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Tag: economia

Supersalários no Judiciário crescem 49,3% em 2024, mostra estudo

Os gastos do Judiciário com salários acima do limite constitucional aumentaram 49,3% entre 2023 e 2024. O valor extrateto saltou de R$ 7 bilhões para R$ 10,5 bilhões em apenas um ano, muito acima da inflação oficial do período, que atingiu 4,83%. Os valores constam de estudo inédito do Movimento Pessoas à Frente, organização suprapartidária que propõe melhoras na gestão do serviço público. A pesquisa foi realizada em parceria com o pesquisador Bruno Carazza, professor, economista e jurista com pós-doutorado em Harvard, com foco em políticas públicas e governança. Com base em dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o levantamento expôs o avanço dos chamados penduricalhos – verbas indenizatórias e adicionais que permitem aos magistrados receber além do teto legal do funcionalismo público. Segundo o estudo, os auxílios e benefícios correspondem a mais de 43% do rendimento líquido dos magistrados, devendo ultrapassar 50% em breve. Na prática, grande parte da remuneração ultrapassa o teto constitucional (hoje em R$ 46.366,19) de forma indireta e muitas vezes não tributada. Evolução De 2023 para 2024, o rendimento líquido médio de juízes subiu de R$ 45.050,50 para R$ 54.941,80, aumento de 21,95%. O crescimento continuou neste ano, e o valor chegou a R$ 66.431,76 em fevereiro de 2025. A pesquisa destaca que esses aumentos são impulsionados por verbas classificadas indevidamente como indenizatórias, que escapam do teto e da tributação de Imposto de Renda. As distorções criam um cenário de disparidade dentro do funcionalismo público, considerando que apenas 0,06% dos servidores se beneficia dessas brechas. De acordo com a diretora executiva do Movimento, Jessika Moreira, os supersalários representam um problema estrutural que se arrasta desde a Constituição de 1988. Apesar de várias tentativas legislativas, nenhuma foi eficaz em conter esses abusos. A organização alerta que, se a tendência continuar, o valor de supersalários poderá dobrar novamente em apenas dois anos. Reforma administrativa Diante desse cenário, o Movimento Pessoas à Frente defende que o fim dos supersalários seja prioridade na reforma administrativa em discussão no Congresso Nacional. A proposta está sendo debatida por um grupo de trabalho na Câmara dos Deputados, coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). Em parceria com uma coalizão de dez organizações da sociedade civil, o movimento elaborou um manifesto em que sugere nove medidas para combater os supersalários. Entre as medidas propostas estão: •     Classificação adequada das verbas entre remuneratórias e indenizatórias; •     Limitação das verbas indenizatórias a critérios como natureza reparatória, caráter transitório e criação por lei; •     Aplicação correta do Imposto de Renda sobre verbas remuneratórias; •     Reforço da transparência e da governança na remuneração pública; •     Exigência de lei para criação de qualquer adicional salarial; •     Eliminação de classificações indevidas e transformação de verbas em remuneratórias; •     Fim da vinculação automática entre subsídios; •     Enquadramento como improbidade administrativa de pagamentos acima do teto sem respaldo legal; •     Criação de barreiras ao pagamento de retroativos, com limite temporal. O movimento também propõe o fim de benefícios concentrados no sistema de Justiça, como férias de 60 dias (frequentemente convertidas em dinheiro), licenças por tempo de serviço, aposentadoria compulsória como punição (que mantém os vencimentos) e gratificações por acumulação de funções. No início de junho, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que a reforma administrativa comece pela discussão dos supersalários. No ano passado, o governo enviou proposta de emenda à Constituição para limitar os supersalários dentro do pacote de corte de gastos, mas o Congresso desidratou a proposta e incluiu uma regulamentação por lei ordinária, que pode ser mudada mais facilmente que uma lei complementar. Organização da sociedade civil plural e suprapartidária, o Movimento Pessoas à Frente trabalha com especialistas, acadêmicos, parlamentares e representantes da sociedade civil. A organização tem como objetivo propor políticas que melhorem a gestão de pessoas no setor público, com foco especial em lideranças e equidade.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Novo salário mínimo paulista entra em vigor nesta terça-feira (1); veja valor e trabalhadores beneficiados

