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Tag: Ultimas

Bandeira tarifária de janeiro se mantém verde, sem cobrança extra

Cheia dos reservatórios evitará acréscimos na conta de luz   A melhora das condições de geração de energia, em especial devido às chuvas que melhoraram os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, garantiram a manutenção da bandeira tarifária verde para o mês de janeiro de 2025. Com isso, não será cobrado valor adicional nas contas de luz dos brasileiros, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “A bandeira tarifária permaneceu verde de abril de 2022 até julho de 2024. A boa notícia se repetiu em dezembro de 2024 e será mantida em janeiro de 2025 devido a permanência das condições favoráveis de geração de energia no país”, justificou a Aneel. De acordo com a agência, os níveis dos reservatórios aumentaram com a chegada do período chuvoso, o que resultou em aumento da geração das usinas hidrelétricas. “Dessa forma, se aciona menos empreendimentos com energia mais cara, como é o caso das usinas termelétricas”, acrescentou em nota divulgada nesta sexta-feira (27). Bandeiras tarifárias Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos de R$ 1,885 (bandeira amarela), R$ 4,463 (bandeira vermelha patamar 1) e R$ 7,877 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. De setembro de 2021 a 15 de abril de 2022, vigorou uma bandeira de escassez hídrica de R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Desastres climáticos aumentaram 250% nos últimos quatro anos no país

