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Tag: economia

Café, chocolate e carne ficam mais caros e são vilões da inflação em um ano

A inflação oficial do país acelerou 5,48% em um ano, de março de 2024 ao mesmo mês deste ano. Os números mostram que os preços não deram alívio ao bolso do consumidor no acumulado dos últimos 12 meses. O café moído foi o produto que exerceu a maior alta no período. Na lista, itens como cigarro, chocolate, carne e etanol também pesaram nas contas dos brasileiros. Segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgado nesta sexta-feira (11), frutas como tangerina, abacate e laranja-lima ficaram no topo do ranking de vilões da inflação, com altas de 52,71%, 31,26% e 23,13%, respectivamente. O café moído foi o item que exerceu o maior impacto individual sobre a inflação em um ano. No período, o item quase essencial no café da manhã dos brasileiros teve alta de 77,78%. No primeiro trimestre do ano, a alta foi de 30,04%, e somente em março em relação a fevereiro, houve avanço de 8,14% nos preços. O cafezinho já preparado e servido em padarias, lanchonetes, bares e restaurantes, aumentou 12,26%. Outro item em destaque foi o óleo de soja, que exerceu o sétimo maior impacto individual sobre a inflação e teve alta de 24,36% no acumulado do ano. O resultado também foi influenciado pelo aumento do preço do cigarro, que subiu 22,46% no período. Em agosto do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou a cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre cigarros. Desde setembro, o preço mínimo para venda do maço de 20 cigarros no varejo passou de R$ 5 para R$ 6,50. Veja alguns itens que ficaram mais caros em um ano – Luce Costa/Arte R7 Chocolate e carnes mais caros O preço dos chocolates em barra e bombons também ficaram mais caros nos últimos 12 meses. Tradicionalmente associados às celebrações da Páscoa, o item teve alta de 21,77% em um ano. O grupo açúcares e derivados, do qual ele faz parte, subiu 9,49%. As carnes também estão pesando mais no bolso dos brasileiros. No acumulado de 12 meses, o grupo teve alta de 21,16%. Os destaques ficaram com acém (25,54%), pá (23,22%) e patinho (22,5%). O lagarto comum e a capa de filé também tiveram altas expressivas (22,31% e 22,05%, respectivamente). Queridinhas dos brasileiros, a costela (21,68%), alcatra (21,37%), e a picanha (12,38%) também encareceram, assim como a carne de porco (21,2%), o contrafilé (20,46%) e o músculo (19,44%). Alta nos preços dos combustíveis O preço dos combustíveis para veículos também ficou mais caro em um ano. O grupo teve aumento de 11,63% no acumulado dos últimos 12 meses, com destaque para as altas do etanol (20,08%), gasolina (10,89%), óleo diesel (8,13%) e gás veicular (3,92%). Transporte público O grupo transporte público teve alta de 6,15% em 12 meses. O transporte por aplicativo ocupou o primeiro lugar do grupo, com alta de 18,27%. A tarifa de integração do transporte público, ônibus interestadual, passagem aérea, transporte escolar e trem foram alguns dos itens desse segmento que também ficaram mais caros.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Comerciantes registram aumento de até 50% nas vendas no Mercado Municipal de Campinas

