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Tag: politica

PGR recorre para limitar alcance de ampliação do foro privilegiado

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para limitar a decisão da Corte que ampliou o foro por prerrogativa de função, nome técnico do foro privilegiado para deputados federais e senadores. Em março deste ano, o Supremo decidiu que o processo contra um político pode continuar na Corte mesmo após o fim do mandato. Pelo entendimento, o foro privilegiado de um político fica mantido no STF se o crime tiver sido cometido durante o exercício da função de parlamentar. A regra se aplica aos casos de renúncia, não reeleição ou cassação. Na manifestação enviada ao STF na terça-feira (5), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, diz que a decisão não pode ser aplicada de forma automática e irrestrita para todos os processos. Para o procurador, a decisão não deve valer para ações penais que já estão em fase final. Dessa forma, esses processos devem permanecer nas instâncias inferiores em que tramitavam. “As persecuções penais que já se encontravam com a instrução encerrada, com a abertura de prazo para apresentação de alegações finais, deverão permanecer sob a jurisdição dos órgãos que lhes vinham conferindo regular andamento, assegurando-se, assim, desfecho compatível com as garantias do devido processo legal”, defende Gonet. Na avaliação do procurador, a decisão do STF que ampliou o foro pode acarretar em “retrocesso investigativo”. “Ao contrário do que se pretendia, a implementação automática e irrestrita da nova orientação tem reproduzido exatamente os efeitos deletérios que se buscava mitigar com a superação do entendimento anterior, ocasionando riscos concretos de retrocesso investigativo, morosidade e, em última análise, de inefetividade jurisdicional”, completou. Apesar da manifestação da PGR, não há data para o julgamento do recurso. Fim do foro A pauta sobre mudanças no foro privilegiado voltou à tona nesta semana após parlamentares que apoiam Jair Bolsonaro iniciarem articulações políticas pela aprovação de alterações nas regras de julgamentos do STF para retirar o processo da trama golpista da Corte e impedir o julgamento do ex-presidente. No STF, Bolsonaro é um dos réus do núcleo 1 da ação penal do golpe. O processo está na fase final, faltando apenas a entrega das alegações finais das defesas, que ocorrerá na próxima semana. O julgamento deve ocorrer em setembro.   Fonte: Agência Brasil Foto: José Cruz/Agência Brasil

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STF aprova orçamento de R$ 1 bi para 2026 com mais gasto em segurança

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quinta-feira (7) proposta orçamentária de R$ 1 bilhão para 2026. A previsão foi aprovada durante sessão administrativa e será enviada ao Ministério do Planejamento e Orçamento para compor a proposta orçamentária da União para 2026. A proposta do STF para o ano vem teve aumento em relação ao orçamento deste ano, que ficou em R$ 953 milhões. No relatório em que votou a favor da aprovação do orçamento, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que a Corte foi obrigada, por “fatores externos”, a aumentar os gastos com segurança. Em 2020, o gasto com a proteção das instalações e com segurança dos ministros foi R$ 40 milhões. No ano que vem, o valor proposto é de R$ 72 milhões. “Essa é uma despesa que tem causas externas ao tribunal. Vem do aumento das hostilidades ao Supremo Tribunal Federal, que são fato público e notório. O risco à segurança aumentou a necessidade de investir em infraestrutura, tecnologia e equipamentos e aumento de pessoal (servidores e terceirizados), com severo impacto no orçamento, mas inevitável”, justificou Barroso. No relatório, o ministro também afirmou que os gastos da Corte estão dentro dos limites fiscais. “Como mencionado no relatório, ao montante de despesas primárias com receitas do Tesouro (obrigatórias e discricionárias), foi acrescido o campo de despesas discricionárias com receitas próprias do tribunal”, completou o ministro.   Fonte: Agência Brasil Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

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Cassado pelo TRE-SP, vereador de Hortolândia fica inelegível; vice-prefeito é absolvido

