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Tag: internacional

Ataque a tiros na Universidade Brown deixa mortos e feridos nos Estados Unidos

As autoridades emitiram um alerta orientando estudantes e funcionários a permanecerem escondidos até novo aviso  Um ataque a tiros registrado neste sábado (13) no campus da Universidade Brown, em Providence, nos Estados Unidos, deixou ao menos duas pessoas mortas e outras oito feridas em estado crítico. As informações foram confirmadas por fontes policiais, que destacam que o número exato de vítimas ainda está sendo apurado.  De acordo com as autoridades, agentes da polícia entraram em confronto com um indivíduo a poucos quarteirões do local do ataque, o que resultou em troca de tiros. No entanto, a polícia informou que ainda não é possível confirmar se esse confronto tem relação direta com o tiroteio ocorrido dentro da universidade.  Inicialmente, houve a informação de que um suspeito estaria sob custódia, mas após investigações preliminares, a ligação entre o confronto e o ataque no campus passou a ser considerada incerta. Durante coletiva de imprensa, o vice-chefe de polícia de Providence, Tim O’Hara, afirmou que o suspeito do tiroteio seria um homem vestido de preto.  “Estamos utilizando todos os recursos possíveis para localizar esse suspeito. Pedimos que as pessoas não se aproximem da área”, declarou O’Hara. Segundo ele, ainda não se sabe como o atirador conseguiu acessar o prédio da universidade, mas há indícios de que ele tenha deixado o local pela Rua Hope.  As autoridades emitiram um alerta orientando estudantes e funcionários a permanecerem escondidos até novo aviso, manterem portas trancadas e desligarem os telefones celulares. Equipes dos Departamentos de Polícia da Universidade Brown e da cidade de Providence seguem mobilizadas na região, próxima a um prédio de engenharia localizado na parte leste do campus.  A Universidade Brown é uma instituição privada de pesquisa e uma das mais antigas dos Estados Unidos.  O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou por meio de uma publicação na rede Truth Social — também compartilhada pela Casa Branca — que foi comunicado sobre o ataque. Ele afirmou que o FBI está atuando no local. “Que Deus abençoe as vítimas e suas famílias”, escreveu. Inicialmente, Trump declarou que o suspeito havia sido detido, mas corrigiu a informação posteriormente, afirmando que o atirador não estava sob custódia.  No momento do ataque, o presidente estava em Baltimore, onde acompanhava o tradicional jogo de futebol americano entre Army e Navy, e deve retornar à Casa Branca nas próximas horas. (Renan Isaltino) Fonte: Reuters Foto: R7

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Coreia do Norte mantém centro de guerra cibernética impulsionada por IA

