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Tag: economia

Em ata, Copom indica pausa na alta dos juros, mas mantém tom de alerta

O Banco Central divulgou nesta terça-feira (24) a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que elevou a taxa básica de juros para 15% ao ano. Segundo o documento, os diretores preveem uma interrupção do ciclo de altas, mas afirmam que permanecem vigilantes em relação ao cenário econômico e que não hesitarão em retomar os ajustes, caso considerem necessário. Para o Comitê, a sétima elevação consecutiva da Selic é “compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”. A decisão foi unânime e contou com o apoio de Gabriel Galípolo, presidente da autoridade monetária. Selic ao longo dos meses – Luce Costa/Arte R7 De acordo com a autoridade monetária, o cenário ainda é marcado por “expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho”. “Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”, afirma o documento. A decisão brasileira indica uma possível mudança de rumo na política monetária, e analistas já começam a projetar quando poderá haver uma redução nos juros, dependendo da inflação, do câmbio e do cenário econômico e político nos próximos meses. Próximas reuniões O ciclo de altas foi iniciado em setembro de 2024. Desde então, a Selic passou de 10,5% para 15%, um aumento de 4,5 pontos percentuais. Ainda neste ano, o Copom deve se reunir mais quatro vezes. Confira o calendário completo: 29 e 30 de julho 16 e 17 de setembro 4 e 5 de novembro 9 e 10 de dezembro Juros a 15% ao ano Em comunicado emitido após o final da última reunião, o Copom destacou que o cenário econômico “segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho”. Dessa forma, segundo o comitê, “para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”. O que é a Selic? A Selic é o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam a produção e o consumo, e podem frear o crescimento econômico. Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito aumentam, desestimulando o consumo e contribui para a redução da inflação. Na semana passada, o R7 mostrou que a inflação oficial do país desacelerou pelo terceiro mês seguido e chegou a 0,26% em maio. No ano, o IPCA acumula alta de 2,75% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,32%, abaixo dos 5,53% dos 12 meses imediatamente anteriores. Entenda a Selic A taxa básica de juros é uma forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. Ela serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam alternativas de investimento. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando os juros básicos são reduzidos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. A Selic é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais. É a taxa Selic que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo em empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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INSS apresenta calendário de pagamento das vítimas de fraude; reembolso terá parcela única até o fim do ano

