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Tag: economia

Brasil tem semana decisiva para negociar tarifaço; força-tarefa inclui de políticos a empresários

Taxação de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros começa a valer nesta sexta-feira Começam a valer nesta sexta-feira (1º) as tarifas de 50% impostas pelos EUA (Estados Unidos da América) sobre produtos brasileiros. A medida ameaça setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio, a indústria farmacêutica e a de dispositivos médicos. Desde o anúncio do presidente Donald Trump, em 9 de julho, o governo federal, junto ao setor privado, iniciou uma mobilização diplomática para tentar reverter a imposição. Uma comitiva de oito senadores embarcou nesse sábado para tentar dialogar com empresários e políticos norte-americanos. Carlos Viana (Podemos-MG), um dos parlamentares que compõe o grupo, afirma que uma das estratégias será voltada para o adiamento das tarifas. A viagem ficará restrita a conversas, sem entrar no campo de negociações, conforme ficou acordado entre políticos e o Itamaraty. Desde a criação do comitê pelo governo para discutir sobre os impactos das tarifas, o vice-presidente Geraldo Alckmin — presidente do grupo — se reuniu com mais de 120 líderes empresariais. Ao todo, foram realizadas 12 reuniões em quatro dias de rodadas oficiais com a presença de executivos de grandes companhias, presidentes de entidades setoriais e dirigentes de federações da indústria. O objetivo dos encontros é colher dados técnicos, alinhar posições e preparar uma reação coordenada do Brasil às medidas protecionistas do governo de Donald Trump. Alckmin afirmou que diálogos com os Estados Unidos ocorrem “de forma reservada”. Contudo, não informou quem tem comandado as conversas do lado norte-americano. O vice-presidente também não revelou se o governo dos EUA respondeu às tentativas de contato feitas pelo Brasil em busca de negociação. Guerra tarifária seria arriscada, avaliam especialistas Para o economista Fabio Ongaro, o Brasil não pode entrar em disputa ideológica e pessoal. O ideal, neste momento, é investir no diálogo. “O Brasil precisa adotar uma postura de firmeza pragmática: mostrar que tem canais diplomáticos ativos e capacidade de negociação, mas sem escalar retoricamente o conflito”, afirma. O especialista ressalta que Trump usa tarifas como “parte de sua narrativa política doméstica” e que apresenta baixa disposição para negociação, mas já recuou em ocasiões em que percebeu danos colaterais à indústria. A economista Carla Beni, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), destaca que o Brasil é internacionalmente reconhecido pela postura aberta ao diálogo. “Essa é a primeira questão. Mesmo quando falamos da Lei da Reciprocidade, o primeiro patamar da lei é o diálogo. O segundo é acionar os organismos internacionais. Só o terceiro é definir, com o comitê, quais seriam as medidas comerciais — e aí, sim, as retaliações a serem aplicadas”, explicou.   Fonte: R7 Foto: Isac Nóbrega/Marcelo Camargo/Agência Brasil  

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INSS: 1,1 milhão de aposentados serão ressarcidos até 30 de julho

