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Tag: internacional

Crimes de guerra cometidos por terroristas do Hamas ganham força com libertação de reféns

Na comunidade internacional, crimes de guerra são todas as agressões feitas durante um estado de conflito Em meio ao conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, relatos de reféns sequestrados começam a surgir e ganhar destaque na comunidade internacional. Além das mortes pela guerra, que superam 40 mil entre palestinos e israelenses, crimes como o uso de escudo humano, execução de civis e violência sexual são algumas das violações narradas que ferem o direito internacional humanitário, principalmente pelo Hamas. No ano passado, a organização internacional Human Rights Watch, reconhecida por investigar crimes humanitários, apontou que o grupo terrorista teria planejado matar e manter a maior quantidade de reféns possíveis. No documento, a ONG justifica a acusação pelo fato de o ataque ser o objetivo central do plano, e não um ato isolado. “Os grupos armados cometeram várias violações das leis de guerra que constituem crimes de guerra, incluindo ataques contra civis e objetos civis; assassinato intencional de pessoas sob custódia; tratamento cruel e desumano; crimes envolvendo violência sexual e de gênero; tomada de reféns; mutilação e roubo de corpos; uso de escudos humanos; e pilhagem e saques“, diz o relatório. A ONG segue o posicionamento semelhante ao da ONU (Organização das Nações Unidas), que também reconhece crimes de guerra e contra a humanidade em Gaza e Israel. Segundo o Governo de Israel, homens, mulheres e crianças israelenses feitos reféns foram submetidos a violência física, sexual e psicológica, além de isolamento, privação de água e comida e puxões de cabelo. “Cerca de metade dos reféns devolvidos descreveram terem sido deliberadamente deixados passar fome durante o cativeiro […]. O cativeiro foi projetado para torturar os reféns psicologicamente, quebrar sua moral e torná-los mais fáceis de controlar. Seu tempo em cativeiro foi marcado por trauma intenso: separação familiar, imobilização, transferências arbitrárias e frequentes e exposição a mais violência”, informou o governo. Órgãos israelenses apontam, ainda, que algumas vítimas foram abusadas sexualmente enquanto uma arma era apontada para elas. Durante o período em cativeiro, algumas mulheres alegam que os terroristas forçavam elas a tirar a roupa na frente de outros homens, além de serem amarradas em camas. Crimes de guerra Na comunidade internacional, os crimes de guerra são todas as agressões feitas durante um estado de conflito. Acordado por um tratado, o estatuto considera crime qualquer ataque contra os direitos humanos, entre eles violências motivadas por raça ou etnia e ataques químicos. Em caso de descumprimento, as ações são julgadas pelo Tribunal Internacional. No caso do Hamas, por não ser um país, mas um grupo, não cabe a esse poder julgar os crimes cometidos pelo grupo terrorista. O mestre em direito penal internacional Acacio Miranda explica que o controle do julgamento fica a critério de outras organismos. “O tratamento jurídico existe, é um tratamento de terrorismo e crime contra a humanidade, mas não julgado pelo tribunal. O Tribunal Penal Internacional, a rigor, não tem gerência sobre isso. Quem tem gerência sobre isso é o próprio Estado de Israel e outros organismos internacionais”, completa. Apesar do contra-ataque de Israel, o especialista aponta que a retaliação do país, até determinado ponto, é assegurada pela lei internacional. Pela regra, quando um país é atacado por outra nação, ele tem o direito de retaliar. “Inicialmente, o Hamas que fez os primeiros ataques, um ataque terrorista. Então, obviamente, o Hamas praticou uma conduta mais grave. Acontece que Israel retaliou, e a retaliação e o resgate dos reféns é salvaguardado pela legislação”, comenta. Entretanto, algumas organizações enxergam determinados ataques de Israel como um excesso, o que pode infringir a lei internacional. Para Miranda, é difícil mensurar a gravidade dos ataques de cada lado, uma vez que inocentes morreram em ambos grupos. Reféns libertados Recentemente, Israel e Hamas combinaram uma trégua para a libertação de reféns e a devolução de prisioneiros, iniciada em janeiro. Desde então, 21 reféns e 730 presos palestinos foram soltos. A libertação de reféns mais recente ocorreu no último dia 8, quando três homens israelenses que estavam presos há 491 dias foram soltos. Eles foram entregues em condições de desnutrição. Nesta quinta-feira (13), o grupo terrorista informou que vai libertar três reféns israelenses no próximo sábado (15), conforme previsto pelo acordo de cessar-fogo. Os nomes dos reféns ainda não foram divulgados. Caso o Hamas não cumpra o acordo, o Governo de Israel afirmou que vai voltar com a ofensiva militar em Gaza. O acordo, previsto para durar seis semanas, deve permitir a libertação de 33 reféns em troca de aproximadamente 1.900 palestinos mantidos pelo governo israelense. De acordo com o porta-voz do governo israelense, David Mencer, o governo israelense acredita que 35 vítimas foram mortas e que seus corpos continuam detidos pelos terroristas. Fonte: R7 Foto: Divulgação/Israel Defense Forces