Faltando pouco mais de uma semana para a Sexta-feira Santa, o Mercado Municipal de Campinas já registra movimento intenso de consumidores em busca de produtos típicos da Semana Santa. Segundo os comerciantes, as vendas cresceram cerca de 50% em relação ao mesmo período de 2024, impulsionadas principalmente pela procura por peixes e frutos do mar. Peixes e frutos do mar lideram as vendas no Mercadão De acordo com os permissionários, o aumento na procura começou ainda nesta semana, com muitos consumidores antecipando as compras. “Além da tradição religiosa da Quaresma, quando muitas pessoas deixam de consumir carne vermelha e optam por peixes, muita gente preferiu se antecipar e já comprou os pescados para congelar, pensando no almoço da Sexta-feira Santa”, explica Adriana Tavares, comerciante do setor de pescados. Entre os peixes mais procurados no Mercado Municipal de Campinas para a Semana Santa estão tilápia, pacu, filé de tilápia, sardinha e corvina. A expectativa dos comerciantes é que o movimento de consumidores dobre na próxima semana, com a proximidade da Sexta-feira Santa. Preços dos pescados no Mercadão de Campinas  Confira os valores por quilo dos principais pescados, registrados nesta quinta-feira (10):     •    Sardinha: R$ 14,90/kg     •    Tilápia: R$ 23,90/kg     •    Corvina: R$ 27,90/kg     •    Pacu: R$ 29,90/kg     •    Salmão: R$ 89,90/kg Os preços podem variar conforme o fornecedor e a disponibilidade dos produtos. Tradição e qualidade Além da demanda sazonal, o Mercado Municipal de Campinas, conhecido como Mercadão, segue como referência na cidade pela oferta de produtos frescos e de qualidade. “O campineiro mantém a tradição de comprar no Mercadão. Isso reforça a importância da reforma do prédio centenário, que será entregue ainda neste semestre”, afirma Enrique Lerena, presidente da Setec. Reforma  O Mercadão passa por sua primeira grande reforma estrutural. Durante as obras, os permissionários continuam atendendo o público em tendas climatizadas, instaladas na área externa, garantindo conforto e qualidade no atendimento. Serviço: Mercado Municipal de Campinas Endereço: avenida Benjamin Constant, s/nº Horário de Funcionamento Segunda a sexta-feira: das 7h às 18h Sábado: das 7h às 16h Domingo: das 7h às 12h Telefone: (19) 3232-3679   Foto: Prefeitura de Campinas

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Seguro-desemprego passa por correção e novo valor já está em vigor

Neste ano de 2025, o valor máximo do seguro-desemprego foi reajustado para R$ 2.424,11. A mudança segue a correção de 4,77% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para calcular a atualização de benefícios trabalhistas. Com isso, trabalhadores demitidos sem justa causa passam a contar com um auxílio mais próximo da realidade econômica atual. Além do teto, o valor mínimo também foi corrigido e agora é de R$ 1.518 — um aumento em relação aos R$ 1.412 pagos no ano anterior. Esse novo patamar acompanha o reajuste do salário mínimo e visa oferecer uma base de apoio mais sólida para quem está fora do mercado de trabalho. Cálculo do benefício varia conforme a média salarial O cálculo do seguro-desemprego considera a média dos três últimos salários antes da demissão. Com base nisso, aplica-se um percentual sobre essa média, que varia conforme a faixa de rendimento. Por exemplo: Para quem ganhava até R$ 2.138,76, o benefício corresponde a 80% do salário médio; Já quem recebia entre R$ 2.138,77 e R$ 3.564,96 tem direito a 50% do valor que ultrapassar R$ 2.138,76, somado a uma parcela fixa de R$ 1.711,01; Acima disso, o valor da parcela será fixo: R$ 2.424,11, que é o novo teto. Assim, o cálculo busca garantir uma compensação mais justa, especialmente para quem tinha renda próxima ao salário mínimo. Quem pode solicitar o seguro-desemprego? Apesar do reajuste, as regras para solicitação permanecem as mesmas. Têm direito ao benefício trabalhadores formais demitidos sem justa causa, que estejam desempregados no momento do requerimento e não possuam outra fonte de renda. Também é necessário não estar recebendo outros benefícios da Previdência Social, com exceção de pensão por morte ou auxílio-acidente. Além disso, o número de parcelas varia entre três e cinco, dependendo do tempo de serviço e da quantidade de vezes que o benefício já foi solicitado. Os prazos para dar entrada também seguem os mesmos. Trabalhadores formais: entre o 7º e o 120º dia após a demissão; Empregados domésticos: entre o 7º e o 90º dia. Como solicitar o benefício Atualmente, o pedido pode ser feito de forma online, pelo Portal Emprega Brasil, ou presencialmente, em unidades do SINE (Sistema Nacional de Emprego). É importante reunir toda a documentação exigida para evitar atrasos no pagamento das parcelas. Além disso, vale lembrar que o sistema digital permite acompanhar o andamento do processo, verificar pendências e até agendar atendimento presencial, se necessário. Isso facilita a rotina de quem precisa do benefício e evita deslocamentos desnecessários. Para muitos trabalhadores, o seguro-desemprego representa um respiro em um momento delicado. Por isso, entender os prazos e critérios com antecedência pode fazer diferença na hora de garantir esse direito, que ajuda a manter o equilíbrio financeiro durante a transição para um novo emprego.   Fonte: R7  

