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Tag: internacional

Hamas liberta sexto refém em troca por presos palestinos

A Cruz Vermelha recebeu neste sábado (22) o sexto e último refém israelense que deveria ser libertado na Faixa de Gaza com base no acordo de trégua entre Israel e Hamas, conforme informou o Exército israelense. O refém seria Hisham al Sayed, um beduíno israelense que passou uma década em cativeiro em Gaza. Outros cinco reféns foram libertados no início da manhã de sábado.   Fonte: R7 Foto: AFP  

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Hamas confirma troca de corpo: Está “misturado com outros nos escombros”

Hamas alega que restos mortais de Shiri Bibas foram misturados após bombardeio; Netanyahu condena ação e promete retaliação contra o grupo palestino O grupo palestino Hamas afirmou que os restos mortais da refém israelense Shiri Bibas podem ter sido misturados com outros corpos durante resgates após bombardeios em Gaza. A declaração veio após Israel acusar o Hamas de entregar o corpo de uma mulher de Gaza, identificado como sendo de Shiri Bibas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou o ato, prometendo que o Hamas “pagará” por essa violação do cessar-fogo. O incidente ameaça os acordos de troca de prisioneiros e a liberação de reféns planejada. “Agiremos com determinação para trazer Shiri para casa, bem como todos os nossos reféns – os vivos e os mortos – e asseguraremos que o Hamas pague o preço por esta cruel e perversa violação do acordo”, disse Netanyahu em declaração em vídeo.   Fonte: R7 Foto: Getty Images/Amir Levy  

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Rússia afirma que retomará o diálogo com EUA ‘em todos os parâmetros’

A Rússia afirmou nesta quinta-feira (20) que concordou em retomar o diálogo com os Estados Unidos sobre todas as questões pendentes, incluindo a troca de prisioneiros. “Decidimos começar a retomada do diálogo russo-americano em todos os parâmetros”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, ao ser questionado por jornalistas sobre uma eventual troca de prisioneiros entre Moscou e Washington. “O tema está na agenda das nossas relações bilaterais, não devemos descartá-lo”, comentou Peskov. O porta-voz do Kremlin também falou sobre a posição do presidente americano, Donald Trump, a respeito da Ucrânia e destacou que Moscou está “absolutamente de acordo” com ela. “Falam da necessidade de estabelecer a paz o mais rápido possível e de fazê-lo por meio de negociações. Já mencionamos também que esta posição nos é mais favorável do que a da administração anterior e que estamos absolutamente de acordo com a atual administração americana”, disse Peskov. Segundo ele, os Estados Unidos “foram e continuam sendo a principal locomotiva” e a fonte da “maior contribuição financeira para alimentar” o conflito na Ucrânia. Apesar da retomada do diálogo, ele recordou que no momento há “poucas coisas concretas” para alcançar uma resolução do conflito, devido sobretudo às “divergências entre Washington e Kiev”. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, deve receber nesta quinta-feira o enviado especial dos Estados Unidos, Keith Kellogg, depois de ter sido alvo de duras críticas de Trump. Na quarta-feira, o presidente americano chamou Zelensky de “ditador” e afirmou que Moscou “tem as cartas” para acabar com os combates. Fonte: R7 Foto: AFP  

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Trump ordena fim do financiamento federal para migrantes sem documentos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto para identificar e cortar fundos federais utilizados para migrantes sem documentos, informou a Casa Branca. O decreto “ordena aos departamentos e agências federais que identifiquem todos os programas financiados pelo governo federal que atualmente proporcionam benefícios financeiros aos estrangeiros em situação irregular e que adotem medidas corretivas”, afirma o documento publicado na quarta-feira.“Garante que os fundos federais destinados aos Estados Unidos e aos municípios não sejam utilizados para apoiar políticas de ‘santuários’ ou para ajudar a imigração ilegal”, acrescenta o texto. O decreto “também impõe melhorias na verificação da elegibilidade, para impedir que sejam concedidos benefícios a pessoas em situação irregular nos Estados Unidos”. O texto busca garantir que “os recursos dos contribuintes não sejam utilizados para estimular ou apoiar a imigração ilegal”. Desde que assumiu a presidência em janeiro, Trump anunciou várias ações para limitar a imigração. Trump prometeu a maior campanha de deportação de migrantes sem documentos da história dos Estados Unidos. Segundo o jornal New York Times, os migrantes sem documentos geralmente não podem solicitar ajudas federais, salvo exceções em caso de emergência. Fonte: R7 Foto: Chip Somodevilla/ AFP

