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Tag: internacional

Trump quer que iPhones sejam produzidos nos EUA; Apple mira o Brasil

A Apple está atualmente avaliando potenciais soluções para contornar as tarifas de Trump e evitar aumentar o preço dos iPhones, seja com a expansão da sua fábrica no Brasil ou com um aumento de produção na Índia (onde o valor das tarifas é menor do que na China). Já o presidente dos EUA, Donald Trump, parece querer que os iPhones passem a ser produzidos no país. Questionada pelo New York Times sobre o tipo de empregos que Trump pretende criar com estas tarifas, a porta-voz da Casa Branca Karoline Leavitt respondeu que o objetivo passa por “aumentar os empregos na indústria” dos EUA e notou que o objetivo é apontar a “tecnologias avançadas”. Posteriormente, Leavitt foi questionada novamente se a produção de iPhones era um “tipo de tecnologia” que podia transferir-se para os EUA. “Trump acredita que temos a mão-de-obra, a força laboral e os recursos para o fazermos. Como sabem, a Apple investiu 500 bilhões de dólares aqui nos EUA. Portanto, se a Apple achasse que os EUA não o conseguissem fazer, provavelmente não teriam investido tanto”, afirmou a porta-voz da Casa Branca.   Fonte: R7 Foto: Getty Images

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China anuncia tarifas adicionais de 84% sobre produtos americanos

Nesta quarta-feira (9), a China anunciou, através do Ministério das Finanças, que vai impor tarifas de 84% aos bens norte-americanos a partir de quinta-feira. O ministério reiterou que “não há vencedores em uma guerra comercial” e que “a China não quer uma”, mas “não ficará de braços cruzados se os direitos legítimos do seu povo forem violados”. O governo chinês publicou um documento em que defende a posição da China nas suas relações econômicas e comerciais com os Estados Unidos. A China afirma que “ambos os países são uma oportunidade e não uma ameaça um para o outro” e apela a Washington para que elimine “imediatamente” a “imposição unilateral de tarifas”. Trump ordenou na terça-feira a aplicação de uma tarifa adicional de 50% sobre os produtos chineses, elevando o total das taxas para 104%. Pequim anunciou anteriormente uma taxa de 34% sobre os produtos norte-americanos, depois de Trump ter imposto uma taxa na mesma percentagem sobre os produtos chineses.   Fonte: R7 Foto: Getty Images

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Em Honduras, Lula buscará apoio para indicação feminina à Secretaria-Geral da ONU; veja nomes cotados

O presidente Lula buscará apoio durante sua participação na 9ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), nesta quarta-feira (9), em Honduras, para a indicação de uma mulher para a Secretaria-Geral da ONU. A intenção de Lula é angariar apoio para uma candidatura única indicada pelo bloco. Dois nomes estão entre os mais fortes, neste momento: a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet e a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley. O nome, porém, não deve ser definido neste momento. Nunca houve uma liderança feminina nessa posição. O mandato do atual secretário-geral, o português António Guterres, termina no ano que vem. A avaliação do Itamaraty é que, respeitando o princípio de rotatividade regional, caberia à América Latina e ao Caribe a indicação para o cargo. Caso todos os países concordem, a intenção de indicação do nome deve ser formalizada na declaração sobre mulheres, paz e segurança, também sugerida pelo Brasil. A intenção é que seja uma declaração separada da declaração final da Cúpula. A publicação dessa outra declaração também depende da concordância dos outros membros da CELAC. A maior dificuldade deve ser convencer os países com governos mais alinhados à direita, como a Argentina, de Javier Milei.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/montagem R7

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Bolsas asiáticas abrem em queda após tarifas de 104% dos EUA contra China