Balanço divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contabiliza que, na primeira semana de ressarcimento pelos descontos indevidos feitos por entidades associativas a aposentados e pensionistas, 533 mil beneficiários já foram contemplados com o depósito em suas contas bancárias. “E a gente já tem programado o pagamento, até dia 30 de julho, quarta-feira, de um total de 1,147 milhão de aposentados e pensionistas que foram vítimas desse golpe”, disse o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, durante entrevista ao programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). De acordo com o INSS, até o final da tarde de sexta-feira (25), foram contabilizadas 1,248 milhão de adesões, de um total de 2,295 milhões pessoas aptas a fazer o acordo proposto pelo governo federal para antecipar o reembolso. “Nossa ideia é que esses 2,295 milhões de aposentados e pensionistas façam adesão de maneira imediata para poder receber rapidamente esse valor”, disse o presidente do instituto. Número pode subir Este número pode subir, segundo Gilberto Waller. “Até sexta-feira, 4,8 milhões de pessoas ainda não haviam reconhecido o desconto, para dar início ao processo com 15 dias úteis previstos para a instituição [que fez a cobrança supostamente indevida] responder”, disse. A adesão ao acordo pode ser feita até o dia 14 de novembro. Vale ressaltar que os reembolsos serão feitos na conta em que o benefício é pago, por ordem de adesão. Ou seja, quem aderir primeiro, recebe primeiro. Comunicação “Não queremos deixar nenhuma aposentado para trás. Por isso estamos aumentando a forma de comunicação por por vários meios: pelo aplicativo do meu INSS; por avisos nas instituições financeiras. O banco já avisa no seu extrato sobre a possibilidade de você pode aderir, a esse 1,1 milhão que ainda que não aderiram”, detalhou. Além disso, o governo federal usará também mensagens de WhatsApp. Ele, no entanto alerta que essas mensagens enviadas ao celular não terão link relativo à contestação. “Dirá apenas que você está apto a fazer essa adesão ao acordo para receber o dinheiro de maneira rápida, integral e corrigida pelo IPCA”, explicou, alertando que se o aposentado ou pensionista receber mensagem link deve ignorá-la, pois trata-se de golpe. “A adesão não será pelo Whatsapp. Será apenas pelo aplicativo do INSS ou em agências dos Correios”, complementou. Correios Segundo Waller, mais de 2 milhões de pessoas já buscaram os Correios; e 1,3 milhão dos que identificaram o desconto já apresentaram a contestação, o que “representa quase 30% do nosso público total de contestações”. Quem adere ao acordo se compromete a não entrar na Justiça para solicitar o ressarcimento. “Caso o beneficiário já tenha uma ação ou não tenha recebido via judicial, ele ainda pode fazer a adesão ao acordo. Se ingressou com ação antes de 23 de abril, ele faz o acordo e desiste da ação. O INSS vai, inclusive, pagar 5% de honorários advocacias para o seu advogado”, acrescentou. Quem pode aderir? Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis. A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber. A adesão é feita exclusivamente pelos seguintes canais: Aplicativo ou site Meu INSS Agências dos Correios A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao acordo. Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS? Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha; Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um); Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”; Clique em “Enviar” e pronto. Depois, basta aguardar o pagamento Como funciona o processo até a adesão ao acordo? O beneficiário registra a contestação do desconto indevido; Aguarda 15 dias úteis para que a entidade responda; Se não houver resposta nesse prazo, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.   Fonte: Agência Brasil Foto: INSS/Divulgação

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Banco Central lança nova moeda de R$ 1 para comemorar os 60 anos do órgão

Criação foi aprovada em abril pelo CMN (Conselho Monetário Nacional); mais de 23 milhões entram em circulação nesta sexta-feira Entra em circulação nesta sexta-feira (25) a moeda comemorativa de R$ 1 em homenagem aos 60 anos do Banco Central (BC). Foram cunhadas 23.168.000 unidades, que poderão ser usadas normalmente para fazer compras e transações. A edição especial tem duas principais diferenças em relação às moedas atuais de R$ 1. Na frente, a peça apresenta, em destaque, o selo comemorativo dos 60 anos do BC, acompanhado da marca da autoridade monetária e de linhas diagonais. Tradicionalmente, a frente da moeda exibe a efígie da República. No anel dourado, aparecem as legendas “Banco Central do Brasil” e “1965–2025”. O reverso (parte de trás) seguirá o padrão da segunda família das moedas do tipo, em que aparece o valor de face de R$ 1. Em abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a criação da edição comemorativa da moeda de R$ 1. Na ocasião, foi anunciado que a moeda terá livre circulação na economia. Em nota, o BC informou que o objeto comemorativo integra as ações promovidas pelo órgão para “celebrar, documentar, humanizar e compartilhar a sua história”. Confira as características da moeda: Denominação: R$ 1; Material: aço inoxidável (núcleo) e aço carbono revestido em bronze (anel); Diâmetro: 27 milímetros; Peso: 7 gramas; Bordo: serrilha intermitente. A instituição completou 60 anos no início de abril, numa solenidade com a presença do presidente do BC, Gabriel Galípolo, de nove ex-presidentes do órgão, ministros e dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Na cerimônia, também foi lançado um selo comemorativo.   Fonte: R7 Foto: Gabriel Pereira/Agência Brasil

