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Dia: 2 de janeiro de 2025

Passa a valer nova regra que muda crédito para aposentados com juros mais baixos

Novos segurados do INSS já podem pedir empréstimo com desconto em folha sem precisar esperar 90 dias após a liberação do benefício   Uma nova regra para a concessão de crédito consignado — com desconto em folha e juros mais baixos — para aposentados e pensionistas entrou em vigor nesta quinta-feira (2). A partir de agora, quem começar a receber o benefício do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) poderá pegar empréstimos imediatamente, sem ter que esperar 90 dias, como ocorria antes. O crédito só poderá ser solicitado no banco em que o benefício é pago. Para as demais instituições, que não fazem o pagamento da folha, a oferta poderá ser feita somente a partir do 91º dia da concessão do benefício. Consignado para aposentados O consignado é oferecido a quem tem aposentadoria ou pensão creditada em conta-corrente. Pelo fato de o valor ser descontado diretamente na folha de pagamento, trata-se de uma opção de empréstimo fácil e com juro baixo. Segundo o INSS, a medida não altera os consignados já existentes e não antecipa a portabilidade de crédito para todos os segurados. Ou seja, os novos beneficiários somente poderão fazer portabilidade do crédito consignado e do cartão para outros bancos a partir do 91º dia da concessão da aposentadoria ou pensão. Pelas regras atuais, o segurado do INSS pode comprometer até 45% do benefício com o empréstimo. Desse total, 35% são para empréstimo pessoal, 5% para cartão de crédito e 5% para cartão de benefício. O desbloqueio pode ser realizado por meio da central telefônica 135 ou pelo aplicativo e site Meu INSS. Segundo o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, a medida aumenta a proteção de aposentados e pensionistas contra o assédio dos bancos para a realização de empréstimos consignados. “Ninguém perde com esse novo formato. Os bancos porque poderão ofertar seu serviço e os segurados porque poderão escolher o juro mais em conta, caso precisem pegar empréstimo”, explicou. Cuidados com empréstimos • Não realize nenhum tipo de adiantamento nem pagamento para obter o empréstimo. • Pesquise e compare as taxas de juros e as condições oferecidas por outras instituições. Em especial, repare no custo efetivo total (CET), que resume, em um único indicador, o preço da operação. • Verifique se a instituição financeira está autorizada pelo Banco Central a funcionar e se está conveniada com sua fonte pagadora; por exemplo, no caso dos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS, se a instituição está conveniada com o INSS. • Nunca assine um contrato nem uma proposta de contrato em branco. • Não aceite a intermediação de pessoas com promessas de acelerar o crédito. • Não forneça o cartão magnético nem a senha do banco a terceiros. • Lembre-se de que esse tipo de operação representa dívidas que poderão afetar a administração da renda pessoal e familiar futura, em razão do comprometimento mensal dos benefícios com o pagamento do empréstimo. • Caso haja interesse em realizar a portabilidade do contrato, será importante ler atentamente as informações sobre portabilidade de crédito.

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Conta de luz mais barata: janeiro de 2025 terá desconto de até R$ 49 e bandeira tarifária verde