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Após primeiras colheitas, Conab confirma estimativa de safra recorde

Com maior área plantada e condições climáticas favoráveis, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima uma safra recorde de grãos na temporada 2024/25, em 330,3 milhões de toneladas. De acordo com o órgão, com a colheita das culturas de primeira safra em fase adiantada, essa perspectiva vem se confirmando. Os dados do 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (10) pela Conab, aponta um crescimento de 10,9% ou 32,6 milhões de toneladas quando se compara com o ciclo 2023/24. O incremento estimado se deve tanto a uma maior área plantada, prevista em 81,7 milhões de hectares, com incorporação de 1,7 milhão de hectares em relação à safra passada, quanto às condições climáticas favoráveis registradas na primeira safra nas principais regiões produtoras. “As perspectivas positivas para o clima também dão suporte para o desenvolvimento das culturas na segunda safra. Neste cenário, é esperada uma recuperação da produtividade em 8,6%, estimada em 4.045 quilos por hectares”, destacou a companhia. Soja A soja continua a ser o principal produto cultivado na primeira safra e deve registrar o maior volume já colhido no país. Nesta safra, a Conab prevê uma produção de 167,9 milhões de toneladas, resultado superior em 20,1 milhões de toneladas à safra passada. O Centro-Oeste, principal região produtora do grão, deve registrar um novo recorde na produtividade média das lavouras com 3.808 quilos por hectare, superando o ciclo 2022/23. Em Mato Grosso, a colheita já chega a 99,5% da área semeada, com a produtividade média chegando a 3.897 quilos por hectare, a maior já registrada no estado. Cenário semelhante é visto em Goiás, onde os trabalhos de colheita já atingem 97% da área com uma produtividade de 4.122 quilos por hectare. Com a colheita da soja avançada, o plantio do milho de segunda safra está próximo de ser finalizado. A produção total do cereal, somados os três ciclos da cultura, está estimada em 124,7 milhões de toneladas em 2024/25, crescimento de 9 milhões de toneladas em relação ao ciclo passado. Para o algodão, a expectativa de produção recorde também vem se confirmando. O plantio está concluído com estimativa de área em 2,1 milhões de hectares, crescimento de 6,9% sobre a safra 2023/24. Já para a produção de pluma é esperada uma colheita de 3,9 milhões de toneladas, 5,1% acima do volume produzido na safra anterior. Arroz e feijão De acordo com a Conab, a colheita de arroz também segue em bom ritmo, com mais de 60% da área plantada já colhida. “As condições climáticas nas principais regiões produtoras, até o momento, são favoráveis para o desenvolvimento da cultura”, informou o órgão. No caso do feijão, o aumento previsto na produção é de 2,1%, podendo chegar a 3,3 milhões de toneladas somadas as 3 safras da leguminosa. A elevação acompanha a melhora na produtividade média das lavouras, que sai de 1.135 quilos por hectare para 1.157 quilos por hectare, uma vez que a área se mantém estável em 2,86 milhões de hectares. Comércio Com o aumento na estimativa de produção do milho, a Conab também elevou as previsões de consumo do grão na safra. A nova expectativa é de um volume de 87 milhões de toneladas consumidas no mercado interno e 34 milhões de toneladas para exportação. “Mesmo com o aumento no consumo interno, o estoque final deve chegar a cerca de 7,4 milhões de toneladas do grão”, afirmou. Segundo a Conab, cenário semelhante é encontrado para o algodão, em que o aumento na produção possibilita um incremento tanto no consumo quanto no estoque de passagem da fibra.   Fonte: R7 Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

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Conta de luz: ministério prevê energia de graça a 12 milhões e desconto a 48 milhões

