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PF cumpre mandado em condomínio de Limeira durante operação que investiga suposto desvio de emendas para filme sobre Bolsonaro

Aniversário de Limeira: Parque Cidade recebe primeiro dia da festa de aniversário

Chuva provoca quedas de árvores e galhos em diferentes pontos de Limeira

GAMA DE AMERICANA APREENDE FOLHAS DE COCA E OUTROS PRODUTOS NA VILA BERTINI

Central de Ambulâncias oferece telefone alternativo para atendimento em Limeira

Festa de aniversário da Limeira tem programação alterada após alerta de temporais

Tag: policia

Incêndio atinge bar no Cambuí em Campinas; ninguém ficou ferido

Um incêndio atingiu um bar localizado no bairro Cambuí, em Campinas (SP), na tarde deste domingo (31). Apesar do susto, ninguém ficou ferido. De acordo com informações preliminares, o fogo teria começado por causa de uma fritadeira que foi deixada ligada. O equipamento teria sofrido um curto-circuito, dando início às chamas. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Resgate foram acionadas rapidamente e estiveram no local para controlar o incêndio e garantir a segurança da área. As causas exatas do incidente ainda serão apuradas.  

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Além de promotor, empresários e líder do PCC planejavam matar comandante da PM

Mandante dos crimes é Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como ‘Mijão’ ou ‘Xixi’ O plano de lideranças do PCC e de um grupo de empresários para matar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho também incluía o assassinato de um comandante da PM (Polícia Militar). A articulação foi descoberta na última quarta-feira (27), pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo). Segundo o MPSP, o mandante dos crimes é Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como “Mijão” ou “Xixi”. Ele é apontado como o número 1 do PCC nas ruas. Foragido há anos, ‘Mijão’ faz parte da lista dos criminosos mais procurados do Brasil e estaria vivendo na Bolívia, de onde gerencia a logística internacional da cocaína para o Brasil e a Europa. O objetivo de Mijão e dos empresários era interromper as investigações da Operação Linha Vermelha, que apura crimes de tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada ligados à facção. Para cometer o crime, os envolvidos financiaram carro, armamento e a contratação de executores. Duas pessoas foram presas na manhã desta sexta-feira (29). O MP confirmou que as investigações seguem para identificar outros envolvidos no plano e tentar capturar Mijão e demais foragidos. Plano de matar promotor Uma operação conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Militar desarticulou um plano para assassinar um promotor de justiça em Campinas. A ação ocorreu no bairro Cambuí, em Campinas (SP) e resultou na prisão de empresários envolvidos com integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A operação Pronta Resposta foi deflagrada após os promotores receberem informações sobre o complô que visava Mauri Silveira Filho, membro do Gaeco atuante na cidade. Os criminosos já haviam adquirido armamentos pesados e veículos para executar o atentado. O planejamento vinha sendo monitorado há meses como parte das investigações da operação Linha Vermelha, focada no combate ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Dois empresários foram detidos durante a ação em Campinas. O principal líder do PCC envolvido permanece foragido na Bolívia. As autoridades continuam as buscas pelo fugitivo enquanto reforçam medidas para garantir a segurança dos agentes públicos ameaçados pela organização criminosa. Perguntas e Respostas Qual foi o plano descoberto pelo Ministério Público de São Paulo? O plano envolvia lideranças do PCC e um grupo de empresários para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho e um comandante da Polícia Militar. A articulação foi descoberta na última quarta-feira (27). Quem é o mandante dos crimes? O mandante dos crimes é Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como “Mijão” ou “Xixi”, que é apontado como o número 1 do PCC nas ruas. Onde Mijão está atualmente? Mijão está foragido há anos e acredita-se que ele esteja vivendo na Bolívia, de onde gerencia a logística internacional da cocaína para o Brasil e a Europa. Qual era o objetivo de Mijão e dos empresários? O objetivo era interromper as investigações da Operação Linha Vermelha, que apura crimes de tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada ligados à facção. Como os envolvidos planejavam cometer o crime? Os envolvidos financiaram carro, armamento e a contratação de executores para realizar o atentado. O que aconteceu na manhã de sexta-feira (29)? Duas pessoas foram presas, e o Ministério Público confirmou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e capturar Mijão e demais foragidos. Qual foi a ação realizada pelas autoridades? Uma operação conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Militar desarticulou o plano para assassinar o promotor em Campinas, resultando na prisão de empresários envolvidos com o PCC. O que motivou a operação Pronta Resposta? A operação foi deflagrada após os promotores receberem informações sobre o complô que visava Mauri Silveira Filho, membro do Gaeco atuante na cidade. O que foi encontrado durante a operação? Os criminosos já haviam adquirido armamentos pesados e veículos para executar o atentado. Como as autoridades estão lidando com a situação? As autoridades continuam as buscas pelo fugitivo e reforçam medidas para garantir a segurança dos agentes públicos ameaçados pela organização criminosa.   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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ROMU de Sumaré detém homem com veículo roubado na Rodovia Anhanguera

