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Tag: economia

IBGE: em 14 estados, desemprego de 2024 foi o menor já registrado

Para 14 estados, o ano de 2024 terminou com o menor nível de desemprego já registrado pela série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que começou em 2012. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (14) pelo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O comportamento desses estados se assemelha ao do Brasil como um todo, que registrou a taxa média de 6,6% de desemprego, em 2024, conforme já havia sido divulgado pelo IBGE. O recorde de baixa no nível de ocupação foi atingido nas seguintes localidades: Rio Grande do Norte (8,5%) Amazonas (8,4%) Amapá (8,3%) Alagoas (7,6%) Maranhão (7,1%) Ceará (7%) Acre (6,4%) São Paulo (6,2%) Tocantins (5,5%) Minas Gerais (5%) Espírito Santo (3,9%) Mato Grosso do Sul (3,9%) Santa Catarina (2,9%) Mato Grosso (2,6%) A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. As maiores taxas médias de 2024 foram apontadas na Bahia (10,8%), Pernambuco (10,8%) e Distrito Federal (9,6%). Regiões Por regiões, o Norte (7%), Sudeste (6,4%), Sul (4,2%) e Centro-Oeste (5,4%) alcançaram os menores níveis de desocupação desde o início da série histórica. Já no Nordeste, a taxa ficou em 9%, a menor desde 2015, porém acima do recorde mínimo de 8,6%, atingido em 2014. Informalidade O IBGE revelou que ao longo do ano passado, a taxa de informalidade no país foi de 39% da população ocupada, sendo as maiores médias no Pará (58,1%), Piauí, (56,6%) e Maranhão (55,3%). As menores ficaram localizadas em Santa Catarina (26,4%), Distrito Federal (29,6%) e São Paulo (31,1%).   Fonte: Agência Brasil Foto: Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil

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Abono salarial 2025 começa a ser pago na segunda (17); veja os valores

A estimativa é que cerca de 25,8 milhões de trabalhadores recebam o benefício neste ano, totalizando R$ 30,7 bilhões   O abono salarial PIS/Pasep 2025, referente ao ano-base 2023, começa a partir da segunda-feira (17). O pagamento é feito de forma escalonada, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário (veja calendário abaixo). Tem direito quem trabalhou com carteira assinada no ano de 2023 por pelo menos um mês e recebeu até dois salários mínimos. Em fevereiro, 1,8 milhão de trabalhadores de empresas privadas com direito ao PIS, por meio da Caixa Econômica Federal, e outros 163.810 servidores públicos com direito ao Pasep, pagos pelo Banco do Brasil, serão beneficiados. O valor do benefício varia entre R$ 127,00 e R$ 1.518,00, conforme o número de meses trabalhados em 2023. Valores do PIS/Pasep 1 mês trabalhado – R$ 127 2 meses trabalhados – R$ 253 3 meses trabalhados – R$ 379,5 4 meses trabalhados – R$ 506 5 meses trabalhados – R$ 632,5 6 meses trabalhados – R$ 759 7 meses trabalhados – R$ 885,5 8 meses trabalhados – R$ 1.012,00 9 meses trabalhados – R$ 1.138,50 10 meses trabalhados – R$ 1.265,00 11 meses trabalhados – R$ 1.391,50 12 meses trabalhados – R$ 1.518,00 Consulta As informações podem ser consultadas na Carteira de Trabalho Digital, no portal gov.br, na Central de Atendimento Alô Trabalho (telefone 158) e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho. A estimativa é que cerca de 25,8 milhões de trabalhadores recebam o benefício neste, totalizando R$ 30,7 bilhões. Os valores estarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário, em 29 de dezembro de 2025. Em 2024, foram liberados R$ 27 bilhões para o pagamento do benefício. Orçamento do abono nos últimos anosArte/R7 O abono salarial é pago a profissionais da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que trabalharam formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base de 2023, com uma remuneração de até dois salários mínimos (R$ 2.640,00 – valor referente ao ano de 2023). Para receber o abono salarial, o trabalhador deve ter sido informado pelo empregador na Rais até o dia 15 de maio de 2024 e no eSocial até o dia 19 de agosto de 2024. Trabalhadores cujos empregadores tenham prestado as informações após essas datas receberão o benefício no próximo exercício. Calendário Nascidos em janeiro – 17/02 Nascidos em fevereiro – 17/03 Nascidos em março e abril – 15/04 Nascidos em maio e junho – 15/05 Nascidos em julho e agosto – 16/06 Nascidos em setembro e outubro – 15/07 Nascidos em novembro e dezembro – 15/08 Quem tem direito Quem recebeu remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base de 2023 Está cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos Exerceu atividade remunerada para pessoa jurídica, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração Tem os dados informados pelo empregador (pessoa jurídica) corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (Rais)/eSocial. Como consultar Para consultar o abono salarial no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital Atualizar o aplicativo Acessar a aba “Benefícios” Selecionar “Abono Salarial” Clicar em “Pagamentos” Verificar o valor, a data e o banco de recebimento Pagamento Para quem recebe o PIS, o pagamento é realizado por crédito em conta-corrente, conta poupança ou digital pelo aplicativo Caixa Tem. Para o trabalhador não correntista será realizado o pagamento em canais como agência, lotéricas e autoatendimento oferecidos pela Caixa. No caso do Pasep, o Banco do Brasil faz o pagamento por meio de crédito em conta bancária, transferência via TED, via Pix ou presencial nas agências de atendimento, por meio de PIX, transferência via TED ou, ainda, de forma presencial nas agências de atendimento.   Fonte: R7 Foto: DAVI CORREA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

