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‘Tarifaço’: EUA cita Rua 25 de Março como mercado de pirataria

Dois dias antes do anúncio do tarifaço do então presidente Donald Trump, o governo dos Estados Unidos divulgou um relatório que aponta o Brasil como um dos países com alto índice de pirataria e falsificação. O documento, que trata do comércio exterior, reconhece avanços na fiscalização, mas critica a persistência do mercado ilegal, tanto físico quanto online. A Rua 25 de Março, em São Paulo, foi mencionada nominalmente como um dos pontos mais notórios de comércio de produtos falsificados. A pirataria no Brasil gerou prejuízos estimados em quase R$ 500 bilhões apenas em 2024, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria. Isso inclui perdas de vendas para empresas legalizadas e impostos não arrecadados. “Deixam de gerar empregos, de atrair novos investimentos… Está sendo fortalecida a estrutura criminosa que arrecada esse dinheiro que poderia estar circulando na economia formal”, afirmou Edson Vismona, presidente do Fórum. Ele também alertou para os riscos à saúde e segurança do consumidor e o envolvimento de organizações criminosas nesse mercado. Apesar das críticas ao Brasil, o relatório norte-americano cita também outros países e reconhece que o problema é global. “É um flagelo mundial”, disse Vismona, defendendo ações coordenadas entre nações. Nos Estados Unidos, cidades como Nova York também enfrentam problemas semelhantes com a venda de produtos falsificados nas ruas. A União dos Lojistas da 25 de Março respondeu que repudia a generalização feita no relatório e destacou que a maioria dos lojistas da região atua dentro da legalidade, com apoio do poder público para combater irregularidades pontuais.   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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China apresenta queixa na Organização Mundial do Comércio por tarifas dos EUA

A China informou ao fim da noite de sexta-feira (4), que registrou uma queixa na OMC (Organização Mundial do Comércio) em resposta às novas tarifas dos Estados Unidos. O Ministério do Comércio da China disse, em nota, que as novas tarifas dos EUA são “típica intimidação unilateral” que violam as regras da OMC. O governo chinês pediu aos EUA que retirassem as sobretaxas. Nesta semana, os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma tarifa adicional de 34% sobre as importações chinesas. Essa tarifa se soma a taxas anteriores que os EUA impuseram sobre as importações chinesas, elevando o total de tarifas que esses produtos enfrentarão no mercado americano para cerca de 70%, de acordo com economistas. A China respondeu na sexta-feira com a adoção de tarifas de 34% sobre produtos dos EUA. A ação da China na OMC tende a ter impacto limitado, já que o mecanismo da organização para resolver disputas comerciais está inativo desde o primeiro mandato do presidente Trump. ‘Tarifaço’ de Trump As novas tarifas fazem parte de uma estratégia que Trump tem defendido desde o início de sua campanha para retornar à Casa Branca. Ele argumenta que os Estados Unidos são tratados de forma injusta por seus parceiros comerciais, que impõem barreiras tarifárias elevadas à entrada de produtos norte-americanos. O republicano sustenta que esse cenário prejudica a indústria local, desestimula investimentos internos e favorece a saída de capital do país. Em resposta, ele assinou uma ordem executiva em 13 de fevereiro determinando que sua equipe econômica estudasse a implementação de tarifas para equilibrar as relações comerciais. Na semana passada, Trump indicou que pode adotar uma abordagem mais flexível em relação a determinados parceiros. Em uma conversa com jornalistas no Salão Oval, ele afirmou que poderia ser “gentil” e “menos agressivo do que totalmente recíproco”, pois, segundo ele, um modelo estritamente recíproco poderia ser “duro demais para algumas nações”.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/White House

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Com placar empatado, Nunes Marques adia decisão sobre ações de Palocci na Lava Jato

