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Tag: politica

Governo brasileiro condena criação de novos assentamentos na Palestina

O governo brasileiro condenou o plano de Israel de construir mais de 3.400 moradias em um novo assentamento na Palestina, localizado entre Jerusalém Oriental e Jericó.  “O projeto ameaça dividir a Cisjordânia em duas partes — Norte e Sul — e isolar Jerusalém Oriental do restante daquele território”, diz nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores. Ainda segundo o MRE, “a construção dos novos assentamentos pode isolar Jerusalém Oriental do restante da Cisjordânia, colocando por terra a criação do Estado Palestino”. Para o governo brasileiro, a “medida representa flagrante violação do direito internacional, em especial da Resolução 2334 (2016) do Conselho de Segurança, assim como grave afronta ao parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça, emitido em 19 de julho de 2024”. De acordo com o MRE, o parecer da Corte “considerou ilícita a contínua presença de Israel no território palestino ocupado e concluiu ter aquele país a obrigação de cessar, imediatamente, quaisquer novas atividades em assentamentos e de evacuar todos os seus moradores”. A nota divulgada pelo MRE conclui ressaltando o “direito inalienável” dos palestinos de terem o seu Estado. “Ao recordar o direito inalienável do povo palestino a um Estado independente e soberano, o Brasil insta Israel a abster-se de adotar ações unilaterais equivalentes à anexação do território palestino ocupado, as quais ameaçam a viabilidade da implementação da solução de dois Estados e comprometem o alcance de uma paz sustentável na região”.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

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Com maioria formada, STF volta a julgar Carla Zambelli por porte ilegal de arma de fogo