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Conta de luz mais cara: saiba o quanto a bandeira vermelha vai pesar no bolso em agosto

Segundo a Aneel, cenário de chuvas abaixo da média implica o acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais alto Nesta sexta-feira (25), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou que foi acionada a bandeira vermelha no patamar 2 para o mês de agosto. Isso significa que as contas de energia elétrica ficarão ainda mais caras. A cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, o adicional será de R$ 7,87. Por exemplo, uma casa que consome 200kWh por mês, terá um acréscimo de R$ 15,74 na sua conta de luz. A bandeira vermelha no patamar 2 é a mais alta do sistema e significa que as condições de geração de energia estão desfavoráveis. De acordo com a Aneel, o cenário atual é de chuvas abaixo da média em todo o país, o que reduziu a geração de energia hidrelétrica, levando ao acionamento das termelétricas, que têm um custo mais elevado. Nos meses de junho e julho, os consumidores já estavam pagando a conta de luz mais cara, com a bandeira vermelha patamar 1, cujo adicional é de R$ 4,46 por 100 kWh. Como funciona O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 pela Aneel e varia de acordo com os custos variáveis da geração de energia elétrica no país. Ele é dividido em cinco níveis. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo, o que significa que as condições estão favoráveis para a geração de energia. Quando é aplicada a bandeira amarela, a conta sofre acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Pressionada por conta de luz, prévia da inflação de julho é de 0,36%

A bandeira vermelha na conta de luz e reajustes de tarifas em cinco capitais pressionaram o bolso do brasileiro em julho, fazendo com que a prévia da inflação ficasse em 0,33%, acima do registrado em junho (0,26%). Ao mesmo tempo, o preço dos alimentos – um vilão da inflação nos últimos meses – caiu pelo segundo mês seguido, ajudando a segurar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA-15 acumula 5,3% nos últimos 12 meses, acima da meta do governo, que tolera até 4,5%. Em julho de 2024, o IPCA-15 tinha sido de 0,30%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, cinco tiveram alta em julho. Confira resultados e impactos em pontos percentuais (p.p.) – Alimentação e bebidas: -0,06% (-0,01 p.p.) – Habitação: 0,98% (0,15 p.p.) – Artigos de residência: -0,02% (0 p.p.) – Vestuário: -0,10% (0 p.p.) – Transportes: 0,67% (0,13 p.p.) – Saúde e cuidados pessoais: 0,21% (0,03 p.p.) – Despesas pessoais: 0,25% (0,03 p.p.) – Educação: 0,00% (0 p.p.) – Comunicação: 0,11% (0 p.p.) Conta de luz Apesar de ter sido o maior impacto de alta na prévia da inflação, a subida de 0,98% do grupo habitação desacelerou ante junho, quando marcou (1,08%). Agora em julho, o grupo foi pressionado pela energia elétrica residencial, que subiu 3,01%, sendo o subitem com maior impacto positivo de todo o IPCA-15. A culpa desse aumento situa-se na bandeira tarifária vermelha patamar 1, determinada pelo governo para custear usinas termelétricas em tempos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas. Iniciada em junho, a cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos foi mantida em julho. No mês passado, a energia residencial subiu 3,29%. O subitem foi pressionado também por reajustes nas contas em Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Como o IPCA-15 é nacional, esses aumentos regionais se refletem no índice. Alimentos Depois de terem recuado 0,02% em junho, os alimentos caíram novamente em julho, desta vez, 0,06%. As quedas da batata-inglesa (-10,48%), cebola (-9,08%) e arroz (-2,69%) foram as que mais puxaram para baixo o resultado. Antes desses dois recuos, o preço da comida tem sido um grande vilão, tanto que acumula alta de 7,36% em 12 meses, se configurando o grupo de maior variação em todo o IPCA-15. Um dos fatores que têm ajudado a baixar os custos é a safra brasileira, com previsão de ser recorde. Transportes No grupo transportes, a alta de 0,67% foi impulsionada pelas passagens aéreas, que subiram 19,86% (impacto de 0,11 p.p.) e pelos serviços de carros de aplicativo ((14,55% e 0,03 p.p.). Já os combustíveis trouxeram alívio com recuo de 0,57%. Caíram os preços do gás veicular (-1,21%), diesel (-1,09%), etanol (-0,83%) e gasolina (-0,50%). Como a gasolina é o subitem com maior representatividade na cesta de consumo dos brasileiros, o resultado de julho fez com que representasse o recuo com mais peso de todo o IPCA-15 (-0,03 p.p.) IPCA-15 O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.  A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 14 de junho a 15 de julho. Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.518. O IPCA-15 coleta preços em 11 cidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de julho será divulgado em 12 de agosto.    Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/Sergio Moraes