Em meio à ideia de isentar 60 milhões de pessoas do pagamento da conta de luz, a expectativa do Ministério de Minas e Energia é de que, desse total, 12 milhões sejam totalmente beneficiados com a medida e outras 48 milhões consigam desconto na fatura. Apesar da discussão na pasta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nessa quinta-feira (10) que o possível benefício ainda não está em estudo pelo governo federal. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, declarou que pretende enviar à Casa Civil o projeto de reforma do setor elétrico até o fim do mês. O texto deve ampliar a tarifa social e simplificar as regras para aumentar o benefício, com gratuidade de consumo de até 80 kWh (quilowatts) por mês. Uma família que consome 120 kWh, por exemplo, vai pagar apenas por 40 kWh com o desconto, segundo explicou o Ministério de Minas e Energia. Ao R7, a pasta ainda informou que outras 22 milhões de pessoas serão beneficiadas com o “Novo Desconto Social”, que prevê a isenção da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) para pessoas inscritas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) que não estão contempladas no programa Tarifa Social por terem uma renda per capita entre meio e um salário mínimo. Segundo o ministério, a medida vai funcionar como um complemento ao programa Tarifa Social, que atualmente beneficia 17,5 milhões de famílias (aproximadamente 45 milhões de pessoas). “Essas medidas visam reduzir as despesas com energia elétrica nas famílias de baixa renda, racionalizar os custos do setor e endereçar as injustiças na composição da tarifa”, informou a pasta à reportagem. Debate no governo Ao falar sobre o tema, Silveira comentou sobre a necessidade de racionalizar os custos do setor e reduzir as injustiças na tarifa de energia. “Há muita injustiça nas tarifas de energia elétrica. Necessitamos racionalizar os custos do setor e endereçar as injustiças na composição da tarifa. Mais de 60 milhões de brasileiras e brasileiros serão beneficiados com a gratuidade de consumo. A verdadeira revolução do setor elétrico está prestes a ocorrer”, destacou. Questionado por jornalistas sobre o tema no Ministério da Fazenda, em Brasília, Haddad informou que, embora a mudança ainda não seja discutida, a análise pode ser feita pelas equipes técnicas quando a proposta for endereçada. “Não tem nenhum estudo da Fazenda nem na Casa Civil sobre esse tema. Não chegou ao conhecimento nem do Palácio [do Planalto], nem aqui da Fazenda. O Rui [Costa, ministro chefe da Casa Civil] me confirmou que não está tramitando nenhum projeto na Casa Civil nesse sentido, o que não impede, evidentemente, o ministério de estudar o que quer que seja. Mas, nesse momento, não há nada tramitando. Eu desconheço o assunto”, afirmou Haddad. Programas sociais Famílias que não têm condições de manter um serviço de eletricidade em casa podem solicitar auxílio do governo por meio de programas como Luz para Todos e Tarifa Social de Energia Elétrica. O Programa Luz para Todos tem por objetivo “democratizar e viabilizar o acesso e o uso da energia elétrica à população residente no meio rural, principalmente por meio de extensão de redes de distribuição de energia elétrica, e em regiões remotas da Amazônia Legal, por meio de sistemas isolados de geração de energia elétrica”. Segundo o governo federal, famílias e espaços coletivos situados no meio rural ou em regiões remotas da Amazônia Legal podem solicitar o auxílio. O morador do meio rural que ainda não tem energia elétrica em sua casa, deve procurar a concessionária de energia elétrica que atende o seu município e registrar o seu pedido de energia. Para registrar o pedido, é preciso apresentar um documento de identificação pessoal. Já a Tarifa Social de Energia Elétrica atende famílias inscritas no CadÚnico em que a renda mensal seja menor ou igual a meio salário mínimo nacional, idosos e pessoas com deficiência que recebam o BPC (Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social), além de indígenas e quilombolas, que recebem descontos maiores. Atualmente, a Tarifa Social é concedida automaticamente para as famílias que estão inscritas no CadÚnico. Caso a família atenda ao requisito de possuir renda familiar de meio salário mínimo mas ainda não esteja no CadÚnico, é preciso fazer o requerimento do benefício e solicitar informações em algum posto do Cras (Centro de Referência em Assistência Social).   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Setor de serviços volta a subir após três meses em queda e avança 0,8% em fevereiro