Indivíduo responderá por furto qualificado Na última quarta-feira, 27 de agosto, a Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) de Sumaré prendeu um homem em flagrante com um veículo roubado. A abordagem ocorreu no km 109 da Rodovia Anhanguera, após os agentes avistarem o automóvel próximo ao acesso do bairro Matão. Durante a verificação, foi constatado que o miolo da ignição estava estourado, indicando adulteração. Questionado, o condutor afirmou que receberia R$ 300,00 para realizar o transporte do veículo. Ele foi conduzido ao Plantão Policial de Sumaré, onde permanece à disposição da Justiça e responderá por furto qualificado de veículo. Foto: Prefeitura de Sumaré

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Polícia Civil desmantela esquema de tráfico, lavagem de dinheiro e jogos de azar em Americana e Santa Bárbara

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (28) resultou na prisão de um homem de 22 anos e na apreensão de um adolescente de 17, suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e jogos de azar. A ação ocorreu simultaneamente em Americana e Santa Bárbara d’Oeste e contou com o apoio de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. De acordo com o 2º Distrito Policial de Santa Bárbara, responsável pela investigação, a operação teve início após uma denúncia anônima apontar um casal como articulador de atividades ilícitas. O dinheiro proveniente da venda de drogas estaria sendo utilizado na lavagem de capitais e na promoção de jogos de azar. Em Americana, os policiais cumpriram mandado em uma residência no bairro Cariobinha, onde encontraram a mulher, de 31 anos, e o marido, de 22. No local, foram apreendidos celulares, cartões, documentos, um notebook e dois veículos de luxo: um BYD Seal e um Jeep Compass. O casal foi conduzido ao 2º DP, prestou depoimento e foi liberado, mas permanece sob investigação. Já no Conjunto Habitacional Roberto Romano, em Santa Bárbara, as autoridades localizaram um adulto de 22 anos e um adolescente de 17. No apartamento, foram apreendidas cerca de 1,8 mil porções de cocaína, todas embaladas em kits prontos para a venda, além de anotações relacionadas ao tráfico. O homem foi preso em flagrante, e o menor apreendido. Segundo o investigador Éderson Casanova, a polícia agora busca entender se os dois jovens têm relação com a responsável legal pelo imóvel ou se usavam o local apenas como ponto de armazenamento das drogas. A Polícia Civil segue com as investigações para mapear a extensão do esquema criminoso e identificar outros possíveis envolvidos nos crimes.

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MP e BAEP frustram plano de facção criminosa para assassinar promotor em Campinas

