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Tag: politicas

Entenda como fim da PEC das Prerrogativas impactou Congresso e discussões sobre anistia

Senado arquivou proposta e irritou deputados; parlamentares dividem opinião sobre futuro da anistia O embate no Congresso Nacional sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das Prerrogativas deixou incerto o futuro de outras pautas defendidas pelo PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, como a anistia pelos atos do 8 de Janeiro. A recusa do texto no Senado contrariou a votação de uma semana antes na Câmara e colocou fim à possibilidade de que os próprios deputados e senadores decidam se podem ser investigados ou presos em flagrante. Com o resultado, deputados acenderam o alerta para aumentar as negociações de pautas futuras, como o caso da anistia. Ao R7, parlamentares comentaram que a proposta pode ter dois caminhos. A base governista considera que o resultado da PEC enfraquece a anistia ou a versão defendida pelo relator da matéria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), de atenuar o tempo das penas aplicadas aos envolvidos no 8 de Janeiro. “Acho que nesse momento, com essa votação, outros temas perdem um pouco a força, entre eles a questão da anistia. Eu acho que vai suscitar aqui um debate bastante acirrado, não vai passar com facilidade, creio até que há uma perspectiva e uma possibilidade de rejeição. E essas propostas de implementação de impeachment contra juízes, ministros supremos, também acho que perdem um pouco a força”, avalia o senador Humberto Costa (PT-PE). Defensores da proposta sustentam que a situação da PEC foi um caso isolado e que não vai afetar outras pautas defendidas pela oposição. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), argumenta que a PEC só chegou ao Senado por votos concedidos por partidos ligados ao governo, como o próprio PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não significa que a gente não vá discutir diversas questões que já estão em andamento. Era melhor que tivesse avançado com o fim do foro privilegiado, que é uma pauta que une a todos, que já foi aprovada aqui no Senado e está lá na Câmara parada, o fim das decisões monocráticas”, diz. “A anistia é função do Congresso Nacional”, defende. Votação da anistia deve ser adiada A votação do projeto da anistia estava prevista para acontecer na próxima semana, mas deve ser adiada. A avaliação de representantes de partidos é de que o texto ainda depende de negociações entre deputados e com o Senado. A sugestão do relator de rever o tempo de prisão, e não conceder um perdão a todos os condenados, ainda não tem o apoio da oposição. Nos bastidores, parlamentares consideram que a relação entre as duas Casas “azedou” com a rejeição da PEC e, por isso, será necessário amadurecer conversas dentro do Congresso. Perguntas e Respostas Qual foi o impacto do fim da PEC das Prerrogativas no Congresso? O fim da PEC das Prerrogativas no Senado gerou incertezas sobre outras pautas, como a anistia pelos atos de 8 de Janeiro, defendida pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A recusa do texto no Senado contradisse a votação anterior na Câmara e encerrou a possibilidade de os parlamentares decidirem sobre investigações ou prisões em flagrante. Como os deputados reagiram ao resultado da votação da PEC? Após a votação, deputados expressaram preocupação e intensificaram as negociações sobre pautas futuras, incluindo a anistia. Alguns parlamentares acreditam que o resultado enfraquece a proposta de anistia, enquanto outros defendem que a situação da PEC foi um caso isolado e não afetará as pautas da oposição. Qual é a posição do senador Humberto Costa sobre a anistia após a votação da PEC? O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que a votação da PEC diminui a força de outros temas, incluindo a anistia, e prevê um debate acirrado sobre o assunto, com possibilidade de rejeição. Ele também mencionou que propostas de impeachment contra juízes e ministros do Supremo podem perder força. O que diz o líder do PL no Senado sobre a situação da PEC? O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), argumentou que a PEC chegou ao Senado com apoio de partidos do governo e que isso não impede discussões sobre outras questões em andamento. Ele defende que a anistia é uma função do Congresso Nacional e que seria melhor avançar em pautas como o fim do foro privilegiado. Qual é a previsão para a votação do projeto de anistia? A votação do projeto de anistia, que estava prevista para a próxima semana, deve ser adiada. Representantes de partidos indicam que o texto ainda precisa de negociações entre deputados e o Senado, e a sugestão do relator de rever o tempo de prisão não conta com apoio da oposição. Como está a relação entre a Câmara e o Senado após a rejeição da PEC? Nos bastidores, parlamentares consideram que a relação entre a Câmara e o Senado se deteriorou após a rejeição da PEC, o que exigirá um amadurecimento das conversas dentro do Congresso para avançar nas pautas em discussão.   Fonte: R7 Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo

