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Tag: economia

Banco Central anuncia novos leilões de dólares nesta sexta; valores chegam a US$ 7 bilhões

Intervenções acontecem nas modalidades de linha, com compromisso de compra a partir de julho de 2025   O Banco Central anunciou novos leilões de até US$ 7 bilhões nesta sexta-feira (20) para tentar conter a alta do câmbio. A autoridade monetária já vendeu US$ 20,8 bilhões em leilões à vista ou de linha. No primeiro caso, não se exige a recompra da moeda, enquanto o outro ocorre com um compromisso de recompra mais adiante e serve para uma intervenção pontual na moeda. O último caso não altera as reservas nacionais, já que os recursos serão repostos. Na data de hoje, o primeiro leilão será à vista, com o valor máximo de US$ 3 bilhões. Em seguida, o BC realiza dois leilões de linha, no valor total de US$ 4 bilhões. Às 8h47, a moeda americana valia R$ 6,15. As propostas do leilão A, da categoria linha, serão acolhidas das 10h20 às 10h25, com a data de recompra marcada para 2 de julho de 2025. Já no leilão B, os interessados devem enviar as propostas das 10h40 às 10h45, com a recompra prevista para 2 de outubro do próximo ano. Serão aceitos no máximo US$ 2 bilhões por oferta, e as operações serão liquidadas na terça-feira (24). Maior intervenção desde 1999 Nessa quinta (19), o BC realizou o maior intervenção desde 1999, ano no qual o Brasil passou a adotar o regime de câmbio flutuante. Nesta modalidade, a compra e a venda de moedas funcionam sem o controle sistemático do governo. Ao todo, foram leiloados US$ 8 bilhões à vista em dois leilões. A moeda norte-americana fechou o dia em R$ 6,30. Confira cronograma de leilões 12 de dezembro – dois leilões de linha, cada um de US$ 2 bilhões; 13 de dezembro – um leilão à vista de US$ 1 bilhão; 16 de dezembro – um leilão de linha de US$ 3 bilhões e um leilão à vista de US$ 1,6 bilhão; 17 de dezembro – dois leilões à vista; um de US$ 2,0 bilhões e outro de US$ 1,2 bilhão; 19 de dezembro – dois leilões à vista, um de US$ 3 bilhões e outro de US$ 5 bilhões. ‘Ataque especulativo’, diz futuro presidente do BC O futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que assume o comando da autarquia a partir de janeiro de 2025, afirmou nesta quinta-feira (19) que não vê um “ataque especulativo” contra o real neste momento. Em escalada, a moeda norte-americana alcançou novo recorde e atingiu a máxima de R$ 6,30, levando o BC a fazer duas intervenções no mercado de câmbio pela manhã. Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

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Lula reúne ministros em meio à análise do pacote de corte de gastos pelo Congresso

