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Tag: economia

Brasil exporta carne para 168 mercados; China lidera ranking, com US$ 7 bilhões

Atualmente, o Brasil exporta carnes — bovina, suína, avícola e afins — para 168 mercados. O ranking é encabeçado pela China, que em 2024 comprou ao menos US$ 7 bilhões. Na sequência, vêm Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, União Europeia e Japão. Em sua última viagem internacional, realizada em março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a abertura do produto para o mercado vietnamita. A carne é o quarto principal item da pauta de exportações brasileira, atrás da soja, do petróleo bruto e minério de ferro. O valor somado dos cinco maiores compradores de carnes brasileiras em 2024 foi de quase US$ 13,3 bilhões, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Exportação carne Brasil – Luce Costa/Arte R7 No fim de março, Lula realizou uma viagem internacional à Ásia e visitou o Vietnã, onde fechou acordo e anunciou a abertura do mercado de carne brasileira para o país. Em 2025, o Vietnã já figura como o quarto maior destino das exportações dos produtos da agropecuária brasileira, respondendo por 3,2% do que foi comercializado até fevereiro, atrás de China, União Europeia e Estados Unidos. Lula também foi ao Japão, e o país propôs ações para acelerar a abertura do mercado à carne bovina brasileira. A demanda histórica dos produtores brasileiros foi um dos temas do encontro entre o presidente brasileiro e o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba. Ishiba sugeriu a formação de um grupo para o acompanhamento do setor e manifestou disposição de enviar especialistas sanitários para coletar informações e avançar mais rapidamente nas próximas etapas de abertura do mercado. Um dos objetivos da viagem de Lula era, de fato, conseguir o compromisso político do Japão de enviar uma missão técnica para inspecionar as condições da produção de carne bovina do país. O Japão importa cerca de 70% da carne bovina que consome, o que representa aproximadamente US$ 4 bilhões ao ano. Desse total, 80% são importados dos Estados Unidos e da Austrália, históricos aliados do país. No caso do Brasil, o processo de negociação para exportar a carne bovina ao Japão vem sendo conduzido há mais de 20 anos. Em maio de 2024, o Brasil se tornou livre de febre aftosa sem vacinação animal. O status abre caminho para que o Brasil possa exportar carne bovina para países como o Japão e a Coreia do Sul, por exemplo, que só compram de mercados livres da doença sem vacinação. Por outro lado, o fim da vacinação exigirá protocolos mais rígidos de controle sanitário por parte dos estados. O ciclo de vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa no Brasil começou há mais de 50 anos, e o último registro da doença ocorreu em 2006. Atualmente, no Brasil, só os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes de Amazonas e Mato Grosso têm o reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação. Processo de exportação É necessário cumprir requisitos regulamentados pelo Ministério da Agricultura, por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária, para ter acesso ao mercado externo. O principal deles é a obtenção do registro do estabelecimento no SIF (Serviço de Inspeção Federal), que atesta a regularidade sanitária, técnica e legal das instalações e etapas de processo. Depois da concessão do registro, a empresa deve solicitar habilitação para exportar junto ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Atualmente, ao menos 3.200 estabelecimentos nacionais estão registrados no sistema, com habilitação para exportação. Segundo o governo, qualquer companhia registrada possui autorização para o mercado externo para países que não exigem habilitação específica. “Outro requisito é o Certificado Zoossanitário Internacional, que é o documento que expressa o acordo sanitário estabelecido entre autoridades sanitárias de países que realizam, entre si, comércio de animais e material de multiplicação animal. Significa que, ao emitir o documento, a autoridade sanitária do país de origem da mercadoria atesta o cumprimento de todas as condições, chamadas requisitos sanitários, que incluem exigências de saúde e bem-estar animal, demandadas pelo país importador”, explica o governo.   Fonte: R7

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Consignado do INSS ultrapassa em 3,7 milhões o número total de beneficiários

