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Tag: economia

Haddad diz que governo prepara pacote e confirma reunião com secretário do tesouro americano

Ações serão encaminhadas ao Planalto e dependem da aprovação do presidente Lula da Silva para serem implementadas O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (6) que a equipe econômica deve concluir ainda hoje o pacote de medidas para proteger setores afetados pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. As ações serão encaminhadas ao Palácio do Planalto e dependem da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para serem implementadas. Segundo Haddad, o pacote — com foco em empresas de pequeno porte — deve incluir linhas de crédito com juros subsidiados e outras medidas de apoio financeiro. A implementação será feita por meio de uma Medida Provisória (MP), após a validação do governo federal. “As medidas saem hoje da Fazenda. Ontem tivemos uma reunião com o presidente para detalhar o plano. O relatório com a lista de empresas ainda está chegando do MDIC, mas o ato é mais genérico. Só na aplicação da MP é que vamos analisar caso a caso, CNPJ por CNPJ”, afirmou o ministro. Negociação com os EUA Haddad também informou que tem uma reunião marcada para quarta-feira da próxima semana com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. O encontro será virtual, mas pode evoluir para uma conversa presencial, dependendo do andamento das negociações. “Já recebemos o e-mail oficializando o interesse dos americanos. Vai ser uma reunião remota, e pode virar uma reunião de trabalho presencial, dependendo da qualidade da conversa. O objetivo é buscar um entendimento e tentar reabrir o diálogo com os Estados Unidos”, disse o ministro. Tarifaço em vigor A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros começou a valer nesta quarta-feira (6), conforme determinado por ordem executiva assinada pelo ex-presidente Donald Trump. A Casa Branca justificou a medida afirmando que o Brasil representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à economia americana — alegação rebatida por autoridades brasileiras. De acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, cerca de 35,9% das exportações brasileiras aos EUA serão atingidas pela nova taxa. Ainda assim, uma série de produtos foi excluída do tarifaço, como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos. Produtos atingidos pela nova tarifa Café Maior exportador global, o Brasil tem nos EUA um de seus principais compradores. Em 2024, os embarques de café somaram quase US$ 2 bilhões, representando 16,7% do total exportado. Carne bovina De acordo com a Abrafrigo, o mercado norte-americano absorveu 16,7% das exportações brasileiras do produto em 2024 — o equivalente a 532 mil toneladas e US$ 1,6 bilhão em receitas. A Minerva projeta queda de até 5% na receita líquida. Frutas O setor frutícola também será afetado. No ano passado, mais de 1 milhão de toneladas foram exportadas. Máquinas agrícolas e industriais O decreto prevê isenções específicas, como peças destinadas à indústria de papel e celulose, além de itens voltados à aviação civil. Máquinas e componentes fora desses segmentos serão taxados integralmente. Móveis Alguns modelos escaparam da taxação, entre eles assentos e estruturas metálicas ou plásticas utilizadas em aeronaves. O restante do setor será atingido pela nova alíquota. Têxteis Não houve uma isenção abrangente. Itens muito específicos, como fio de sisal para enfardamento e materiais aeronáuticos, compõem o grupo excluído. Calçados Todos os calçados brasileiros passaram a estar sujeitos à tarifa de 50%, cenário que tende a agravar a situação de um setor já pressionado pela concorrência global.   Fonte: R7 Foto: Diogo Zacarias/MF

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Em meio à falta de diálogo entre governo e americanos, tarifaço começa nesta quarta (6)