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Café fica mais caro na mesa dos brasileiros: preços mais que triplicam em cinco anos

Mesmo com o aumento dos preços, o consumo de café no Brasil continuou em crescimento   O preço do café torrado e moído no varejo disparou nos últimos cinco anos no Brasil. Segundo dados da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) coletados pelo R7, o quilo do produto custava, em média, R$ 16,78 em janeiro de 2020. Em janeiro de 2025, esse valor saltou para R$ 56,07, um aumento de aproximadamente 234%. A alta impacta diretamente os consumidores, tornando um dos itens mais tradicionais do café da manhã brasileiro um produto cada vez mais caro na cesta básica. Segundo a Abic, diversos fatores contribuíram para esse aumento expressivo. Entre os principais estão: Custos de produção elevados: o preço da matéria-prima subiu mais de 224% nos últimos quatro anos, enquanto o preço do café ao consumidor aumentou 110%; Mercado internacional instável: oscilações no valor do grão impactam diretamente o mercado interno; Mudanças climáticas: a produção sofreu com eventos climáticos extremos, como geadas e secas, reduzindo a oferta e pressionando os preços; Inflação dos insumos agrícolas: fertilizantes, combustíveis e embalagens também tiveram aumentos significativos, encarecendo o produto final. Diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio explica que, mesmo com o forte aumento nos custos da indústria, o setor tentou minimizar os repasses para os consumidores. “Nos últimos quatro anos, a matéria-prima aumentou 224%, e o café no varejo aumentou 110%. No último ano, a variação de preço ao consumidor do café torrado e moído foi de 37,4%, um aumento maior que a média da cesta básica [2,7%]”, destacou o diretor. Ainda assim, os repasses ao longo do ano passado foram inevitáveis, e a expectativa é de que os preços sigam em alta nos próximos meses. A Abic prevê que o preço do café pode sofrer novos reajustes nos próximos três meses, variando entre 15% e 20%. Entretanto, há a expectativa de que a partir de abril os preços possam se estabilizar, caso a produção nacional tenha um bom desempenho e as condições climáticas sejam favoráveis. Consumo segue crescendo apesar dos preços altos Mesmo com o aumento dos preços, o consumo de café no Brasil continuou em crescimento. Em 2024, o consumo interno aumentou 1,11% em relação a 2023, atingindo 21,9 milhões de sacas — o equivalente a 40,4% da safra brasileira do ano. O Brasil se mantém como o segundo maior consumidor de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. No entanto, no consumo per capita, os brasileiros bebem mais café do que os norte-americanos: cada pessoa consome, em média, 6,26 kg de café cru por ano, ou 5,01 kg de café torrado e moído. O café continua sendo um dos produtos mais importantes da mesa dos brasileiros, mas o seu preço elevado tem gerado desafios para consumidores e para a indústria. Segundo os dados da Abic, a maior parte do consumo de café em 2024 está concentrada na região Sudeste. O café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, ficando atrás apenas da água, e tem um papel fundamental na cultura e nos hábitos alimentares dos brasileiros. Com a alta nos preços, o impacto no consumo é evidente, levando muitas famílias a adotarem estratégias para economizar. O doutor em economia e professor da Universidade Mackenzie Hugo Garbe explica que esse aumento nos preços pode gerar um fenômeno conhecido como “efeito substituição”, em que os consumidores buscam alternativas mais baratas. “Primeiro, as pessoas tentam consumir uma marca de café um pouco mais barata, que muitas vezes tem até uma qualidade duvidosa”, afirma Garbe. Ele ressalta que, para muitas famílias, o custo elevado também resulta em uma redução no consumo da bebida. “As famílias tendem a diminuir a quantidade de café que consomem ou até colocar menos pó na mistura para render mais”, explica o economista. Segundo ele, essa mudança de comportamento reflete a relevância do café na cesta básica e o peso que seu preço tem no orçamento dos brasileiros. Faturamento da indústria cresce A indústria de café torrado faturou R$ 36,82 bilhões em 2024, um crescimento de 60,85% em relação a 2023. No entanto, esse aumento no faturamento foi impulsionado principalmente pela alta dos preços, enquanto as margens de lucro das indústrias seguem pressionadas pelos custos elevados da matéria-prima. “Apesar do desempenho positivo, a indústria teve que lidar com um aumento de mais de 116% no custo da matéria-prima. Mesmo diante da necessidade de repassar parte desse impacto ao varejo, o setor adotou uma estratégia cautelosa e conseguiu transferir apenas 37% do reajuste ao longo do ano”, explicou Celírio Inácio. Além disso, a busca por qualidade e certificação tem sido um fator essencial para manter a competitividade no setor. Em 2024, a Abic certificou 278 novos produtos, um crescimento expressivo em categorias como cafés especiais (85%) e gourmets (17%).   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Caderneta de poupança volta a render acima da inflação, com alta dos juros

