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Tag: politica

Entenda os próximos passos do julgamento da trama golpista

Na próxima semana, STF dá continuidade ao julgamento do ‘núcleo crucial’ da trama golpista Na próxima terça-feira (9), o STF (Supremo Tribunal Federal) dá início ao terceiro dia do julgamento dos réus do “núcleo crucial” da trama golpista. Na ocasião, os ministros vão apresentar seus votos para decidir se condenam ou absolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. O caso será julgado até 12 de setembro. Os primeiros dias de julgamento foram marcados pela leitura do relatório do processo, feita pelo ministro Alexandre de Moraes, a sustentação oral da PGR (Procuradoria-Geral da República) e as falas das defesas dos réus. O que vem agora? Com a finalização dos argumentos da defesa, os ministros da Primeira Turma do STF vão apresentar os votos, sendo Moraes o primeiro a se manifestar. Na sequência, votam Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A decisão será dada por maioria, ou seja, quando pelo menos três dos cinco ministros votarem no mesmo sentido. Em caso de condenação, as prisões não serão automáticas, pois pode haver o julgamento de eventuais recursos das defesas. Após a fase dos recursos, se as condenações forem mantidas, os réus podem ser presos em alas especiais de presídios ou ficar em dependências das Forças Armadas. O que aconteceu até aqui Os dois primeiros dias de julgamento de Bolsonaro e de aliados tiveram argumentações sobre as reuniões ministeriais feitas entre os envolvidos e críticas à tentativa de golpe. Para Paulo Gonet, procurador-geral da República, o “golpe já estava em curso” durante reuniões feitas no governo Bolsonaro. “Quando o presidente e o ministro da Defesa se reúnem com os comandantes das Forças Armadas, sob sua direção, para consultá-los sobre a execução da fase final do golpe, o golpe, ele mesmo, já está em curso de realização”, destacou. Moraes disse que o país e o STF lamentam que se tenha tentado um golpe de Estado, mas que a sociedade e as instituições mostraram força e resiliência. Também defendeu o devido processo legal do julgamento, com ampla defesa e contraditório. “Havendo prova da inconsciência ou mesmo qualquer dúvida razoável sobre a culpabilidade dos réus, estes serão absolvidos. Assim se faz a justiça”, declarou. Argumentos das defesas Mauro Cid A defesa do tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, foi a primeira a falar no período da tarde dessa terça-feira (2). Os advogados Jair Alves Pereira e Cézar Bitencourt reforçaram a tese da discordância do modo como a Polícia Federal construiu a investigação, assim como a atitude de Moraes diante do militar por supostas divergências. Segundo Pereira, discordâncias entre Cid e os investigadores são normais e não indicam coação ou irregularidades na delação premiada. E citou um áudio vazado com supostas contradições. Alexandre Ramagem Em seguida, o advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto, que atua na defesa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), destacou nas alegações finais que não há provas concretas de que documentos eletrônicos investigados tenham sido transmitidos ou utilizados pelo então presidente da República. Durante a sustentação, a ministra Cármen Lúcia chamou a atenção do advogado por ele ter definido o voto impresso como “processo eleitoral auditável”. “O processo eleitoral é amplamente auditável e passa por auditoria, enquanto o voto impresso é outra questão. Não são sinônimos”, salientou a ministra. Almir Garnier A defesa do ex-comandante da Marinha Almir Garnier pediu a rescisão do acordo de delação premiada de Mauro Cid. O advogado Demóstenes Torres afirmou que a colaboração de Cid não pode ser validada diante da falta de lealdade no cumprimento do acordo. Segundo ele, o próprio Ministério Público descreveu o delator como “omisso, resistente às obrigações pactuadas e faltoso com a verdade”. Para o defensor, seria incongruente a tentativa da PGR de manter a validade da delação sem garantir os benefícios previamente ajustados. Anderson Torres O advogado Eumar Novacki, responsável pela defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, acusou a PGR (Procuradoria-Geral da República) de apresentar “inverdades flagrantes” nas alegações finais do processo sobre os atos do 8 de Janeiro. Segundo Novacki, uma das acusações mais graves feitas pelo Ministério Público seria a de que Torres teria forjado provas no processo, ao alterar passagens aéreas de uma viagem realizada para os Estados Unidos no dia 6 de janeiro de 2023, quando deixou o país com a família. Paulo Sérgio Nogueira O advogado Andrew Fernandes, que representa Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa do governo de Jair Bolsonaro, contestou as acusações e reafirmou a postura “democrática” do cliente, além do posicionamento contrário ao golpe de Estado. “Ele atuou ativamente para demover o ex-presidente da República de qualquer medida nesse sentido. Ele não fazia parte dessa organização criminosa”, declarou na sustentação oral realizada nesta quarta-feira (3). Jair Bolsonaro Já a defesa de Bolsonaro afirmou que não conhecia a íntegra do processo sobre a trama golpista. “Não conheço a íntegra desse processo. Em uma instrução de menos de 15 dias, não tive como analisar o conjunto de provas. Estamos falando de bilhões de documentos. A instrução começou em maio e estamos em setembro”, argumentou o advogado Celso Vilardi. Augusto Heleno Matheus Milanez, que representa o general da reserva Augusto Heleno, afirmou que o militar foi monitorado pela “Abin (Agência Brasileira de Inteligência) paralela” e negou qualquer participação do cliente nas ações da agência. Segundo a defesa, que mostrou uma parte do relatório do inquérito, o general teria sido monitorado 11 vezes. A falta do indiciamento de Heleno também foi levantada pelo advogado. Augusto Heleno era ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) durante o governo de Jair Bolsonaro. Braga Netto Advogado do general Walter Braga Netto, José Luis Mendes de Oliveira Lima reclamou da colaboração de Mauro Cid e disse que Braga Netto pode ser condenado a morrer na cadeia pela “delação premiada mentirosa” do tenente-coronel. “Eu sou um defensor do acordo de delação premiada. Mas ele tem que ser coerente, tem que ter provas”, disse. Além disso, a defesa lembrou que Cid mudou de versão diversas vezes durante o processo. Para Oliveira Lima, Cid é um “artista de péssima qualidade”. Além disso, ele afirmou que o delator mente “descaradamente” e “mente o tempo todo”.