Os mercados asiáticos iniciaram o pregão desta quarta-feira (9) em mais um dia de quedas, após a imposição, pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de tarifas adicionais sobre produtos chineses, totalizando 104% em taxas. O índice CSI300 da China abriu em queda de 1,2%, enquanto o Shanghai Composite Index perdia 1,1%. O índice de referência Hang Seng, de Hong Kong, caía 3,1%. No mercado japonês, o índice Nikkei registrou queda de 3,26% nas primeiras negociações da sessão, enquanto o Topix registrava um recuo de 3,20%. Já o índice Kospi, da Coreia do Sul, registrava uma queda de 0,82%, enquanto o won sul-coreano atingiu US$ 1.487,45, o nível mais baixo desde 2009. Vale lembrar que governo norte-americano agendou conversas com a Coreia do Sul e o Japão, dois aliados próximos e importantes parceiros comerciais, para definirem acordos comerciais. As tarifas especialmente altas para a China são respostas às contratarifas anunciadas por Pequim na semana passada. A China se recusou a se curvar ao que chamou de chantagem e prometeu lutar até o fim. Do outro lado, os mercados americanos também repercutiram o tarifaço global e encerraram o pregão de terça-feira em queda pelo quarto dia consecutivo desde o anúncio de tarifas de Trump na última quarta-feira (2). O S&P 500 fechou abaixo de 5.000 pontos pela primeira vez em quase um ano. O índice está agora 18,9% abaixo de sua máxima mais recente em 19 de fevereiro. As empresas listadas no S&P 500 perderam US$ 5,8 trilhões em valor de mercado de ações desde o anúncio de tarifas de Trump, a maior perda em quatro dias desde que o índice foi criado na década de 1950.   Fonte: R7 Foto: Getty

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Em meio a guerra comercial, tarifas de Trump entram em vigor para mais 40 países

As tarifas comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entram em vigor à meia-noite (horário leste dos EUA) desta quarta-feira (9) para ao menos 40 países que ainda não foram afetados pela medida. Uma das nações atingidas é a China, que terá um imposto de 104% sobre os produtos vendidos aos EUA. O país foi atingido com a maior taxa após reagir ao tarifaço do governo norte-americano. O pacote de impostos dos EUA a outras nações começou no último sábado (5), quando passou a valer a tarifa mínima de 10% sobre as importações de outros mercados. O tarifaço de Trump afeta aproximadamente 190 nações. A grande maioria foi penalizada com o imposto de 10%. Nesta quarta, os Estados Unidos começam a cobrar os países que ficaram de fora desse piso de 10% e sofreram uma taxação maior, como Camboja, Israel, África do Sul, Suíça e integrantes da União Europeia. Veja quais são as tarifas: Argélia – 30% Angola – 32% Bangladesh – 37% Bósnia e Herzegovina – 35% Botsuana – 37% Brunei – 24% Camboja – 49% Camarões – 11% Chade – 13% China – 104% Costa do Marfim – 21% República Democrática do Congo – 11% Guiné Equatorial – 13% União Europeia – 20% Ilhas Falkland – 41% Fiji – 32% Guiana – 38% Índia – 26% Indonésia – 32% Iraque – 39% Israel – 17% Japão – 24% Jordânia – 20% Cazaquistão – 27% Laos – 48% Lesoto – 50% Líbia – 31% Liechtenstein – 37% Madagascar – 47% Malawi – 17% Malásia – 24% Maurício – 40% Moldávia – 31% Moçambique – 16% Myanmar (Birmânia) – 44% Namíbia – 21% Nauru – 30% Nicarágua – 18% Nigéria – 14% Macedônia do Norte – 33% Noruega – 15% Paquistão – 29% Filipinas – 17% Sérvia – 37% África do Sul – 30% Coreia do Sul – 25% Sri Lanka – 44% Suíça – 31% Síria – 41% Taiwan – 32% Tailândia – 36% Tunísia – 28% Vanuatu – 22% Venezuela – 15% Vietnã – 46% Zâmbia – 17% Zimbábue – 18% Em meio ao cenário de incerteza global, a validade das taxas deve causar um novo efeito negativo no câmbio e nas bolsas ao redor do mundo, incluindo o Brasil. Trump nega uma eventual pausa no pacote de tarifas. “Não estamos olhando para isso”, disse ele na segunda-feira (7). Desde o início do atual mandato, Trump tem aplicado tarifas sobre as importações de diferentes produtos, gerando tensão diplomática com os principais aliados do país e desencadeando uma guerra comercial, por exemplo, com Canadá e União Europeia. Uma das maiores preocupações relacionadas ao tarifaço de Trump são as demissões em massa, que podem gerar consequências negativas na economia americana. As tarifas comerciais anunciadas por Trump aumentaram o cenário de incerteza global, gerando maior tensão entre as principais potenciais mundiais. Especialistas entendem que, caso as políticas de Trump falhem, os EUA podem sofrer uma desaceleração do crescimento econômico e pressionar a inflação das demais nações, o que poderia causar um desequilíbrio na economia global. Como justificativa, o governo de Donald Trump aponta que os Estados Unidos estavam sendo “injustiçados” com as tarifas aplicadas por outros países. Segundo a Casa Branca, a parceria comercial teria ficado “altamente desequilibrada”. Recessão, mercado e tarifas Com o medo do mercado de uma possível recessão nos EUA e o aumento das tarifas, bolsas de valores na Ásia, Europa, Brasil e no próprio país norte-americano vêm registrando perdas sequenciais. Após rumores de uma possível pausa nas tarifas comerciais impostas na segunda-feira (7), as bolsas ao redor do mundo, incluindo a do Brasil, registraram um salto temporário. Entretanto, depois que a Casa Branca negou que Trump pensa em desistir do tarifaço, as perdas voltaram a ser observadas. Nessa terça (8), o dólar comercial voltou a se aproximar de R$ 6 e fechou o dia a R$ 5,997, uma variação de 1,46%. Além do câmbio, o índice Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou o pregão com variação negativa de 1,32%, a 123.931,89 pontos Com as imposições do norte-americano e de ameaças ao multilateralismo, líderes globais se viram obrigados a retaliar e avaliar as novas taxas, o que pode causar um redirecionamento do comércio internacional. Além da China, o Canadá, um dos principais parceiros comerciais dos EUA, anunciou uma tarifa de 25% sobre todos os veículos importados. A União Europeia também se pronunciou e sugeriu uma contra tarifa de 25% sobre alguns produtos americanos. Apesar da tensão e perdas registradas, Donald Trump afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos estão arrecadando US$ 2 bilhões por dia com as tarifas.   Fonte: R7 Foto: White House/ Divulgação

