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Tag: economia

INSS: balanço aponta 1,345 milhão pedidos de reembolso

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registraram 1.345.817 pedidos de reembolso de descontos não autorizados feitos por entidades associativas, segundo balanço divulgado pela instituição nesta sexta-feira (16), com dados apurados até as 17h. Até quinta-feira (15), 1.051.238 segurados haviam feito o pedido de reembolso. Em números totais, 1.370.635 segurados consultaram a plataforma Meu INSS ou o canal 135 de atendimento telefônico para obter informações sobre descontos de entidades associativas, sendo que 24.818 informaram que o desconto foi autorizado. Segundo o INSS, foram feitos 34.960.465 de acessos à plataforma Meu INSS. Desse total, 5.997.999 de segurados buscaram informações sobre consulta dos descontos no Meu INSS, e 2.836.350 buscaram a plataforma para informar que não tiveram descontos. Esta sexta-feira foi o terceiro dia de funcionamento do serviço que permite ao beneficiário consultar quanto teve de descontos ao longo dos últimos anos e informar se foram autorizados ou não, abrindo, assim, um processo administrativo para receber o dinheiro de volta. São 41 entidades associativas contestadas em todos esses lançamentos, abrangendo todas que têm ou tinham algum credenciamento com o órgão para fazer o desconto. Cerca de 9 milhões de segurados começaram a ser notificados desde terça-feira (13) sobre descontos por entidades e associações. Agora, é possível saber o nome da entidade à qual o aposentado ou pensionista que teve desconto, por meio do serviço Consultar Descontos de Entidades Associativas, disponível no aplicativo. Investigação Os descontos dos aposentados e pensionistas são alvo de investigação pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que apuram a atuação de organizações criminosas para fraudar os benefícios previdenciários, associando de forma não autorizada os segurados do INSS. Ao todo, desde quinta-feira (15), mais de 4,3 milhões de usuários consultaram a plataforma Meu INSS para verificar quanto tiveram de desconto. O prazo para solicitar um eventual reembolso é indeterminado. As associações que tiverem seus descontos contestados por um segurado terão de apresentar uma documentação individualizada, no prazo de 15 dias úteis, para comprovar a adesão voluntária do beneficiário aos descontos ou efetuar o recolhimento do dinheiro devido. Em caso de pagamento, o valor será repassado ao Tesouro Nacional para posterior devolução na conta do segurado. Essas organizações poderão usar uma plataforma própria disponibilizada pela Dataprev. Desde a semana passada, quem não teve descontos associativos recebeu a mensagem “Fique tranquilo, nenhum desconto foi feito no seu benefício”. Alerta de golpes Em seu site, o INSS alerta que não tem feito ligações telefônicas nem enviado mensagens SMS, por e-mail, WhatsApp ou outro canal diferente dos oficiais para informar sobre os descontos de entidades associativas. “É preciso redobrar o cuidado com golpes! O contato oficial com os beneficiários do INSS será feito exclusivamente por meio de notificação no aplicativo Meu INSS. Evite clicar em links suspeitos e não forneça dados pessoais se receber alguma ligação”, alerta a autarquia. As informações de interesse dos cidadãos serão divulgadas pelos meios oficiais do instituto: site do INSS redes sociais oficiais do INSS com o símbolo de conta verificada Em caso de dúvidas, o cidadão deve ligar para a central de teleatendimento 135.   Fonte: Agência Brasil Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Desemprego cresce em 12 estados no primeiro trimestre de 2025, diz IBGE