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Em meio a interesse dos EUA, Senado cria frente parlamentar em defesa das Terras Raras

Grupo parlamentar vai debater estratégias para a exploração sustentável e a soberania nacional sobre esses minerais estratégicos Em meio ao interesse já declarado dos Estados Unidos sobre os minérios brasileiros, o Senado publicou nesta quarta-feira (3) resolução que cria a Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras. O grupo será composto por parlamentares que vão debater estratégias para a exploração sustentável dos recursos e fortalecimento da soberania nacional sobre os minerais estratégicos. A exploração desses recursos vem sendo discutida ao longo dos meses depois do encarregado de negócios da Embaixada americana no Brasil, Gabriel Escobar, em reunião com empresários do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), manifestar interesse nas reservas brasileiras desses recursos. O diálogo, no entanto, ocorreu com representantes do setor privado e não com o governo brasileiro. Logo depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou usar a exploração desses minérios como moeda de troca para a redução das tarifas de 50% impostas por Trump e afirmou que as riquezas pertencem ao Brasil e devem ser exploradas pelo povo brasileiro. O chefe do Palácio do Planalto também anunciou a criação de uma Comissão Ultra-Especial para mapear as reservas do Brasil (veja abaixo). As chamadas terras raras são elementos fundamentais para a produção de tecnologias como ímãs, semicondutores, baterias, turbinas eólicas e painéis solares, tendo papel decisivo no avanço da transição energética e da indústria de alta tecnologia. A resolução define que a frente parlamentar terá diversas atribuições, entre elas: promover o diálogo entre governo, comunidade científica, setor produtivo e sociedade civil sobre o papel das terras raras no desenvolvimento nacional; propor medidas legislativas e políticas públicas que incentivem toda a cadeia produtiva no Brasil, da extração à industrialização; apoiar investimentos em ciência, tecnologia e inovação voltados à aplicação desses minerais; monitorar o marco regulatório da mineração e sugerir ajustes específicos para os minerais estratégicos; articular a criação de um Plano Nacional de Terras Raras, com diretrizes de curto, médio e longo prazo. Outro ponto destacado é a busca por fortalecer a posição do Brasil no cenário internacional, ampliando sua inserção na cadeia global de fornecimento de terras raras e reduzindo a dependência de mercados monopolizados, atualmente dominados pela China. Comissão especial O presidente anunciou no começo de agosto a criação de uma “comissão ultra-especial” para mapear as reservas do Brasil e reforçou que nenhuma empresa pode explorar o recurso sem anuência do governo federal. “Agora inventaram uma coisa chamada minerais críticos e terras raras. Para um geólogo isso já era discutido, mas para o resto [das pessoas], é um assunto novo. E eu fiquei sabendo que os Estados Unidos quer auxiliar a Ucrânia, mas está querendo ter privilégio nos minerais críticos ucranianos. Esses dias, li outra matéria sobre o interesse [dos EUA] nos minerais críticos do Brasil”, afirmou Lula. Em seguida, o presidente questionou: “Por que vou deixar outro [país] pegar [esses recursos]? Estamos construindo uma parceria no governo, com a criação de uma Comissão Ultra-Especial, primeiro para a gente fazer o levantamento de todo tipo de riqueza que o Brasil tem no solo e no subsolo.” Lula explicou que o país só conhece cerca de 30% das riquezas do território nacional. “Ou seja, temos 70% das nossas riquezas ainda não pesquisadas e precisamos autorizar a empresa a pesquisar sob nosso controle. Não podemos relaxar, nem [os empresários] vender sem conversar com o governo e muito menos vender a área onde está o minério. Aquilo é nosso, é do povo brasileiro”, disse. Perguntas e Respostas Qual é a nova iniciativa do Senado em relação às Terras Raras? O Senado criou a Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras, que será composta por parlamentares para debater estratégias de exploração sustentável e fortalecer a soberania nacional sobre esses minerais estratégicos. Por que a criação da frente parlamentar é relevante agora? A criação da frente ocorre em meio ao interesse declarado dos Estados Unidos nas reservas de minérios brasileiros, o que gerou discussões sobre a exploração desses recursos e a necessidade de garantir a soberania do Brasil sobre eles. O que foi discutido em relação ao interesse dos EUA? O encarregado de negócios da Embaixada americana no Brasil, Gabriel Escobar, manifestou interesse nas reservas brasileiras durante uma reunião com empresários do Ibram, mas esse diálogo não ocorreu com o governo brasileiro. Qual foi a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a exploração dos minérios? O presidente Lula descartou a ideia de usar a exploração desses minérios como moeda de troca para a redução de tarifas impostas pelos EUA e afirmou que as riquezas pertencem ao Brasil e devem ser exploradas pelo povo brasileiro. O que mais foi anunciado pelo presidente em relação às reservas minerais? Lula anunciou a criação de uma Comissão Ultra-Especial para mapear as reservas do Brasil e reforçou que nenhuma empresa pode explorar esses recursos sem a anuência do governo federal. Por que as Terras Raras são importantes? As Terras Raras são fundamentais para a produção de tecnologias como ímãs, semicondutores, baterias, turbinas eólicas e painéis solares, desempenhando um papel decisivo na transição energética e na indústria de alta tecnologia. Quais são os objetivos da nova frente parlamentar? A frente parlamentar busca fortalecer a posição do Brasil no cenário internacional, ampliar sua inserção na cadeia global de fornecimento de Terras Raras e reduzir a dependência de mercados monopolizados, especialmente os dominados pela China. O que o presidente Lula mencionou sobre o conhecimento das riquezas do Brasil? Lula afirmou que o Brasil conhece cerca de 30% das riquezas do seu território, indicando que 70% ainda não foram pesquisadas e que é necessário autorizar as empresas a realizar pesquisas sob o controle do governo. Qual é a posição do presidente sobre a venda de áreas com minérios? O presidente destacou que não se pode permitir que empresários vendam áreas onde estão localizados os minérios sem consultar o governo, afirmando que esses recursos pertencem ao povo brasileiro.   Fonte: R7 Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Ao vivo: acompanhe o 2° dia de julgamento de Bolsonaro no STF