Estudo analisou temperatura média do ar e da superfície oceânica   Os desastres climáticos no Brasil aumentaram 250% nos últimos quatro anos (2020–2023), em comparação com os registros da década de 1990, revela estudo lançado pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica – coordenada pelo Programa Maré de Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com a Fundação Grupo Boticário. O estudo, que usou dados públicos extraídos do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, considerando o período de 1991 a 2023, também analisou dados de temperatura média do ar e da superfície oceânica dos últimos 32 anos, com base em informações da agência europeia Copernicus, obtidos por meio da plataforma Climate Reanalyzer. Segundo os pesquisadores, para cada aumento de 0,1°C na temperatura média global do ar, ocorreram mais 360 desastres climáticos no Brasil. No oceano, para cada aumento de 0,1°C na temperatura média global da superfície oceânica, foram registrados mais 584 eventos extremos no país. “Quando os dados de 2024 forem consolidados, haverá a confirmação da escalada de desastres climáticos nos anos mais recentes. O levantamento aponta que foram registrados 6.523 desastres climáticos em municípios brasileiros na década de 1990, enquanto, no período de 2020–2023, foram registrados 16.306 eventos”, dizem os pesquisadores. Segundo o levantamento, o Brasil teve 64.280 desastres climáticos desde 1990, e há aumento, em média, de 100 registros por ano. Nos primeiros dez anos monitorados, foram 725 registros por ano. De 2000 a 2009, 1.892 registros anuais; de 2010 a 2019, 2.254 registros anuais e, nos últimos quatro anos (2020 a 2023), já são 4.077 registros por ano. O professor Ronaldo Christofoletti, do Instituto do Mar da Unifesp, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza e um dos coordenadores do estudo, disse que o objetivo do levantamento é contribuir para que a sociedade conheça, debata e pense em soluções, incentivando a tomada de decisão e as mudanças de comportamento necessárias, tanto em nível individual quanto institucional, para reduzir os impactos climáticos e garantir um futuro sustentável para o Brasil. O estudo mostrou ainda que 5.117 municípios brasileiros reportaram danos causados por desastres climáticos entre 1991 e 2023, representando 92% dos municípios do país. As principais ocorrências foram secas (50% dos registros), seguidas por inundações, enxurradas e enchentes (27%) e tempestades (19%). Oceano Desde março de 2023, o oceano teve aumento de temperaturas de cerca de 0,3°C a 0,5°C, fenômeno que tem agravado eventos extremos, como furacões e inundações, afetando milhões de pessoas e impactando profundamente os ecossistemas. Entre os exemplos, estão as inundações no Rio Grande do Sul e as secas no Centro-Oeste, em 2024. Christofoletti destacou que o oceano é fundamental para a regulação climática global e que seu aquecimento contínuo evidencia os impactos crescentes da crise climática no sistema terrestre. “Isso é muito preocupante, considerando que, ao longo dos últimos 40 anos, o oceano aqueceu cerca de 0,6°C. Esse aquecimento abrupto e prolongado ameaça o equilíbrio de um sistema que cobre 70% do planeta. O oceano, nesse nível de aquecimento, intensifica os eventos climáticos extremos que impactam diretamente milhões de pessoas”, disse. Quando analisadas as consequências econômicas e sociais, o cenário indicou que, entre 1995 e 2023, os prejuízos econômicos no Brasil atingiram R$ 547,2 bilhões. Nos primeiros quatro anos da década de 2020, as perdas somaram R$ 188,7 bilhões, 80% do total registrado em toda a década anterior (2010–2019) e corresponde a 0,5% do PIB nacional acumulado nos últimos quatro anos. As projeções baseadas no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e na taxa atual de registros de desastres, mostram que os números podem aumentar nas próximas décadas. No cenário mais otimista, até o final do século, no qual as metas do Acordo de Paris para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C sejam cumpridas, o Brasil poderá registrar até 128.604 desastres climáticos entre 2024 e 2050, o dobro do total observado nas últimas três décadas. No cenário mais pessimista, no qual o aquecimento do planeta ultrapassa 4°C, o número de desastres pode chegar a quase 600 mil ocorrências até 2100, nove vezes o registrado entre 1991 e 2023. Conforme o estudo, mesmo no menor cenário, o Brasil pode sofrer um impacto de R$ 1,61 trilhão até 2050. Se o cenário pessimista se concretizar, os custos poderão ultrapassar R$ 8,2 trilhões até o final do século, 15 vezes o total observado nas últimas décadas. Para a pesquisadora envolvida no estudo e gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário, Janaína Bumbeer, apesar das projeções negativas, ainda há tempo para agir. Segundo Janaína, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, é essencial buscar a resiliência das comunidades e a adaptação às novas condições climáticas. “Nesse sentido, as soluções baseadas na natureza são ferramentas eficazes para fortalecer a resiliência de cidades costeiras, enfrentando desafios ambientais, sociais e econômicos de forma integrada. A recuperação de manguezais e dunas, por exemplo, está entre as soluções verde-azuis, que promovem a adaptação ao ambiente urbano e costeiro, aumentando a resiliência contra eventos climáticos extremos e construindo cidades mais saudáveis e sustentáveis”, afirmou. A pesquisadora ressaltou que o aumento da temperatura global, além de ampliar os eventos extremos, provoca o aumento nos custos de energia e alimentos, a escassez hídrica e o aumento de doenças relacionadas ao calor, como a dengue. “A hora de agir é agora. Com esforços globais coordenados e eficientes, podemos fortalecer a resiliência da natureza e da humanidade, construindo um futuro mais sustentável e seguro para todos.”   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Rio Piracicaba entra em estado de emergência após atingir 4,3 metros

Na noite desta sexta-feira (27), o manancial passou do estado de atenção para o de emergência   Na noite de sexta-feira (27), o Rio Piracicaba, na área da Rua do Porto, atingiu a marca de 4,3 metros de profundidade, entrando em estado de emergência, conforme dados do SP Águas, divulgados pelo boletim diário do Consórcio PCJ. A medida foi tomada após as chuvas intensas que afetaram a cidade de Piracicaba (SP). Até o fim da tarde de sexta-feira, o rio se encontrava em estado de atenção. O estado de emergência é o terceiro estágio de alerta, antes de o rio atingir o nível crítico de transbordamento, que ocorre quando a profundidade chega a 4,70 metros. Na mesma noite, o Serviço de Alerta a Inundações do Estado de São Paulo (Saisp) registrou um fluxo de 390 mil litros de água por segundo na região.   Matéria: Anna Beatriz Viganó  

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Fundo de R$ 6,5 bi para recuperar infraestrutura do RS é oficializado

