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Tag: internacional

General iraniano deixa exército de prontidão após reunião com EUA sobre acordo nuclear

O presidente do Estado-Maior das Forças Armadas Iranianas, major-general Mohammad Baqeri, comandou uma inspeção aos militares e os deixou novamente em estado de alerta. “Nossas Forças Armadas estão em total prontidão para lidar com qualquer situação”, disse ele após uma série de visitas em vários quartéis-generais do país. O principal general do país visitou inspeções no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Mar de Omã. Os Estados Unidos vêm adotando desde a chegada de Trump ao poder uma pressão máxima para o Irã não enriquecer o programa nuclear e ter acesso a bombas atômicas. Lembrando que o Irã, por ordem do Aiatolá Khamenei (principal líder do país), proibiu os iranianos de terem acesso a qualquer tipo de armamento com base nuclear. O programa deles seria apenas para fins pacíficos, apesar da desconfiança da comunidade internacional. Hoje, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o país não quer ter armas nucleares e diz que espera um acordo logo com os americanos. “Estamos em diálogo porque desejamos a paz. Nosso país está comprometido em promover a estabilidade e a segurança na região, e acreditamos que as nações desta região são como irmãs, vivendo juntas em harmonia e tranquilidade. Não há necessidade de intervenção externa de fora da região para resolver nossas preocupações.” Apesar de tudo, as pressões e as sanções ao governo e empresários iranianos continuam. O exército segue de prontidão. Comunidade internacional segue esperançosa, pois um acordo pode trazer estabilidade tão esperada para o Oriente Médio.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Agência estatal IRNA

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Como a ditadura de Kim Jong-un ameaça animais em extinção na Coreia do Norte

A ditadura de Kim Jong-un está envolvida em comércio ilegal de animais selvagens, que inclui espécies protegidas por suas próprias leis. A prática já é vista como uma ameaça à recuperação da biodiversidade na Coreia do Norte, segundo um novo estudo divulgado agora. A Coreia do Norte possui um sistema regulatório de áreas e espécies protegidas, no entanto, ele é regularmente violado por pessoas que caçam e capturam animais selvagens para consumo pessoal ou comércio no mercado negro, seja internamente ou para venda a compradores na China. Além disso, o próprio Estado norte-coreano está envolvido e lucra com a captura e o comércio de espécies ameaçadas de extinção, protegidas pela legislação nacional ou internacional. Entre as espécies protegidas relatadas como parte do comércio estatal de vida selvagem, estão o urso-negro-asiático, o goral-de-cauda-longa e a lontra-eurasiana. Comércio de vida selvagem Desertores norte-coreanos que participaram do estudo, publicado na Biological Conservation, relataram que a ditadura de Kim Jong-un recebe animais selvagens e partes de seus corpos de caçadores sancionados pelo estado e de comunidades locais. Isso inclui espécies legalmente protegidas na Coreia do Norte, como gorais-de-cauda-longa – mamíferos com cascos semelhantes a cabras – e lontras-eurasianas. Essas espécies têm sido usadas no país, por exemplo, como peles na fabricação de roupas de inverno. O governo norte-coreano também opera fazendas de animais selvagens, incluindo lontras, faisões, veados e ursos-negros asiáticos. Acredita-se que a Coreia do Norte tenha começado a criar ursos para extrair sua bílis no século XX, antes que a prática se espalhasse para a China e a Coreia do Sul. A bílis de urso tem sido usada em várias medicinas tradicionais asiáticas, como a coreana e a chinesa. A China é o principal mercado internacional para o comércio de animais selvagens da Coreia do Norte, com produtos como carne, peles e partes de corpos para uso na medicina tradicional. Parte desse comércio viola os compromissos da China como parte da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) e membro do Conselho de Segurança da ONU. A Resolução 2397, por exemplo, proíbe a exportação de alimentos da Coreia do Norte. Consumo interno Além disso, as dificuldades econômicas contribuem para impulsionar o comércio ilegal de animais selvagens na própria Coreia do Norte. Há relatos de que uma grande variedade de animais é caçada e capturada para obtenção de carne, para uso na medicina tradicional, para proteção de plantações ou gado doméstico, ou para venda no mercado negro. “Um caçador pode se envolver simultaneamente no comércio sancionado pelo Estado e no mercado negro. Por exemplo, a pele de um animal como uma raposa-vermelha pode ser entregue ao Estado, mas também pode ser vendida a intermediários norte-coreanos para contrabando através da fronteira entre a Coreia do Norte e a China. O caçador pode ficar com a carne do animal – um valioso recurso alimentar – para sua família ou tentar vendê-la localmente”, diz o biólogo Joshua Elves-Powell, autor principal do estudo. Quando a economia da Coreia do Norte entrou em colapso na década de 1990, precedendo uma grande fome que pode ter matado entre 600 mil e um milhão de pessoas, a economia informal do país cresceu rapidamente, à medida que cidadãos comuns passaram a comprar e vender produtos, incluindo animais selvagens, para fornecer recursos alimentares essenciais e gerar renda. Embora as condições econômicas na Coreia do Norte tenham melhorado desde então, os pesquisadores não encontraram evidências de que o comércio ilegal de animais selvagens tenha acabado. Extinção de espécies A caça extensiva de animais selvagens pela Coreia do Norte tem consequências sérias para as populações de animais selvagens do país, com evidências de que quase todas as espécies de mamíferos nativos maiores que meio quilo foram alvos de alguma forma. Uma espécie nativa de marta, muito procurada por caçadores norte-coreanos por sua pele, pode ter sido praticamente extinta no país. Há preocupações semelhantes em relação aos tigres-siberianos e aos leopardos-de-amur, enquanto as populações de veados também teriam sido severamente reduzidas devido à caça. Os pesquisadores alertam que se a exploração na Coreia do Norte continuar a representar um risco para as populações de animais selvagens, isso poderá ameaçar a recuperação da biodiversidade em toda a região.   Fonte: R7 Foto: Joshua Elves-Powell