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques pediu vista no julgamento da Segunda Turma do recurso contra uma decisão que anulou todos os atos da operação Lava Jato contra o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Ele seria o último a votar e desempataria o julgamento. Antes de Nunes Marques, o ministro Dias Toffoli votou para manter a própria decisão de anular os processos e foi seguido pelo ministro Gilmar Mendes. Os ministros Edson Fachin e André Mendonça abriram divergência e votaram para manter os atos de condenação. Com o pedido de vista, Nunes Marques tem até 90 dias para devolver o caso a julgamento. Os ministros analisaram um recurso da PGR (Procuradoria-Geral da República) para tentar reverter a anulação dos processos no plenário virtual da Segunda Turma do STF. Na modalidade virtual os ministros não discutem, apenas apresentam seus votos. Se houver um pedido de vista, o julgamento é suspenso. Se houver um pedido de destaque, o julgamento é levado ao plenário físico da Corte. O primeiro a votar foi o relator, Dias Toffoli. Em fevereiro, ele decretou a “nulidade absoluta de todos os atos praticados” contra Palocci nas investigações e ações da Lava Jato, inclusive na fase pré-processual. O magistrado estendeu ao ex-ministro decisões que beneficiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os empresários Marcelo Odebrecht Raul Schmidt Felippe Júnior e Léo Pinheiro e o ex-governador paranaense Beto Richa (PSDB). Em sua decisão, Toffoli afirmou que o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba agiram em “conluio” para “inviabilizar o exercício do contraditório e da ampla defesa” pelo ex-ministro. A decisão teve como base diálogos hackeados dos celulares de Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato, obtidos na Operação Spoofing, que prendeu os responsáveis pelo ataque cibernético. A defesa de Palocci selecionou trechos de conversas sobre o ex-ministro para alegar que ele foi vítima de uma “verdadeira conspiração com objetivos políticos”. Réu confesso, o ex-ministro fechou acordo de colaboração premiada e delatou propinas de R$ 333,59 milhões supostamente arrecadadas e repassadas por empresas, bancos e indústrias a políticos e diferentes partidos durante os governos Lula e Dilma Rousseff (2002-2014).   Fonte: R7 Foto: Imagem de Arquivo/Agência Brasil

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Analistas dizem que tarifa de Trump poderia ser pior; Brasil avalia recorrer à OMC

De Wall Street a Faria Lima, bancos e consultorias receberam com alívio as tarifas recíprocas de 10% que serão impostas pelo governo americano a produtos brasileiros. A leitura, praticamente generalizada, é a de que “poderia ser pior”, considerando que outras economias – em especial, China, União Europeia e Japão – vão ter de pagar bem mais para colocar seus produtos nos Estados Unidos. Assim, é possível que o Brasil até ganhe competitividade e consiga movimentar algumas peças a seu favor no novo xadrez do comércio internacional, que ganhou mais um capítulo com o “tarifaço” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no que foi batizado de ‘Liberation Day’, o Dia da Libertação. Essa percepção positiva dos analistas não foi abraçada, porém, nem pelo governo nem por parte do setor produtivo. Os posicionamentos divulgados após o anúncio em Washington expressaram preocupação e lamentação. Em nota conjunta do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil julgou que Trump violou os compromissos assumidos pelos Estados Unidos perante a OMC (Organização Mundial do Comércio), a quem o governo brasileiro não descarta recorrer. Além de defender que o Brasil insista no diálogo com o governo americano, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) informou que uma missão de empresários do setor visitará os Estados Unidos na primeira quinzena de maio, com o objetivo de estreitar laços e buscar soluções de interesse comum. “Claro que nos preocupamos com qualquer medida que dificulte a entrada dos nossos produtos em um mercado tão importante quanto os EUA, o principal para as exportações da indústria brasileira”, afirma o presidente da entidade, Ricardo Alban. Ao ser taxado em 10%, o Brasil integrou o grupo dos países menos afetados pelo tarifaço de Trump republicano. Estão ao seu lado economias como a do Reino Unido, Chile, Austrália, Colômbia, Turquia, Argentina, Peru, dentre outros. As novas alíquotas entram em vigor no sábado, dia 5 de abril. Para o ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, funcionou a aproximação do vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, ao secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. “Saiu menos ruim para o Brasil do que se esperava. E acho que aí teve o mérito do governo, principalmente do Alckmin, que teve duas reuniões com o Howard Lutnick. Eles, os americanos, falavam muito sobre taxar o etanol. Então, acho que para o Brasil acabou saindo menos ruim do que podia ser”, diz Barral. Na mesma linha, o advogado Carlos Lobo, sócio do escritório Arnold ? então pode ser benéfico para o Brasil”, entende o advogado. De acordo com o economista-chefe do Barclays para Brasil, Roberto Secemski, o Brasil pode se machucar mais pelo impacto de tarifas recíprocas a outros países na economia mundial. “Talvez, o efeito indireto seja maior do que o direto no sentido da desaceleração da economia global, principalmente da China. Isso pode vir a machucar mais o Brasil”, avalia.   Fonte: R7  