Expectativa é que reunião ministerial seja momento de confraternização   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião ministerial para esta sexta-feira (20), em meio à votação das medidas de corte de gastos pelo Congresso Nacional. A expectativa é que os titulares dos 38 ministérios compareçam ao encontro, o último do ano. O ajuste nas contas, enviado pelo governo federal ao Legislativo, prevê economia de R$ 327 bilhões até 2030 e é a aposta da gestão de Lula para manter os gastos públicos dentro das novas regras fiscais. A reunião com os ministros deve ocorrer no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência, na hora do almoço. A ideia é que o encontro sirva como momento de confraternização de fim de ano, sem, necessariamente, apresentação de ações das pastas. Será a terceira reunião ministerial com ampla participação do ano. Nessa quinta (19), a Câmara finalizou a votação de três projetos do pacote fiscal do governo Lula. As propostas foram encaminhadas ao Senado. Na Casa Revisora, a votação se estendeu até quase meia-noite. Mas uma preposição ficou para ser apreciado nesta sexta-feira (20) a partir das 10h. As duas casas aprovaram o texto-base do projeto de lei complementar que estabelece novos limites de gastos nos casos de resultado negativo nas contas públicas. Nessa proposta também foi incluído o fim do SPVAT (Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito), que ficou conhecido como novo DPVAT. A PEC do corte de gastos também foi aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado. Entre as mudanças previstas na proposta estão novas regras para o abono salarial. O abono funciona como um 14° pago a quem recebe até R$ 2.824, ou seja, dois salários mínimos. Com a proposta, o benefício passará a ser pago para quem ganha até R$ 2.640, sendo corrigido pela inflação a partir dos próximos anos e ficando permanente quando se tornar um salário mínimo e meio. Os dois textos seguem para sanção presidencial. O projeto que ainda falta ser votado no Senado é o que limita a alta do salário mínimo e impõem novas regras para a concessão do BPC (Benefício de Prestação Continuada). Na Câmara, o PL sofreu alterações e retirou o trecho que impedia que, na mesma família, mais de uma pessoa recebesse o BPC ou outro benefício. Outra mudança foi a retirada da alteração da forma de cálculo do aporte anual da União ao FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal), trocando a variação da Receita Corrente Líquida da União pelo IPCA. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, negou que os textos tenham sido “desidratados” na Câmara. “Como médico, posso dizer que não existe nenhum sinal clínico de desidratação do pacote. O que tem é aquilo que o Congresso Nacional tem sempre a liberdade de fazer, que é aprimorar dentro dos parâmetros”, disse a jornalistas. Lula de volta a Brasília O presidente Lula voltou a Brasília na quinta-feira (19) após receber o aval da equipe médica que o acompanhou em São Paulo. Ele ficou na capital paulista desde que recebeu alta do hospital no último domingo (15), depois de passar por dois procedimentos na cabeça. A cirurgia foi feita em 10 de dezembro e decorre do acidente doméstico sofrido em 19 de outubro, no Palácio da Alvorada, em Brasília. De acordo com a equipe médica, o chefe do Executivo vai voltar a realizar exames nos próximos dias e segue com a recomendação de repouso. As atividades presidenciais estão mantidas. “Ele está bem”, disse o cardiologista Roberto Kalil Filho. O chefe do Executivo deve passar o Natal e o Ano Novo na capital federal. Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil

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Lei Orçamentária Anual será votada após recesso parlamentar

Informação foi divulgada pelo relator senador Angelo Coronel   A votação do projeto da Lei Orçamentária Anual de 2025 (LOA) ficará para o próximo ano. Havia a expectativa de que o projeto pudesse ser votado até amanhã, mas o relator da matéria, senador Angelo Coronel (PSD-BA), informou que seu relatório será apreciado no ano que vem “após o recesso parlamentar.” Em nota divulgada à imprensa na noite desta quinta-feira (19), Coronel disse entender a necessidade de avançar na apreciação do orçamento, mas que ainda faltam informações consolidadas sobre a matéria. “Apreciar a peça mais importante do parlamento merece cuidado e tempo”, disse, em nota divulgada na noite de ontem (19). Entre as informações pendentes, estão as relacionadas ao salário-mínimo, que “afetam significativamente despesas previdenciárias, benefícios sociais e metas fiscais, exigindo cálculos e projeções mais precisos”. A expectativa é que o Senado vote ainda nesta sexta-feira (20) outro projeto do pacote de corte de gastos do governo, Projeto de Lei (PL) 4.614/24  – que limita o ganho real do salário-mínimo aos limites do arcabouço fiscal (inflação medida pelo INPC e ganho real entre 0,6% e 2,5%) e restringe o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “Além disso, a própria LDO, aprovada na quinta com centenas de emendas, encontra-se pendente de sanção e análise de possíveis vetos, o que pode alterar substancialmente as diretrizes norteadoras do orçamento”, diz a nota. Coronel disse que o objetivo do adiamento não é retardar o processo, “mas assegurar um documento que de fato retrate as prioridades nacionais, o equilíbrio das contas públicas e o compromisso com as metas de médio e longo prazos”. “Sem uma base normativa plenamente definida e um cenário fiscal delineado por todos os elementos votados e sancionados, corremos o risco de produzir uma peça orçamentária desconectada da realidade”, diz a nota. Fonte: Agência Brasil Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado