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Macron, Merz, Starmer e Tusk pressionam Rússia antes de visita a Kiev

Os líderes da França, Alemanha, Reino Unido e Polônia realizarão neste sábado (10) uma visita conjunta e inédita a Kiev, onde se reunirão com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, e instarão a Rússia a aceitar uma trégua, informaram em um comunicado conjunto. Antes da visita, o presidente francês, Emmanuel Macron; o chanceler alemão, Friedrich Merz; o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk; e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pediram à Rússia que “concorde com um cessar-fogo total e incondicional de 30 dias”. Eles também advertiram que aumentarão “a pressão sobre a máquina de guerra da Rússia” até que o cessar-fogo seja aceito.   Fonte: R7 Foto: Sarah Meyssonnier / POOL / AFP

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Trump anuncia cessar-fogo “total e imediato” entre Índia e Paquistão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (10) um cessar-fogo “total e imediato” entre Índia e Paquistão, após uma série de confrontos entre as duas potências nucleares que deixaram mais de 60 civis mortos em ambos os países. “Após uma longa noite de negociações mediadas pelos Estados Unidos, tenho o prazer de anunciar que a Índia e o Paquistão concordaram com um cessar-fogo total e imediato”, escreveu o presidente em sua rede Truth Social. “Parabéns a ambos os países por usarem bom senso e grande inteligência”, acrescentou. Paquistão e Índia concordaram com o “cessar-fogo imediato”, disse o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, neste sábado (10). “O Paquistão sempre lutou pela paz e segurança na região, sem comprometer sua soberania e integridade territorial”, disse Dar no X.   Fonte: R7 Foto: Alex Wroblewskia / AFP / CP

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Como o conflito entre Índia e Paquistão pode ser um grande teste militar para a China