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Atacante do Juventude, que quase acertou com o Athletico, é investigado por manipulação de resultado

O atacante Ênio, do Juventude, está sendo investigado por uma suposta manipulação de resultados na primeira rodada do Brasileirão. O jogador, que foi cobiçado pelo Athletico nesta temporada, recebeu um cartão amarelo na vitória do time gaúcho sobre o Vitória, que chamou a atenção das casas de apostas. O lance aconteceu aos 36 minutos do primeiro tempo, quando Ênio reclamou com o árbitro Paulo César Zanovelli e ligou o alerta dos responsáveis pelo alto número de apostas em cima dessa situação. Segundo informação do ge.globo, o relatório apontou que uma das casas de bets teve mais de 10% do total de apostas do jogo em cima de que Ênio levaria um amarelo. O normal é que esse número não ultrapasse 1% e quando chega a 3% já é visto como suspeito. Movimentação suspeita envolve outros jogadores Já de acordo com a Associação Internacional de Integridade em Apostas Esportivas (Ibia), uma operadora destacou que 99% das apostas para um jogador ser advertido foi em Ênio, com os outros 1% nos demais atletas da partida. Outro ponto que chamou a atenção é que três pessoas impedidas de apostas estão entre os apostadores. Todos eles jogadores de futebol, o que é proibido pela lei das bets, assim como árbitros, dirigentes e membros de comissão técnica. Atacante quase reforçou o Athletico Atacante de 24 anos, Ênio foi revelado pelo Botafogo, em 2020. No ano seguinte, foi para o Molenbek, da Bélgica, retornando ao Brasil em 2024, quando defendeu o Amazonas. Este ano, foi emprestado ao Juventude, onde se destacou no Campeonato Gaúcho. Apesar dos baixos números, com um gol e uma assistência, chamou a atenção de outros times, entre eles o Athletico, que consultou o atleta. Porém, a equipe de Caxias do Sul, diante do interesse, adquiriu em definitivo os 50% do passe de Ênio.   Fonte: R7 Foto: Fernando Alves/Juventude

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STJ mantém prisão de policiais por envolvimento no caso Gritzbach

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta sexta-feira (4) liberdade a quatro policiais militares que são suspeitos de envolvimento no assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, ex-colaborador e delator do PCC. A decisão foi proferida pelo ministro Sebastião Reis Júnior. O magistrado negou a soltura dos acusados Adolfo Oliveira Chagas, Alef de Oliveira Moura, Erick Brian Galioni e Talles Rodrigues Ribeiro. A defesa dos acusados alegou que eles estão presos desde 16 de janeiro deste ano e que não há provas de que representam risco à ordem pública. Na decisão, o ministro entendeu que não há ilegalidades na decisão de primeira instância que determinou as prisões e concordou que há indícios de que os acusados integraram uma organização criminosa. Gritzbach foi morto a tiros na área externa do Aeroporto de Guarulhos, no dia 8 de novembro de 2024. Câmeras de segurança gravaram a ação dos criminosos. Um motorista de aplicativo que estava trabalhando no local também foi atingido e morreu. O empresário era réu por homicídio e acusado de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro para a organização criminosa PCC. No ano passado, ele havia assinado uma delação premiada com o Ministério Público, entregando o nome de pessoas ligadas à facção e também acusando policiais de corrupção.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Brasil vira sonho de consumo para a NFL, e franquias querem explorar o mercado do país