A taxa de desemprego cresceu em 12 estados do Brasil no primeiro trimestre de 2025. Nas outras 15 unidades da federação, o índice ficou estável. Os dados são da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os estados que apresentaram maior taxa de desocupação foram: Pernambuco: 11,6% Bahia: 10,9% Piauí: 10,2% As menores taxas de desemprego foram em: Santa Catarina: 3,0% Rondônia: 3,1% Mato Grosso: 3,5% No último trimestre de 2024, a média nacional de desocupação era de 6,2%. Esse número subiu para 7% nos três primeiros meses deste ano, o que mostra uma desaceleração do mercado de trabalho. Desemprego é maior entre mulheres e negros A desocupação entre mulheres alcançou 8,7%, enquanto para homens chegou a 5,7%. No destaque de cor ou raça, o desemprego ficou acima da média entre pessoas pretas (8,4%) e pardas (8,0%). Já para brancos, o registro foi de 5,6%, abaixo da média nacional. O desemprego disparou entre pessoas com baixa escolaridade e atingiu 11,4% para quem tem ensino médio incompleto. Já para aqueles com nível superior incompleto, a taxa chegou a 7,9%. Pessoas com nível superior completo tiveram o menor índice de desocupação, com 3,9%. Trabalho informal cresce no Maranhão De todos os trabalhadores do Brasil, 38% são informais, segundo o IBGE. Se encaixam na informalidade aqueles que são empregados domésticos ou do setor privado sem carteira de trabalho, além dos que são autônomos sem registro de CNPJ. Os estados com maior taxa de informalidade foram: Maranhão: 58,4% Pará: 57,5% Piauí: 54,6% Já os locais com menor número de trabalhadores informais foram: Santa Catarina: 25,3% Distrito Federal: 28,2% São Paulo: 29,3% Carteira assinada cresce em Santa Catarina Nos três primeiros meses do ano, 74,6% dos trabalhadores do setor privado estavam com carteira assinada. Esse número foi maior nos estados abaixo: Santa Catarina: 87,8% São Paulo: 83,4% Rio Grande do Sul: 81,5% Já a porcentagem de empregados por conta própria alcançou 25,3%. No primeiro trimestre, o estado com mais trabalhadores autônomos foi Rondônia, com 35,6%, seguido por Maranhão, com 32,7%.   Fonte: R7

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Consignado CLT tem liberada a troca de dívida entre bancos nesta sexta (16)

O consignado CLT, para o trabalhador com carteira assinada, tem a troca de empréstimo de um banco para outro liberada a partir desta sexta-feira (16). Com a chamada portabilidade, quem tem crédito consignado ou crédito pessoal vai poder renegociar sua dívida de uma instituição financeira para outra, que ofereça condições de juros mais vantajosas. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a transferência do empréstimo, prevista inicialmente para 6 de junho, foi antecipada. Mas o trabalhador terá que procurar o banco, pois essa troca não poderá ser feita ainda pela Carteira do Trabalho Digital. Somente a partir de 6 de junho, poderá ocorrer a troca de dívida de todos os empréstimos do Crédito do Trabalhador. O empréstimo consignado é descontado direto da folha de pagamento. Por isso, tem juros mais baixos do que o crédito pessoal. “A intenção é que o trabalhador possa reduzir a taxa de juros da sua dívida original e, caso tenha margem consignável, aumentar o valor do novo empréstimo. Quando o trabalhador migra para o crédito do trabalhador, ele quita automaticamente a dívida antiga, fazendo um novo empréstimo”, afirma o ministério em nota. O consignado para quem tem carteira assinada entrou em vigor em 21 de março e já emprestou R$ 11,3 bilhões até as 17h desta quinta-feira, para mais de 2 milhões de trabalhadores no país. A média dos empréstimos é de R$ 5.383,22 por contrato, com uma prestação média de R$ 317,20 num prazo de 17 meses. Os maiores volumes contratados São Paulo (R$ 2,9 bi) Minas Gerais (R$ 948 milhões) Rio de Janeiro (R$ 927,7 milhões) Paraná (R$ 760,3 milhões) Rio Grande do Sul (R$ 759,3) Migração Desde 25 de abril, começou a migração de dívida no banco de origem do empréstimo. Segundo o ministério, grande parte do crédito pessoal (Crédito Direto ao Consumidor) e consignados, que hoje somam R$ 120 bilhões, devem migrar para o Crédito do Trabalhador. “O CDC hoje tem uma taxa de juros muito de mais de 8%, e o trabalhador poderá conseguir nesta troca renegociar a dívida dele com juros por menos da metade. Com isso, terá um alívio financeiro do seu salário, e reduzirá o seu endividamento”, acrescenta o texto. O programa conta com 35 instituições financeiras, nas mais de 70 instituições já habilitadas. O Banco do Brasil acumula o maior volume de empréstimos, já tendo emprestado R$ 3,1 bilhões por meio do Crédito do Trabalhador, a maioria para liquidar dívidas mais caras. O que é portabilidade Portabilidade de dívida, ou portabilidade de crédito, é a transferência de uma dívida existente de uma instituição financeira para outra. Essa transferência visa obter condições mais vantajosas, como taxas de juros mais baixas, prazos maiores ou outras vantagens que podem facilitar o pagamento da dívida.   Fonte: R7 Foto: ADRIANA TOFFETTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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Crédito extraordinário para o INSS não está em discussão, diz Haddad