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Orçamento adiado traz incertezas e será missão do próximo comando do Congresso

Governo nega impactos e aposta desfecho em fevereiro; especialistas apontam receio do mercado e efeitos na gestão pública   O governo entrará em 2025 sem a definição dos gastos para o ano. A negociação de pautas no Congresso, como o pacote fiscal do Ministério da Fazenda, acabou atrasando o calendário e adiou a votação do Orçamento para o ano que vem. A base aliada ao presidente Lula nega que a mudança interfira nos planos do Executivo, mas especialistas consultados pelo R7 apontam que a alteração provoca um cenário de incertezas. As situações de fragilidade passam pela economia e política, em efeitos que podem ir do impacto em políticas públicas ao receio do mercado. Do ponto de vista de Fernando Barros Júnior, professor no Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP, o que pesa é a indefinição. “Geram incertezas. A gente está entrando em um próximo ano em que ainda não se tem uma definição clara do Orçamento, principalmente em um cenário em que já temos um grande problema nas contas. O governo vem acumulando déficits recorrentes, tem uma dificuldade enorme de cortar gastos, tem um apetite grande por aumentar gastos, então, nesse sentido, a gente vê uma grande incerteza”, diz. “O mercado olha tudo isso com um certo receio”, complementa, em outro momento. O professor destaca que a situação interfere no que se pode esperar de 2025, mas indica que os impactos em projetos podem impedir planos mais elaborados da equipe econômica para os próximos meses. “Sem a gente ter um orçamento definido, o ano começa meio incerto em como fazer esses gastos. Por um lado, como o orçamento é para o ano todo, no começo do ano você tem um pouco mais de liberdade, o que ainda deve deixar a equipe econômica com alguma liberdade para fazer gastos. Porém, sem essa definição clara, a gente vive num mundo de incertezas e a gente não sabe o que esperar disso”, aponta. Em outra frente, o cientista político Murilo Medeiros ressalta que a falta de aprovação do Orçamento conduz o governo para executar apenas despesas provisórias, sem uma possibilidade de grandes investimentos a projetos específicos. “Isso pode afetar áreas críticas como saúde, educação e segurança pública. Também provoca imprevisibilidade na gestão pública, gerando incertezas sobre o cumprimento das metas fiscais e descontinuidade de políticas públicas”, destaca o especialista pela Universidade de Brasília. Medeiros também aponta que a situação provoca um maior custo político ao governo e pode aumentar o desgaste com o Congresso. “O adiamento vai intensificar tensões entre o Executivo e o Legislativo, principalmente na disputa sobre as prioridades orçamentárias. Tal configuração vai acelerar a reforma ministerial e a busca por espaços de poder na próxima direção da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, como a distribuição partidária nas comissões temáticas e o próprio controle da Comissão Mista de Orçamento.” Mudança no calendário O adiamento para 2025 frustrou planos dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A aliados, o alagoano apontou que o adiamento pode prejudicar o funcionamento da máquina pública. Pacheco, que chegou a levantar a possibilidade de votação até mesmo no sábado para garantir todas as aprovações, também defendia um desfecho em 2024, mas amenizou impactos após a transferência. “Agora há pouco nós concluímos as votações do pacote de corte de gastos, cujos efeitos são gerados para a Lei Orçamentária. Portanto, natural que o relator e os membros da comissão tenham esse tempo, mas isso aconteceu outras vezes”, afirmou. A LOA (Lei Orçamentária Anual), que especifica gastos e despesas para o ano seguinte, é decidida em dezembro até antes do recesso parlamentar, como etapa necessária para definir o quanto será aplicado em cada área e a origem dos recursos. O atraso não é inédito, mas será transferido para o futuro comando do Congresso: tanto a Câmara quanto o Senado terão que decidir pelas novas presidências no ano que vem. Nas expectativas do líder do governo, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), a votação será concluída em fevereiro, o que deve ficar para o final do mês, pela necessidade de votação das novas mesas diretoras. O político também nega impacto nas contas do governo. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Congresso pode trabalhar até no sábado para conseguir aprovar Orçamento e cortes de gastos