O número de contratos ativos de crédito consignado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ultrapassou em 3,7 milhões o número total de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios. Segundo dados do Portal da Transparência Previdenciária, existem 44,4 milhões de empréstimos com desconto em folha, enquanto o RGPS (Regime Geral de Previdência Social) tem 34,3 milhões de pessoas. Outros 6,4 milhões recebem benefício assistencial, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada), por exemplo. Os dados se referem a dezembro, e foram divulgados na última semana pelo Ministério da Previdência Social. O consignado também registrou aumento de 11,5% em dezembro de 2024 ante igual período do ano anterior, passando de R$ 81,9 bilhões para R$ 91,3 bilhões. Os aposentados respondem por 64% (R$ 58 bilhões) dos descontos do consignado, enquanto os pensionistas são 24% (R$ 22 bilhões) e os assistenciais, 12% (R$ 11 bilhões). Volume de empréstimos a aposentados e pensionistas – Arte/R7 O Ministério da Previdência Social afirma que, a maior quantidade de empréstimos em relação aos beneficiários, é preciso considerar que a legislação permite a um segurado ter até 15 linhas de crédito. “Para aposentadorias e pensões o beneficiário pode comprometer até 45% do valor recebido, a divisão dos 45% é assim: 35% empréstimo pessoal, 5% cartão de crédito e 5% cartão benefício. No caso do BPC Loas a margem é de 35% (30% empréstimo e 5% para os cartões)”, afirma a pasta em nota. A modalidade é oferecida a quem tem aposentadoria ou pensão creditada em conta-corrente. Pelo fato de o valor ser descontado diretamente na folha de pagamento, é opção de empréstimo fácil e com juro baixo. O teto da taxa é de 1,85% ao mês. Já na modalidade de cartão de crédito e cartão consignado de benefício, o índice é de 2,46% ao mês. Novas medidas Neste ano, duas medidas que entraram em vigor podem aumentar ainda mais os empréstimos, segundo especialistas. Desde janeiro, foi liberado o crédito consignado já no primeiro benefício recebido. Mas o empréstimo só pode ser feito na instituição pagadora do benefício, ou seja, no banco que processa a folha do INSS. Só após 90 dias, o aposentado e pensionista poderá pedir empréstimo em outro banco. O governo federal também ampliou de 84 para 96 meses o prazo máximo para o pagamento de empréstimos consignados. Para Fernando Lamounier, educador financeiro e diretor da Multimarcas Consórcios, todo empréstimo tem que ser avaliado com atenção para não comprometer a renda, no caso de aposentados e pensionistas, esta atenção tem que ser dobrada. “O aposentado não pode esquecer que será descontado na folha e que durante um determinado período a sua renda será menor. Os gastos, principalmente com remédios e planos de saúde, aumentam a cada mês.” (Fernando Lamounier) O educador reforça que a cláusula de exclusividade, ainda que temporária, poderá trazer riscos para um público considerado frágil, com juros mais altos. Mesmo podendo fazer a portabilidade ao fim dos 90 dias, o processo envolve burocracias e a quitação do contrato original, com a cobrança de impostos duas vezes. “O aposentado ou pensionista tem que se atentar às taxas de juros cobradas durante o período e quais as imposições colocadas para a portabilidade após os 90 dias. Para migrar o crédito veja antes o percentual de IOF (Imposto sobre Operações) que pode duplicar na migração. No momento de urgência, quase ninguém lê as taxas de juros”, analisa. No Brasil, 19,1% dos endividados têm mais de 60 anos, segundo o Mapa da Inadimplência do Serasa, em fevereiro, último levantamento da empresa. Para Rubens Neto, especialista da Crédito Popular, a tendência é que ocorra um aumento significativo no volume de clientes solicitando esse benefício, já que a medida beneficia aposentados e pensionistas na amortização das dívidas. “Com esse aumento no prazo, o valor total das parcelas pode ser distribuído por um período maior, proporcionando mais flexibilidade financeira para os beneficiários. Além disso, um prazo mais longo permite que aposentados e pensionistas do INSS tenham acesso a valores de crédito mais altos, caso necessitem, sem comprometer excessivamente sua renda mensal.” (Rubens Neto) Como consultar Os aposentados e pensionistas podem consultar as taxas oferecidas pelos bancos por meio do portal ou aplicativo Meu INSS. Ao selecionar o serviço “extrato de empréstimos”, opção “instituições e taxas”, os juros estarão disponíveis para que o segurado verifique qual a taxa mais vantajosa antes de pegar o empréstimo. Dicas antes de realizar um empréstimo Identifique a causa das suas dívidas: este é o primeiro passo para resolvê-la. Melhor que sair das dívidas é sair dela, e não entrar em outras. Nunca empreste seu nome ou crédito para terceiros, mesmo que a pessoa seja de extrema confiança: muitos aposentados realizam empréstimos para ajudar familiares que posteriormente deixam de quitá-las. Neste momento pense em sua renda e suas mensalidades. Verifique se a dívida é para ajustar um problema pontual ou se é algo recorrente: colocar todas as dívidas em uma lista e analisar se o empréstimo é a solução imediata para o problema ou apenas um remédio temporário. Às vezes, a melhor solução é cortar despesas e não as aumentar. Fonte: Fernando Lamounier Orientações do Procon-SP O beneficiário interessado deve consultar o INSS para saber quais instituições são autorizadas a oferecer o empréstimo consignado e pesquisar as taxas de juros de cada uma delas, observando o seguinte: a contratação não pode ser efetuada por telefone, só pessoalmente ou por meio eletrônico a taxa máxima de juros já inclui todos os custos da operação, portanto, tarifa de abertura de crédito (TAC) ou qualquer outra não é permitida os empréstimos só podem ser contratados no estado em que o beneficiário reside e recebe o benefício é proibido estipular prazo de carência para o início do pagamento das parcelas, ou seja, ao receber o empréstimo, o beneficiário não pode começar a pagá-lo meses depois Bancos e financeiras devem informar antes da assinatura do contrato: o valor total contratado com e sem juros taxa mensal e anual de juros valor, número e periodicidade das prestações data do início e fim do desconto custo efetivo