A Coreia do Norte criou uma nova unidade especializada em guerra cibernética, conhecida como Centro de Pesquisa 227. Localizado no distrito de Mangyongdae, em Pyongyang, o centro está subordinado ao Escritório de Reconhecimento do Estado-Maior General (RGB), principal órgão de inteligência militar do país. A unidade representa um avanço significativo nas capacidades ofensivas do regime ao combinar expertise humana com inteligência artificial (IA) para conduzir operações de espionagem, pilhagem financeira e sabotagem digital. Relatórios recentes divulgados por instituições como a DTEX Systems e a SpecialEurasia revelam que o Centro de Pesquisa 227 atua 24 horas por dia, sete dias por semana, e já conta com cerca de 90 especialistas formados nas universidades mais prestigiadas da Coreia do Norte, como a Kimchaek University of Technology, a Mirim College e a Kumsong Academy. Esses profissionais são treinados em desenvolvimento de programas, automação e segurança da informação. A missão do centro é clara: desenvolver tecnologias de hacking baseadas em IA para neutralizar redes de segurança, roubar informações sensíveis, invadir sistemas financeiros e automatizar a coleta e análise de dados. A automação com IA permite que os ataques sejam mais rápidos, precisos e difíceis de rastrear, reduzindo a necessidade de intervenção humana e aumentando a eficiência das operações. A ofensiva cibernética promovida por Pyongyang tem dimensões estratégicas e financeiras. Segundo analistas, desde 2017 a Coreia do Norte já teria lucrado cerca de US$ 3 bilhões por meio de ataques cibernéticos, que incluem invasões a bancos e corretoras de criptomoedas. Agora, com o apoio da IA, as ferramentas desenvolvidas pelo Centro de Pesquisa 227 prometem tornar essas operações ainda mais sofisticadas e frequentes. Drones suicidas A ameaça, no entanto, não se limita ao ambiente digital. Em março de 2025, a mídia estatal norte-coreana anunciou a realização de testes supervisionados por Kim Jong-un com drones suicidas equipados com IA. Os aparelhos são capazes de identificar e atacar alvos de forma autônoma, marcando uma perigosa convergência entre guerra cibernética e armamentos físicos. Segundo o relatório da DTEX, os drones fazem parte da estratégia do regime de priorizar tecnologias não tripuladas e IA na modernização de suas Forças Armadas. O relatório também destaca a integração do centro com outros componentes do aparato cibernético norte-coreano. O Centro de Pesquisa 227 atua em sintonia com células ofensivas descentralizadas e grupos APT (Ameaças Persistentes Avançadas) do regime, como TEMP.Hermit, Ruby Sleet e APT45, que têm interesse direto em alvos como sistemas de drones e tecnologias de detecção a laser. Geração de talentos A proximidade física do centro com universidades militares e instituições de elite reforça o papel dessas entidades no recrutamento e formação de talentos para alimentar a máquina cibernética do regime. Segundo o documento, a hipótese mais provável é que o Centro de Pesquisa 227 concentre todos os esforços da Coreia do Norte ligados à IA, desde o desenvolvimento de tecnologias autônomas até o suporte direto às operações de hacking e à criação de armamentos cibernéticos. Mas o que diferencia a atuação da Coreia do Norte de outros estados é a motivação por trás das ações. De acordo com a DTEX Systems, o regime opera mais como uma organização mafiosa global do que como um ator estatal convencional. A cibercriminalidade norte-coreana é impulsionada não apenas por interesses políticos, mas também por uma “lógica de sobrevivência”. Em um país assolado por escassez, a participação em atividades ilegais garante aos agentes acesso a comida, abrigo e assistência médica. Esse sistema de incentivos pessoais alimenta a expansão cibernética do regime, dificultando esforços internacionais de atribuição e resposta. Kevin Mandia, fundador da Mandiant e conselheiro da DTEX, alerta para os riscos de contratação acidental de trabalhadores de TI norte-coreanos por empresas estrangeiras. Esses profissionais atuam remotamente, de forma dissimulada, e estão diretamente ligados ao financiamento do programa de armas do regime. Já Sue Gordon, ex-vice-diretora de Inteligência Nacional dos EUA, afirma que a Coreia do Norte está dissolvendo as fronteiras entre cibercrime, espionagem e ambição nuclear, operando um sistema autofinanciado que mescla lucro e sobrevivência.   Fonte: R7 Foto: KCNA

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Rússia bombardeia Kiev com drones e mísseis durante troca de prisioneiros

