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Tag: internacional

Zelensky diz que não vai se desculpar após bate-boca com Trump

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, disse nesta sexta-feira (28) que não deve um pedido de desculpas ao par americano, Donald Trump, horas depois de um bate-boca na Casa Branca. “Respeito o presidente [Trump] e respeito o povo americano”, declarou Zelensky em uma entrevista ao canal conservador Fox News, transmitida na noite desta sexta-feira. Ele afirmou que foram “muito abertos e muito honestos” na conversa. “Ninguém quer acabar com a guerra mais do que nós”, disse o presidente ucraniano, cujo país foi invadido pela Rússia há três anos. Zelensky também afirmou que seria “difícil” para a Ucrânia conter a invasão das forças russas sem o apoio dos Estados Unidos. “Será difícil para nós”, respondeu Zelensky quando o jornalista Brett Baier perguntou, durante uma entrevista na Fox News, se a Ucrânia pode vencer ou conter Moscou sem o apoio de Washington. “Por isso estou aqui. Por isso falamos sobre as futuras negociações. Será difícil sem o seu apoio”, afirmou ele, horas depois de um bate-boca com o presidente Donald Trump na Casa Branca. Fonte: R7 Foto: SAUL LOEB / AFP / CP

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Negociações tentam estender primeira fase de acordo entre Israel e grupo terrorista Hamas

Uma delegação israelense está no Cairo negociando a extensão da primeira fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza, que termina neste sábado (1º), em vez de avançar para a segunda etapa do acordo, como previsto inicialmente. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (28) por duas fontes de segurança egípcias, segundo a agência de notícias Reuters. As negociações, mediadas por Egito e Catar com apoio dos Estados Unidos, tentam evitar o colapso da trégua que interrompeu 15 meses de guerra na região. Por meio do acordo, assinado em janeiro, o grupo terrorista Hamas libertou 25 reféns israelenses e os restos mortais de outras oito pessoas. Já Israel soltou quase dois mil palestinos que haviam sido detidos no passado. Os corpos dos últimos quatro israelenses que seriam libertados durante a primeira fase da trégua foram entregues na quinta-feira (27). Os restos mortais foram entregues à Israel em troca de centenas de prisioneiros palestinos. Agora, Israel propõe estender a primeira fase por mais 42 dias, com os terroristas do Hamas liberando três reféns por semana em troca de mais prisioneiros palestinos, segundo fontes egípcias ouvidas pela Reuters. No entanto, o grupo palestino insiste na transição imediata para a segunda fase, que prevê medidas mais amplas. O que está previsto para a segunda fase? A segunda etapa do cessar-fogo, também planejada para durar 42 dias, deveria incluir a retirada total das tropas israelenses de Gaza e a libertação de todos os reféns vivos ainda em poder do Hamas — cerca de 24 das 59 que foram sequestradas –, além de mais prisioneiros palestinos. O objetivo é pavimentar o caminho para o fim permanente da guerra. No entanto, as negociações para essa transição mal começaram, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem dado sinais de resistência a esse cronograma. Um oficial israelense afirmou à CNN que os militares pretendem manter o controle do Corredor Filadélfia, na fronteira entre Gaza e Egito, mesmo após o término da primeira fase. Isso contraria os termos da segunda etapa, que exigiria o início da retirada das tropas neste sábado e sua conclusão em oito dias, segundo demandas do grupo terrorista Hamas. A falta de consenso sobre o futuro de Gaza — incluindo a governança, segurança e reconstrução da região — complica ainda mais as discussões. Pressão internacional e incertezas O Hamas apelou na sexta-feira à comunidade internacional para pressionar Israel a avançar para a segunda fase “sem demora”. Já Varsen Aghabekian, alta funcionária da Autoridade Palestina, declarou em Genebra que deseja o cumprimento do plano original. Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (27) que há “conversas muito boas acontecendo”, mas evitou prever se a trégua evoluirá para a próxima etapa. “Ninguém sabe realmente, mas veremos o que acontece”, disse à Reuters. No início de fevereiro, Trump sugeriu que os EUA assumam o controle de Gaza e a transformem em uma “Riviera do Oriente Médio”, com os palestinos realocados para Egito e Jordânia — ideia rejeitada por países árabes e europeus, que defendem uma solução de dois Estados. O republicano chegou a publicar na última quarta-feira (26) um vídeo gerado por inteligência artificial que transforma Gaza em um luxuoso complexo de resorts, com arranha-céus, praias lotadas de iates e uma estátua gigante do republicano no meio de uma rua. A guerra foi iniciada em 7 de outubro de 2023 depois de um ataque de terroristas do Hamas que matou cerca de 1.200 pessoas e capturou 250 reféns em Israel. Desde então, mais de 48.000 pessoas foram mortas em Gaza por ataques israelenses, segundo autoridades palestinas. Fonte: R7 Foto: Reprodução/JR na TV