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Venezuela contratou facção aliada ao PCC para matar rival político no Chile, diz juiz

De acordo com a justiça chilena, a operação foi encabeçada por Diosdado Cabello, Ministro do Interior, Justiça e Paz Em um movimento inédito, o Ministério Público do Chile acusou o governo de Nicolás Maduro pelo envolvimento no assassinato do ex-militar da oposição venezuelana Ronaldo Ojeda, que foi sequestrado, torturado e morto por membros da facção conhecida como Tren de Araguá, aliada do PCC no norte do país, em março de 2024. Ao todo, 19 pessoas foram indiciadas pelo assassinato. De acordo com os documentos da justiça, uma testemunha-bomba informou aos promotores que todo processo pela morte do ex-militar foi comandado pelo homem-forte do governo Maduro, Diosdado Cabello, que tem a cabeça a prêmio pelos americanos. Eles oferecem R$ 150 milhões pela captura dele. Mesmo preço cobrado por Nicolás Maduro. O governo venezuelano ainda não se pronunciou. Ronald Ojeda fazia parte de um grupo de militares que se opunham ao governo de Maduro. Ele foi preso em 2017 por “fins conspiratórios e planejamento de ações terroristas”. O ex-militar escapou da prisão e fez denúncias públicas de tortura e agressões por parte do regime. Com receio, ele foi para o Chile, onde conseguiu asilo político em 2023. Ele fazia parte do grupo que denunciava o regime chavista para imprensa internacional e órgãos como a ONU. A justiça chilena confirmou que a investigação não vai parar. E vai chegar até o mandante. Fonte: R7 Foto: Reprodução/Instagram @nicolasmaduro

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Casos de febre amarela aumentam 5% na América Latina, com 61 casos confirmados em 2024