A NFL anunciou na última semana que Detroit Lions e Philadelphia Eagles adquiriram os direitos de explorar o mercado brasileiro da liga por meio do programa NFL Global Markets, se juntando a Miami Dolphins e New England Patriots, que já atuam no país. Basicamente, estas quatro franquias podem elaborar projetos no Brasil do mesmo jeito que fazem nas respectivas regiões que atuam nos Estados Unidos. Ou seja, Lions, Dolphins, Patriots e Eagles podem organizar encontros com os fãs para assistir jogos, ativações com mascotes e líderes de torcida, clínicas de futebol americano, e muito mais (basicamente, o que surgir de ideia boa para atrair torcedores). Os Lions, por exemplo, mandaram o mascote da equipe, Roary, para o Brasil e promoveram um encontro com os mascotes do Flamengo, Urubão e Binho. Eles até bateram uma bolinha. Obviamente, as franquias não estão aqui para o mascote ficar brincando com torcedor do Flamengo no Maracanã, mas sim para consolidar a marca e, por fim, lucrar. Atualmente, o Brasil é o segundo maior mercado internacional da NFL, perdendo apenas para o México. Segundo a própria liga, ao menos 36 milhões de brasileiros acompanham a NFL nas terras da Ilha de Vera Cruz (referência às aulas de história). Tamanha audiência se reflete no “carinho” da NFL com o país. Enquanto Alemanha recebeu Carolina Panthers x New York Giants em 2024, São Paulo sediou o confronto entre Green Bay Packers e o time que seria campeão da última temporada, Philadelphia Eagles. Alto nível. Para 2025, os alemães já sabem que a equipe mandante da partida por lá será o Indianapolis Colts, enquanto o dono da festa em São Paulo será o Los Angeles Chargers, enfrentando possivelmente a principal franquia da atualidade, o Kansas City Chiefs. Existe a expectativa também que o Brasil receba ao menos dois jogos por ano a partir de 2026, sendo um deles no Rio de Janeiro. O prefeito da Cidade Maravilhosa, Eduardo Paes, inclusive, já garantiu que haverá uma partida em terras cariocas no ano que vem — algo não confirmado pela NFL. Se anos atrás o sonho do fã brasileiro era ser notado pela liga, atualmente isto é uma realidade. Existem eventos da NFL no país, é fácil encontrar produtos oficiais, as franquias querem estar aqui e, como retribuição, o torcedor brasileiro participa e consome tudo o que aparece. Este é o casamento dos sonhos para a liga, que concentra esforços em tornar o esporte internacional.   Fonte: R7 Foto: Reprodução Instagram/@detroitlionsbrasil

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Canhões de artilharia da Coreia do Norte são vistos na Ucrânia, diz emissora alemã