Recursos estão garantidos por MP editada no início da semana   Três dias depois da edição de um crédito extraordinário para áreas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a criação de um fundo de R$ 6,5 bilhões para recuperar a infraestrutura do estado. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27) na Residência Oficial da Granja do Torto, onde o presidente se recupera das cirurgias na cabeça. Lula estava acompanhado dos ministros das Cidades, Jader Filho; da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta; e da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Com o nome oficial de Fundo de Apoio à Requalificação e Recuperação de Infraestruturas devido a Eventos Climáticos Extremos, o fundo recebeu recursos do Ministério das Cidades, abertos por meio de crédito extraordinário da Medida Provisória (MP) 1.282, publicada na última terça-feira (24). A maior parte dos recursos, R$ 2,5 bilhões, será aplicada nas intervenções dos diques, além de bacias de amortecimento e na recuperação ou no reforço de casas de bombas nos municípios de Porto Alegre e Alvorada (Arroio Feijó). O fundo também prevê o investimento de R$ 1,9 bilhão nas obras em diques na região da Bacia do Rio dos Sinos, que beneficiarão as cidades de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Nova Santa Rita, Rolante, Novo Hamburgo, Campo Bom, São Leopoldo, Igrejinha e Três Coroas. O fundo também destina R$ 450 milhões em intervenções na Bacia do Gravataí, R$ 531 milhões em Eldorado do Sul, R$ 502 milhões na Região Metropolitana de Porto Alegre, R$ 69,3 milhões em São Leopoldo e R$ 14,5 milhões para os municípios da Bacia do Caí: Montenegro, São Sebastião do Caí, Harmonia e Pareci Novo, entre outros. Também estão previstos R$ 533,2 milhões para atividades acessórias e complementares aos projetos citados acima e outros custos. Histórico Na primeira semana de dezembro, a MP 1.278 autorizou a criação do fundo, destinando os recursos reembolsáveis ou não-reembolsáveis para recuperação de estruturas atingidas pelas chuvas no Rio Grande do Sul. No último dia 13, a Casa Civil aprovou uma resolução com o Plano de Aplicação de Recursos, com os projetos a serem apoiados pelo fundo. Segundo o Palácio do Planalto, muitos desses projetos estão finalizados ou em estágio final de licitação dos executores das obras. Com prazo de execução até 15 de dezembro de 2031, o plano pode ser prorrogado. Na véspera do Natal, a MP 1.282 destinou os R$ 6,5 bilhões para o Ministério das Cidades fazer o aporte ao fundo. Por se tratar de crédito extraordinário, o dinheiro que está fora do limite de gastos do arcabouço fiscal e não é considerado na apuração da meta de resultado primário do governo.   Fonte: Agência Brasil Foto: Gilvan Rocha/Agência Brasil

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Inflação do aluguel fecha 2024 com alta de 6,54%

Contratos que vencem em dezembro já serão reajustados em janeiro após índice registrar aumento de 0,94%   O IGP-M (Índice Nacional de Preços – Mercado), indicador responsável pelo reajuste da maior parte dos contratos de aluguel no Brasil, desacelerou em dezembro, registrando uma variação de 0,94% em relação a novembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas). Com a variação, o índice acumula alta de 6,54% nos últimos 12 meses. O resultado mostra que os contratos atrelados ao indicador com vencimento em janeiro de 2025 sofrerão reajustes. Em novembro, o índice subiu 1,3%. O percentual acumulado do IGP-M é aquele que é repassado às locações com aniversário de vencimento no próximo mês. Para efeitos de comparação, em dezembro de 2023, o IGP-M teve alta de 0,74% no mês e acumulava queda de 3,18% em 12 meses. Índice de reajuste do aluguel O inquilino deve estar atento ao indicador de reajuste que está no contrato de locação, porque, depois da pandemia da Covid-19, muitas negociações passaram a usar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, como indexador nos novos contratos. O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola e industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente daquela apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

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Em recesso, Câmara tenta destravar emendas bloqueadas por determinação do STF

