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Dia: 18 de fevereiro de 2025

Após conversa com Trump e Zelensky, Macron fala em paz sólida e duradoura na Ucrânia

Presidente francês defendeu fim da agressão russa e a implementação de garantias de segurança para os ucranianos O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira (17) que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, sobre os desdobramentos do conflito entre Ucrânia e Rússia. Em uma declaração publicada na rede social X, Macron defendeu que qualquer solução para o conflito na Ucrânia deve garantir uma paz sólida e duradoura, o que, segundo ele, só será possível com o fim da agressão russa e a implementação de garantias de segurança firmes e críveis para os ucranianos. Macron afirmou ainda que os países europeus “querem acelerar a implementação da sua própria agenda de soberania, segurança e competitividade”, além de estar “convencido de que os europeus terão de investir melhor, mais e em conjunto na sua segurança e defesa, hoje e amanhã”. O presidente francês também alertou que, sem esses elementos, há o risco de que um eventual cessar-fogo tenha o mesmo destino dos acordos de Minsk. Os Acordos de Minsk foram tratados assinados em 2014 e 2015 para tentar encerrar o conflito entre a Ucrânia e separatistas pró-Rússia no leste do país. Os termos previam cessar-fogo, retirada de armamentos e maior autonomia para as regiões de Donetsk e Luhansk. No entanto, as violações constantes e a falta de implementação plena dos termos levaram ao fracasso das negociações, culminando na invasão russa em 2022. A declaração veio após uma reunião de líderes europeus em Paris, na qual foram discutidas formas de fortalecer a defesa do continente diante da escalada das tensões. Durante o encontro, países em situação mais vulnerável pressionaram por um aumento nos investimentos em segurança. A cúpula foi convocada por Macron em resposta às negociações bilaterais de paz organizadas por Trump com a Rússia, que excluíram tanto os aliados europeus quanto a própria Ucrânia. Fonte: R7 Foto: Reprodução/Record

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Bolsonaro se reúne com senadores para tratar sobre anistia a condenados pelo 8/1

Almoço com PL, PP, Novo e Republicanos servirá para discutir as pautas prioritárias do grupo   O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participará nesta terça-feira (18) de um almoço com um grupo de 15 senadores dos partidos PL, PP, Novo e Republicanos. O encontro, marcado para as 12h30 no Senado, vai marcar o início do ano legislativo do bloco, que usará o almoço para discutir as pautas prioritárias com o ex-presidente. Segundo apurou o R7, um dos temas a ser abordado na reunião é o projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas que aconteceram em Brasília em 8 de janeiro de 2023. Apesar de tramitar em uma comissão especial da Câmara dos Deputados, os senadores têm interesse no tema e aguardam uma rápida aprovação da proposta na Câmara para que o Senado consiga analisar o texto ainda este ano. Além da anistia, Bolsonaro e os parlamentares devem conversar sobre a conjuntura nacional e demais pautas que considerem importantes. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse ao R7 que “não há pauta fechada”. A ida do ex-presidente ao Senado ocorre em meio à queda de popularidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, acontece em meio à possível denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da União) contra o ex-presidente pela participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A reunião com os senadores acontece cerca de um mês antes das manifestações convocadas em todo o país em prol da anistia e contra Lula, previstas para acontecer em 16 de março. A presença de Bolsonaro no Senado pode pressionar os senadores aliados a irem à manifestação. O ex-presidente já confirmou que estará no ato que vai acontecer no Rio de Janeiro. PL da Anistia A proposta de anistia aos presos pelo 8 de Janeiro pode ter uma versão mais “branda” a fim de ganhar celeridade e votos na Câmara dos Deputados. Deputados de oposição avaliam uma anistia parcial aos condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Na avaliação dos parlamentares, isso tornaria o texto menos radical. Ao todo, os condenados pelo 8 de Janeiro foram enquadrados em cinco crimes: tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público. Conforme o STF, a maioria dos condenados teve as ações classificadas como graves. As penas para esses réus variam de três anos a 17 anos e seis meses de prisão. A anistia estudada, em vez de total, perdoaria os crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e associação criminosa. A oposição acredita que tais condenações são injustas, pois considera que os atos não foram uma tentativa de golpe de Estado. Assim, as penas poderiam ser reduzidas e enquadradas apenas em dano qualificado e deterioração de patrimônio. Os condenados pelos atos extremistas então poderiam cumprir as penas em regime semiaberto. Até o momento, o projeto não tem votos suficientes para ser aprovado em plenário. A oposição, contudo, deseja levar a matéria para a análise de todos os deputados assim que angariar apoios suficientes. O grupo considera que partidos como PP, União Brasil, Republicanos e PSD devem aderir ao PL da Anistia em breve. O relator da proposta deve continuar sendo o deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE), o que para a oposição indica que o apoio do União à proposta estaria “garantido”. Em 2024, Valadares foi designado como relator do projeto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, mas antes que o texto pudesse ser votado no colegiado, o então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), retirou a matéria da comissão e criou uma comissão especial para analisar o mérito. Fonte: R7 Foto: MATEUS BONOMI/AGIF

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