Nesta quarta-feira (3), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) dá continuidade ao julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista que tentou reverter o resultado das eleições de 2022. O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O julgamento teve início às 9h17. Próximos passos Na retomada do julgamento nesta quarta, serão ouvidas as sustentações dos advogados de Bolsonaro; do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira e do general Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022. Foram destinadas oito sessões para análise do caso, marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. A votação que vai condenar ou absolver os réus deve começar somente nas próximas sessões. As penas podem passar de 30 anos de prisão.   Primeiro dia Ontem (3), o julgamento teve duas sessões, uma manhã e outra pela tarde. No início dos trabalhos, o relator, ministro Alexandre de Moraes, leu o relatório da ação penal, documento que contém o resumo de todas as etapas percorridas no processo, desde as investigações até a apresentação das alegações finais, última fase antes do julgamento. Antes do relatório, Moraes fez um discurso de defesa enfática da soberania nacional e da independência da Justiça brasileira, e avisou que o STF não cederá a “pressões internas ou externas” ao julgar Bolsonaro. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a condenação de Bolsonaro e dos demais acusados. Ao introduzir sua sustentação oral, Gonet proferiu uma fala contra a impunidade. Na parte da tarde, foram ouvidos quatro advogados dos oito réus: Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier e Anderson Torres. Quem são os réus do Núcleo 1? Jair Bolsonaro – ex-presidente da República; Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier – ex-comandante da Marinha; Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022; Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Tentativa de golpe: STF entra no 2º dia de julgamento; defesa de Bolsonaro fala nesta quarta (3)

Antes dos votos dos ministros, advogados de quatro réus ainda têm de apresentar últimas alegações para rebater acusação da PGR A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) continua na manhã desta quarta-feira (3) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus do chamado núcleo 1 da trama golpista. Na terça-feira (2), primeiro dia do julgamento, o ministro Alexandre de Moraes leu o relatório do caso, com um resumo de todas as informações sobre a ação penal, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou as argumentações contra os réus. As defesas de quatro réus (Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier e Anderson Torres) se pronunciaram na sessão para rebater as acusações da PGR (Procuradoria-Geral da República). Nesta quarta, são esperadas as sustentações orais de mais quatro réus (Augusto Heleno, Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto). Depois da apresentação das defesas, os ministros analisarão questões processuais preliminares, como alegações de incompetência ou suspeição. Só após a decisão sobre essas questões é que o colegiado entrará no mérito da ação, que definirá se os réus serão condenados ou absolvidos. Durante o julgamento, os ministros da Primeira Turma votarão individualmente, e a decisão final será tomada por maioria. Mesmo após a votação, ainda será possível apresentar recursos ao próprio STF, garantindo o direito de ampla defesa dos réus. “Impunidade, omissão e covardia não são opções para pacificação”, diz Moraes Antes de iniciar a leitura do relatório da ação penal no primeiro dia do julgamento, Moraes destacou que “a impunidade, a omissão e a covardia não são opções para a pacificação”. O ministro destacou que a pacificação do país depende do “respeito à Constituição, da aplicação das leis e do fortalecimento das instituições, não havendo possibilidade de se confundir a saudável e necessária pacificação com a covardia do apaziguamento que significa impunidade e desrespeito à Constituição Federal, e mais, significa incentivo a novas tentativas de golpe de Estado”. Moraes afirmou que, “existindo provas acima de qualquer dúvida razoável, as ações penais serão julgadas procedentes, e os réus, condenados”. No entanto, ressaltou também que, “havendo prova da inocência ou mesmo qualquer dúvida razoável sobre a culpabilidade dos réus, os réus serão absolvidos”. “Assim se faz a justiça. Esse é o papel do Supremo Tribunal Federal. Julgar com imparcialidade e aplicar a justiça a cada um dos casos concretos, independentemente de ameaças ou coações, ignorando pressões internas ou externas”, frisou o ministro. Moraes também fez menção à atuação nos Estados Unidos do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para tentar interferir no andamento da ação penal e às críticas de autoridades americanas ao processo, como o presidente Donald Trump. “Lamentavelmente no curso dessa ação penal se constatou a existência de condutas dolosas e conscientes de uma verdadeira organização criminosa, que de forma jamais vista anteriormente em nosso país passou a agir de maneira covarde e traiçoeira com a finalidade de tentar coagir o Poder Judiciário, em especial esse Supremo Tribunal Federal, e submeter o funcionamento da corte ao crivo de outro Estado estrangeiro”, lembrou. “Essa coação, essa tentativa de obstrução, elas não afetarão a imparcialidade e a independência dos juízes desse Supremo Tribunal Federal, que darão, como estamos dando hoje, a normal sequência no devido processo legal, que é acompanhado por toda a sociedade e toda a imprensa brasileiras”, concluiu. Gonet reforça acusações e pede condenação Paulo Gonet ressaltou na sua manifestação que todos os réus devem ser condenados pelos crimes dos quais são acusados. Ele frisou que não dá para fingir que são coisas pequenas ou inocentes os planos feitos e executados pelo grupo para causar confusão e desordem na sociedade. “Os atos que compõem o panorama espantoso e tenebroso da denúncia são fenômenos de atentado com relevância criminal contra as instituições democráticas”, destacou Gonet, acrescentando que o simples fato de o golpe militar ter sido cogitado já configura um crime. “Para que a tentativa se consolide não é indispensável que haja ordem assinada pelo presidente da República para adoção de medidas explicitamente estranhas à regularidade constitucional”, disse. Segundo Gonet, os advogados dos réus não conseguiram demonstrar argumentos para negar o que foi planejado pelo grupo. “Se as defesas tentaram minimizar a contribuição individual de cada acusado e buscar interpretações distintas dos fatos, estes mesmos fatos, contudo, não tiveram como ser negados.” Ele lembrou que “a organização criminosa documentou a quase totalidade das ações narradas na denúncia por meio de gravações, manuscritos, arquivos digitais, planilhas e trocas de mensagens eletrônicas, tornando ainda mais perceptível a materialidade delitiva”. “Não há como negar fatos praticados publicamente. Planos apreendidos, diálogos documentados e bens públicos deteriorados. […] Encontra-se materialmente comprovada a sequência de atos destinados a propiciar a ruptura da normalidade do processo sucessório”, salientou Gonet. Defesa de Cid pede manutenção dos acordos da delação premiada Os advogados de Mauro Cid, Jair Alves Ferreira e Cezar Bittencourt, sustentaram a validade do acordo de colaboração premiada já homologado pela corte, negaram qualquer coação durante o processo e rejeitaram a versão de que Cid teria omitido informações. A defesa argumentou que ele prestou todos os esclarecimentos de que tinha conhecimento, com acompanhamento da defesa e do Ministério Público, e que a delação foi decisiva para a investigação. A defesa também rebateu a acusação de que Cid teria produzido ou repassado conteúdo golpista. Segundo os advogados, não há provas de que ele tenha incentivado, planejado ou executado qualquer ato contra a democracia, tampouco de que tenha participado dos ataques de 8 de janeiro de 2023. Para os defensores, a acusação da PGR se baseia em uma narrativa genérica, sem nexo causal individualizado. Ressaltaram ainda que críticas ao sistema eleitoral fazem parte da liberdade de expressão e não configuram crime. Com isso, pediram a manutenção integral dos benefícios da colaboração premiada e a absolvição de Mauro Cid por ausência de provas. Defesa de Ramagem nega existência de “Abin Paralela” O advogado de Alexandre Ramagem, Paulo Renato Cintra, afirmou que não há provas de que o ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) tenha participado de qualquer ato golpista e pediu sua absolvição. A defesa disse que documentos com disseminação de