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai apresentar nesta terça-feira (24) o calendário de ressarcimento dos aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos indevidos por associações e sindicatos. A apresentação será feita com a AGU (Advocacia-Geral da União), em audiência de conciliação no STF (Supremo Tribunal Federal). O pagamento dos valores descontados irregularmente terá correção monetária e deverá ser feito até o fim do ano, em parcela única. O presidente do INSS, Gilberto Waller Jr., adiantou que o calendário prevê que o pagamento seja feito em lotes, a cada 15 dias, sem distinção de grupos. “Todos os segurados do INSS comprovadamente lesados serão pagos integralmente, com o valor corrigido, de uma única vez e no mesmo período”, explicou em evento no dia 18 de junho. Segundo ele, aqueles que já foram ressarcidos por decisão judicial não receberão os valores novamente. Devolução Desde o dia 14 de maio, quando começou o processo de contestação de descontos e pedidos de ressarcimento, o INSS já recebeu 3.416.089 contestações. Foram chamamos todos os 9,3 milhões de segurados que tiveram algum tipo de desconto para se manifestarem. A projeção da Polícia Federal é de cerca de 4,1 milhões de segurados atingidos pelas fraudes. Fraude A Operação Sem Desconto, da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União), em 23 de abril, revelou esquema de fraude nas autorizações indevidas de descontos nos contracheques dos segurados do INSS, que pode chegar a R$ 6 bilhões, desde 2019. As investigações identificaram a existência de irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades de associações aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo INSS. Para acompanhar o pedido pelo Meu INSS Entre no aplicativo ou pelo site do INSS Informe seu CPF e senha Siga para “Do que você precisa?” Digite “Consultar Pedido” Clique em “detalhar” no pedido de “Análise de Descontos de Entidades Associativas”, para ver o andamento Como dar a resposta Pelo aplicativo Meu INSS Nas agências dos Correios (mesmo que tenha iniciado a contestação por outro meio) Para responder pelo Meu INSS Entre no aplicativo ou pelo site do INSS Informe seu CPF e senha Siga para “Do que você precisa?” Digite “Consultar Pedido” Clique em “Cumprir Exigência” no pedido de “Análise de Descontos de Entidades Associativas” Avance conforme as orientações Não é possível apresentar a resposta pelo 135, somente consultas Não agende também atendimento presencial nas agências do INSS para isso A resposta deve ser feita somente pelo aplicativo Meu INSS ou nos Correios a partir de 16 de junho. Como acompanhar o processo Mesmo que o prazo da entidade de 15 dias úteis já tenha vencido, a informação pode demorar um pouco para aparecer no sistema. Segundo o INSS, isso acontece porque o volume de dados é grande e o processo está sendo feito aos poucos. Por isso, é importante acompanhar. Como acompanhar No aplicativo Meu INSS (com login e senha) Ou na Central 135 Cuidado com golpes O INSS não envia mensagens por WhatsApp Não liga Nem envia e-mail ou SMS com links para consulta, ou confirmação de dados As informações oficiais sobre sua contestação só são disponibilizadas pelos canais oficiais Não compartilhe seus dados pessoais com desconhecidos.   Fonte: R7 Foto: J.SOUZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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Receita libera consulta ao 2º lote de restituição do IR nesta segunda (23); veja como consultar

A Receita Federal libera nesta segunda-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda de 2025. O pagamento está previsto para 30 de junho e terá correção de 1%, com base na Selic, a taxa básica de juros. No primeiro lote, o Leão depositou R$ 11 bilhões para 6.257.108 contribuintes contemplados — o maior valor já liberado pelo Fisco em toda a história. Como consultar Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal (www.gov.br/receitafederal), clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”. A página permite uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode enviar uma retificadora, corrigindo as informações equivocadas. Outros lotes Quem não estiver na lista ainda terá outras três oportunidades: em 31 de julho, 29 de agosto e 30 de setembro. Pagamento O valor da restituição é depositado na conta bancária informada na declaração, ou via Pix, por meio do Banco do Brasil. Se o contribuinte não resgatar o valor no prazo de um ano, será necessário fazer a solicitação no Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.   Fonte: R7 Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Tensão entre Israel e Irã eleva petróleo, pressiona combustíveis e acende alerta sobre inflação