O parlamentar também ficará inelegível por 8 anos O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve, por unanimidade, a cassação do mandato do vereador Leonardo Martins Moreira (PSB), conhecido como Léo do LM, por abuso de poder político e econômico nas Eleições Municipais de 2024. A decisão foi proferida na sessão de julgamento desta terça-feira (5) e reformou parcialmente a sentença da 361ª Zona Eleitoral. O parlamentar também foi declarado inelegível por oito anos a partir das eleições de 2024. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi movida pelo Ministério Público Eleitoral com base em denúncia da candidata a vereadora Fabíola Santos de Almeida (Solidariedade). Conforme o processo, Léo do LM a coagiu a desistir da candidatura durante uma reunião com a presença do candidato a vice-prefeito, Carlos Augusto César. Na ocasião, teriam sido oferecidas vantagens financeiras e feitas ameaças à integridade pessoal e à atividade comercial de Fabíola. O Ministério Público também apontou que, após o encontro, Léo do LM abordou a candidata diversas vezes, tentando constrangê-la com novas ameaças e promessas de valores para que deixasse a disputa eleitoral. Em primeira instância, o vereador e o candidato a vice-prefeito tiveram os mandatos cassados. Contudo, o TRE-SP reverteu a decisão em relação a Carlos Augusto César. De acordo com o relator, desembargador Cotrim Guimarães, a gravação feita pela candidata durante a reunião foi considerada prova ilícita. Ainda assim, as demais evidências foram suficientes para comprovar a conduta do vereador, mas não do vice-prefeito. “As evidências das condutas subsequentes à reunião […] não podem ser atribuídas com a segurança necessária ao réu Carlos Augusto César, no meu entender”, afirmou o relator. “As provas remanescentes, independentes da gravação ilícita, são suficientes para configurar o ilícito eleitoral em relação a Leonardo, o Léo do LM, candidato a vereador. […] Verifica-se nos autos a comprovação de uma perseguição pessoal da candidata Fabíola no seu exercício de direitos políticos”, concluiu. A ação também foi ajuizada contra o prefeito de Hortolândia, José Nazareno Gomes, mas os pedidos foram negados em relação a ele. Léo do LM obteve 1.663 votos nas eleições de 2024. O PSB, partido do vereador, somou 18.788 votos. Já a chapa eleita ao cargo de prefeito e vice-prefeito de Hortolândia recebeu 60.742 votos (55,07% dos votos válidos). Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).   Foto: Reprodução/Instagram @leodolm

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Com promessa de votar fim do foro e discutir anistia, oposição desobstrui plenário da Câmara

Após quase 48 horas ocupando o plenário da Câmara dos Deputados, a oposição acabou com o protesto na noite desta quarta-feira (6) e desobstruiu a pauta da Casa. A decisão foi tomada após horas de negociações com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e com líderes do centro. O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que os líderes dos principais partidos, como PP, União e PSD, se comprometeram a votar, na próxima semana, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com o foro privilegiado para políticos. Além disso, se comprometeram a retomar as discussões do projeto de lei que anistia os presos e condenados pelos atos extremistas do 8 de Janeiro. A ideia é que seja construído um novo texto, sem brechas para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com relação ao fim do foro, a ideia é tirar da competência do STF o poder para julgar políticos e deixar os processos seguirem para tribunais regionais. Deputados barraram Motta de ocupar cadeira da presidência Quando o protesto ainda acontecia, Motta anunciou que iria punir com suspensão de seis meses deputados que insistirem em ocupar o plenário e atrapalhar os trabalhos da Câmara. Apesar disso, os parlamentares continuaram ocupando a Mesa Diretora da Câmara. Motta tinha anunciado uma sessão para 20h30, mas os deputados o impediram de sentar na cadeira da presidência por não concordarem com a medida. Os deputados, contudo, cederam após o líder da oposição, Luciano Zucco (PL-RS), conversar com eles. Motta só conseguiu assumir o comando do plenário cerca de duas horas depois. O presidente da Câmara fez um discurso de aproximadamente dez minutos em defesa da ordem institucional, do diálogo e do fortalecimento do parlamento. Ele defendeu retomada dos trabalhos com diálogo e respeito, disse que “a respeitabilidade da mesa é inegociável”, que “até o limite tem limite” e que não está na função de presidente “para agradar polos”. “Essa presidência precisa, deve e vai funcionar”, afirmou. Motta frisou que sua atuação à frente da Câmara é guiada pela serenidade, pelo equilíbrio e, quando necessário, pela firmeza. “Não me distanciarei da serenidade, não me distanciarei do equilíbrio, nem me distanciarei da firmeza que é necessária para presidir essa Casa em tempos tão desafiadores”, pontuou. Ao longo do discurso, o presidente reforçou seu compromisso com o respeito às regras institucionais e com o livre exercício do mandato parlamentar. “Sempre lutarei pelo respeito às nossas prerrogativas e pelo livre exercício do mandato. É justamente nessa hora que nós não podemos negociar a nossa democracia.” Motta destacou que não vai se alinhar a nenhum dos polos políticos e que vai atuar de forma imparcial, construindo uma agenda institucional baseada no diálogo. “Não estou aqui para momentaneamente agradar nenhum dos polos. Não estou aqui para ser conivente com uma agenda que tenha um só compromisso ou um só lado”, declarou. Entenda a obstrução Em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os oposicionistas utilizaram esparadrapos na boca e ocuparam as mesas diretoras da Câmara e do Senado. O grupo buscava pressionar os presidentes das duas Casas legislativas para votar a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 — o que beneficiaria Bolsonaro —, o pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes e o fim do foro privilegiado para autoridades.   Fonte: R7 Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