O plenário virtual do STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta sexta-feira (15) o julgamento do processo contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O julgamento será aberto com o voto-vista do ministro Nunes Marques. O caso remonta a outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, quando Zambelli se envolveu em uma discussão com um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma rua de um bairro nobre de São Paulo. A deliberação ocorrerá entre 15 e 22 de agosto. No plenário virtual, os ministros registram seus votos, sem debate, no sistema eletrônico do STF. Caso algum integrante da corte solicite destaque, o julgamento será transferido ao plenário físico. Em março, Nunes Marques havia pedido vista. Mesmo com a solicitação, o ministro Cristiano Zanin antecipou seu posicionamento e acompanhou o relator, Gilmar Mendes, favorável à condenação, à perda do mandato da parlamentar, à revogação da autorização para porte de armas e à entrega do armamento apreendido ao Comando do Exército. Os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Flávio Dino também seguiram o voto do relator. A Procuradoria-Geral da República denunciou a deputada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com arma de fogo. O primeiro crime ocorre quando alguém transporta ou mantém arma sem autorização — conduta prevista no Estatuto do Desarmamento, com pena de dois a quatro anos de prisão. O constrangimento ilegal se caracteriza quando a vítima é forçada a agir contra ou deixar de exercer direito garantido pela lei, mediante violência ou ameaça, especialmente com o uso de arma de fogo. A pena varia de três meses a um ano, podendo ser dobrada se houver emprego de armamento. Prisão Em outra ação penal, Carla Zambelli foi condenada pelo STF, em maio, por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e adulteração de documentos. A pena fixada foi de dez anos de prisão em regime fechado, além de multa. A deputada está licenciada do mandato desde 5 de julho. Ela deixou o país no início de junho e foi presa na Itália em 29 de julho. Um dia depois, passou por audiência de custódia em Roma e a Justiça italiana decidiu mantê-la na penitenciária feminina de Rebibbia, onde aguardará o resultado do processo de extradição. Em vídeo divulgado após a prisão, Zambelli declarou que não pretendia retornar ao Brasil, mas aceitaria cumprir eventual pena em território italiano. Perguntas e respostas: Qual é o tema do julgamento que o STF retoma? O STF retoma o julgamento do processo contra a deputada federal Carla Zambelli pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Quando será aberto o julgamento? O julgamento será aberto nesta sexta-feira, dia 15, com o voto-vista do ministro Nunes Marques. Qual é o contexto do caso de Carla Zambelli? O caso remonta a outubro de 2022, quando Zambelli se envolveu em uma discussão com um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais. Como funciona o julgamento no plenário virtual do STF? No plenário virtual, os ministros registram seus votos sem debate, utilizando um sistema eletrônico. Se algum ministro solicitar destaque, o julgamento será transferido para o plenário físico. O que aconteceu em relação ao voto do ministro Nunes Marques? Em março, Nunes Marques pediu vista do processo. Mesmo assim, o ministro Cristiano Zanin antecipou seu voto, acompanhando o relator, Gilmar Mendes, que foi favorável à condenação de Zambelli. Quais foram as decisões dos outros ministros sobre o caso? Os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Flávio Dino também seguiram o voto do relator, que propôs a condenação, a perda do mandato da parlamentar, a revogação da autorização para porte de armas e a entrega do armamento apreendido ao Comando do Exército. Quais são os crimes pelos quais Carla Zambelli foi denunciada? A Procuradoria-Geral da República denunciou Zambelli por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com arma de fogo. O que caracteriza o crime de porte ilegal de arma de fogo? O porte ilegal de arma ocorre quando alguém transporta ou mantém uma arma sem autorização, conforme o Estatuto do Desarmamento, com pena de dois a quatro anos de prisão. Como é definido o crime de constrangimento ilegal? O constrangimento ilegal se caracteriza quando a vítima é forçada a agir contra ou deixar de exercer um direito garantido pela lei, mediante violência ou ameaça, especialmente com o uso de arma de fogo. A pena varia de três meses a um ano, podendo ser dobrada se houver uso de armamento. Qual foi a outra condenação de Carla Zambelli pelo STF? Em maio, Carla Zambelli foi condenada pelo STF por invasão ao sistema do CNJ e adulteração de documentos, com pena de dez anos de prisão em regime fechado e multa. Qual é a situação atual de Carla Zambelli? A deputada está licenciada do mandato desde 5 de julho e deixou o país no início de junho. Ela foi presa na Itália em 29 de julho e está aguardando o resultado do processo de extradição na penitenciária feminina de Rebibbia. O que Carla Zambelli declarou após sua prisão? Após a prisão, Zambelli declarou que não pretendia retornar ao Brasil, mas aceitaria cumprir eventual pena em território italiano.   Fonte: R7 Foto: ESTADÃO CONTEÚDO

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Saiba o que está em jogo na reunião desta sexta (15) entre Trump e Putin

