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Tag: economia

Gripe aviária: Brasil investiga 13 casos e sofre nova restrição da China ao frango

O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) atualizou nesta sexta-feira (30) o número de investigações em andamento sobre suspeitas de gripe aviária no país. Ao todo, 13 casos estão sob análise, a maioria concentrada em Minas Gerais. Também há investigações em São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso do Sul, Goiás e Ceará. Desde o início do monitoramento, foram registradas 4.047 notificações de possíveis casos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, com a coleta de 1.126 amostras para análise. O alerta sanitário foi reforçado após a confirmação, há cerca de duas semanas, da presença do vírus da IAAP (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade) em uma granja comercial no município de Montenegro, no interior do Rio Grande do Sul. Esse episódio levou o governo a adotar medidas de contenção e reforçar a vigilância em todo o território nacional. Em resposta à situação, a China anunciou nesta sexta-feira (30) a proibição da importação de carne de frango e produtos avícolas brasileiros. A decisão ocorre duas semanas após o país asiático ter suspendido novos pedidos de importação da proteína brasileira. Apesar do impacto nas exportações, o Mapa informou que, até agora, o país confirmou apenas um caso da Doença de Newcastle e 170 focos de gripe aviária. Desse total, 166 ocorreram em aves silvestres, três em criações de subsistência e apenas um em granja comercial — justamente o foco identificado no Rio Grande do Sul. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, pediu nesta semana que os países compradores de carne de frango adotem restrições pontuais, limitadas a um raio de 10 quilômetros do foco da doença, em vez de suspender as importações de forma generalizada. Veja como estão as suspensões de exportações: Suspensão total da carne de frango brasileira: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Jordânia, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka, Paquistão, Albânia, Namíbia e Índia. Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão, Ucrânia, Rússia, Bielorrússia, Armênia, Quirguistão e Angola. Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Emirados Árabes Unidos e Japão.   Fonte: R7 Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN/Governo do Paraná

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Corte de R$ 31 bilhões no Orçamento atinge ministérios da Saúde, Cidades e Defesa

O governo federal publicou na noite desta sexta-feira (30) o decreto com o detalhamento do corte de R$ 31 bilhões no Orçamento de 2025. A medida tinha sido anunciada na semana passada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pela ministra do Planejamento, Simone Tebet. Ao todo, vão ser cortados R$ 7,1 bilhões de emendas e R$ 24 bilhões dos ministérios. São R$ 10,6 bilhões bloqueados e R$ 20,7 bilhões contingenciados. As pastas mais atingidas são os ministérios da Saúde (R$ 5,9 bilhões), Cidades (R$ 4,8 bilhões) e da Defesa (R$ 2,6 bilhões). Agora, as pastas têm até a próxima sexta-feira (6) para apresentar quais programas serão atingidos. O congelamento precisou ser feito, de acordo com a equipe econômica, para garantir que os gastos públicos fiquem dentro das metas fiscais. Os valores são bloqueados quando as despesas obrigatórias aumentam. Ou seja, quando a projeção da despesa supera o teto de gastos estabelecido no arcabouço fiscal, de 2,5% acima da inflação. Já o contingenciamento ocorre quando administração pública arrecada menos dinheiro do que esperava, então precisa reduzir ou adiar despesas para ajustar o orçamento. Além do congelamento no Orçamento, o governo também anunciou o aumento em parte do IOF (Imposto Sobre Operação Financeira) para aumentar a arrecadação. A medida, no entanto, não agradou o Congresso, que pretende derrubá-la. O governo alega que sem a medida, precisará fazer um corte ainda mais no orçamento. Na noite de quarta-feira (28), Haddad se reuniu com os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente, para tratar do assunto. No encontro, os parlamentares deram 10 dias para o governo apresentar alternativa ao aumento do IOF. “Combinamos que a equipe econômica tem 10 dias para apresentar um plano alternativo ao aumento do IOF. Algo que seja duradouro, consistente e que evite as gambiarras tributárias só para aumentar a arrecadação, prejudicando o país”, disse Motta.   Fonte: R7 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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IR 2025: Receita recebe 43,3 milhões de declarações, menos que as 46,2 milhões esperadas