Um ataque russo em larga escala, com drones e mísseis, deixou 15 feridos neste sábado (24) em Kiev, a capital ucraniana, apesar do início da segunda etapa da maior troca de prisioneiros de guerra desde o começo da invasão das tropas de Moscou há mais de três anos. “A capital e sua região sofrem novamente um ataque massivo do inimigo. Os sistemas de defesa antiaérea funcionam permanentemente em Kiev e sua periferia”, disse o prefeito da capital da Ucrânia, Vitali Klitschko. A Força Aérea afirmou que derrubou “seis mísseis balísticos Iskander-M/KN-23 (em Kiev) e neutralizou 245 drones inimigos tipo Shahed”, de um total de 14 mísseis e 250 drones lançados da Rússia. Correspondentes da AFP em Kiev ouviram fortes explosões durante a noite. O prefeito e a administração civil e militar da cidade relataram vários incêndios e impactos de destroços de mísseis e drones em edifícios de vários bairros da capital. Segundo a polícia, 15 pessoas ficaram feridas em Kiev e duas em sua área metropolitana. “Apenas sanções adicionais contra setores cruciais da economia russa forçarão Moscou a cessar os ataques”, declarou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, na rede social X. Ele insistiu que “a causa do prolongamento da guerra está em Moscou”. “Se ainda há alguém com dúvidas de que a Rússia quer continuar com a guerra, que leia os jornais”, reagiu Katarina Mathernova, embaixadora da União Europeia na Ucrânia. O ataque ocorreu em meio a uma troca recorde de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia, com um total de mil pessoas liberadas por cada lado entre sexta-feira e domingo. O Ministério da Defesa da Rússia informou que mais de 300 prisioneiros de cada país foram liberados no sábado. “Outros 307 membros do Exército russo foram transferidos da Ucrânia e estão atualmente em Belarus, onde recebem ajuda médica e psicológica”, indicou a pasta. “Em troca, 307 prisioneiros de guerra ucranianos foram transferidos”, acrescentou o ministério. A troca de presos é o único resultado concreto das negociações entre russos e ucranianos celebradas na semana passada em Istambul, o primeiro contato direto entre os dois lados em três anos. Após a conclusão da troca, as partes devem apresentar documentos que expliquem suas condições para um acordo que possibilite o fim do conflito, iniciado em fevereiro de 2022 com a invasão russa da Ucrânia. Surpresas  Na região de Chernihiv, para onde foram levados os ucranianos libertados na sexta-feira, centenas de pessoas, a maioria mulheres, aguardavam os parentes com bandeiras e fotos. Quando os ex-prisioneiros saíram dos ônibus, recebidos entre gritos e lágrimas pela multidão, a multidão correu para abraçá-los ou para pedir informações sobre parentes capturados. A Rússia divulga poucas informações sobre a situação dos prisioneiros ucranianos e, em cada troca, há surpresas, declarou à AFP um funcionário de alto escalão de Kiev que pediu anonimato. “Em quase todas as trocas, há pessoas sobre as quais ninguém sabia nada”, disse. Às vezes devolvem pessoas que estavam nas listas de desaparecidos ou que eram consideradas mortas”, afirmou. “É a primeira etapa da maior troca desde o início da guerra”, afirmou Zelensky na sexta-feira. Moscou informou que entre os civis libertados pela Ucrânia estavam “habitantes da região de Kursk”, tomada parcialmente pelas forças de Kiev durante uma ofensiva em 2024, mas atualmente novamente sob controle da Rússia. A troca de prisioneiros e corpos de soldados mortos em combate é um dos últimos campos de cooperação entre Ucrânia e Rússia, que ocupa 20% do território do país vizinho. A troca de sexta-feira foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que continua pressionando as partes para obter o fim do conflito. “Parabéns aos dois lados por esta negociação. Isso pode levar a algo grande???”, escreveu em sua plataforma Truth Social. O chefe da diplomacia russa, Sergey Lavrov, anunciou na sexta-feira que o país está trabalhando em um documento com “as condições para um acordo duradouro, global e de longo prazo”, que será enviado à Ucrânia quando a troca de prisioneiros for concluída. Kiev deve fazer o mesmo com suas próprias condições.   Fonte: R7 Foto: Ivan Samoilov/ AFP

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Itália promulga nova lei sobre cidadania que afeta cerca de 32 milhões de brasileiros