Segundo a Casa Branca, reunião é um ‘exercício de escuta’ e uma oportunidade para Trump ‘sondar o terreno’ em busca de um acordo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se reúnem nesta sexta-feira (15) em Anchorage, no Alasca, para discutir os rumos da guerra na Ucrânia. O encontro ocorre após três rodadas de negociações entre Rússia e Ucrânia, realizadas a pedido de Trump, que não resultaram em um cessar-fogo sólido. A escolha do Alasca tem valor histórico, já que o território foi comprado pelos Estados Unidos da Rússia em 1867 e se tornou um Estado americano em 1959. O assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, disse que a escolha do local foi precisa por aproximar os dois países, separados apenas pelo Estreito de Bering. A reunião será na base Elmendorf-Richardson, a maior instalação militar do Alasca e ponto estratégico para operações americanas no Ártico. Semanas antes do encontro, Trump estabeleceu o prazo de 8 de agosto para que Putin aceitasse um cessar-fogo ou enfrentasse sanções mais duras. Com o fim do prazo, o presidente americano anunciou a reunião bilateral com Putin. Segundo a Casa Branca, a reunião é um “exercício de escuta” e uma oportunidade para Trump “sondar o terreno” em busca de um acordo. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, disse que o presidente pode visitar a Rússia após o encontro no Alasca. Interesses de Kiev O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não participará do encontro. Trump afirmou que ele “poderia ir, mas já participou de muitas reuniões” e disse que Zelensky será a primeira pessoa a quem telefonará depois. Antes da cúpula, Trump e Zelensky se reuniriam por videoconferência, junto a outros líderes europeus. O presidente ucraniano declarou que qualquer decisão sem a participação de Kiev será “sem efeito”. Em declaração sobre o estado atual do conflito, Trump afirmou que tentará recuperar parte do território ocupado para a Ucrânia, mas admitiu que pode haver necessidade de “alguma troca, mudanças de território”. Zelensky rejeita a ideia de concessões, afirmando que não recompensará a Rússia pelo que foi feito. Putin, por sua vez, mantém as exigências de controle sobre áreas ocupadas, neutralidade da Ucrânia e limites no tamanho do Exército de Kiev. Segundo a CBS News, o governo Trump tenta convencer líderes europeus a aceitar um cessar-fogo que deixaria a Crimeia e a região de Donbass sob controle russo, enquanto Moscou abriria mão de Kherson e Zaporizhzhia. A Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014 e Donbass, formado por Donetsk e Luhansk, está sob controle russo desde 2022. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, disse à Fox News que qualquer acordo “não vai deixar ninguém superfeliz”, mas que “é preciso alcançar a paz” e “ter um líder decisivo que force as pessoas a se unirem”. Qual é o objetivo da reunião entre Trump e Putin? A reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem como objetivo discutir os rumos da guerra na Ucrânia. O encontro ocorre após três rodadas de negociações entre Rússia e Ucrânia, que não resultaram em um cessar-fogo sólido. Onde e quando será realizada a reunião? A reunião será realizada nesta sexta-feira (15) em Anchorage, no Alasca, na base Elmendorf-Richardson, que é a maior instalação militar do Alasca e um ponto estratégico para operações americanas no Ártico. Qual a importância da escolha do Alasca como local da reunião? A escolha do Alasca tem valor histórico, pois o território foi comprado pelos Estados Unidos da Rússia em 1867 e se tornou um Estado americano em 1959. O assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, destacou que a localização aproxima os dois países, que são separados apenas pelo Estreito de Bering. Qual foi a posição de Trump em relação ao cessar-fogo antes da reunião? Trump estabeleceu um prazo de 8 de agosto para que Putin aceitasse um cessar-fogo, caso contrário, enfrentaria sanções mais duras. Com o fim do prazo, ele anunciou a reunião bilateral com Putin. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participará da reunião? Não, Zelensky não participará do encontro. Trump mencionou que ele poderia ir, mas já participou de muitas reuniões e afirmou que será a primeira pessoa a quem telefonará após a reunião. Como será a comunicação entre Trump e Zelensky antes da reunião? Antes da cúpula, Trump e Zelensky se reunirão por videoconferência, junto a outros líderes europeus. Zelensky declarou que qualquer decisão sem a participação de Kiev será considerada “sem efeito”. Qual é a posição de Trump sobre a recuperação de território ocupado na Ucrânia? Trump afirmou que tentará recuperar parte do território ocupado para a Ucrânia, mas admitiu que pode haver necessidade de “alguma troca, mudanças de território”. Como Zelensky e Putin se posicionam em relação a concessões territoriais? Zelensky rejeita a ideia de concessões, afirmando que não recompensará a Rússia pelo que foi feito. Putin, por sua vez, mantém exigências de controle sobre áreas ocupadas, neutralidade da Ucrânia e limites no tamanho do Exército de Kiev. Qual é a proposta do governo Trump em relação ao cessar-fogo? Segundo a CBS News, o governo Trump tenta convencer líderes europeus a aceitar um cessar-fogo que deixaria a Crimeia e a região de Donbas sob controle russo, enquanto Moscou abriria mão de Kherson e Zaporizhzhia. Qual é a opinião do vice-presidente dos EUA sobre o acordo? O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, afirmou que qualquer acordo “não vai deixar ninguém superfeliz”, mas que “é preciso alcançar a paz” e “ter um líder decisivo que force as pessoas a se unirem”.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X/officejjsmart