A escalada das tensões entre Irã e Israel provocou uma disparada nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent ultrapassou os US$ 76 (cerca de R$ 418) nesta semana, com alta de mais de 4%, refletindo o temor de que o conflito afete rotas estratégicas de exportação no Oriente Médio. Embora o choque de oferta ainda seja considerado “temporário”, economistas já projetam impactos no bolso do consumidor brasileiro caso a crise persista por mais de um mês. “Se continuar, o efeito pode ser bem mais complicado. O Irã exporta ureia, usada como fertilizante no agronegócio. O preço do petróleo vai aumentar, assim como o da gasolina, do frete e dos alimentos — ou seja, pressiona a inflação de forma generalizada”, explica Roberto Dumas, professor da FIA Business School. Entre os gargalos logísticos citados, estão o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 30% do petróleo transportado por mar no mundo, e outros pontos sensíveis afetados por tensões paralelas, como o Mar Vermelho e o Canal de Suez. Além dos combustíveis, o custo de produção e transporte tende a subir, o que pode contaminar toda a cadeia de preços. “Com fretes mais caros e estoques mais baixos, as empresas vão evitar operar no limite. O cenário beligerante torna os gargalos logísticos ainda mais críticos, e isso acaba chegando ao consumidor na prateleira do supermercado”, afirmou Dumas. Petrobras, preços e política fiscal Apesar de o Brasil ser autossuficiente na produção de petróleo, a Petrobras ainda depende da importação para suprir o mercado de derivados, como a gasolina. Isso limita a margem de manobra para segurar preços internamente sem gerar distorções ou riscos de desabastecimento. “A Petrobras não é autossuficiente em gasolina. Cerca de 30% vêm do mercado externo. Se o governo insistir em segurar artificialmente os preços, os importadores saem do mercado, e pode faltar gasolina”, alerta o economista. Segundo ele, o governo enfrenta um dilema: ou permite o repasse da alta do petróleo para os preços — com impacto direto na inflação e na taxa de juros — ou assume o custo fiscal de manter os valores controlados, o que pressiona ainda mais as contas públicas. “O Brasil já opera com déficit de 7,7%. Se a Petrobras deixa de distribuir dividendos para segurar os preços, o Tesouro perde receita e precisa compensar com mais imposto ou corte de gastos. E isso também gera alta na taxa de juros, seja por via da inflação ou da percepção de risco fiscal”, afirma. Na avaliação do especialista, o atual cenário reduz a possibilidade de cortes nos juros no curto prazo e pode levar a uma Selic mais alta por mais tempo. “Ou a alta do petróleo leva ao aumento da Selic ou a uma inclinação maior da curva de juros. Não tem por onde correr.”   Fonte: R7 Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Copom pode encerrar ciclo de alta da Selic com decisão desta quarta (18) e manter taxa a 14,75%

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central define nesta quarta-feira (18) a nova taxa básica de juros da economia brasileira. As expectativas do mercado financeiro estão divididas entre a manutenção dos juros no patamar atual — 14,75% — e um aumento de 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano. A rodada de discussões teve início na terça-feira (17). Caso se confirme, a elevação será a sétima consecutiva desde setembro de 2024. Na última reunião, o colegiado sinalizou que uma nova alta dos juros não estava descartada, mas seria considerada somente se os próximos indicadores econômicos justificassem a medida. O comitê adotou um tom cauteloso em seu comunicado, indicando que manteria vigilância sobre os dados econômicos e qualquer decisão sobre a taxa Selic dependeria da evolução da inflação — especialmente de seus componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária. A Selic é o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam a produção e o consumo, e podem frear o crescimento econômico. Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito aumentam, desestimulando o consumo e contribui para a redução da inflação. Projeções As projeções do Boletim Focus, divulgadas na segunda-feira (16), apontam para a manutenção da Selic em 14,75% ao fim de 2025, pela sexta semana consecutiva. O mercado segue dividido quanto à decisão do Copom desta quarta. Das 48 instituições consultadas, a maioria — 27 (ou 56%) — espera a manutenção dos juros em 14,75%. Outras 21 (ou 44%) preveem alta de 0,25 ponto percentual, para 15%. Para o doutor em economia e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie Hugo Garbe, o cenário provável é de manutenção da taxa. “Essa dúvida [do mercado] é, antes de tudo, política, fiscal e simbólica. O Banco Central está diante de uma conjuntura em que precisa equilibrar sua credibilidade como guardião da inflação com os efeitos cada vez mais claros de uma política monetária extremamente restritiva”, explicou. Ele ressalta ainda que, apesar de acreditar na manutenção da Selic, o BC deve adotar, no comunicado, um tom “mais duro” — sinalizando que, se o cenário fiscal continuar se deteriorando ou se as expectativas de inflação seguirem se afastando da meta, haverá espaço para uma nova alta. “Trata-se de uma tentativa de preservar a credibilidade da política monetária sem asfixiar ainda mais a economia”, afirmou. Economia ‘fragilizada’ Segundo o economista, o compromisso do BC com a meta de inflação segue sendo “crucial”, especialmente em um país com histórico de alta de preços como o Brasil. No entanto, “isso não significa que o Copom deva reagir automaticamente com elevação de juros sempre que houver ruído fiscal ou pressão cambial momentânea”, destacou. Garbe afirma que a economia brasileira está “fragilizada”. Ele explica que o consumo das famílias está travado, o mercado de crédito vem encolhendo há meses, e o crescimento econômico tem sido constantemente revisado para baixo. “A taxa de juros atual, já em patamar elevado, cumpre seu papel de freio. Subi-la ainda mais agora, em meio a uma atividade tão fraca, pode acabar gerando um efeito colateral mais danoso do que o próprio risco inflacionário de curto prazo”, completou. Juros altos por mais tempo Em maio, na última reunião, o Copom avaliou que o cenário econômico estava marcado por incertezas externas, deterioração das contas públicas e pressões no mercado de trabalho. A autoridade monetária destacou que as expectativas de inflação seguiam desancoradas e que a atividade econômica demonstrava resiliência, o que reforçava a necessidade de uma política monetária mais rigorosa para conter os preços. Com isso, segundo o comitê, a taxa Selic deveria permanecer em um nível elevado por mais tempo, mesmo sem indicar uma elevação imediata.   Fonte: R7 Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central