O setor de serviços, responsável por cerca de 70% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, avançou 0,8% em fevereiro, após ficar três meses sem crescimento, indica a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quinta-feira (10). Com isso, o setor se encontra 16,2% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 1% abaixo do ponto mais alto da série histórica (outubro de 2024). Em fevereiro, a alta foi acompanhada por quatro das cinco atividades investigadas, com destaque para o setor de informação e comunicação (1,8%), que registrou o quarto resultado positivo seguido, com ganho acumulado de 4%. Os demais avanços ficaram com os serviços profissionais, administrativos e complementares (1,1%), os outros serviços (2,2%) e os prestados às famílias (0,5%). Em sentido oposto, os transportes (-0,1%) apontaram a única taxa negativa de fevereiro de 2025, após terem recuado 1,8% em janeiro. Por região Regionalmente, 21 das 27 unidades da Federação assinalaram expansão no volume de serviços em fevereiro de 2025, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o avanço observado no resultado do Brasil (0,8%). Os maiores impactos positivos vieram de São Paulo (0,8%) e do Mato Grosso (24,9%), seguidos por Distrito Federal (9,2%), Amazonas (14,2%) e Santa Catariana (2,1%). Já as principais influências negativas vieram de Rio de Janeiro (-0,9%), Minas Gerais (-0,6%) e Espírito Santo (-1,8%). Alta no turismo Em fevereiro de 2025, o índice de atividades turísticas cresceu 2,9% frente ao mês imediatamente anterior, após ter recuado 6,1% em janeiro. Com isso, o segmento de turismo se encontra 9,7% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 3,4% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024. Segundo o IBGE, 10 dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de expansão verificado na atividade turística nacional (2,9%). A contribuição positiva mais relevante ficou com o Rio de Janeiro (3,1%), seguido por Paraná (6,5%), Minas Gerais (1,7%) e Espírito Santo (5,8%). Em sentido oposto, São Paulo (-0,9%), Bahia (-3,2%) e Goiás (-5,2%) apontaram as principais perdas do turismo. Fevereiro de 2025 x fevereiro de 2024 Em relação a fevereiro de 2024, o volume de serviços avançou 4,2%, registrando a 11ª taxa positiva seguida. O resultado deste mês foi acompanhado por todas as cinco atividades de divulgação e contou ainda com crescimento em 63,3% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, o de informação e comunicação (9,8%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita em portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; telecomunicações; consultoria em tecnologia da informação; e tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet. Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (4,3%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,4%), outros serviços (0,4%) e serviços prestados às famílias (0,1%). Transportes de passageiros e de cargas crescem Em fevereiro de 2025, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou expansão de 0,8% frente ao mês imediatamente anterior, após ter recuado 5,8% em janeiro último. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 0,6% abaixo do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 23,7% abaixo de fevereiro de 2014, ponto mais alto da série histórica. Por sua vez, o volume do transporte de cargas subiu 1,2% em fevereiro, recuperando parte da perda de 3,2% verificada entre novembro de 2024 e janeiro e 2025. Dessa forma, o segmento se situa 7,7% abaixo do ponto mais alto de sua série, alcançado em julho de 2023. Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 33,9% acima de fevereiro de 2020.   Fonte: R7 Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

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China defende diálogo com EUA; Bolsas disparam com pausa tarifária de Trump