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Entenda guerra da Colômbia que expulsou 52 mil e reduz chance de paz

Cerca de 40 dias atrás eclodiu na Colômbia um conflito armado entre guerrilhas pelo controle da região de Catatumbo, área andina próxima à fronteira com a Venezuela, rica em recursos naturais, pobre socialmente e propícia para plantação da folha da coca, usada para fabricação da cocaína. O retorno da guerra colombiana, que o início remonta aos anos 1940, põe em xeque o projeto do governo de esquerda do presidente Gustavo Petro de “Paz Total”, e que buscava desmobilizar grupos rebeldes ainda armados que atuam na Colômbia. O Exército de Libertação Nacional (ELN), com mais de 50 anos de atuação, entrou em guerra contra os dissidentes das Farcs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o Frente 33, que não aceitaram abandonar as armas após o Acordo de Paz assinado em 2016. Mais de 100 pessoas já foram assassinadas e 52 mil abandonaram suas residências para fugir do conflito. Houve atentados à bomba e estima-se que 80 mil pessoas tenham sido afetadas na região, sendo que 8,6 mil pessoas seguem em confinamento, sem poder se locomover. A guerra causou grave crise humanitária na Colômbia, considerada uma das mais graves desde os anos 1990, quando houve um recrudescimento do conflito interno do país. O especialista colombiano Sebástian Granda Henao, professor em Fronteiras e Direitos Humanos na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), explica que o aumento do preço da cocaína no mercado mundial, no final de 2024, impulsionou a guerra pelo controle das economias ilegais da região. “A guerra é para ver quem consegue controlar a produção, a comercialização e o refinamento da folha de coca nesse período de bonança. É um problema de economia política, de ter o controle territorial para a produção de commodities [matérias-primas] de economias ilegais”, destacou Sebástian. Nesta semana, o governo informou ter localizado e destruído 45 instalações e laboratórios para o processamento da cocaína. Além da droga, está em disputa toda uma economia ilegal que funciona na região, como o contrabando de mercadorias por meio da fronteira com a Venezuela, além da extração de petróleo e da mineração ilegais. Extorsões dos moradores, por meio da cobrança de tributos, também faz parte das receitas desses grupos. Paz total O governo Petro vinha tentando implementar um processo de Paz Total, com objetivo de desmobilizar os grupos armados que ainda atuam na Colômbia. “O que o ELN cometeu em Catatumbo são crimes de guerra. O processo de diálogo com este grupo está suspenso. O ELN não tem vontade de paz”, afirmou o presidente da República, em uma rede social. Para o professor colombiano Sebastian Henao, a violência em Catatumbo ameaça o projeto de paz do governo. “Me parece que a aposta política pela paz total tem sido aproveitada por esses grupos para ampliar sua operação. Há muitos mais interesses envolvidos do que a vontade de paz. Há um negócio por trás que ninguém quer abandonar e que dá muito lucro”, ponderou. Crise humanitária Os sucessivos conflitos armados colombianos que já duram mais de 80 anos tornaram o país vizinho uma das nações com o maior número de deslocados internamente do planeta, com 8,8 milhões de pessoas forçadas a deixarem suas residências ao longo da história dos conflitos, segundo dados da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). A Acnur calculou que, apenas em 2024, 115 mil pessoas foram afetadas por confinamento forçado devido aos conflitos armados. “Apesar dos esforços humanitários, o conflito persiste e as necessidades em Catatumbo continuam urgentes. Medidas de proteção são necessárias para pessoas deslocadas e líderes comunitários, bem como abrigo, assistência alimentar, água potável, serviços de saúde e acesso à educação”, informou a organização. Origem da guerra Frame de vídeo divulgado pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia – Frame ibertação Nacional (ELN) O conflito armado da Colômbia começou como um problema agrário, causado pela concentração de terras na mão de poucas pessoas, de um lado, e massas de camponeses sem terra, do outro. A luta pela terra ao longo da década de 1940 detonou uma violência contra camponeses que se organizavam no país. Essa explicação é do professor da UFGD, Sebastian Henao. “A luta pela terra foi se agravando em meio ao contexto da violência entre os partidos liberal e conservador e os grupos camponeses vão se armando para se proteger. Nas décadas de 1960 e 1970, no contexto da guerra fria, as organizações passam a adotar um projeto político para tomada do poder”, explicou. O especialista diz que o crescimento da economia da cocaína levou essas guerrilhas a procurarem controlar a produção da droga para se financiarem. “As guerrilhas tomam o negócio da droga para financiar a guerra e a resposta do Estado foi muito mais violenta, o que leva ao recrudescimento do conflito na década de 1990”, completou. Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez

