Após encerrar as atividades da unidade de Indaiatuba, montadora concentra a produção em Sorocaba e prepara a abertura de uma segunda fábrica no início de novembro, dentro de um investimento de R$ 11 bilhões no Brasil até 2030
A Toyota do Brasil concluiu nesta terça-feira (30) as atividades produtivas da fábrica de Indaiatuba (SP), encerrando uma operação iniciada em 1998 e marcando o fim de um ciclo de quase três décadas na cidade. A decisão faz parte da reorganização industrial da montadora, que centraliza suas operações no complexo de Sorocaba (SP), onde a produção do Corolla Sedan passa a ser concentrada.
A transferência da fabricação do modelo foi anunciada em 2024 e, segundo a empresa, chega agora à etapa final com a integração definitiva da linha ao complexo industrial de Sorocaba. De acordo com a Toyota, a concentração da produção permitirá ampliar a sinergia entre as linhas de montagem, otimizar recursos e atender às metas globais de sustentabilidade da companhia.
Com o encerramento das atividades em Indaiatuba, a Toyota afirma que a cidade segue como parte importante da história da empresa no Brasil. Ao longo de quase 28 anos de operação, a unidade produziu mais de 1 milhão de veículos e teve papel relevante no desenvolvimento industrial da montadora no país.
A mudança ocorre em meio ao plano de investimentos de R$ 11 bilhões anunciado pela Toyota para o Brasil até 2030. Como parte desse ciclo, a empresa confirmou a inauguração de uma segunda fábrica em Sorocaba para o início de novembro de 2026. A nova unidade foi projetada para ampliar a capacidade produtiva, incorporar tecnologias mais modernas de manufatura e preparar a operação para novos modelos e sistemas híbridos.
Segundo a montadora, a expansão do complexo industrial de Sorocaba resultou na criação de aproximadamente 2 mil novos postos de trabalho e transformará o município no principal polo industrial da Toyota no Brasil.
A empresa informou ainda que o processo de transição foi realizado em diálogo com os funcionários e representantes sindicais, com alternativas como transferência para outras unidades e adesão voluntária ao Programa de Demissão Voluntária (PDV), sem demissões unilaterais.
Foto: Divulgação/Toyota

