O novo salário mínimo paulista começa a valer nesta terça-feira (1) no estado de São Paulo. O valor passou a ser de R$ 1.804, de acordo com a nova Lei nº 18.153/2025, sancionada no começo de junho. O novo piso salarial mensal é 18,8% superior ao salário mínimo nacional (R$ 1.518). Desde 2022, o crescimento do piso estadual foi de 40,5% ante uma inflação de 15,1% nos últimos três anos. É a terceira vez consecutiva que o reajuste para o salário mínimo do estado supera a inflação. Em relação ao piso salarial de 2024 (R$ 1.640), o aumento foi de 10%. O valor contempla 76 categorias profissionais (veja lista abaixo). O projeto foi aprovado pelos deputados em duas sessões extraordinárias realizadas no dia 13 de maio. Veja lista das categorias profissionais que receberão o novo piso salarial: Trabalhadores domésticos Cuidadores de idosos Serventes Trabalhadores agropecuários e florestais Pescadores Contínuos Mensageiros Trabalhadores de serviços de limpeza e conservação Trabalhadores de serviços de manutenção de áreas verdes e de logradouros públicos Auxiliares de serviços gerais de escritório Empregados não especializados do comércio, da indústria e de serviços administrativos Cumins Barboys Lavadeiros Ascensoristas Motoboys Trabalhadores de movimentação e manipulação de mercadorias e materiais Trabalhadores não especializados de minas e pedreiras Operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais Operadores de máquinas da construção civil Operadores de máquinas de mineração Operadores de máquinas de cortar e lavrar madeira Classificadores de correspondência e carteiros Tintureiros Barbeiros Cabeleireiros Manicures e pedicures Dedetizadores Vendedores Trabalhadores de costura Estofadores Pedreiros Trabalhadores de preparação de alimentos e bebidas Trabalhadores de fabricação e confecção de papel e papelão Trabalhadores em serviços de proteção e segurança pessoal e patrimonial Trabalhadores de serviços de turismo e hospedagem Garçons Cobradores de transportes coletivos Barmen Pintores Encanadores Soldadores Chapeadores Montadores de estruturas metálicas Vidreiros Ceramistas Fiandeiros Tecelões Tingidores Trabalhadores de curtimento Joalheiros Ourives Operadores de máquinas de escritório Datilógrafos Digitadores Telefonistas Operadores de telefone e de telemarketing Atendentes e comissários de serviços de transporte de passageiros Trabalhadores de redes de energia e de telecomunicações Mestres e contramestres Marceneiros Trabalhadores em usinagem de metais Ajustadores mecânicos Montadores de máquinas Operadores de instalações de processamento químico Supervisores de produção e manutenção industrial Administradores agropecuários e florestais Trabalhadores de serviços de higiene e saúde Chefes de serviços de transportes e de comunicações Supervisores de compras e de vendas Agentes técnicos em vendas Representantes comerciais Operadores de estação de rádio Operadores de estação de televisão Operadores de equipamentos de sonorização Operadores de projeção cinematográfica   Foto: Governo de SP

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Governo vai liberar até R$ 69 bilhões em precatórios neste mês; mas pagamento segue cronograma da Justiça