O conflito entre Índia e Paquistão na região da Caxemira, intensificado após o massacre de 26 turistas, a maioria indianos, em abril, está servindo como um teste crucial para a tecnologia militar chinesa. Isso porque o confronto oferece ao mundo uma primeira visão do desempenho de caças avançados chineses, como o J-10C, contra equipamentos ocidentais, como o Rafale francês. A China, principal fornecedora de armas do Paquistão, observa atentamente os resultados. O Paquistão alega que seus caças J-10C, fabricados pela chinesa AVIC Chengdu Aircraft, abateram cinco aeronaves indianas, incluindo três Rafales, um MiG-29 e um Su-30, em uma batalha aérea na quarta-feira (7). A Índia não confirmou perdas, mas uma fonte do Ministério da Defesa francês, segundo a emissora norte-americana CNN, admitiu que pelo menos um Rafale foi perdido. O Paquistão não apresentou provas, mas as alegações impulsionaram as ações da AVIC, que subiram 40% esta semana. A China, que não trava uma grande guerra há mais de 40 anos, vê no conflito uma oportunidade de avaliar sua tecnologia militar em combate real. Nos últimos cinco anos, o país forneceu 81% das armas importadas pelo Paquistão, incluindo caças, mísseis e sistemas de defesa aérea, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI). O confronto também é uma oportunidade para a China coletar inteligência sobre a Índia, sua rival estratégica, de acordo com a agência de notícias Reuters. Com 267 satélites, incluindo 115 dedicados à vigilância, Pequim monitora as ações indianas em tempo real, superando a capacidade de satélites indianos. No Oceano Índico, navios chineses de rastreamento e frotas pesqueiras, que atuam como milícias coordenadas, coletam dados sobre exercícios navais indianos, mostraram rastreadores de inteligência de código aberto citados pela Reuters. Escalada do conflito Os confrontos se intensificaram após os ataques indianos com mísseis na noite de terça-feira (6), que deixaram 26 mortos e 46 feridos. O país disse que os alvos pertenciam a uma “infraestrutura terrorista” no Paquistão e na Caxemira administrada pelo governo paquistanês. Analistas ouvidos pela CNN acreditam que os caças Rafale e Su-30 da Índia foram usados. Ainda na terça, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou que o país iria interromper o fluxo de água dos rios que nascem no território indiano e seguem para o Paquistão. No dia seguinte, ao menos 12 pessoas morreram e outras 38 ficaram feridas em um ataque do Paquistão na região indiana. A disputa pela Caxemira, reivindicada pelos dois países, já levou a três guerras desde a independência de ambos, em 1947, além de conflitos menores, como a Guerra de Kargil, em 1999, e confrontos na fronteira.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X/@NavCom24

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Kim Jong-un acompanha teste de míssil e reforça poder nuclear

O ditador norte-coreano Kim Jong-un supervisionou um exercício militar com artilharia de longo alcance e uma nova versão de míssil balístico tático, em meio a tensões crescentes na Península Coreana. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9) pela imprensa estatal da Coreia do Norte, um dia após o país lançar diversos mísseis de curto alcance no Mar do Japão. Segundo a agência KCNA, o exercício teve como objetivo treinar as tropas para operar os armamentos e testar a capacidade de resposta rápida do sistema de comando em uma eventual crise nuclear. Os testes envolveram um sistema de foguetes múltiplos de 600 mm e o míssil balístico Hwasongpho-11-Ka, nova variante de armamento tático do país. Durante a operação, Kim Jong-un destacou que é essencial manter as forças nucleares em “estado constante de prontidão”. Ele reforçou que o poder nuclear deve ocupar papel central tanto na dissuasão de conflitos quanto em estratégias de combate, sinalizando mais uma vez o foco do regime em fortalecer seu arsenal. Na manhã de quinta-feira (8), entre 8h10 e 9h20 (horário local), os militares sul-coreanos detectaram múltiplos lançamentos de mísseis balísticos de curto alcance a partir da cidade litorânea de Wonsan, no leste da Coreia do Norte. Este foi o quarto teste do tipo realizado pelo regime em 2025.   Fonte: R7 Foto: Getty

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Índia afirma que impediu novos ataques do Paquistão após apelos por uma trégua