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Coreia do Sul dispara tiros de advertência após soldados norte-coreanos cruzarem fronteira

Soldados da Coreia do Sul dispararam tiros de advertência nesta terça-feira (8) depois que um grupo de cerca de 10 militares norte-coreanos cruzou brevemente a fronteira terrestre entre os dois países, dentro da Zona Desmilitarizada (DMZ). O incidente ocorreu na região oriental da linha de frente por volta das 17h, no horário local (5h, no horário de Brasília), e foi relatado pelo Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS), segundo a agência de notícias Yonhap. De acordo com o JCS, os soldados norte-coreanos atravessaram a Linha de Demarcação Militar, que divide a península na DMZ, uma das fronteiras mais fortificadas do mundo. Em resposta, as forças sul-coreanas emitiram mensagens de alerta por meio de alto-falantes e dispararam tiros de advertência, o que levou os militares do Norte a recuarem. “Nossos militares estão monitorando de perto a atividade militar norte-coreana e tomando as medidas necessárias com base nos procedimentos operacionais”, informou o JCS em um comunicado à imprensa. Não se sabe o motivo da incursão. Algumas das tropas norte-coreanas estavam armadas e usavam coletes à prova de balas durante a travessia, segundo a agência de notícias AFP. Tensões regionais A DMZ, que se estende por 248 km de comprimento e 4 km de largura, possui cerca de 2 milhões de minas terrestres, cercas de arame farpado, armadilhas antitanque e tropas de combate de ambos os lados. Ela é um símbolo da divisão entre as Coreias desde o armistício que encerrou a Guerra da Coreia (1950-1953) sem um tratado de paz formal. O episódio ocorre em um momento de alta tensão na península coreana. O líder norte-coreano Kim Jong Un tem intensificado demonstrações do arsenal nuclear do país e fortalecido laços com a Rússia em meio à guerra na Ucrânia liderada por Vladimir Putin. Kim também rejeita apelos de Seul e Washington para retomar negociações de desnuclearização. Desde que tomou posse, em janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump diz que tem intenção de retomar diálogos com Pyongyang. A Coreia do Norte, no entanto, acusa os EUA de aprofundarem a hostilidade na região.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/Exército dos EUA na Coreia do Sul

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China rebate Trump e diz que vai retaliar os EUA se tarifas subirem mais