Apenas em janeiro de 2025, já houve 17 novos casos, resultando em sete óbitos A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) emitiu um alerta epidemiológico devido a um aumento de 5% nos casos de febre amarela na América Latina em 2024 na comparação com anos anteriores. No ano passado, foram 61 infecções confirmadas em 2024, sendo 30 fatais. Esse aumento superou os 58 casos e 28 mortes registrados entre 2022 e 2023 na Bolívia, Brasil, Colômbia e Peru. Entre os últimos meses de 2024 e as primeiras semanas de 2025, a Opas diz que houve crescimento no número de infecções e mortes, além da expansão da doença para novas áreas. Em janeiro de 2025, foram 17 novos casos, resultando em sete óbitos, segundo a instituição. Inicialmente, a febre amarela estava concentrada na região amazônica da Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana e Peru. No entanto, em 2025, a doença se espalhou para o estado de São Paulo e o departamento de Tolima, na Colômbia. O Peru também relatou um caso fatal. A Opas alerta que outros países podem enfrentar uma situação semelhante. Prevenção e controle A febre amarela é uma doença viral grave e, em sua forma mais severa, pode ser fatal. O aumento dos casos reforça a necessidade de medidas urgentes para conter a propagação do vírus. Entre as ações recomendadas pela Opas estão: Reforço da vigilância epidemiológica: monitoramento ativo para detectar rapidamente casos suspeitos, inclusive em regiões não tradicionalmente afetadas; Vacinação universal: garantia de que pelo menos 95% da população em áreas de risco esteja imunizada. A maioria dos casos de 2024 ocorreu entre pessoas não vacinadas; Diagnóstico laboratorial preciso: exames virológicos por PCR nos primeiros 7 a 10 dias da doença ou testes de IgM ELISA na fase de recuperação, levando em conta a possibilidade de reatividade cruzada com outros vírus; Manejo clínico aprimorado: diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para reduzir o número de mortes; Preparação para surtos: atualização dos estoques nacionais e regionais de vacinas para garantir uma resposta rápida em emergências. Vacinação gratuita no Brasil Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação é a estratégia mais eficaz para prevenir a febre amarela. O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece a vacina gratuitamente para toda a população. Desde abril de 2017, o Brasil segue a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) e adota o esquema vacinal de dose única, válida para toda a vida. Para reduzir o risco de novos surtos, o Ministério da Saúde ampliou a vacinação para todo o país desde 2020, incluindo 1.101 municípios do Nordeste que antes não faziam parte da Área com Recomendação de Vacina. Essa medida busca garantir maior proteção, mesmo em locais sem histórico de transmissão da doença. Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra febre amarela é altamente eficaz, conferindo imunidade em 95% a 99% dos adultos vacinados e em cerca de 90% das crianças pequenas. Desenvolvida a partir do vírus vivo atenuado da cepa 17DD, a vacina é utilizada no Brasil desde 1937. Embora segura, a vacina contra febre amarela pode causar efeitos adversos, que variam de leves a graves. Entre 2000 e 2015, a taxa de eventos adversos graves foi de 0,3 caso para cada 100 mil doses administradas. Para mais informações, o Ministério da Saúde disponibiliza uma página sobre Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização. A vacina é aplicada por via subcutânea e está disponível o ano todo nas unidades de saúde. Quem nunca tomou a vacina deve recebê-la pelo menos 10 dias antes de viajar para áreas de risco. Fonte: Agência Brasil Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Medidas unilaterais são ruins para economia global, diz Haddad

Medidas unilaterais como as tarifas comerciais impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, são ruins para a economia global, disse nesta terça-feira (11) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, o impacto sobre a economia brasileira ainda não foi avaliado e o governo ainda está levantando informações para decidir se reagirá à sobretaxação em 25% do aço e do alumínio importados pelos Estados Unidos. “A avaliação é de que medidas unilaterais desse tipo são contraproducentes para a melhoria da economia global. A economia global perde com isso, com essa retração, a desglobalização que está acontecendo. Isso não significa defender a velha globalização que trouxe outros desequilíbrios, mas defender um tipo de globalização sustentável do ponto de vista social, do ponto de vista ambiental”, declarou Haddad. Haddad informou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) está organizando as informações sobre a decisão de Trump. Segundo o ministro, os dados sobre o impacto na economia brasileira serão levados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tomará uma decisão. Ressaltando que a tarifa sobre o aço e o alumínio não se refletem apenas sobre o Brasil, Haddad disse que há espaço para o governo brasileiro negociar, com base nas diretrizes do G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana). “Não é uma decisão contra o Brasil. [A sobretaxação do aço e do alumínio] é uma coisa genérica para todo mundo. Então, observamos as reações do México, do Canadá, da China a esse respeito”, declarou Haddad. “Na linha do que nós propusemos no G20, estamos imaginando voltar para a mesa de negociação com propostas nessa direção. Acho que há espaço então para negociar.” O ministro comentou que o Itamaraty também está participando das discussões e que não há, até agora, avaliações sobre os impactos na economia brasileira. Sobre as reações das indústrias de alumínio e de aço, Haddad informou que deve se reunir com os setores afetados pelo tarifaço após voltar da viagem que fará ao Oriente Médio, nesta e na próxima semana. CNI Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lamentou a decisão de Trump. Segundo a entidade, a decisão atinge diretamente a indústria brasileira porque o Brasil é o quarto maior exportador de ferro e de aço aos Estados Unidos, destino de 54% das vendas externas dos dois produtos. A confederação ressaltou que o Brasil não representa uma ameaça comercial aos Estados Unidos. “A balança comercial entre os países é, desde 2008, favorável aos americanos, ao contrário do que ocorre entre os EUA e Canadá, China e México. Em 2024, o Brasil exportou US$ 40,4 bilhões e importou US$ 40,7 bilhões”, prosseguiu o comunicado. A CNI informou que buscará diálogo e negociará alternativas para reverter a elevação das tarifas. “O caminho do diálogo, portanto, é preferencial a medidas de retaliação que podem prejudicar outros setores produtivos cuja importação de produtos norte-americanos seja importante para a produção brasileira”, destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban, na nota. Fonte: Agência Brasil Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