Sistemas de artilharia autopropulsada fabricados pela Coreia do Norte foram avistados pela primeira vez na Crimeia, região ucraniana ocupada pela Rússia desde 2014. A presença dos canhões pesados Koksan de 170 mm sinaliza uma possível escalada no apoio militar de Pyongyang à invasão russa. A imagem, divulgada em março pelo canal do Telegram “Crimean Wind”, mostra um trem militar em trânsito por uma estação no norte da Crimeia. Nos vagões, aparecem entre sete e oito peças de artilharia, além de outros equipamentos militares. Entre eles, um caminhão com guindaste identificado como um modelo chinês Sinotruk Howo, frequentemente usado pela Coreia do Norte em desfiles militares. Embora a função exata do caminhão ainda seja incerta, especialistas em defesa especulam que ele possa estar relacionado ao suporte logístico dos canhões Koksan ou de sistemas norte-coreanos de foguetes múltiplos, como o M1991 de 240 mm. A análise foi publicada pelo portal especializado “Militarniy”. Segundo a emissora alemã ZDF, essas mesmas armas já foram utilizadas em ataques contra posições ucranianas na região russa de Kursk. Os canhões Koksan possuem alcance de até 60 quilômetros quando utilizam projéteis assistidos por foguetes, o que os torna uma ameaça significativa. Apenas os sistemas HIMARS e GLSDB operados pelas forças ucranianas possuem capacidade para contra-atacar a esse alcance. A ZDF afirma ainda que a Coreia do Norte pode ter enviado até 200 unidades do sistema para a Rússia. Desde então, as forças ucranianas teriam destruído ao menos cinco desses canhões usando drones. O primeiro ataque confirmado ocorreu em dezembro de 2024, na região de Luhansk. Em março de 2025, outro Koksan foi destruído em Donetsk, elevando o número de baixas confirmadas para cinco em apenas um mês, de acordo com a Força de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia. Até o momento, militares norte-coreanos têm operado apenas dentro do território russo, principalmente em Kursk. Já mísseis balísticos do tipo KN-23, também de origem norte-coreana, foram usados em ataques contra cidades ucranianas, embora ainda não esteja claro se foram lançados de solo russo ou de áreas ocupadas pela Rússia na Ucrânia. A presença de artilharia Koksan na Crimeia, porém, marca uma possível mudança de patamar. Segundo a ZDF, o envio desses armamentos ao território ucraniano ocupado pode ser um passo preparatório para a entrada de tropas terrestres norte-coreanas em solo ucraniano. “Assim que os ‘Koksans’ estiverem estacionados em território ucraniano ocupado, também é altamente provável que tropas terrestres norte-coreanas apareçam lá muito em breve”, afirmou o relatório da emissora. Além do risco de escalada internacional, a localização estratégica das armas levanta preocupações imediatas. De acordo com a ZDF, posicionar os canhões Koksan na Crimeia permite à Rússia atingir cidades-chave como Zaporizhzhia e Kherson. O movimento seria parte dos preparativos para uma ofensiva de primavera (no hemisfério norte) das forças russas. Desde o início da invasão em larga escala, a Ucrânia já destruiu mais de 25 mil sistemas de artilharia russos, segundo dados militares locais. Com o esgotamento de seu próprio arsenal, a Rússia tem necessitado do fornecimento de munição e armamento da Coreia do Norte. No final de 2024, analistas estimaram que projéteis norte-coreanos respondiam por mais da metade — e em algumas áreas, mais de 70% — do volume de artilharia usado pelas forças russas no leste da Ucrânia. Imagens de novembro e dezembro mostraram comboios ferroviários transportando unidades Koksan pela Rússia. A estimativa é que Pyongyang tenha enviado, até o momento, ao menos 120 sistemas para Moscou. Em 19 de março, o 14º Regimento Separado da Ucrânia divulgou um vídeo em que drones guiavam um ataque HIMARS contra três unidades do sistema Koksan na região de Kursk.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X – @nexta_tv

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Corinthians busca recuperação contra um Vasco empolgado; veja os jogos do Brasileirão

