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Tag: economia

20% dos consumidores já se endividaram com presentes do Dia das Mães, diz pesquisa do Procon-SP

Um em cada cinco consumidores paulistas (20,8%) que pretendem adquirir produtos no Dia das Mães este ano já se endividaram ao comprar um presente para esta data, de acordo com consulta virtual do Procon-SP. Decretada há 93 anos no país, esta é uma das datas mais importantes para o comércio varejista brasileiro, junto com o Natal e a Black Friday. O levantamento também apontou que 56,1% dos entrevistados preferem o uso do cartão de crédito para presentear as suas mães, o que requer alguns cuidados para que a compra não se transforme em dívida. Especialistas do Procon-SP recomendam que o consumidor deve evitar compras por impulsos para não comprometer o seu orçamento, além de se planejar e pesquisar bastante. A consulta, que teve objetivo de verificar a intenção de compra dos consumidores nesta data, considerou as respostas de 464 consumidores que acessaram o site da Fundação entre 25 de março e 17 de abril. Confira o relatório completo aqui.  Preferências de compras Em uma lista estimulada de 18 produtos, as três primeiras escolhas por quem costuma presentear as mães nesta data são: perfumes e artigos de beleza e cosméticos (11,7%), roupas (11,2%), além de calçados, bolsas e acessórios (8,9%). “Nesse sentido, observamos que os consumidores cada vez mais dão preferência a presentes de uso pessoal e de alto valor simbólico, pois enfatizam a personalidade e autoestima de suas mães”, destaca a diretora Adjunta de Estudos e Pesquisas do Procon-SP, Elaine da Cruz. Ela complementa que tais opções corroboram que quase um terço dos respondentes preveem comprar presentes de até R$ 100,00. Já no final da lista de itens, encontram-se eletrodomésticos, utensílios dosméticos ou artigos de informática, incluindo o celular – todos abaixo de 4,5% das opções escolhidas. Relações de consumo Para esta data, os consumidores confirmam realizar pesquisas prévias de valores (82,9%) em compras entre R$ 100,00 e R$ 500,00 (56,9%), realizar pagamentos através de cartão de crédito (56,1%) ou Pix (23,0%), e optando por comprar em lojas físicas (52,4%) – dado interessante, em função do crescimento do e-commerce. Em função da relevância da data, os especialistas do Procon-SP orientam para que os consumidores pesquisem bastante antes de comprar e observem com atenção os preços e condições de pagamento e parcelamento. Nas compras on-line, atenção para os prazos de entrega, já que por haver grande volume de pedidos, as empresas podem ter problemas de logística para entregar os produtos comprados no prazo. Lembrando que, a partir da data da compra ou do recebimento do produto, vale o direito ao arrependimento em sete dias para desistir da compra.   Foto: Divulgação/Procon-SP

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Quem declarar até esta sexta-feira (9) pode entrar no 1º lote de restituição do IR 2025

Quem entregar a declaração do Imposto de Renda 2025 até esta sexta-feira, dia 9 de maio, tem chances de entrar no primeiro lote de restituição, marcado para o dia 30 de maio, mesma data para o fim do prazo do envio do documento. A liberação para consulta ao lote será a partir das 10h de 23 de maio. Embora a ordem dos lotes siga a lista de prioridades legais, a Receita Federal recomenda aos contribuintes que querem receber logo o valor que enviem o documento até essa data. “Declarações entregues até o dia 9 de maio concorrerão ao primeiro lote de restituição 2025 que será pago no dia 30 de maio e terá sua consulta liberada a partir do dia 23 de maio”, afirma a Receita em nota. Os primeiros a receber são os grupos com prioridade prevista em lei, como pessoas com idade superior a 80 anos, as que têm mais de 60 anos, portadores de moléstia grave e aquelas cuja maior fonte de renda seja o magistério. Neste ano, além daqueles que fazem parte das prioridades legais, recebe primeiro também quem optar pela declaração pré-preenchida e também escolher para receber a restituição por meio do Pix. Depois, vem os contribuintes que utilizam apenas uma das opções, a pré-preenchida ou o Pix. Prazo final A entrega da declaração começou no dia 17 de março, e o prazo vai terminar no dia 30 de maio. Até as 18h40 desta segunda-feira (5), a Receita Federal havia recebido 19,7 milhões de declarações, 42,6% do total previsto, de 46,2 milhões de documentos. Contribuintes que ao longo do ano passado receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 precisam acertar as contas com o Fisco. Quem não cumprir o prazo deverá pagar multa de R$ 165,74 a 20% do imposto devido. O primeiro lote será pago no dia 30 de maio. Os seguintes virão em 30 de junho, 31 de julho, 29 de agosto e 30 de setembro. Quais são as prioridades legais Contribuinte com idade igual ou superior a 80 anos; Idade igual/superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave; Contribuinte cuja maior fonte de renda seja o magistério; Contribuinte que utilizaram, ao mesmo tempo, a pré-preenchida e optaram por receber a restituição por Pix; Utilizaram a pré-preenchida ou optaram por receber a restituição por Pix; Demais contribuintes. Pagamento de imposto Já no dia 10 de maio, vence o prazo de envio da declaração para quem tem imposto a recolher e pretende optar pelo pagamento por meio de débito automático na primeira cota, ou na cota única. Como declarar A maioria dos contribuintes utiliza o PGD (Programa Gerador da Declaração) do Imposto de Renda 2025 para computador. Para baixar, é preciso entrar na página da Receita Federal e seguir as orientações. Além do PGD para computador, o contribuinte também pode fazer a declaração por meio do aplicativo e de forma online, pelo MIR (Meu Imposto de Renda), para computadores e dispositivos móveis (smartphones e tabletes). Arte do Imposto de Renda 2025 – Arte/R7 Fonte: R7 Foto: ADRIANA TOFFETTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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Com expectativa de alta, Copom começa nesta terça (6) reunião para decidir nova taxa básica de juros