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Trump sugere a Israel romper cessar-fogo se Hamas não soltar todos os reféns até sábado

Presidente dos EUA critica condição de reféns libertados no último fim de semana: ‘Parece que eles saíram do Holocausto’   O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que Israel cancele o acordo de cessar-fogo com o Hamas caso o grupo terrorista não liberte até o próximo sábado (15) todos os reféns que ainda são mantidos em cativeiro. “Essa é uma decisão de Israel, mas no que me diz respeito, se todos os reféns não forem devolvidos até sábado ao meio-dia, acho que é uma hora apropriada, eu diria para cancelar e deixar o inferno acontecer”, afirmou Trump. “Eu diria que eles devem ser devolvidos até o meio-dia de sábado, e se não forem devolvidos, todos eles, não de pouco em pouco, eu diria que deixe o inferno acontecer”, reforçou. Apesar disso, Trump disse não acreditar que o Hamas liberte todos os reféns até o fim desta semana. “Eu não acho que eles vão fazer isso. Acho que muitos dos reféns estão mortos. Acho que é uma grande tragédia humana o que aconteceu. Como as pessoas podem ser tão más”, lamentou o presidente dos EUA. “Parece o Holocausto” Segundo ele, o estado de saúde dos três reféns soltos no último fim de semana, em condições severas de desnutrição, lembra o tratamento dado às vítimas do Holocausto. “Eu acho isso terrível. Eu olhei para os reféns, e eles estavam extenuados. Parecia algo saído dos anos 1930. É uma vergonha absoluta. E eu acho que eles viram a maneira como o mundo viu isso, e eles estão procurando uma razão para não enviar mais. Parece que era um campo de concentração, o que essencialmente era. Parece que eles saíram do Holocausto”, frisou Trump. O presidente dos EUA disse que os reféns soltos até o momento “provavelmente” foram os que estavam em melhores condições de saúde. “Provavelmente estão enviando os melhores. O que você vê é provavelmente os melhores, porque eles querem enviar pessoas que pareçam pelo menos saudáveis. E isso não é saudável. Essas pessoas foram gravemente feridas”, comentou. “Elas foram entrevistadas por nossos representantes. Elas foram entrevistadas por representantes israelenses e estão realmente sofrendo. Elas estão realmente sofrendo, mental e fisicamente”, acrescentou Trump.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X/@WhiteHouse

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Trump diz que EUA vão discutir taxas de importação para carros, chips e produtos farmacêuticos