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Corpos mumificados e cachorro dentro do armário: o que se sabe sobre a morte de Gene Hackman

O astro americano de cinema Gene Hackman, de 95 anos, e sua esposa, Betsy Arakawa, de 64, foram encontrados mortos em uma mansão em Santa Fé, no Estado do Novo México, na quinta-feira (27). Um detetive da polícia afirmou que o casal estava morto há algum tempo, cerca de duas semanas, segundo o investigador. Para ele, sinais de “decomposição” e “mumificação” nas mãos e nos pés de Arakawa indicam que o óbito não foi recente. No banheiro, ao lado do corpo da mulher, foram encontrados um frasco de remédios e pílulas espalhadas sobre o balcão. O cão pastor alemão do casal também foi encontrado morto, dentro de um armário no mesmo cômodo. Além disso, um aquecedor preto estava posicionado perto da cabeça de Arakawa. Um dos policiais levantou a hipótese de que o aparelho poderia ter tombado caso ela tenha caído abruptamente. Hackman foi localizado na casa vestindo calças de moletom cinza, uma camiseta azul de manga comprida e chinelos marrons. Ao lado de seu corpo estavam um par de óculos escuros e uma bengala. O detetive suspeita que ele tenha sofrido uma queda repentina. A polícia informou que não há sinais de ferimentos nos corpos. Embora a causa da morte ainda não tenha sido determinada, as circunstâncias são consideradas “suspeitas o suficiente” para justificar uma investigação. De acordo com os agentes, a casa não apresentava sinais de invasão ou roubo. Dois cães saudáveis foram encontrados na propriedade, um dentro da residência e outro do lado de fora. A concessionária de gás local não detectou vazamentos na área. O corpo de bombeiros também descartou a presença de monóxido de carbono na residência, conforme consta no mandado de busca. No local, o detetive conversou com dois trabalhadores de manutenção, um deles responsável por acionar os serviços de emergência. Eles informaram que realizavam serviços esporádicos na propriedade e se comunicavam com o casal principalmente por telefone e mensagens de texto, em especial com Arakawa.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/R7

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Terroristas do Hamas entregam corpos de quatro reféns israelenses à Cruz Vermelha

