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Tag: Ultimas

STF estabelece situações para uso obrigatório de câmeras corporais por PMs em São Paulo

Decisão do ministro atende pedido do governo de São Paulo   O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), estabeleceu regras para o uso obrigatório de câmeras corporais por policiais militares de São Paulo. A decisão, publicada nesta quinta-feira (26), estabelece que os policiais terão que usar as câmeras em operações com maior risco de uso da força. São exemplos desse tipo de operação aquelas de grande porte e quando é necessário entrar em comunidades vulneráveis. Também será obrigatório o uso da câmera quando a operação for uma resposta a algum ataque contra policiais militares. A decisão do ministro atende pedido do governo de São Paulo para que fosse delimitado quando o uso da câmera corporal seria obrigatório. Em 9 de dezembro, Barroso determinou que o uso de câmeras corporais deverá ser obrigatório no estado. No entanto, segundo o governo de São Paulo, caso não fosse delimitado não seria possível atender a determinação. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

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Animais domésticos terão direito a RG com cadastro nacional

Ferramenta poderá ser acessada pela conta Gov.br   O sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos já está em fase final de teste e deve entrar em funcionamento em breve para que os tutores possam registrar seus bichos de estimação e emitir, gratuitamente, o RG Animal. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a ferramenta poderá ser acessada pela conta Gov.br, o portal de serviços do governo federal. Organizações de resgate de animais e prefeituras também poderão cadastrar os bichos sob sua responsabilidade e emitir a carteirinha de identificação, que incluirá um código de identificação (QR Code). Esse código poderá ser fixado na coleira do animal, permitindo que, via câmera do celular, qualquer pessoa consiga localizar o tutor. A Lei 15.046/2024, aprovada em novembro pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 18, autorizou a criação do cadastro pela União. O sistema vai reunir informações sobre os proprietários e os pets, para facilitar o controle de zoonoses e o combate a abandono e maus-tratos de animais. A medida também deve proporcionar mais segurança em transações de compra e venda. De acordo com a nova lei, o cadastro deve conter identidade, CPF e endereço do proprietário e dados sobre a procedência e características dos animais: raça, sexo, idade real ou presumida, vacinas aplicadas e as doenças contraídas ou em tratamento, além do local onde o animal é mantido. Será dever dos tutores informar sobre a venda, doação ou morte do bicho de estimação, apontando a causa. Caso o animal utilize um microchip subcutâneo que o identifique, o dispositivo poderá ser incluído no cadastro. “Salvo nos casos em que o procedimento for custeado pelo governo federal, a microchipagem não será obrigatória. No entanto, é recomendada como forma de aumentar a segurança e o controle dos animais”, esclareceu o MMA. O microchip é um dispositivo colocado por veterinários sob a pele dos animais, com um código associado aos dados do proprietário. Para acessar as informações, entretanto, é necessário utilizar um leitor adequado, normalmente disponível em clínicas veterinárias que fazem o procedimento. Políticas públicas O cadastro dos animais será realizado prioritariamente pelos tutores responsáveis, no entanto, organizações não-governamentais (OGNs), prefeituras e o Distrito Federal poderão cadastrar animais sob sua guarda, incluindo aqueles que se encontram em abrigos, canis, centros de zoonoses ou em situação de rua. Quando esses animais forem adotados, será feita, pelo sistema, a transferência da tutela. Além disso, segundo o MMA, municípios e estados que aderirem ao sistema terão acesso a uma área específica, onde poderão visualizar e analisar dados estatísticos regionais. “Essas informações são essenciais para a gestão de programas locais de proteção e manejo populacional ético de cães e gatos, incluindo ações como vacinação, mutirões de castração e microchipagem, campanhas de adoção, entre outros”, destacou a pasta. O cadastro será acessível ao público via internet e a fiscalização e centralização dos dados será feita pelos estados e pela União. Atualmente, iniciativas semelhantes já existem no país, mas de forma descentralizada. Os animais voltados à produção agropecuária, para produtos ou serviços, não precisarão ser cadastrados. A lei trata apenas de animais que se destinam à companhia ou são criados como de estimação. Imposto Após a aprovação do projeto do Senado, surgiram especulação sobre a possibilidade de criação de imposto a ser pago por quem é dono de animal doméstico, como ocorre em outros países, como a Alemanha. A nova lei, entretanto, não prevê pagamento de nenhum tipo de taxação, apenas autoriza a criação do cadastro, que será gratuito. “No Brasil, o objetivo é melhorar a gestão e o planejamento de ações, sem impor sanções ou cobranças. O acesso público aos dados será limitado ao necessário para dar suporte a políticas públicas, com garantia de privacidade e proteção dos dados pessoais”, destacou o governo federal, em comunicado. Fonte: Agência Brasil Foto: Divulgação/Vale