O Corinthians enfrenta o Vasco neste sábado (5), pela segunda rodada do Brasileirão 2025. A partida será disputada na Neo Química Arena, em São Paulo, às 18h30 (horário de Brasília). De um lado, o Timão busca a primeira vitória no Campeonato Brasileiro, depois de ficar no empate por 1 a 1 contra o Bahia. Já o Vasco estreou com triunfo sobre o Santos e quer manter 100% de aproveitamento. Os dois times jogaram no meio de semana na Copa Sul-Americana. O Corinthians foi derrotado em casa pelo Huracán, por 2 a 1, enquanto o Vasco empatou em 3 a 3 com o Melgar, no Peru. Desfalques no Corinthians Para a segunda rodada, o Timão tenta superar não apenas o adversário em campo, mas também um problema recorrente: o grande número de atletas no departamento médico. Apesar de ter conseguido zerar as baixas por lesão antes da final contra o Palmeiras, a equipe voltou da decisão com quatro jogadores lesionados. O meio-campista Rodrigo Garro disputou a final com dores no joelho esquerdo e viajou à Espanha para tratar o problema. A expectativa é que o argentino retorne apenas em junho. Outro jogador fundamental que preocupa é o goleiro Hugo Souza. Decisivo na partida contra o Palmeiras, na final do Paulistão, ele sentiu a coxa esquerda. Existe a possibilidade de atuar no “sacrifício” contra o Vasco. No meio da semana, outros desfalques. O zagueiro Gustavo Henrique sentiu dores durante a partida da Sul-Americana e pediu substituição, enquanto o lateral esquerdo Fabrizio Angineli, com dores na coxa esquerda, não atuou. Boa fase no Vasco Do outro lado, o Vasco comemora a recuperação de Philippe Coutinho, mas ainda enfrenta dificuldades para encaixar suas novas contratações. Ao todo, o clube trouxe 11 reforços para a temporada, no entanto, dois já deixaram o elenco e os demais ainda não conseguiram se destacar em campo. Para enfrentar o Corinthians fora de casa, o Vasco aposta na boa fase do seu camisa 11. Philippe Coutinho foi titular em 12 das 14 partidas sob o comando de Fábio Carille e tem se destacado na armação das jogadas. No empate por 3 a 3 com o Melgar, na última quarta-feira (2), o meia marcou um gol e deu a assistência para o primeiro de Vegetti. Coutinho já soma seis participações diretas em gols na atual temporada, reforçando seu papel de protagonista no elenco vascaíno. Ceará x Grêmio O Grêmio deve contar com o retorno de quatro titulares para o confronto contra o Ceará, neste sábado (5), na Arena Castelão, válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro,. O técnico Gustavo Quinteros disse que o quarteto formado por Camilo, Edenilson, Cristian Oliveira e Braithwaite, autor do gol da vitória por 2 a 1 na Sul-Americana, estará à disposição para a partida. No jogo contra o Sportivo Luqueño, Braithwaite saiu com dores no tornozelo. Já o Ceará aposta no apoio da sua torcida e no momento do atacante Pedro Raul para manter a boa fase da equipe. Nesta temporada, o ex-jogador do Corinthians vem se destacando com a camisa do Vozão: são seis gols em sete partidas até aqui. Sobre o desempenho da equipe em casa, o lateral Dieguinho afirmou, em entrevista coletiva, que o objetivo do grupo é manter o bom ritmo e seguir somando vitórias diante da torcida. “A gente sabe da qualidade do Grêmio. Respeitamos muito a equipe, mas dentro de casa a gente não negocia. A gente busca a vitória dentro de casa. Tem sido assim desde o começo”, afirmou. Botafogo X Juventude O Botafogo recebe o Juventude em casa neste sábado (5), em partida marcada para às 21h, no Estádio Olímpico Nilton Santos. Após um início de temporada abaixo do esperado, o time carioca voltou a apresentar um bom desempenho no Campeonato Brasileiro, arrancando um empate fora de casa contra o Palmeiras, em São Paulo. No entanto, na última partida pela Copa Libertadores, o Botafogo voltou a mostrar sinais de instabilidade sob o comando do técnico Renato Paiva. O Universidad de Chile aproveitou as falhas da equipe carioca, venceu por 1 a 0 e garantiu os três pontos na estreia do torneio continental. Do outro lado do campo, o Juventude chega confiante e busca manter o bom desempenho para conquistar mais uma vitória no Brasileirão. O time venceu o Vitória por 2 a 0 na estreia do campeonato e pode assumir a liderança da tabela, em caso de mais uma vitória.   Fonte: R7 Foto: Crédito/Rodrigo Coca/Agência Corinthians

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Tarifaço de Trump marca redirecionamento do comércio internacional; veja repercussões