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Tentativa de golpe: veja argumentos de Bolsonaro e demais réus contra condenação

O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus na ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 apresentaram nesta quarta-feira (13) suas alegações finais ao STF (Supremo Tribunal Federal). Nas manifestações, todos pediram a absolvição e alegaram que não há provas concretas que sustentem as acusações feitas pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Com a entrega das alegações finais, o processo entra na reta final e fica pronto para julgamento. Caberá à Primeira Turma do STF decidir o destino dos réus. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deve conceder um prazo de cerca de um mês para que os demais integrantes do colegiado analisem o processo antes de pedir a inclusão do julgamento na pauta. A ação penal envolve militares e ex-integrantes do governo Bolsonaro acusados de planejar e incentivar ações para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo reuniões, discursos e supostos planos de interferência no processo eleitoral. A defesa de todos os acusados afirma que os fatos apontados pela PGR foram distorcidos e não configuram crimes previstos no Código Penal. Jair Bolsonaro Defesa de Jair Bolsonaro pediu absolvição – Ton Molina/STF  A defesa do ex-presidente sustenta que houve nulidades processuais, ausência de provas concretas e que as condutas atribuídas a ele não configuram crime. Os advogados afirmam que houve cerceamento de defesa, alegando que não tiveram acesso integral a todo o material probatório — como mídias digitais e dados de celulares — antes das audiências. Alegam ainda que não puderam participar de interrogatórios de outros acusados ligados aos mesmos fatos. Outro ponto é a contestação da validade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. A defesa sustenta que ele mentiu e foi pressionado, inclusive com restrições de visitas familiares, o que teria viciado a colaboração. Segundo os advogados, a acusação baseia-se quase exclusivamente no depoimento do militar, apesar de omissões e contradições. A defesa afirma que não há provas de envolvimento de Bolsonaro em qualquer plano golpista, nem ordens para movimentação de tropas. Sustenta que manifestações políticas e críticas ao sistema eleitoral são atos legítimos, protegidos pelo debate democrático, e que as ações atribuídas seriam, no máximo, preparatórias — e, portanto, não puníveis. Os advogados ressaltam que ele garantiu a transição de governo e pediu a desmobilização de protestos, o que contrariaria a narrativa acusatória. Sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, os advogados dizem que se tratam de crimes multitudinários, nos quais não é possível imputar instigação a um agente sem destinatários determinados. A defesa também nega a existência de organização criminosa armada sob liderança de Bolsonaro. Se o ex-presidente não for absolvido, a defesa pede que seja reconhecido que ele desistiu por vontade própria de levar adiante qualquer suposto plano. Outra opção solicitada é que os crimes apontados sejam tratados como um só ou como partes de uma mesma ação, para evitar que ele seja punido duas vezes pelo mesmo fato. Braga Netto Defesa de Braga Netto pediu absolvição – Antonio Augusto/STF  A defesa de Braga Netto sustenta que o processo deve ser anulado por supostas nulidades processuais ou, no mérito, que não há provas da participação dele em atos criminosos ligados à tentativa de golpe de Estado. A defesa afirma que a investigação nasceu de forma ilegal, ao retomar fatos já arquivados, e que o STF seria incompetente para julgá-lo, pois ele não exercia função com foro privilegiado na época. Também aponta suspeição do relator, ministro Alexandre de Moraes, por ser a “vítima” indicada na denúncia, e acusa o magistrado de atuação “inquisitorial”, incluindo direcionamento de depoimentos e participação em oitivas. Os advogados ainda pedem a nulidade da delação de Mauro Cid, alegando falta de concordância da Procuradoria-Geral da República, ausência de provas de corroboração e coação policial para obtenção de depoimentos. A defesa sustenta que as acusações se baseiam unicamente na palavra de Mauro Cid, com versões contraditórias, e que não há provas de envolvimento de Braga Netto em reuniões golpistas, entrega de dinheiro, coordenação de ataques virtuais ou ligação com os atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília — quando estaria no Rio de Janeiro. Afirma que documentos e grupos de mensagens citados na denúncia não provam sua ciência ou adesão a supostos planos ilícitos. Além disso, argumenta que, mesmo se os fatos fossem comprovados, eles seriam atípicos, configurando no máximo atos preparatórios sem violência ou grave ameaça. Caso haja condenação, a defesa pede pena no mínimo legal, afastamento de agravantes, aplicação de concurso formal e que não seja fixado valor mínimo para reparação de danos. Anderson Torres Defesa de Anderson Torres pediu absolvição – Ton Molina/STF  A defesa do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres afirmam que as condutas imputadas a ele são atípicas e que não há provas de participação dolosa nos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Entre os pontos centrais, a defesa questiona a competência do STF para julgar o caso, alegando que Torres não tem foro privilegiado e que não há conexão com autoridades que possuem essa prerrogativa. Os advogados também afirmam que houve cerceamento de defesa, citando o indeferimento de diligências como a identificação de quem publicou na internet a chamada “minuta do golpe” — que, segundo eles, já circulava no Google antes de ser apreendida na casa de Torres. A defesa sustenta que a denúncia não descreve elementos essenciais para caracterizar os crimes imputados. Os advogados argumentam que não houve associação estruturada para fins criminosos, nem uso de violência ou grave ameaça por parte de Torres. A defesa rebate episódios citados pela acusação, como a live de julho de 2021, reuniões com ministros e comandantes militares, suposto direcionamento da PRF no segundo turno e a omissão na segurança de Brasília. Em todos os casos, afirmam haver testemunhos e documentos que mostram que Torres não participou de tratativas golpistas, agiu dentro da legalidade e não estava no Brasil