O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2025 terminou às 23h59 desta sexta-feira (30), com um total de 43.344.108 documentos entregues à Receita Federal. O número ficou abaixo da previsão do órgão, que estimava receber 46,2 milhões de declarações neste ano. Os dados estão disponíveis no site da Receita, na área dedicada ao Imposto de Renda. Mesmo com a campanha de orientação ao contribuinte e o uso crescente da declaração pré-preenchida, o número de entregas não alcançou a expectativa. Entre aqueles que entregaram, 50,3% utilizaram a opção pré-preenchida, contra 41% no ano passado. O percentual, entretanto, ficou abaixo do esperado pelo governo, que projetava uma adesão de 57%.Ainda de acordo com os números finais, mais da metade (55,5%), foram declarações na categoria Simplificada. Das entregues, 56,5% têm imposto a restituir, enquanto 22,2% deverão pagar e 21,2% não têm imposto a pagar. A entrega da declaração após o prazo estipulado pela Receita está sujeita à multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido. O sistema de recepção está temporariamente fora do ar desde 0h deste sábado (1º) e será restabelecido na segunda-feira (3), às 8h. Quando cai a restituição do Imposto de Renda 2025? A partir das 10h desta sexta-feira (31), os pagamentos do primeiro lote da restituição já começaram a ser feitos, com a devolução de R$ 11 bilhões aos contribuintes de todo o país. O crédito foi feito diretamente na conta bancária ou via Pix (com chave CPF), conforme informado na própria declaração. Segundo a Receita, a restituição só pode ser depositada de duas formas: Em conta-corrente, poupança ou conta de pagamento em nome do titular da declaração; Via Pix, desde que a chave informada seja o CPF do declarante. Não é permitido o depósito em conta-salário, e quem tiver preenchido os dados bancários incorretamente deve retificar a declaração o quanto antes para evitar atrasos. Calendário de restituição do IR 2025: 1º lote: 31 de maio 2º lote: 28 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 30 de agosto 5º e último lote: 30 de setembro   Fonte: R7 Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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MEI tem até este sábado (31) para enviar a declaração anual do Simples Nacional

Os MEIs (Microempreendedores Individuais) têm até este sábado (31) para enviar a DASN (Declaração Anual do Simples Nacional) referente ao ano de 2024. O documento deve ser preenchido e enviado por meio do portal Simples Nacional. A declaração é obrigatória para todo CNPJ ativo, incluindo os que optaram pela baixa do MEI em 2024 e os que não tiveram faturamento no ano passado. As principais informações solicitadas são as receitas obtidas durante o ano, classificadas conforme os diferentes tipos de atividades, como comércio, indústria e prestação de serviços. Para os MEIs que encerraram as atividades, a declaração deve ser feita seguindo os prazos específicos, conforme a data da baixa do CNPJ. Como fazer a declaração Acessar o Portal do Empreendedor, pela página gov.br/mei Selecionar a aba “Já sou MEI”, escolher a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clicar em entregar a declaração Colocar o CNPJ do MEI, escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas Após aparecer o resumo dos valores dos impostos pagos, clicar em transmitir Se não houve movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00. Quem precisa entregar a declaração? Quem já era MEI em 2024 ou abriu um MEI até o dia 31 de dezembro de 2024. O que é preciso informar? Deve-se informar o faturamento bruto obtido no ano-calendário anterior e se tinha ou não empregado. Quem abriu MEI em 2025 precisa declarar? Não, pois a declaração se refere ao ano-calendário de 2024. Quem decidiu encerrar o MEI em 2024 deve entregar. O que acontece se a declaração for entregue fora do prazo? Caso a declaração seja entregue fora do prazo, o microempreendedor individual ficará sujeito a multa de 2% ao mês de atraso, limitada a 20%, sobre o valor total dos tributos declarados, ou o mínimo de R$ 50. A multa é emitida automaticamente após a transmissão da declaração e pode ser reduzida em 50% caso a DASN-Simei seja entregue espontaneamente e a multa quitada dentro do vencimento estipulado no Darf gerado. O que acontece se não entregar a declaração? • A falta da declaração não cancela o registro do MEI, mas deixa sua situação irregular. No entanto, se o MEI ficar mais de dois anos sem entregar sua declaração, há possibilidade de que sua inscrição seja cancelada automaticamente. • Para resolver a situação, basta enviar a declaração normalmente, mesmo em atraso, e pagar a multa. • Enquanto a declaração não for entregue, o MEI ficará impossibilitado de gerar o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), tornando-se inadimplente com o Simples Nacional. • Também terá o bloqueio dos benefícios previdenciários pela falta de pagamento dos tributos (DAS) até a data de vencimento. • A contagem da carência para ter acesso aos benefícios se inicia apenas a partir do pagamento da primeira contribuição sem atraso. • Outra consequência é ficar impossibilitado de parcelar débitos do MEI relativos ao período abrangido pela declaração, enquanto não declarar.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Perdeu o prazo da entrega da declaração do IR 2025? Saiba o que fazer

