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Trump diz que Venezuela entregará de 30 a 50 milhões de barris de petróleo aos EUA

Presidente afirma que dinheiro será usado para beneficiar venezuelanos e americanos

Venezuela vai entregar de 30 a 50 milhões de barris de petróleo sancionado aos Estados Unidos, disse o presidente Donald Trump nesta terça-feira (6), após a derrubada de Nicolás Maduro, retirado de seu país por forças dos EUA no fim de semana.

“Esse petróleo será vendido a seu preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado para beneficiar o povo da Venezuela e dos Estados Unidos!”, disse Trump em uma publicação em rede social.

Negociações já começaram

Autoridades governamentais em Caracas e Washington estão discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para refinarias nos Estados Unidos, disseram cinco fontes do governo, da indústria e do transporte marítimo à Reuters nesta terça-feira, um acordo que poderia desviar os suprimentos da China e ajudar a empresa estatal PDVSA a evitar cortes mais profundos na produção.

A Venezuela tem milhões de barris de petróleo carregados em navios-tanque e em tanques de armazenamento que não pôde enviar devido a um bloqueio às exportações imposto por Trump desde meados de dezembro.

O bloqueio foi parte da crescente pressão dos EUA sobre o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que culminou com a captura dele por forças norte-americanas neste fim de semana.

Um possível acordo para vender esse petróleo para os EUA poderia inicialmente exigir a realocação de cargas originalmente destinadas à China, disseram duas fontes. O país asiático tem sido o principal comprador da Venezuela na última década e, especialmente, desde que os Estados Unidos impuseram sanções às empresas envolvidas no comércio de petróleo com a Venezuela em 2020.

O fornecimento aumentaria o volume de petróleo venezuelano exportado para os EUA, um fluxo que atualmente é controlado inteiramente pela Chevron, principal parceira de joint venture da PDVSA, sob uma autorização dos EUA.

A Chevron, que tem exportado entre 100.000 e 150.000 barris por dia (bpd) de petróleo venezuelano para os EUA, surgiu nas últimas semanas como a única empresa que carrega e envia petróleo bruto do país sul-americano com fluidez em meio ao bloqueio.

A PDVSA já teve que cortar a produção devido ao embargo, porque está ficando sem armazenamento para o petróleo. Se a PDVSA não encontrar uma maneira de exportar petróleo em breve, terá que cortar ainda mais a produção, disse uma das fontes.

A Casa Branca, as autoridades do governo venezuelano e a PDVSA não comentaram imediatamente. O Ministério do Petróleo da Venezuela disse que os EUA querem roubar as reservas de petróleo do país e denunciou a captura de Maduro como um sequestro.

As refinarias dos EUA na Costa do Golfo podem processar os tipos pesados de petróleo bruto da Venezuela e estavam importando cerca de 500.000 barris por dia (bpd) antes de Washington impor as primeiras sanções energéticas à Venezuela.

Não ficou imediatamente claro como a sancionada PDVSA obteria os lucros das vendas de petróleo.

As autoridades conversaram esta semana sobre possíveis mecanismos de venda, incluindo leilões para permitir que compradores interessados dos EUA participem de ofertas de carga e a emissão de licenças dos EUA para parceiros comerciais da PDVSA que poderiam levar a contratos de fornecimento, disseram duas fontes.

As partes também discutiram se o petróleo bruto venezuelano pode reabastecer a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA no futuro, disse uma das fontes.

 

Fonte: R7

Foto: Kevin Lamarque/Reuters

 

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