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Lula diz que já convidou Trump para vir ao Brasil na COP30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (13) que mandou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump na terça, convidando-o para vir ao Brasil durante a realização da COP30, em Belém (PA), marcada para novembro. Segundo Lula, o evento no Brasil será “a COP da verdade”. “A COP 30 Vai ser a COP do que nós queremos cobrar dos governantes do mundo, se eles acreditam ou não no que os cientistas falam de que o mundo tá passando por gravíssimos problemas. Eles vão ter que dizer se acreditam ou não que nós precisamos tomar muitas providências para evitar que o planeta tenha o aquecimento acima de 1,5ºC. Eles vão ter que dizer se acreditam ou não nos problemas que nós estamos tendo no clima no mundo inteiro. Porque a partir daí nós vamos tomar decisões”, disse o presidente. Lula participou da abertura da 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária (Conaes), no Palácio do Planalto. O presidente destacou que os países ricos têm uma dívida de mais de US$ 1,3 trilhão por ano por causa das mudanças climáticas. “Todo mundo que defende a floresta em pé e que não conhece a Amazônia tem que saber que embaixo de cada copa daquela árvore, mora um extrativista, mora um indígena, um pescador, um pequeno trabalhador rural que precisam sobreviver”. Fonte: Agência Brasil Foto: Ricardo Stuckert/PR

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STF responsabilizou 1.190 pessoas por atos antidemocráticos de 2023