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Hamas entrega corpos de bebê e mais três reféns israelenses em caixões

Cerimônia transmitida pela TV exibiu caixões com fotos das vítimas; Cruz Vermelha recebeu os corpos para repatriação a Israel O Hamas entregou, na manhã desta quinta-feira (20), os corpos de quatro reféns israelenses na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. A entrega aconteceu após uma cerimônia transmitida ao vivo pela rede de televisão Al Jazeera, onde os caixões foram exibidos diante de combatentes do grupo palestino e da Jihad Islâmica. Os reféns identificados são Shiri Bibas, seus dois filhos Kfir (9 meses) e Ariel (3 anos), e o ativista pela paz Oded Lifshitz, de 84 anos. Antes da entrega dos corpos à Cruz Vermelha, os militantes do Hamas colocaram os caixões em um palco ao lado de uma imagem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, retratado com dentes de vampiro. Sobre os caixões, havia fotografias das vítimas, e uma faixa com a frase: “O criminoso de guerra Netanyahu e seu exército nazista os mataram com mísseis sionistas.” Os militantes do Hamas foram acompanhados por combatentes da Jihad Islâmica e das Brigadas Mujahideen durante o evento. Um representante da Cruz Vermelha assinou a documentação antes de os corpos serem retirados e encaminhados para Israel. O pai das crianças, Yarden Bibas, foi libertado no dia 1º de fevereiro, após 16 meses em cativeiro, como parte de um acordo de troca por prisioneiros palestinos. Seu filho mais novo, Kfir, foi o mais jovem entre todos os reféns sequestrados no ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023. No final de novembro de 2023, o Hamas havia alegado que Shiri Bibas e seus filhos foram mortos em um bombardeio israelense, mas Israel nunca confirmou a informação. O porta-voz do Hamas, Oded Obeida, reforçou essa versão na quarta-feira (19), afirmando que as vítimas foram capturadas com vida, mas que seus centros de detenção teriam sido alvos de ataques aéreos israelenses. Já Oded Lifshitz, de 84 anos, era um ativista que transportava pacientes palestinos com câncer para tratamento em hospitais israelenses. Ele foi sequestrado junto com sua esposa Yocheved, no kibutz Nir Oz, comunidade israelense próxima à Faixa de Gaza. Yocheved foi libertada em novembro de 2023, durante a primeira trégua na guerra, quando 105 reféns israelenses e estrangeiros foram trocados por 240 palestinos presos em Israel. A entrega dos corpos ocorre enquanto avançam as negociações para a segunda fase do cessar-fogo, que pode incluir a libertação de cerca de 60 reféns restantes em troca de prisioneiros palestinos e a retirada de tropas israelenses da Faixa de Gaza. Para este sábado (22), o Hamas prometeu libertar seis reféns israelenses vivos, como parte do atual acordo de cessar-fogo intermediado por países como Egito, Catar e Estados Unidos.     Fonte: R7 Foto:  EYAD BABA/AFP via Getty Images

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Queda da inflação na Argentina é resultado de recessão, diz economista