O governo federal vai liberar o pagamento de precatórios neste mês de julho. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron de Oliveira, o valor será entre R$ 68 bilhões e R$ 69 bilhões. Os precatórios são dívidas reconhecidas pela Justiça contra a administração pública. Esses valores podem ser referentes a ações trabalhistas, previdenciárias, desapropriações, entre outras. Mas os recursos não são repassados automaticamente aos beneficiários. Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), existe uma fila de prioridades estabelecida pela Constituição Federal. Com base nessa fila, cada tribunal regional federal estabelece a sua própria lista, e o pagamento é feito conforme o cronograma definido pelo CJF (Conselho da Justiça Federal). A estimativa é que seja pago em agosto. Gastos do governo A liberação dos recursos ocorre em meio a discussões da situação fiscal do país, após derrubada do decreto que elevava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para dar um fôlego às contas públicas. No entanto, o secretário do Tesouro afirmou que os precatórios são obrigatórios e pagamento está incluído no Orçamento anual. “Temos que liberar alguns itens que precisam ser executados. Em julho tem pagamento de estoque de precatórios, que tem ajuste de base que tem que ser cumprido”, afirmou Ceron, em coletiva no último dia 26. Número de beneficiários O valor informado pelo secretário ficou um pouco abaixo do anunciado inicialmente, de R$ 70 bilhões. Mesmo assim, representa um crescimento de 15% em comparação aos R$ 60 bilhões (em valores de abril/24) do ano passado. São 155.683 precatórios apresentados contra a União entre 3 abril de 2023 e 2 de abril de 2024, inscritos na Lei Orçamentária Anual de 202. O total abrange 250.641 beneficiários. Os dados fazem parte do Relatório Despesas com Sentenças Judiciais – Precatórios, publicado pela Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento e Orçamento. O que são precatórios Os precatórios são dívidas do governo decorrentes de sentenças judiciais transitadas em julgado, ou seja, em que não cabe mais recurso. Esses valores podem ser referentes a ações trabalhistas, previdenciárias, desapropriações, entre outras. No caso do INSS, os precatórios se referem a dívidas referentes a benefícios previdenciários ou assistenciais não pagos corretamente. O pagamento de precatórios está previsto na Constituição Federal. Como funciona o pagamento O pagamento dos precatórios é feito por meio do Orçamento anual do governo, que precisa prever os recursos necessários para quitar essas dívidas. O CFJ (Conselho da Justiça Federal) é responsável por divulgar o cronograma de pagamento e os tribunais regionais federais são os responsáveis pela execução dos pagamentos. Como consultar O advogado da ação pode consultar por meio do site do tribunal responsável pelo processo judicial ou pelo site do Conselho da Justiça Federal. O que se sabe até agora A liberação do pagamento dos precatórios federais, incluindo os do INSS, está prevista para este mês de julho. A ordem de pagamento segue a data de inclusão do precatório no orçamento do ano anterior. Precatórios incluídos até 2 de abril de 2024 devem ser pagos em 2025, e os incluídos após essa data ficam para os anos seguintes. O depósito na conta dos beneficiários pode ocorrer até agosto, de acordo com o cronograma do Conselho de Justiça Federal. Fonte: R7 Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5,2%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,24% para 5,20% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (30), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,83%, respectivamente. A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Em maio, a inflação oficial fechou em 0,26%, pressionada principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial. O resultado mostra desaceleração após o IPCA ter marcado 0,43% em abril. O índice – divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – acumula taxas de 2,75% no ano e de 5,32% em 12 meses. Juros básicos Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do recuo recente da inflação, as incertezas em relação à economia fizeram o colegiado elevar os juros em 0,25 ponto percentual na última reunião, neste mês, sendo o sétimo aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária. Em ata, o Copom informou que deverá manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais aumentos, caso a inflação suba. A decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que não esperava um novo aumento e, nesse cenário, a estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é de que a taxa básica caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente, para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano se manteve em 2,21% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) subiu de 1,85% para 1,87%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos. Puxada pela agropecuária, no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%. A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,70 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,79.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Fila de espera por aposentadoria, pensão e auxílios do INSS dispara no primeiro semestre