A abertura de um crédito extraordinário no Orçamento de 2025 para ressarcir aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos não está em discussão, disse nesta quinta-feira (15), em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, o governo ainda avalia o tamanho das retiradas não autorizadas de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ministro reiterou que o uso de dinheiro público para reembolsar os aposentados e pensionistas só será feito em último caso. Isso ocorrerá se o dinheiro recuperado das entidades envolvidas nos descontos indevidos for insuficiente para cobrir o ressarcimento. “Não começamos a tratar disso [crédito extraordinário ao INSS] porque ainda não temos uma estimativa do volume de recursos necessários. Temos que esperar para saber qual é efetivamente o tamanho do problema e o que não vai poder ser ressarcido por recursos das próprias associações. Já é pedido o bloqueio de bens. É uma série de questões que quem fraudou tem que pagar”, afirmou Haddad. Limite de crescimento Pelo arcabouço fiscal, créditos extraordinários não contam para o cumprimento da meta de resultado primário e estão fora do limite de crescimento dos gastos em até 2,5% acima da inflação do ano anterior. No entanto, esses créditos resultam em aumento da dívida pública do governo. No início da noite, o Palácio do Planalto divulgou que o número de pedidos de reembolso ao INSS atingiu 1.051.238 em dois dias de funcionamento do sistema de notificações. O número de entidades envolvidas continua em 41. Na quarta-feira (14), cerca de 578 mil aposentados e pensionistas haviam comunicado descontos indevidos nos benefícios, com cerca de 473 mil comunicando hoje. Motociclistas Mais cedo, Haddad havia negado planos para elevar o valor mínimo do Bolsa Família e para elaborar um pacote de aumento de gastos para elevar a popularidade do governo. O ministro não confirmou se uma proposta do Ministério do Trabalho e Emprego de uma linha especial de crédito para motociclistas faz parte do pacote ou se está sendo analisado separadamente. “Ainda não há modelo fechado. Não tem pacote da semana que vem. Existe um conjunto de medidas que são corriqueiras”, declarou. Diferentemente da elevação do Bolsa Família, a linha de crédito especial para troca de motos não teria custo para os cofres públicos. Os financiamentos com juros mais baixos seriam concedidos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, mas o governo ainda não definiu se o crédito atenderia apenas a entregadores ou a todos os motociclistas.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Ministro admite que decisões do Congresso impactaram atuação de entidades em fraudes ao INSS

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, confirmou que decisões do Congresso ligadas à ampliação do prazo para que aposentados e pensionistas confirmassem descontos associativos na folha de pagamentos ampliaram a atuação de entidades que levaram a fraudes junto ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). A indicação faz parte do calendário analisado pelo ministério, e foi apresentada nesta quinta-feira (15) a senadores da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. “O fim da revalidação e expectativa anterior fez com que 11 empresas se credenciassem, empresas novas, associações novas, se credenciassem no INSS. Essas empresas, que agora, descobrimos que eram 100% fraudulentas, a maioria se estabeleceu nesse período”, declarou Queiroz. Segundo o ministro, as situações se ampliaram após uma indicação feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em 2019. À época, a gestão Bolsonaro determinou que aposentados e pensionistas precisariam autorizar descontos anualmente. “Cada empresa que tinha seus associados, esses associados precisavam renovar essa autorização anualmente. Isso impediria, naquele momento é o que se buscava, que houvesse os descontos permanentes, ou seja, que alguém autorizasse desconto por um ano e passasse 10 anos sendo descontado. Essa foi a ideia”, relembrou Queiroz. A decisão, por MP (Medida Provisória), foi alterada durante análise de deputados e senadores, que optaram para ampliar o período dos descontos para uma autorização a cada três anos e a partir de 2021. O ano também foi adiado pela pandemia de Covid-19. “Era medida justificada e foi por essa razão que Conselho de Previdência recomendou em 2021, que fosse feita a delação de prazo para vigência ser a partir de 2022 quando já haveria vacina e outro ambiente que não mais haveria necessidade de isolamento social”, disse. Durante a apresentação, Wolney também negou omissões de investigação durante o governo Lula e disse que a pasta só teve ciência do impacto das fraudes em operação da PF (Polícia Federal). Segundo o ministro, o prazo foi ligado às necessidades de investigação, pela gravidade de acusações e proporção de tamanho do INSS. “Antes disso, o que todos sabíamos é o que tinha na imprensa, eventualmente menções aos descontos, e havia uma investigação por parte da CGU que durou praticamente dois anos”, disse. “Se fosse uma coisa simples de ser detecta, essa ação teria sido deflagrada pela CGU e PF ainda em 2023″, completou.   Fonte: R7 Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Vendas no varejo crescem 0,8% em março e atingem maior patamar histórico, aponta IBGE