A China pediu nesta quinta-feira (10) aos Estados Unidos que os países alcancem um acordo de “meio-termo” para encerrar a guerra comercial, em um dia de euforia nos mercados depois que Donald Trump anunciou a suspensão temporária das novas tarifas para dezenas de países. As ações em Wall Street e nas Bolsas da Ásia dispararam após o anúncio do presidente americano sobre a suspensão por 90 dias da aplicação das novas tarifas para várias nações. Mas Trump excluiu a China da pausa e aumentou as tarifas contra os produtos do país asiático para 125%, em um novo capítulo da disputa entre as duas maiores economias do planeta. A China havia respondido previamente com tarifas de retaliação de 84% às importações americanas, que entraram em vigor nesta quinta-feira. Pequim advertiu Washington que as tarifas “impactarão severamente” a estabilidade econômica mundial e pediu para que os países alcancem um compromisso de “meio-termo”. “A porta para o diálogo está aberta, mas este deve ser baseado no respeito mútuo e ser conduzido de maneira igualitária”, afirmou a porta-voz do Ministério do Comércio, He Yongqian, antes de alertar que, em caso contrário, a China promete “lutar até o fim”. Ao anunciar a interrupção temporária das tarifas, Trump negou, no entanto, ter recuado em sua estratégia tarifária. “É preciso ser flexível”, justificou o republicano a jornalistas na Casa Branca. Ele reconheceu que seu anúncio de uma ofensiva tarifária generalizada na semana passada “assustou um pouco” os investidores e os deixou “febris”. Trump admitiu estar acompanhando de perto o mercado de títulos do Tesouro dos EUA, considerado um valor-refúgio, que vem sofrendo nos últimos dias. “Estamos em uma posição magnífica para os próximos 90 dias para buscar acordos comerciais”, declarou ao canal ABC News, acrescentando que mais de 75 países tentam negociar com Washington. Apesar de ter autorizado a “pausa” de 90 dias para as novas tarifas, Trump confirmou os 10% universais que entraram em vigor no sábado, nos quais já estavam incluídos a maioria dos países latino-americanos, e dos quais ficam excluídos Belarus, Cuba, Coreia do Norte e Rússia. Alívio nas Bolsas Os mercados responderam com alívio à surpreendente mudança de rumo de Trump, após dias de colapso. As Bolsas asiáticas registraram altas expressivas nesta quinta-feira e as europeias abriram com a mesma tendência. Nas primeiras operações na Europa, a Bolsa de Madri avançava 8,5%, Paris 6,43%, Frankfurt 7,81%, Londres 5,99% e Milão 7,81%. Na Ásia, o índice seletivo Nikkei de Tóquio fechou com uma alta expressiva de 9,12%, a 34.609 pontos, e o índice amplo Topix subiu 8,09%, a 2.539,40 pontos. Em Seul, o índice Kospi ganhou 6,6%. A Bolsa de Sydney registrou alta de 4,5% e a de Taipei subiu 9,25%. Após registrar quedas expressivas na quarta-feira, os mercados asiáticos seguiram a espetacular mudança em Wall Street na véspera, onde o índice Nasdaq disparou 12% após o anúncio inesperado de Trump. Os parceiros comerciais de Washington também celebraram a decisão do republicano. Para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a pausa na imposição de tarifas recíprocas é um “passo importante para estabilizar a economia mundial”. A UE “permanece comprometida com negociações construtivas com os Estados Unidos”, com a aspiração de construir “um comércio sem atritos e mutuamente benéfico”, acrescentou. O Japão, que enfrentaria tarifas de 24%, celebrou a notícia, mas exigiu que Washington reconsidere outras taxas sobre suas exportações de aço e automóveis. A guerra comercial global gera temores de aumento da inflação e de queda no consumo e no crescimento. As medidas podem reduzir o comércio de produtos entre as duas maiores economias do mundo “em até 80%” e eliminar “quase 7%” do PIB mundial a longo prazo, advertiu na quarta-feira a diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala. Além disso, não se descarta uma escalada diplomática entre China e Estados Unidos, que já vivem uma relação tensa. Pequim pediu a seus cidadãos que aumentem a cautela ao viajar para os Estados Unidos.   Fonte: R7 Foto: Hector Retamal / AFP

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Dólar despenca e fecha a R$ 5,84 após Trump recuar em tarifaço

Em meio ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as pausas nas tarifas comerciais para ao menos 75 países, o dólar comercial despencou e fechou esta quarta-feira (9) a R$ 5,8417, voltando a operar abaixo de R$ 6, uma variação de mais de 2%. Em contrapartida, o índice Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou o pregão com variação positiva de 3,12%, a 127.795,93 pontos. Apesar da interrupção, a China, até o momento, continuará sendo taxada. Pela manhã, a moeda havia disparado e passado de R$ 6. A alta ocorreu em sequência do anúncio do governo chinês sobre a imposição de novas tarifas, de 84%, sobre produtos americanos — um aumento de 50 pontos percentuais em relação aos 34% já anunciados na semana passada. Em uma nova retaliação, o governo de Donald Trump aumentou para 125% o imposto sobre as importações de produtos chineses. Trump disse ter adotado a medida “com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais”. Nas redes sociais, o líder norte-americano informou, ainda, que reduzirá por 90 dias as tarifas contra países que tentaram um acordo com os Estados Unidos, sem especificar quais são essas nações. Desde o início do atual mandato, Trump tem aplicado tarifas sobre as importações de diferentes produtos, gerando tensão diplomática com os principais aliados do país e desencadeando uma guerra comercial, por exemplo, com Canadá e União Europeia. Uma das maiores preocupações relacionadas ao tarifaço de Trump são as demissões em massa, que podem gerar consequências negativas na economia americana. As tarifas comerciais anunciadas por Trump aumentaram o cenário de incerteza global, gerando maior tensão entre as principais potenciais mundiais. Nos Estados Unidos, as bolsas também tiveram uma variação positiva com o anúncio da pausa nas tarifas, interrompendo uma sequência de quatro dias de perdas.   Fonte: R7 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Comércio cresce 0,5% em fevereiro e atinge maior patamar da história