Casa deve responder questionamentos do STF, cumprindo determinações, até a segunda-feira (30)   O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), retornou a Brasília na quinta-feira (26) a fim de reunir líderes partidários para resolver o impasse com relação ao bloqueio de emendas parlamentares, que ocorreu por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino. Lira reuniu-se ainda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Alvorada. Conforme apurou o R7, a Casa vai cumprir a determinação do ministro e divulgar as atas das reuniões das comissões permanentes nas quais foram aprovadas 5,4 mil emendas. Contudo, no prazo de cinco dias interpretado pela Câmara, isso só deve acontecer na segunda-feira (30), pois houve o feriado de Natal nesta semana. Em rápido pronunciamento à imprensa, na quinta, Lira prometeu que nesta sexta-feira (27) apresentará ao STF respostas aos questionamentos de Dino. “Peticionaremos ainda na manhã de amanhã ao ministro relator esclarecendo todos os pontos da decisão dele para que ele tire todas as dúvidas”, afirmou. Entenda a decisão de Dino Na segunda-feira (23), o ministro suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares. Para o ministro, é clara a “persistente inobservância de deveres constitucionais legais e aprovados pelo Congresso Nacional quanto à transparência, rastreabilidade e eficiência na aplicação de bilhões de reais”. Segundo o ministro, o pagamento não seria compatível com “a ordem constitucional, notadamente com os princípios da Administração Pública e das Finanças Públicas”. Além disso, citou supostos desvios de verba identificados em auditorias dos Tribunais de Contas e das Controladorias, além de “malas de dinheiro sendo apreendidas em aviões, cofres, armários ou jogadas por janelas, em face de seguidas operações policiais e do Ministério Público”. “Tamanha degradação institucional constitui um inaceitável quadro de inconstitucionalidades em série, demandando a perseverante atuação do Supremo Tribunal Federal”, afirma Dino. Em nota, a AGU (Advocacia-Geral da União) informou que vai examinar a decisão de Dino e informar o que foi solicitado. “Somente após esse exame, será possível avaliar o eventual cabimento de algum pedido”, comunicou o órgão. Após determinação de Dino, a PF abriu na última terça-feira (24) inquérito para apurar as emendas parlamentares. Os movimentos de Dino e da PF irritaram diversos congressistas, que criticaram as medidas. Inclusive, há parlamentares que falam em retaliação. No início deste mês, o governo federal publicou uma portaria que adequou as normas das emendas parlamentares às determinações de maior transparência e rastreabilidade definidas pelo STF. Com o aprimoramento, o pagamento dos valores foi retomado. As mudanças atingem somente os recursos do Orçamento deste ano e os valores ainda não pagos de períodos anteriores. A portaria não se aplica à execução orçamentária de 2025, que ainda será regulamentada. O texto faz parte de um acordo entre o Executivo e o Legislativo. Em nota, a AGU (Advocacia-Geral da União) informou que vai examinar a decisão de Dino e informar o que foi solicitado. “Somente após esse exame, será possível avaliar o eventual cabimento de algum pedido”, comunicou o órgão. Entenda as determinações da decisão À Câmara dos Deputados cabe: Publicar, no site, as atas das reuniões das Comissões Permanentes nas quais foram aprovadas as 5.449 emendas indicadas no ofício encaminhado para o Executivo. Ao lado de cada “emenda de comissão” informada no citado ofício, indicar a ata exata em que consta a aprovação da emenda, para cotejo. Encaminhar à Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do Poder Executivo, por ofício, cópia de todas as referidas atas. Ao Ministério da Saúde cabe: Notificar, em 48 horas, todos os gestores estaduais e municipais para que, relativamente às emendas parlamentares: Mantenham bloqueados nas contas os recursos recebidos de transferências fundo a fundo; Abram, imediatamente, contas específicas para cada emenda parlamentar na área da saúde. As contas específicas devem ser informadas, via ofício dos gestores estaduais ou municipais, à Controladoria-Geral da União e ao ministério, em 10 dias corridos. À Advocacia Geral da União cabe: Informar nos autos, no prazo de 10 dias úteis: Montantes empenhados e pagos, por modalidade de emenda parlamentar e por órgão; Os nomes e CPF dos responsáveis jurídicos pelo empenho e pagamento de emendas parlamentares; Ofícios e atas recebidos pelo Poder Executivo nos meses de novembro e dezembro. Mudanças para 2025 O ministro ainda determinou que o Executivo só poderá executar as emendas parlamentares relativas ao ano de 2025 com a conclusão de todas as medidas corretivas já ordenadas, notadamente as adequações no Portal da Transparência e na plataforma Transferegov.com “Audiências de Contextualização e de Conciliação, bem como reuniões técnicas, serão realizadas em fevereiro e março de 2025, quando já concluído o processo de substituição das Mesas Diretoras das Casas Parlamentares, das suas Comissões Permanentes e das Lideranças Partidárias. Esse cronograma visa atender aos processos internos do Poder Legislativo, com seu calendário próprio, a fim de que o diálogo institucional ocorra de forma produtiva.” Pagamento Até o dia 13 de dezembro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que liberou R$ 7,661 bilhões em emendas parlamentares. A ação ocorreu em meio à pressão da ala governista para aprovar o pacote de corte de gastos no Congresso Nacional. Além disso, precisavam aprovar o Orçamento de 2025, mas a votação ficou para ano que vem. Governo publica portaria sobre emendas Na terça-feira (10), o governo federal publicou uma portaria que adequou as normas das emendas parlamentares às determinações de maior transparência e rastreabilidade definidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Com o aprimoramento, o pagamento dos valores foi retomado. As mudanças atingem somente os recursos do Orçamento deste ano e os valores ainda não pagos de períodos anteriores. A portaria não se aplica à execução orçamentária de 2025, que ainda será regulamentada. O texto faz parte de um acordo entre o Executivo e o Legislativo para garantir a votação das medidas de corte de gastos ainda em 2024. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Prazo para sacar o abono salarial PIS/Pasep 2024 termina nesta sexta-feira