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CPMI aprova pedido de prisão preventiva de ‘careca do INSS’ e de ex-presidente do instituto

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) aprovou, nesta segunda-feira (1°), o pedido de prisão preventiva de 21 pessoas envolvidas no inquérito sobre as fraudes no instituto. O pedido, de autoria do relator, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), vai ser endereçado ao ministro relator do caso no STF, André Mendonça. Cabe ao magistrado decidir pela aplicação da detenção, ou não. “Verificou-se que, mesmo diante da presença de veementes indícios de materialidade e de autoria de infrações penais que vitimaram milhões de aposentados e pensionistas, até o momento nenhum investigado se encontra submetido a prisão cautelar”, alegou o relator no pedido. “Diante dos evidentes riscos à ordem pública, à conveniência da instrução criminal e à garantia de aplicação da lei penal, representamos pela prisão preventiva dos investigados acima consignados”, prosseguiu. Entre os citados, está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, e Marcio Alaor de Araújo, conhecido como “papa consignado” e citado na oitiva do advogado Eli Cohen, durante a sessão de hoje. Conforme o depoente, Araújo seria operador de consignados junto a instituições financeiras. O “careca do INSS” também seria operador financeiro do esquema. Já Stefanutto foi afastado em abril deste ano pela Justiça após a Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União) realizarem uma operação conjunta contra fraudes no INSS. Ele foi indicado pelo então ministro do INSS Carlos Lupi, demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eis a lista dos citados que tiveram a prisão preventiva solicitada: 1. ANDRE PAULO FELIX FIDELIS, suspeito de intermediar fraudes junto ao INSS; 2. ERIC DOUGLAS MARTINS FIDELIS, filho do ex-diretor do INSS André Paulo, exonerado, que teria atuado nas fraudes; 3. CECILIA RODRIGUES MOTA, seria beneficiada pelos montantes obtidos por descontos ilegais; 4. VIRGILIO ANTONIO RIBEIRO DE OLIVEIRA FILHO, seria o responsável por encontrar pessoas com interesse em vantagens indevidas no esquema; 5. THAISA HOFFMANN JONASSON, suspeita de obter vantagens no esquema 6. MARIA PAULA XAVIER DA FONSECA OLIVEIRA, citada na investigação sobre pagamentos indevidos da Previdência; 7. ALEXANDRE GUIMARAES, seria um articulador e orientador das fraudes em benefícios 8. ANTONIO CARLOS CAMILO ANTUNES, estaria atuando em processos administrativos fraudulentos 9. RUBENS OLIVEIRA COSTA, seria favorecido no esquema de pensões ou de auxílios ilegais; 10. ROMEU CARVALHO ANTUNES, seria vinculado a concessão de benefícios ilegais; 11. DOMINGOS SAVIO DE CASTRO, teria se beneficiado de aposentadorias de forma ilegal; 12. MILTON SALVADOR DE ALMEIDA JUNIOR, estaria envolvido com fraudes em documentos 13. ADELINON RODRIGUES JUNIOR, citado nas investigações sobre suposto recebimento de valores do INSS 14. ALESSANDRO ANTONIO STEFANUTTO, ex-presidente do INSS, citado em inquérito sobre concessões simuladas de benefícios. 15. GEOVANI BATISTA SPIECKER, estaria ligado a processos administrativos suspeitos 16. REINALDO CARLOS BARROSO DE ALMEIDA, suposto intermediário nas fraudes; 17. VANDERLEI BARBOSA DOS SANTOS, suposto beneficiário de pagamentos irregulares; 18. JUCIMAR FONSECA DA SILVA, suspeito de participar do esquema 19. PHILIPE ROTERS COUTINHO, teria obtido vantagens indevidas 20. MAURICIO CAMISOTTI, citado como beneficiário do esquema; 21. MARCIO ALAOR DE ARAUJO, seria um dos articuladores do esquema. Perguntas e Respostas O que foi aprovado pela CPMI do INSS? A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS aprovou o pedido de prisão preventiva de 21 pessoas envolvidas em fraudes no instituto. Quem é o autor do pedido de prisão? O pedido é de autoria do relator, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), e será enviado ao ministro relator do caso no STF, André Mendonça, que decidirá sobre a aplicação da detenção. Quais são os principais argumentos apresentados pelo relator? O relator argumentou que existem indícios de infrações penais que afetaram milhões de aposentados e pensionistas, e que até o momento nenhum investigado estava sob prisão cautelar. Ele destacou os riscos à ordem pública e à instrução criminal, justificando a necessidade da prisão preventiva. Quem são alguns dos citados no pedido de prisão? Entre os citados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, e Marcio Alaor de Araújo, conhecido como “papa consignado”. Qual é a relação de Marcio Alaor de Araújo com as fraudes? Marcio Alaor de Araújo é mencionado como operador de consignados junto a instituições financeiras e também como um dos operadores financeiros do esquema. O que aconteceu com Alessandro Stefanutto? Alessandro Stefanutto foi afastado em abril deste ano pela Justiça após uma operação conjunta da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União) contra fraudes no INSS. Quem são os outros investigados mencionados na lista de prisão preventiva? A lista inclui 21 nomes, entre eles: Andre Paulo Felix Fidelis, Eric Douglas Martins Fidelis, Cecilia Rodrigues Mota, Virgilio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho, Thaisa Hoffmann Jonasson, Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira, Alexandre Guimarães, Antonio Carlos Camilo Antunes, Rubens Oliveira Costa, Romeu Carvalho Antunes, Domingos Savio de Castro, Milton Salvador de Almeida Junior, Adelinon Rodrigues Junior, Alessandro Antonio Stefanutto, Geovani Batista Spiecker, Reinaldo Carlos Barroso de Almeida, Vanderlei Barbosa dos Santos, Jucimar Fonseca da Silva, Philipe Roters Coutinho, Mauricio Camisotti e Marcio Alaor de Araújo.   Fonte: R7 Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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Bolsonaro e sete réus começam a ser julgados hoje no STF por trama golpista