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Projeto da anistia: Paulinho da Força fica com relatoria e estima votação para a próxima semana

Hugo Motta anunciou a escolha um dia após Câmara aprovar urgência à proposta de perdão a presos do 8 de Janeiro O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), definiu nesta quinta-feira (18) o deputado Paulinho da Força (Solidariedade) como relator do projeto da anistia. Ao fazer o anúncio nas redes sociais, Motta disse ter certeza que o parlamentar “conduzirá as discussões do tema com o equilíbrio necessário”. Nesta quarta-feira (18), a Câmara aprovou um requerimento de urgência ao projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de janeiro de 2023. O placar foi de 311 a favor e 163 contra. A urgência leva a análise do projeto diretamente ao plenário da Casa, sem a necessidade de passar pelas comissões permanentes da Casa. Após o anúncio, Paulinho da Força afirmou que as chances do projeto não ser votado é zero, reforçando, ainda, que a votação da anistia ampla, geral e irrestrita é “impossível”. “A ideia é um pouco dessa, da pacificação, ou seja, a gente tentar construir um projeto que não seja nem tanto da direita, nem tanto da esquerda e que a gente possa pacificar o país”, disse o relator. Segundo o deputado, o próximo passo é conversar com parlamentares da esquerda, direita e centro para construir o projeto e tentar votar o mais rápido possível. Ele pontuou, ainda, que a principal ideia é tentar reduzir as penas dos condenados, o que ainda será conversado com outros deputados. Ainda não se tem uma decisão certa sobre a inclusão da anistia a Bolsonaro e aliados no texto. Além dos parlamentares, Paulinho da Força espera discutir com os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o texto, para não haver “conflito”. “Estamos trabalhando com a ideia de votar até a semana que vem, se for possível”, estimou. Projeto de anistia Durante a votação da urgência do projeto de anistia, a maioria dos partidos orientou voto favorável ao pedido de urgência, incluindo os de centro, como PP, Republicanos, PSD e União Brasil. Com exceção do PT, PSOL, PSB, PDT, apenas o MDB orientou voto contra a urgência. Em seu momento na tribuna, o líder do partido, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), afirmou que o 8 de janeiro foi tentativa de golpe de Estado, mas que é favorável a um recálculo de penas dos envolvidos. O líder explicou que orientaria a favor do pedido se um texto nessa linha já estivesse concluído. Ao todo, existem sete projetos correlatos ao tema tramitando na Câmara. O principal é de autoria do ex-deputado Major Vitor Hugo (PL-BA), mas a urgência a ser analisada refere-se a um texto do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). Em resumo, o projeto concede anistia aos “participantes das manifestações reivindicatórias de motivação política e/ou eleitoral, ou aos que as apoiaram, por quaisquer meios, inclusive contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em mídias sociais e plataformas ocorridas entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor desta Lei, e dá outras providências”. O texto-base, portanto, além do 8 de janeiro, inclui as paralisações nas rodovias após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perder as eleições, o atentado à bomba no Aeroporto de Brasília e o ataque à sede da Polícia Federal — eventos ocorridos em dezembro de 2022. Perguntas e respostas Quem foi escolhido como relator do projeto da anistia? O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, escolheu o deputado Paulinho da Força como relator do projeto da anistia. Qual foi a decisão da Câmara em relação ao projeto de anistia? Nesta quarta-feira, a Câmara aprovou um requerimento de urgência ao projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de janeiro de 2023, com um placar de 311 votos a favor e 163 contra. O que Paulinho da Força disse sobre a votação do projeto? Paulinho da Força afirmou que as chances do projeto não ser votado são zero e que a votação da anistia ampla, geral e irrestrita é “impossível”.   Fonte: R7 Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

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Planalto convoca reunião com ministros para impedir avanço de anistia no Congresso