Os recentes anúncios tarifários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentaram o cenário de incerteza global, gerando maior tensão entre as principais potenciais mundiais. Em meio às imposições do norte-americano e de ameaças ao multilateralismo, líderes globais se viram obrigados a retaliar e avaliar as novas taxas, o que pode causar um redirecionamento do comércio internacional. Na quarta-feira (2), cumprindo mais um passo da sua agenda protecionista, Trump anunciou um novo pacote de tarifas comerciais recíprocas sobre diversas nações, incluindo o Brasil. A medida entra em vigor neste sábado (5) e estipula uma linha de base de 10% nas taxas, que vai atingir países como Brasil, Costa Rica e Turquia. Entretanto, nações como China, Vietnã, Suíça e África do Sul foram penalizados com tarifas maiores, de até 46%. A professora de relações internacionais da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Regiane Bressan explica que a imposição unilateral por parte dos EUA contraria as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), o que acaba enfraquecendo o sistema multilateral do comércio. “Essa postura protecionista vai levar a retaliação por parte de outros países, o que desencadeia em guerras comerciais e prejudica também o comércio global”, opina. Bressan diz que as decisões de Trump contribuem para a aproximação de diferentes mercados, como o caso do Brasil e União Europeia. “Vai ser uma grande movimentação no tabuleiro do comércio internacional, e os países terão que fazer novas parcerias. A China, eu acho que está mais presente aqui. Eu acho até que tem mais chance agora de a União Europeia estar muito aqui presente, e, ao mesmo tempo, de os Estados Unidos evitarem uma polarização direta com o ocidente”, completa. Veja repercussão entre os países Brasil Ao Brasil, Trump decidiu aplicar a menor taxa, de 10%. Após o anúncio, o governo federal disse avaliar “todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral”. Na quinta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a medida e disse que o país “não bate continência para nenhuma outra bandeira”. “Tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e nossos trabalhadores brasileiros. Tendo como referência a lei da reciprocidade econômica aprovada ontem pelo Congresso Nacional e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio”, afirmou. O economista Hugo Garbe entende que a reação brasileira deve ser “multinível e estratégica”, focando em um diálogo técnico, com propostas de exceções tarifárias baseadas em complementaridade comercial, não em competição direta. “O argumento de Trump de que ‘o mundo foi injusto com os EUA’ é politicamente retórico, mas economicamente inconsistente. Os EUA são uma das economias que mais se beneficiaram do sistema multilateral de comércio desde a Segunda Guerra Mundial”, diz Garbe. Apesar do cenário de incerteza, as medidas do líder americano podem redirecionar o fluxo de comércio do Brasil, explica Regiane Bressan. As tarifas abrem espaço para o governo brasileiro buscar outros países para trocas comerciais, o que pode favorecer acordos como o Mercosul-União Europeia. “O Brasil vai buscar outros países para exportar, e isso redireciona o fluxo de comércio para outras nações ou blocos. Aliás, a gente vai falar muito sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia, porque a própria União Europeia mostra-se interessada em fazer esse acordo”, analisa Bressan. China Com a decisão de Trump, a China, que já vinha sendo alvo dos EUA, passará a ter tarifas de 54%, incluindo uma taxa adicional de 34%. Como resposta, o país anunciou na sexta-feira (4) que vai impor taxas de 34% sobre os produtos dos Estados Unidos. Além disso, o governo chinês vai restringir exportações de materiais raros e proibir a exportação de dupla utilização, civil e militar, para 16 empresas americanas. Antes do anúncio da retaliação, o Ministério do Comércio da China emitiu uma nota informando que o país tomaria “contramedidas resolutas para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”. No texto, o órgão oficial argumentou, ainda, que as medidas adotadas por Trump desconsideram o equilíbrio de interesses negociado pelos países. Além do “fato de que os EUA há muito se beneficiam substancialmente do comércio internacional”. Vale ressaltar que o desempenho e reação da China durante a pressão criada pelos EUA pode afetar o Brasil, segundo especialistas. Apesar do entendimento de que a agenda protecionista de Donald Trump pode ter um reflexo positivo no mercado brasileiro, principalmente devido a uma maior aproximação do Brasil com chineses e europeus, uma possível recessão no país norte-americano não teria o mesmo efeito. União Europeia O anúncio de Trump também gerou repercussão negativa entre os países da União Europeia. A presidente do bloco, Ursula von der Leyen, disse que as tarifas seriam um “grande golpe para a economia mundial”, afetando não só nações mais vulneráveis, mas também os consumidores. Assim como a China, a União Europeia também afirmou estar preparando contramedidas “para proteger os interesses e os negócios caso as negociações fracassem”. Apesar do apoio da direita europeia para reeleição de Trump, parlamentares ligados ao bloco econômico também vêm fazendo duras críticas ao presidente dos EUA. Alice Weidel, vice-líder do partido de ultra direita na Alemanha, criticou as tarifas e disse que o aumento prejudica o livre comércio. “A Alemanha e a Europa devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar isso. Se são justificados, é secundário — o que é crucial é mostrar aos Estados Unidos que um acordo é o melhor caminho para ambos os lados.” A Espanha anunciou um pacote de 14,1 bilhões de euros para mitigar os efeitos negativos da guerra comercial. Segundo o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, as tarifas não são recíprocas, e ninguém se beneficiará com a medida. “Mas não ficaremos de braços cruzados. A UE reagirá com proporcionalidade, unidade e força”, disse. Canadá Um dos principais parceiros comerciais dos EUA, o Canadá não foi alvo do tarifaço mais recente porque já tinha recebido taxas antes disso. Em retaliação, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou uma tarifa de 25% sobre todos os veículos importados dos EUA. “Todas as receitas dessas tarifas serão usadas para apoiar nossos trabalhadores automotivos canadenses e sua

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