As vendas no comércio cresceram 0,5% na passagem de janeiro para fevereiro, atingindo o maior patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2000. O recorde anterior foi em outubro de 2024. A constatação está na Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado tem ajuste sazonal, o que tira efeitos de calendário e permite comparação mais ajustada. Já na série sem ajuste sazonal, o desempenho das vendas em fevereiro representa evolução de 1,5% ante o mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, o setor apresenta expansão de 3,6%. A média móvel trimestral, indicador que mostra a tendência de comportamento das vendas, teve crescimento de 0,2%, com ajuste sazonal. Com os números conhecidos nesta quarta-feira, o comércio se coloca 9,1% acima do patamar pré-pandemia da covid-19, observado em fevereiro de 2020. Na comparação entre meses imediatos, a alta de 0,5% é considerada a primeira fora do intervalo de estabilidade, ou seja, quando os números eram muito próximos de zero: Outubro 2024: 0,4% Novembro 2024: -0,2% Dezembro 2024: -0,2% Janeiro 2025: 0,2% Grupos de atividades Das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, quatro apresentaram expansão: Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1% Móveis e eletrodomésticos: 0,9% Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3% Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 0,1% De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, em fevereiro foi observado a volta do protagonismo para o setor de hiper e supermercados, após um período de 6 meses com variações próximas de zero. O analista aponta que a desaceleração da inflação da alimentação em domicílio, que passou de 1,06% em janeiro para 0,76% em fevereiro, ajuda a explicar esse protagonismo das vendas nos supermercados. As quatro atividades que apresentaram recuo nas vendas foram: Livros, jornais, revistas e papelaria: -7,8% Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -3,2% Tecidos, vestuário e calçados: -0,1% Combustíveis e lubrificantes: -0,1% De acordo com o gerente da pesquisa, o destaque negativo do segmento de livros, jornais, revistas e papelarias é explicado por uma “evasão dos produtos físicos dessa atividade, que estão indo para o consumo para serviços como plataformas digitais”. Ele acrescenta que o fechamento de mais lojas físicas, sobretudo livrarias, foi outro fator que explica o resultado. Esse setor se encontra 80,2% abaixo do ponto mais alto atingido pela atividade, em janeiro de 2013. No varejo ampliado, que inclui dados de vendas de veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas do comércio recuou 0,4% de janeiro para fevereiro na série com ajuste sazonal. Em 12 meses, há expansão acumulada de 2,9%, sem ajuste sazonal. Revisão de 2024 O IBGE informou que uma grande empresa do setor de artigos farmacêuticos corrigiu dados relativos a 2024. Dessa forma, a expansão da atividade, anteriormente apurada em 14,2%, passou para 7,4%. Essa mudança fez com que o comércio como um todo tivesse crescimento de 4,1% em 2024, abaixo dos 4,7% originalmente divulgados. Mesmo com a regressão de 0,6 ponto percentual, a alta de 2024 é a maior desde 2013, quando tinha crescido 4,3%. Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Prefeitura de Piracicaba repassa reajuste de 5% aos servidores públicos

A Prefeitura de Piracicaba informou que vai repassar o reajuste de 5% aos servidores públicos na próxima sexta-feira, 11/04, em folha extra. O valor foi aprovado em assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região no dia 27/03 e é retroativo a março. A lei nº 10.247, que dispõe sobre o reajuste foi publicada nesta terça-feira, 08/04, no Diário Oficial do Município. O índice de 5% repõe a inflação do período de março de 2024 a fevereiro de 2025. Os cálculos foram feitos com base nos indicadores de preço (IPC-Fipe, INPC-IBGE, IPCA-IBGE) do período.   Foto: Prefeitura de Piracicaba

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