O desempenho do ano passado atingiu 7,09%, um ganho real de 2,26% em relação ao IPCA, de 4,83% A caderneta de poupança voltou a registrar rendimento acima da inflação em 2024. O investimento mais popular do país teve rentabilidade de 7,09% no ano passado, enquanto a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 4,83%. Com isso, o investidor teve um gano real de 2,26%. Os dados são de levantamento da Economatica. Diferentemente de 2019 a 2021, quando a poupança registrou rendimento negativo, desde 2022, o investimento tem tido resultados que superam a taxa de inflação. “Isso é importante por várias razões, mas, em especial, por não retirar poder de compra de quem coloca seus recursos nesse tipo de aplicação, popular e simples de se fazer. Além disso, os saldos da caderneta de poupança ajudam na capitação de recursos utilizados no mercado imobiliário, sobretudo para a construção de imóveis residenciais para a classe média”, afirma Haroldo da Silva, vice-presidente do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo). No entanto, Silva pondera que a poupança não é o melhor retorno do mercado financeiro. “Mas ensina a guardar dinheiro e manter os orçamentos familiares equilibrados. O ato de poupar é essencial para uma vida financeira tranquila, longe de dívidas”, acrescenta. Um dos fatores que explicam o rendimento da poupança é a questão da taxa básica de juros elevada. Para combater a alta dos preços, o Banco Central elevou a Selic a 13,25% ao ano na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em janeiro, com a perspectiva de chegar a 14,25% no primeiro trimestre de 2025. Por isso, a tendência da poupança é positiva. “A expectativa para 2025 é que o ganho real seja ainda maior, dado o crescente aperto monetário que estamos vendo, para ancorar a inflação no horizonte relevante. Naturalmente, quanto maior esse ganho real, maior é o incentivo para o poupador manter seu capital aplicado”, afirma Fernando Marx, trader da TC Cosmos. Atualmente, com a taxa Selic a 13,25% ao ano, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês. Quando a Selic está abaixo de 8,5%, a atualização é feita com TR mais 70% da taxa básica de juros. Rendimento mensal da poupança – Arte/R7 Para Mayra Saitta, advogada tributária, apesar de ser um investimento seguro e isento de Imposto de Renda, a poupança continua a perder atratividade em comparação a outros produtos de renda fixa, como CDBs e fundos DI, que oferecem retornos mais expressivos atrelados à taxa Selic. “Em 2024, a caderneta de poupança continuou a seguir a regra de rentabilidade estabelecida pelo Banco Central: quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Quando a Selic está igual ou abaixo desse patamar, a rentabilidade cai para 70% da Selic mais a TR”, explica a advogada. Segundo ela, ao investidor que busca segurança e liquidez diária, a poupança segue sendo uma opção viável. “No entanto, para quem deseja maior rentabilidade, alternativas como Tesouro Selic e CDBs de bancos médios podem oferecer retornos mais vantajosos”, afirma Mayra. Histórico A caderneta de poupança tem registrado recorde de retirada. O movimento ocorre em meio aos juros elevados, que reduzem a competitividade da poupança frente a outros investimentos. Além disso, reflete o grau de endividamento da população. Com a alta da taxa básica de juros, a Selic, a aplicação tem perdido recursos. Em 2024, a caderneta registrou resgate líquido de R$ 15,4 bilhões, com saques dos brasileiros do que depósitos. Mas o recorde foi em 2022, quando a poupança registrou saldo devedor de R$ 103,23 bilhões, a pior captação negativa da série histórica da aplicação. Até então, a maior perda anual da poupança, de R$ 53,6 bilhões, havia ocorrido em 2015. Em 2023, a saída líquida foi de R$ 87,8 bilhões.   Fonte: R7 Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Medidas unilaterais são ruins para economia global, diz Haddad