Previsão para o mês leva em conta aumento na produção energética e previsão de desconto por lucro da Itaipu   O ano de 2025 começou com a conta de luz mais barata. Mais de 78 milhões de consumidores receberão um desconto na tarifa de janeiro pelo “bônus Itaipu”, que vai diminuir valores com base na quantidade de energia consumida em cada residência em 2023. O alívio na conta pode chegar a quase R$ 49. Os consumidores receberão desconto pelos meses que consumiram até 350 quilowatts-hora (kWh). Serão beneficiados clientes das áreas urbana e rural. Segundo a Itaipu, o alívio na conta de luz será de R$ 16,66 em média, visto que o consumo médio mensal de energia nas casas do país é de 120 kWh. A tarifa-bônus de Itaipu referente a 2023 foi aprovada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) com o valor de R$ 0,011648844 por kWh. “Para que o consumidor entenda quanto vai receber, deve multiplicar o valor da Tarifa-Bônus pelo quantitativo em kWh informado na fatura de energia em cada mês de 2023 em que o consumo tenha sido inferior a 350 kWh — o valor do bônus para o consumidor será a soma desses resultados mensais”, explicou a Aneel. Além disso, a Aneel confirmou que o mês de janeiro será medido pela bandeira tarifária verde, o que retira cobranças adicionais da conta de luz. A medida valeu para a conta de dezembro e foi renovada pelo aumento na produção de energia. Segundo a Aneel, houve equilíbrio de contas por geração em usinas hidrelétricas, energia solar e eólica. O aumento de chuvas também foi apontado como fator para a bandeira tarifária. Os benefícios vão funcionar simultaneamente no fechamento das cobranças deste mês. De onde vem o bônus de Itaipu O bônus de Itaipu é um valor referente ao bônus de comercialização da parte brasileira da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional. Para abater a conta de luz dos brasileiros, serão usados R$ 1,3 bilhão desse bônus. Esse valor é formado por: R$ 399 milhões de saldo positivo da conta em 2023; R$ 842 milhões de devolução das distribuidoras em 2023 – provenientes de apoio tarifário concedido em 2020 e 2021; R$ 65 milhões de rendimentos de aplicações bancárias até 30/09/2024; Retirada de R$ 610 mil para repasse à Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), referentes a um ajuste no bônus de Itaipu em 2019. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Vereadores, vice e prefeito eleitos são empossados em Limeira e Câmara tem nova Mesa Diretora para biênio 2025-2026