Reunião será com a ministra Gleisi Hoffmann, nesta segunda; pautas prioritárias do governo também devem ser discutidas Em meio a segunda semana de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe no STF (Supremo Tribunal Federal), o Palácio do Planalto começou a articular estratégias para impedir a aprovação do projeto de anistia no Congresso. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, convocou uma reunião com ministros de centro-direita para debater o tema nesta segunda-feira (8). O encontro vai acontecer no Palácio do Planalto e deve reunir ministros do PP, União Brasil, PSD, MDB e Republicanos. Outros titulares com relação próxima às bancadas na Câmara e no Senado também foram convidados. A anistia em regime de urgência deve ser votada logo depois do julgamento do ex-presidente, conforme estimam parlamentares da direita que pressionam o presidente da Câmara, Hugo Motta. Segundo interlocutores do Executivo, o governo já tem procurado deputados para tentar vender a ideia de que a aprovação da anistia na Câmara seria um desgaste desnecessário, porque ainda passaria pelo Davi Alcolumbre, presidente do Senado, que já defendeu uma pauta de redução das penas dos envolvidos no 8 de Janeiro, mas sem incluir o principais réus do primeiro comando, como Bolsonaro. Na semana passada, o próprio presidente Lula comentou o risco da anistia ser aprovada pelos parlamentares. “Se for votar no Congresso [a anistia], corremos o risco da anistia [ser aprovada]. O Congresso, vocês sabem, não é um Congresso eleito pela periferia. Ele tem ajudado o governo, temos aprovado tudo que enviamos, mas a extrema-direita tem muita força ainda no Congresso”, alertou na ocasião Outros temas A reunião, contudo, segundo a assessoria de comunicação do governo, não deve discutir unicamente a anistia, mas debater também os projetos prioritários do governo neste segundo semestre, como isenção do Impostos de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública e outros projetos e medidas provisórias. Perguntas e Respostas Qual é o objetivo da reunião convocada pelo Palácio do Planalto? A reunião convocada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, tem como objetivo debater estratégias para impedir a aprovação do projeto de anistia no Congresso. O encontro ocorrerá no Palácio do Planalto e reunirá ministros de centro-direita. Quem participará da reunião e quais partidos estão envolvidos? Participarão da reunião ministros do PP, União Brasil, PSD, MDB e Republicanos, além de outros titulares próximos às bancadas na Câmara e no Senado. Quando está prevista a votação da anistia e qual é a expectativa do governo? A anistia em regime de urgência deve ser votada logo após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme estimativas de parlamentares da direita que pressionam o presidente da Câmara, Hugo Motta. Qual é a estratégia do governo em relação à anistia? O governo já tem procurado deputados para argumentar que a aprovação da anistia na Câmara seria um desgaste desnecessário, uma vez que ainda precisaria passar pelo Senado, onde o presidente Davi Alcolumbre já defendeu uma pauta de redução das penas dos envolvidos no 8 de Janeiro, mas sem incluir os principais réus, como Bolsonaro. O que o presidente Lula comentou sobre o risco da anistia? Na semana passada, o presidente Lula alertou sobre o risco da anistia ser aprovada no Congresso, destacando que a composição atual não é representativa da periferia e que a extrema-direita ainda possui muita força no Congresso. Além da anistia, quais outros temas serão discutidos na reunião? A reunião também abordará projetos prioritários do governo para o segundo semestre, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a PEC da Segurança Pública e outras medidas provisórias.   Fonte: R7 Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

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Oposição na Câmara prepara ofensiva para criar ‘CPI do Roubo dos Aposentados’ pelo INSS