Medidas unilaterais como as tarifas comerciais impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, são ruins para a economia global, disse nesta terça-feira (11) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, o impacto sobre a economia brasileira ainda não foi avaliado e o governo ainda está levantando informações para decidir se reagirá à sobretaxação em 25% do aço e do alumínio importados pelos Estados Unidos. “A avaliação é de que medidas unilaterais desse tipo são contraproducentes para a melhoria da economia global. A economia global perde com isso, com essa retração, a desglobalização que está acontecendo. Isso não significa defender a velha globalização que trouxe outros desequilíbrios, mas defender um tipo de globalização sustentável do ponto de vista social, do ponto de vista ambiental”, declarou Haddad. Haddad informou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) está organizando as informações sobre a decisão de Trump. Segundo o ministro, os dados sobre o impacto na economia brasileira serão levados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tomará uma decisão. Ressaltando que a tarifa sobre o aço e o alumínio não se refletem apenas sobre o Brasil, Haddad disse que há espaço para o governo brasileiro negociar, com base nas diretrizes do G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana). “Não é uma decisão contra o Brasil. [A sobretaxação do aço e do alumínio] é uma coisa genérica para todo mundo. Então, observamos as reações do México, do Canadá, da China a esse respeito”, declarou Haddad. “Na linha do que nós propusemos no G20, estamos imaginando voltar para a mesa de negociação com propostas nessa direção. Acho que há espaço então para negociar.” O ministro comentou que o Itamaraty também está participando das discussões e que não há, até agora, avaliações sobre os impactos na economia brasileira. Sobre as reações das indústrias de alumínio e de aço, Haddad informou que deve se reunir com os setores afetados pelo tarifaço após voltar da viagem que fará ao Oriente Médio, nesta e na próxima semana. CNI Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lamentou a decisão de Trump. Segundo a entidade, a decisão atinge diretamente a indústria brasileira porque o Brasil é o quarto maior exportador de ferro e de aço aos Estados Unidos, destino de 54% das vendas externas dos dois produtos. A confederação ressaltou que o Brasil não representa uma ameaça comercial aos Estados Unidos. “A balança comercial entre os países é, desde 2008, favorável aos americanos, ao contrário do que ocorre entre os EUA e Canadá, China e México. Em 2024, o Brasil exportou US$ 40,4 bilhões e importou US$ 40,7 bilhões”, prosseguiu o comunicado. A CNI informou que buscará diálogo e negociará alternativas para reverter a elevação das tarifas. “O caminho do diálogo, portanto, é preferencial a medidas de retaliação que podem prejudicar outros setores produtivos cuja importação de produtos norte-americanos seja importante para a produção brasileira”, destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban, na nota. Fonte: Agência Brasil Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

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Vendas financiadas de veículos têm leve alta em janeiro