Presidente fez declaração ao anunciar imposto de 25% sobre as importações de aço e alumínio pelo país   O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (10) que o país vai estudar a implementação de tarifas sobre a importação de itens como carros, chips e produtos farmacêuticos. A declaração foi feita durante a assinatura de uma ordem executiva que estabeleceu imposto de 25% sobre as importações de aço e alumínio pelo país. “Falaremos sobre outros assuntos, como carros. Falaremos sobre drogas e produtos farmacêuticos. Discutiremos chips e faremos outras coisas além disso. Tudo isso trará muitos empregos para o nosso país. Carros será um assunto muito grande e muito importante, e os Estados Unidos serão mais fortes do que nunca”, disse Trump. O presidente dos EUA comentou que o país fabrica alguns dos “melhores carros do mundo” e algumas empresas “nos proíbem de vender esses carros em seus países”. “Mas eles nos vendem carros, eles nos enviam carros, e nós não fazemos isso [proibir a venda]. Nós não cobramos nada ou 2,5%, e eles estarão cobrando 100%, eles estarão cobrando muito mais do que isso. Então, eu acho que esses dias acabaram”, garantiu. Segundo Trump, “a coisa mais importante é a reciprocidade”. “Queremos que as tarifas sejam justas. Se eles cobrarem de nós, nós cobraremos deles.” Tarifas sobre aço e alumínio Ao anunciar as tarifas sobre aço e alumínio, o presidente dos EUA afirmou que “nossa nação exige que o aço e o alumínio sejam feitos nos EUA, não em terras estrangeiras”. “Precisamos criar [o imposto] para proteger o ressurgimento futuro da manufatura e produção dos EUA em nosso país, algo que não se via há muitas décadas. É hora de nossas grandes indústrias retornarem aos Estados Unidos”, destacou. Trump pontuou que a medida vai ampliar o número de empregos nos EUA. “Traremos de volta as indústrias, traremos de volta nossos empregos e faremos a indústria americana ótima novamente. Então, essencialmente, estamos colocando uma tarifa de 25% sem exceção em todo o alumínio e todo o aço, e isso significará que muitas empresas abrirão nos Estados Unidos”, frisou. “Proteger nossas indústrias de aço e alumínio é essencial, e hoje estou simplificando nossas tarifas para que todos possam entender exatamente o que isso significa. São 25% sem exceções ou isenções, e isso é para todos os países, não importa de onde venha. Todos os países”, completou Trump. Segundo ele, se os produtos forem feitos nos Estados Unidos, não haverá tarifa. “Tudo o que você precisa fazer é fazer nos Estados Unidos. Não precisamos de outro país. Por exemplo, Canadá, se fizermos nos Estados Unidos, não precisamos que seja feito no Canadá. Teremos os empregos.”   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X/@WhiteHouse

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Brasil se manifestará após decisões concretas, diz Haddad sobre taxação de Trump

Ministro da Fazenda evitou responder se Executivo vai impor medida sobre big techs; comunidade internacional aguarda anúncio dos EUA O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na manhã desta segunda-feira (10) que o governo brasileiro se manifestará após a efetivação da promessa de Donald Trump de taxar em 25% as importações de aço e de alumínio. Mais cedo, o R7 mostrou que o Executivo está em compasso de espera para a implementação da medida, e Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que vai aplicar o conceito da reciprocidade com o americano. “O governo tomou uma decisão de só se manifestar oportunamente com base em decisões concretas, e não em anúncios que podem ser mal interpretados ou revistos. O governo vai aguardar a decisão oficial antes de qualquer manifestação”, disse Haddad. Questionado se o Executivo vai taxar as big techs como resposta aos Estados Unidos, o ministro voltou a responder que vai aguardar a orientação presidencial “após as medidas efetivamente implementadas”. No último domingo (9), Trump indicou que detalharia nesta segunda-feira (10) a tarifa de 25% que será aplicada a todas as importações. Durante conversa com jornalistas no avião, o presidente americano explicou que os Estados Unidos vão cobrar o mesmo nível de taxas impostas pelos parceiros comerciais. “Não vai afetar todos os países, porque há alguns com os quais temos tarifas similares, mas aqueles que estão tirando vantagem dos EUA, teremos reciprocidade”, disse. O chefe da Casa Branca disse também que o Canadá não seria um país se não fosse pelo comércio com os Estados Unidos. Para ele, os canadenses pagariam metade dos impostos pagos hoje se aceitassem que o Canadá se torne 51º estado americano. A ideia de Trump é taxar as nações que, segundo ele, “tiram vantagem” dos EUA. Questionado sobre eventual taxação dos EUA ao Brasil, Lula afirmou que vai taxar de volta. “É muito simples. Se ele taxar os produtos brasileiros, haverá reciprocidade do Brasil em taxar os produtos dos brasileiros. Taxar os produtos que são exportados para os EUA, não tem nenhuma dificuldade”, disse o brasileiro em 31 de janeiro deste ano. Nesse sentido, o governo aguarda o anúncio oficial da taxação de 25% sobre aço e alumínio para tomar alguma medida. Chefiado pelo ministro Mauro Vieira, o Itamaraty tem atuação mais pragmática e cautelosa. Sendo assim, o Executivo vai se pronunciar após a efetivação do novo imposto. O brasileiro e o americano ainda não se falaram diretamente. De acordo com Lula, o fato se deve à ausência de negociações. O chefe do Executivo brasileiro também reforçou que posições de Trump devem respeitar a autonomia de outros países – com destaque à condução de outros presidentes. “Ele foi eleito para governar os Estados Unidos da América do Norte, e os outros presidentes foram eleitos para governar os seus países. É isso, civilidade”, destacou. A ameaça de Trump não é novidade para a comunidade internacional. No primeiro mandato, ele aplicou tarifa de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio. Depois, concedeu isenções tarifárias para diversos países, incluindo Brasil e Canadá. Diante da queda da capacidade das indústrias siderúrgicas dos EUA, Joe Biden estendeu o benefício para outros continentes.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Eleição presidencial do Equador terá 2º turno entre Noboa e esquerda