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Motorista morre e seis passageiros ficam feridos em acidente na MG-129, em Mariana

As outras seis vítimas foram socorridas com ferimentos leves e encaminhadas para o hospital de Ouro Preto   Um grave acidente envolvendo um ônibus e um caminhão baú deixou um morto e seis feridos nessa quinta-feira (26), na MG-129, próximo ao trevo de acesso a Mariana. O motorista do caminhão, um homem de 40 anos, ficou preso às ferragens e não resistiu aos ferimentos. As outras seis vítimas, motorista do ônibus e passageiros, foram socorridas com ferimentos leves e encaminhadas para o hospital de Ouro Preto. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o ônibus colidiu frontalmente com o caminhão baú, que seguia no sentido contrário. A força do impacto causou danos significativos aos dois veículos e deixou o motorista do ônibus preso às ferragens. O acidente provocou um grande congestionamento na rodovia e interrompeu o trânsito por algumas horas. Além dos danos materiais, o acidente também causou um vazamento de óleo do ônibus, que exigiu a aplicação de serragem para conter o derramamento e evitar a contaminação do solo. As causas do acidente serão apuradas e o trânsito no local já foi liberado. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

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Lira responde ao STF que emenda parlamentar é procedimento ‘legal e legítimo’

Em esclarecimentos prestados ao ministro Flávio Dino, o presidente da Câmara dos Deputados pediu a liberação das emendas   O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), enviou nesta sexta-feira (27) documento de esclarecimento ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as emendas parlamentares, chamadas de RP8. Na defesa do repasse, Lira disse que o procedimento é “legal e legítimo” e pediu a revogação das medidas de Flávio Dino determinadas na segunda-feira (23). No documento, Lira defende que as emendas foram aprovadas legalmente pelas Comissões. O ofício é uma resposta aos questionamentos de organizações de transparência pública e de partidos políticos que alegaram que cerca de 5,4 mil emendas, no valor de R$ 4,2 bilhões, foram enviadas ao Poder Executivo sem a aprovação das comissões competentes. Os órgãos afirmam que as indicações dos presidentes das comissões foram removidas da análise do repasse das verbas e que as reuniões foram suspensas para impedir as deliberações necessárias. Na defesa, Lira pontuou que “as emendas são aprovadas durante o processo de apreciação da Lei Orçamentária Anual”. “Assim, a aprovação das emendas referidas no documento 1064 se deu no ciclo legislativo orçamentário do ano de 2023. Não há de se confundir a aprovação das emendas com a indicação dos projetos destinatários, o que ocorre no momento do acompanhamento pelo Legislativo da Execução do Orçamento”, afirmou. Lira também disse que “todas as emendas indicadas no Ofício Geral foram tempestivamente aprovadas por reuniões das respectivas comissões, na devida forma regimental, documentadas em atas publicadas na internet”. O presidente da Câmara dos Deputados acrescentou que a destinação das emendas foi analisada por quatro ministérios (Fazenda; Planejamento e Orçamento; Gestão e Inovação e Relações Institucionais), pela Advocacia-Geral da União e pela Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. Segundo ele, os órgãos teriam avaliado que “o procedimento adotado pelos Líderes desta Casa foi considerado inteiramente legal e em conformidade com a decisão do Tribunal por todos esses órgãos”. Esclarecimentos Arthur Lira voltou nesta quinta-feira (26) para Brasília para se reunir com os líderes e discutir o bloqueio de R$ 4,2 bilhões em emendas pelo STF. Na avaliação do STF, as emendas não estão seguindo os critérios de transparência como determinado em lei. As emendas questionadas por Flávio Dino são as de comissão. Nessa modalidade, elas devem ser propostas pelas comissões permanentes da Câmara para destinações correlatas às suas áreas de atuação. Mas quando os pagamentos foram liberados pelo STF a serem feitos, a Câmara estava empenhada em votar as medidas de corte de gastos e a regulamentação da reforma tributária. Por isso, todas as reuniões de comissões foram suspensas por Lira, o que impediu o registro da ata ou deliberação formal de 5,4 mil indicações de emendas. “Queria relembrar que todas as votações importantes na Câmara dos Deputados sempre houve decisão da presidência para que se suspendesse todas as comissões e audiências públicas para que o plenário, de segunda a sexta, se debatesse sobre temas prioritários”, justificou Lira. Entenda a decisão de Dino Na segunda-feira (23), o ministro suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares. Para o ministro, é clara a “persistente inobservância de deveres constitucionais legais e aprovados pelo Congresso Nacional quanto à transparência, rastreabilidade e eficiência na aplicação de bilhões de reais”. Segundo o ministro, o pagamento não seria compatível com “a ordem constitucional, notadamente com os princípios da Administração Pública e das Finanças Públicas”. Além disso, citou supostos desvios de verba identificados em auditorias dos Tribunais de Contas e das Controladorias, além de “malas de dinheiro sendo apreendidas em aviões, cofres, armários ou jogadas por janelas, em face de seguidas operações policiais e do Ministério Público”. Montagem: Bruno Spada/Câmara dos Deputados – Andressa Anholete/STF

