Secretaria destaca importância do mês para conscientização, prevenção e controle das doenças em Campinas; veja orientações Os casos de hepatite A em Campinas diminuíram pela metade entre 2023 e 2025. Por outro lado, as oscilações nos registros das hepatites B e C, no mesmo período, são motivo de alerta pela Secretaria Municipal de Saúde para que a população reforce os cuidados no Julho Amarelo, mês nacional de conscientização, prevenção e controle destas doenças. As hepatites virais são, na maioria das vezes, infecções silenciosas que não apresentam sintomas e podem evoluir para quadros graves, como cirrose e câncer de fígado. A prevenção reúne medidas como a vacinação contra as hepatites A e B, a realização de exames preventivos e, quando necessário, o tratamento. Veja abaixo as orientações. “O Julho Amarelo é o momento de lembrar a população de que a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das hepatites estão disponíveis na rede. Como muitas dessas infecções são silenciosas, o exame é o caminho para o diagnóstico”, afirmou o coordenador do Programa Municipal de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais, Josué Lima. Cenário em Campinas Hepatite A Os registros caíram 50,7% entre 2023 e 2025. Neste ano foram registrados quatro casos. – 2023 – 126 – 2024 – 119 – 2025 – 62 – 2026 – 4 (dado parcial) Hepatite B Apesar da redução de casos entre 2023 e 2024, houve um aumento em 2025. – 2023 – 69 – 2024 – 63 – 2025 – 86 – 2026 – 39 (dado parcial) Hepatite C Também houve diminuição de casos entre 2023 e 2024, seguida de alta em 2025. – 2023 – 166 – 2024 – 110 – 2025 – 151 – 2026 – 58 (dado parcial) Vacinação As vacinas contra as hepatites A e B integram o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e estão disponíveis em todos os centros de saúde (CSs) de Campinas. “As vacinas contra as hepatites A e B fazem parte do calendário de rotina e estão disponíveis o ano todo nos centros de saúde. É importante que as famílias mantenham a caderneta em dia e verifiquem se todas as doses estão completas”, explicou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Campinas, Daiane Morato. O imunizante contra a hepatite A é aplicada em dose única, aos 15 meses de idade. Pessoas a partir de 15 anos que estejam em uso de profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV também devem receber o imunizante. Em Campinas, a cobertura foi de 88,4% em 2023, 100,1% em 2024 e 96,7% em 2025. A vacina contra a hepatite B é aplicada em dose única para recém-nascidos, de preferência nas primeiras 12 horas de vida. A cobertura em recém-nascidos foi de 105,69% em 2023, 109,09% em 2024 e 119,35% em 2025. A proteção é reforçada pela vacina pentavalente, aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida, que inclui o componente contra a hepatite B. Crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados no primeiro ano de vida contra a hepatite B devem receber três doses, com intervalo de um a dois meses entre a primeira e a segunda, e seis meses entre a primeira e a terceira. Mais informações sobre esquema vacinal completo, endereços e horário de funcionamento das salas nos CSs estão disponíveis no site: https://campinas.sp.gov.br/sites/vacina/inicio. O que é cada hepatite? As hepatites A, B e C são infecções virais que têm causas, formas de transmissão e evolução diferentes. Hepatite A – Geralmente é aguda, na maioria das vezes não apresenta sintomas graves e costuma ter recuperação completa em algumas semanas; – Quando presentes, os sintomas podem incluir febre, pele e olhos amarelados, enjoos, vômitos, urina escura e dores abdominais e musculares; – A transmissão ocorre por via fecal-oral, e está relacionada às condições de saneamento básico, higiene pessoal, relação sexual desprotegida (contato boca-ânus) e qualidade da água e dos alimentos. Hepatite B – Pode se tornar crônica e levar a complicações graves, como cirrose e câncer de fígado; – Os sintomas são mal-estar, febre baixa, dor de cabeça, cansaço, dor abdominal, náuseas, vômitos, aversão a alguns alimentos e pele amarelada; – É transmitida pelo contato com sangue e outros fluidos corporais de uma pessoa infectada, principalmente por relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de seringas e da mãe para o bebê durante o parto, quando não há medidas de prevenção. Hepatite C – Também pode se tornar crônica e aumentar o risco de doenças graves no fígado; – É conhecida como “infecção silenciosa”, por poder causar inflamação crônica no órgão; – A transmissão ocorre principalmente pelo contato com sangue contaminado, por compartilhamento de seringas e agulhas, materiais não esterilizados para tatuagem, piercing e procedimentos estéticos, além de alicates e lâminas. Os testes rápidos para hepatite B e hepatite C também estão disponíveis nos CSs desde 2015. Confirmado o diagnóstico, sobretudo nos casos crônicos, o paciente é encaminhado ao Centro de Referência em IST, HIV/Aids e Hepatites Virais para acompanhamento. A hepatite A, por se tratar de um quadro agudo, é confirmada por exame laboratorial também disponível na rede, e é monitorada na própria unidade básica até a alta. Foto: Prefeitura de Campinas