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A uma semana do início do tarifaço, Brasil faz força-tarefa para negociar com EUA

Faltando sete dias para a entrada em vigor das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo federal intensificou sua mobilização diplomática para tentar reverter a medida anunciada pelo presidente americano, Donald Trump. A sobretaxa deve começar a valer em 1º de agosto e ameaça setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio, a indústria farmacêutica e a de dispositivos médicos. O aumento tarifário foi comunicado formalmente em uma carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último dia 9. Na mensagem, o republicano justificou a decisão como uma reação à forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem ele se referiu como um “líder altamente respeitado”. “A forma como o Brasil tratou o ex-presidente Bolsonaro é uma vergonha internacional”, escreveu Trump. “O número de 50% é muito menor do que o necessário para termos a igualdade de condições com o seu país.” Além do Brasil, outras nações também serão atingidas por tarifas, mas em percentuais variados. Estão na lista países como Japão, México, Indonésia e integrantes da União Europeia. Críticas e impacto no comércio Na última quinta-feira (24), o subsecretário do Departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie, fez novas críticas públicas ao Brasil e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em publicação nas redes sociais, ele disse que Moraes é “o coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro”. A embaixada americana em Brasília chegou a compartilhar a nota traduzida. No Brasil, o presidente Lula rebateu afirmando que Trump “não quer negociar” e que está disposto a dialogar, mas ressaltou que “é bom de truco”. Já o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que também responde pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, afirmou ter tido uma conversa “longa e proveitosa” com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick. Detalhes do diálogo, no entanto, não foram divulgados. Efeito dominó e prejuízos ao Brasil Especialistas apontam que, além dos impactos diretos nas exportações brasileiras aos EUA, o tarifaço pode desencadear um “efeito dominó” nas relações do Brasil com outros parceiros comerciais. Para João Alfredo Lopes Nyegray, coordenador do Observatório de Negócios Internacionais da PUC-PR, o episódio prejudica a imagem do Brasil como parceiro confiável. “Quando os Estados Unidos impõem tarifas com justificativas políticas, outros países interpretam isso como um sinal de risco geopolítico e institucional. Isso mina a confiança na estabilidade contratual brasileira e afasta investimentos estrangeiros”, avalia. Além do encarecimento de produtos no mercado americano — o que prejudica a competitividade do Brasil frente a países como México e Austrália —, há também risco de realinhamento nas cadeias produtivas. Fornecedores brasileiros podem ser substituídos por concorrentes, o que pode ter efeitos de longo prazo, mesmo que as tarifas sejam futuramente suspensas. Força-tarefa e caminhos diplomáticos Apesar do cenário adverso, especialistas defendem cautela e diplomacia. Nyegray recomenda ao Brasil evitar retaliações imediatas e buscar o diálogo com autoridades americanas moderadas, inclusive com setores empresariais dos EUA que também são prejudicados pela decisão de Trump. “Uma abordagem híbrida, com diplomacia direta, articulação multilateral e apoio regional, parece a mais prudente neste momento”, afirma. A cientista política e especialista em leis americanas, Jessika Kaminski, acrescenta que o país precisa ampliar sua presença em fóruns comerciais e investir em cláusulas de estabilidade em futuros acordos. Ela alerta que a resposta brasileira deve combinar firmeza e estratégia. “Fortalecer alianças regionais, como o Mercosul, avançar em negociações com a União Europeia e propor novas regras contra o protecionismo são caminhos viáveis”, diz. Enquanto isso, o Brasil aposta na força-tarefa diplomática para tentar evitar a aplicação do tarifaço — e seus impactos sobre empregos, investimentos e a própria imagem do país no cenário internacional. O tempo, no entanto, está cada vez mais curto: a contagem regressiva já começou.   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Tarifaço de Trump: medida já impacta exportadores brasileiros antes da data oficial