A fila de espera por aposentadoria, pensão e auxílios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) disparou no primeiro semestre deste ano e encerrou o mês de junho em 2,44 milhões de requerimentos. Desse total, 1,17 milhão é de benefícios por incapacidade. Os dados foram divulgados na última semana, em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social. Os seis primeiros meses deste ano registraram alta em relação ao mesmo período do ano anterior. A escalada da fila por benefícios começou em dezembro, quando o número ultrapassou 2 milhões, e atingiu o auge em março, com 2,7 milhões de requerimentos. É o maior nível desde 2019. Em junho, o aumento foi de 81% em relação ao mesmo período de 2024, quando havia 1,35 milhão de requerimentos. Em relação ao mês de maio, que registrou 2,56 milhões de requerimentos, houve queda de 4,6%. Requerimentos na espera – Arte/R7 O tempo médio de conclusão dos pedidos também voltou a subir. Foram os seguintes: 68 dias – para aposentadoria por tempo de contribuição 57 dias – para aposentaria por idade 60 dias – para pensão por morte 37 dias – para salário-maternidade 36 dias – para benefício assistencial ao idoso 110 dias – para benefício assistencial à pessoa com deficiência Para o advogado João Badari, especialista em direito previdenciário, o crescimento da fila de espera para análise de benefícios do INSS reflete um problema estrutural que afeta milhões de brasileiros, sobretudo os mais vulneráveis. “Estamos falando de pessoas que aguardam benefícios como aposentadorias, auxílios por incapacidade e o BPC – muitos em situação de fragilidade social e de saúde”, afirma Badari. Segundo ele, o aumento pode ter relação com a redução do número de servidores, o volume elevado de pedidos e a falta de investimentos em estrutura e tecnologia. “Além disso, medidas recentes de revisão e pente-fino, sem o devido reforço na capacidade de análise, também contribuem para esse represamento”, acrescenta o advogado. “Na prática, esse atraso compromete o sustento de famílias inteiras e afeta diretamente a economia local, principalmente em cidades menores onde os benefícios previdenciários representam uma importante fonte de renda.” (João Badari) Histórico Ao longo de 2024, houve uma diminuição da fila de concessão entre janeiro e junho, antes de voltar a crescer e alcançar o maior número do ano em dezembro, com 2.042.016 pessoas. Já nos primeiros meses de 2025, houve uma escalada, atingindo o recorde em março, de 2,7 milhões. O INSS e o Ministério da Previdência não responderam sobre o posicionamento atual da fila. Anteriormente, afirmaram que as alterações da lei que passou a exigir biometria para o BPC (Benefício de Prestação Continuada) gerou um represamento, além do aumento de requerimentos. Em março deste ano, o Ministério da Previdência Social havia anunciado uma ação extraordinária para reduzir a fila e o tempo de espera dos segurados por benefícios assistenciais e previdenciários. A medida incluía 500 servidores para trabalhar para esta finalidade, com adicional de 30% na meta de produtividade. A seguir, medidas anunciadas anteriormente para conter o problema: Medidas e ações do INSS para reduzir a espera Digitalização dos processos: atestados médicos podem ser enviados online, agilizando a análise. Mutirões de atendimento: realização de mutirões para acelerar a análise de pedidos acumulados. Contratação de novos servidores: reforço do quadro de pessoal para atender a demanda e realocação de servidores para as áreas mais críticas. Simplificação de procedimentos: redução da burocracia e exigência de menos documentos para facilitar a concessão de benefícios. Prazos reduzidos: a meta do INSS é analisar pedidos em até 30 dias para casos administrativos e 45 dias para os casos que exigem perícia médica, mas ainda há desafios significativos para atingir esse resultado. Inteligência Artificial: foram investidos pela Dataprev US$ 10,5 milhões na aquisição da IA. O nome da diretoria é Dirat (Diretoria de Atendimento)   Fonte: R7 Foto: RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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Receita Federal paga 2º lote da restituição do IR 2025 nesta segunda-feira (30)