A redução da inflação na Argentina registrada nos últimos meses foi motivada pela queda da atividade econômica do país, que deve fechar o ano passado com recessão de 3% a 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Em abril do ano passado, a inflação registrada foi de 289% e, em janeiro de 2025 o índice caiu para 84% (ambos no acumulado de 12 meses). A avaliação é do especialista Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, que também ministra cursos sobre a economia dos países, incluindo a Argentina. Segundo ele, a recessão foi estimulada pelo “brutal” corte de gastos públicos promovido pelo governo do ultraliberal Javier Milei, atualmente envolvido no chamado escândalo do Cripto Gate. “A grande explicação para a queda da inflação na Argentina está na queda do PIB. Ou seja, a economia mergulhou em recessão e a consequência disso é a queda da inflação porque você tem uma economia que para de funcionar e se contrai. Não temos ainda o dado consolidado do PIB, mas ele deve cair de 3% a 4% no ano passado. É o completo oposto do Brasil, que deve ter crescido 3,5%”, explicou o especialista. Paulo Gala acrescenta que o ajuste fiscal promovido pelo governo, com a suspensão de obras, demissões de funcionários, corte no repasse para províncias e redução de despesas com educação, entre outras, fez da Argentina o país da América Latina com maior superávit fiscal da região. “O que Milei está fazendo na Argentina é o que a gente chama de um choque clássico de contração de gasto público. Ele segurou os gastos ao máximo, fez um ajuste fiscal gigante, muito duro. A consequência é uma desaceleração econômica muito grande”, completou. Para o especialista, apesar da melhoria dos indicadores econômicos a partir do final do ano passado, a situação ainda é gravíssima. “Ainda é um caso de UTI. O ano passado foi um ano muito difícil. Então, dificilmente 2025 vai ser pior do que o ano passado. Agora, a dúvida é quão robusta e sustentável vai ser essa recuperação. A inflação ainda é muito alta, próxima de 100%. O desemprego também está muito elevado”, comentou. A produção industrial da Argentina registrou uma queda de -9,4% no acumulado de 2024. Apesar do número negativo, a taxa é menor que a de abril de 2024, quando a indústria registrou uma retração de -15,4%, considerando os 12 meses anteriores. Os dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec). Por sua vez, o presidente Javier Milei tem sustentando que a economia está em “franca recuperação”, destacando como grande mérito da sua gestão a queda da inflação e a redução das despesas públicas. Pobreza A recessão do país vizinho fez a pobreza disparar na Argentina de 38,7% da população, no primeiro trimestre de 2023, assim que Milei assumiu o governo, para 54,8% da população no primeiro trimestre de 2024, segundo o Observatório da Dívida Social da Argentina, da Universidade Católica do país. Ao longo do ano passado, os indicadores de pobreza melhoraram, chegando novamente em torno dos 38% da população no terceiro trimestre de 2024. Segundo os pesquisadores do Observatório, a queda na pobreza deve ser analisada com cautela, uma vez que outros serviços registraram aumento de custos. “A queda do nível de pobreza não implica que as famílias tenham recuperado os níveis de consumo já reduzidos que existiam antes do ajuste: o aumento dos custos fixos dos serviços de transporte, comunicação, eletricidade, água, gás, etc. faz que a capacidade de consumir alimentos e outros bens básicos na verdade caiu”, afirmam. São consideradas pobres as famílias que têm uma renda que consegue cobrir os custos da cesta básica de alimentação, mas não sobra dinheiro para outros gastos, como saúde, educação e roupas. Já a classificação de indigente é para as famílias que têm uma renda abaixo do valor da cesta básica alimentar. Outro indicador utilizado para medir a pobreza é a chamada pobreza multidimensional que, além de considerar a renda das famílias, avalia se elas têm acesso a serviços básicos, como moradia digna, água, saneamento, emprego e seguridade social. No caso desse indicador, houve uma piora em 2024, com a pobreza multidimensional passando de 39,8% em 2023 para 41,6% da população no ano passado. “Esses dados permitem-nos inferir na realidade uma acentuação de privações estruturais entre as famílias sujeitas à pobreza de renda”, afirmou o Observatório. Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/MATIAS BAGLIETTO

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‘Compromisso mútuo’ para resolver conflito com a Ucrânia foi confirmado, dizem russos

