil “não tem litígio com ninguém”, apenas faz a defesa de sua soberania. “A tarefa é nos aproximarmos dos dois, não é incompatível. A China é o maior comprador do Brasil, é o maior parceiro comercial. Os Estados Unidos são o maior investidor no Brasil. O que nós queremos é um ótimo relacionamento com a China”, afirmou listando alguns investimentos recentes dos chineses no País. Sobre os EUA, ele citou as mais de 3.500 empresas americanas presentes no Brasil. E sintetizou: “Nós queremos é fortalecer essa complementaridade econômica”. Viagem ao México Sobre a viagem feita ao México, na semana passada, o vice-presidente fez um balanço positivo da missão do governo brasileiro, sustentando que há afinidade entre os dois países, por serem as maiores economias da América Latina e as duas maiores democracias da região. “Eu diria que foi uma viagem muito proveitosa, com bons resultados para o agro, bons resultados para serviços e investimentos”, defendeu. “Tem muito espaço para complementaridade econômica.” Big techs O vice-presidente também comentou sobre a reunião recente que teve com representantes das big techs e disse que o mundo inteiro discute a regulação das empresas de tecnologia. “Esse é um tema que o mundo está discutindo, estão sendo estabelecidas regras mínimas para ter cuidado com o conjunto da sociedade”, pontuou. Perguntas e Respostas Qual é a posição de Geraldo Alckmin sobre a Lei da Reciprocidade Econômica? Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro da Indústria, afirmou que a Lei da Reciprocidade Econômica será aplicada no devido tempo, mas que o governo brasileiro prefere buscar um entendimento através da negociação com os Estados Unidos antes de sua aplicação. O que foi autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação aos EUA? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o Itamaraty a acionar a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para iniciar consultas e investigações com vistas à aplicação de medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos. Quais são as novidades sobre a portaria de suspensão de tributos? Alckmin anunciou que será publicada uma portaria que suspende o pagamento de tributos previstos no regime de drawback, permitindo que as empresas exportem sem pagar impostos ou multas por um ano. Como o Brasil está se aproximando dos Estados Unidos e da China? Alckmin destacou que o Brasil busca aproximações com os Estados Unidos e com a China, ressaltando que não há litígios com nenhum dos países e que o Brasil defende sua soberania. Ele mencionou a importância da China como maior comprador do Brasil e dos Estados Unidos como o maior investidor no país. Qual foi a avaliação de Alckmin sobre a viagem ao México? Alckmin fez um balanço positivo da viagem ao México, afirmando que houve afinidade entre os dois países, que são as maiores economias da América Latina e as duas maiores democracias da região. Ele destacou resultados positivos para o agronegócio, serviços e investimentos. O que Alckmin comentou sobre a regulação das big techs? Alckmin comentou que o mundo está discutindo a regulação das empresas de tecnologia e que estão sendo estabelecidas regras mínimas para proteger a sociedade.   Fonte: R7 Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Bolsonaro e sete réus começam a ser julgados hoje no STF por trama golpista