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Mais de 3,8 milhões veículos devem passar pelas rodovias concedidas de SP durante o Ano Novo

A contagem de saída dos veículos da capital e da Grande São Paulo para o Ano Novo começa a partir da segunda-feira (30)   A Artesp – Agência de Transporte do Estado de São Paulo prevê que mais de 3,8 milhões de veículos devem trafegar pelas rodovias concedidas, tanto em direção ao litoral quanto ao interior paulista, durante o Ano Novo. A contagem de saída da capital e da Grande São Paulo terá início na segunda-feira (30). Previsão de tráfego No Sistema Castello-Raposo, operado pela ViaOeste, é esperado um fluxo de aproximadamente 677 mil veículos no período. Os horários de maior movimento devem ocorrer na segunda-feira (30) entre 16h e 18h, terça-feira (31) das 11h às 12h, e no retorno do feriado, quarta-feira (1) entre 15h e 21h, e quinta-feira (2) entre 8h e 11h. Cerca de 802 mil veículos devem circular pelo Sistema Anhanguera-Bandeirantes. Os horários de maior fluxo estão previstos para segunda-feira (30/12) das 16h às 20h, terça-feira (31/12) das 11h às 12h, quarta-feira (01/01) das 15h às 22h e quinta-feira (02/01) das 8h às 11h. No dia 1/1, a Operação Caminhão direcionará os veículos com destino à capital pela Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) para a Via Anhanguera (SP-330), no trecho do km 48 ao km 23, melhorando a distribuição do tráfego durante o feriado. No Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), a concessionária Ecovias estima que aproximadamente 875 mil veículos descerão a serra em direção às praias da Baixada Santista pelas rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160). No Corredor Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP-070) , a expectativa da Ecopistas para o período é que cerca de 963 mil de veículos passem pelas quatro praças de pedágio das rodovias nos dois sentidos. Estima-se que cerca de 302 mil veículos trafeguem pelas rodovias Pedro Eroles (SP-088), entre Arujá e Mogi das Cruzes, Dom Paulo Rolim Loureiro (SP-098), entre Mogi das Cruzes e Bertioga, Doutor Manuel Hipólito Rego (SP-055), entre Bertioga e Santos, e Padre Manuel da Nóbrega (SP-055), entre Praia Grande e Miracatu, que conectam os municípios do Alto Tietê à Baixada Santista e ao Vale do Ribeira. Na Rodovia dos Tamoios (SP-099) , que liga ao Litoral Norte, a previsão é que cerca de 242 mil veículos circulem entre os dias 30 e 03. Rodoanel No Rodoanel, nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mario Covas, administrados pela SPMar, espera-se a circulação de mais de 830 mil veículos . O trecho Oeste, administrado pela RodoAnel, estima receber 968 mil veículos. Em caso de emergências Os usuários podem entrar em contato direto com as concessionárias que administram a malha rodoviária concedida. Confira aqui os telefones de emergência de cada uma delas. Para garantir maior tranquilidade aos usuários, o Centro de Controle de Informações da ARTESP, junto aos Centros de Controles Operacionais das concessionárias, monitorará ininterruptamente mais de 11 mil quilômetros de rodovias concedidas durante todo o feriado. Além disso, os usuários terão à disposição mais de 230 ambulâncias, 300 guinchos e 219 postos e bases de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU). Foto: Governo de SP