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Pagamento especial do saque-aniversário do FGTS continua nesta quarta (18)

Cerca de 8,1 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e foram demitidos sem justa causa de janeiro de 2020 até o fim de fevereiro deste ano continuam a receber, nesta quarta-feira (18), o saldo acima de R$ 3 mil dos depósitos dos antigos empregadores. Ao todo, a Caixa Econômica Federal liberará R$ 6,4 bilhões nesta rodada. Recebem nesta quarta-feira os trabalhadores nascidos em maio, junho, julho e agosto. Nesta etapa, os trabalhadores com saldo retido maior que R$ 3 mil recebem a diferença entre esse valor e o restante dos depósitos retidos até 1º de junho deste ano. A Caixa esclarece que, na nova rodada de saque, será paga a remuneração dos valores de março, abril e maio. O FGTS é corrigido pela Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano. O pagamento será feito na conta cadastrada no aplicativo FGTS até 28 de maio, que corresponde a 85% do público-alvo. Quem se cadastrou depois precisará ir a uma agência da Caixa, a uma casa lotérica ou a um terminal de atendimento eletrônico do banco. Primeira etapa A primeira etapa, com o pagamento de saldos até R$ 3 mil, ocorreu em março. Segundo o balanço mais recente da primeira fase, até 28 de maio, 10,1 milhões de trabalhadores tinham sacado R$ 5,3 bilhões, de um total de 12,2 milhões de pessoas com direito a receber. O trabalhador que teve o saque oferecido nas agências na primeira fase tem até 27 de junho para retirar o dinheiro. Após esse prazo, voltam a valer as regras tradicionais do saque-aniversário. O dinheiro dos trabalhadores demitidos de 2020 a fevereiro deste ano estava bloqueado para quem optou por essa modalidade de saque, mas foi liberado por uma medida provisória (MP) no fim de fevereiro. O governo esclareceu que a MP é excepcional e retroativa, não beneficiando os futuros demitidos. Os trabalhadores dispensados sem justa causa a partir de março e que optaram pelo saque-aniversário continuarão a ter o saldo retido, recebendo apenas a multa rescisória de 40%. As demais regras do saque-aniversário não foram alteradas. Dos 12,2 milhões de trabalhadores beneficiados nas duas etapas, apenas 2,5 milhões vão ter direito ao saldo integral dos depósitos feitos pelos antigos empregadores no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os 9,6 milhões restantes terão descontada a antecipação do saque-aniversário, tipo de empréstimo oferecido por instituições financeiras. Calendário Valores até R$ 3 mil 6 de março: nascidos em janeiro, fevereiro, março e abril e quem vinculou a conta bancária ao aplicativo FGTS; 7 de março: nascidos em maio, junho, julho e agosto; 10 de março: nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro. Valores acima de R$ 3 mil Diferença entre os R$ 3 mil sacados em março e o restante do saldo bloqueado; 17 de junho: nascidos janeiro, fevereiro, março e abril e nascidos em janeiro, fevereiro, março e abril e quem vinculou a conta bancária ao aplicativo FGTS; 18 de junho: nascidos em maio, junho, julho e agosto; 20 de junho: nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro. Fonte: Agência Brasil Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Selic a 15%? Mercado dividido aguarda decisão do Copom sobre taxa de juros