O Supremo Tribunal Federal já responsabilizou 1.190 pessoas por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Os números foram divulgados pelo gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, nesta quarta-feira (13). Nesse dia, as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os condenados por crimes mais graves, como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público, foram 279, e por isso receberam penas mais altas, que chegam a superar os 17 anos de prisão. Os condenados por crimes mais brandos, por incitação e associação criminosa, foram 359. Apenas dez acusados foram absolvidos. Ao todo, foram abertas no Supremo 1.628 ações relacionadas ao 8 de janeiro, das quais 518 são relacionadas a crimes graves e outras 1.110 a crimes menos graves. Entre os condenados, 113 já cumpriram pena, enquanto 112 estão ainda estão presos. Passados mais de 2 anos e meio dos atos violentos, 29 pessoas ainda se encontram em prisão preventiva, ou seja, ainda sem condenação. Estão em prisão domiciliar 44 pessoas investigadas ou acusadas, com ou sem tornozeleira eletrônica, informou o gabinete de Moraes. Entre as 1.190 pessoas que o Supremo contabiliza como responsabilizados, estão ainda 552 acusados que firmaram Acordo de Não Persecução Penal com o Ministério Público Federal (MPF), livrando-se dos processos em troca de assumirem a culpa por crimes mais brandos e cumprirem algumas condições estabelecidas pelo Supremo. Todos os acordos dizem respeito a acusados que estavam acampados em frente a quartéis das Forças Armadas, mas que não há provas de que tenham participado da tentativa de golpe de Estado, de obstrução dos Poderes da República e nem de dano ao patrimônio público, segundo informou o STF, em nota.   Fonte: Agência Brasil Foto: Joedson Alves/Agencia Brasil

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Cúpula da Câmara avalia punir automaticamente deputados que sentem na cadeira do presidente

Mesa Diretora avalia mudança de regime interno para evitar obstruções, como a de semana passada, durante futuras sessões A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados começou a discutir nesta terça-feira (12), nos bastidores, a possibilidade de adicionar ao regimento interno um novo dispositivo para que qualquer deputado que sente na cadeira do presidente com finalidade de obstruir a sessão seja suspenso automaticamente ou de forma mais célere, por quebra de decoro. A medida seria uma reação preventiva para possíveis futuros motins, como o que aconteceu na semana passada, quando deputados da oposição ocuparam por 36 horas e resistiram a sair da mesa do plenário. Técnicas da Casa já foram acionados pela cúpula para apresentar as soluções possíveis. Para alterar o regimento interno, é necessário um projeto de resolução e a aprovação em plenário.   Fonte: R7 Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Mauro Cid e ex-assessor de Bolsonaro se enfrentam em acareação no STF nesta quarta (13)

Réus por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, Marcelo Câmara (ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro) vão ficar frente a frente nesta quarta-feira (13) na sala de audiências do STF (Supremo Tribunal Federal) para uma acareação. A audiência está marcada para as 11h. O ato foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes e atende a um pedido da defesa de Marcelo Câmara, que apontou contradições nos depoimentos prestados por Mauro Cid à Polícia Federal. Entre os pontos levantados, estão a discussão de minutas golpistas no Palácio da Alvorada, o suposto monitoramento do ministro Moraes e relatos considerados inconclusivos sobre esse acompanhamento. Como Marcelo Câmara está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, Moraes autorizou seu deslocamento ao STF com o uso de tornozeleira eletrônica, ressaltando que ele não poderá se comunicar com nenhuma pessoa além dos advogados durante o período. Marcelo Câmara está preso preventivamente desde que o advogado dele na ação da trama golpista, Eduardo Kuntz, apresentou ao STF mensagens que alega ter trocado com Mauro Cid pelas redes sociais. As conversas foram usadas para pedir a anulação do acordo de colaboração do tenente-coronel. Em julho, em depoimento à Polícia Federal, em Brasília, Marcelo Câmara negou ter conversado com Mauro Cid, diretamente ou por terceiros, para interferir na delação dele. O militar negou categoricamente qualquer ato de obstrução de Justiça, disse que não procurou o ex-ajudante de ordens e alegou que cumpriu todas as medidas cautelares impostas pelo STF. Perguntas e respostas Quem são os envolvidos na acareação no STF? Os envolvidos na acareação são Marcelo Câmara, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Qual é o motivo da acareação? A acareação foi solicitada pela defesa de Marcelo Câmara, que apontou contradições nos depoimentos prestados por Mauro Cid à Polícia Federal. Quando e onde ocorrerá a acareação? A acareação ocorrerá nesta quarta-feira (13) na sala de audiências do STF, com início marcado para as 11h. O que foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes? O ministro Alexandre de Moraes autorizou o deslocamento de Marcelo Câmara, que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, ao STF, utilizando tornozeleira eletrônica. Ele não poderá se comunicar com ninguém além de seus advogados durante o período. Quais são os pontos discutidos na acareação? Os pontos discutidos incluem minutas golpistas no Palácio da Alvorada, o suposto monitoramento do ministro Moraes e relatos considerados inconclusivos sobre esse acompanhamento. Qual é a situação legal de Marcelo Câmara? Marcelo Câmara está preso preventivamente desde que seu advogado apresentou mensagens que teriam sido trocadas com Mauro Cid, usadas para solicitar a anulação do acordo de colaboração do tenente-coronel. O que Marcelo Câmara declarou em seu depoimento à Polícia Federal? Em julho, Marcelo Câmara negou ter conversado com Mauro Cid, diretamente ou por terceiros, para interferir em sua delação. Ele também negou qualquer ato de obstrução de Justiça e afirmou que cumpriu todas as medidas cautelares impostas pelo STF.   Fonte: R7 Foto: Gustavo Moreno/STF