Operação “Pronta Resposta” prendeu empresários e identificou envolvimento de membro da cúpula da facção; alvo seria o promotor Amauri Silveira Filho, do GAECO Na manhã desta sexta-feira (29), uma força-tarefa formada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e pelo 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) de Campinas deflagrou a Operação Pronta Resposta para desarticular um plano criminoso que tinha como objetivo assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o atentado estaria sendo articulado por empresários com ligação direta à cúpula de uma facção criminosa paulista. A ameaça surgiu no contexto da Operação Linha Vermelha, investigação em andamento conduzida pelo GAECO que mira uma complexa rede de crimes ligados à organização criminosa, incluindo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e atuação armada. De acordo com as autoridades, o plano envolvia a aquisição de armamentos, veículos e a contratação de operadores para emboscar o promotor. Amauri Silveira Filho integra a equipe responsável pela investigação e vinha sendo alvo direto das ações do grupo. Prisões e buscas Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal de Campinas. Dois empresários identificados como Maurício Silveira Zambaldi e José Ricardo Ramos, que atuam no setor de comércio de veículos e transportes, foram presos em bairros nobres da cidade: Alphaville e Cambuí. A dupla é acusada de financiar e viabilizar a logística da tentativa de homicídio, com recursos que teriam origem em esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao crime organizado. Ligação com a cúpula da facção O principal articulador do plano seria Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como Serginho Mijão, apontado como integrante da “sintonia final” — a instância mais alta de comando da facção. Segundo o MP-SP, Mijão está foragido há anos, possivelmente escondido na Bolívia, e mesmo de fora do país, continua coordenando operações criminosas de tráfico e lavagem de dinheiro em território nacional. Ele é alvo de dois mandados de prisão por tráfico e associação criminosa, expedidos entre 2020 e 2023 pela Vara Criminal de Limeira, nos âmbitos federal e estadual. Investigadores acreditam que Mijão teria ordenado a execução do promotor como forma de retaliar o avanço das investigações conduzidas pelo GAECO. Investigação em curso A Operação Pronta Resposta não apenas frustrou o plano de execução, como também revelou uma aliança entre empresários e o crime organizado para tentar intimidar e silenciar o trabalho do Ministério Público. De acordo com o MP-SP, as investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos na trama e ampliar o cerco contra os braços financeiros e logísticos da facção. Ainda nesta manhã, o Ministério Público emitiu uma nota pública em apoio ao promotor que seria alvo do plano. Confira abaixo: “Esta Procuradoria-Geral de Justiça vem a público para expressar o seu irrestrito apoio ao promotor Amauri Silveira Filho, alvo de um plano industriado por integrantes de facção criminosa com o objetivo de assassiná-lo. Por óbvio, esse suporte se estende a todo agente público que tem como missão colocar cobro naqueles que insistem em fazer da prática de delitos o seu meio de vida. Com apoio da Polícia Militar, o tentame foi contido por meio da Operação Pronta Resposta. Pronta resposta, a propósito, que será dada por nossa instituição a qualquer um que desafiar o Estado Democrático de Direito, cuja marca é o império da lei. A população paulista pode ficar tranquila. O eminente membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) seguirá firme na sua missão, defendendo de forma inflexível a ordem jurídica. Destemor é a marca dos promotores e procuradores do Ministério Público de São Paulo, que não recuarão sequer um centímetro no seu desiderato de cumprir as atribuições que lhe foram conferidas pela Constituição Federal!”   Foto: Divulgação/Ministério Público

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PF prende homem por abuso sexual infantojuvenil em Sorocaba

Ação resultou na apreensão de materiais digitais com registros de violência contra crianças e adolescentes A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quinta-feira (28), um mandado de busca e apreensão em uma residência localizada no bairro Jardim Europa, em Sorocaba (SP), com o objetivo de reprimir crimes relacionados ao abuso sexual infantojuvenil. As investigações iniciaram a partir de informações recebidas pela PF, indicando que o investigado, um homem de 24 anos, armazenava e compartilhava, pela internet, imagens e vídeos de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Durante o cumprimento do mandado, foram encontrados diversos arquivos digitais, contendo cenas de nudez e de violência sexual infantojuvenil. O homem foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Sorocaba. Foram apreendidos computadores, celulares e mídias de armazenamento, que passarão por perícia para aprofundar a investigação e identificar eventuais conexões do suspeito com outros envolvidos.   Foto: Divulgação/PF  

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GAMA recupera carro furtado e detém dois homens após perseguição em Americana

Na tarde desta quinta-feira (28), a Guarda Municipal de Americana (GAMA) recuperou um veículo furtado e prendeu dois homens após uma perseguição pelas ruas da cidade. O carro, um Volkswagen Polo preto, havia sido furtado mais cedo em uma funilaria localizada na Rua Florindo Cibin, no bairro Morada do Sol. Pouco tempo depois, o veículo foi identificado pelas câmeras do sistema de monitoramento inteligente Muralha Digital, ao passar pela entrada do bairro Jardim dos Lírios. Com base nas informações do sistema, equipes da GAMA iniciaram o acompanhamento. A perseguição terminou na Rua dos Antúrios, onde o veículo foi interceptado e os dois ocupantes foram detidos. Durante a fuga, o Polo colidiu com outros veículos. A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ).   Foto: GAMA