O governo da Itália promulgou a lei que altera as regras para concessão de cidadania a estrangeiros e afeta aproximadamente 32 milhões de brasileiros que têm ascendência italiana, segundo estimativa da embaixada italiana no Brasil. A lei foi publicada no Diário Oficial italiano nesta sexta-feira (23). As modificações no processo da cidadania italiana foram impostas por um decreto-lei do ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, publicado em 28 de março e que entrou em vigor imediatamente, mas precisava ser aprovado pelo Parlamento e promulgado em até 90 dias, sob risco de perder a validade. O trâmite no Parlamento acabou na última terça-feira (20), quando a Câmara aprovou a lei – o Senado havia votado na semana passada. Com a promulgação, o processo está encerrado. As novas regras valem para quem apresentou o pedido de reconhecimento da cidadania após 28 de março. Quem deu entrada antes desta data segue com as regras anteriores vigentes. A nova lei determina que a cidadania seja reconhecida apenas para duas gerações de descendentes (filhos e netos) de italianos, ao contrário do que ocorria anteriormente, quando qualquer geração podia solicitar o reconhecimento. Será preciso também que o descendente não tenha outra nacionalidade, o que exclui os ítalo-brasileiros, que não poderão mais passar sua cidadania. Uma alternativa para quem tem dupla nacionalidade passar a cidadania aos filhos (válida apenas para os genitores, não para os avós), segundo o texto, é morar legalmente por pelo menos dois anos contínuos na Itália após adquirir a cidadania e antes do nascimento do filho. Essa alternativa, porém, é inviabilizada para aqueles que não moraram na Itália antes de ter seus filhos. Para menores de idade, o processo de reconhecimento da cidadania é mais simples. Caso os pais sejam italianos nascidos fora da Itália, devem declarar a vontade de adquirir a cidadania do filho dentro de um ano de seu nascimento ou adoção. Se isso não for feito, o menor que morar por dois anos contínuos no país europeu também pode solicitar a cidadania. Uma regra de transição foi estabelecida para os filhos de italianos menores de idade na data em que o decreto for convertido em lei: a declaração da vontade de aquisição da cidadania poderá ser feita até 31 de maio de 2026 para os descendentes com até 18 anos de idade, desde que um dos pais já seja italiano ou tenha dado entrada no pedido até 27 de março de 2025.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Trump ameaça impor à Apple tarifa de 25% para iPhones fabricados fora dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira, 23, impor tarifas à Apple se a gigante de tecnologia americana continuar fabricando iPhones em outros países fora dos EUA. “Há muito tempo informei Tim Cook, da Apple, que espero que os iPhones a ser vendidos nos Estados Unidos da América sejam fabricados e construídos nos Estados Unidos, não na Índia ou em qualquer outro lugar”, publicou Trump na rede Truth Social, referindo-se ao CEO da Apple. “Se não for esse o caso, a Apple deverá pagar tarifa de pelo menos 25% aos EUA”, acrescentou. Segundo reportagem do jornal britânico Financial Times, a Apple pretende seguir adiante com planos de ampliar a produção de iPhones na Índia, apesar de exigências de Trump de que a empresa transfira suas operações para os EUA. Fonte: R7 Foto: Michael M. Santiago / Getty Images North America / Getty Images via AFP / CP  

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Suspeito de matar diplomatas em Washington é indiciado

Elias Rodriguez, de 30 anos, foi formalmente acusado por um tribunal federal dos Estados Unidos por dois homicídios em primeiro grau, após matar a tiros dois funcionários da embaixada de Israel em Washington, na última quarta-feira (21). O ataque aconteceu na saída de um evento para jovens diplomatas organizado pela Comissão Judaica Norte-Americana (AJC). Segundo a agência Reuters, o suspeito, natural de Chicago, teria gritado “Palestina livre, Palestina livre” logo após efetuar os disparos contra um grupo de pessoas. As vítimas foram identificadas como Yaron Lischinsky, de 30 anos, e Sarah Milgrim, de 26, que mantinham um relacionamento. De acordo com a embaixada israelense, Lischinsky planejava pedir Sarah em casamento durante uma viagem a Jerusalém marcada para a próxima semana. Nesta quinta-feira (22), a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que, até o momento, a polícia trabalha com a hipótese de que Rodriguez agiu sozinho. “As autoridades acreditam que ele não teve cúmplices. Mas precisamos estar atentos. O mundo precisa se livrar de tanto ódio”, declarou. Rodriguez não possuía antecedentes criminais ligados a terrorismo, mas agora as investigações tentam apurar se o ataque teve motivações antissemitas ou conexões com possíveis atos terroristas. O caso gerou comoção e levou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a ordenar o reforço imediato da segurança nas embaixadas e consulados israelenses em todo o mundo.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X  