Portal Veloz teve sua estreia no evento e fez a cobertura ao vivo   Na tarde desta quarta-feira (1°), os novos vereadores, vice-prefeito e prefeito de Limeira foram empossados para a legislatura 2025-2028 em uma solenidade que foi aberta ao público no salão social do Nosso Clube. Com a presença de autoridades, familiares, amigos e apoiadores, a vereadora mais votada nas eleições de 2024, Tatiane Lopes (Avante), presidiu a cerimônia e Everton Ferreira (PSD) foi o secretário. Depois da execução do hino nacional e do seguimento dos protocolos oficiais de posse, todos os vereadores deram suas considerações, assim como o prefeito Murilo Félix (Podemos) e seu vice, Fabiano D’Andréa (Podemos). Em seu discurso, Murilo reafirmou o compromisso de reduzir gastos e cortar cargos de confiança da prefeitura. “Vamos transformar Limeira”, disse Murilo. Fabiano enfatizou o trabalho da nova gestão. “Estamos aqui para assegurar o progresso contínuo de Limeira. Nossa prioridade será sempre o bem-estar da população, e a integração entre as secretarias será fundamental para atingir nossas metas”, disse. Após a solenidade, o prefeito e seu vice seguiram para o Edifício Prada, sede do Paço Municipal, onde foi assinada a Ata de Transmissão de Cargo, oficializando a passagem da gestão. Na ocasião, também foi realizada a nomeação da equipe de governo. Confira os nomes dos secretários: Secretária Chefe de Gabinete: Vilma Daniela Lopes Secretário de Comunicação Social: Bruno Henrique dos Santos Cunha Secretária de Meio Ambiente e Agricultura: Antonieta Polatto Secretário de Fazenda: Valmir Barreira Secretário de Cultura: Silvio Marcelo Francisco Britto Secretária de Urbanismo: Ana Cristina Ferreira Machado Secretário de Obras e Serviços Públicos e de Mobilidade Urbana: Celso Gonçalves Secretária de Administração: Claudete Florêncio Presidente do Ceprosom: Dimas Francisco Peruzza Secretário de Segurança Pública e Defesa Civil: Siddharta Carneiro Leão Secretário de Esporte e Lazer: Julio Cesar Florindo Secretário de Educação: Antônio Montesano Neto Secretário de Desenvolvimento, Turismo e Inovação: Domingos Furgione Secretário de Assuntos Jurídicos: Fábio Mariano Secretária de Habitação: Constância Félix Confira quem são os vereadores empossados para a 46ª legislatura: Carlinhos do Grotta (PL) Costa Júnior (PODE) Dr. Anderson Pereira (PSD) Dr. Marcelo Rossi (MDB) Elias Barbosa (PRTB) Estevão Nogueira (Avante) Everton Ferreira (PSD) Felipe Penedo (PL) Guilherme Guido (PL) Helder do Taxi (PSD) Isabelly Carvalho (PT) João Antunes Bano (SD) Lemão da Jeová Rafá (PRTB) Lucineis Aparecida Bogo (PL) Mara Isa Mattos Silveira (PL) Márcio do Estacionamento (DC) Mariana Silva Calsa (MDB) Nilton Santos (REP) Tatiane Lopes (Avante) Waguinho da Santa Luzia (PP) Zé da Farmácia (SD) É possível ter acesso à biografia resumida de cada um neste link da Câmara Municipal de Limeira. Segundo informações da Câmara, a abertura dos trabalhos legislativos ocorre no dia 2 de fevereiro, com a retomada das sessões camarárias, reuniões das comissões e demais atividades legislativas, ao fim do recesso parlamentar. Regimentalmente, esse recesso ocorre todo ano em dois períodos, entre 23 de dezembro e 1º de fevereiro e entre 18 e 31 de julho. Durante esses intervalos, ficam suspensas as atividades legislativas, como reuniões das comissões, sessões ordinárias e solenes, além da tramitação de projetos, requerimentos e moções. Contudo, o trabalho administrativo executado pelos servidores efetivos e assessores é mantido. Da mesma forma, o trabalho político dos parlamentares e o recebimento de demandas dos munícipes pelos gabinetes não para. Eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Limeira Após a solenidade de posse, foi realizada uma sessão legislativa para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Limeira para o biênio 2025-2026. A chapa liderada pelo vereador Everton Ferreira (PSD) foi eleita por unanimidade, com 21 votos a favor. A única chapa inscrita no pleito definiu a seguinte composição para a Mesa Diretora: Presidente: Everton Ferreira (PSD) Vice-presidente: Tatiane Lopes (Avante) Primeiro-secretário: Mara Isa Matos (PL) Segundo-secretário: Costa Junior (Podemos) Em seu discurso, Everton Ferreira, que já exerceu a presidência da Câmara no biênio 2023-2024, reafirmou seu compromisso com a Casa. A Mesa Diretora é responsável pela condução dos trabalhos legislativos e administrativos da Câmara Municipal. Ela é composta pelo presidente, vice-presidente e pelos primeiros e segundos secretários, cujas atribuições estão detalhadas no Regimento Interno da Casa. Já a Presidência, além de coordenar as atividades internas, representa legalmente a Câmara nas suas relações externas. Também foi realizada a eleição para os cargos de corregedor e corregedor substituto da Câmara Municipal de Limeira. Em chapa única, foram eleitos para os respectivos cargos os vereadores: Corregedor: Nilton Santos (Republicanos) Corregedor Substituto: Estevão Nogueira (Avante) A Corregedoria tem a função de promover a manutenção do decoro, da ordem e da disciplina no âmbito da Câmara, além de assegurar o cumprimento das determinações da Mesa Diretora, especialmente no que diz respeito à segurança interna e externa da Casa. O mandato da Corregedoria é de dois anos.     Matéria: Anna Beatriz Viganó *Com informações de: Câmara de Limeira e Câmara de Limeira Fotos: Portal Veloz, Câmara de Limeira e Prefeitura de Limeira

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Gastos com material escolar impactam orçamento de 85% das famílias