Parlamentares correm contra o tempo para votar temas antes do recesso; Pacheco admitiu que pode convocar sessão para o sábado   O Congresso Nacional pode trabalhar no próximo sábado (21) para conseguir votar os projetos do governo federal para cortar gastos públicos e a proposta de Orçamento para 2025. Nesta quinta-feira (19), Câmara e Senado devem priorizar a análise das propostas relacionadas ao pacote fiscal do Executivo, mas a falta de consenso sobre os textos pode prolongar as votações, e com isso existe a chance de os parlamentares usarem o fim de semana para concluir as votações antes do recesso, que começa na segunda-feira (23). A liderança do governo diz que quer encerrar o ano com o Orçamento de 2025 aprovado. A LOA (Lei Orçamentária Anual) ainda precisa passar pela CMO (Comissão Mista de Orçamento) antes de ir ao plenário. O colegiado pode votar a matéria nesta quinta, mas ela só deve ser analisada por todos os deputados e senadores depois que os projetos do governo sobre corte de gastos forem concluídos. “Por ocasião do retorno dos três projetos da Câmara dos Deputados [sobre o corte de gastos], fazemos uma sessão semipresencial do Senado Federal para a apreciação desses três projetos do pacote de corte de gastos. Finalizada essa missão do Senado, eventualmente com a aprovação das três proposições, esta Presidência designará uma sessão do Congresso Nacional para a apreciação da lei orçamentária anual, que aí nós poderíamos fazer eventualmente na sexta-feira ou no sábado pela manhã”, disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) durante sessão nessa quarta-feira (18). Outro motivo que pode forçar os parlamentares a trabalharem no sábado é se o Senado fizer alterações aos textos das propostas de corte de gastos aprovados pela Câmara. Se houver modificação no mérito das matérias pelos senadores, isso vai forçar uma nova análise pelos deputados. “Nós não temos nenhum compromisso de manutenção do texto da Câmara. Absolutamente, isso aí vai ser democraticamente discutido, e a decisão do Senado será a decisão do Senado, com devolução ou não da Câmara. Então, não há nenhum tipo de acordo nesse sentido”, disse Pacheco. O governo acredita que terá vitória na aprovação e sanção do pacote até o fim desta semana. Projeto já aprovado Uma das propostas do pacote fiscal do governo que está pronta para ser votada no Senado é o projeto de lei complementar que prevê, entre outros pontos, novos gatilhos do arcabouço fiscal e regras para contingenciamento e bloqueio de emendas parlamentares. Esse projeto estabelece travas para o crescimento de despesas com pessoal e para incentivos tributários caso o governo tenha déficit primário, que acontece quando o governo gasta mais dinheiro do que arrecada, sem contar os juros da dívida que ele deve pagar. Ainda segundo a proposta, por seis anos (2025 a 2030), fica permitido o uso de superávit de cinco fundos (Fundo de Defesa de Direitos Difusos, Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito, Fundo do Exército, Fundo Aeronáutico e Fundo Naval) só para pagar a dívida pública. O projeto estabelece regras para controlar o crescimento das despesas relacionadas à seguridade social (como aposentadorias e auxílio-doença) dentro do arcabouço fiscal. As despesas poderão aumentar anualmente, mas o crescimento real (descontada a inflação) será limitado a 2,5% acima do IPCA. A matéria foi aprovada pela Câmara com algumas alterações em relação à redação original. Os deputados incluíram no texto, por exemplo, que a regra de bloqueio nas emendas parlamentares valerá apenas para as emendas não obrigatórias. Além disso, foi acrescentado no texto um item que revoga a lei que instituiu o SPVAT (Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito), anunciado neste ano para substituir o antigo DPVAT. Câmara vota PEC nesta manhã O pacote de gastos do governo ainda é formado por uma PEC (proposta de emenda à Constituição), que seria votada no plenário da Câmara nessa quarta, mas o presidente Arthur Lira (PP-AL) adiou a análise para a manhã desta quarta, a partir das 10h. Na avaliação de governistas, o governo não teria votos suficientes para aprovar a proposta, ou seja, no mínimo 308 votos. Na sessão dessa quarta, foi aprovada apenas uma emenda que deu preferência ao parecer do relator, Moses Rodrigues (União-CE). Essa ação foi necessária porque a proposta precisou ser juntada a outra PEC apresentada em 2007 que já estava pronta para ser votada em plenário. A PEC cria novas regras para o abono salarial (PIS/Pasep), restringindo o acesso ao benefício. O abono salarial funciona como um 14° pago a quem recebe até R$ 2.824, ou seja, dois salários mínimos. Com a proposta, em 2025 o benefício passará a ser pago para quem ganha até R$ 2.640, sendo corrigido pela inflação a partir dos próximos anos, se tornando permanente quando tornar-se um salário mínimo e meio. A proposta ainda faz ajustes no Fundeb (Fundo de Manutenção da Educação Básica) e cria regras para os supersalários. Projeto de lei que mexe no BPC Além da PEC, há um terceiro projeto de lei que faz parte do pacote fiscal. Ele prevê a obrigatoriedade do cadastro biométrico para concessão, manutenção e a renovação de benefícios sociais, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada). O benefício é um salário mínimo pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. O texto inicial do governo tinha regras mais rígidas para adesão ao BPC, mas o parecer da Câmara flexibilizou o projeto. A proposta do governo impedia que, na mesma família, mais de uma pessoa recebesse o BPC ou outro benefício, mas o relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), derrubou o ajuste. Para acessar o BPC, é necessário que a família tenha uma renda de no máximo R$ 353 por mês, ou 25% do salário mínimo. No parecer, o relator alega que a mudança proposta pelo governo poderia tirar o direito de pessoas que precisam o benefício. O novo texto ainda tira a regra que proibia o acesso ao BPC a quem possui posses ou propriedades que superem o limite do Imposto de Renda. Bulhões alegou que, se a