Nesta terça-feira (8), a China rebateu se o presidente Donald Trump e ameaçou retaliar ainda mais os Estados Unidos se os norte-americanos cumprirem com o aumento das tarifas sobre produtos chineses em mais 50%. O Ministério do Comércio informou que “a China tomará resolutamente contramedidas para salvaguardar seus próprios direitos e interesses” caso o governo americano amplie a taxação. Além disso, o órgão disse que “os EUA ameaçam escalar as tarifas contra a China, o que é um erro em cima de outro e mais uma vez expõe a natureza chantagista do lado dos EUA, o que a China nunca irá aceitar”. Para responder à Casa Branca, o país asiático já havia anunciado uma tarifa geral de 34% sobre produtos americanos, o mesmo porcentual que Trump impôs sobre as importações de itens chineses. Após a retaliação chinesa, o presidente americano falou em criar uma nova taxa de 50%.   Fonte: R7 Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

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Inflação descontrolada na Coreia do Norte obriga morador a usar mochila para carregar dinheiro

Moradores da Coreia do Norte enfrentam alta expressiva nos preços de produtos básicos, em meio à escassez de suprimentos e à desvalorização do won norte-coreano frente ao yuan chinês e ao dólar americano. A moeda local perdeu valor nos mercados paralelos, elevando consideravelmente o custo de vida, segundo relatos obtidos pela Radio Free Asia (RFA). “Os preços de mercado saltaram pelo menos duas vezes e, em alguns casos, mais de cinco vezes”, disse um morador da província de Yanggang, sob condição de anonimato. “Agora, em vez de levar uma bolsa de dinheiro para o mercado, as pessoas literalmente têm que trazer uma mochila cheia de dinheiro.” Sem a divulgação oficial de índices de inflação ou dados de preços ao consumidor por parte do governo norte-coreano, os relatos de moradores e a comparação com preços de anos anteriores indicam o tamanho da inflação. Um quilo de óleo de girassol, usado para cozinhar, passou de cerca de 25.000 wons (R$ 162, de acordo com ferramenta de conversão do Banco Central do Brasil) para 75.000 wons (R$ 486) em dois anos. O açúcar saltou de 10.000 wons (R$ 65) para 40.000 wons (R$ 260), enquanto a carne de porco subiu de menos de 30.000 wons (R$ 195) para 87.000 wons (cerca de R$ 563) o quilo. Com notas de 1.000 wons (R$ 6,49) sendo as mais usadas nas transações diárias, comprar um quilo de açúcar, por exemplo, exige uma pilha de 40 cédulas. A escassez de alimentos na Coreia do Norte é um problema crônico. Segundo o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, a agricultura local não consegue suprir as necessidades alimentares da população devido à limitação de terras aráveis, à falta de fertilizantes e à escassez de equipamentos agrícolas modernos. Colheitas ruins e os impactos das paralisações provocadas pela pandemia de COVID-19 agravaram ainda mais o cenário. Em meio à insegurança alimentar, parte da população tem recorrido a medidas extremas. No mês passado, a RFA reportou que soldados norte-coreanos estariam vendendo equipamentos militares para conseguir comprar comida. Em agosto de 2023, a emissora também relatou um aumento de crimes violentos ligados à fome. Impacto dos aumentos salariais A alta de preços também ocorre após o governo ter promovido, em janeiro de 2023, um aumento salarial significativo. Os salários mensais básicos subiram de 2.000 wons (cerca de R$ 13) para 30.000 wons (R$ 195). A medida, segundo fontes locais, teve como objetivo incentivar os cidadãos a dependerem de seus salários estatais, em vez de buscar renda em mercados paralelos, como os jangmadang — feiras informais comuns em todo o país. Na prática, o aumento salarial foi absorvido rapidamente pela inflação. Produtos básicos, como sal e ovos, tiveram reajustes semelhantes. Um quilo de sal, que custava 500 wons (R$ 3,25), passou a 2.000 wons. Uma caixa de ovos subiu de 800 wons (R$ 5,20) para 2.000 wons, dizem moradores. Calçados também ficaram mais caros: um par de tênis da Fábrica de Calçados de Sinuiju, que custava cerca de 19.800 wons (R$ 129), agora é vendido por até 170.000 wons (cerca de R$ 1.104) no mercado negro. “À medida que os salários aumentaram, também aumentaram os preços de todas as outras necessidades. Em vez de melhorar a subsistência das pessoas, o aumento salarial apenas tornou a vida diária ainda mais difícil”, disse um morador à RFA.   Fonte: R7 Foto: KCNA