A partir desta terça-feira (6), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne para decidir o cenário da nova taxa básica de juros da economia brasileira. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, valor alcançado a partir de três aumentos de 1 ponto percentual consecutivos. Para economistas ouvidos pelo R7, a expectativa é de que o comitê continue aumentando a taxa, mas dessa vez, em 0,5 ponto percentual, passando para 14,75% ao ano. Caso o valor se confirme, será o maior desde 2006. Vale lembrar que quando o Banco Central altera a taxa Selic, o referencial de juros da economia, custos de captação para bancos e instituições financeiras também são alterados. Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados nos financiamentos, empréstimos e cartões de crédito ficam mais altos, o que consequentemente desestimula o consumo e favorece a queda da inflação. Na última reunião, o grupo já havia sinalizado um possível ajuste “de menor magnitude” para o próximo encontro. Na época, o comitê explicou que o aumento se deu pela continuidade do “cenário adverso”, crescimento das incerteza e das “defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso”. No boletim, foi adiantado, ainda, que para esta próxima reunião, o resultado dependerá da “magnitude total do ciclo de aperto monetário, será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”. As projeções do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (5), apontam que analistas de mercado reduziram as projeções de juros da Selic para 2025 a 14,75%, o resultado ocorre após o índice ser mantido a 15% por 17 semanas. Desafios do Copom Para o economista Hugo Garbe, caso confirmada, o aumento em 0,5 ponto percentual, representará uma resposta a um conjunto de pressões que têm dificultado a condução da política monetária: inflação resistente, desequilíbrio fiscal e ambiente externo adverso. Ele aponta que a inflação acumulada nos últimos 12 meses tem se mantido acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, “com núcleos inflacionários persistentes, especialmente no setor de serviços”. Segundo Garbe, o comportamento dos preços indica que a desinflação estrutural ainda não se consolidou, mesmo diante de uma economia que dá sinais de desaceleração. “O consumo das famílias enfraqueceu e a produção industrial recuou, mas isso não tem sido suficiente para conter as pressões sobre o nível geral de preços”, concluiu. Cenário exterior No cenário exterior, o especialista explica que a volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos trouxe uma reconfiguração da política comercial americana, principalmente por conta do aumento de tarifas. Com isso, a pressão no câmbio e o aumento no custo de importações, há a alimentação de uma inflação importada, que se soma aos fatores internos. Garbe ensina que a elevação da Selic visa reforçar o compromisso da autoridade monetária com o controle da inflação e com a ancoragem das expectativas futuras. “O aumento de 0,5 ponto percentual pode parecer duro, especialmente em meio a uma economia com ritmo moderado, mas a incerteza fiscal e a deterioração do cenário externo exigem uma postura mais firme para preservar a credibilidade da política monetária”, completa. O economista Benito Salomão avalia que o Banco Central vem, preventivamente, adotando medidas defensivas ao cenário exterior, como a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. Uma vez que, nesse cenário, qualquer redução do comércio internacional gera ineficiências em cadeias de produção, que podem vir acompanhadas de altas de preço. “Nesse sentido, pode haver repique inflacionário, como consequência dessa política, e pode haver também uma persistência inflacionária, ou seja, uma maior resiliência da inflação frente as doses das taxas de juros, que o Banco Central vem aumentando para tentar lidar com esse problema”, explica. Salomão arrisca que, agora, a situação é observar se esse choque vai se propagar na economia. “Porque também existe um fator deflacionário, que existe neste primeiro momento, que é a depreciação do dólar. Então, a moeda americana valendo menos, isso exerce um efeito contrário em economias como a brasileira, sobre os índices de preço”, analisa. Como a Selic impacta o bolso dos brasileiros Segundo economistas, os impactos giram em torno do crédito, pois a Selic regula a média de juros aplicada nessas transações. Logo, quanto mais alta a taxa, mais restrito é o acesso ao crédito. Com o impacto instantâneo, um possível aumento pode deixar os serviços mais caros, complicar a situação para brasileiros endividados e reduzir o poder de compra. O economista Hugo Garbe explica que a intenção do Banco Central é justamente segurar os preços por meio do encarecimento do crédito, o que desmotiva a população a comprar. Então, quando a Selic sobe, os juros dos empréstimos, financiamentos e cartões de crédito também aumentam. Com isso, o consumidor acaba por reavaliar seus gastos e adiar compras maiores, como carros e imóveis, segundo o especialista. Além disso, Garbe ressalta que as empresas podem pisar no freio em investimentos e contratações a partir da desaceleração do consumo devido ao crédito caro. Isso traria consequências para o mercado de trabalho e pode gerar desemprego, o que também diminui o rendimento das famílias, principalmente se a inflação demora a baixar. “Se a inflação demorar a cair, o rendimento real das famílias pode continuar pressionado, tornando o cenário ainda mais difícil para quem já sente no dia a dia o peso do aumento de preços”, diz. Porém, para que a estratégia seja eficaz contra inflação, é preciso entender a origem dela, segundo Garbe. Ele explica que, se o aumento dos preços for impulsionado pelo consumo interno, a Selic deve frear a alta. Mas se for causado por fatores externos, como a alta do petróleo ou problemas na oferta de alimentos, os juros não podem ser suficientes sozinhos.   Fonte: R7 Foto: Raphael Ribeiro/ Banco Central