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central inicia nesta terça-feira (17) a reunião que definirá a nova taxa básica de juros da economia brasileira. Atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano. O encontro termina na quarta-feira (18). As expectativas do mercado financeiro estão divididas entre a manutenção dos juros no patamar atual e um aumento de 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano. Caso se confirme, a elevação será a sétima consecutiva desde setembro de 2024. A Selic é o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam a produção e o consumo, e podem frear o crescimento econômico. Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito aumentam, desestimulando o consumo e contribui para a redução da inflação. Na última reunião, o colegiado sinalizou que uma nova alta dos juros não estava descartada, mas seria considerada somente se os próximos indicadores econômicos justificassem a medida. O comitê adotou um tom cauteloso em seu comunicado, indicando que manteria vigilância sobre os dados econômicos e qualquer decisão sobre a taxa Selic dependeria da evolução da inflação — especialmente de seus componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária. Juros altos por mais tempo Na ocasião, o Copom avaliou que o cenário econômico era marcado por incertezas externas, deterioração das contas públicas e pressões no mercado de trabalho. A autoridade monetária destacou que as expectativas de inflação seguiam desancoradas e que a atividade econômica demonstrava resiliência, o que reforçava a necessidade de uma política monetária mais rigorosa para conter os preços. Com isso, segundo o comitê, a taxa Selic deveria permanecer em um nível elevado por mais tempo, mesmo sem indicar uma elevação imediata. Projeções As projeções do Boletim Focus, divulgadas nesta segunda-feira (16), apontam para a manutenção da Selic em 14,75% ao fim de 2025, pela sexta semana consecutiva. O mercado segue dividido quanto à decisão do Copom desta quarta. Das 48 instituições consultadas, a maioria — 27 (ou 56%) — espera a manutenção dos juros em 14,75%. Outras 21 (ou 44%) preveem alta de 0,25 ponto percentual, para 15%. Para o doutor em economia e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Hugo Garbe, o cenário provável é de manutenção da taxa. “Essa dúvida [do mercado] é, antes de tudo, política, fiscal e simbólica. O Banco Central está diante de uma conjuntura em que precisa equilibrar sua credibilidade como guardião da inflação com os efeitos cada vez mais claros de uma política monetária extremamente restritiva”, explicou. Ele ressalta ainda que, apesar de acreditar na manutenção da Selic, o BC deve adotar, no comunicado, um tom “mais duro” — sinalizando que, se o cenário fiscal continuar se deteriorando ou se as expectativas de inflação seguirem se afastando da meta, haverá espaço para uma nova alta. “Trata-se de uma tentativa de preservar a credibilidade da política monetária sem asfixiar ainda mais a economia”, afirmou. Economia ‘fragilizada’ Segundo o economista, o compromisso do BC com a meta de inflação segue sendo “crucial”, especialmente em um país com histórico de alta de preços como o Brasil. No entanto, “isso não significa que o Copom deva reagir automaticamente com elevação de juros sempre que houver ruído fiscal ou pressão cambial momentânea”, destacou. Garbe afirma que a economia brasileira está “fragilizada”. Ele explica que o consumo das famílias está travado, o mercado de crédito vem encolhendo há meses, e o crescimento econômico tem sido constantemente revisado para baixo. “A taxa de juros atual, já em patamar elevado, cumpre seu papel de freio. Subi-la ainda mais agora, em meio a uma atividade tão fraca, pode acabar gerando um efeito colateral mais danoso do que o próprio risco inflacionário de curto prazo”, completou.   Fonte: R7 Foto: Equipe @andreianaomi/Banco Central