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Banco Central leiloa US$ 3 bi na quinta-feira para segurar dólar

Dinheiro será vendido à vista, sem compromisso de recompra Após o dólar fechar a R$ 6,26 na maior cotação nominal da história, o Banco Central (BC) anunciou mais uma intervenção no câmbio para segurar a moeda. A autoridade monetária vai leiloar nesta quinta-feira (19) até US$ 3 bilhões das reservas internacionais à vista, sem compromisso de recomprar os recursos mais tarde. Segundo comunicado emitido pelo BC na noite desta quarta-feira (18), a autoridade monetária fará o leilão entre as 9h15 e as 9h20, pouco após a abertura do mercado. Nesta quarta, quando não interferiu no câmbio, o dólar subiu 2,82%, influenciado pelo atraso na votação do pacote fiscal e pela indicação do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) de que poderá fazer menos cortes de juros nos Estados Unidos em 2025. Com o novo leilão, o BC terá injetado cerca de US$ 15 bilhões no mercado de câmbio apenas em dezembro. Na terça-feira (17), o BC vendeu US$ 1,272 bilhão das reservas internacionais pela manhã e US$ 2,015 bilhões à tarde. Na ocasião, o leilão também ocorreu na modalidade à vista. Na segunda-feira (16), a autoridade monetária leiloou US$ 1,627 bilhão à vista e US$ 3 bilhões na modalidade de linha, quando o BC vende o dinheiro das reservas externas com o compromisso de recomprá-lo daqui a alguns meses.   Fonte: Agência Brasil