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Etanol e gasolina têm quedas nos preços em abril, aponta Edenred Ticket Log

No mês de abril, o preço médio do litro do etanol foi de R$ 4,48 nos postos de abastecimento do País, registrando queda de 0,67% na comparação com a média de março. O preço médio da gasolina também caiu no mesmo período (-0,46%), com o combustível sendo comercializado à média de R$ 6,46. Os números são da mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa. “Após os preços dos combustíveis se estabilizaram em março, o mês de abril marcou uma queda nos valores médios, impulsionada pelo aumento da oferta de etanol com o avanço da safra e também pelas recentes reduções no preço do diesel anunciadas pela Petrobras, que ajudaram a criar um ambiente de maior competitividade e favoreceram a redução nos preços de combustíveis de forma geral. Ademais, a expectativa de mudanças na política de mistura de etanol à gasolina contribuiu para aumentar a oferta e favorecer um cenário de preços mais competitivos”, comenta Renato Mascarenhas, Diretor de Operações e Transformação de Negócios da Edenred Mobilidade. Regionalmente, o cenário também foi de queda. Apenas a região Norte registrou aumento no etanol, de 0,19%, registrando preço médio de R$ 5,24, preço mais caro entre todas as regiões. Já o Centro-Oeste se destacou como a região com a maior queda no período para o etanol, de 1,78%, já que o biocombustível teve preço médio de R$ 4,41 na região em abril. O menor preço médio para o etanol foi o do Sudeste, de R$ 4,38, após uma queda de 0,68% na comparação com março. O Centro-Oeste, juntamente com o Nordeste, também apresentou a maior queda no período para a gasolina: ambas as regiões viram o etanol ficar 0,76% mais barato em abril, com preços médios de R$ 6,50 e R$ 6,55, respectivamente. O Norte, mais uma vez, apresentou a gasolina mais cara: R$ 6.93, mesmo após uma queda de 0,43%. Com a gasolina a preço médio de R$ 6,31, o Sudeste ficou em primeiro lugar no ranking de regiões com a gasolina mais competitiva. Na análise por estados, o etanol apresentou sua maior alta do período no estado do Piauí, onde passou a custar R$ 5,07, após alta de 1,81%. O estado com o etanol mais em conta para o motorista no período foi São Paulo, onde o preço médio registrado foi de R$ 4,24, após queda de 0,93%. Goiás apresentou a maior queda para o biocombustível em abril, de 2,44%, recuando ao preço médio de R$ 4,39. Já o etanol mais caro em abril foi o do Amapá, com valor médio de R$ 5,81. O Ceará foi o único estado a registrar aumento para a gasolina no período: de 0,45%, chegando ao preço médio de R$ 6,75. A maior queda da gasolina entre estados, de 2,11%, ocorreu no Rio Grande do Norte, que registrou média de R$ 6,51. São Paulo teve a gasolina mais em conta: R$ 6,25, após recuo de 0,32% observado na comparação com março. Mesmo registrando queda de 0,13%, o Acre seguiu como estado com a gasolina mais cara do Brasil em abril, com preço médio de R$ 7,61. “A gasolina se mostrou a opção mais vantajosa economicamente na maior parte do Brasil em abril, principalmente para quem abastece nas regiões Norte, Nordeste e Sul. Entretanto, é importante ressaltar que o etanol traz mais benefícios ambientais, uma vez que emite menos poluentes, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável e de baixo carbono”, reforça Mascarenhas. O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com uma robusta estrutura de data science que consolida o comportamento de preços das transações nos postos, trazendo uma média precisa, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo. A Edenred Ticket Log, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários. Sobre a Edenred Mobilidade A Edenred é líder em soluções de mobilidade na América Latina, representada no Brasil pelas marcas Edenred Ticket Log, Edenred Repom e Taggy. Possui mais de 30 anos de experiência no País e conecta pessoas e negócios a uma mobilidade mais eficiente e sustentável. Conta com mais de 33 mil empresas clientes e uma frota gerenciada de 1 milhão de veículos, que abastecem quase 2,5 bilhões de litros de combustível por ano. Apenas em gestão de frete e vale-pedágio, possui mais de 3 mil empresas clientes, 1 milhão de caminhoneiros atendidos que correspondem a 8 milhões de transações anuais e 100% das praças de pedágio em todo o Brasil. Juntas, desenvolvem e disponibilizam para o mercado o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), com uma análise nacional sobre a variação do preço dos combustíveis, e o Índice de Frete Edenred Repom (IFR), um estudo sobre o preço médio do frete e sua composição. No mundo, a Edenred é a plataforma digital líder para serviços e meios de pagamento, que atua como a companhia diária para pessoas no trabalho, conectando mais de 60 milhões de usuários e mais de 2 milhões de comerciantes parceiros, em 45 países, por meio de 1 milhão de empresas-clientes.   Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Nova taxa básica de juros definida pelo BC nesta semana pode atingir maior nível em 19 anos

Os diretores do BC (Banco Central) voltam a se reunir nesta terça (6) e quarta-feira (7) para decidir o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira. As expectativas do mercado financeiro apontam para a sexta alta consecutiva, desta vez de 0,5 ponto percentual, passando para 14,75% ao ano. Caso a elevação seja confirmada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), a taxa de juros atingirá o maior nível desde julho de 2006. No último encontro, quando a Selic passou de 13,25% para 14,25%, o Copom sinalizou um novo aumento “de menor magnitude”. Além disso, reforçou que, a partir de maio, o tamanho total do ciclo será ditado pelo seu “firme compromisso de convergência da inflação à meta” e dependerá da evolução do cenário. Por isso, é aguardado o novo comunicado do colegiado para entender se o ciclo de altas de juros chegou ao fim. “Acreditamos que o Copom elevará a taxa Selic em 0,5 ponto percentual na reunião de maio, deixando em aberto os próximos passos da política monetária. Discursos recentes de diretores do Banco Central apontam um tom mais cauteloso”, afirma a equipe de economistas do C6 Bank, em nota. Segundo os analistas do banco, os indicadores mostram poucas mudanças para o cenário de inflação, apesar do aumento da incerteza do cenário externo. As expectativas de inflação continuaram elevadas e acima da meta estabelecida. Evolução da Selic – Luce Costa/Arte R7 O IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) de abril será divulgado nesta sexta-feira (9), pelo IBGE. No entanto, a prévia da inflação, o IPCA-15, mostrou uma desaceleração, com acumulado de 5,49% em 12 meses. Muito longe da meta do Banco Central, de 3% ao ano. “Na nossa visão, o ciclo de ajuste da Selic deve seguir até junho, quando os juros alcançarão 15%. Não descartamos, no entanto, a possibilidade de a taxa ser menor, dadas as incertezas no cenário externo. Projetamos que a Selic se mantenha nesse patamar até o fim de 2026″, acrescenta a nota do C6 Bank. Ciclo de alta Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, a taxa pode ser elevada em até 0,75 ponto percentual nesta reunião, com possibilidade de uma alta menor de 0,50. “O Copom deve continuar com o ciclo de altas de juros, como sinalizado na reunião anterior. Em 2025, a taxa Selic deve encerrar o ciclo em 15,25% ao ano”, projeta o economista. O Itaú, em relatório de revisão de cenário com as perspectivas mais recentes, mantém projeção de fim de ciclo de política monetária em 15,25% ao ano, na reunião de junho, patamar que deve ser mantido até o final do ano. “Esperamos duas altas de 0,50 ponto percentual, nas próximas duas reuniões, mas com menor convicção sobre a segunda – cuja implementação depende da evolução do cenário internacional e seu impacto sobre a taxa de câmbio e os preços de commodities”, conclui. O que é taxa Selic A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. No entanto, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. A Selic é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais. É a taxa Selic que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo em empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic. Histórico O novo ciclo de alta da Selic começou em setembro do ano passado. Em novembro, a elevação foi de 0,50, passando para 11,25%, e chegou a 12,25% ao ano em dezembro, com alta de 1 ponto percentual. Em janeiro deste ano, houve outra alta de 1 ponto percentual, e a taxa chegou a 13,25% ao ano. No último encontro do Copom, em março, mais um ponto percentual de aumento, elevando a taxa a 14,25%.   Fonte: R7 Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central