A Receita Federal paga nesta segunda-feira (30) o segundo lote de restituição do Imposto de Renda de 2025. Os depósitos terão correção de 1%, com base na Selic, a taxa básica de juros. Neste lote, o Leão vai depositar R$ 11 bilhões. Desses, R$ 1.780.688 serão destinados a contribuintes que têm prioridade legal e 4.764.634 restituições serão destinadas a contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a Declaração pré-preenchida e/ou optado por receber a restituição via PIX. Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal (www.gov.br/receitafederal), clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”. A página permite uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode enviar uma retificadora, corrigindo as informações equivocadas. Detalhes do lote Do pagamento dos R$ 11 bilhões, R$ 1.780.688 serão destinados a contribuintes que têm prioridade legal, o que corresponde: 148.090 restituições para idosos acima de 80 anos; 1.044.585 restituições para contribuintes entre 60 e 79 anos; 91.363 restituições para contribuintes com alguma deficiência física ou mental, ou moléstia grave; e 496.650 restituições para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. Além disso, 4.764.634 restituições serão destinadas a contribuintes que não têm prioridade legal, mas que receberam prioridade por utilizarem a Declaração pré-preenchida e/ou optado por receber a restituição via PIX. Outros lotes Quem não estiver na lista ainda terá outras três oportunidades: em 31 de julho, 29 de agosto e 30 de setembro. Pagamento O valor da restituição é depositado na conta bancária informada na declaração, ou via Pix, por meio do Banco do Brasil. Se o contribuinte não resgatar o valor no prazo de um ano, será necessário fazer a solicitação no Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.   Fonte: R7 Foto: J.Souza/Ato Press/Estadão Conteúdo

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Tarifas do transporte intermunicipal em SP terão reajuste de 5,32% a partir de julho

A partir de 1º de julho de 2025, as tarifas do transporte intermunicipal rodoviário e suburbano de passageiros no estado de São Paulo serão reajustadas em 5,32%. A atualização foi anunciada nesta sexta-feira (27) pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). Segundo a Artesp, o índice de reajuste segue o acumulado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses, indicador oficial da inflação no país. A escolha do IPCA como referência, de acordo com a agência, busca refletir o impacto direto no poder de compra da população e garantir previsibilidade tanto para os usuários quanto para o planejamento do setor. A agência destaca que a decisão está amparada por pareceres técnicos e jurídicos e segue critérios objetivos. Ainda segundo a Artesp, o reajuste não é uma obrigação contratual ou legal, mas uma decisão administrativa tomada com base em análises de conveniência e oportunidade, como previsto pela Procuradoria Geral do Estado. O reajuste, afirma a Artesp, também tem como objetivo assegurar a continuidade e a qualidade dos serviços prestados no sistema de transporte intermunicipal paulista. ​OFÍCIO N° 0072265314/2025-ARTESP-PRE-GAB Foto: Divulgação/Artesp

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Aneel mantém bandeira vermelha para conta de luz em julho

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou, nesta sexta-feira (27), que as contas de energia elétrica para julho deste ano continuarão recebendo um adicional de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A Aneel, portanto, manteve a bandeira vermelha para a conta de energia. De acordo com a Aneel, a continuidade das chuvas abaixo da média em todo o país reduziu a geração de energia por hidrelétricas. “Esse quadro tende a elevar os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais onerosas para geração, como as usinas termelétricas”, informou a agência. O sistema de bandeiras para nivelar as tarifas foi criado pela agência em 2015 para indicar os custos da geração de energia no Brasil. A ideia é refletir o custo variável da produção de energia, considerando a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, e o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas. “Com o acionamento da bandeira vermelha patamar 1, a Aneel reforça a importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica”, concluiu a agência.   Fonte: R7 Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

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Juros do cartão de crédito sobem e chegam a 449,9% em maio, indica Banco Central