O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2025 sem multa terminou nesta sexta-feira (30). Aqueles que ao longo do ano passado receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 precisam declarar, mesmo depois do prazo encerrado. O sistema da Receita Federal passou a ficar indisponível para acesso à 0h deste sábado (31) e reabrirá às 8h da segunda-feira (2). Com isso, a Receita volta a receber as declarações, já com o PGF (Programa Gerador da Declaração) atualizado para incluir a multa por atraso no caso de quem estava obrigado a declarar e não o fez dentro do prazo correto. A multa mínima é de R$ 165,74 a 1% ao mês, limitada a 20% do imposto devido. Para quem não conseguiu entregar até a data final, especialistas explicam que ainda é importante acertar as contas com o Fisco, declarar a renda e regularizar a situação quanto antes. “Mesmo com atraso, a declaração do Imposto de Renda pode e deve ser apresentada, seguida do pagamento de multa, calculada a partir do primeiro dia após o prazo final até a data da entrega”, explica Jéssica Lazzari, advogada do RMM Advogados. Já Arthur Alves Caetano, advogado do Rolim Goulart Cardoso, lembra que, além da penalidade financeira, “a omissão pode gerar outras consequências, como a alteração do status do CPF para ‘pendente de regularização’”. “Vale destacar que essa multa mínima é aplicada mesmo nos casos em que não há imposto a pagar, desde que a entrega da declaração seja obrigatória”, afirma o advogado. Declaração incompleta Para quem enviou a declaração incompleta ou identificou que há informações incorretas, os advogados orientam que ainda é possível corrigir mesmo após o término do prazo. “É possível corrigir informações incorretas ou incompletas a qualquer momento, por meio da declaração retificadora, disponível na plataforma da Receita Federal. Ela pode ser feita mesmo após o prazo oficial de entrega, desde que o contribuinte ainda não tenha sido intimado pela Receita. Caso a correção resulte em imposto a pagar, incidirão multa e juros calculados a partir da data original de vencimento”, explica Caetano. Os erros mais comuns nas declarações são em relação à omissão de rendimentos próprios, de dependentes ou de aplicações financeiras; a inclusão incorreta de despesas médicas, educacionais ou pensão alimentícia; erros de digitação nos valores declarados; a omissão ou preenchimento incorreto de bens e direitos; falhas na declaração de rendimentos isentos; e até a escolha errada entre modelo completo ou simplificado. “Qualquer erro, omissão ou inconsistência na declaração, seja nesses pontos ou não, deve ser corrigido por meio de retificação”, acrescenta Jéssica. Como saber se caiu na malha fina? Para saber se o contribuinte teve problema na declaração e pode cair na chamada malha fina, Caetano explica que o primeiro passo é acessar o portal e-CAC, onde é possível consultar se há pendências e entender se houve algum problema. “Em muitos casos, é possível resolver a situação com uma simples retificação. Quando for necessário comprovar informações, a Receita orienta o envio da documentação. O mais importante é não ignorar o aviso e agir com agilidade, evitando desdobramentos mais sérios, como cobrança de imposto com multa e juros”, afirmou. Como declarar Após as 8h da segunda-feira (2), o sistema da Receita volta a reabrir. Para baixar o PGD (Programa Gerador da Declaração) do Imposto de Renda 2025 para computador, é preciso entrar na página da Receita Federal e seguir as orientações. Além do PGD para computador, o contribuinte também pode fazer a declaração por meio do aplicativo e de forma online, pelo MIR (Meu Imposto de Renda), para computadores e dispositivos móveis (smartphones e tabletes). A Receita oferece ainda a declaração pré-preenchida, acessível para quem possui conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Até a sexta-feira, 50% das declarações enviadas foram feitas por meio da modalidade pré-preenchida — número recorde em comparação aos anos anteriores. Arte do Imposto de Renda 2025 – Arte/R7Fonte: R7 Foto: ADRIANA TOFFETTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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Contas públicas têm superávit de R$ 14,2 bilhões em abril