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Governo apresentará proposta para ressarcir vítimas de fraude do INSS nesta semana

A proposta para ressarcir as vítimas de fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro social) deve ser apresentada nesta semana. Investigação da Polícia Federal aponta esquema de descontos de mensalidades associativas não autorizadas que teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões, entre 2019 e 2024. Mais de 4 milhões de aposentados e pensionistas podem ter sido vítimas. Segundo a AGU (Advocacia-Geral da União), o Plano de Ressarcimento Excepcional para os segurados que tiveram descontos não autorizados será submetido no início desta semana à Casa Civil da Presidência da República. Em seguida, apresentado ao Conselho Nacional de Justiça, ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União. A medida foi definida em reunião, na última sexta-feira (2), do grupo especial de combate às fraudes do INSS. O encontro foi conduzido pelo ministro Jorge Messias, da AGU, e contou com a presença do novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, e do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção. O governo já definiu que o desconto feito em abril será devolvido em maio. Agora a expectativa é de como será feita a devolução do valor total do desvio. Desconto indevido Os aposentados e pensionista podem conferir se foram vítimas de fraude por meio do extrato de pagamento do INSS. Basta acessar, com login e senha, o Meu INSS (site ou aplicativo), clicar em “Consultar Benefício” e, em seguida, em “Extrato de Pagamento”. Depois, escolher o mês que aparece (por padrão, aparecem somente as duas últimas competências, mas é possível visualizar as anteriores também). Na tabela, irá constar o possível valor do desconto, se houver. Operação Os descontos de mensalidades de sindicatos e associações em aposentadorias e pensões foram suspensos pelo governo federal, após a PF (Polícia Federal) e a GCU (Controladoria-Geral da União) deflagrarem a “Operação Sem Desconto”, em 23 de abril. Um suposto “esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas” teria descontado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A fraude provocou a queda de Carlos Lupi, que pediu demissão do Ministério da Previdência Social no último dia 2 de maio, quando assumiu o cargo o novo ministro, Wolney Queiroz, que era o secretário-executivo da pasta. O então presidente do INSS Alessandro Stefanutto também deixou o cargo, após repercussão do caso. Novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, foi nomeado em 30 de abril, pelo presidente Lula. Investigação Onze entidades são investigadas com indícios de pagamento de propina a agentes públicos ou de serem de fachada. O novo presidente do INSS anunciou a abertura de procedimento administrativo para responsabilizar as entidades investigadas, e a Procuradoria-Geral Federal determinou abertura de procedimentos para apurar improbidade administrativa. Como identificar o desconto irregular Acessar, com login e senha, o Meu INSS (site ou aplicativo) Clicar em “Consultar Benefício” Em seguida, em “Extrato de Pagamento” Clique no mês que aparece (por padrão, aparecem somente as duas últimas competências, mas é possível visualizar as anteriores também) Na tabela que aparece, irá constar o possível valor do desconto, se houver   Fonte: R7 Foto: BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Haddad reúne-se com secretário do Tesouro de Trump em meio a tarifas