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Poupança tem saque líquido de R$ 11,459 bilhões em março, revela BC

A caderneta de poupança teve saque líquido de R$ 11,458 bilhões em março, segundo dados publicados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 7. É a maior retirada para o mês desde 2022, quando o resultado foi negativo em R$ 15,356 bilhões. De janeiro a março de 2025 é negativo em R$ 45,692 bilhões. No mês passado, os aportes na caderneta de poupança somaram R$ 339,637 bilhões. Os saques atingiram R$ 351,096 bilhões. No acumulado do ano, os depósitos chegam a R$ 998,517 bilhões, e os saques, a R$ 1,044 trilhão. Considerando o rendimento de R$ 5,875 bilhões na caderneta da poupança em maio, o saldo é positivo em R$ 1,004 trilhão – o menor nível desde maio de 2024, quando era de R$ 993,273 bilhões. Mesmo assim, é o décimo mês seguido acima da linha de R$ 1 trilhão.   Fonte: R7

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Preço do etanol cai em 12 estados e no DF, sobe em 6 e fica estável em 8, informa ANP

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 12 estados e no Distrito Federal, subiram em 6 e ficaram estáveis em 8 estados na semana de 30 de março a 5 de abril. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Nos postos pesquisados pela agência em todo o país, o preço médio do etanol caiu 0,93% na comparação com a semana anterior, para R$ 4,28 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média recuou 0,24% no período, para R$ 4,16 o litro. A maior queda porcentual na semana, de 5,45%, foi registrada em Goiás, onde o litro passou a R$ 4,16. A maior alta no período, na Bahia, foi de 1,08%, para R$ 4,70 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,46 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,95, foi registrado em Mato Grosso, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,48 o litro. Competitividade O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em seis estados. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 67,83% ante a gasolina no período, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados: Goiás (66,88%); Mato Grosso (63,71%); Mato Grosso do Sul (66,78%); Minas Gerais (69,76%); Paraná (67,92), e São Paulo (67,31%).   Fonte: R7 Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Estimativas do mercado para inflação e PIB permanecem estáveis