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Prévia indica inflação oficial em 4,71% no ano, acima do teto da meta do governo

Índice que antecede o IPCA perdeu força em dezembro, puxado pela queda dos custos com energia elétrica   A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), desacelerou na passagem de novembro para dezembro e marcou 0,34%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (27). Os preços subiram em ritmo menor graças à queda do custo com energia elétrica residencial, agora com tarifária bandeira verde em vigor. Mesmo com o ritmo mais lento de aumento de preços de bens e serviços, a prévia indica que a inflação ficou em 4,71% em 2024, acima do teto da meta estipulado pelo próprio governo, de 4,5%. O alvo para o aumento de preços é 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O IPCA-15 teve uma queda de 0,28 ponto percentual em relação a novembro, quando marcou 0,62%. Para efeitos de comparação, em dezembro de 2023, a taxa foi de 0,4%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco tiveram alta em dezembro. A maior variação e o maior impacto positivo vieram de alimentação e bebidas (1,47%). Na sequência, vieram os grupos despesas pessoais (1,36%) e transportes (0,46%). O principal impacto negativo foi observado em habitação (-1,32%). Os demais grupos ficaram entre os recuos de 0,52% de artigos de residência e a alta de 0,34% de vestuário. Comida, cigarro e lazer mais caros No grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,56% em dezembro. Contribuíram para esse resultado os aumentos do óleo de soja (9,21%), da alcatra (9,02%), do contrafilé (8,33%) e da carne de porco (8,14%). No lado das quedas, destacam-se a batata-inglesa, quase 10% mais barata, o tomate (-6,71%) e o leite longa vida (-2,42%). A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,57% em novembro para 1,23% em dezembro. Tanto a refeição (1,34%) quanto o lanche (1,26%) tiveram variações superiores às observadas no mês anterior (0,38% e 0,78%, respectivamente). Em despesas pessoais (1,36%), o resultado foi influenciado principalmente pela alta do cigarro (12,78%), devido ao aumento da alíquota específica do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente sobre cigarros, a partir de 1º de novembro. Altas também foram observadas nos subitens cinema, teatro e concertos (2,58%) e cabeleireiro e barbeiro (1,37%). Conta de luz mais barata No grupo habitação, a energia elétrica residencial recuou 5,72% em dezembro, em decorrência do retorno da vigência da bandeira tarifária verde, a partir de 1º de dezembro, com a qual não há cobrança adicional nas faturas. Em novembro, esteve em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Além disso, o IBGE lembra que foram verificados os seguintes reajustes tarifários: reajuste de 4,97% em Goiânia (-4,87%), a partir de 22 de outubro; redução de 2,98% em Brasília (-7,66%), a partir de 22 de outubro; redução de 2,88% em uma das concessionárias de São Paulo (-6,96%), a partir de 23 de outubro; reajuste de 6,37% em uma das concessionárias de Porto Alegre (-5,79%), a partir de 22 de novembro. Passagem aérea mais cara No grupo dos transportes (0,46%), o subitem passagem aérea subiu 4,43% em dezembro. No ano passado, os bilhetes aéreos haviam puxado a inflação para cima, com alta de 47,24% entre janeiro e dezembro de 2023. O subitem ônibus urbano aumentou 1,2%. Em combustíveis (0,09%), houve aumentos nos preços do etanol (0,8%) e do óleo diesel (0,41%), enquanto a gasolina (-0,01%) e o gás veicular (-0,12%) apresentaram variações negativas. Por região Quanto aos índices regionais, 9 das 11 áreas de abrangência tiveram alta em dezembro. A maior variação foi observada em Salvador (0,66%), por conta das altas da gasolina (4,54%) e da passagem aérea (15,35%). Já o menor resultado ocorreu em Brasília (-0,04%), que registrou queda nos preços da energia elétrica residencial (-7,66%) e da gasolina (-3,03%). Moradores de Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia também sentiram impacto dos preços em dezembro, já que tiveram reajustes acima da média brasileira. Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de novembro a 12 de dezembro de 2024 (referência), e comparados com aqueles vigentes de 12 de outubro a 12 de novembro de 2024 (base). Foto: Arquivo/Agência Brasil

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Dengue: Brasil registrou pelo menos 16 mortes por dia causadas pela doença em 2024