A taxa média de juros do rotativo do cartão de crédito voltou a subir e chegou a 449,9% ao ano em maio. O indicador subiu 5,7 pontos percentuais em relação a abril, quando a taxa era de 444,2% ao ano. A informação consta das Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta sexta-feira (27) pelo Banco Central. Na prática, isso significa que qualquer dívida no cartão de crédito feita há um ano cresce cinco vezes se o consumidor não pagar a fatura no dia do vencimento. Por exemplo, o consumidor que devia R$ 800 em janeiro do ano passado precisa desembolsar um adicional de R$ 3.599,20 para quitar o saldo devedor com a instituição financeira após um ano, totalizando uma dívida de R$ 4.399,20. Apesar da alta dos juros, em dezembro de 2023, o Conselho Monetário Nacional determinou um limite de 100% para as taxas de juros do rotativo após o Congresso Nacional aprovar uma lei com essa regra. A decisão entrou em vigor no ano passado e vale para as dívidas contraídas a partir de janeiro. Sendo assim, com a nova norma, se a dívida for de R$ 200, por exemplo, o valor total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 400. As taxas apresentadas pelo BC podem sugerir, portanto, que os bancos estejam descumprindo a lei, mas o que acontece é apenas um registro estatístico. Para chegar às taxas anuais, a autoridade monetária extrapola o juro cobrado ao mês pela instituição financeira para o ano. Essa taxa, porém, nem sempre é efetivada porque, geralmente, são apenas por alguns dias ou semanas que o consumidor fica “pendurado” no cartão, que costuma ter as taxas mais elevadas. O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, explicou que a instituição não pretende descontinuar essa série histórica porque ela ainda serve como referência para mostrar a velocidade de aumento ou redução dos juros e também porque é um dos componentes para se chegar à taxa cobrada pelo sistema como um todo. Cheque especial O cheque especial, segunda linha de crédito mais cara disponível no mercado, que está embutida na conta-corrente dos brasileiros, caiu em maio. Os juros médios chegaram a 134,7% ao ano, 2,7 pontos percentuais a menos do que o registrado em abril. No cheque especial, uma dívida de R$ 800 mantida por um ano sem pagamento salta para R$ 1.877,60. Crédito consignado Para driblar os índices das modalidades com as maiores taxas de juros do mercado, os consumidores podem aderir ao empréstimo consignado, que oferece desconto direto na folha de pagamento. A taxa da linha de crédito teve queda de 0,4 ponto percentual em maio e figura em 26,5% ao ano. Dentro do consignado, as taxas variam entre os grupos de profissionais, com a menor delas cobrada aos beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), 24,3% ao ano. Para os servidores públicos e trabalhadores do setor privado, as cobranças figuram em, respectivamente, 24,8% e 55,6% ao ano.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Inflação do aluguel cai, mas contratos que vencem em julho terão alta de 4,39%

O IGP-M (Índice Nacional de Preços – Mercado), indicador responsável pelo reajuste da maior parte dos contratos de aluguel no Brasil, caiu em junho, registrando uma variação de -1,67%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas). O resultado mostra uma queda expressiva em relação a maio, quando recuou 0,49%. Com a variação, o índice acumula queda de 0,94% no ano e alta de 4,39% nos últimos 12 meses. Em junho de 2024, o IGP-M registrou uma alta de 0,81% no mês, acumulando uma alta de 2,45% em 12 meses. Na prática, os inquilinos que pagam mensalmente um aluguel de R$ 1.500 passarão a ter que desembolsar R$ 1.565,85 (+R$ 65,85) todos os meses para seguir morando no mesmo imóvel. Para evitar o reajuste significativo, a dica é renegociar o aumento diretamente com o proprietário do imóvel. Índice de reajuste do aluguel O inquilino deve estar atento ao indicador de reajuste que está no contrato de locação, porque, depois da pandemia da Covid-19, muitas negociações passaram a usar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, como indexador nos novos contratos. O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola e industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente daquela apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos. Brasileiro precisa trabalhar 1 mês e meio para pagar aluguel Em março, o R7 mostrou que os brasileiros que recebem um salário mínimo precisam trabalhar em média 44 dias para pagar o aluguel. O levantamento foi feito com base nos dados do Índice FipeZAP, que monitora o preço cobrado na locação em 36 cidades. Segundo o estudo, um imóvel de 45m², semelhante ao do Minha Casa, Minha Vida, custava em média R$ 2.062,35 em 2024. Em contrapartida, o salário mínimo recebido pelo trabalhador era de R$ 1.412. Os dados levantados pela reportagem demonstraram uma redução no impacto do aluguel na renda do trabalhador desde 2015. Naquele ano, o valor médio de um imóvel de 45m² era R$ 1.498,95, o equivalente a 57 dias de trabalho. Segundo dados do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022, um em cada cinco brasileiros (20,9%) moram em residências alugadas.   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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