As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2025 – a expansão da economia e o índice de inflação – ficaram estáveis na edição desta segunda-feira (7) do Boletim Focus. A pesquisa realizada com economistas é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC). Para este ano, a expectativa para o crescimento da economia está em 1,97%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – também foi mantida em 1,6%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%. A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,90 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,99. Inflação A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – para 2025 foi mantida em 5,65% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção da inflação ficou em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,78%, respectivamente. A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Puxada pela alta da energia elétrica, em fevereiro a inflação oficial ficou em 1,31%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior resultado desde março de 2022 quando tinha marcado 1,62%, e o mais alto para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%). Em 12 meses, o IPCA soma 5,06%. Juros básicos Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A alta do preço dos alimentos e da energia  e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em um ponto percentual na última reunião, em março, o quinto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária. Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o colegiado, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços permaneça alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo. Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso. Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em um ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro. Até dezembro próximo, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. Fonte: Agência Brasil Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Bolsas da Ásia despencam após ‘tarifaço’ de Trump começar

As bolsas de Xangai e de Shenzhen caíram 7,34% e 9,66%, respectivamente, em um dia marcado pela reação do mercado às contramedidas chinesas anunciadas na sexta-feira (4) às taxas impostas por Washington sobre produtos do país asiático. A Bolsa de Xangai desceu 245,43 pontos para 3.096,58, enquanto a Bolsa de Shenzhen caiu 1001,23 pontos para 9.364,5. Os dois índices viram assim evaporar-se os ganhos acumulados desde setembro do ano passado, quando os anúncios de estímulo econômico das autoridades chinesas levaram o índice a máximos não vistos desde 2023. As perdas nas bolsas da China continental ocorreram em um dia em que outras bolsas asiáticas também registaram quedas significativas, a maior já registrada no caso do índice de referência da Bolsa de Valores de Taipei, o Taiex. Os mercados reagiram ao aumento das tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Pequim lançou na última sexta-feira várias contramedidas às taxas anunciadas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump. As medidas de Pequim incluem taxas de 34% sobre produtos oriundos dos EUA, sanções contra empresas norte-americanas, restrições à exportação de certas terras raras ou a abertura de investigações antimonopólio e ‘antidumping’ contra empresas e produtos norte-americanos. O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, destacou hoje, em editorial, que a aplicação pelos Estados Unidos de uma taxa adicional de 34% sobre as importações chinesas, a somar às anteriores taxas de 20%, significará uma “redução do comércio bilateral” com os EUA e “um impacto negativo a curto prazo nas exportações”.   Fonte: R7 Foto: Reuters / Paulo Whitaker

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‘Tarifaço’: EUA cita Rua 25 de Março como mercado de pirataria