Mais de 6,6 milhões de casos prováveis e quase seis mil mortes foram registradas em todo o território brasileiro   A dengue não é uma doença nova para os brasileiros, mas a população precisou redobrar a atenção para os cuidados preventivos e com os sintomas em 2024. Do começo do ano até metade de dezembro, mais de 6,6 milhões de casos prováveis e quase seis mil mortes (5.987) foram registradas em todo o território brasileiro. Segundo dados do painel de monitoramento do ministério da Saúde, foram mais de 16 mortes por dia. O ano já começou com números elevados de casos. Ainda no primeiro mês, o Distrito Federal declarou estado de emergência no âmbito da saúde pública. A mesma situação chegou a 11 unidades federativas com emergência decretada no momento de alta dos casos. Foram 411 mil casos em janeiro, e fevereiro teve um salto para mais de um milhão, chegando no ápice em março, com 1,747 milhão. Abril iniciou um período de queda que foi até setembro, com uma leve subida em outubro e novembro.  Segundo Rivaldo Cunha, secretário-adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do ministério, a elevação drástica do número de casos e a antecipação do pico da doença foram causados, principalmente, pelas mudanças climáticas. Outro fator que contribuiu para a doença, se acordo com Cunha, foi a não retomada do trabalho feito por agentes de controle de endemias que foi suspensa durante a Covid-19. “Durante a pandemia, houve a suspensão por orientação do SUS e dos dirigentes do SUS em todas as instâncias para a suspensão do trabalho casa a casa que era feito pelos agentes de controle de endemias. Em algumas localidades, infelizmente, esse trabalho não foi retomado passada a pandemia ao mesmo padrão que tinha anteriormente”, explica. O recorde de casos prováveis registrados em um ano foi batido em março, quando o país chegou a 1.889 milhões de diagnósticos. O ano com mais casos confirmados anteriormente era 2015, com 1.688.688. A série histórica das estatísticas do Ministério da Saúde sobre a dengue começou em 2000. O Ministério da Saúde criou o COE Dengue (Centro de Operações de Emergência contra a dengue) em fevereiro para coordenar as medidas contra a doença no país. Na época, a ministra Nísia Trindade disse que a medida tinha o intuito de ser uma mobilização nacional contra a dengue. O centro teve as atividades encerradas em julho, e o monitoramento continuou sendo feito pela Sala Nacional de Arboviroses. Para Cunha, o atraso na organização da rede assistencial para o combate à dengue foi feita depois do esperado. “E sendo tardia, em algumas localidades, ela foi um pouco complexa para além do que nós esperávamos”, destaca. “A intensidade da mudança climática e a antecipação da ocorrência dos casos contribuíram para que também houvesse um retardo na organização da rede assistência”, completa o secretário. De acordo com boletins do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 163 mortes em janeiro, 227 em fevereiro, 601 em março, 1.082 em abril e teve o ápice em maio, com 1.344 óbitos. A partir daí, os registros entraram em queda até setembro, mês com 191 mortes, e voltaram a subir em outubro. Segundo a pasta, o maior registro de mortes não coincide com o pico da doença por causa da demora na confirmação do óbito, que pode ser investigado por até 60 dias. Antes de 2024, o ano com mais mortes por dengue no país tinha sido 2023, quando 1.179 pessoas perderam a vida pela doença. Esse número foi superado em 10 de abril. Vacinação O Ministério da Saúde incorporou a vacina contra dengue em dezembro de 2023, e a primeira remessa de imunizantes chegou ao país em 20 de janeiro, com cerca de 750 mil doses. O público-alvo foi de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, por serem o grupo com maior quantidade de hospitalizações, atrás somente dos idosos. A vacina, porém, não foi autorizada para este público, apenas para quem tem entre quatro e 60 anos de idade. Até 21 de novembro, 2.792 milhões de doses foram aplicadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), sendo que 5.563 milhões foram recebidas. São Paulo foi o estado que mais administrou o imunizante, com 726 mil doses distribuídas. A vacina distribuída é a Qdenga, desenvolvida pela farmacêutica japonesa Takeda. Ela é tetravalente — fornece proteção contra os quatro sorotipos — e pode ser aplicada em quem ainda não teve a doença. O Instituto Butantan solicitou à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o registro de um imunizante brasileiro chamado de Butantan-DV. Caso seja aprovado, a vacina será a primeira do mundo em dose única. Ainda segundo o Instituto, a produção poderá fornecer cerca de 100 milhões de doses ao Ministério da Saúde nos próximos três anos. Cenário atual São Paulo é a unidade da Federação com mais mortes registradas em 2024, com 2.026, seguida por Minas Gerais (1.113), Paraná (729), Distrito Federal (440) e Goiás (416). Somados, os quatro estados e o DF acumulam 78% do total de óbitos. Com relação à incidência da doença, o Distrito Federal é a unidade da Federação com a maior taxa, com 9.909,5 casos por 100 mil habitantes. Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Goiás aparecem em seguida, somando 77% do número absoluto de casos. A faixa etária que mais registra casos de dengue é a de 20 a 29 anos, com 1,2 milhão de casos, o que representa quase um em cada cinco casos. Na separação por gênero, as mulheres são a maioria a contrair a doença (55%).   Foto: Reprodução/Agência Brasil