Oficialmente, as tarifas de 50% impostas pelo governo Trump entram em vigor daqui a pouco mais de uma semana, na próxima sexta-feira (1º), mas exportadores brasileiros de diversos setores já sentem os impactos antes mesmo da data. O setor de pescado, por exemplo, afirma que o comércio com os EUA (Estados Unidos da América) representa cerca de 70% do destino dos produtos exportados. Em uma carta divulgada no início desta semana, a Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescado) afirmou que, com as novas taxas, estima-se que cerca de R$ 300 milhões em produtos estejam parados entre pátios portuários, embarcações e unidades industriais. Outro setor que já sente os efeitos, mesmo antes da vigência oficial das tarifas, é o industrial. O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Claudio Bier, afirma que algumas empresas têm até 95% das operações voltadas para o mercado norte-americano. “Temos empresas de madeira que exportam até 95% da produção para os Estados Unidos. Algumas vão fechar, outras já deram férias coletivas. Hotéis que recebiam importadores americanos estão vazios porque os compradores não vieram. O impacto já é real”, declarou. Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, alerta que o cenário pode piorar caso o Brasil adote medidas retaliatórias. “Se houver retaliação, haverá aumento de custo para tudo o que é importado dos EUA. Ou teremos que comprar de outras origens, muitas vezes em condições piores ou mais caras. E ainda há o risco de tréplica: o Brasil sobe tarifas aqui e os EUA sobem mais lá”, explicou. Carne também é afetada Outro setor já impactado por tarifas é o de carnes. Em apenas três meses, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 80%. Em julho, foram exportadas apenas 9.700 toneladas, contra mais de 47.800 toneladas em abril, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Essa redução drástica se deve à tarifa de 10% imposta pelos EUA desde abril sobre produtos brasileiros — e isso ainda sem considerar a nova tarifa de 50%. Agronegócio em alerta As tarifas de Trump também ameaçam a receita do agronegócio brasileiro, podendo provocar desequilíbrios de mercado e pressionar os preços pagos aos produtores. O alerta é do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Produtos mais expostos às tarifas: Suco de laranja Café Carne bovina Frutas frescas (manga e uva) Segundo o Cepea, o suco de laranja é o produto mais sensível à nova política tarifária. Atualmente, já há uma tarifa fixa de US$ 415 por tonelada. Com a sobretaxa de 50%, o custo de entrada nos EUA aumentaria significativamente, comprometendo a competitividade do produto brasileiro. Os EUA importam cerca de 90% do suco que consomem — e o Brasil responde por 80% desse total. “Essa instabilidade ocorre justamente em um momento de boa safra no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro. São 314,6 milhões de caixas projetadas para 2025/26, um crescimento de 36,2% em relação ao ciclo anterior. Com o canal norte-americano em risco, o acúmulo de estoques e a pressão sobre os preços internos tornam-se prováveis”, afirma a pesquisadora Margarete Boteon, da Esalq/USP. No caso do café, os EUA são os maiores consumidores do mundo e importam cerca de 25% da produção brasileira — especialmente da variedade arábica. Como os americanos não produzem café, um aumento no custo de importação impactaria toda a cadeia local, desde torrefadoras até redes de varejo. “A exclusão do café do pacote tarifário não é apenas desejável, é estratégica — tanto para a sustentabilidade da cafeicultura brasileira quanto para a estabilidade da cadeia de abastecimento norte-americana”, defende o pesquisador Renato Ribeiro, do Cepea. Carne bovina Os Estados Unidos são o segundo maior destino da carne bovina brasileira, atrás apenas da China (que responde por 49% das exportações). Empresas americanas compram cerca de 12% do total, com volumes recordes entre março e abril — acima de 40 mil toneladas por mês. Isso pode ter sido uma antecipação por parte dos compradores, diante do temor de novas tarifas. Os principais estados exportadores são São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Tarifas anunciadas por Trump em julho – Luce Costa/Arte R7 Frutas frescas A manga é a fruta mais afetada, já que a janela crítica de exportação começa em agosto. Há relatos de adiamento de embarques devido à indefinição tarifária. A uva, cuja safra relevante para o mercado norte-americano se inicia em setembro, também está em alerta. Antes do tarifaço, a expectativa era de crescimento nas exportações de frutas frescas, impulsionado pela valorização cambial e pelo aumento da produção. Agora, os produtores enfrentam incertezas e risco de queda nos preços. Diplomacia como saída Diante do cenário, especialistas e autoridades defendem o caminho da negociação. A economista Carla Beni, da FGV (Fundação Getulio Vargas), destacou a tradição diplomática do Brasil. “Mesmo com a Lei da Reciprocidade, o primeiro passo é o diálogo. O segundo, acionar organismos internacionais. E só então pensar em retaliações”, disse à Record News. Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, reforça: “Bater de frente com os EUA seria um desastre total.” O professor Hugo Garbe lembra que o Brasil depende mais economicamente dos EUA do que o inverso. “Não temos estrutura para um embate direto. A diplomacia precisa ser estratégica e focar na redução das tarifas.” Para o mestre em finanças Hulisses Dias, da Universidade de Sorbonne, qualquer sinal de insegurança pode afastar investidores estrangeiros. “É preciso evitar retaliações diretas. O ideal seria buscar medidas que pressionem setores estratégicos americanos sem prejudicar a economia brasileira.”   Fonte: R7 Foto: Vosmar Rosa/MPOR/Arquivo