Terroristas do Hamas libertaram nesta quarta-feira (26) os corpos de mais quatro reféns israelenses mortos na Faixa de Gaza. Os cadáveres de Tsachi Idan, Itzik Elgarat, Ohad Yahalomi e Shlomo Mantzur foram entregues à Cruz Vermelha no enclave palestino. Os quatro reféns foram sequestrados durante o ataque de 7 de outubro de 2023 em um Kibutz perto de Gaza. Desta vez, a entrega dos restos mortais não incluiu o cerimonial terrorista do Hamas, nas quais caixões com os cadáveres de reféns eram exibidos em um palco diante da uma multidão em Gaza. Israel está agora realizando uma investigação forense inicial para comprovar a identidade dos reféns. Familiares dos prisioneiros também estão sendo atualizados e receberão notificações do governo assim que as identificações forem concluídas, segundo a mídia israelense. Mais cedo, os países mediadores do cessar-fogo entre Israel e Hamas alcançaram um acordo para trocar todos os prisioneiros palestinos que deveriam ter sido libertados na semana passada pelos corpos dos quatro reféns. A negociação foi supervisionada por autoridades diplomáticas do Egito. Os detidos palestinos que devem ser libertados incluem 445 homens e 24 mulheres e menores presos em Gaza, além de 151 prisioneiros cumprindo prisão perpétua por ataques fatais contra israelenses, segundo uma fonte do Hamas. No último domingo (23), o Hamas acusou Israel de colocar em perigo a trégua vigente há cinco semanas em Gaza ao atrasar a libertação prevista de mais de 600 presos palestinos. Israel justificou o atraso pela forma com que o Hamas realizou a entrega de reféns, entre vivos e mortos, desde o início do cessar-fogo, com membros do grupo mascarados em palanques decorados com slogans da facção. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou os atos de “cerimônias humilhantes”. Fonte: R7 Foto: Pixabay

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Justiça dos EUA nega liminar da Rumble e Trump Media contra Moraes

A Justiça dos Estados Unidos negou nesta terça-feira (25) pedido de liminar protocolado pela rede social Rumble e a empresa Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na semana passada, as empresas entraram com recurso em um tribunal da Flórida para acusar o ministro de  “censurar” as plataformas e suspender contas de usuários. De acordo com decisão proferida juíza Mary Scriven, a acusação não apresentou provas que justifiquem uma decisão do Judiciário norte-americano. Para a magistrada, não há nenhuma determinação para que as decisões judiciais assinadas por Alexandre de Moraes para suspender perfis de redes sociais sejam cumpridas nos Estados Unidos. A defesa do ministro foi feita pela Advocacia-Geral da União (AGU) e está prevista na legislação que trata da representação judicial no exterior. Na sexta-feira (21), Moraes determinou a suspensão do Rumble no Brasil após a plataforma não indicar, no prazo de 48 horas, um representante legal no país, condição obrigatória para funcionar em território brasileiro, segundo a legislação. A suspensão foi feita no processo no qual foi determinada a prisão e a extradição do blogueiro Allan dos Santos, acusado de disseminar ataques aos ministros da Corte. Atualmente, ele mora nos Estados Unidos. Segundo Moraes, apesar da determinação da suspensão dos perfis nas redes sociais, Allan continua criando novas páginas para continuar o “cometimento de crimes”.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Zelensky revela os próximos cinco países na mira de Putin caso a Ucrânia caia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um alerta a líderes europeus sobre o risco de novas investidas militares da Rússia caso a Ucrânia não consiga resistir à invasão de Vladimir Putin. Durante uma coletiva de imprensa em Kiev nesta segunda-feira, que marcou os três anos do conflito, Zelensky afirmou que pelo menos cinco países estariam na mira do Kremlin. Segundo o líder ucraniano, nações com populações ou com laços históricos com Moscou podem ser os próximos alvos. Ele citou explicitamente Estônia, Letônia, Polônia, Moldávia e Eslováquia como potenciais vítimas de uma expansão russa, caso o Ocidente não consiga conter os avanços do Exército de Putin. “Ao longo da história, sempre que há presença de falantes de russo, raízes familiares ou algum vínculo com a Rússia, existe um risco”, disse Zelensky. Ele ressaltou que essa mesma justificativa foi usada por Putin para anexar a Crimeia em 2014. “No início, eles diziam que não estavam ocupando territórios, mas sim protegendo russófonos. Se cairmos, essas nações estarão sob ameaça por conta da política expansionista do Kremlin”, acrescentou. Letônia, Estônia e Moldávia já fizeram parte tanto do Império Russo quanto da União Soviética. Enquanto isso, partes da Polônia foram anexadas pelos russos no passado, e a Eslováquia integrou o Pacto de Varsóvia, bloco militar da Guerra Fria liderado por Moscou. O discurso de Zelensky também reacendeu preocupações sobre o crescimento das Forças Armadas russas. No ano passado, Putin ordenou a ampliação do efetivo militar do país para 2,4 milhões de soldados — um aumento significativo em relação ao contingente atual, estimado em cerca de 1,5 milhão. No entanto, uma possível investida russa contra quatro dos cinco países citados pelo presidente ucraniano encontraria um obstáculo crucial: a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Como membros da aliança militar, Polônia, Estônia, Letônia e Eslováquia estão protegidos pelo princípio da defesa coletiva, que obriga os demais países da organização a reagirem em caso de ataque. Já a Moldávia, apesar de não fazer parte da Otan, mantém um acordo de cooperação com a União Europeia para reforçar sua defesa. A coletiva de imprensa contou com a presença de diversas lideranças internacionais, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Jornal da Record