Mais de 239 mil trabalhadores ainda não retiraram o benefício, e ainda restam R$ 218,9 milhões para serem resgatados   O prazo para resgatar o abono salarial PIS/Pasep, referente ao ano-base de 2022, termina nesta sexta-feira (27). O benefício é pago uma vez por ano, como se fosse um 14ª salário, aos trabalhadores que recebem até dois salários mínimos. Segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), 239.142 trabalhadores não retiraram o valor que têm direito e ainda restam R$ 218,9 milhões para serem sacados. O calendário de pagamentos deste ano terminou em agosto, mas os valores pendentes de saque ficam disponíveis até esta sexta-feira, na Caixa e no Banco do Brasil. Foram liberados R$ 27 bilhões para o pagamento a 26,1 milhões de trabalhadores neste ano. Para 2025, a estimativa é que cerca de 25,8 milhões de trabalhadores recebam o benefício, totalizando R$ 30,7 bilhões. O primeiro pagamento começará em 17 de fevereiro para os trabalhadores nascidos em janeiro. Os valores estarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário, em 29 de dezembro de 2025. Calendário de pagamento de 2025 Nascidos em janeiro – 17 de fevereiro Nascidos em fevereiro – 17 de março Nascidos em março e abril – 15 de abril Nascidos em maio e junho – 15 de maio Nascidos em julho e agosto – 16 de junho Nascidos em setembro e outubro – 15 de julho Nascidos em novembro e dezembro – 15 de agosto Quem tem direito Tem direito ao abono salarial os trabalhadores que atendem aos seguintes critérios: Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo. Ter recebido, de empregadores que contribuem para o PIS ou para o Pasep, até dois salários mínimos de remuneração mensal no período trabalhado. Ter exercido atividade remunerada, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base de 2022, para o abono de 2024, e no ano-base 2023, para o benefício de 2025. Ter os dados informados pelo empregador corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no eSocial. Como consultar A Caixa disponibiliza a consulta do pagamento por meio dos seguintes canais: · App Caixa Tem; · App Caixa Trabalhador; · Portal do Cidadão, https://cidadao.caixa.gov.br/ A consulta também pode ser feita por meio da Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br. Informações adicionais poderão ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158. Pagamento Para quem recebe o PIS, o pagamento é realizado por crédito em conta-corrente, conta poupança ou digital pelo aplicativo Caixa Tem. Para o trabalhador não correntista é realizado o pagamento em canais como agência, lotéricas e autoatendimento oferecidos pela Caixa. No caso do Pasep, o Banco do Brasil faz o pagamento por meio de crédito em conta bancária, transferência via TED, via Pix ou presencial nas agências de atendimento. Foto: Edu Garcia/R7