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Coreia do Norte tenta esconder navio de guerra com lonas após fracasso em lançamento

A Coreia do Norte tenta abafar os danos causados pelo tombamento parcial do novo navio de guerra do regime, ocorrido durante o lançamento do destróier na quinta-feira (22). Imagens de satélite revelam que o navio de 5.000 toneladas está sendo coberto com lonas azuis ao lado do cais na cidade portuária de Chongjin. As fotografias mostram o navio tombado de lado, parcialmente submerso, ao lado da estrutura onde a cerimônia oficial havia sido realizada um dia antes. A manobra parece ser uma tentativa de esconder os destroços do que deveria ter sido um marco na modernização da frota naval norte-coreana. O incidente aconteceu durante o lançamento do segundo destróier da classe Choe Hyon, a maior da Marinha do país, com 5.000 toneladas. Segundo a imprensa estatal, a embarcação estava projetada para transportar mísseis de cruzeiro e balísticos com capacidade nuclear. Ainda não há confirmação oficial sobre o tipo de armamento já instalado no navio danificado. A Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) reconheceu o acidente, algo raro para o regime, e o classificou como “grave”. Em nota, a agência afirmou que a operação falhou por “imaturidade do comando” e “negligência operacional”, apontando que o trenó de lançamento na popa se desprendeu antes do tempo, comprometendo o equilíbrio da embarcação. Partes do casco foram danificadas e o navio acabou tombando antes mesmo de entrar em operação. Kim Jong-un, que acompanhava a cerimônia, reagiu com fúria e classificou o erro como um “ato criminoso” fruto de “puro descuido, irresponsabilidade e empirismo anticientífico”. O líder norte-coreano determinou que o navio seja restaurado antes da próxima reunião do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, prevista para junho. Segundo ele, a restauração não é apenas uma questão prática, mas política, diretamente ligada à autoridade e moral do regime. Apesar do constrangimento, analistas acreditam que a própria divulgação do acidente pela mídia estatal revela um esforço estratégico do regime. “É vergonhoso, mas a Coreia do Norte quer mostrar que está acelerando sua modernização naval e tem confiança de que poderá superar esse fracasso”, disse Moon Keun-sik, especialista em assuntos marítimos da Universidade Hanyang, em Seul, ao jornal The Guardian. Segundo o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, o navio continua virado no mar. Um relatório do centro de estudos 38 North, baseado nos EUA, observou que o método de lançamento lateral adotado em Chongjin nunca havia sido registrado antes no país e pode ter contribuído para o desastre. A escolha teria sido motivada pela ausência de uma rampa adequada no estaleiro. No mês passado, Kim havia apresentado o primeiro navio da nova classe de destróieres, em cerimônia realizada no porto de Nampo, acompanhado da filha adolescente Kim Ju Ae, apontada como possível sucessora. Na ocasião, o líder declarou que a nova embarcação reforçaria a capacidade da Coreia do Norte de responder a supostas ameaças dos Estados Unidos e de seus aliados regionais. A Coreia do Norte afirma que o destróier estava equipado com as “armas mais poderosas” e que deveria entrar em operação no início do próximo ano. Especialistas ocidentais, no entanto, ressaltam que o país ainda não demonstrou capacidade comprovada de miniaturizar ogivas nucleares para uso em mísseis navais.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X – @BabakTaghvaee1

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Dois funcionários da embaixada de Israel morrem baleados nos EUA

Dois funcionários da Embaixada de Israel nos Estados Unidos foram mortos do lado de fora do Museu Judaico, na capital norte-americana Washington, na noite de quarta-feira (21). O ataque terrorista aconteceu a cerca de dois quilômetros da Casa Branca. Um suspeito foi preso. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, atribuíram os assassinatos ao antisemitismo.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Record