  As vendas financiadas de veículos no país totalizaram 563 mil unidades em janeiro, 0,2% acima do registrado no mesmo mês de 2024. A quantidade de veículos financiados no primeiro mês de 2025 é a maior da série histórica desde 2014. Os dados, divulgados nesta terça-feira (11) pela B3, levam em conta veículos novos e usados, automóveis leves, pesados e motos. De acordo com a B3, o segmento responsável por manter o resultado geral positivo foi o de motos, com um crescimento de 2,4% ante janeiro de 2024. Já o financiamento de automóveis leves caiu 3%, e o de veículos pesados recuou 6,4%. “Em janeiro tivemos um cenário muito similar ao do ano passado. Apesar das quedas em autos leves e veículos pesados, o segmento de motos acabou puxando o cenário geral para cima”, destacou o gerente de Planejamento e Inteligência de Mercado na B3, Gustavo de Oliveira Ferro. Na comparação com o primeiro mês de 2024, a região onde mais cresceu o financiamento de veículos em janeiro foi a Nordeste, com alta de 8,8%, seguida da Norte (8,4%). Centro-Oeste, Sudeste e Sul registraram queda de 1,2%, 2% e 4,3%, respectivamente.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Preço médio da cesta básica tem nova alta em janeiro após queda em 2024 e fica R$ 31 mais caro

Em janeiro do ano passado, valor da cesta básica em 17 capitais tinha caído pouco mais de R$ 5 em relação ao mesmo mês de 2023   A pesquisa mais recente feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) sobre o preço da cesta básica em 17 capitais do país mostrou que o preço médio do produto voltou a crescer em janeiro. No primeiro mês do ano passado, o valor tinha caído R$ 5,11 em relação a janeiro de 2023 — interrompendo uma sequência de seis altas —, mas em janeiro deste ano o preço médio aumentou R$ 31,14 em relação ao mesmo mês de 2024. Em janeiro deste ano, o preço médio da cesta básica nas capitais que participaram do estudo foi R$ 714,65, contra R$ 683,51 em janeiro de 2024. Segundo os dados, as maiores variações foram encontradas em Fortaleza (CE), João Pessoa (PB) e Natal (RN), com altas de R$ 82,12, R$ 58,87 e R$ 58,40, respectivamente. As únicas cidades analisadas pelo levantamento que tiveram queda foram Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (RS), com de R$ 20,53 e R$ 7,22. Comportamento dos itens da cesta básica O levantamento do Dieese mostrou que o preço do café em pó subiu em todas as cidades pesquisadas. Em 12 meses, as capitais com as maiores altas foram Goiânia (91,52%), Belo Horizonte (83,20%) e Aracaju (83%). Segundo a instituição, “os aumentos refletiram a oferta mundial restrita e a especulação do grão nas bolsas”. Outro item que ficou mais caro em todas as capitais analisadas foi o leite integral, com taxas entre 7,11%, no Rio de Janeiro, e 22,19%, em Belém. Além disso, o preço do quilo do pão francês aumentou em 16 cidades no mês passado em relação a janeiro de 2024. A exceção foi Aracaju, com queda de 1,32%. As capitais com maior variação positiva foram Porto Alegre (9,09%) e Campo Grande (7,22%). “A menor oferta de trigo nacional e a necessidade maior de importação, nesse cenário de câmbio desvalorizado, encareceram a farinha de panificação, o que explica a alta do preço do pão francês no varejo”, disse o Dieese. O feijão carioquinha e o feijão preto ficaram mais baratos em 12 meses nas 17 cidades pesquisadas. “A baixa demanda, devido às férias escolares, e o satisfatório nível de oferta explicam a diminuição no varejo”, explicou o Dieese. Além disso, o preço do arroz agulhinha caiu em 10 cidades na comparação com janeiro de 2024. “A maior oferta, devido às importações de arroz, e o baixo movimento no mercado de compra e venda são responsáveis pelos valores menores na maior parte das cidades”, constatou a pesquisa.   Fonte: R7 Fotos: Vinicius de Melo/Agência Brasília

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Trump diz que EUA vão discutir taxas de importação para carros, chips e produtos farmacêuticos