Conversa direta entre Trump e Lula não é descartada, mas não tem previsão para ocorrer; quase 700 itens ficarão de fora da tarifa A tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros começa a valer nesta quarta-feira (6). Desde o anúncio da medida, no início de julho, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva busca alternativas diplomáticas para reverter a decisão. A taxação foi oficializada na semana passada, com a exclusão de quase 700 itens da cobrança (veja mais abaixo). Na terça-feira (5), Lula afirmou que lidar com o tarifaço é mais simples do que enfrentar desafios sociais no país. “Esse problema dos EUA contra nós, isso a gente resolve. É mais fácil resolver isso do que combater a fome e a miséria neste país. É muito mais fácil”, declarou o presidente, durante a plenária do Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), sob aplausos. Antes do evento, no entanto, o chefe do Executivo indicou que pretende telefonar para Trump, mas sem abordar a questão comercial. “Eu não vou ligar para o Trump para comercializar, não, porque ele não quer falar. Mas eu vou ligar para o Trump para convidá-lo para vir para a COP, porque quero saber o que ele pensa da questão climática. Vou ter a gentileza de ligar. Vou ligar para muitos presidentes”, afirmou. A COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) está prevista para novembro, em Belém do Pará, com presença esperada de diversos líderes mundiais. Negociações e postura do governo Uma eventual conversa direta entre Lula e Trump sobre a medida tarifária tem sido cogitada. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mencionou essa possibilidade, mas ressaltou a necessidade de preparo. “Quando dois chefes de Estado conversam, existe preparação prévia para evitar que um país subordine o outro. Há protocolos mínimos, um arranjo diplomático. São dois países soberanos; não é um correndo atrás do outro. O Brasil é grande, e isso não é arrogância, mas uma postura digna à mesa de negociação”, afirmou na semana passada. Após o anúncio norte-americano, em 9 de julho, Lula determinou a criação de um comitê interministerial para tratar do tema com o setor produtivo. As negociações com representantes internos e autoridades dos EUA estão sob coordenação do vice-presidente Geraldo Alckmin. A gestão considera a tarifa exagerada e não descarta medidas de retaliação. Ainda assim, a prioridade tem sido uma solução pacífica por meio do diálogo. Em paralelo, o governo federal ingressou com um processo na OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre o tema. Mesmo adotando uma abordagem diplomática, Lula enfatiza que não pretende recuar. Ainda na terça (5), ele afirmou que comentar assuntos internos de outros países fere princípios fundamentais. “Se a gente perder o mínimo de senso de responsabilidade, do respeito à soberania, à integralidade territorial, à Suprema Corte dos países, ao Poder Judiciário como um todo, ao funcionamento do Congresso Nacional, ou seja, se passarmos a dar palpite sobre as coisas que acontecem nos outros países, estamos ferindo uma palavra mágica que é ‘soberania’, que é o que faz a gente lutar e defender o nosso país”, disse o presidente. No último domingo (3), Lula reconheceu limites quanto ao conteúdo das declarações públicas relacionadas aos Estados Unidos. “Nessa briga com a taxação dos EUA, eu tenho limite de briga com o governo americano. Não posso falar tudo que acho que devo falar, tenho que falar o que é possível falar, o que é necessário”, afirmou, sugerindo cautela estratégica. Decisão de Trump Na quarta-feira (30), Trump assinou a ordem executiva que estabelece a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, consolidando o anúncio feito em julho. A medida exclui 694 itens, entre os quais suco de laranja, aeronaves comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro. Por outro lado, commodities com forte presença no comércio bilateral, como carne bovina, café e cacau, não foram contempladas nas exceções e passam a ser taxadas integralmente. De acordo com Trump, a tarifa representa uma resposta direta a supostos ataques do Brasil à liberdade de expressão de empresas norte-americanas, além de críticas à forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro tem sido tratado pelas instituições brasileiras. “A forma como o Brasil trata o ex-presidente Bolsonaro é uma vergonha internacional”, declarou o norte-americano. Para ele, o julgamento e as investigações envolvendo Bolsonaro caracterizariam uma “caça às bruxas” e “deveriam terminar imediatamente”. Produtos brasileiros que não serão taxados pelos EUA 1. Produtos agrícolas e alimentícios • Castanha-do-Pará em casca, fresca ou seca • Polpa de laranja • Suco de laranja congelado • Suco de laranja não congelado 2. Minerais e minérios • Mica bruta • Minério de ferro não aglomerado • Minério de ferro aglomerado • Minérios e concentrados de estanho • Ferro-gusa não ligado com 0,5% ou menos de fósforo em peso • Ferro-gusa não ligado com mais de 0,5% de fósforo em peso • Ferro-gusa ligado em blocos, lingotes ou outras formas primárias • Espiegeleisen em blocos, lingotes ou outras formas primárias • Ferroníquel • Ferronióbio, com menos de 0,02% de fósforo ou enxofre ou menos de 0,4% de silício em peso • Ferronióbio, outros • Produtos ferrosos obtidos por redução direta de minério de ferro • Produtos ferrosos esponjosos, em grumos, pelotas ou formas similares; ferro com pureza mínima de 99,94% em peso em grumos, pelotas ou formas similares 3. Energia e produtos relacionados • Carvão antracito, pulverizado ou não, não aglomerado • Carvão betuminoso, pulverizado ou não, não aglomerado • Outros carvões, exceto antracito ou betuminoso, pulverizados ou não, não aglomerados • Briquetes, ovoides e combustíveis sólidos similares fabricados a partir de carvão • Lignito (exceto jato), pulverizado ou não, não aglomerado • Lignito (exceto jato), aglomerado • Turfa (incluindo turfa para cama de animais), aglomerada ou não • Coque e semicoque de carvão, lignito ou turfa, aglomerados ou não; carbono de retorta • Gás de carvão, gás de água, gás de produtor e gases similares, exceto gases de petróleo e outros hidrocarbonetos gasosos • Alcatrões (incluindo alcatrões reconstituídos) destilados de carvão, lignito ou turfa, e outros alcatrões minerais • Benzeno,