Ex-presidente pode ser condenado a 43 anos de prisão pelo Supremo A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar nesta terça-feira (2) o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O grupo é tido como o núcleo crucial da investigação. Segundo a acusação da PGR (Procuradoria-Geral da República), eles planejaram, coordenaram e deram incentivo político aos atos que buscavam impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva e manter Bolsonaro no poder. Nesta fase do processo, os cinco ministros da Primeira Turma analisam o mérito da questão, ou seja, se os réus devem ou não ser condenados e, em caso afirmativo, qual pena deve ser aplicada. Serão julgados pelo STF os seguintes réus: Segundo a denúncia da PGR, esse grupo “desenvolveu e implementou plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas, para prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022 e minar o livre exercício dos demais poderes constitucionais, especialmente do Poder Judiciário”. Os crimes atribuídos a Bolsonaro e a seus aliados são: A maior parte do grupo responde aos cinco crimes. Se forem condenados, podem pegar até 43 anos de prisão. Para que um réu receba a pena máxima, é necessário que os ministros entendam que ele participou de todas as condutas criminosas imputadas. Dessa forma, os réus podem ter uma pena menor a depender do julgamento sobre a participação individual de cada réu e da forma de cumulação das penas. No caso do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), porém, a lista é menor. Por decisão do STF, atendendo a um pedido da Câmara dos Deputados, dois crimes foram retirados da análise. Ramagem responde somente por organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Dinâmica do julgamento O julgamento será na Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, com relatoria de Alexandre de Moraes. As sessões começam nesta terça, mas o colegiado também reservou os dias 3, 9, 10 e 12 de setembro para julgar o caso. Também fazem parte da Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. O julgamento terá início com a leitura do relatório por Moraes. Em seguida, cada advogado dos oito réus terá uma hora de sustentação oral, enquanto a PGR terá duas horas para apresentar seus argumentos. Ministros do STF que vão julgar Bolsonaro – Arte/R7 A expectativa é de que Moraes não vote imediatamente. O ministro deve ler o voto somente a partir do dia 9 de setembro. Antes de deliberar sobre o mérito, os ministros analisarão questões processuais preliminares, como alegações de incompetência ou suspeição. Só após a decisão sobre essas questões é que o colegiado entrará no mérito da ação, que definirá se os réus serão condenados ou absolvidos. Durante o julgamento, os ministros da Primeira Turma votarão individualmente, e a decisão final será tomada por maioria. Mesmo após a votação, ainda será possível apresentar recursos ao próprio STF, garantindo o direito de ampla defesa dos réus. Bolsonaro seria o líder da organização A acusação sustenta que a organização, supostamente liderada por Bolsonaro, “aceitou, estimulou e realizou” um atentado contra o Estado Democrático de Direito. O ex-presidente teria utilizado o controle da máquina pública para fomentar a radicalização e a ruptura democrática. Segundo a PGR, Bolsonaro “figura como líder da organização criminosa por ser o principal articulador, maior beneficiário e autor dos mais graves atos executórios voltados à ruptura do Estado democrático de Direito”. A instituição alega que Bolsonaro já vinha incitando desconfiança nas instituições em suas falas e ações desde 2021. O órgão sustenta que havia uma estratégia para deslegitimar o processo eleitoral e enfraquecer a democracia, articulada com a manipulação das redes sociais e a disseminação de notícias falsas. Ao se recusar a reconhecer a derrota eleitoral, segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Bolsonaro quis manter o eleitorado em estado de mobilização contínua. “No interrogatório, Jair Messias Bolsonaro tentou se eximir de responsabilidade, culpando os indivíduos que chegaram a Brasília momentos antes do ataque de 8.1.2023, e chamando seus adeptos mais fanáticos de ‘malucos’. Sua defesa, no entanto, falha em desconstituir a evidência de que a violência e os atos de depredação eram frutos de uma estratégia sistemática, sustentada por um discurso contínuo de contestação à vitória eleitoral e de incentivo à ruptura institucional.” Segundo Gonet, o golpe não se consumou porque não obteve a adesão dos comandos do Exército e da Aeronáutica. Réus não devem acompanhar julgamento presencialmente Segundo apuração da reportagem, boa parte dos réus não deve comparecer ao STF neste primeiro dia de julgamento. Os advogados de Almir Garnier, Anderson Torres e Augusto Heleno informaram que eles devem acompanhar o julgamento à distância. O R7 pediu um posicionamento à defesa dos demais réus, mas não teve resposta até a publicação da reportagem. Prisão domiciliar de Bolsonaro Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, determinada por Moraes. A medida foi decretada após o descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF. A decisão foi tomada ao longo da investigação sobre a atuação no exterior de um dos filhos do ex-presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, para tentar impor sanções contra integrantes do STF, da PGR e da Polícia Federal. Bolsonaro também foi um dos alvos da investigação. Ele teria ajudado Eduardo a, segundo a PF, atrapalhar o andamento da ação penal do golpe. Por causa disso, Bolsonaro e Eduardo foram indiciados pela corporação. No relatório final da investigação, a PF informou ver indícios dos crimes de coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A prisão domiciliar foi aplicada após Bolsonaro violar restrições que já estavam em vigor, como a proibição de usar redes sociais, mesmo que indiretamente. Em agosto, ele participou, via chamada de vídeo, de manifestações criticando o Poder Judiciário. Para Moraes, a atitude configurou a continuação de práticas ilícitas e deixou claro que o ex-presidente tentava manter a mobilização de apoiadores contra o Supremo. Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica e restrição de deslocamentos. Perguntas e Respostas Qual é o assunto

