Entre as denúncias, foi mencionada a ausência da caneta de insulina NPH, com ampola medicamentosa, equipamento essencial para pacientes com diabetes
Durante a 51ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Piracicaba, realizada na noite desta quinta-feira (18), foi aprovado o requerimento 1099/2025, do vereador André Bandeira (PSDB). A propositura solicita ao Executivo informações sobre a falta de medicamentos na rede pública do município, incluindo farmácias municipais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
O vereador justificou a medida relatando que chegaram ao seu gabinete denúncias de desabastecimento de diversos medicamentos, o que, segundo ele, pode configurar uma crise de saúde pública, considerando que a população depende do Sistema Único de Saúde (SUS) para ter acesso aos tratamentos. Entre os relatos, também foi mencionada a ausência da caneta de insulina NPH, com ampola medicamentosa, equipamento essencial para pacientes com diabetes.
No texto do requerimento, o parlamentar detalha os possíveis riscos que a falta dos medicamentos pode trazer aos pacientes. A ausência de insulina, por exemplo, pode levar a complicações graves como cetoacidose diabética e até coma. O parlamentar destacou ainda a falta de fármacos como ácido valproico, aminofilina, amitriptilina, amoxicilina, carbonato de lítio, espironolactona, fluoxetina, sertralina, levodopa com benserazida, sinvastatina, entre outros, além de itens de uso comum, como soluções nasais e xaropes. Ele citou que, dependendo da substância em falta, há riscos de agravamento de doenças crônicas, crises epilépticas, infecções bacterianas, complicações cardíacas e quadros de depressão e ansiedade.
Nas UPAs, também foram relatadas ausências de medicamentos utilizados em emergências, como a amiodarona, aplicada em casos de arritmia, e o omeprazol injetável, usado em situações específicas de tratamento gástrico.
O requerimento pede esclarecimentos à Prefeitura sobre desde quando a falta desses medicamentos é registrada, quais medidas estão sendo adotadas para reposição e se há processos de dispensa de licitação para acelerar as compras. O documento questiona quais medicamentos podem ser utilizados como substitutos, se já houve pacientes que tiveram complicações em razão do desabastecimento e se o município mantém registros sobre essas ocorrências.
De acordo com a Câmara, o texto ainda solicita informações complementares que possam esclarecer as providências da Secretaria Municipal de Saúde diante da situação.

