Em meio à guerra tarifária promovida pelo governo de Donald Trump, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se, neste domingo (4), com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. O encontro ocorreu em Los Angeles, para onde o ministro viajou nesta semana para buscar investimentos em data centers (centro de dados) no Brasil. Esse foi o primeiro encontro presencial entre as duas autoridades desde a posse de Donald Trump, em 20 de janeiro. Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro tem função equivalente a do ministro da Fazenda no Brasil. Inicialmente, a reunião não estava prevista na agenda oficial de Haddad porque o ministro apenas passará pela Califórnia, antes de ir para o México, na noite de terça-feira (6). No entanto, na última quarta-feira (30), o ministro da Fazenda anunciou a possibilidade de uma reunião com o secretário do Tesouro norte-americano. “Recebi um retorno de que ele [Scott Bessent] tem interesse em iniciar o diálogo com o Brasil”, disse o ministro na manhã de quarta-feira. Na ocasião, porém, Haddad afirmou que a reunião provavelmente seria virtual e ocorreria após seu regresso ao Brasil. Na quarta-feira, Haddad afirmou que a sobretaxa de 10% do governo norte-americano aos produtos brasileiros e as tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio, que entraram em vigor em março, deveriam ser discutidas. No entanto, o ministro da Fazenda ressaltou que as negociações comerciais estão sendo conduzidas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente, Geraldo Alckmin. “Podemos até falar, mas aí quem conduz a negociação de tarifa nesse momento é o vice-presidente [Geraldo Alckmin]. A parte comercial está sendo conduzida pelo Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio]. Mas temos muitos assuntos a tratar com o secretário do Tesouro, da agenda da Fazenda”, declarou Haddad. Viagem Haddad chegou no sábado a Los Angeles para apresentar o novo plano do governo brasileiro para investimento em centro de dados e de inteligência artificial. O ministro pretende ressaltar a liderança do Brasil em energias renováveis e explicar a proposta de desoneração de investimentos em bens de capital ligados a bens de tecnologia da informação, projeto que ainda será enviado ao Congresso Nacional. Na noite deste domingo, Haddad terá um jantar com investidores internacionais, oferecido pelo Instituto Milken, instituto da Califórnia que promove fóruns políticos e econômicos. Na segunda-feira (5), o ministro participa de dois painéis na conferência anual organizada pelo instituto. Em Los Angeles, o ministro da Fazenda se reunirá com a diretora-financeira (CFO) do Google, Ruth Porat. No mesmo dia, o ministro viajará para San José, próximo a São Francisco, onde se reunirá com o presidente-executivo da Nvdia, Jensen Huang. Na terça-feira (6), Haddad participará de um café da manhã com empresários e investidores brasileiros e estrangeiros, organizado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Em seguida, terá reunião bilateral com executivos da Amazon. Na terça à noite, o ministro da Fazenda embarca para o México. A viagem se encerra na quarta-feira (7), com um café da manhã com brasileiros que trabalham em empresas mexicanas ou em multinacionais brasileiras no México. Na mesma manhã, Haddad terá uma reunião com Edgar Zamorra, secretário do Tesouro e Crédito Público mexicano. Segundo o Ministério da Fazenda, a viagem ao México concentra-se no aprofundamento das relações bilaterais.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Haddad viaja à Califórnia para buscar investimentos em data centers