Presidente fez declaração ao anunciar imposto de 25% sobre as importações de aço e alumínio pelo país   O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (10) que o país vai estudar a implementação de tarifas sobre a importação de itens como carros, chips e produtos farmacêuticos. A declaração foi feita durante a assinatura de uma ordem executiva que estabeleceu imposto de 25% sobre as importações de aço e alumínio pelo país. “Falaremos sobre outros assuntos, como carros. Falaremos sobre drogas e produtos farmacêuticos. Discutiremos chips e faremos outras coisas além disso. Tudo isso trará muitos empregos para o nosso país. Carros será um assunto muito grande e muito importante, e os Estados Unidos serão mais fortes do que nunca”, disse Trump. O presidente dos EUA comentou que o país fabrica alguns dos “melhores carros do mundo” e algumas empresas “nos proíbem de vender esses carros em seus países”. “Mas eles nos vendem carros, eles nos enviam carros, e nós não fazemos isso [proibir a venda]. Nós não cobramos nada ou 2,5%, e eles estarão cobrando 100%, eles estarão cobrando muito mais do que isso. Então, eu acho que esses dias acabaram”, garantiu. Segundo Trump, “a coisa mais importante é a reciprocidade”. “Queremos que as tarifas sejam justas. Se eles cobrarem de nós, nós cobraremos deles.” Tarifas sobre aço e alumínio Ao anunciar as tarifas sobre aço e alumínio, o presidente dos EUA afirmou que “nossa nação exige que o aço e o alumínio sejam feitos nos EUA, não em terras estrangeiras”. “Precisamos criar [o imposto] para proteger o ressurgimento futuro da manufatura e produção dos EUA em nosso país, algo que não se via há muitas décadas. É hora de nossas grandes indústrias retornarem aos Estados Unidos”, destacou. Trump pontuou que a medida vai ampliar o número de empregos nos EUA. “Traremos de volta as indústrias, traremos de volta nossos empregos e faremos a indústria americana ótima novamente. Então, essencialmente, estamos colocando uma tarifa de 25% sem exceção em todo o alumínio e todo o aço, e isso significará que muitas empresas abrirão nos Estados Unidos”, frisou. “Proteger nossas indústrias de aço e alumínio é essencial, e hoje estou simplificando nossas tarifas para que todos possam entender exatamente o que isso significa. São 25% sem exceções ou isenções, e isso é para todos os países, não importa de onde venha. Todos os países”, completou Trump. Segundo ele, se os produtos forem feitos nos Estados Unidos, não haverá tarifa. “Tudo o que você precisa fazer é fazer nos Estados Unidos. Não precisamos de outro país. Por exemplo, Canadá, se fizermos nos Estados Unidos, não precisamos que seja feito no Canadá. Teremos os empregos.”   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X/@WhiteHouse

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Venda de veículos automotores sobe 6% em janeiro em comparação a 2024

A quantidade de veículos automotores (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) vendida em janeiro de 2025 no país foi de 171,2 mil unidades, 6% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. Esse é o terceiro ano consecutivo de aumento das vendas no mês de janeiro, atingindo níveis pré-pandemia de covid-19. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (10), são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A produção de veículos automotores também cresceu, chegou a 175,5 mil unidades, 15,1% superior à de janeiro de 2024. De acordo com a entidade, o aumento na produção está relacionado às exportações que, em janeiro, totalizaram 28,7 mil unidades, um salto de 52,3% sobre o mesmo mês do ano passado. Já as importações chegaram a 39,3 mil unidades, 24,8% acima do registrado em janeiro de 2024. A participação das vendas dos importados tem aumentado em janeiro: 14,3% em 2022 e 2023; 19,5%, em 2024; e 23%, em 2025. Aumento de custos Segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima e Leite, a taxa de juros elevada, assim como a alta no preço do dólar, ocorrida no final de 2024, terão impacto nos custos de produção dos veículos no país. Ele ressalvou, no entanto, que o repasse da elevação dos custos ao consumidor final dependerá da estratégia comercial de cada fabricante. “Sem dúvida, as empresas tiveram um aumento de custos de produção nesses últimos dois meses. Tivemos aumento do preço em si impactado por juros, impactado por câmbio. É uma indústria que teve um aumento de custo na sua produção. Mas se isso vai ser repassado, aí cada montadora, cada fabricante, cada marca tem a sua estratégia de mercado”, destacou. Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/Roosevelt Cassio

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