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Senado vai recorrer ao STF para revisão de tornozeleira em Marcos do Val

Em reunião com líderes partidários na noite desta quarta-feira (6), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que a advocacia da Casa vai pedir ao STF (Supremo Tribunal Federal) a revisão das medidas cautelares impostas ao senador Marcos do Val (Podemos-ES). O senador instalou tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes, após descumprir restrições anteriores no âmbito da investigação sobre a possível atuação dele para obstruir investigações da Polícia Federal e incitar crimes contra delegados e ministros do STF. Ainda na reunião, Alcolumbre informou que o procurador do Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), vai apresentar à Mesa Diretora da Casa um pedido para suspender o mandato de Do Val por seis meses. Quem vota a solicitação são os membros da mesa, portanto, não será uma decisão do plenário. Toque de recolher Segundo a decisão de Moraes, com relação às restrições impostas a Do Val, a única exceção é ligada à participação em votações no Senado. Nesse caso, Do Val poderá exceder o horário do toque de recolher caso precise participar de sessões ou votações na Casa, mas deverá justificar tal necessidade ao STF em até 24 horas.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Flávio visita Bolsonaro pela 1ª vez após prisão e diz que Moraes ‘não fez favor nenhum’

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o pai dele, Jair Bolsonaro (PL), pela primeira vez na tarde desta quarta-feira (6) desde que o ex-presidente teve a prisão domiciliar decretada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, na segunda-feira (4). Os dois se encontraram na residência do ex-chefe do Executivo em Brasília. Ao decretar a prisão domiciliar, Moraes determinou que Bolsonaro estaria proibido de receber pessoas em casa, exceto de advogados. No entanto, nesta manhã, o ministro autorizou o ex-presidente seja visitado por filhos, cunhadas e netos. Ao deixar a casa de Bolsonaro, Flávio afirmou a jornalistas que Moraes “não fez nenhum favor” ao permitir que os familiares visitem o ex-presidente em prisão domiciliar. “O que ele tinha que ter feito desde o começo era revogar essa prisão”, diz o senador. No despacho publicado nesta manhã, o magistrado determinou que filhos, cunhadas, netas e netos de Bolsonaro podem visitá-lo “sem necessidade de prévia comunicação, com a observância das determinações legais e judiciais anteriormente fixadas”. Na tarde de terça-feira (5), Bolsonaro recebeu a visita do senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI). Segundo ele, a visita teve autorização do STF e foram cumpridas todas as normas. Além do senador, outros dois parlamentares fizeram pedidos a Moraes para visitar o ex-presidente na prisão domiciliar. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirma que a solicitação tem caráter “estritamente institucional e humanitário”. O deputado federal Zucco (PL), líder da oposição na Câmara e autor de outro pedido, afirma que a visita solicitada é “imprescindível à continuidade dos trabalhos da Liderança da Oposição na Câmara dos Deputados”. Outro pedido é do empresário Renato Araújo, de Angra dos Reis (RJ), município litorâneo onde Bolsonaro tem casa de veraneio. Prisão domiciliar Bolsonaro teve a prisão domiciliar decretada nesta segunda-feira por descumprimento das medidas cautelares impostas no dia 18 de julho por Moraes. O ex-presidente estava proibido de veicular conteúdo nas redes sociais de terceiros, restrição que foi descumprida no domingo (4). O ministro também disse que Bolsonaro realizou ligação telefônica, por chamada de vídeo, com seu apoiador político e deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).   Fonte: R7 Foto: RENAN AREIAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

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Gilmar Mendes ironiza cancelamento de visto dos EUA