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FGTS começa a liberar R$ 6 bi nesta terça (17) na última parcela do saldo retido do saque-aniversário

O Ministério do Trabalho e Emprego começa a liberar nesta terça-feira (17) a última parcela do saldo retido do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). São beneficiados os trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário, foram demitidos entre janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2025 e tiveram o saldo bloqueado. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, serão liberados R$ 6 bilhões para 8,1 milhões de trabalhadores, com saques previstos para os dias 17, 18 e 20 de junho. O valor médio por beneficiário será de R$ 7,7 mil. Ao todo, foi autorizada a liberação de R$ 12,1 bilhões. Na primeira etapa, em março, foram pagos R$ 6,4 bilhões a 12.195.326 trabalhadores, com limite de R$ 3 mil por cotista. Os valores são creditados automaticamente na conta bancária cadastrada para o saque do FGTS. O trabalhador pode consultar qual conta está registrada e acompanhar a movimentação das contas vinculadas por meio do aplicativo FGTS. Os recursos ficam liberados até o dia 27 de junho. Após essa data, o dinheiro não sacado retornará para as respectivas contas vinculadas do FGTS. Entenda o saque-aniversário Instituído em 2019, o saque-aniversário é uma modalidade opcional que permite ao trabalhador retirar anualmente uma parte do saldo do FGTS no mês de seu aniversário. No entanto, ao aderir a essa modalidade, o trabalhador perde o direito de sacar o valor total do fundo em caso de demissão sem justa causa, tendo acesso apenas à multa rescisória de 40%. A parcela anual também pode ser utilizada como garantia em operações de crédito junto a instituições financeiras. Valores sacados nesta modalidade – Arte/R7 Desde 2020, a modalidade saque-aniversário já retirou mais de R$ 142 bilhões do FGTS. Desse total, cerca de 66% foram repassados aos bancos, em razão da cessão do saldo como garantia em operações de crédito, enquanto apenas 34% foram pagos diretamente aos trabalhadores. Atualmente, 37 milhões de trabalhadores com conta ativa no FGTS aderiram ao saque-aniversário, e, desse total, 25 milhões utilizaram o saldo como garantia em empréstimos vinculados à antecipação dessa modalidade. Veja o calendário Para quem tem contra cadastrada 17/06 – credito automático pela Caixa Para quem não tem conta cadastrada 17/06 – Nascidos em janeiro, fevereiro, março e abril 18/06 – Nascidos em maio, junho, julho e agosto 20/06 – Nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro Quem tem direito à liberação dos valores? O trabalhador que optou pelo saque-aniversário e teve o contrato de trabalho suspenso ou rescindido no período de 01/01/2020 a 28/02/2025, e que tenha saldo na conta de FGTS relativa ao contrato. Os valores serão liberados nos casos em que a rescisão contratual tenha ocorrido pelos seguintes motivos: • Despedida sem justa causa; • Despedida indireta, de culpa recíproca e de força maior; • Rescisão por falência, falecimento do empregador individual, empregador doméstico ou nulidade do contrato; • Extinção normal do contrato a termo, inclusive o dos trabalhadores temporários; • Suspensão total do trabalho avulso. Como o trabalhador pode sacar? Os valores serão creditados automaticamente na conta cadastrada no aplicativo do FGTS. Caso não tenha conta cadastrada, o trabalhador deve procurar os canais de atendimento da Caixa Econômica Federal com seus documentos pessoais. Podem ser sacados com cartão cidadão e senha nas lotéricas e nos terminais de caixa eletrônico do banco. Caso o trabalhador não tenha o cartão cidadão, é necessário procurar uma agência da Caixa portando documento pessoal e carteira de trabalho para sacar qualquer valor. Como consultar – Pelas agências da Caixa – Pelo telefone 0800 726 0207 (Opção “FGTS”) – Pelo aplicativo FGTS (Opção “Informações Úteis”) Clicar em “Mais” Depois em “Infernações Úteis” E em “Saque FGTS” Como saber quanto o trabalhador irá receber? Para saber quanto irá receber, o trabalhador pode consultar o extrato de suas contas do FGTS no aplicativo. Os valores liberados podem ser identificados pelos códigos SAQUE DEP 50S ou SAQUE DEP 50A. Alerta contra golpes A Caixa não envia links por e-mail, SMS ou WhatsApp. Se você receber mensagens desse tipo, desconfie. Não forneça senhas, dados de acesso em sites, aplicativos não oficiais em ligações telefônicas. Utilize exclusivamente os canais oficiais da Caixa para buscar informações e acesso aos serviços. Nunca compartilhe dados pessoais, login de usuário e senha. Fontes: Caixa e Ministério do Trabalho e Emprego   Fonte: R7 Foto: ITACI BATISTA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Beneficiários do INSS já podem consultar resposta sobre descontos indevidos; entenda