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Lula vai à Cúpula da Celac em busca da integração latino-americana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quarta-feira (8), em Honduras, da 9ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), única organização que reúne os 33 países latino-americanos e caribenhos. “A participação do presidente é um claro sinal da prioridade que, aliás, sempre foi dada pelo presidente Lula e pelo Brasil à integração. Na nossa Constituição, no Artigo 4º, consta que o Brasil deve buscar exatamente a Celac: a construção de uma comunidade de nações latino-americanas e caribenhas”, afirmou embaixadora Gisela Padovan. A secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores (MRE) acrescentou que essa Cúpula faz parte de um processo de revitalização da Celac. Ela lembrou que a entidade foi enfraquecida nos últimos anos, citou a saída do Brasil da Celac no governo anterior, e lembrou que Lula decidiu que o país deveria voltar ao grupo logo no início do terceiro mandato. “O sonho da integração existiu desde Bolívar, desde San Martín [líderes dos processos de independência de países da América do Sul], que se falava essa visão de que juntos temos mais condição de enfrentar os desafios globais e também de nos desenvolvermos e resolvermos nossos problemas internos e regionais”, acrescentou a embaixadora. Lula viaja à Tegucigalpa, em Honduras, ainda na terça-feira (8). A expectativa do Itamaraty é que a Cúpula realize um debate amplo sobre todos os temas da atualidade. Além disso, Honduras deve transferir para Colômbia à presidência do bloco. No final, deve ser publicada uma declaração conjunta dos 33 países da região. Tarifas e imigração O encontro da Celac ocorre no contexto de forte tensão na região em meio ao endurecimento das políticas contra imigração do governo dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, além da guerra de tarifas iniciada pela Casa Branca. O Itamaraty informou que o tema das tarifas não estava na pauta das negociações, até porque, quando a agenda foi preparada, não havia informação da extensão dessas tarifas. Por outro lado, o tema da imigração será um dos destaques da Cúpula. A ideia é reativar um grupo de trabalho que existia na Celac para tratar do tema. Devem participar do encontro ainda a presidente do México, Claudia Sheinbaum, da Colômbia, Gustavo Petro, da Bolívia, Luis Arce, do Uruguai, Yamandú Orsi, de Cuba, Miguel Diáz-Canel, entre outros, segundo o governo hondurenho, que organiza a Cúpula dessa semana. Mulher latino-americana na ONU Entre as propostas do Brasil que serão discutidas no encontro está a escolha de uma única candidatura feminina para disputar a secretária-geral das Nações Unidas (ONU) diante do fim do mandato do atual chefe da ONU, António Guterres, programado para o ano que vem. Celac Fundada em fevereiro de 2010, a Celac reúne os 33 países da América Latina e do Caribe que abrangem uma área de mais de 22 milhões de km², o que equivale a cinco vezes o território da União Europeia. A população total somada, de 670 milhões, é o dobro do número de habitantes dos Estados Unidos.   Fonte: Agência Brasil Foto: Freepik

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Bolsas da Ásia despencam após ‘tarifaço’ de Trump começar

As bolsas de Xangai e de Shenzhen caíram 7,34% e 9,66%, respectivamente, em um dia marcado pela reação do mercado às contramedidas chinesas anunciadas na sexta-feira (4) às taxas impostas por Washington sobre produtos do país asiático. A Bolsa de Xangai desceu 245,43 pontos para 3.096,58, enquanto a Bolsa de Shenzhen caiu 1001,23 pontos para 9.364,5. Os dois índices viram assim evaporar-se os ganhos acumulados desde setembro do ano passado, quando os anúncios de estímulo econômico das autoridades chinesas levaram o índice a máximos não vistos desde 2023. As perdas nas bolsas da China continental ocorreram em um dia em que outras bolsas asiáticas também registaram quedas significativas, a maior já registrada no caso do índice de referência da Bolsa de Valores de Taipei, o Taiex. Os mercados reagiram ao aumento das tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Pequim lançou na última sexta-feira várias contramedidas às taxas anunciadas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump. As medidas de Pequim incluem taxas de 34% sobre produtos oriundos dos EUA, sanções contra empresas norte-americanas, restrições à exportação de certas terras raras ou a abertura de investigações antimonopólio e ‘antidumping’ contra empresas e produtos norte-americanos. O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, destacou hoje, em editorial, que a aplicação pelos Estados Unidos de uma taxa adicional de 34% sobre as importações chinesas, a somar às anteriores taxas de 20%, significará uma “redução do comércio bilateral” com os EUA e “um impacto negativo a curto prazo nas exportações”.   Fonte: R7 Foto: Reuters / Paulo Whitaker

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