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Hamas e Benjamin Netanyahu trocam acusações, e negociações de cessar-fogo regridem

Imagens divulgadas nesta quarta (25) mostram mais dois túneis destruídos pelo Exército israelense na Faixa de Gaza   As negociações para o cessar-fogo entre Israel e o Hamas regrediram. O grupo terrorista e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, trocaram acusações. Imagens divulgadas nesta quarta (25) mostram mais dois túneis destruídos pelo Exército israelense na Faixa de Gaza. Cada um com dois quilômetros de extensão que eram usados pelo grupo terrorista Hamas. Imagem: Reprodução/Record

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Bancos voltam a funcionar normalmente hoje

No dia 31, terça-feira, não há expediente bancário As agências bancárias voltam a funcionar normalmente nesta quinta-feira (26) para atendimento presencial ao público, após ficarem fechadas em razão do feriado de Natal.  Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em razão da festa de Ano Novo, o dia 30 de dezembro será o último dia útil do ano para atendimento presencial ao público, com expediente normal para a realização de todas as operações bancárias. No dia 31, terça-feira, não há expediente bancário e as compensações bancárias não serão efetivadas. As instituições só voltarão a funcionar normalmente no dia 2 de janeiro, já que o 1° de janeiro é feriado e os bancos não abrem. Nesse dia, as compensações bancárias também não serão efetivadas, incluindo a TED. Somente o PIX, que funciona 24 horas todos os dias e feriados, poderá ser feito. Contas de consumo como água, energia e telefone, com vencimento nos dias em que não há compensação bancária, 31 e 1 de janeiro, poderão ser pagas, sem acréscimo, no dia útil seguinte. “Já no caso dos tributos e impostos, caso vençam no feriado ou nos dias em que não há compensação bancária, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multa”, alerta a Febraban. A federação orienta aos correntistas e público em geral a utilizar os meios eletrônicos como uma alternativa prática e segura. Os clientes  podem usar as áreas de autoatendimento nas agências disponíveis, e os canais digitais de celulares e computadores, dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas e demais serviços. Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via Débito Direto Autorizado (DDA).   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Chuvas fortes devem seguir até o final de semana no país

Segundo o Inmet, a causa é a provável formação de uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul   A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para amanhã (26) e sexta-feira (27) é de tempo nublado, com chuvas fortes, “que podem causar impactos à população” em várias áreas do país, principalmente na região Sudeste. Conforme o instituto, a causa é a provável formação de uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), responsável pelas precipitações nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Mas as chuvas devem se concentrar no sudoeste da Amazônia, “cruzando as regiões Centro-Oeste e o Sudeste, até o Oceano Atlântico”. A expectativa é que as chuvas devem permanecer até segunda-feira (30), principalmente nas regiões do estado de São Paulo, até a divisa com Minas Gerais, “onde o acumulado de precipitação pode superar os 100 mm em 24h”. São Paulo A Defesa Civil de São Paulo emitiu estado de alerta para a capital e outros municípios da região metropolitana, litoral e no interior no final da tarde desta quarta-feira (25). Mas, apesar da chuva forte, até o fechamento desta reportagem não havia registro de ocorrências graves na capital e região metropolitana, mas com vários pontos de alagamento. Nas demais mesorregiões paulistas, o tempo também será com pancadas de chuva e trovoadas ocasionais, com a chegada de novas áreas de baixa pressão vindas do sul do país, associadas a um distante ciclone extratropical ao largo da costa do Rio Grande do Sul. Em nota, a A Enel, a empresa responsável pela distribuição de energia elétrica no estado, informou que 38 mil imóveis ficaram sem energia na região metropolitana, sendo a maioria na capital: 26.587.   Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

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