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Zelensky pede ‘paz real e duradoura’ no terceiro aniversário da invasão russa

O presidente Volodimir Zelensky pediu nesta segunda-feira (24) uma paz duradoura e sustentável na Ucrânia este ano, em um discurso por ocasião do terceiro aniversário da invasão russa. “Este ano deveria ser o começo de uma paz real e duradoura. Putin não nos dará a paz, nem nos dará a paz em troca de algo. Temos que conquistar a paz por meio da força, sabedoria e unidade”, afirmou Zelensky.   Fonte: R7 Foto: AFP  

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Multidão acompanha funeral de Nasrallah, líder do Hezbollah no Líbano

Milhares de libaneses acompanharam, neste domingo (23), em Beirute, o velório do principal líder do grupo Hezbollah por três décadas, o então secretário-geral Hassan Nasrallah, assassinado por Israel em ataque aéreo em setembro de 2024. Considerado uma das principais figuras do chamado Eixo da Resistência, que representa forças políticas e militares antagônicas à influência dos Estados Unidos (EUA) e de Israel no Oriente Médio, Nasrallah ficou conhecido por fortalecer militar e politicamente o Hezbollah, grupo considerado terrorista por potências ocidentais. O evento realizado em um estádio, em Beirute, foi seguido por uma multidão também do lado de fora, a grande maioria vestida de preto. A cerimônia também velou o corpo de Hashem Safieddine – provável sucessor de Nasrallah, morto em outro ataque aéreo antes de poder assumir o posto. Fontes das forças de segurança do Líbano consultadas pela agência de notícias Reuters afirmam que a cerimônia teria somado, ao todo, cerca de 1 milhão de pessoas. O evento também recebeu personalidades de dezenas de países que teriam ido à Beirute acompanhar a cerimônia. Telas gigantes foram colocadas nas ruas para a população acompanhar o velório e o aeroporto de Beirute chegou a ser fechado, por segurança. Um vídeo do atual secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, foi transmitido na cerimônia. Nele, o líder do grupo promete seguir o caminho traçado por Nasrallah. Horas antes do início do funeral, Israel informou que lançou uma série de ataques aéreos no sul do Líbano e que enviou aviões para sobrevoar Beirute. O ministro de Defesa israelense, Israel Katz, disse que os voos dos aviões foram para mandar um recado. “Estão transmitindo uma mensagem clara: quem ameaça destruir Israel e atacar Israel, será o fim dele. Vocês se especializaram em funerais, e nós nos especializamos em vitórias”, provocou a autoridade de Tel Aviv. O professor de relações internacionais, cientista político e jornalista Bruno Lima Rocha avalia que a cerimônia ocorre em um momento tenso, com a Cisjordânia sobre ataque de Israel e um frágil cessar-fogo na Faixa de Gaza. “É uma cerimônia gigantesca, tem engarrafamento nas estradas com gente indo para Beirute, tem um estádio de futebol inteiro lotado. As TVs da região estão dando cobertura ao vivo de cinco a sete horas seguidas”, destacou, lembrando que, graças ao Hezbollah, Israel não conseguiu avançar mais que alguns quilômetros ao sul do Líbano. Entenda O atual conflito entre Israel e Hezbollah começou logo