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Às vésperas do julgamento de Bolsonaro, GSI reforça segurança no Palácio do Planalto

Às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) reforçou a segurança do Palácio do Planalto e colocou grades de proteção ao redor do prédio público. A medida, segundo o gabinete, é adotada devido à “possibilidade de manifestações programadas em locais próximos à instalação presidencial”. Segundo nota do GSI, “as grades são utilizadas como medida de reforço, conforme os protocolos de segurança”. Em outras ocasiões, como visitas de chefes de Estados e o 7 de Setembro, também são utilizadas grades de contenção no Palácio. A segurança foi reforçada não apenas no prédio do gabinete presidencial de Lula, mas também no STF (Supremo Tribunal Federal), que ampliou a estrutura de policiamento, adotando medidas especiais dentro e fora do tribunal. Um grupo de policiais tem permanecido no prédio da Corte, inclusive à noite, para prevenir contratempos. Além disso, equipes realizam varreduras de rotina nas residências dos ministros — procedimento intensificado desde novembro passado, quando um homem explodiu uma bomba na frente do STF, tirando a própria vida. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal disse que, na Praça dos Três Poderes, o policiamento será ampliado, com atenção às vias de acesso (S1 e S2). De acordo com a pasta, o monitoramento poderá incluir abordagens e revista de mochilas em situações suspeitas, em cumprimento à decisão do STF que proíbe acampamentos e obstruções na área. Até o momento, a secretaria disse que não há indícios de manifestações relacionadas ao julgamento. 7 de Setembro O julgamento do núcleo principal, que começa nesta terça-feira (2) e terminará em 12 de setembro, coincidirá com o feriado de 7 de Setembro. Em nota, o STF afirmou ter um “plano estruturado para todas as grandes manifestações”, elaborado em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Entre as medidas, está a restrição de acesso à Praça dos Três Poderes. “A partir desse planejamento e mantendo as análises de risco atualizadas, o Tribunal adapta constantemente os meios e os modos de atuação”, informou o Supremo. O reforço de segurança deverá se estender até depois do julgamento, já que no dia 29 de setembro está marcada a posse do novo presidente do STF, ministro Edson Fachin. Julgamento de Bolsonaro O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sete aliados no processo que apura a trama golpista começa nesta terça-feira (2). O processo será prioridade no STF, que trabalha para evitar qualquer adiamento. Os réus do grupo — conhecido como o “núcleo crucial” da trama golpista — são acusados de tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023 e respondem por crimes cujas penas podem ultrapassar 40 anos de prisão. O julgamento será na Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, com relatoria de Alexandre de Moraes. As sessões começam nesta terça, mas o colegiado também reservou os dias 3, 9, 10 e 12 de setembro para julgar o caso. Também fazem parte da Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Perguntas e Respostas Qual é a medida adotada pelo GSI no Palácio do Planalto? O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) reforçou a segurança do Palácio do Planalto colocando grades de proteção ao redor do prédio público. Essa medida foi adotada devido à possibilidade de manifestações programadas em locais próximos à instalação presidencial. Por que as grades de proteção estão sendo utilizadas? As grades são utilizadas como uma medida de reforço, conforme os protocolos de segurança do GSI. Elas também foram empregadas em outras ocasiões, como visitas de chefes de Estado e durante o feriado de 7 de Setembro. Que outras medidas de segurança foram implementadas? A segurança foi reforçada não apenas no Palácio do Planalto, mas também no STF (Supremo Tribunal Federal), que ampliou a estrutura de policiamento e adotou medidas especiais dentro e fora do tribunal. Um grupo de policiais permanece no prédio da corte, inclusive à noite, e equipes realizam varreduras de rotina nas residências dos ministros. Como será o policiamento na Praça dos Três Poderes? A Secretaria de Segurança Pública do DF informou que o policiamento na Praça dos Três Poderes será ampliado, com atenção às vias de acesso. O monitoramento poderá incluir abordagens e revista de mochilas em situações suspeitas, em cumprimento à decisão do STF que proíbe acampamentos e obstruções na área. Há indícios de manifestações relacionadas ao julgamento? Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública não registrou indícios de manifestações relacionadas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Quando ocorrerá o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro? O julgamento do núcleo principal, que inclui Jair Bolsonaro e sete aliados, começará na terça-feira (2) e será prioridade no STF, que busca evitar qualquer adiamento. Os réus são acusados de tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023, com penas que podem ultrapassar 40 anos de prisão. Quem presidirá o julgamento e quais ministros fazem parte da Primeira Turma? O julgamento será presidido pelo ministro Cristiano Zanin, com relatoria de Alexandre de Moraes. A Primeira Turma do STF também é composta pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Quando está marcada a posse do novo presidente do STF? A posse do novo presidente do STF, ministro Edson Fachin, está marcada para o dia 29 de setembro, e o reforço de segurança se estenderá até essa data.   Fonte: R7 Foto: Edis Henrique Peres/R7