As vendas do comércio varejista cresceram 0,8% em março de 2025, frente a fevereiro, e atingiram o maior nível da série histórica iniciada em janeiro de 2000. Os dados fazem parte da PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) divulgada nesta quinta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este é o terceiro mês seguido de alta nas vendas, que já haviam registrado avanço de 0,5% em fevereiro e de 0,7% em janeiro. Com isso, a média móvel trimestral avançou 0,6%, sinalizando uma tendência positiva no setor. “O resultado de março consolida a recuperação do varejo iniciada no fim de 2024. Apesar das adversidades em alguns segmentos, a trajetória segue de crescimento”, analisa Cristiano Santos, gerente da pesquisa. Variação anual é negativa, mas acumulado em 12 meses é positivo Na comparação com março de 2024, porém, o volume de vendas caiu 1,0%, interrompendo uma sequência de resultados positivos na comparação interanual. Ainda assim, o setor acumula alta de 1,2% no ano e crescimento de 3,1% nos últimos 12 meses. No recorte do varejo ampliado — que inclui os segmentos de veículos e material de construção — o volume de vendas subiu 1,9% em março na comparação com fevereiro, mas caiu 1,2% frente a março do ano passado. No acumulado do ano, o avanço foi de 1,1%, e em 12 meses, 3,0%. Maioria dos segmentos teve alta em março Seis das oito atividades pesquisadas apresentaram crescimento no volume de vendas em março, com destaque para: Livros, jornais, revistas e papelaria: +28,2% Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: +3,0% Outros artigos de uso pessoal e doméstico: +1,5% Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: +1,2% Tecidos, vestuário e calçados: +1,2% Hiper e supermercados: +0,4% Por outro lado, dois segmentos recuaram no mês: Móveis e eletrodomésticos: -0,4% Combustíveis e lubrificantes: -2,1% No varejo ampliado, material de construção teve alta de 0,6% e veículos, motos, partes e peças, avanço de 1,7%. Pressão negativa vem de supermercados e papelarias na comparação anual Na comparação com março de 2024, cinco das oito atividades do varejo registraram queda, com destaque para: Livros, jornais, revistas e papelaria: -6,9% Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -6,3% Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -2,1% Hiper e supermercados: -1,4% Combustíveis e lubrificantes: -0,8% Segundo o IBGE, o recuo nas vendas de livros e papelaria é o mais intenso desde novembro de 2024, e o segmento já acumula 11 meses consecutivos de queda. Já o setor de hiper e supermercados — de grande peso no índice geral — exerceu a maior influência negativa no resultado interanual de março, respondendo por -0,8 ponto percentual do total de -1,0% registrado no varejo. Receita cresce mais que o volume de vendas Enquanto o volume de vendas variou positivamente, a receita nominal do comércio varejista cresceu ainda mais: +1,2% em março, +7,0% no acumulado do ano e +8,0% nos últimos 12 meses. No varejo ampliado, a receita teve alta de 1,5% no mês, 5,9% no ano e 7,0% em 12 meses — reflexo, em parte, da inflação e do aumento no preço dos produtos, especialmente nos setores de combustíveis, medicamentos e alimentos.   Fonte: R7 Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

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Entidades notificadas pelo INSS têm até 15 dias para apresentar documentação de associados