Dois dias antes do anúncio do tarifaço do então presidente Donald Trump, o governo dos Estados Unidos divulgou um relatório que aponta o Brasil como um dos países com alto índice de pirataria e falsificação. O documento, que trata do comércio exterior, reconhece avanços na fiscalização, mas critica a persistência do mercado ilegal, tanto físico quanto online. A Rua 25 de Março, em São Paulo, foi mencionada nominalmente como um dos pontos mais notórios de comércio de produtos falsificados. A pirataria no Brasil gerou prejuízos estimados em quase R$ 500 bilhões apenas em 2024, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria. Isso inclui perdas de vendas para empresas legalizadas e impostos não arrecadados. “Deixam de gerar empregos, de atrair novos investimentos… Está sendo fortalecida a estrutura criminosa que arrecada esse dinheiro que poderia estar circulando na economia formal”, afirmou Edson Vismona, presidente do Fórum. Ele também alertou para os riscos à saúde e segurança do consumidor e o envolvimento de organizações criminosas nesse mercado. Apesar das críticas ao Brasil, o relatório norte-americano cita também outros países e reconhece que o problema é global. “É um flagelo mundial”, disse Vismona, defendendo ações coordenadas entre nações. Nos Estados Unidos, cidades como Nova York também enfrentam problemas semelhantes com a venda de produtos falsificados nas ruas. A União dos Lojistas da 25 de Março respondeu que repudia a generalização feita no relatório e destacou que a maioria dos lojistas da região atua dentro da legalidade, com apoio do poder público para combater irregularidades pontuais.   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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China apresenta queixa na Organização Mundial do Comércio por tarifas dos EUA

A China informou ao fim da noite de sexta-feira (4), que registrou uma queixa na OMC (Organização Mundial do Comércio) em resposta às novas tarifas dos Estados Unidos. O Ministério do Comércio da China disse, em nota, que as novas tarifas dos EUA são “típica intimidação unilateral” que violam as regras da OMC. O governo chinês pediu aos EUA que retirassem as sobretaxas. Nesta semana, os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma tarifa adicional de 34% sobre as importações chinesas. Essa tarifa se soma a taxas anteriores que os EUA impuseram sobre as importações chinesas, elevando o total de tarifas que esses produtos enfrentarão no mercado americano para cerca de 70%, de acordo com economistas. A China respondeu na sexta-feira com a adoção de tarifas de 34% sobre produtos dos EUA. A ação da China na OMC tende a ter impacto limitado, já que o mecanismo da organização para resolver disputas comerciais está inativo desde o primeiro mandato do presidente Trump. ‘Tarifaço’ de Trump As novas tarifas fazem parte de uma estratégia que Trump tem defendido desde o início de sua campanha para retornar à Casa Branca. Ele argumenta que os Estados Unidos são tratados de forma injusta por seus parceiros comerciais, que impõem barreiras tarifárias elevadas à entrada de produtos norte-americanos. O republicano sustenta que esse cenário prejudica a indústria local, desestimula investimentos internos e favorece a saída de capital do país. Em resposta, ele assinou uma ordem executiva em 13 de fevereiro determinando que sua equipe econômica estudasse a implementação de tarifas para equilibrar as relações comerciais. Na semana passada, Trump indicou que pode adotar uma abordagem mais flexível em relação a determinados parceiros. Em uma conversa com jornalistas no Salão Oval, ele afirmou que poderia ser “gentil” e “menos agressivo do que totalmente recíproco”, pois, segundo ele, um modelo estritamente recíproco poderia ser “duro demais para algumas nações”.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/White House

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Analistas dizem que tarifa de Trump poderia ser pior; Brasil avalia recorrer à OMC