Além da guerra da Ucrânia, russos e norte-americanos discutiram reaproximação diplomática e normalização das relações bilaterais   A Embaixada Russa no Brasil divulgou comunicado sobre o encontro realizado em Riad, nesta terça-feira (18), entre delegações de Rússia e Estados Unidos. Os dois países debateram a situação na Ucrânia e a reaproximação das duas potências. No centro do debate, esteve a busca por soluções para o conflito na Ucrânia. “O compromisso mútuo para resolver o conflito foi confirmado”, diz o comunicado. Os russos sublinharam a importância de abordar as causas do conflito, criar condições para uma paz duradoura e garantir a segurança dos países da região. Ficou acertado continuar o trabalho conjunto com a designação de representantes especiais em breve. Outros temas internacionais também foram discutidos, destacando a responsabilidade das duas nações em promover a paz e segurança global, dada sua condição de potências nucleares e membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. A reunião preparatória entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump também foi pauta do encontro. Participantes Participaram da reunião o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, e o assessor presidencial Yuriy Ushakov, além do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o conselheiro de Segurança Nacional, Michael Waltz, e o enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff. “Uma ampla gama de questões foi discutida, incluindo perspectivas de normalização das relações bilaterais. As partes concordaram em nomear rapidamente embaixadores e iniciar consultas no nível de vice-chefes de departamentos de política externa para eliminar restrições às atividades das missões diplomáticas dos dois países”, afirma a embaixada.   Fonte: R7 Foto: REPRODUÇÃO/RECORD NEWS

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Venda de ingressos liberada para partida Internacional X Santos

A Internacional de Limeira divulou o esquema da venda dos ingressos para a partida entre a Internacional e o Santos. O jogo acontece em Limeira, no próximo domingo (23), às 18h30, pela última rodada da primeira fase do Paulistão. A expectativa dos torcedores é grande, principalmente porque existe a possibilidade de Neymar jogar no estádio Major Levy Sobrinho pela primeira vez. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site Total Ticket, ou diretamente na bilheteria do Limeirão. Os valores variam de R$ 75 a R$ 260. Nas redes sociais, a Internacional informou que as gratuidades deverão ser retiradas somente na bilheteria física no dia do jogo com documentos comprobatórios, e a quantidade será limitada por setor – é necessário consultar disponibilidade na própria bilheteria. Somente pais ou responsáveis legais poderão retirar para menores de idade sem a presença dos mesmos, mas apresentando a documentação comprobatória. Os ingressos meia-entrada terão venda exclusiva na bilheteria física. Há limite de compra de 3 ingressos por CPF. BILHETERIA LIBERADA! Confira os valores dos ingressos para a partida entre Internacional e Santos pelo Paulistão Sicredi 2025. ⚫ Arquibancada Preta: Inteira R$150 / meia R$75 ⚪ Arquibancada Branca (Setor Família): Inteira R$150 / meia R$75 🟡 Cadeiras Cobertas (Setor Cativas): Inteira R$260 / meia R$130 🔵 Setor Visitante: Inteira R$150 / meia R$75 Fonte: A.A. Internacional  

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Após conversa com Trump e Zelensky, Macron fala em paz sólida e duradoura na Ucrânia

Presidente francês defendeu fim da agressão russa e a implementação de garantias de segurança para os ucranianos O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira (17) que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, sobre os desdobramentos do conflito entre Ucrânia e Rússia. Em uma declaração publicada na rede social X, Macron defendeu que qualquer solução para o conflito na Ucrânia deve garantir uma paz sólida e duradoura, o que, segundo ele, só será possível com o fim da agressão russa e a implementação de garantias de segurança firmes e críveis para os ucranianos. Macron afirmou ainda que os países europeus “querem acelerar a implementação da sua própria agenda de soberania, segurança e competitividade”, além de estar “convencido de que os europeus terão de investir melhor, mais e em conjunto na sua segurança e defesa, hoje e amanhã”. O presidente francês também alertou que, sem esses elementos, há o risco de que um eventual cessar-fogo tenha o mesmo destino dos acordos de Minsk. Os Acordos de Minsk foram tratados assinados em 2014 e 2015 para tentar encerrar o conflito entre a Ucrânia e separatistas pró-Rússia no leste do país. Os termos previam cessar-fogo, retirada de armamentos e maior autonomia para as regiões de Donetsk e Luhansk. No entanto, as violações constantes e a falta de implementação plena dos termos levaram ao fracasso das negociações, culminando na invasão russa em 2022. A declaração veio após uma reunião de líderes europeus em Paris, na qual foram discutidas formas de fortalecer a defesa do continente diante da escalada das tensões. Durante o encontro, países em situação mais vulnerável pressionaram por um aumento nos investimentos em segurança. A cúpula foi convocada por Macron em resposta às negociações bilaterais de paz organizadas por Trump com a Rússia, que excluíram tanto os aliados europeus quanto a própria Ucrânia. Fonte: R7 Foto: Reprodução/Record