O novo plano nacional para estimular investimentos em data centers (centros de dados) no Brasil será o principal tema da viagem do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à Califórnia. O ministro chega neste sábado (3) em Los Angeles, onde se reunirá com representantes de big techs e participará de um fórum econômico. Haddad ficará em Los Angeles até terça-feira (6). Na quarta (7), o ministro visitará o México, onde se reunirá com brasileiros que trabalham no país e com o secretário da Fazenda e Crédito Público do México, Edgar Amador Zamorra, que ocupa cargo equivalente ao de ministro da Fazenda. No México, o objetivo será aprofundar as relações bilaterais e alinhar objetivos para repensar a globalização. O ministro retorna a Brasília na quinta-feira (8). O primeiro compromisso oficial de Haddad ocorrerá no domingo (4), em que o ministro participará de um jantar privado com investidores internacionais oferecido pelo Instituto Milken, entidade que promove debates econômicos com líderes globais. Segundo o Ministério da Fazenda, o jantar será dedicado à discussão da situação econômica atual dos Estados Unidos. Na segunda-feira (5), Haddad participará de um painel do Instituto Milken. Ele apresentará um panorama econômico do Brasil a empresários e economistas norte-americanos, em sessão privada. Em seguida, o ministro terá um encontro público com a vice-presidenta do Instituto Milken, Laura Lacey. Segundo o Ministério da Fazenda, além de listar as reformas econômicas dos últimos anos, Haddad apresentará a agenda brasileira de globalização sustentável, que envolve propostas do Brasil no G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana), o Plano de Transformação Ecológica e o acordo Mercosul–União Europeia. Big Techs Ainda na segunda, Haddad se reunirá com representantes de três big techs(grandes empresas de tecnologia). Pela manhã, o ministro conversará com a diretora-financeira do Google, Roth Porat, em Los Angeles. Em seguida, o ministro embarcará para San José, próximo a São Francisco, onde se reunirá à tarde com o presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang. O ministro pretende encerrar o dia com uma visita às instalações da empresa de processadores, placas de vídeo e inteligência artificial (IA). Na terça-feira (6) pela manhã (horário local), Haddad tomará café da manhã com cerca de 40 executivos e vice-presidentes de empresas de tecnologia do Brasil e dos Estados Unidos, organizado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Em seguida, terá reunião bilateral com executivos da Amazon. Segundo o Ministério da Fazenda, o principal tema do café da manhã e das reuniões com as big techs é o novo plano do Brasil para atrair investimentos em data centers. O governo pretende enviar, nas próximas semanas, um projeto ao Congresso Nacional que desonera investimentos em bens de capital ligados a bens de tecnologia da informação para centros de dados. O ministro pretende apresentar o Brasil como um pólo de infraestrutura sustentável para o setor, por causa da alta proporção de energia renovável na matriz energética do país. “Queremos começar a divulgar o marco regulatório do Plano Nacional de Data Centers. Somos deficitários na balança de serviço. Nós contratamos 60% da nossa TI [tecnologia da informação] fora do país, o que significa não apenas remessa de dólares para fora, mas subinvestimento no Brasil e acredito que o lançamento dessa política vai fazer o investimento melhorar muito”, disse Haddad na última segunda-feira (28) em São Paulo. México A chegada de Haddad ao México está prevista para terça-feira à noite (horário local). Na quarta (7) pela manhã, o ministro tomará café da manhã com brasileiros que trabalham em empresas mexicanas ou em multinacionais brasileiras no México. Ainda pela manhã, o ministro se encontrará com o secretário da Fazenda e Crédito Público do México, Edgar Amador Zamorra. Segundo a Fazenda, os compromissos no México têm como objetivo aprofundar as relações bilaterais. A orientação para discutir os desafios em comum para a globalização nos dois países, informou a pasta, foi definida recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, durante a conferência da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Honduras. Confira a agenda prevista de Haddad (em horários locais): 3/5 (sábado): 8h55 – Chegada a Los Angeles 4/5 (domingo): 20h – Jantar privado com investidores internacionais, oferecido pelo Instituto Milken 5/5 (segunda-feira): 9h às 9h30 – Reunião bilateral com Ruth Porat, diretora-financeira (CFO) do Google 10h às 10h30 – Sessão privada sobre visão dos investidores globais sobre o Brasil, no Instituto Milken 11h30 às 11h50 – sessão pública “Uma conversa com o Ministro da Fazenda do Brasil”, com a vice-presidente do Instituto Milken, Laura Lacey 13h30 – Partida de Los Angeles 14h25 – Chegada a San José 15h às 15h30 – Reunião bilateral com Jensen Huang, presidente-executivo (CEO) da Nvidia 15h30 às 17h – Visita às instalações da Nvidia 6/5 (terça-feira): 9h às 10h – Mesa Redonda organizada pela Amcham Brasil 10h30 às 11h15 – Reunião bilateral com executivos da Amazon 17h – Partida dos Estados Unidos 21h55 – Chegada à Cidade do México 7/5 (quarta-feira): 9h às 10h – Café da manhã com atores econômicos brasileiros no México 11h às 12h – Reunião bilateral com Edgar Amador Zamorra, secretário da Fazenda e Crédito Público do México 14h – Partida da Cidade do México 8/5 (quinta-feira): 3h55 – Chegada a Brasília   Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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INSS prepara plano para ressarcir aposentados vítimas de fraude