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começou a identificar possíveis vítimas de descontos indevidos e, com isso, a notificar as entidades supostamente envolvidas para prestarem esclarecimentos. Ao todo, 41 associações foram notificadas e têm 15 dias úteis, a partir da notificação, para apresentar a documentação que comprove o vínculo com os segurados ou realizar o pagamento referente aos descontos não autorizados. A informação foi confirmada pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. “Esse pagamento não vai para a conta do segurado, vai para a conta do Tesouro. O INSS irá ressarci-lo por meio da folha de pagamento, na conta em que ele recebe o benefício”, explicou. Até as 16h de ontem, primeiro dia do processo, 473.940 pessoas informaram não reconhecer a cobrança de mensalidades. Outras 6.720 confirmaram o vínculo com as entidades. Waller também destacou que as associações devem apresentar documentação individualizada para cada segurado. “Foi disponibilizado às entidades um sistema que permite exatamente esse procedimento. Elas já podem cumprir sua obrigação de apresentar a autorização comprobatória”, afirmou Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev. Notificação de aposentados e pensionistas O presidente do INSS reiterou que os segurados não precisam ter pressa para abrir o requerimento de contestação, já que não há prazo definido para isso. “Todos serão ressarcidos no menor tempo possível. Não precisa correr, gente, o sistema não será fechado de uma hora para outra”, garantiu. Waller também informou que agora é possível saber a qual entidade o aposentado ou pensionista está vinculado por meio do serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”, disponível no aplicativo Meu INSS. Alerta contra golpes O INSS reforça que se comunica com os usuários somente por meio de seus canais oficiais: Aplicativo Meu INSS; Central telefônica 135 (somente recebe chamadas, não faz ligações); Site oficial da Previdência Social. “Se tiver interesse, ligue você para o INSS. Não informe nada a ninguém, não assine nada para ninguém, não abra links suspeitos e não forneça qualquer tipo de informação pessoal”, alertou Waller. Quem vai pagar? Até o momento, o órgão contabiliza R$ 1 bilhão apreendido em contas de entidades no dia da deflagração da operação contra fraudes. Outros R$ 2,5 bilhões em bloqueios também já foram solicitados pela Advocacia-Geral da União. “A ideia inicial é que quem custeie essa indenização seja o fraudador, aquele que causou o dano à pessoa. Após verificar quantas pessoas foram afetadas e qual será o valor a ser pago, vamos analisar de onde e como sairá o dinheiro. Mas, primeiro, precisamos fazer esse levantamento”, explicou o presidente.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Caixa libera abono salarial para nascidos em maio e junho

Cerca de 3,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada nascidos em maio e junho que ganham até dois salários mínimos podem sacar, a partir desta quinta-feira (15), o valor do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2025 (ano-base 2023). A quantia está disponível no Portal Gov.br. Ao todo, a Caixa Econômica Federal liberará pouco mais de R$ 4,5 bilhões neste mês. Aprovado no fim do ano passado, o calendário de liberações segue o mês de nascimento do trabalhador. Os pagamentos começaram em 17 de fevereiro e vão até 15 de agosto. O trabalhador pode conferir a situação do benefício no aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Neste ano, R$ 30,7 bilhões poderão ser sacados. Segundo o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o abono salarial de 2025 será pago a 25,8 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, cerca de 22 milhões que trabalham na iniciativa privada receberão o PIS e 3,8 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep. O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal; e o Pasep, pelo Banco do Brasil. Como ocorre tradicionalmente, os pagamentos serão divididos em seis lotes, baseados no mês de nascimento. O saque iniciará nas datas de liberação dos lotes e acabarão em 29 de dezembro de 2025. Após esse prazo, será necessário aguardar convocação especial do Ministério do Trabalho. Quem tem direito Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos, e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2023. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 126,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.518. O abono salarial não se confunde com as cotas do antigo Fundo PIS/Pasep, que estão sendo sacadas por meio de outra plataforma, lançada em março deste ano. O antigo fundo abriga cotas de cerca de 10,5 milhões de trabalhadores formais antes da Constituição de 1988. O abono salarial beneficia trabalhadores com carteira assinada após a Constituição de 1988 com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Pagamento Trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente no banco, de acordo com o mês de seu nascimento. Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser realizado com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento. O pagamento do abono do Pasep ocorre via crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode efetuar a transferência via TED para conta de sua titularidade via terminais de autoatendimento e portal ou no guichê de caixa das agências, mediante apresentação de documento oficial de identidade. Quem não é correntista da Caixa ou do Banco do Brasil e tem direito ao benefício também pode sacar o valor por meio do Portal Gov.br, no serviço “Receber o abono salarial”, mas é necessário ter conta prata ou ouro. Até 2020, o abono salarial do ano anterior era pago de julho do ano corrente a junho do ano seguinte. No início de 2021, o Codefat atendeu a recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) e passou a depositar o dinheiro somente dois anos após o trabalho com carteira assinada.   Fonte: Agência Brasil Foto: José Cruz/Agência Brasil