Ex-presidente pode ser condenado a 43 anos de prisão pelo Supremo A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar nesta terça-feira (2) o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O grupo é tido como o núcleo crucial da investigação. Segundo a acusação da PGR (Procuradoria-Geral da República), eles planejaram, coordenaram e deram incentivo político aos atos que buscavam impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva e manter Bolsonaro no poder. Nesta fase do processo, os cinco ministros da Primeira Turma analisam o mérito da questão, ou seja, se os réus devem ou não ser condenados e, em caso afirmativo, qual pena deve ser aplicada. Serão julgados pelo STF os seguintes réus: Segundo a denúncia da PGR, esse grupo “desenvolveu e implementou plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas, para prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022 e minar o livre exercício dos demais poderes constitucionais, especialmente do Poder Judiciário”. Os crimes atribuídos a Bolsonaro e a seus aliados são: A maior parte do grupo responde aos cinco crimes. Se forem condenados, podem pegar até 43 anos de prisão. Para que um réu receba a pena máxima, é necessário que os ministros entendam que ele participou de todas as condutas criminosas imputadas. Dessa forma, os réus podem ter uma pena menor a depender do julgamento sobre a participação individual de cada réu e da forma de cumulação das penas. No caso do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), porém, a lista é menor. Por decisão do STF, atendendo a um pedido da Câmara dos Deputados, dois crimes foram retirados da análise. Ramagem responde somente por organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Dinâmica do julgamento O julgamento será na Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, com relatoria de Alexandre de Moraes. As sessões começam nesta terça, mas o colegiado também reservou os dias 3, 9, 10 e 12 de setembro para julgar o caso. Também fazem parte da Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. O julgamento terá início com a leitura do relatório por Moraes. Em seguida, cada advogado dos oito réus terá uma hora de sustentação oral, enquanto a PGR terá duas horas para apresentar seus argumentos. Ministros do STF que vão julgar Bolsonaro – Arte/R7 A expectativa é de que Moraes não vote imediatamente. O ministro deve ler o voto somente a partir do dia 9 de setembro. Antes de deliberar sobre o mérito, os ministros analisarão questões processuais preliminares, como alegações de incompetência ou suspeição. Só após a decisão sobre essas questões é que o colegiado entrará no mérito da ação, que definirá se os réus serão condenados ou absolvidos. Durante o julgamento, os ministros da Primeira Turma votarão individualmente, e a decisão final será tomada por maioria. Mesmo após a votação, ainda será possível apresentar recursos ao próprio STF, garantindo o direito de ampla defesa dos réus. Bolsonaro seria o líder da organização A acusação sustenta que a organização, supostamente liderada por Bolsonaro, “aceitou, estimulou e realizou” um atentado contra o Estado Democrático de Direito. O ex-presidente teria utilizado o controle da máquina pública para fomentar a radicalização e a ruptura democrática. Segundo a PGR, Bolsonaro “figura como líder da organização criminosa por ser o principal articulador, maior beneficiário e autor dos mais graves atos executórios voltados à ruptura do Estado democrático de Direito”. A instituição alega que Bolsonaro já vinha incitando desconfiança nas instituições em suas falas e ações desde 2021. O órgão sustenta que havia uma estratégia para deslegitimar o processo eleitoral e enfraquecer a democracia, articulada com a manipulação das redes sociais e a disseminação de notícias falsas. Ao se recusar a reconhecer a derrota eleitoral, segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Bolsonaro quis manter o eleitorado em estado de mobilização contínua. “No interrogatório, Jair Messias Bolsonaro tentou se eximir de responsabilidade, culpando os indivíduos que chegaram a Brasília momentos antes do ataque de 8.1.2023, e chamando seus adeptos mais fanáticos de ‘malucos’. Sua defesa, no entanto, falha em desconstituir a evidência de que a violência e os atos de depredação eram frutos de uma estratégia sistemática, sustentada por um discurso contínuo de contestação à vitória eleitoral e de incentivo à ruptura institucional.” Segundo Gonet, o golpe não se consumou porque não obteve a adesão dos comandos do Exército e da Aeronáutica. Réus não devem acompanhar julgamento presencialmente Segundo apuração da reportagem, boa parte dos réus não deve comparecer ao STF neste primeiro dia de julgamento. Os advogados de Almir Garnier, Anderson Torres e Augusto Heleno informaram que eles devem acompanhar o julgamento à distância. O R7 pediu um posicionamento à defesa dos demais réus, mas não teve resposta até a publicação da reportagem. Prisão domiciliar de Bolsonaro Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, determinada por Moraes. A medida foi decretada após o descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF. A decisão foi tomada ao longo da investigação sobre a atuação no exterior de um dos filhos do ex-presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, para tentar impor sanções contra integrantes do STF, da PGR e da Polícia Federal. Bolsonaro também foi um dos alvos da investigação. Ele teria ajudado Eduardo a, segundo a PF, atrapalhar o andamento da ação penal do golpe. Por causa disso, Bolsonaro e Eduardo foram indiciados pela corporação. No relatório final da investigação, a PF informou ver indícios dos crimes de coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A prisão domiciliar foi aplicada após Bolsonaro violar restrições que já estavam em vigor, como a proibição de usar redes sociais, mesmo que indiretamente. Em agosto, ele participou, via chamada de vídeo, de manifestações criticando o Poder Judiciário. Para Moraes, a atitude configurou a continuação de práticas ilícitas e deixou claro que o ex-presidente tentava manter a mobilização de apoiadores contra o Supremo. Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica e restrição de deslocamentos. Perguntas e Respostas Qual é o assunto

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Van escolar pega fogo após pane mecânica em Limeira

Para evitar um acidente mais grave, ele encostou o veículo na guia da calçada Uma van escolar pegou fogo na noite desta segunda-feira (1º), na rua Rev. Alva Hardi, em Limeira (SP). O motorista, relatou que trafegava sentido avenida Lauro Corrêa da Silva quando ouviu um barulho no motor e percebeu que os freios não estavam funcionando. Para evitar um acidente mais grave, ele encostou o veículo na guia da calçada e, temendo pela segurança das crianças transportadas, decidiu colidir contra uma árvore. Em seguida, retirou os alunos, que não sofreram ferimentos. O transporte foi concluído em outra van. O incêndio consumiu totalmente o veículo, danificando ainda um hidrante e o portão de uma residência. O Corpo de Bombeiros controlou as chamas, sob comando do sargento Germano e do soldado Andrade. O trânsito foi organizado pela Polícia Militar e pela Guarda Civil Municipal (GCM). A perícia foi realizada no local pelas equipes. Segundo a ocorrência, a documentação do veículo estava regularizada e foi liberada ao proprietário.

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