A Índia afirmou nesta sexta-feira (9) que repeliu uma série de drones e disparos de artilharia lançados durante a noite pelo Paquistão, um conflito entre duas potências nucleares vizinhas que não diminui, apesar dos apelos internacionais por uma desescalada. Quase 50 pessoas morreram nos dois países durante os confrontos, que começaram depois que a Índia atribuiu ao Paquistão um ataque a tiros no qual 26 turistas morreram em 22 de abril em uma área da Caxemira sob administração indiana, uma acusação que Islamabad nega. “As Forças Armadas do Paquistão lançaram múltiplos ataques com drones e outras munições ao longo de toda a fronteira oeste durante a noite”, afirmou o Exército indiano em um comunicado. “Os ataques com drones foram repelidos com eficácia e uma resposta adequada foi dada”, acrescenta a nota. A Caxemira é uma região de maioria muçulmana dividida entre os dois países desde a independência do Reino Unido em 1947. Também é cenário de um movimento insurgente que busca a independência ou a anexação ao Paquistão. A Índia atribui o ataque mortal de abril ao grupo jihadista Lashkar-e-Taiba (LeT), uma organização que a ONU considera “terrorista”, radicada no Paquistão. Islamabad nega envolvimento e pediu uma investigação independente. As autoridades indianas ameaçaram por vários dias que responderiam ao ataque por via militar e, na quarta-feira (7), começaram os bombardeios. Índia e Paquistão já travaram três guerras em larga escala desde a partilha britânica e a independência, duas delas por disputas sobre a soberania da Caxemira, um território que os dois lados reivindicam e que está dividido. O Paquistão negou ter executado ataques com drones depois que a Índia acusou, na quinta-feira, as forças paquistanesas por ações contra três bases militares, duas na Caxemira e uma no estado indiano de Punjab. “O Paquistão não atacou nenhum local da região de Jammu e Caxemira ocupada ilegalmente pela Índia, nem do outro lado da fronteira internacional, até o momento”, declarou na quinta-feira à noite o ministro da Informação do Paquistão, Ataullah Tarar. As autoridades do Paquistão anunciaram nesta sexta-feira que cinco civis morreram em um bombardeio indiano durante a noite na área de Caxemira administrada por Islamabad. Aeroportos e escolas fechadas As escolas permaneceram fechadas nesta sexta-feira em algumas áreas da Caxemira, em seis distritos no estado indiano de Punjab e na cidade de Chandigarh, assim como no estado de Rajasthan, na fronteira com o Paquistão. A Índia determinou o fechamento de 24 aeroportos e a imprensa informou que a suspensão do tráfego aéreo poderia ser suspensa no sábado. O Exército do Paquistão afirmou na quinta-feira que derrubou 28 drones indianos. As autoridades paquistanesas afirmam que entre as cidades que foram alvos de ataques está Rawalpindi, que abriga um importante quartel do Exército, assim como um estádio de críquete, que recebia uma partida da Superliga do Paquistão, em um esporte que provoca paixões no país. Em um momento de hostilidades, a Índia ordenou à rede social X o bloqueio de mais de 8.000 contas, informou a plataforma, que protestou, mas afirmou que vai cumprir a ordem, que classificou como uma política de “censura”. A medida parece integrar uma ampla campanha que a Índia mantém contra as contas nas redes sociais de políticos, personalidades e meios de comunicação paquistaneses. A comunidade internacional e várias potências tentaram mediar a situação e pediram moderação às partes. O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu na quinta-feira uma desescalada e o início de um diálogo. Também fez um apelo para que Islamabad acabe com qualquer apoio a “grupos terroristas”. O vice-presidente americano, JD Vance, reiterou o apelo e afirmou: “Não vamos nos envolver em uma guerra que, em essência, não é nosso problema”.   Fonte: R7 Foto: ARIF ALI/AFP

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Exportações da China aumentaram 8% em abril apesar da guerra comercial