Valores gastos com esses itens aumentaram ao longo dos últimos anos, passando de R$ 34,3 bilhões em 2021 para R$ 49,3 bilhões   As famílias brasileiras gastaram R$ 49,3 bilhões com materiais escolares em 2024, o que representou um aumento de 43,7% ao longo dos últimos quatro anos. O valor é uma estimativa de pesquisa inédita do Instituto Locomotiva e QuestionPro. O levantamento mostra que essas compras impactam o orçamento de 85% das famílias brasileiras com filhos em idade escolar e que um a cada três compradores pretende parcelar para poder dar conta das despesas para o ano letivo de 2025. Ao todo, foram realizadas 1.461 entrevistas com homens e mulheres com mais de 18 anos em todo o país. Os questionários foram aplicados entre 2 e 4 de dezembro. O estudo mostra que a maioria dos pais e responsáveis de estudantes tanto da rede pública quanto da rede privada disseram que comprará materiais escolares para o ano letivo de 2025: 90% daqueles com filhos em escolas públicas e 96% daqueles com filhos em estabelecimentos privados. A maior parte das famílias precisará comprar materiais escolares solicitados pelas escolas (87%), seguido de uniformes (72%) e livros didáticos (71%). Os pesquisadores estimam que os valores gastos com materiais escolares aumentaram ao longo dos últimos anos, passando de um montante nacional de R$ 34,3 bilhões em 2021 para os atuais R$ 49,3 bilhões. “É um gasto que vem crescendo e vem aumentando também o seu peso no orçamento dos famílias com filhos”, destaca o diretor de Pesquisa do Instituto Locomotiva, João Paulo Cunha. Cunha ressalta que esse impacto ocorre tanto para famílias com filhos em escolas públicas e também nas privadas. “Muita gente acha que pais que estão com filhos em escolas públicas, por, teoricamente, ganharem o uniforme, o material, não têm nenhum gasto. Mas a realidade é muito diferente. Praticamente todos os pais que têm filhos em escolas públicas acabam tendo que, pelo menos, complementar parte do material escolar, parte do uniforme, e acabam também tendo um peso no orçamento doméstico por conta disso.” A estimativa é que a maior parte dos gastos se concentre na classe B, R$ 20,3 bilhões; e na classe C, R$ 17,3 bilhões. Juntas, elas são responsáveis por 76% dos gastos nacionais. A região Sudeste concentra a maior porcentagem dos gastos, 46%, seguida pelo Nordeste, 28%. O menor percentual está na Região Norte, 5%. Esses valores impactam os orçamentos de 85% das famílias com filhos em idade escolar. O impacto é maior para as famílias de classe C, em que 95% disseram que os materiais impactam o orçamento familiar. Entre todos os entrevistados, 38% disseram que têm muito impacto no orçamento e 47%, que têm algum impacto. Apenas para 15% as compras de volta às aulas não têm impacto. “Isso acaba tendo que sair de outros lugares. Cada família vai ter um arranjo diferente para conseguir ter esse tipo de gasto. Alguns vão ter que recorrer ao crédito, outros vão ter que tirar do guardado, mas o fato é que a maioria relata o peso e o impacto no orçamento doméstico”, enfatiza Cunha. Diante dessa situação, 35% disseram que irão recorrer ao parcelamento nas compras para o ano letivo de 2025. Entre as famílias da classe C, essa porcentagem sobe para 39%. A maioria, no entanto, 65%, pretende pagar à vista. Entre as classes A e B, essa porcentagem é ainda maior, 71%. Materiais escolares De acordo com a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares, os aumentos dos custos com materiais escolares se dão principalmente por conta de fatores como inflação anual e elevação nos custos de produção, além dos preços de frete marítimo, no caso dos importados, e alta do dólar. Para 2025, a entidade estima um aumento entre 5% e 9%. Segundo o presidente Executivo da ABFIAE, Sidnei Bergamaschi, muitos itens que compõem as listas escolares são importados, como mochilas e estojos. “Os itens que compõem a cesta, a lista escolar, vários deles são itens importados. E aí, obviamente, quando você pega um ano que tem uma taxa de dólar mais alta, quando você pega um período como, por exemplo, pós-pandemia, que o frete marítimo internacional explodiu, o mundo se tornou cinco vezes mais caro do que ele custava, tudo isso acaba tendo algum impacto de custo e que vai terminar lá sempre para o consumidor”, diz Bergamaschi. A associação defende programas públicos para aquisição de material escolar, como o chamado Programa Material Escolar, implementado no Distrito Federal e nos municípios de São Paulo e Foz do Iguaçu, por meio do qual o poder público oferece crédito a estudantes de escolas públicas para a aquisição dos materiais. “Isso tem permitido que alunos da rede pública possam acessar materiais diferentes e possam também comprar somente aquilo que ele precisa e aquilo que às vezes ele não tinha acesso”, diz o presidente da entidade. A ABFIAE defende ainda a redução de impostos cobrados para esses produtos. Segundo a entidade, em alguns itens, os tributos chegam a representar 50% do valor do produto. “Nós fizemos esse pleito na reforma tributária, que ele fosse enquadrado junto com alguns itens que foram reduzidos, porque hoje você tem, normalmente, na faixa de 40%, até mais de 40% de impostos nos itens da lista escolar. Então, isso tem um peso grande no valor final”, ressalta. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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