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Lula: Brasil vai propor criação de tarifa para países ricos na COP30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (12) que, durante a COP30 (Conferência do Clima), em Belém (PA), no mês de novembro, o Brasil vai propor a criação de uma tarifa para países ricos pagarem tarifa para conter as mudanças climáticas.  “Nós queremos, na verdade, que haja justiça ambiental. E a COP, no Brasil, será transformada na COP da verdade”, disse em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo, da Band News. Lula afirmou que os países ricos têm uma dívida de mais de US$ 1,3 trilhão por ano por causa das mudanças climáticas. Inclusive, ele ressaltou que quer ouvir de chefes de Estado sobre o que pensam sobre os alertas dos cientistas. “Se eles acham que há um problema de aquecimento global ou não. A nossa responsabilidade é de não permitir que haja um aquecimento. Na verdade, já está em curso”. Educação ambiental Na entrevista, o presidente garantiu que pretende colocar educação ambiental no currículo escolar. “Eu acho que uma criança aprendendo como é que faz coleta seletiva de lixo pode educar o pai e a mãe”, afirmou. Lula exemplificou sobre fenômenos como neve na Arábia Saudita, e chuvas no deserto. “É um negócio maluco que está acontecendo no planeta. Eu acho que tem a ver com a irresponsabilidade humana”. Exploração mineral Lula disse ainda que vai criar um conselho para discutir a exploração mineral do Brasil com subordinação à presidência da República. “Se o Brasil tiver que fazer acordo com o país para explorar algum dos minérios que nós temos aqui, isso terá que ser produzido aqui no Brasil”. Ele criticou o modelo de exploração do minério de ferro com venda do produto e depois compra de material industrializado. “Nós aprendemos uma lição. Nós só temos conhecimento de 30% do nosso território. Nós vamos fazer um levantamento de 100% e vamos utilizar isso como uma forma de fazer com que esse país dê um salto de qualidade”. “Se o presidente americano quer discutir, isso se discute numa mesa de negociação, Isso não se discute com taxação”. Desconhecimento O presidente ponderou que as potências estrangeiras desconhecem que existem 30 milhões de habitantes que moram na Amazônia.  Lula defendeu, na entrevista, as decisões do governo nos temas ambientais, o que permitiu a redução do desmatamento em 50% na Amazônia. “Eu assumi o compromisso de que a gente vai conseguir chegar a desmatamento zero até 2030”, garantiu em entrevista. Ele disse que é preciso ter orgulho de ser o país com a maior floresta tropical do planeta. “Nós queremos cuidar dela. Cuidando da nossa floresta, da nossa água, do nosso Pantanal, da nossa Caatinga, do nosso Cerrado”. Lula explicou que a defesa do meio ambiente garante qualidade de vida para o povo trabalhador. “Embaixo de cada copa de árvore, existe um pescador, um seringueiro, um extrativista, um trabalhador rural, um indígena. Essa gente precisa sobreviver”.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Lula telefona para Xi Jinping e conversam sobre ampliação de comércio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, reforçaram a disposição em continuar trabalhando para identificar novas oportunidades de negócios entre os dois países. Em meio à nova política dos Estados Unidos de elevar as tarifas contra parceiros comerciais, Lula telefonou para o líder chinês, na noite desta segunda-feira (11), quando conversaram por cerca de uma hora. De acordo com a Xinhua, agência de notícias chinesa, Xi Jinping afirmou que o país asiático quer estabelecer um exemplo de “unidade e autossuficiência” entre os principais países do Sul Global e “construir conjuntamente um mundo mais justo e um planeta mais sustentável”. O líder chinês “conclamou todos os países a se unirem e se oporem resolutamente ao unilateralismo e ao protecionismo”. O tarifaço da Casa Branca tentar reverter a relativa perda de competitividade da economia americana para a China nas últimas décadas. Os presidentes concordam sobre o papel do G20 – grupo das maiores economias do mundo – e do Brics – bloco de países emergentes – na defesa do multilateralismo e construção de consensos no Sul Global. “Xi disse ainda que a China apoia o povo brasileiro na defesa de sua soberania nacional e apoia o Brasil na salvaguarda de seus direitos e interesses legítimos […]. Xi apelou aos países do Sul Global que salvaguardem conjuntamente a equidade e a justiça na comunidade internacional, defendam as normas básicas que regem as relações internacionais e protejam os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento”, diz a Xinhua. A China é o maior parceiro comercial do Brasil e as duas nações possuem uma Parceria Estratégica Global, um nível mais elevado nas relações diplomáticas. “Nesse contexto, saudaram os avanços já alcançados no âmbito das sinergias entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países e comprometeram-se a ampliar o escopo da cooperação para setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites”, diz nota da Presidência do Brasil, sobre a conversa entre os líderes. Em abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou a guerra comercial impondo barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, naquela ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%. Porém, no início de julho, Trump elevou a tarifa para 50% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo ele, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder o pleito de 2022. As novas tarifas entraram em vigor no último dia 6 de agosto  e afetam 35,9% das mercadorias enviadas ao mercado norte-americano, o que representa 4% das exportações brasileiras. O governo federal está finalizando um plano de contingência para socorrer os setores da economia afetados pelas tarifas impostas , que deve prever medidas de concessão de crédito para as empresas mais impactadas e aumento das compras governamentais. Além disso, a política de comércio exterior do governo Lula é de abertura de novos mercados para os produtos brasileiros. Em declaração recente, o ministro da Fazenda Fernando Haddad, lembrou que as exportações para os Estados Unidos já representaram 25% do que o país envia para fora e, hoje, elas representam 12%. Na semana passada, Lula contou que uma ligação para o presidente Xi Jinping também visava intermediar a venda de pé de frango para a China, após a retomada do status de país livre de gripe aviária. O país asiático é o maior comprador da carne de frango brasileira e suspendeu as importações após focos da doença no país. Durante a conversa, os líderes também trocaram impressões sobre a atual conjuntura internacional e os recentes esforços pela paz entre Rússia e Ucrânia, na guerra que já dura mais de três anos. Lula ainda reforçou a importância da participação chinesa na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30)], que ocorrerá em Belém (PA), em novembro deste ano. “O presidente Xi indicou que a China estará representada em Belém por delegação de alto nível e que vai trabalhar com o Brasil para o êxito da conferência”, diz a nota.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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