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Trump anuncia “Domo de Ouro”, sistema de defesa contra mísseis que custará US$ 175 bilhões

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira, 20, o lançamento do novo sistema de defesa antimísseis do país, batizado de “Domo de Ouro”. Segundo o republicano, o projeto custará US$ 175 bilhões e deverá estar concluído até o fim de seu mandato, em um prazo estimado entre “dois anos e meio e três anos”. Durante coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump afirmou que o sistema garantirá aos EUA “quase 100%” de proteção contra ataques. “Prometi que faria um sistema de escudo contra ataques de mísseis, e estou fazendo. O Canadá também quer fazer parte do Domo de Ouro e estamos em conversas sobre os custos dessa proteção para eles”, afirmou o presidente. Ele acrescentou que o sistema será capaz de defender o país até mesmo de mísseis disparados a partir do espaço. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, complementou: “protegeremos o nosso país de mísseis balísticos, hipersônicos, nucleares e de drones.” Trump destacou ainda que toda a estrutura será desenvolvida nos Estados Unidos, utilizando materiais de origem nacional. Segundo ele, US$ 25 bilhões do seu projeto de lei tributária serão destinados à construção do sistema. “É fácil garantir financiamento para alguns projetos, como o Domo. Já temos todo o financiamento”, disse. “Não temos um sistema de defesa aéreo atualmente no país. Temos apenas armas muito poderosas que espero nunca usá-las. O Domo é perto da perfeição do que é possível fazer hoje em relação à defesa.” O presidente também minimizou relatos sobre um possível aumento da presença militar russa na Finlândia. “Vamos ver o comportamento da Rússia. Nós estamos em um momento bem crítico do conflito. Qualquer nova sanção sobre os russos, será determinação minha”, afirmou. Ao final da coletiva, Trump fez um breve comentário sobre seu projeto de lei tributário: “não haverão cortes no Medicaid”.   Fonte: R7 Foto: Jim Watson / AFP

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Crise do arroz no Japão derruba ministro após fala polêmica

O ministro da Agricultura do Japão, Taku Eto, renunciou nesta terça-feira (21) após ser duramente criticado por declarar que não compra arroz porque recebe o alimento de apoiadores — declaração considerada insensível em meio à disparada no preço do cereal no país. A saída de Eto representa mais um desgaste para o primeiro-ministro Shigeru Ishiba, cuja aprovação segue em queda às vésperas das eleições legislativas deste verão. Para o lugar de Eto, Ishiba nomeou o ex-ministro do Meio Ambiente, Shinjiro Koizumi. O episódio teve início no último domingo, quando, em um discurso na cidade de Saga, no sudoeste japonês, Eto afirmou: “Nunca compro arroz, recebo muito dos meus apoiadores. Tenho tanto na minha despensa que poderia vender”. A fala gerou indignação popular e pressão política. Durante sessão na Comissão de Orçamento do Parlamento, Eto tentou se retratar: disse que o comentário foi “um erro” e revelou ter comprado arroz no supermercado dias antes. Ainda assim, a oposição ameaçou apresentar uma moção de censura caso ele não deixasse o cargo. “Fiz um comentário extremamente inapropriado em um momento em que os consumidores enfrentam dificuldades para comprar arroz”, declarou o agora ex-ministro a jornalistas. “Achei que não seria adequado continuar no cargo justamente quando o governo precisa lidar com os desafios do preço do arroz.” O arroz, alimento essencial na dieta japonesa, teve um aumento de preço de até 90% em 2024. A alta é atribuída à combinação do crescimento do turismo, aumento da demanda em restaurantes e compras motivadas por medo, após o governo alertar sobre a possibilidade de um grande terremoto. Como resposta emergencial, o governo japonês liberou toneladas das reservas nacionais de arroz em março, medida inédita desde a criação do sistema, em 1995. Atualmente, cerca de 200 mil toneladas são estocadas anualmente para garantir o abastecimento em casos de crise.   Fonte: R7 Foto: Lusa

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