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Governo aprova calendário do pagamento do abono salarial 2025

A partir de fevereiro do próximo ano, a Caixa Econômica Federal começa a pagar o abono salarial para o exercício de 2025. O calendário foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), em reunião ordinária ocorrida na tarde desta quarta-feira (18). O crédito será feito de forma escalonada, de acordo com o mês de nascimento dos trabalhadores. Os que têm conta corrente ou poupança na Caixa receberão direto em sua conta. No Banco do Brasil, o pagamento do benefício será realizado, prioritariamente, por crédito em conta bancária, por meio de PIX, transferência via TED ou, ainda, de forma presencial nas agências de atendimento. Os demais beneficiários receberão os valores pela Poupança Social Digital, aberta automaticamente pela Caixa, conforme o calendário de pagamento. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a estimativa é que cerca de 25,8 milhões de trabalhadores recebam o benefício, totalizando R$ 30,7 bilhões. Regras Pelas regras vigentes, para receber o abono salarial, o trabalhador deve ter sido informado pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) até o dia 15 de maio de 2024 e no eSocial até o dia 19 de agosto de 2024. Trabalhadores cujos empregadores tenham prestado as informações após essas datas receberão o benefício no próximo exercício. O primeiro pagamento do benefício será realizado em 17 de fevereiro para os trabalhadores nascidos em janeiro, conforme calendário abaixo. Calendário de pagamento Nascidos em Recebem a partir de Janeiro 17 de fevereiro Fevereiro 17 de março Março e Abril 15 de abril Maio e Junho 15 de maio Julho e Agosto 16 de junho Setembro e Outubro 15 de julho Novembro e Dezembro 15 de agosto A partir de 5 de fevereiro de 2025, os trabalhadores poderão consultar se têm direito ao abono, informou o ministério. As informações estarão disponíveis na Carteira de Trabalho Digital, no portal Gov.br, na Central de Atendimento Alô Trabalho (telefone 158), com ligação gratuita das 7h às 22h, de segunda a sábado, exceto em feriados nacionais, e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho. Em 2024, foram liberados R$ 27 bilhões para o pagamento do benefício. No entanto, ainda estão disponíveis R$ 218,9 milhões para 239.142 trabalhadores que não sacaram o abono. Eles têm até o próximo dia 27 de dezembro para fazer o saque. O que é o abono salarial Instituído pela Lei 7.998/90, o abono salarial equivale ao valor de, no máximo, um salário mínimo, a ser pago conforme calendário anual estabelecido pelo Codefat aos trabalhadores que satisfaçam os requisitos previstos em lei. Os recursos para pagamento são oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O abono salarial abrange profissionais da iniciativa privada e servidores públicos que trabalharam formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base de 2023, com uma remuneração de até dois salários mínimos (R$ 2.640,00). Além disso, é necessário estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos e que o empregador tenha fornecido os dados corretos na RAIS ou no eSocial. O valor do abono varia conforme o número de meses trabalhados no ano-base, podendo chegar até um salário mínimo.   Fonte: Agência Brasil  

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Banco Central eleva projeção do PIB de 2024 para 3,5%