As exportações da China cresceram 8,1% em abril, em comparação com o mesmo mês de 2024, superando as expectativas do mercado. A alta foi impulsionada pela corrida de empresas e consumidores para concluir encomendas antes da entrada em vigor das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A maioria dos analistas previa um crescimento mais modesto, em torno de 2%, após o avanço de 12,4% registrado em março. Já as importações chinesas recuaram 0,2% em abril, também na comparação anual. O superávit comercial da China com os Estados Unidos — um dado de grande sensibilidade política — ficou em US$ 20,5 bilhões no mês. Embora as exportações para os EUA representem apenas uma parte do comércio exterior chinês, as transações com o restante do mundo continuam a apresentar resiliência. Dados preliminares indicam que as importações norte-americanas de outros países — não afetados pelas tarifas de até 145% impostas por Washington aos produtos chineses — estão crescendo rapidamente, revelando uma tentativa de diversificação nas cadeias de suprimento globais. Nos primeiros quatro meses de 2025, as exportações da China para o Sudeste Asiático subiram 11,5%, mesmo percentual observado nas exportações para a América Latina. Os envios para a Índia tiveram crescimento de quase 16%, enquanto as exportações para o continente africano avançaram 15%. Entre os maiores destaques na Ásia estão o Vietnã, que recebeu 18% a mais em produtos chineses, e a Tailândia, com alta de 20% — números que refletem movimentos estratégicos de empresas que buscam contornar as tarifas norte-americanas transferindo parte da produção para fora da China continental. Em sentido oposto, as exportações chinesas para os Estados Unidos caíram 2,5% no acumulado de janeiro a abril de 2025, enquanto as importações de produtos norte-americanos recuaram 4,7% no mesmo período. Na comparação com o mês anterior, os números de abril mostram uma alta de apenas 0,6% nas exportações totais da China, enquanto as importações cresceram quase 4%.   Fonte: R7 Foto: Lusa

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Ucrânia denuncia ataques da Rússia durante trégua decretada por Putin