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Vigência da Tarifa Social Paulista é iniciada e amplia desconto na conta de água a 2,2 mi de pessoas

O Governo de São Paulo anunciou, nesta quarta-feira (23), o início da vigência do programa Tarifa Social Paulista, que amplia o acesso no desconto nas contas de água e esgoto para famílias em vulnerabilidade social que vivem nos municípios atendidos pela Sabesp. O anúncio foi feito durante evento que apresentou os resultados do primeiro ano de desestatização da companhia de abastecimento, no Auditório do Ibirapuera, na capital. A nova tarifa já está em vigor, com validade retroativa a junho, para apoiar a população de baixa renda e ainda impulsionar a universalização do saneamento. Com a desestatização da Sabesp e a entrada em vigor do novo Programa, cerca de 748 mil novas famílias passam a contar com descontos, o equivalente a cerca de 2,2 milhões de pessoas. O programa passou por consulta pública realizada de 20 de maio a 19 de junho e incorporou diversas contribuições. Foi também aprovado na última segunda-feira (21) na terceira reunião ordinária do Conselho Deliberativo da URAE-1 Sudeste, instância de monitoramento que conta com representantes das cidades que integram o contrato da Sabesp. Para garantir essa ampliação, de cerca de R$1 bilhão de investimento, o programa contará com o suporte do Fundo de Apoio à Universalização (Fausp). O programa Tarifa Social Paulista contará com três categorias. A Vulnerável garante 78% de desconto para famílias cadastradas no CadÚnico com renda per capita de até um quarto do salário mínimo. A Social I prevê 72% de desconto, 22% acima da regra federal, para famílias com renda per capita de meio salário mínimo cadastradas no CadÚnico. Também são elegíveis à Social I pessoas desempregadas que recebiam, no último emprego, o máximo de três salários-mínimos, e pessoas que moram em habitações sociais. A mesma tarifa também contempla famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo que tenham pessoa com deficiência ou pessoa idosa com 65 anos ou mais que recebem o Benefício de Prestação Continuada. Uma nova categoria, a Social II, foi criada para moradores de núcleos urbanos informais passíveis de regularização, que contarão com 50% de desconto aplicável ao consumo de até 15 metros cúbicos, por 24 meses contados da ligação. “O objetivo é apoiar essas pessoas que vivem em núcleos informais, favelas, áreas de habitação social, a acessarem os serviços de fornecimento de água, coleta e tratamento de esgoto de forma regular, com uma conta acessível ao fim do mês. O que queremos é garantir acesso e dignidade para essas famílias”, afirmou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende. A partir do recebimento do benefício, essas pessoas também serão estimuladas a se cadastrar no CadÚnico e se enquadrar nas tarifas Vulnerável ou Social I, ampliando o percentual de desconto. Adaptação ao programa O programa Tarifa Social Paulista tem prazo de adaptação para pessoas que, por alguma razão, venham a perder a elegibilidade ao benefício. O objetivo é permitir que elas tenham a possibilidade de se reenquadrar ou se adaptar de forma gradual. Durante os três primeiros meses após ser constatada a perda de elegibilidade, o usuário receberá