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INSS: 473,9 mil segurados já contestaram descontos indevidos

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram nesta quarta-feira (14) a abrir requerimentos de devolução de valores descontados indevidamente nos últimos anos, por meio dos canais oficiais da autarquia. O pedido deve ser feito pelo aplicativo Meu INSS, pelo site ou pelo telefone 135. Em balanço apresentado no fim do dia, o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, informou já terem sido abertos, neste primeiro dia de funcionamento do sistema, um total de 480.660 procedimentos de reconhecimento ou não dos descontos, somando plataforma online e atendimento telefônico. Desse total, 473.940 pessoas (98,6%) informaram não reconhecer a cobrança de mensalidade por entidade associativa. Outros 6.720 (1,4%) reconheceram os vínculos. Esses dados foram apurados até as 16h. São 41 entidades associativas contestadas em todos esses lançamentos, abrangendo todas que têm ou tinham algum credenciamento com o órgão para fazer o desconto. “Estamos encaminhando para 41 entidades para que, em 15 dias úteis, elas informem o vínculo, documentação que comprove o vínculo ou realizem o pagamento [do desconto não autorizado]. Esse pagamento não vai para a conta do segurado, vai para a conta do Tesouro e o INSS vai ressarci-lo no pagamento em folha, na conta em que ele recebe o benefício”, explicou Waller, em coletiva de imprensa. Cerca de 9 milhões de segurados começaram a ser notificados desde terça-feira (13) sobre descontos por entidades e associações. Agora é possível saber o nome da entidade à qual o aposentado ou pensionista que teve desconto está vinculado, por meio do serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”, disponível no aplicativo. “A gente precisa reforçar: a forma de entrada desse pedido é pelo aplicativo Meu INSS, central 135 ou pelo site da Previdência, no Meu INSS. Não há nenhuma outra forma de contato. A central de atendimento 135 não liga para ninguém, não entra em contato com ninguém. É você, tendo interesse, liga para o INSS. Não informe nada a ninguém, não assine nada a ninguém, não abra link algum, não dê qualquer tipo de informação”, reforçou o presidente do INSS. Sem prazo Waller Júnior também enfatizou que os segurados do INSS não precisam ter pressa em abrir o requerimento, pois não há prazo para a contestação dos valores. “Todos serão ressarcidos no menor tempo possível. Não precisa correr, gente não vai fechar o sistema de um hora para outra”, garantiu. As associações que tiverem seus descontos contestados por um segurado terão de apresentar a documentação individualizada, no prazo de 15 dias úteis, também em uma plataforma própria disponibilizada pela Dataprev. “Foi colocado à disposição das entidades um sistema que permite que elas façam exatamente esse procedimento. Já é possível para as entidades cumprirem com sua obrigação de apresentarem autorização comprobatória”, explicou Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev. Para quem abriu procedimento pelo Meu INSS, após esse prazo, a documentação apresentada pela entidade poderá ser conferida, e o segurado vai poder verificar se a assinatura e os documentos conferem com seus dados. Na mesma plataforma, o segurado pode recusar a veracidade da documentação. A entidade associativa também vai ter a opção de pagar o valor descontado, por meio de Guia de Recolhimento à União (GRU) paga ao Tesouro Nacional. Quem vai pagar “A ideia inicial é que quem custeie essa indenização seja o fraudador, aquele que gerou dano a essa pessoa. Depois de verificado quantas pessoas, qual valor a ser pago, aí a gente vai verificar de onde vai sair o dinheiro e como vai sair o dinheiro. Mas, primeiro a gente precisa levantar um tanto, qual o valor”, disse o presidente do INSS. Até o momento, o órgão conta com R$ 1 bilhão apreendido em contas de entidades já no dia da deflagração da operação contra as fraudes, no fim do mês passado. Outros R$ 2,5 bilhões e bloqueios também já foram solicitados pela Advocacia Geral da União (AGU). A Dataprev, empresa que fornece o serviço de tecnologia da informação para os sistemas da Previdência, não quis adiantar o valor total contestado por esses mais de 473 mil segurados que já abriram processo na plataforma, já que os prazos de apuração sobre a legalidade dos descontos ainda estão em andamento. Atendimento presencial Segundo o INSS, dos mais de 480 mil requerimentos já abertos, 450.426 (93,7%) utilizaram o canal Meu INSS (aplicativo ou site). Pela Central 135, houve 30.234 ligações. Pela média dos atendimentos diários, a autarquia registrou um aumento de 13% nos atendimentos neste primeiro dia de período para pedido de devolução dos descontos. Dos quase 100 milhões de segurados, 89,5 milhões já utilizam regularmente a plataforma Meu INSS, via aplicativo ou página na internet. Já a média mensal de atendimento pela Central 135 é de 6,9 milhões de ligações, e o atendimento presencial chega a 2,1 milhões de pessoas, mas, nesses casos, se referem a segurados que precisam realizar algum tipo de perícia. No momento, o presidente do INSS avalia que não é necessário expandir o atendimento de forma presencial utilizando agências de parceiros como Caixa Econômica Federal ou os Correios, que possuem maior capilaridade que o INSS, que está presente em cerca de 800 dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros. “O INSS vem monitorando esses canais de atendimento e verificando se será necessário abrir outros canais. Esse pedido [de devolução de desconto] não tem prazo para terminar. A gente vai monitorando essa situação para verificar se é necessário encontrar parceiros, se vai precisar atender nas agências ou outras formas de busca”, afirmou Gilberto Waller Júnior. O gestor, no entanto, não descartou a possibilidade de fazer busca ativa a partir de um balanço futuro, caso segmentos específicos desses 9 milhões de segurados não tenham conseguido acessar os canais principais de atendimento para avaliar os descontos.   Fonte: Agência Brasil Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Pagamentos do PIS/Pasep para nascidos em maio e junho começam nesta quinta-feira (15)