A partir desta segunda-feira (16), aposentados e pensionistas que contestaram descontos indevidos em seus benefícios há mais de 15 dias já podem retornar às agências dos Correios para consultar a resposta das entidades envolvidas. A medida é voltada especialmente para quem tem dificuldade de acesso a canais digitais, como o aplicativo Meu INSS ou a Central 135. Mais de 3 milhões de beneficiários alegaram não ter autorizado cobranças feitas por associações. Em duas semanas de atendimento, mais de 488 mil pessoas compareceram presencialmente aos Correios para registrar a contestação. Segundo o INSS, quem fez a contestação por telefone precisa checar o resultado pelo app Meu INSS ou presencialmente nos Correios, já que a Central 135 não permite a visualização dos documentos apresentados pelas entidades. O presidente do INSS, Gilberto Waller, visitou uma agência dos Correios em São Paulo nesta sexta-feira (13) e afirmou que ainda não há uma estimativa exata do prejuízo, mas que, se todas as 3,1 milhões de contestações forem confirmadas, o valor desviado pode ultrapassar R$ 2,1 bilhões, já corrigido. Ele destacou que o governo quer agilizar o ressarcimento aos prejudicados e que ações para bloqueio de bens dos responsáveis já estão em curso. As investigações fazem parte da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024.   Fonte: R7 Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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Economia brasileira cresce 0,2% em abril, indica ‘prévia do PIB’ do Banco Central

A economia brasileira cresceu 0,2% em abril na comparação com março, mostram dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central. O indicador é conhecido por antecipar o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de todos os bens e produtos finais produzidos no país. Os dados do IBC-Br são coletados de uma base similar à do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), órgão responsável pelo indicador oficial sobre o crescimento econômico. O resultado de fevereiro levou o IBC-Br aos 110,2 pontos na série dessazonalizada (livre de influências), o maior nível de toda a série histórica, iniciada em janeiro de 2003. Na comparação com abril de 2024, o IBC-Br teve alta de 2,5%, enquanto no acumulado em 12 meses a expansão foi de 4%. No ano, a alta foi de 3,5%. O BC começou a divulgar neste ano as variações do IBC-Br por setor da economia. Em abril, o segmento que se destacou foi o de impostos, com um aumento de 0,6% na atividade econômica. Segundo a instituição, a indústria e a agropecuária tiveram retração de 1,1% e 0,9%, respectivamente, enquanto os serviços apresentaram expansão de 0,4%. IBC-Br e taxa de juros O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia — indústria, comércio e serviços e agropecuária —, além do volume de impostos. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia.   Fonte: R7 Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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