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Operação contra fraudes em combustíveis revela infiltração de facção criminosa no setor sucroalcooleiro do interior de SP

Uma megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (28) revelou a infiltração de uma facção criminosa em diversas áreas da economia no interior de São Paulo, com foco especial no setor de combustíveis e na cadeia produtiva do álcool. Batizada de Operação Carbono Oculto, a ação mobilizou cerca de 1.400 agentes públicos e cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão em oito estados, com forte atuação em cidades do interior paulista. Coordenada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), com apoio da Polícia Federal, Receita Federal, Secretaria da Fazenda, Polícias Civil e Militar, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e outros órgãos, a operação mira um esquema bilionário de fraudes, que envolvia desde a adulteração de combustíveis com metanol até a lavagem de dinheiro em larga escala por meio de empresas de fachada e fintechs ligadas ao crime organizado. As investigações apontam que o metanol, importado irregularmente pelo Porto de Paranaguá (PR), era desviado e transportado clandestinamente para o interior paulista. A substância, altamente tóxica e inflamável, era usada na adulteração de combustíveis em postos e distribuidoras, com sérios riscos ao consumidor e ao meio ambiente. O MP revelou ainda que a facção criminosa se infiltrou em todo o setor de produção de cana-de-açúcar, utilizando uma rede de empresas para adquirir usinas de álcool, fazendas, transportadoras e postos de combustíveis. Os negócios eram frequentemente fechados com pagamento em dinheiro vivo, valores subfaturados e sob ameaças de morte, caso os vendedores desistissem das negociações ou denunciassem a coação. As denúncias que deram origem à operação partiram de empresários, agricultores e profissionais ligados ao agronegócio em diferentes regiões do interior paulista. Diante da complexidade e do volume de crimes apurados, o MPSP acionou o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e articulou uma força-tarefa com o Ministério Público Federal, Receita Federal e a Polícia Federal. Entre os crimes investigados estão fraude fiscal, lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis, crimes ambientais e a sonegação de tributos federais, cujo prejuízo aos cofres públicos já ultrapassa R$ 7,6 bilhões, segundo o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA/SP). As autoridades também identificaram o uso de fintechs controladas por integrantes da facção criminosa, que operavam fora do sistema bancário tradicional para dificultar o rastreamento de valores. Essas instituições financeiras clandestinas realizavam transações com contabilidade paralela, ocultando os verdadeiros beneficiários. A Justiça Federal expediu ordens de prisão contra vários alvos, enquanto a Justiça Estadual autorizou dezenas de mandados de busca e apreensão. As ações desta quinta-feira se concentraram em postos de combustíveis, usinas, empresas de transporte e propriedades rurais ligadas ao esquema criminoso. Foto: Divulgação/Receita Federal

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Polícia Civil de SP agora conta com divisão dedicada à defesa da mulher