De Wall Street a Faria Lima, bancos e consultorias receberam com alívio as tarifas recíprocas de 10% que serão impostas pelo governo americano a produtos brasileiros. A leitura, praticamente generalizada, é a de que “poderia ser pior”, considerando que outras economias – em especial, China, União Europeia e Japão – vão ter de pagar bem mais para colocar seus produtos nos Estados Unidos. Assim, é possível que o Brasil até ganhe competitividade e consiga movimentar algumas peças a seu favor no novo xadrez do comércio internacional, que ganhou mais um capítulo com o “tarifaço” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no que foi batizado de ‘Liberation Day’, o Dia da Libertação. Essa percepção positiva dos analistas não foi abraçada, porém, nem pelo governo nem por parte do setor produtivo. Os posicionamentos divulgados após o anúncio em Washington expressaram preocupação e lamentação. Em nota conjunta do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil julgou que Trump violou os compromissos assumidos pelos Estados Unidos perante a OMC (Organização Mundial do Comércio), a quem o governo brasileiro não descarta recorrer. Além de defender que o Brasil insista no diálogo com o governo americano, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) informou que uma missão de empresários do setor visitará os Estados Unidos na primeira quinzena de maio, com o objetivo de estreitar laços e buscar soluções de interesse comum. “Claro que nos preocupamos com qualquer medida que dificulte a entrada dos nossos produtos em um mercado tão importante quanto os EUA, o principal para as exportações da indústria brasileira”, afirma o presidente da entidade, Ricardo Alban. Ao ser taxado em 10%, o Brasil integrou o grupo dos países menos afetados pelo tarifaço de Trump republicano. Estão ao seu lado economias como a do Reino Unido, Chile, Austrália, Colômbia, Turquia, Argentina, Peru, dentre outros. As novas alíquotas entram em vigor no sábado, dia 5 de abril. Para o ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, funcionou a aproximação do vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, ao secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. “Saiu menos ruim para o Brasil do que se esperava. E acho que aí teve o mérito do governo, principalmente do Alckmin, que teve duas reuniões com o Howard Lutnick. Eles, os americanos, falavam muito sobre taxar o etanol. Então, acho que para o Brasil acabou saindo menos ruim do que podia ser”, diz Barral. Na mesma linha, o advogado Carlos Lobo, sócio do escritório Arnold ? então pode ser benéfico para o Brasil”, entende o advogado. De acordo com o economista-chefe do Barclays para Brasil, Roberto Secemski, o Brasil pode se machucar mais pelo impacto de tarifas recíprocas a outros países na economia mundial. “Talvez, o efeito indireto seja maior do que o direto no sentido da desaceleração da economia global, principalmente da China. Isso pode vir a machucar mais o Brasil”, avalia.   Fonte: R7  

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Tarifaço de Trump marca redirecionamento do comércio internacional; veja repercussões