A Ucrânia acusou nesta quinta-feira (8) a Rússia de executar ataques limitados ao nordeste de Sumy, mas sem utilizar mísseis ou drones, em meio a uma trégua de três dias ordenada unilateralmente pelo presidente russo, Vladimir Putin. A ordem de Putin coincide com as celebrações do 80º aniversário da vitória sobre o nazismo no final da Segunda Guerra Mundial, que reúnem em Moscou quase 30 governantes estrangeiros, incluindo o chinês Xi Jinping e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. “Até 8h não foram registrados ataques com mísseis ou drones no espaço aéreo ucraniano. Durante a noite, no entanto, a aviação tática inimiga lançou bombas guiadas na região de Sumy”, afirmou a Força Aérea ucraniana. Uma bomba caiu em uma área residencial perto de Bilopillia, uma localidade próxima da fronteira com a região russa de Kursk, segundo os serviços de emergência. Andrii Kovalenko, comandante do centro ucraniano responsável por combater a desinformação, disse que a Rússia “viola a trégua ao atacar a região de Sumy”. A Ucrânia não aceitou a proposta de trégua, que chamou de farsa, e pediu um cessar-fogo de 30 dias. Poucas horas antes da entrada em vigor da pausa, os dois países trocaram ataques aéreos, que deixaram dois mortos na Ucrânia e provocaram o fechamento de aeroportos em Moscou e outras cidades russas devido à aproximação de drones inimigos. O aeroporto de Nizhni Nóvgorod, no oeste da Rússia, permaneceu fechado por uma hora e meia nesta quinta-feira “para garantir a segurança dos aviões civis”, segundo um porta-voz da Agência Federal de Transporte Aéreo. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, insistiu mais uma vez em seu discurso vespertino de quarta-feira na proposta de um cessar-fogo de 30 dias. “Não retiramos esta proposta, que poderia dar uma oportunidade à diplomacia. Mas o mundo não vê nenhuma resposta da Rússia”, afirmou. Celebrações com grande esquema de segurança Putin anunciou a trégua no mês passado como um gesto “humanitário”, depois de semanas de pressão do presidente americano Donald Trump para interromper os mais de três anos de guerra na Ucrânia.O líder do Kremlin havia rejeitado em março uma proposta conjunta de Estados Unidos e Ucrânia para um cessar-fogo incondicional. Desde então, apenas ofereceu pequenas contribuições aos esforços de paz de Trump.A Ucrânia não confia que a Rússia respeite a trégua unilateral e acusa Moscou de múltiplas violações durante um cessar de hostilidades de 30 horas decretado por Putin durante a Páscoa. As comemorações do 9 de maio são fundamentais para o culto patriótico da vitória de 1945 promovido pelo Kremlin, que afirma que a ofensiva na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022 e deixou milhares de mortos em ambos os lados, é uma extensão da guerra contra Hitler.O ponto culminante das comemorações é a parada militar, prevista para sexta-feira, na Praça Vermelha, que contará com a presença de quase 30 líderes estrangeiros. “Nosso Exército e os serviços especiais estão tomando todas as medidas necessárias para assegurar que a celebração da grande vitória ocorra em um ambiente calmo, estável e pacífico”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Por exemplo, explicou que as autoridades haviam limitado o acesso à internet em Moscou antes da parada para prevenir “o perigo” procedente da Ucrânia, que lançou numerosos drones contra a Rússia nos últimos dias. ”Precisamos levar em conta este perigoso vizinho que temos”, afirmou Peskov. “Enquanto nossos convidados estiverem aqui, até 10 de maio, temos que estar preparados para restrições”, disse ele aos moscovitas. Vance pede “negociações diretas” O Exército russo lançou cinco mísseis balísticos e 187 drones contra a Ucrânia, informou a Força Aérea ucraniana na quarta-feira. Pelo menos dois mísseis e 81 drones foram interceptados.Em Kiev, uma mãe e seu filho morreram e outras sete pessoas ficaram feridas, incluindo quatro crianças. Segundo Zelensky, os oblasts (regiões administrativas) de Zaporizhzhia, Donetsk, Zhytomyr, Kherson e Dnipro também foram atingidos. Após os ataques, o presidente ucraniano pediu uma “pressão ainda maior e sanções mais severas” contra Moscou, ao considerar que essa é a única maneira de “abrir a via da diplomacia”. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, pediu “negociações diretas” entre Kiev e Moscou, a única maneira de acabar com o conflito, depois de quase três meses de negociações separadas, impulsionadas por Washington, que não produziram resultados.   Fonte: R7 Foto: STATE EMERGENSY SERVICE OF UKRAINE / AFP

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Coreia do Sul, EUA e Japão condenam teste de míssil da Coreia do Norte

Autoridades da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e do Japão emitiram uma declaração conjunta nesta quinta-feira (8) condenando o lançamento de mísseis balísticos de curto alcance realizado pela Coreia do Norte. Os três países prometeram manter uma resposta firme e coordenada diante das repetidas provocações de Pyongyang. O posicionamento foi acordado por representantes diplomáticos especializados em assuntos nucleares da península coreana, durante uma ligação realizada logo após o novo teste militar norte-coreano, informou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul. De acordo com o Exército sul-coreano, entre 8h10 e 9h20 (horário local), foram registrados múltiplos lançamentos de mísseis balísticos de curto alcance a partir da cidade de Wonsan, na costa leste do país. Este é o quarto teste balístico conduzido pela Coreia do Norte em 2025. As autoridades militares da Coreia do Sul suspeitam que os lançamentos possam estar relacionados a testes de desempenho vinculados a possíveis acordos de armamento entre a Coreia do Norte e a Rússia. Durante a conversa trilateral, os representantes compartilharam avaliações técnicas sobre os mísseis e classificaram a ação como uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, além de representarem uma “grave ameaça” à paz regional e à segurança global. Os três países reforçaram o compromisso de seguir monitorando atentamente qualquer nova movimentação militar por parte do regime de Kim Jong-un. Segundo o governo sul-coreano, Seul, Washington e Tóquio manterão a cooperação trilateral de segurança como base para reagir de forma conjunta e determinada a qualquer nova escalada.   Fonte: R7 Foto: Getty

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