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ironizou nesta quarta-feira (6) a decisão do governo do presidente Donald Trump que cancelou o visto de entrada de ministros da Corte nos Estados Unidos. Durante o lançamento do livro Jurisdição Constitucional da Liberdade para a Liberdade, escrito pelo próprio ministro, o decano no STF disse que a democracia constitucional envolve limites e “não há soberanos”. “Nós temos falado em nossos desafios institucionais. Eu já tive a oportunidade de dizer que poderia estar contando [isso] em Roma, Paris e Lisboa, agora não em Washington”, disse o ministro, provocando risos da plateia. Mais cedo, Gilmar Mendes reafirmou apoio a Moraes, que é o relator das ações penais sobre a trama golpista ocorrida no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. No mês passado, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou que determinou a revogação dos vistos de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”. Em seguida, o governo Trump anunciou a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. A norma norte-americana prevê a aplicação de restrições para quem é considerado violador de direitos humanos.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Após obstrução de Plenário, Hugo Motta abre sessão e pede respeito

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), abriu a sessão plenária na noite desta quarta-feira (6), por volta das 22h30, após um longo período de obstrução e protestos por parlamentares da oposição. Motta criticou a ação dos deputados e disse que as manifestações têm que obedecer o regimento da Casa. “O que aconteceu entre o dia de ontem e hoje com a obstrução dos trabalhos não faz bem a esta casa. A oposição tem todo o direito de se manifestar, de expressar sua vontade. Mas tudo isso tem que ser feito obedecendo o nosso regimento e a nossa Constituição. Não vamos permitir que atos como esse possam ser maiores que o Plenário e do que a vontade dessa Casa”, disse Motta. Parlamentares da oposição estão desde ontem (6) obstruindo os plenários do Senado e da Câmara dos Deputados em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eles também querem que seja pautada a anistia geral e irrestrita aos condenados por tentativa de golpe de Estado no julgamento da trama golpista, assim como o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Mota disse que os parlamentares não podem priorizar interesses pessoais ou eleitorais.  “Nesta casa mora a solução das construções para o nosso país, que tem que estar sempre em primeiro lugar, e não deixarmos que projetos individuais, pessoais ou até eleitorais possam estar à frente daquilo que é maior que todos nós, que é nosso povo que tanto precisa das nossas decisões”. O presidente da Câmara pediu diálogo e respeito, mas garantiu firmeza da presidência da Casa. “Sempre lutarei pelas nossas prerrogativas e pelo livre exercício do mandato. E o exercido do mandato se dá no respeito àquilo que para nós é inegociável, que é o direito de cada um exercer o direito à fala, a se posicionar, e de quem preside a casa de presidir os trabalhos”. Obstrução Ao chegar no plenário da Câmara, Motta teve dificuldades de assumir sua cadeira na Mesa Diretora, por obstrução de alguns parlamentares, especialmente os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS). Mais cedo, o Colégio de Líderes da Câmara dos Deputados decidiu realizar sessão presencial do Plenário na noite desta quarta-feira (6) às 20h30, mas os parlamentares de oposição demoraram para liberar o espaço para a realização da sessão. O Plenário está ocupado desde ontem por deputados da oposição, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Suspensão Conforme nota da Secretaria-Geral da Mesa, qualquer conduta que tenha por finalidade impedir ou obstaculizar as atividades legislativas sujeitarão os parlamentares ao Regimento Interno da Câmara dos Deputados. O regulamento prevê a apresentação, pela Mesa Diretora, de representação dirigida ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar pedindo a suspensão cautelar de mandato de deputado pelo período de seis meses por quebra de decoro. Conselho Tutelar O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Reimont (PT-RJ) apresentou uma denúncia ao Conselho Tutelar sobre a presença da filha da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) no plenário, que é um bebê de colo. Segundo o deputado, a conduta suscita preocupações quanto à segurança da criança, “que foi exposta a um ambiente de instabilidade, risco físico e tensão institucional” “Fui chamada pelos colegas e tive que vir com a minha bebê. Será que vão tirar a gente à força?”, questionou a deputada Júlia Zanatta, sentada na cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta. Senado Mais cedo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou que a sessão deliberativa do Senado desta quinta-feira (7) seja realizada em sistema remoto. Segundo ele, a decisão tem o objetivo de garantir o funcionamento da Casa e impedir que a pauta legislativa seja paralisada por causa da obstrução do plenário do Senado por parlamentares da oposição.   Fonte: Agência Brasil Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Defesa de Bolsonaro recorre contra prisão domiciliar 