Para 2025, estimativa de crescimento da economia brasileira também foi revisada, passando de 2% para 2,1%   O Banco Central elevou a projeção de crescimento da economia brasileira em 2024 de 3,2% para 3,5%. Para 2025, a estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) passou de 2% para 2,1%. Os dados constam do RTI (Relatório Trimestral de Inflação), divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Banco Central. “A revisão da projeção de crescimento anual em 2024 reflete, sobretudo, a surpresa positiva no resultado do terceiro trimestre e a revisão das séries históricas do PIB e de seus componentes”, diz o documento. O BC reiterou que, apesar das projeções mais altas, a expectativa para o ano que vem é de arrefecimento da economia. “Permanece a perspectiva de desaceleração da atividade, em razão de fatores como o maior grau de aperto esperado para a política monetária e a expectativa de um menor impulso fiscal, entre outros”, indicou. Segundo o IBGE, o PIB cresceu 0,9% no terceiro trimestre de 2024 em relação ao trimestre imediatamente anterior. Inflação O Banco Central também aumentou a projeção de inflação de 2026 de 3,3% para 3,6%. A estimativa segue o cenário de referência, que considera a trajetória de juros do relatório Focus e a evolução do dólar conforme a paridade do poder de compra. As projeções para o IPCA de 2024 e 2025 – de 4,9% e 4,5%, respectivamente – não foram alteradas na comparação com o comunicado e a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Na semana passada, o colegiado decidiu aumentar a taxa Selic em 1 ponto percentual, de 11,25% para 12,25%, e sinalizar mais duas altas da mesma magnitude nas próximas reuniões. O BC também continua esperando inflação de 4% no acumulado de quatro trimestres até o segundo trimestre de 2026, horizonte relevante da política monetária.   Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Dólar dispara e alcança R$ 6,30, apesar de intervenções do Banco Central

Ibovespa se mantém estável após queda de mais de 3%, enquanto mercado reage a declarações do presidente do Fed   O dólar continua a sua escalada, atingindo a máxima de R$ 6,30 durante o pregão na desta quinta-feira (19). A moeda americana vem renovando suas máximas históricas consecutivamente, desafiando as intervenções do Banco Central (BC) do Brasil. Em uma tentativa de conter a valorização do dólar, o BC realizou um leilão de venda de dólares à vista entre 9h15 e 9h20, disponibilizando US$ 3 bilhões. Esta foi a quarta intervenção dessa natureza desde a semana passada, mas os esforços iniciais não surtiram o efeito desejado. Em resposta, o BC anunciou um novo leilão de até US$ 5 bilhões entre 10h35 e 10h40, o que ajudou a valorizar momentaneamente o real. Por volta das 11h, voltou para R$ 6,26. Declarações do Fed A persistente valorização da moeda americana é influenciada pelas declarações recentes de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed). Embora o Comitê de Mercado Aberto (Fomc) tenha decidido cortar os juros em 0,25 pontos percentuais no último encontro do ano, o tom rígido adotado por Powell em seu comunicado impactou o mercado, contribuindo para a alta do dólar. Enquanto isso, o Ibovespa abriu o pregão de hoje estável, após registrar uma queda de mais de 3% na sessão anterior. O mercado segue atento às movimentações e intervenções do Banco Central, bem como às tendências globais que impactam a economia brasileira.

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Alta histórica do dólar contou com perfil reproduzindo fake news sobre Galípolo no X

Dólar chegou a R$ 6,20 nesta terça, ao mesmo tempo que perfil atribuia frases falsas ao próximo presidente do Banco Central   No mesmo dia em que um perfil falso divulgou frases supostamente ditas por Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central, o dólar chegou a altas históricas. Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a ser cotada a R$ 6,20 e fechou o dia a R$ 6,09. O perfil no X (antigo Twitter) com cerca de 3,5 mil seguidores publicou afirmações atribuídas a Galípolo como de que a “moeda do Brics nos salvaguardaria da extrema influência que o dólar exerce no nosso mercado”. Em outra afirmação, é atribuído falsamente que o economista teria dito que a alta do dólar é artificial e que a meta seria retornar o dólar a R$ 5 ainda em 2025. A página saiu do ar no fim do dia, mas antes disso algumas das postagens chegaram a ser republicadas por analistas e influenciadores financeiros. O Banco Central ainda não comentou o ocorrido. Galípolo assume o Banco Central em janeiro. Ele foi indicado para o posto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aprovado em sabatina no Senado. O economista é o atual diretor de Política Monetária do Banco Central.   Imagem: Roque de Sá/Agência Senado

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