As contas públicas fecharam o mês de abril com saldo positivo, resultado do superávit do Governo Central. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou superávit primário de R$ 14,150 bilhões no mês passado. Houve crescimento em relação a abril de 2024, quando as contas fecharam com R$ 6,688 de superávit. Na comparação interanual, houve melhora nas contas públicas também em razão da melhora nas contas do Governo Central, que inclui Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional. As receitas federais subiram em ritmo maior que as despesas, o que explica a melhora. As Estatísticas Fiscais foram divulgadas nesta sexta-feira (30) pelo Banco Central (BC). O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. No acumulado do ano, o setor público consolidado registra superávit primário de R$ 102,860 bilhões. Em 12 meses – encerrados em abril – as contas acumulam um pequeno resultado negativo de R$ 6,012 bilhões, o que corresponde a 0,05% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país). Em 2024, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 47,553 bilhões, 0,4% do PIB. Esferas de governo Em abril último, a conta do Governo Central teve superávit primário de R$ 16,227 bilhões ante resultado positivo de R$ 8,762 bilhões em abril de 2024. O montante do déficit difere do resultado divulgado ontem (29) pelo Tesouro Nacional, de superávit de R$ 17,782 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos. Os governos estaduais registraram déficit no mês de abril de R$ 1,017 bilhão, ante superávit de R$ 591 milhões em abril do ano passado. Já os governos municipais tiveram resultado positivo de R$ 358 milhões em abril deste ano. No mesmo mês de 2024, houve déficit de R$ 1,967 bilhão para esses entes. Com isso, no total, os governos regionais – estaduais e municipais – tiveram déficit de R$ 659 milhões em abril passado contra resultado negativo de R$ 1,377 bilhão no mesmo mês de 2024. Da mesma forma, as empresas estatais federais, estaduais e municipais – excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – contribuíram para redução do superávit das contas públicas, com o resultado negativo de R$ 1,418 bilhão em abril No mesmo mês de 2024, o déficit foi de R$ 698 milhões. Despesas com juros Os gastos com juros ficaram em R$ 69,686 bilhões no mês passado, uma redução em relação aos R$ 76,326 bilhões registrados em abril de 2024. De acordo com o BC, não é comum a conta de juros apresentar grandes variações, especialmente negativas, já que os juros são apropriados por competência, mês a mês. Mas no resultado, há os efeitos das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro) que, neste caso, contribuíram para a melhora da conta de juros em abril. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita quando há ganhos e como despesa quando há perdas. Em abril de 2024, as operações de swap tiveram perda de R$ 11,2 bilhões, quando em abril deste ano houve ganho de RS 15,8 bilhões, reduzindo a conta de juros. Por outro lado, no mês passado, contribuíram para o aumento dos gastos com juros o aumento da taxa básica de juros, a Selic, e da inflação e o próprio crescimento da dívida no período. Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os gastos com juros – caiu na comparação interanual. No mês de abril, o déficit nominal ficou em R$ 55,536 bilhões contra o resultado negativo de R$ 69,638 bilhões em igual mês de 2024. Em 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público acumula déficit R$ 934,376 bilhões, ou 7,76% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores. Dívida pública A dívida líquida do setor público – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 7,432 trilhões em abril, o que corresponde a 61,7% do PIB. Em março, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 61,6% (R$ 7,379 trilhões). No mês de abril deste ano, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 9,176 trilhões ou 76,2%, com aumento em relação ao mês anterior – R$ 9,095 trilhões ou 75,9% do PIB). Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais. Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Fraude no INSS: suposto ataque hacker afeta atendimento presencial de aposentados

O ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, disse que os sistemas do governo federal apresentaram lentidão na manhã desta sexta-feira (30) no primeiro dia de atendimento presencial nas agências dos Correios a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que tiveram descontos nos seus benefícios. Segundo Messias, um suposto ataque hacker causou a instabilidade. “Nos informaram que houve um pequeno problema de instabilidade, é possível que esteja tendo algum tipo de ataque hacker. Mas a Dataprev já está nesse momento trabalhando. E a informação que eu tenho é que o restabelecimento já está previsto para cerca de 10, 15 minutos”, disse Messias, que foi a uma agência dos Correios em Brasília para acompanhar o início dos atendimentos a beneficiários do INSS. Segundo ele, a instabilidade no sistema ocorre em todo o país. “É nacional, mas as equipes já estão trabalhando, e vamos aqui trabalhar até o final do dia para que todos possam ser atendidos”, afirmou o ministro. O R7 acionou a Dataprev (sistema responsável por operar os sistemas de tecnologia da informação que dão suporte à gestão e execução de políticas públicas do governo) e o INSS pedindo um posicionamento dos órgãos sobre o suposto ataque hacker. O espaço segue aberto para manifestação. As agências dos Correios começaram nesta sexta a atender os aposentados e pensionistas vítimas de descontos irregulares no INSS. A medida foi adotada para atender o público que não consegue ter acesso pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135. Ao todo, 4.730 agências foram habilitadas em todo o país. Para saber qual a agência mais próxima, acesse o link com a lista completa de unidades participantes. Também é possível conferir a lista das agências no site dos Correios e pela central telefônica 135. Os atendentes passaram por treinamento para garantir o suporte aos aposentados.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/RECORD

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Fraude no INSS: Correios inicia atendimento presencial nesta sexta-feira (30) aos aposentados

As agências dos Correios começam nesta sexta-feira (30) a atender os aposentados e pensionistas vítimas de descontos irregulares no INSS. A medida foi adotada para atender o público que não consegue ter acesso pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135. Ao todo, 4.730 agências foram habilitadas em todo o país. Para saber qual a agência mais próxima, acesse o link com a lista completa de unidades participantes. Também é possível conferir a lista das agências no site dos Correios, e pela central telefônica 135. Os atendentes passaram por treinamento para garantir o suporte aos aposentados. O que levar para ser atendido? Apenas um documento de identificação oficial. Não precisa levar extrato, contracheque ou comprovante de inscrição. Quem não pode comparecer? Se o beneficiário estiver impossibilitado de comparecer a uma agência, o atendimento poderá ser realizado por um representante legal, mediante apresentação de procuração autenticada. Nesse caso, o acesso será restrito à consulta, sem possibilidade de alterações cadastrais. Como será o atendimento? O atendimento presencial será realizado em uma plataforma específica, independente da base de dados dos benefícios previdenciários, garantindo total segurança das informações. Nas agências habilitadas, os aposentados e pensionistas poderão: Consultar se foi feito algum desconto no benefício; Requerer a contestação de descontos não autorizados; Reconhecer a autorização de algum desconto; Consultar sobre resultado da contestação (15 dias úteis após a entrada); Analisar e contestar a documentação apresentada pela associação; e Imprimir o protocolo, com orientações para acesso pelo 135 e Meu INSS. Todo o atendimento será gratuito, feito por equipes treinadas, com prioridade garantida aos aposentados e pensionistas nas agências com sistema de gestão de filas ou guichês exclusivos. Tem prazo para buscar o atendimento? O atendimento estará disponível de forma contínua, sem prazo final para solicitar o ressarcimento. Todos serão atendidos com tranquilidade. “Não precisa se preocupar em ir logo no início”, explica o INSS. Quem mora longe de uma agência? Segundo o INSS, o governo federal e os Correios estão planejando levar esse atendimento até os lugares mais distantes, com ações itinerantes e busca ativa. O cronograma dessas ações, contudo, ainda não foi divulgado. Em entrevista nesta semana, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, explicou também que o ministério deve usar o PREVBarco e PREVMóvel, programas da pasta, para levar atendimento às pessoas com dificuldade de locomoção e também para os ribeirinhos. Cuidado com golpes Ninguém do INSS ou dos Correios está autorizado a ir até a casa dos beneficiários. Se alguém aparecer dizendo ser do INSS ou dos Correios, é golpe! Os canais de atendimento Pelo aplicativo Meu INSS; Pelo site do INSS; Pela Central 135; e A partir desta sexta-feira, 30 de maio, pelas agências dos Correios. Fonte: R7 Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

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PIB cresce 1,4% no primeiro trimestre de 2025