Os trabalhadores nascidos em maio e junho começam a receber o abono do PIS/Pasep a partir desta quinta-feira (15). Os valores ficarão disponíveis para saque até o dia 29 de dezembro. O benefício é pago a quem trabalhou com carteira assinada e recebeu até dois salários mínimos mensais em 2024. Conforme as regras, o valor do abono é calculado com base no número de meses trabalhados no ano de referência — neste caso, no ano passado O cálculo corresponde ao valor atual do salário mínimo dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Assim, apenas quem trabalhou durante os 12 meses do ano-base receberá o valor total de um salário mínimo. Atualmente, benefício varia entre R$ 127,00 e R$ 1.518,00. Ao todo, o governo federal prevê pagar R$ 30,7 bilhões a 25,8 milhões de trabalhadores em 2025. Cronograma de pagamento Nascidos em maio e junho – 15 de maio Nascidos em julho e agosto – 16 de junho Nascidos em setembro e outubro – 15 de julho Nascidos em novembro e dezembro – 15 de agosto Como consultar? Para saber se tem direito ao abono, o trabalhador pode acessar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, entrar na aba “Benefícios” e selecionar “Abono Salarial”. Ao clicar em “Pagamentos”, é possível conferir a data, o valor e o banco responsável pelo pagamento. Bancos Caixa Econômica Federal – responsável pelo pagamento do PIS O pagamento do abono salarial será feito prioritariamente por crédito em conta na Caixa Econômica Federal, caso o trabalhador possua conta-corrente, poupança ou Conta Digital. Também pode ser feito por meio do aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente pela instituição. Para trabalhadores que não possuem conta na Caixa, o saque poderá ser realizado em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento, correspondentes Caixa Aqui e demais canais de pagamento. Banco do Brasil – responsável pelo pagamento do Pasep No Banco do Brasil, o pagamento será realizado preferencialmente por crédito em conta bancária. Também haverá opções de transferência via TED, Pix ou saque presencial nas agências para trabalhadores sem conta, ou chave Pix cadastrada.   Fonte: R7 Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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