A defesa de Jair Bolsonaro recorreu nesta quarta-feira (6) da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente. No recurso apresentado ao Supremo, os advogados sustentam que Bolsonaro não descumpriu a medida cautelar que o proíbe de usar as redes sociais, incluindo perfis de terceiros. A medida cautelar foi estabelecida no mês passado, quando Moraes também determinou que Bolsonaro fosse monitorado por tornozeleira eletrônica. O recurso será analisado pelo próprio ministro. Além de avaliar o caso individualmente, o recurso também poderá ser julgado pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, além de Moraes. De acordo com a defesa, o ex-presidente não pode ser punido por ter saudado seus apoiadores por meio de perfis de outras pessoas. “O ex-presidente não foi proibido de dar entrevistas ou de se manifestar, e como já alertado, não detém controle sobre terceiros que possam repercutir o conteúdo decorrente sem a sua participação direta ou indireta. Trata-se de verdadeiro desdobramento incontrolável, alheio à sua vontade ou ingerência”, afirmou a defesa. Os advogados do ex-presidente também defenderam que o recurso seja julgado pela Primeira Turma da Corte. “Justamente por não se tratar de medida automática, é indispensável a validação pela Turma, em estrito atendimento à previsão do RISTF [regimento interno], não sendo suficiente argumentar que a decisão original já previa a possibilidade de prisão em caso de violação das cautelares”, completou a defesa. Entenda No mês passado, Moraes determinou diversas medidas cautelares contra Bolsonaro, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e restrição ao uso de redes sociais, incluindo perfis de terceiros. Na segunda-feira (4),o ministro determinou a prisão por entender que os filhos do ex-presidente publicaram em suas redes sociais postagens de agradecimento de Bolsonaro aos apoiadores que compareceram aos atos realizados no domingo (3). Segundo Moraes, houve descumprimento das restrições determinadas anteriormente, que impediam Bolsonaro de usar as redes sociais por intermédio de terceiros. As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, é investigado pela sua atuação junto ao governo dos Estados Unidos para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo. Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. Nesse processo, Bolsonaro é investigado por mandar recursos, via pix, para bancar a estadia de seu filho no exterior. Bolsonaro também é réu na ação penal da trama golpista no Supremo. O julgamento deve ocorrer em setembro.   Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Moraes autoriza acareação entre Mauro Cid e ex-assessor de Bolsonaro

Medida atende pedido da defesa de Marcelo Câmara, que apontou contradições nos depoimentos prestados por Mauro Cid à PF O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quarta-feira (6) a realização de uma acareação entre o tenente-coronel Marcelo Câmara, ex-assessor do então presidente Jair Bolsonaro (PL), e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. O encontro foi marcado para o dia 13 de agosto, na sala de audiências do STF, em Brasília. A medida atende a um pedido da defesa de Marcelo Câmara, que apontou contradições nos depoimentos prestados por Mauro Cid à Polícia Federal. Entre os pontos levantados estão a discussão de minutas golpistas no Palácio da Alvorada, o suposto monitoramento do ministro Moraes e relatos considerados inconclusivos sobre esse acompanhamento. Como Marcelo Câmara está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, Moraes autorizou seu deslocamento ao STF com o uso de tornozeleira eletrônica, ressaltando que ele não poderá se comunicar com nenhuma pessoa além de seus advogados durante o período. “O réu preso Marcelo Câmara Costa deverá comparecer pessoalmente, mediante a instalação de equipamento de monitoramento eletrônico durante o período necessário para o deslocamento e realização da acareação, mantida a proibição de se comunicar com qualquer pessoa que não seja seu advogado”, registrou Moraes no despacho. A acareação é parte das investigações conduzidas no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado e o envolvimento de aliados próximos de Bolsonaro em ações contra a ordem democrática. Ministro autoriza visitas familiares a Bolsonaro Na mesma decisão, o ministro Alexandre de Moraes também autorizou visitas de familiares ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que desde segunda-feira (4) cumpre prisão domiciliar por violar medidas cautelares impostas pelo STF. Poderão visitar Bolsonaro, sem necessidade de comunicação prévia, seus filhos, netos, netas e cunhadas. No entanto, o ministro reforçou que as visitas devem respeitar todas as condições previamente determinadas, incluindo a proibição de uso de celular, registros por vídeo e qualquer tipo de exposição pública. A decisão foi assinada na manhã desta quarta-feira (6) e faz parte do processo que investiga a atuação do ex-presidente em uma suposta trama golpista, além de episódios de obstrução de Justiça.   Fonte: R7 Foto: Ton Molina/STF

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