notificação, mas nenhuma alteração nos descontos será feita. Depois, serão aplicados descontos progressivos de 50%, por três meses, e 25%, por mais três meses, totalizando 9 meses de transição para as tarifas Vulnerável e Social I. Para a Social II, serão três meses de notificação e três meses com desconto de 25%, totalizando seis meses de transição. Usuários que participavam de programas comerciais da Sabesp que conferiam descontos temporários seguirão recebendo o desconto por mais 18 meses e serão estimulados a fazer o cadastro no CadÚnico para se enquadrarem no novo Programa. FAUSP O Fundo de Apoio à Universalização do Saneamento (Fausp) foi criado a partir da privatização da Sabesp, em 2024, e recebeu 30% do valor obtido na desestatização, além de seguir recebendo os dividendos pagos pela empresa ao Governo do Estado, que tem 18,3% das ações. Ele conta com um Conselho de Orientação, com cinco membros, sendo eles representantes das secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística; Parcerias em Investimentos e Fazenda e Planejamento, além de dois designados pelo governador, que precisam comprovar notório saber e experiência nos setores de saneamento básico, infraestrutura ou políticas públicas. Um dos principais objetivos do Fundo é garantir a modicidade da tarifa para os municípios atendidos pela Sabesp. Com o novo modelo regulatório, a tarifa calculada pela Arsesp ficará sempre abaixo do valor que seria praticado pela Sabesp quando sob controle estatal, com o uso dos recursos do Fausp para viabilizar essa redução. O FAUSP dará suporte ao Programa Tarifa Social Paulista e também está aportando cerca de R$ 30 milhões na realização de ligações intradomiciliares de esgoto de 12 mil famílias de baixa renda em 2025, para acelerar as conexões e apoiar o processo de universalização do saneamento no estado de São Paulo. A Sabesp fica encarregada da execução da rede e dos ramais de esgoto externo ao imóvel e a Arsesp fiscaliza a aplicação do recurso e prestação de contas das ligações realizadas. Fundos municipais Desde a desestatização da Sabesp, quando foi estabelecido por contrato o repasse de 4% da receita líquida trimestral da empresa aos Fundos Municipais de Saneamento Ambiental e Infraestrutura (FMSAI), um total de R$ 389,6 milhões já foi destinado a 80 municípios que habilitaram seus fundos junto à ARSESP. Os repasses são uma das vantagens do novo contrato de concessão, pois podem ser utilizados pelas prefeituras para financiar melhorias em infraestrutura e no meio ambiente, como obras de habitação, drenagem, além de regularização fundiária. Um ano de desestatização da Sabesp Durante o primeiro ano de desestatização da Sabesp, completado nesta quarta-feira, investimentos feitos pela Companhia resultaram em meio milhão de residências passando a contar com o serviço de esgoto, com mais saúde e qualidade de vida aos cidadãos, assim como melhoria na qualidade de rios, córregos e praias. Entre janeiro de 2024 e junho de 2025, 524.448 residências passaram a contar com tratamento de esgoto, em benefício de 1.428.944 pessoas. Já a ampliação da coleta chegou a 503.875 imóveis, ou

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Fraude no INSS: pagamento de devolução de descontos indevidos começa nesta quinta (24)