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Em meio ao tarifaço, Lula inicia divulgação de campanha do novo slogan do governo

‘Governo do Brasil: do lado do povo brasileiro’ foi o novo slogan definido pela comunicação do Executivo Em meio aos impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou nesta segunda-feira (1º) a divulgação da campanha do novo slogan do governo federal. A frase foi apresentada na semana passada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, durante reunião ministerial. O slogan “Governo do Brasil: do lado do povo brasileiro” reflete a defesa da soberania nacional adotada pelo governo federal em meio à tensão comercial com os Estados Unidos e o presidente americano, Donald Trump, que autorizou até uma investigação sobre o Pix. Lula publicou o novo slogan nas redes sociais. “Esse governo tem lado. O lado do Brasil contra quem ameaça a nossa soberania. O lado do povo contra os privilégios e injustiças que impedem nossas famílias de prosperar. O lado de quem trabalha, empreende e move o nosso país”, escreveu o presidente. A nova campanha veiculada por Lula deve substituir aos poucos o antigo slogan: União e Reconstrução. O vídeo divulgado pelo presidente nas redes sociais destaca as conquistas do governo em 2 anos e meio de gestão, como a retirada do Brasil do Mapa da Fome. Internamente, o governo avalia que a fase de “união e reconstrução” já foi concluída — o foco, agora, é o fim do mandato, com destaque para as entregas do Executivo. Lula repete em seus discursos que governo chegou na fase de “colheita” das ações adotadas nos dois primeiros anos de gestão. Críticas a Trump Lula já declarou diversas vezes que Trump age como se fosse dono do mundo ou um imperador. A fala foi repetida aos titulares da Esplanada dos Ministérios na segunda reunião ministerial do ano, na última terça-feira (26). “O Governo dos Estados Unidos tem agido como se fosse o imperador do planeta Terra. É uma coisa descabida, porque eu não vou repetir o que eu já falei sobre o Brasil, mas ele [Trump] continua fazendo ameaças ao mundo inteiro”, afirmou o petista na ocasião. A tarifa de 50% a produtos brasileiros comprados pelos EUA foi anunciada pelo republicano em 9 de julho e começou a valer em 6 de agosto. Uma semana depois da vigência, o governo brasileiro anunciou um plano de contingência em resposta à determinação de Trump. Outros slogans Nos primeiros dois mandatos de Lula, entre 2003 e 2010, o slogan usado foi “Um país de todos”. Posteriormente, nos dois governos de Dilma Rousseff, também do PT, os bordões escolhidos foram “País rico é país sem pobreza” e “Pátria educadora”. Perguntas e Respostas Qual é o novo slogan do governo federal apresentado por Lula? O novo slogan do governo federal é “Governo do Brasil: do lado do povo brasileiro”. Ele foi apresentado pelo ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira, durante uma reunião ministerial. Qual é o contexto em que o slogan foi divulgado? O slogan foi divulgado em meio aos impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que inclui uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Essa medida foi anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e começou a valer em agosto. O que Lula disse sobre a postura de Donald Trump? Lula afirmou que Trump age como se fosse “o imperador do planeta Terra”, criticando as ameaças do presidente dos EUA. Ele reiterou essa posição em uma reunião ministerial, destacando que as ações de Trump são descabidas. Como o governo brasileiro respondeu ao tarifaço? Após a implementação da tarifa, o governo brasileiro anunciou um plano de contingência em resposta à determinação de Trump, buscando mitigar os impactos da medida. O que a nova campanha de Lula pretende destacar? A nova campanha de Lula visa substituir o antigo slogan “União e Reconstrução” e destaca as conquistas do governo nos últimos dois anos e meio, como a retirada do Brasil do Mapa da Fome. O governo acredita que a fase de “união e reconstrução” foi concluída e agora o foco é nas entregas do Executivo até o fim do mandato. Quais slogans foram utilizados em mandatos anteriores? Nos primeiros mandatos de Lula, entre 2003 e 2010, o slogan foi “Um país de todos”. Durante os governos de Dilma Rousseff, os slogans foram “País rico é país sem pobreza” e “Pátria educadora”.   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Avião com presidente da Comissão Europeia faz pouso de emergência após suposta interferência russa em GPS

Autoridade de Tráfego Aéreo da Bulgária confirmou interferência em sistemas de navegação, afetando jato que transportava Ursula von der Leyen O avião que transportava a presidente da Comissão Europeia Ursula Von der Leyen foi alvo de interferência no GPS e perdeu todos os recursos elétricos de navegação, obrigando a aeronave a sobrevoar por mais de uma hora a região do aeroporto de Plovdiv, na Bulgária. Sem a retomada dos sistemas, os pilotos recorrerem aos mapas físicos para completarem a aproximação e o pouso. O incidente ocorrido neste domingo (31) está sendo tratado como sabotagem russa, de acordo com três autoridades que falaram ao Financial Times. “Todo o GPS da área do aeroporto ficou escuro. Era uma interferência inegável”, informou um funcionário do aeroporto. A Autoridade de Serviços de Tráfego Aéreo da Bulgária confirmou o incidente em um comunicado ao Financial Times: “Desde fevereiro de 2022, houve um aumento notável nos casos de interferência [de GPS] e, recentemente, de falsificação. Essas interferências interrompem a recepção precisa dos sinais [de GPS], levando a vários desafios operacionais para aeronaves e sistemas em solo.” Os casos de interferência de GPS aumentaram consideravelmente nos últimos anos, principalmente no Mar Báltico e no leste europeu, próximo à Rússia. Aviões, barcos e civis que utilizam dispositivos GPS foram afetados. Von der Leyen estava voando de Varsóvia para a cidade central da Bulgária para se encontrar com o primeiro-ministro do país, Rosen Zhelyazkov. A presidente da Comissão Europeia é uma das vozes mais críticas ao Vladimir Putin e percorre os estados da UE na linha de frente com a Rússia para discutir protocolos de defesa em resposta à guerra de contra a Ucrânia. Von der Leyen disse a repórteres enquanto estava na Bulgária no domingo: “Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão.” A Bulgária tem sido um dos mais importantes fornecedores europeus de equipamento militar para a Ucrânia, inicialmente de armamento da era soviética nos primeiros meses da guerra, e agora de artilharia e outros produtos produzidos pela grande indústria de defesa do país. Von der Leyen deixou Plovdiv no mesmo avião sem incidentes após a visita. O governo russo não se pronunciou sobre as suspeitas levantadas pelas autoridades búlgaras.   Fonte: R7 Foto: Pietro Naj-Oleari via Wikepedia