após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. O grupo xiita libanês passou a promover ataques no Norte de Israel em solidariedade à Gaza, que passou a viver sob intensos bombardeios israelenses. Em setembro de 2024, Israel decidiu lançar massivo bombardeio contra o Líbano com o objetivo de destruir o Hezbollah. Em novembro, um cessar-fogo foi firmado entre Tel-Aviv e o grupo libanês. O grupo Hezbollah surge então como uma guerrilha – apoiada pelo Irã – que luta contra a ocupação militar de Israel no Líbano, iniciada em 1978. Em 25 de maio de 2000, a resistência libanesa expulsa Israel do país árabe. Houve ainda outras três campanhas militares de Israel contra o Líbano, em 2006, 2009 e 2011. A maior foi em 2006, durou cerca de 30 dias e matou mais de dez mil civis. Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

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Israel expulsa 40 mil na Cisjordânia em maior operação em 20 anos

O exército israelense conduziu uma ampla operação militar em campos de refugiados palestinos no Norte da Cisjordânia ocupada neste domingo (23), dando continuidade à ação que já expulsou cerca de 40 mil palestinos de campos de refugiados em Jenin, Tul Karem e Nur al-Shams. Essa é a maior operação militar de Israel na Cisjordânia em cerca de 20 anos, desde 2005, quando ocorreu a segunda Intifada, que foi uma grande revolta da população palestina contra a ocupação israelense dos seus territórios. O governo de Tel Aviv informou que ocupará essas áreas pelo próximo ano, impedindo o retorno dos moradores.  “Não permitiremos o retorno dos moradores e não permitiremos que o terror retorne e floresça”, disse, neste domingo (23), o ministro da Defesa, Israel Katz. O governo de Tel-Aviv alega que as ações são para combater o terrorismo. Em nota, o ministério das relações exteriores da Autoridade Palestina, que controla parte da Cisjordânia, afirmou que as ações de Israel são a continuação do genocídio do povo palestino e da anexação de seus territórios. “O Ministério vê esses acontecimentos — incluindo as declarações de Katz, o envio de tanques e a intimidação deliberada de civis indefesos — como uma grave escalada na Cisjordânia e uma tentativa flagrante de consolidar o genocídio e o deslocamento forçado contra nosso povo desarmado”, diz a representação palestina da Cisjordânia, que ainda pede que a comunidade internacional intervenha. O professor de relações internacionais, cientista político e jornalista Bruno Lima Rocha avalia que o uso de blindados, helicópteros e de cercos aos campos de refugiados palestinos – inédito em, ao menos, 20 anos – é parte da estratégia de transferir a guerra da Faixa de Gaza para Cisjordânia. “Ao estabelecer o cessar-fogo em Gaza, o estado sionista aperta as condições na Cisjordânia, para transferir a frente de guerra interna para lá. O governo Netanyahu necessita do estado de guerra porque, sem esse estado de guerra e essa situação de comoção nacional da troca dos presos políticos palestinos pelos reféns, a tendência que seu governo caia e ele seja julgado”, analisou. Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

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