Os recentes anúncios tarifários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentaram o cenário de incerteza global, gerando maior tensão entre as principais potenciais mundiais. Em meio às imposições do norte-americano e de ameaças ao multilateralismo, líderes globais se viram obrigados a retaliar e avaliar as novas taxas, o que pode causar um redirecionamento do comércio internacional. Na quarta-feira (2), cumprindo mais um passo da sua agenda protecionista, Trump anunciou um novo pacote de tarifas comerciais recíprocas sobre diversas nações, incluindo o Brasil. A medida entra em vigor neste sábado (5) e estipula uma linha de base de 10% nas taxas, que vai atingir países como Brasil, Costa Rica e Turquia. Entretanto, nações como China, Vietnã, Suíça e África do Sul foram penalizados com tarifas maiores, de até 46%. A professora de relações internacionais da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Regiane Bressan explica que a imposição unilateral por parte dos EUA contraria as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), o que acaba enfraquecendo o sistema multilateral do comércio. “Essa postura protecionista vai levar a retaliação por parte de outros países, o que desencadeia em guerras comerciais e prejudica também o comércio global”, opina. Bressan diz que as decisões de Trump contribuem para a aproximação de diferentes mercados, como o caso do Brasil e União Europeia. “Vai ser uma grande movimentação no tabuleiro do comércio internacional, e os países terão que fazer novas parcerias. A China, eu acho que está mais presente aqui. Eu acho até que tem mais chance agora de a União Europeia estar muito aqui presente, e, ao mesmo tempo, de os Estados Unidos evitarem uma polarização direta com o ocidente”, completa. Veja repercussão entre os países Brasil Ao Brasil, Trump decidiu aplicar a menor taxa, de 10%. Após o anúncio, o governo federal disse avaliar “todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral”. Na quinta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a medida e disse que o país “não bate continência para nenhuma outra bandeira”. “Tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e nossos trabalhadores brasileiros. Tendo como referência a lei da reciprocidade econômica aprovada ontem pelo Congresso Nacional e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio”, afirmou. O economista Hugo Garbe entende que a reação brasileira deve ser “multinível e estratégica”, focando em um diálogo técnico, com propostas de exceções tarifárias baseadas em complementaridade comercial, não em competição direta. “O argumento de Trump de que ‘o mundo foi injusto com os EUA’ é politicamente retórico, mas economicamente inconsistente. Os EUA são uma das economias que mais se beneficiaram do sistema multilateral de comércio desde a Segunda Guerra Mundial”, diz Garbe. Apesar do cenário de incerteza, as medidas do líder americano podem redirecionar o fluxo de comércio do Brasil, explica Regiane Bressan. As tarifas abrem espaço para o governo brasileiro buscar outros países para trocas comerciais, o que pode favorecer acordos como o Mercosul-União Europeia. “O Brasil vai buscar outros países para exportar, e isso redireciona o fluxo de comércio para outras nações ou blocos. Aliás, a gente vai falar muito sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia, porque a própria União Europeia mostra-se interessada em fazer esse acordo”, analisa Bressan. China Com a decisão de Trump, a China, que já vinha sendo alvo dos EUA, passará a ter tarifas de 54%, incluindo uma taxa adicional de 34%. Como resposta, o país anunciou na sexta-feira (4) que vai impor taxas de 34% sobre os produtos dos Estados Unidos. Além disso, o governo chinês vai restringir exportações de materiais raros e proibir a exportação de dupla utilização, civil e militar, para 16 empresas americanas. Antes do anúncio da retaliação, o Ministério do Comércio da China emitiu uma nota informando que o país tomaria “contramedidas resolutas para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”. No texto, o órgão oficial argumentou, ainda, que as medidas adotadas por Trump desconsideram o equilíbrio de interesses negociado pelos países. Além do “fato de que os EUA há muito se beneficiam substancialmente do comércio internacional”. Vale ressaltar que o desempenho e reação da China durante a pressão criada pelos EUA pode afetar o Brasil, segundo especialistas. Apesar do entendimento de que a agenda protecionista de Donald Trump pode ter um reflexo positivo no mercado brasileiro, principalmente devido a uma maior aproximação do Brasil com chineses e europeus, uma possível recessão no país norte-americano não teria o mesmo efeito. União Europeia O anúncio de Trump também gerou repercussão negativa entre os países da União Europeia. A presidente do bloco, Ursula von der Leyen, disse que as tarifas seriam um “grande golpe para a economia mundial”, afetando não só nações mais vulneráveis, mas também os consumidores. Assim como a China, a União Europeia também afirmou estar preparando contramedidas “para proteger os interesses e os negócios caso as negociações fracassem”. Apesar do apoio da direita europeia para reeleição de Trump, parlamentares ligados ao bloco econômico também vêm fazendo duras críticas ao presidente dos EUA. Alice Weidel, vice-líder do partido de ultra direita na Alemanha, criticou as tarifas e disse que o aumento prejudica o livre comércio. “A Alemanha e a Europa devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar isso. Se são justificados, é secundário — o que é crucial é mostrar aos Estados Unidos que um acordo é o melhor caminho para ambos os lados.” A Espanha anunciou um pacote de 14,1 bilhões de euros para mitigar os efeitos negativos da guerra comercial. Segundo o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, as tarifas não são recíprocas, e ninguém se beneficiará com a medida. “Mas não ficaremos de braços cruzados. A UE reagirá com proporcionalidade, unidade e força”, disse. Canadá Um dos principais parceiros comerciais dos EUA, o Canadá não foi alvo do tarifaço mais recente porque já tinha recebido taxas antes disso. Em retaliação, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou uma tarifa de 25% sobre todos os veículos importados dos EUA. “Todas as receitas dessas tarifas serão usadas para apoiar nossos trabalhadores automotivos canadenses e sua

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