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, apresentou crescimento de 1,4% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao quarto trimestre do ano passado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em valores correntes, o PIB somou R$ 3 trilhões no trimestre. Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, o PIB teve alta de 2,9%. Já no acumulado de 12 meses, a economia brasileira cresceu 3,5%. O crescimento do quatro trimestre de 2024 para o primeiro trimestre deste ano foi puxado pela agropecuária, com alta de 12,2%. Os serviços cresceram 0,3%. A indústria teve variação negativa (-0,1%). Segundo a pesquisadora do IBGE Rebeca Palis, o crescimento da agropecuária pode ser explicado por “condições climáticas favoráveis e expectativa de safra recorde da soja, nossa principal lavoura”. Dentro do setor de serviços, que responde por 70% da economia brasileira, os destaques ficaram com as atividades de informação e comunicação (3,0%), outras atividades de serviços (0,8%) e atividades imobiliárias (0,8%). Também cresceram administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,6%), comércio (0,3%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,1%). Apenas o segmento de transportes, armazenagem e correio teve queda, de 0,6%. Em relação às atividades industriais, cresceram os segmentos de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,5%) e indústrias extrativas (2,1%). Por outro lado, houve queda nas indústrias de transformação (-1%) e na construção (-0,8%). Sob a ótica da demanda, houve crescimentos de 3,1% na formação bruta de capital fixo (investimentos), de 2,9% na exportação de bens e serviços e de 1% na despesa de consumo das famílias. Por outro lado, a importação de bens e serviços, que conta negativamente para a conta do PIB, cresceu 5,9%. Na comparação com o trimestre anterior, essa é a 15ª alta consecutiva do PIB brasileiro, ou seja, desde o terceiro trimestre de 2021. Já na comparação com o mesmo período do ano anterior, essa é a 17ª alta consecutiva, ou seja, desde o primeiro trimestre de 2021. No acumulado de 12 meses, a taxa de 3,5% é a maior desde o segundo trimestre de 2023 (3,8%) e a 16ª alta consecutiva, ou seja, desde o segundo trimestre de 2021.   Fonte: Agência Brasil Foto: CNA/ Wenderson Araujo/Trilux

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Dólar cai para R$ 5,66 após suspensão de tarifas de Trump

A suspensão das tarifas comerciais impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, neutralizou as incertezas em torno do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e fez o mercado financeiro ter um dia menos turbulento. O dólar caiu, e a bolsa recuou levemente, após alternar altas e baixas ao longo do dia. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (29) vendido a R$ 5,666, com recuo de R$ 0,029 (-0,5%). A cotação operou em baixa durante todo o dia, chegando a R$ 5,64 por volta das 12h, mas aproximou-se de R$ 5,67 no fim da tarde, após Trump conseguir uma liminar que restabelece o tarifaço comercial. A moeda norte-americana sobe 0,35% na semana, mas cai 0,17% em maio. Em 2025, a divisa acumula queda de 8,3%. O mercado de ações teve um dia menos otimista. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 138.534 pontos, com queda de 0,25%. O indicador chegou a registrar leve alta no meio da tarde, mas recuou após a liminar favorável a Trump. Na noite desta quarta (28), um tribunal de comércio dos Estados Unidos revogou a maior parte das tarifas recíprocas impostas por Donald Trump. As sobretaxas, que variam de 10% a 50% para a maioria dos países, foram suspensas por 90 dias, para que os países afetados negociem com os Estados Unidos. No caso da China, as tarifas chegaram a 145%, mas foram reduzidas para 30% há cerca de duas semanas. A notícia fez o dólar cair perante as moedas de países emergentes. No entanto, no fim da tarde desta quinta, a Corte de Apelações dos Estados Unidos concedeu liminar reinstituindo as tarifas de Trump, enquanto o caso não tem o mérito julgado. A Casa Branca pretende recorrer à Corte Suprema caso as sobretaxas sejam derrubadas. Desemprego e IOF Fatores internos também afetaram o mercado. A divulgação de que a taxa de desemprego no trimestre terminado em abril atingiu o menor nível desde 2012 pressionou a bolsa, que recuou com a expectativa de que o Banco Central mantenha os juros altos por mais tempo que o previsto para desaquecer a economia. A decisão do Congresso de dar dez dias para chegar a um acordo com o governo sobre medidas alternativas que substituam o aumento do IOF acirrou os receios sobre o desequilíbrio nas contas públicas. No entanto, o alívio no mercado internacional compensou as pressões sobre o dólar e a bolsa no Brasil. *Com informações da Reuters Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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