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Buscas por nove desaparecidos após queda de ponte entre TO e MA chegam ao 5º dia

Ponte ficava sobre o Rio Tocantins, conectando as cidades de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA); oito mortes foram confirmadas   Nove pessoas seguem desaparecidas cinco dias após o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira. Na quinta-feira (26), mais duas pessoas foram localizadas e o número de mortos na tragédia subiu para oito. Os corpos foram localizados por mergulhadores da Marinha a cerca de 35 metros de profundidade. A ponte tinha 533 metros e ficava sobre o Rio Tocantins, conectando as cidades de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). A estrutura cedeu, na tarde de domingo (22), e dez veículos, entre carros, caminhões e motocicletas foram afetados. Nessa quinta-feira (26), o governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), decretou três dias de luto no estado pelas vítimas do acidente. “Minha solidariedade aos que foram atingidos nessa tragédia. Reafirmo o nosso compromisso, junto às demais autoridades, em trabalhar para que as vítimas sejam resgatadas”, disse. O mesmo gesto foi decretado na segunda-feira (23) no Tocantins. “Esse gesto simboliza a nossa profunda consternação diante dessa tragédia que abalou não apenas o nosso estado, mas também o Maranhão e todo o Brasil. Estamos aqui para prestar solidariedade às famílias enlutadas, acompanhar de perto as ações de resgate e garantir todo o suporte necessário neste momento tão difícil”, afirmou o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). Segundo ele, a partir do fim dessa semana será possível viabilizar a travessia entre os estados do Tocantins e do Maranhão por meio de balsas. A equipe de buscas conta com 29 mergulhadores, seis deles da Marinha. Segundo os militares, a operação é dificultada pela existência de escombros submersos que podem se deslocar, a área ser muito profunda, possibilidade de enrosco em qualquer objeto, além do risco de ter itens cortantes embaixo d’água. A equipe ainda tem que tomar cuidado com a possível contaminação da água. Três caminhões que caíram no rio carregavam 76 toneladas de ácido e 22 mil litros de defensivos agrícolas, de acordo com a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico). Na quarta (25), a agência disse em um informativo que até o momento não foram detectadas alterações na qualidade da água. Em entrevista na terça-feira (24), Viviane Brandão, superintendente da ANA (Agência Nacional de Águas), comenta que, “caso haja vazamento da carga, é discreto”. O monitoramento da água, feito com uma sonda multiparamétrica, não encontrou alterações no pH ou na temperatura. “O ácido é muito forte e teria que ter elevado pelo menos um dos parâmetros”, afirma. Quanto aos defensivos agrícolas, Ana aponta que os produtos são de baixa toxicidade para o consumo humano e “se tivesse entrado em contato com a água, seria diluído em 5 minutos”. Ela também alerta que, embora “não haja riscos à saúde , é importante manter o acompanhamento”. As autoridades ainda não têm respostas sobre o motivo que levou a ponte a desabar. As investigações continuam em paralelo com as buscas pelas vítimas desaparecidas. O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) instaurou sindicâncias para apurar as responsabilidades do acidente. Na última segunda-feira (23), o ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou decreto da situação de emergência para adiantar todos os procedimentos administrativos em relação ao desabamento da ponte. A ideia é reconstruir a passagem com conclusão em 2025, pelo valor de até R$ 150 milhões. “Nós decretamos emergência para abreviar todos os procedimentos administrativos, a fim de termos a resposta mais rápida possível para a reconstrução da ponte. E dizer que nós determinamos a abertura de uma sindicância para apurar a causa e responsabilização acerca do desabamento da ponte JK. Dito isso, queria comunicar ao povo do Maranhão e do Tocantins, que precisa dessa infraestrutura para se deslocar, tanto do ponto de vista econômico quanto do social, que nós vamos, com a emergência decretada, contratar a reconstrução da ponte ainda no exercício de 2024″, disse Filho em visita à região. “É um compromisso de entregar essa ponte reconstruída no ano de 2025. E fazer dessa ponte um grande caso de organização e da capacidade resolutiva do Ministério dos Transportes. É uma ponte muito importante para a logística nacional. Serão investidos entre R$ 100 e R$ 150 milhões para a reconstrução. E esse intervalo [de recursos] é porque vamos avaliar o que está submerso, a retirada [de carros e demais objetos], os custos adicionais de outros serviços”, completou o ministro. Foto: Marinha do Brasil