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‘Tarifaço’ de Trump: Lula diz que vai reagir comercialmente e fala em eventual denúncia na OMC

Presidente contou em entrevista que não conversou com líder americano e destacou relações comerciais entre dois países O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (14), que vai aplicar o conceito de reciprocidade com os Estados Unidos em eventual implementação de tarifa de importação contra o aço brasileiro. Em entrevista a uma rádio paraense, o petista disse não ter relacionamento com Donald Trump e falou em eventual denúncia contra a nação estadunidense na OMC (Organização Mundial do Comércio). “Enquanto os Estados Unidos tiverem uma relação civilizada e harmônica, tudo bem. Eu ouvi dizer que vai taxar o aço brasileiro. Se taxar o aço brasileiro, nós vamos reagir comercialmente ou vamos denunciar na Organização Mundial do Comércio ou vamos taxar os produtos que a gente importa deles”, disse Lula. “Eu não tenho relacionamento [com Trump]. Eu ainda não conversei com ele, ele não conversou comigo. O relacionamento é entre o Estado brasileiro e o Estado americano. Temos 200 anos de relações diplomáticas e os Estados Unidos são um país extremamente importante”, completou. De acordo com Lula, a relação comercial EUA-Brasil é igualitária, com cerca de R$ 40 bilhões para cada lado. Adicionando os itens de serviço, o país de Trump tem um superávit de pouco mais de R$ 7 bilhões. “Se o Trump cuidar dos Estados Unidos, e eu cuidar do Brasil, tudo estará maravilhosamente bem”. Recentemente, Trump anunciou aumento de 25% na tarifa de importação de aço e alumínio. Durante conversa com jornalistas no avião, o presidente americano explicou que os Estados Unidos vão cobrar o mesmo nível de taxas impostas pelos parceiros comerciais. A medida afeta o Brasil, uma vez que é exportador do produto. A ameaça de Trump não é novidade para a comunidade internacional. No primeiro mandato, ele aplicou tarifa de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio. Depois, concedeu isenções tarifárias para diversos países, incluindo Brasil e Canadá. Diante da queda da capacidade das indústrias siderúrgicas dos EUA, Joe Biden estendeu o benefício para outros continentes. Na última quarta-feira (12), o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que o Brasil iria procurar os Estados Unidos para resolver a questão. Uma das alternativas seria a aplicação de cotas alternativas para países, assim como foi feito no primeiro mandato de Trump. Professor de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense, Viterio Brustolin afirma que a taxação pode gerar dificuldades para o setor siderúrgico brasileiro, já que o Brasil “não tem outro parceiro para vender” os metais – países da Europa enfrentam recessão, e a China, que tem uma grande produção de aço, exporta apenas minério de ferro do país. Atualmente, os EUA produzem cerca de 90 milhões de toneladas de aço por ano, e o consumo interno varia entre 90 a 200 milhões de toneladas. Já no setor de alumínio, a produção é de 3,5 milhões de toneladas anuais, o que torna o país dependente da importação. “A expectativa é de que os Estados Unidos precisarão importar alguma quantidade ainda de aço e de alumínio porque, para a indústria siderúrgica fornecer o que eles precisam, seria necessário de três a sete anos”, pontuou Brustolin. Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert/PR

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