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Julgamento do ‘núcleo crucial’ da tentativa de golpe começa nesta semana no STF

Ex-presidente Bolsonaro e sete aliados são acusados de crimes cujas penas podem ultrapassar 40 anos de prisão O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sete aliados no processo que apura a trama golpista começa nesta terça-feira (2). O processo será prioridade no STF (Supremo Tribunal Federal), que trabalha para evitar qualquer adiamento. Os réus do grupo — conhecido como o “núcleo crucial” da trama golpista — são acusados de tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023 e respondem por crimes cujas penas podem ultrapassar 40 anos de prisão. O julgamento será na Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, com relatoria de Alexandre de Moraes. As sessões começam nesta terça, mas o colegiado também reservou os dias 3, 9, 10 e 12 de setembro para julgar o caso. Também fazem parte da Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Réus do núcleo 1 O núcleo 1 reúne oito réus considerados peças-chave na tentativa de golpe de Estado: Os réus são acusados de cinco crimes: Tentativa de golpe de Estado; Abolição violenta do Estado democrático de Direito; Organização criminosa armada; Dano qualificado ao patrimônio público; e Deterioração de patrimônio tombado. No caso do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), porém, a lista é menor. Por decisão do STF, atendendo a um pedido da Câmara dos Deputados, dois crimes foram retirados da análise. Ramagem responde somente por organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Até 43 anos de prisão As penas previstas variam de acordo com cada crime: Tentativa de golpe de Estado: 4 a 12 anos; Abolição violenta do Estado democrático de Direito: 4 a 8 anos; Organização criminosa armada: 3 a 8 anos; Dano qualificado ao patrimônio da União: 6 meses a 3 anos; Deterioração de patrimônio tombado: 1 a 3 anos. Considerando a soma máxima das penas atribuídas a cada crime, um réu poderia, teoricamente, ser condenado a 43 anos de prisão, caso os ministros entendessem que ele participou de todas as condutas criminosas imputadas. Essa contagem dependerá da decisão do STF sobre a participação individual de cada réu e da forma de cumulação das penas. Como será o julgamento O julgamento terá início com a leitura do relatório por Moraes. Em seguida, cada advogado dos oito réus terá uma hora de sustentação oral, enquanto a PGR (Procuradoria-Geral da República) terá duas horas para apresentar seus argumentos. Nos primeiros dias, a expectativa é de que Moraes não vote imediatamente. O ministro deve ler o voto somente a partir do dia 9 de setembro. Antes de deliberar sobre o mérito, os ministros analisarão questões processuais preliminares, como alegações de incompetência ou suspeição. Só após a decisão sobre essas questões é que o colegiado entrará no mérito da ação, que definirá se os réus serão condenados ou absolvidos. Durante o julgamento, os ministros da Primeira Turma votarão individualmente, e a decisão final será tomada por maioria. Mesmo após a votação, ainda será possível apresentar recursos ao próprio STF, garantindo o direito de ampla defesa dos réus. Prisão domiciliar de Bolsonaro Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, determinada por Moraes. A medida foi decretada após o descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF. A decisão foi tomada ao longo da investigação sobre a atuação no exterior de um dos filhos do ex-presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, para tentar impor sanções contra integrantes do STF, da PGR e da Polícia Federal. Bolsonaro também foi um dos alvos da investigação. Ele teria ajudado Eduardo a, segundo a PF, atrapalhar o andamento da ação penal do golpe. Por causa disso, Bolsonaro e Eduardo foram indiciados pela corporação. No relatório final da investigação, a PF informou ver indícios dos crimes de coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A prisão domiciliar foi aplicada após Bolsonaro violar restrições que já estavam em vigor, como a proibição de usar redes sociais, mesmo que indiretamente. Em agosto, ele participou, via chamada de vídeo, de manifestações criticando o Poder Judiciário. Para Moraes, a atitude configurou a continuação de práticas ilícitas e deixou claro que o ex-presidente tentava manter a mobilização de apoiadores contra o Supremo. Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica e restrição de deslocamentos. Apesar do peso político dessa decisão, a medida não interfere no julgamento da ação do golpe, que trata especificamente da articulação golpista e seguirá seu curso normal, independentemente da situação cautelar do ex-presidente. Caso seja condenado, por ter mais de 70 anos, Bolsonaro pode ter a pena diminuída, como prevê o artigo 115 do Código Penal. Outra possibilidade, no caso de condenação, é que a defesa entre com um pedido de prisão domiciliar em razão da saúde ou por questões humanitárias. Perguntas e Respostas Qual é o contexto do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados? A uma semana do início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados, o STF (Supremo Tribunal Federal) está se esforçando para evitar o adiamento do caso. Os réus são acusados de tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023, com penas que podem ultrapassar 40 anos de prisão. Quem são os réus e quais crimes estão sendo imputados a eles? Os réus, conhecidos como o “núcleo crucial” da trama golpista, enfrentam acusações de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado. O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) tem uma lista de crimes menor, respondendo apenas por organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Como será o andamento do julgamento? O julgamento ocorrerá na Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes. As sessões começam em 2 de setembro, com dias reservados para o julgamento nos dias 3, 9, 10 e 12 de setembro. O processo começará com a leitura do relatório por Moraes, seguida de sustentações orais dos advogados dos réus e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Quais são

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