Com 92% das urnas apuradas, está confirmado o segundo turno da eleição presidencial do Equador entre o atual presidente, o direitista Daniel Noboa, e a candidata da oposição de esquerda, Luisa González, do partido do ex-presidente Rafael Correia, o Revolução Cidadã. Na manhã desta segunda-feira (10), o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador dava 44,31% dos votos para Noboa e 43.83% para Luisa. O resultado contrariou diversas pesquisas que davam vitória folgada para Noboa. Outras enquetes, contudo, previam uma vitória da advogada e ex-deputada Luisa González. Em terceiro colocado, ficou Leonidas Iza, candidato da principal coalização indígena do país, com 5,26% dos votos. Ao todo, 16 candidatos disputaram os votos de mais de 12 milhões de eleitores. Com esse resultado, Luisa González e Daniel Noboa voltam a se enfrentar nas urnas no dia 13 de abril, quando será definido o próximo presidente do país para o período 2025-2029. O cenário repete, portanto, o segundo turno de 2023, quando Noboa venceu Luisa por cerca de 52% dos votos. O presidente Noboa, herdeiro de megacorporação do setor de exportação de bananas, foi eleito para um mandato tampão de 15 meses depois que o então presidente Guilherme Lasso dissolveu o parlamento e convocou eleições antecipadas após sucessivas crises políticas. O índice de comparecimento às urnas neste domingo (9) foi de 82%. No Equador, o voto é obrigatório. Dos votos computados, 91,1% foram válidos e outros 8,8% foram brancos ou nulos. Os equatorianos votaram também para as 151 cadeiras da Assembleia Nacional. Até o início da manhã, com mais de 90% das urnas apuradas, o Movimento Ação Democrática Nacional (ADN), do presidente Noboa, estava com 43,52% dos votos e o Revolução Cidadã, da Luisa, registrava 41,15% dos votos. Os demais partidos não passavam da marca dos 2% dos votos para Assembleia Nacional. Em discurso na noite de ontem (9), a candidata do correísmo, Luisa González, sustentou que havia vencido o primeiro turno e acusou o presidente Noboa de violar a lei eleitoral do país ao não se licenciar do cargo para disputar o pleito. “[Daniel Noboa] cometeu um ato ilegal ao usar fundos e bens públicos para fazer campanha e utilizou seu poder para emitir decretos para nomear um vice-presidente. Em uma semana tivemos três vice-presidentes e a Corte Constitucional disse que isso é ilegal”, enfatizou. O presidente Daniel Noboa não se manifestou desde o final da votação no Equador. Violência Em cinco anos, os homicídios aumentaram 588%, tornando o Equador um dos países mais violentos da América Latina. De uma taxa de sete assassinatos por 100 mil habitantes, em 2019, o pequeno país de 17 milhões de pessoas registrou, em 2024, 38 homicídios a cada 100 mil pessoas, segundo dados do Ministério do Interior e Justiça do país. A título de comparação, a taxa de homicídios no Brasil foi de 18 por 100 mil habitantes em 2024. Ao menos desde 2021, o Equador é sacudido por rebeliões, motins e guerras entre facções do crime organizado. Menos de três meses após Noboa assumir o governo, explosões, sequestros e até a invasão de um telejornal ao vivo por criminosos levaram o presidente a declarar o país em conflito armado interno, classificar os grupos criminosos como terroristas e ampliar os poderes dos militares na segurança pública. As medidas resultaram no aumento das denúncias de torturas, execuções e prisões arbitrárias no país, vitimando principalmente a população mais pobre. Em janeiro deste ano, foram achados os corpos de quatro adolescentes que tinham sido presos por militares, em Guayaquil, fato que chocou a opinião pública equatoriana e levou à prisão 16 agentes das Forças Armadas. Fonte: Agência Brasil Foto: Reuters/David Diaz Arcos e Henry Romero