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está elaborando uma proposta de Plano de Ressarcimento Excepcional para os aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos não autorizados por entidades associativas. A medida foi discutida em reunião na tarde desta sexta-feira (2), conduzida pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e que contou com a presença do novo presidente do INSS. “A proposta está em fase final de elaboração e, tão logo seja concluída, será submetida no início da próxima semana à Casa Civil da Presidência da República, para posterior apresentação ao Conselho Nacional de Justiça, ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União”, informou a AGU, em nota. A pasta instituiu um Grupo Especial, com suporte da Dataprev e do próprio INSS, para resolver a situação causada a milhões de aposentados e pensionistas. A devolução dos recursos cobrados indevidamente foi uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que abordou o tema em seu mais recente pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. O novo presidente do INSS afirmou, durante a reunião, que vai determinar a abertura Procedimentos Administrativos de Responsabilização de Pessoas Jurídicas (PAR), com base na Lei nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção), em desfavor das entidades investigadas com indícios de pagamento de propina a agentes públicos, bem como as entidades classificadas na investigação como de fachada. Da parte da AGU, Jorge Messias determinou, segundo o que foi informado, a instauração de procedimentos preparatórios para ajuizamento de ações de improbidade administrativa. “Os denominados Procedimentos de Instrução Prévia (PIP) investigarão as condutas dos agentes públicos e das pessoas jurídicas objeto de apuração na Operação Sem Desconto com vistas à plena responsabilização administrativa dos envolvidos”, disse a pasta. Ministro pede demissão Também nesta sexta, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, acertou sua saída do cargo, após se reunir com Lula, no Palácio do Planalto, em Brasília. Em seu lugar, o Planalto anunciou ex-deputado federal Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da pasta, indicado pelo PDT, que é presidido pelo próprio Lupi. A troca no comando do Ministério da Previdência ocorre uma semana após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem uma operação conjunta que apura um suposto esquema de descontos não autorizados. A investigação aponta que as irregularidades começaram em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro, e prosseguiram nos últimos anos. Mudanças no INSS O caso já havia resultado na exoneração do então presidente do Instituto, Alessandro Stefanutto, e no afastamento de quatro dirigentes da autarquia e  de um policial federal lotado em São Paulo. Deputados de oposição protocolaram, na última quarta-feira (30), um requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os sindicatos envolvidos na fraude do INSS. A PF informou ter reunido indícios da existência de irregularidades em parte dos cerca de R$ 6,3 bilhões que a cobrança das mensalidades associativas movimentou apenas entre 2019 e 2024. Nos dias seguintes, a CGU e o próprio INSS tornaram públicos os resultados de auditorias realizadas desde 2023, que também apontavam inconsistências e problemas relacionados ao tema.   Fonte: Agência Brasil Foto: Renato Menezes/AscomAGU

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Dólar inicia mês em baixa com chances de negociação entre EUA e China

As chances de negociações entre Estados Unidos e China contribuíram para que o mercado financeiro iniciasse maio com tranquilidade. O dólar caiu e assegurou queda na semana. A bolsa de valores virou no fim do dia e fechou estável. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (2) vendido a R$ 5,654, com queda de R$ 0,023 (-0,41%). A cotação caiu fortemente pela manhã, chegando a R$ 5,62 por volta das 11h. Embora tenha ganhado força durante a tarde, manteve a tendência de baixa. A moeda norte-americana acumula queda de 0,58% na semana. Em 2025, a divisa recua 8,51%. O mercado de ações teve um dia mais agitado. Após cair 0,52% às 11h07, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 135.134 pontos, com alta de apenas 0,05%. Na semana, o indicador avançou 0,29%. Num dia sem notícias relevantes na economia doméstica, fatores internacionais se destacaram. No início das negociações, a divulgação de que os Estados Unidos criaram 177 mil empregos fora do setor agrícola em abril pressionou pela alta do dólar. Isso porque os números saíram melhores que o previsto, o que desestimularia o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) a reduzir os juros ainda no primeiro semestre. No entanto, as perspectivas de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China pesou mais no cenário internacional. Nesta sexta, o Ministério do Comércio da China confirmou que os Estados Unidos procuraram o país asiático para iniciar conversas sobre as tarifas de 145% impostas pelo governo de Donald Trump há um mês. A disposição em diminuir o impasse fez o dólar cair em todo o planeta e beneficiou países emergentes, como o Brasil. Isso porque a China é o principal comprador global de commodities (bens primários com cotação internacional), o que estimula as exportações de países produtores de bens agrícolas e minerais. *com informações da Reuters   Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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