A oposição ao governo Lula na Câmara prepara uma ofensiva para aumentar o número de assinaturas pela criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o esquema de fraude ligado ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A intenção, conforme apurou o R7, é reunir nomes de liderança para uma campanha de apoio ao longo da próxima semana. O movimento deve contar com adesão do PL, oposição e minoria dentro da Câmara. A movimentação começou com a indicação de um novo nome ao colegiado: ‘CPI do Roubo dos Aposentados’. Para poder apresentar a proposta efetivamente, é necessário o apoio de 171 parlamentares, mas até sexta-feira (25), a proposta contava com assinatura de 87. O requerimento para colher adesões tem sido encabeçado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). Mesmo se alcançar as 171 assinaturas, um avanço da CPI depende de decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser formalmente instalada. No pedido que recebe assinaturas, Chrisóstomo cita que as indicações apontam para desvios superiores aos R$ 6,3 bilhões em processo ligado ao desvio de aposentadorias, conforme indicam as investigações da PF (Polícia Federal). O alto valor, segundo o deputado, coloca o tema como importante para investigação entre parlamentares. “Estamos falando de idosos, pessoas em cadeira de rodas, gente que não consegue sequer sair da cama. Estamos falando de um roubo bilionário contra os que mais precisam“, disse. “Precisamos investigar todos os envolvidos nesse esquema criminoso contra o INSS”, completou. Operação A Polícia Federal investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Na quarta-feira (23), a AGU (Advocacia-Geral da União) anunciou a criação de um grupo de trabalho para buscar a reparação dos danos causados por cobranças indevidas. Além disso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que as investigações seguem em andamento e integram um conjunto de ações do Ministério da Justiça no combate ao crime organizado. Segundo a PF, o esquema operava por meio de entidades associativas, que realizavam cobranças não autorizadas sobre aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS. A operação apura prejuízos que podem ultrapassar R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024, relacionados a mensalidades associativas cobradas sem consentimento dos aposentados e pensionistas. Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram 211 mandados judiciais, incluindo ordens de busca e apreensão, sequestro de bens avaliados em mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária. A operação ocorreu no Distrito Federal e em 14 estados: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Seis servidores públicos também foram afastados de suas funções por decisão judicial. Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documentos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.   Fonte: R7 Foto: Agência Brasil/Arquivo

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Lula reúne ministros para discutir deportação de brasileiros dos Estados Unidos

Entre os assuntos, Brasil deve decidir sobre a participação na reunião da Celac convocada para debater migrações na América Latina   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta terça-feira (28) com ministros para discutir a deportação de brasileiros dos Estados Unidos. Na sexta (24), 88 cidadãos do Brasil chegaram algemados, mesmo com o país tendo acordo com os Estados Unidos para evitar a prática. Na reunião desta terça, marcada para 16h, participarão os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski; da Defesa, José Mucio; dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo; e da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Também estarão presentes o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior; o comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Damasceno; o assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, Celso Amorim; e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Nessa segunda (27), Lula também se reuniu com Mauro Vieira. Na parte da tarde, a equipe diplomática do Brasil decidiu chamar o encarregado de negócios dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, para cobrar explicações sobre o caso. Brasil e EUA têm um acordo de deportação. Desde 2017, é acertado entre os dois países que algemas só podem ser usadas em casos excepcionais. No entanto, na sexta os brasileiros deportados chegaram com as mãos e os pés algemados. O Itamaraty chamou de “tratamento degradante” a situação à qual os brasileiros foram submetidos. “O uso indiscriminado de algemas e correntes viola os termos de acordo com os EUA, que prevê o tratamento digno, respeitoso e humano dos repatriados”, disse o Itamaraty. Ricardo Lewandowski reage Nessa segunda, o ministro Ricardo Lewandowski disse que deportações precisam ser feitas com respeito e dignidade. Segundo ele, os brasileiros passaram por “constrangimentos absolutamente inaceitáveis” ao serem trazidos com algemas. “Nós não queremos provocação, nós não queremos afrontar quem quer que seja, mas nós queremos que os brasileiros inocentes e que foram lá buscar trabalho, sejam tratados com a dignidade que merecem”, disse. Celac convoca reunião de emergência No encontro desta terça, os ministros também devem debater uma possível participação do Brasil em uma reunião de emergência da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), que reúne 33 países. O encontro foi marcado pela presidente de Honduras, Xiomara Castro, atual presidente do grupo. A reunião para discutir a questão migratória da região está marcada para quinta-feira (30). Polêmica com a Colômbia O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou uma política de deportações em massa no país assim que assumiu o cargo. O Departamento de Defesa americano começou a atuar em voos de deportação, se juntando aos voos civis que já eram feitos nos outros governos norte-americanos. Na Colômbia, o país se recusou a receber voos militares com os deportados algemados. Em resposta, Trump impôs sanções, como uma taxa de 25% a todos os produtos colombianos no país. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, respondeu também impondo tarifas aos produtos norte-americanos. Nessa segunda, entretanto, os dois países entraram em um acordo. Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert / PR

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