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Metrô e trens terão reajuste de 4% e tarifa vai a R$ 5,20 a partir de 6 de janeiro

A Secretaria de Transportes Metropolitanos afirmou que o aumento é necessário para manter a qualidade do serviço   A tarifa básica dos trens e metrô passará para R$ 5,20 a partir do próximo dia 6 de janeiro, um reajuste de 4% em relação ao valor atual, de R$ 5. O anúncio foi feito pelo governo estadual nesta quinta-feira (26), que manteve as gratuidades existentes no sistema. A Prefeitura de São Paulo também vai aumentar a tarifa básica dos ônibus para R$ 5,00 na mesma data. “O novo valor reflete a necessidade de manter a sustentabilidade financeira e a qualidade dos serviços prestados à população e foi decidido após análise das despesas operacionais crescentes, incluindo custos com manutenção, infraestrutura e pessoal”, afirma, em nota, a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), do governo estadual. Segundo o órgão, o reajuste previsto é inferior à inflação de 5,09%, com base na projeção do IPC-Fipe. A receita adicional do ajuste da tarifa será investida na modernização e expansão da infraestrutura de transporte público. Atualmente, a secretaria tem 17 obras em andamento, com investimento de R$ 38,5 bilhões, que vão ampliar a malha de transporte e tornar o sistema mais moderno, sustentável e inclusivo. No ano passado, o reajuste havia sido de 13,6%, de R$ 4,40 para R$ 5,00. A rede metroviária de São Paulo é composta por 6 linhas, totalizando 104,4 km de extensão e 91 estações, por onde passam mais de 5 milhões de passageiros diariamente.

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FAB envia três investigadores ao Cazaquistão após queda de avião da Embraer

Aeronave, que caiu nesta quarta-feira, levava 67 pessoas a bordo, dessas, 38 sobreviveram   A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou nesta quinta-feira, 26, que enviou três investigadores ao Cazaquistão para oferecer suporte técnico ao país durante as investigações da queda de um avião comercial da Azerbaijan Airlines na cidade de Aktau, no Cazaquistão. No total, 38 das 67 pessoas a bordo da aeronave morreram após a queda. O Embraer 190, de matrícula J2-8243, saiu de Baku, capital do Azerbaijão, com destino à cidade de Grósnia, na Rússia, mas foi forçado a fazer um pouso de emergência a 3 km quilômetros de Aktau, cidade que fica na margem oposta do mar Cáspio em relação ao Azerbaijão e à Rússia. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o avião fazendo voltas no ar com o trem de pouso aberto enquanto perde altitude. A aeronave colide com o solo de barriga e em seguida vê-se uma explosão. Segundo o comunicado da FAB, o envio dos investigadores faz parte dos protocolos do Anexo 13 da Convenção sobre Aviação Civil Internacional, da qual tanto o Cazaquistão quanto o Brasil são signatários. “Este trabalho conjunto reforça o compromisso com a segurança na aviação e a colaboração entre os países signatários da Convenção de Chicago de 1944″, destaca a Força Aérea. Sistema de defesa russo De acordo com quatro fontes do Azerbaijão ouvidas pela agência Reuters, o avião foi abatido por um sistema de defesa aérea russo. A declaração foi feita inicialmente por Andriy Kovalenko, membro da segurança nacional ucraniana, que citou imagens de dentro do avião que mostravam “coletes salva-vidas perfurados”. Na sequência, outros especialistas militares e de aviação ecoaram a avaliação, que foi reproduzida até mesmo na mídia russa, com a informação de que a aeronave pode ter sido confundida com um drone ucraniano. Em entrevista ao Estadão, o especialista em aviação Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas no YouTube, acredita que o avião foi abatido por um sistema de defesa aérea. ”As imagens mostradas logo após o ocorrido indicam danos que não são típicos de um acidente aéreo convencional”, diz. “É uma possibilidade concreta que a causa principal tenha sido abate.” Foto: Reprodução/Redes sociais

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