Nova estrutura vai coordenar e padronizar o trabalho das Delegacias de Defesa da Mulher no estado O Governo do Estado de São Paulo anunciou a criação de uma nova divisão da Polícia Civil voltada exclusivamente ao atendimento e proteção das mulheres vítimas de violência. O decreto que institui a “Divisão de Apoio às Delegacias de Defesa da Mulher” foi assinado nesta quarta-feira (27), pelo governador Tarcísio de Freitas, durante cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, que também celebrou os 40 anos da primeira Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) no estado. A nova estrutura terá como função centralizar e ampliar a coordenação das 142 DDMs distribuídas pelo estado. O objetivo é padronizar procedimentos, melhorar o atendimento especializado, promover estudos, criar políticas públicas e modernizar as unidades, inclusive as versões online e as salas que funcionam 24 horas. “A criação dessa divisão é fundamental para que possamos atuar de forma mais coordenada, entender os indicadores criminais e aprimorar as políticas públicas de proteção às mulheres”, afirmou o governador. Reforço à rede de proteção A medida integra as ações do Agosto Lilás, campanha de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. Desde 2023, o Governo de SP também desenvolve o movimento permanente SP Por Todas, que reúne serviços e iniciativas voltados à proteção, autonomia e direitos das mulheres no estado. Durante o evento, o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, destacou que a nova divisão se soma a outras ferramentas já em funcionamento, como as DDMs 24 horas, DDMs online, o programa de monitoramento com tornozeleiras eletrônicas para agressores e o aplicativo SP Mulher Segura, que oferece botão do pânico para situações de emergência. Para a delegada Adriana Liporoni, coordenadora das DDMs, a criação da divisão representa um avanço na articulação entre poder público e sociedade civil. “A iniciativa traz mais estrutura, planejamento e eficiência à rede de proteção”, disse. Homenagens e trajetória das DDMs Durante a cerimônia, foram homenageadas 144 mulheres que atuaram como delegadas titulares nas DDMs ao longo das últimas quatro décadas. Entre elas, a delegada Rosmary Corrêa, a primeira a assumir uma unidade especializada no estado. Ela lembrou que, em 1985, quando a primeira DDM foi inaugurada, ainda não havia protocolos, leis específicas ou modelos semelhantes no país. A unidade pioneira, criada a partir das demandas identificadas pelo então Conselho Estadual da Condição Feminina, surgiu como resposta às falhas no atendimento às vítimas em delegacias comuns. Apenas no primeiro mês de funcionamento, mais de dois mil boletins de ocorrência foram registrados. Em 1986, a DDM foi consolidada por lei estadual como política pública, com a proposta de expansão para diferentes regiões de São Paulo. Política pública contínua A presidente do Fundo Social de São Paulo e primeira-dama do estado, Cristiane Freitas, ressaltou que o enfrentamento à violência de gênero vai além da segurança pública. “É também uma questão de direitos humanos, saúde, família e cidadania. Nosso compromisso é garantir que todas as mulheres vivam com segurança e dignidade”, declarou. Atualmente, as DDMs oferecem, além do registro de ocorrências, atendimento psicossocial e encaminhamento a outros serviços públicos. A relação completa das unidades e das ações voltadas ao público feminino está disponível no portal spportodas.sp.gov.br. Foto: Governo de SP

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Megaoperação mira esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis

Segundo investigações, mais de mil postos movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 Uma megaoperação realizada nesta quinta-feira (28) cumpre mandados de busca e apreensão em oito estados, no âmbito de investigações sobre um esquema criminoso no setor de combustíveis, supostamente comandado por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ao todo, três operações simultâneas estão em andamento em diferentes regiões do país. Segundo as investigações, mais de mil postos ligados aos investigados movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e empresas, são suspeitos de crimes como adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro e estelionato. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional também ingressou com ações judiciais cíveis de bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos, para a garantia do crédito tributário. Operação mobilizou agentes da Receita Federal, PF e representantes do Ministério Público – Divulgação/Receita Federal – 28.8.2025 Segundo os investigadores, diversas irregularidades foram descobertas em diversas etapas da cadeia de combustíveis, desde a produção até a distribuição, lesando não só motoristas mas como todo o setor. Um “sofisticado esquema” criado pela facção, possibilitava a lavagem do dinheiro e a obtenção de altos lucros nesta cadeia econômica. “O uso de centenas de empresas operacionais na fraude permitia dissimular os recursos de origem criminosa. A sonegação fiscal e a adulteração de produtos aumentavam os lucros e prejudicavam os consumidores e a sociedade”, disse a Receita Federal. Agentes da Receita Federal receberam instruções sobre as operações na madrugada desta quinta – Divulgação/Receita Federal – 28.8.2025 Elas criam modelos de negócio digitais, desburocratizando o acesso a serviços como pagamentos, crédito, seguros e investimentos, com custos geralmente menores Fintechs Um dos pontos centrais do esquema era o uso de fintechs para a realização de operações financeiras. O principal objetivo era dificultar o rastreamento dos valores movimentados. Segundo as investigações, uma dessas empresas atuava como banco paralelo da organização e movimentou sozinha R$ 46 bilhões não rastreáveis no período. Em endereço de um dos investigados, agentes apreenderam dinheiro em espécie – Divulgação/Receita Federal – 28.8.2025 A fintech também recebia diretamente valores em espécie. Entre 2022 e 2023, foram efetuados mais de 10,9 mil depósitos em espécie, totalizando mais de R$ 61 milhões. Segundo a Receita Federal, este é um procedimento completamente estranho à natureza de uma instituição de pagamento, que opera apenas dinheiro escritural. “A utilização de fintechs pelo crime organizado objetiva aproveitar brechas na regulação desse tipo de instituição. Essas brechas impedem o rastreamento do fluxo dos recursos e a identificação, pelos órgãos de controle e de fiscalização, dos valores movimentados por cada um dos clientes”, explica o órgão. O que são as fintechs? Segundo o Banco Central, ​fintechs são empresas que introduzem inovações nos mercados financeiros por meio do uso intenso de tecnologia, com potencial para criar novos modelos de negócios. Atuam por meio de plataformas online e oferecem serviços digitais inovadores relacionados ao setor. No Brasil, há várias categorias de fintechs: de crédito, de pagamento, gestão financeira, empréstimo, investimento, financiamento, seguro, negociação de dívidas, câmbio, e multisserviços. Podem ser autorizadas a funcionar no país dois tipos de fintechs de crédito – para intermediação entre credores e devedores por meio de negociações realizadas em meio eletrônico: a Sociedade de Crédito Direto (SCD) e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), cujas operações constarão do Sistema de Informações de Créditos (SCR). “Conta-bolsão” e outras brechas Segundo a Receita Federal, uma dessas brechas é a utilização da “conta-bolsão”, uma conta aberta em nome da própria fintech em um banco comercial por onde transitam de forma não segregada recursos de todos os seus clientes. “Era dessa forma que as operações de compensação financeira entre as distribuidoras e os postos de combustíveis eram realizadas, assim como compensações financeiras entre as empresas e os fundos de investimentos administrados pela própria organização criminosa”, disse. Investigadores também apreenderam celulares e máquinas de cartão ligadas aos investigados – Divulgação/Receita Federal – 28.8.2025 Outra brecha é a não obrigatoriedade de prestação de informações à Receita Federal sobre as operações financeiras dos clientes por meio da e-Financeira. Em 2024, a Receita Federal promoveu alterações normativas referentes à e-Financeira visando dar maior transparência e diminuir a opacidade das instituições de pagamento, alterações essas revogadas no início de 2025 após onda de fake news sobre o tema. Lavagem de dinheiro As formuladoras, as distribuidoras e os postos de combustíveis também eram usados para lavar dinheiro de origem ilícita. Há indícios de que as lojas de conveniência e as administradoras desses postos, além de padarias, também participavam do esquema. Auditores-fiscais da Receita Federal identificaram irregularidades em mais de 1.000 postos de combustíveis distribuídos em 10 estados. São eles: São Paulo Bahia Goiás Paraná Rio Grande do Sul Minas Gerais Maranhão Piauí Rio de Janeiro Tocantins A maioria desses postos tinha o papel de receber dinheiro em espécie ou via maquininhas de cartão e transitar recursos do crime para a organização criminosa por meio de suas contas bancárias no esquema de lavagem de dinheiro. Entre 2020 e 2024, a movimentação financeira desses postos foi de R$ 52 bilhões, com recolhimento de tributos muito baixo e incompatível com suas atividades. Os postos já foram autuados pela Receita Federal em mais de R$ 891 milhões. No entanto, cerca de 140 postos eram usados de outra forma. Eles não tiveram qualquer movimentação entre 2020 e 2024, mas, mesmo assim, foram destinatários de mais de R$ 2 bilhões em notas fiscais de combustíveis. Possivelmente, essas aquisições simuladas serviram para ocultar o trânsito de valores ilícitos depositados nas distribuidoras vinculadas à organização criminosa. Órgãos envolvidos Participam da operação cerca de 350 servidores da Receita Federal, além de servidores do Ministério Público de São Paulo (MPSP), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco); Ministério Público Federal, por meio do Gaeco; Polícia Federal; Polícias Civil e Militar; Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz/SP); Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP). Perguntas e respostas Qual é o objetivo

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