Até o momento, 839 mil pessoas aderiram ao acordo de ressarcimento, o equivalente a 40,4% dos beneficiários aptos O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) inicia nesta quinta-feira (24) o pagamento dos valores descontados indevidamente de aposentados e pensionistas. Os depósitos seguirão o calendário de benefícios de julho e serão feitos diretamente na conta onde o segurado já recebe o benefício. Até o momento, 839 mil pessoas aderiram ao acordo de ressarcimento, o equivalente a 40,4% dos 2,05 milhões de beneficiários aptos, segundo o INSS. A adesão é voluntária e segue aberta, podendo ser feita pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios. Os pagamentos serão realizados de forma integral, com correção pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), respeitando a ordem de adesão. Até 100 mil beneficiários devem ser contemplados por dia. O acordo é válido para aposentados e pensionistas que tiveram descontos não autorizados em seus benefícios entre março de 2020 e março de 2025. Para receber o valor administrativamente, é necessário aceitar os termos do acordo, o que implica abrir mão de eventual ação judicial contra o INSS com pedido de indenização por danos morais ou devolução em dobro. No entanto, ainda será possível processar judicialmente a entidade responsável pelo desconto. Tem direito ao ressarcimento o beneficiário que contestou o desconto e não recebeu resposta da entidade envolvida no prazo de 15 dias úteis. Caso a entidade tenha respondido, o processo pode seguir para nova contestação ou análise jurídica. Segundo dados do próprio INSS, mais de 4,5 milhões de beneficiários afirmam não ter autorizado os descontos em seus benefícios, enquanto apenas 109 mil reconhecem a autorização. O prazo para contestar os débitos vai até, pelo menos, 14 de novembro de 2025. A adesão ao acordo poderá ser feita mesmo após essa data. O INSS reforça que não envia links por e-mail, WhatsApp ou SMS. As adesões devem ser feitas exclusivamente pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, agências dos Correios, Central 135 ou site gov.br/inss.   Fonte: R7 Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil/Arquivo

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Receita abre nesta quinta (24) consulta ao 3º lote de restituição do Imposto de Renda

A Receita Federal libera nesta quinta-feira (24), a partir das 10h, a consulta ao terceiro lote de restituição do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) de 2025. O lote inclui também restituições residuais de exercícios anteriores. Ao todo, mais de 7,2 milhões de contribuintes serão contemplados, totalizando um volume de crédito superior a R$ 10 bilhões. O pagamento será realizado no dia 31 de julho, diretamente na conta bancária informada pelo contribuinte na declaração. Segundo a Receita, R$ 557,7 milhões desse total estão destinados a contribuintes com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência e professores. Confira a distribuição entre os grupos prioritários: 15.988 contribuintes com mais de 80 anos; 83.575 com idade entre 60 e 79 anos; 11.298 pessoas com alguma deficiência física, mental ou moléstia grave; 35.315 contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério. Além disso, cerca de 6,3 milhões de contribuintes que não se enquadram nas prioridades legais, mas que optaram pela declaração pré-preenchida ou indicaram Pix como forma de recebimento, também foram contemplados. Outros 755.978 contribuintes fora desses critérios completam o grupo de restituições do terceiro lote. Como fazer a consulta? Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar: O site da Receita Federal: www.gov.br/receitafederal O portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte), usando a conta gov.br; O aplicativo “Meu Imposto de Renda”, disponível para celulares e tablets (Android e iOS). No portal, é possível consultar o extrato completo da declaração, verificar pendências e retificar a declaração, caso algum erro tenha sido identificado. O que fazer se o pagamento não for realizado? A restituição será creditada exclusivamente na conta informada na declaração, e a Receita alerta que o pagamento só será feito se a conta for de titularidade do contribuinte. Caso o depósito não seja concluído por erro nos dados ou problema bancário, o valor ficará disponível para reagendamento por até um ano no Banco do Brasil. O reagendamento pode ser feito: Pelo portal do BB: www.bb.com.br Pela Central de Atendimento: 4004-0001 (capitais) 0800-729-0001 (outras localidades) 0800-729-0088 (exclusivo para pessoas com deficiência auditiva) Para reagendar o crédito, é necessário informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Caso o contribuinte não resgate o valor no prazo de um ano, será necessário fazer uma nova solicitação por meio do e-CAC, acessando o menu “Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda” e clicando em “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.   Fonte: R7 Foto: LUIS LIMA JR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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