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São Paulo x Inter de Limeira: onde assistir, escalações e arbitragem

Equipes se enfrentam hoje (10) a noite, em Brasília, em jogo atrasado da primeira rodada do Campeonato Paulista São Paulo e Inter de Limeira se enfrentam nesta segunda-feira (10), às 21h30 (de Brasília), na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília (DF). O duelo, válido pela primeira rodada do Campeonato Paulista, foi adiado anteriormente porque o Tricolor realizou parte de sua pré-temporada nos Estados Unidos, onde disputou amistosos contra outras equipes brasileiras na FC Series. Onde Assistir A CazéTV, o Nosso Futebol, a Zapping TV e o canal oficial do Paulistão no YouTube transmitem. Como chega o São Paulo Agora, com 13 pontos em sete jogos, os comandados de Luis Zubeldía lideram o Grupo C e querem se aproximar ainda mais da classificação. Diante da sequência intensa de jogos, o técnico Luis Zubeldía deverá adotar uma estratégia de rodízio entre os jogadores. Afinal, essa decisão é fundamental tanto para evitar lesões quanto para manter o time em alto nível competitivo. Enquanto isso, a Inter de Limeira, com apenas cinco pontos, precisa da vitória para seguir viva na luta contra o rebaixamento.  Além disso, as escolhas do treinador podem fazer a diferença no desempenho do clube durante essa maratona de partidas. Afinal, com as estreias recentes de Wendell e Cédric, o Tricolor passa a ter mais opções para variar suas estratégias em campo. Como chega a Inter de Limeira Após a derrota por 2 a 0 para a Portuguesa, o time e, em especial, o técnico Felipe Conceição entram em campo inegavelmente pressionados. Isso porque, pela primeira vez na temporada, o presidente do clube, Danilo Maluf, admitiu que o treinador pode perder o cargo caso a sequência de maus resultados continue. SÃO PAULO X INTER DE LIMEIRA Campeonato Paulista – 1ª Rodada Data e horário: 10/2/2025, às 21h30 (de Brasília) Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF) SÃO PAULO: Rafael; Ferraresi, Alan Franco, Ruan, Patryck; Marcos Antonio, Bobadilla; Matheus Alves, Erick e Ferreira; André Silva. Técnico: Luis Zubeldia INTER DE LIMEIRA: André Luiz; Eduardo, Carlão e Alysson Dutra; Felipe Albuquerque, Flávio, Marlon e Leocovick; Albano, Alex Sandro e Rhuan. Técnico: Felipe Conceição Árbitro: Fabiano Monteiro dos Santos Assistentes: Evandro de Melo Lima e Ricardo Pavanelli Lanutto VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral   Fonte: R7 Foto: Rubens Chiri/Saopaulofc.net

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Trump diz que anunciará hoje tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio

Presidente disse que vai anunciar tarifas recíprocas aos países que “tiram vantagem” dos americanos   O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou neste domingo, 9, que pretende anunciar tarifas recíprocas aos países que “tiram vantagem” dos americanos. O anúncio deve ser feito na terça ou na quarta-feira durante coletiva de imprensa, de acordo com o republicano. Trump informou ainda que anunciará nesta segunda-feira, 10, os detalhes da tarifa de 25% que será aplicada a todas as importações de aço e alumínio. Em entrevista a repórteres no avião presidencial, a caminho do Super Bowl, Trump explicou que os EUA vão cobrar o mesmo nível de taxas impostas pelos parceiros comerciais. “Não vai afetar todos os países, porque há alguns com os quais temos tarifas similares, mas aqueles que estão tirando vantagem dos EUA, teremos reciprocidade”, disse. O chefe da Casa Branca disse que o Canadá não seria um país se não fosse pelo comércio com os Estados Unidos. Para ele, os canadenses pagariam metade dos impostos pagos hoje se aceitassem tornar o território o 51º Estado americano.   Fonte: R7 Foto: Kyle Mazza/ ESTADÃO CONTEÚDO

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