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Dólar fica estável após prisão domiciliar de Bolsonaro e ata do Copom

O dólar ficou estável, e a bolsa emendou a segunda alta, retomando os 133 mil pontos, um dia após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e na véspera do início do tarifaço aos produtos brasileiros. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (5) vendido a R$ 5,506, com leve recuo de 0,01%. A cotação abriu em alta, chegando a R$ 5,52, mas reverteu o movimento e passou a cair, influenciada pelo exterior e pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom). A moeda norte-americana continua no menor nível desde 9 de julho, dia em que o presidente estadunidense Donald Trump anunciou a tarifação de 50% sobre os produtos brasileiros. A divisa acumula queda de 10,91% em 2025. O euro comercial também encerrou estável. A moeda fechou o dia vendida a R$ 6,37, com alta de apenas 0,03%. A bolsa de valores teve mais um dia de recuperação. Impulsionado por ações de petroleiras e de bancos, o índice Ibovespa, da B3, encerrou aos 133.151 pontos, com alta de 0,14%. O indicador sobe 0,54% em agosto e acumula alta de 10,7% em 2025. Tantos fatores internos quanto externos influenciaram o mercado nesta terça-feira. O dólar continuou a cair no mercado internacional com a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) comece a reduzir os juros em setembro, após a desaceleração da criação de empregos nos Estados Unidos. No Brasil, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, ajudou a queda do dólar. O tom duro do Banco Central (BC), que indica que a Taxa Selic, juros básicos da economia, devem permanecer em 15% ao ano por muito tempo, ajudou a elevar o fluxo de capital especulativo para o Brasil, ajudando o real. Esse movimento compensou as ameaças do governo de Donald Trump de retaliar o país após a prisão domiciliar de Bolsonaro. * Com informações da Reuters   Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Tarifa dos EUA começa a valer nesta quarta (6); veja principais produtos brasileiros afetados

Lista de exceções alcança 45% das vendas aos Estados Unidos, de acordo com o levantamento A partir desta quarta-feira (6), entra em vigor a nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, oficializada no último dia 30 por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, representa um aumento de 40 pontos percentuais sobre a alíquota anterior. Apesar de algumas exceções, a decisão deve impactar diretamente setores estratégicos da economia nacional. O mercado norte-americano é o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China, com destaque para petróleo, carne e café — os líderes em receita. A taxação deve alcançar 35,9% dos produtos brasileiros que são exportados, segundo projeção divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (veja abaixo). A regra geral estabelece que todos os produtos brasileiros importados pelos EUA estarão sujeitos à nova taxa, salvo exceções específicas. A consequência direta é um aumento expressivo no custo dessas mercadorias no mercado americano. Confira os produtos afetados pela tarifa Café O Brasil, maior exportador mundial de café, tem nos EUA um de seus principais clientes. Em 2024, o país embarcou quase US$ 2 bilhões em café para o mercado norte-americano, o equivalente a 16,7% do total exportado. Carne bovina Segundo a Abrafrigo, os EUA responderam por 16,7% das exportações brasileiras de carne bovina em 2024, com 532 mil toneladas e US$ 1,6 bilhão em receita. A Minerva estima uma redução de até 5% na receita líquida. Frutas O setor frutícola brasileiro também será impactado. Em 2023, o país exportou mais de 1 milhão de toneladas de frutas. Máquinas agrícolas e industriais O decreto prevê exceções pontuais, como peças voltadas para a indústria de papel e celulose e artigos relacionados a aeronaves civis. No entanto, máquinas e componentes fora dessas categorias serão tarifados. Móveis Alguns tipos de móveis foram poupados, mas apenas aqueles classificados como artigos de aeronaves civis, como assentos específicos e móveis de metal ou plástico voltados a esse uso. O restante do setor será atingido pela nova tarifa. Têxteis Não houve isenção ampla. Apenas itens muito específicos, como fio de sisal para enfardamento e produtos voltados à aviação civil, foram excluídos. Calçados Sem exceções, os calçados brasileiros estão integralmente sujeitos à nova tarifa de 50%, o que pode impactar um setor já pressionado pela concorrência internacional. A nova taxação foi determinada pelo presidente Donald Trump, que assinou uma ordem executiva e declarou uma nova emergência nacional para justificar a medida. Segundo o governo americano, ações recentes do Brasil representam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. O texto da ordem também traz duras críticas ao governo brasileiro, acusando-o de perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, além de supostas violações de direitos humanos e enfraquecimento da democracia. Impacto nas exportações brasileiras Os produtos afetados pelo tarifaço, segundo o balanço do governo, tiveram uma venda de exportação para o país correspondente a US$ 14,5 bilhões em 2024. A projeção considerou regras de aumento e exceções pela Casa Branca. As taxas entram em vigor em 6 de agosto e atingem produtos fundamentais para o setor produtivo brasileiro, como carne e café. Por outro lado, quase 700 produtos brasileiros não serão tarifados. A lista de exceções alcança 45% das vendas aos Estados Unidos, de acordo com o levantamento. No caso dos produtos beneficiados, o valor arrecadado em 2024 corresponde a US$ 18 bilhões. Em outra frente, o ministério aponta que 19,5% das exportações brasileiras seguem tarifas específicas, de acordo com padrões internacionais. Esses valores correspondem a US$ 7,9 bilhões. “Essas tarifas foram adotadas com base em segurança nacional (Seção 232) e, sobre esses produtos, não se aplica a medida anunciada ontem. No caso de autopeças, por exemplo, a alíquota é de 25%, aplicável a todas as origens”, afirma o ministério em nota.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump

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Dólar cai para R$ 5,50 com maior chance de corte de juros nos EUA

Em um dia de alívio no Brasil e no exterior, o dólar caiu para o menor nível em quase um mês. A bolsa de valores subiu e aproximou-se dos 133 mil pontos. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (4) vendido a R$ 5,506, com recuo de R$ 0,038 (-0,69%). A cotação abriu estável, mas passou a cair ainda nos primeiros minutos de negociação. Na mínima do dia, por volta das 11h30, chegou a R$ 5,49. A moeda norte-americana está no menor nível desde 9 de julho, dia em que o presidente estadunidense, Donald Trump, anunciou a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. A divisa acumula queda de 10,91% em 2025. O euro comercial também teve forte queda, de 0,7%, fechando a R$ 6,37. A moeda está no valor mais baixo desde 3 de julho. O mercado de ações teve um dia de recuperação. Após duas quedas consecutivas, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 132.971 pontos, com alta de 0,4%. O indicador reagiu tanto à alta nas bolsas estadunidenses como por fatores internos. O dólar caiu em todo o planeta por causa do aumento das chances de o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) reduzir os juros básicos nos Estados Unidos em setembro. A desaceleração no mercado de trabalho estadunidense em julho e a renúncia de uma diretora regional do Fed, abrindo espaço para uma indicação do presidente Donald Trump, reforçaram as expectativas de redução dos juros da maior economia do planeta. No cenário interno, a diminuição da criação de empregos em junho no Brasil favoreceu as bolsas de valores. Isso porque o desaquecimento do mercado de trabalho facilita o controle da inflação pelo Banco Central e uma eventual queda de juros ainda este ano. O mercado de câmbio e o de ações encerraram as atividades antes da divulgação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. * com informações da Reuters   Fonte: Agência Brasil

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Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5,07%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,09% para 5,07% este ano. É a décima redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (4). A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2026, a projeção da inflação variou de 4,44% para 4,43%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente. A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Em junho, mesmo pressionada pela energia elétrica, a inflação oficial – divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – perdeu força e fechou em 0,24%, marcada pela primeira queda no preço dos alimentos depois de nove meses. Apesar da desaceleração nos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%. Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024 . Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito. Juros básicos Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o colegiado interromper o ciclo de aumento de juros na última reunião, na semana passada, após sete altas seguidas na Selic. Em comunicado, o Copom informou que a política comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em relação aos preços. A autoridade monetária informou que, por enquanto, pretende manter os juros básicos, mas não descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necessário. A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nos 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,23% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) passou de 1,89% para 1,88%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,95% e 2%, respectivamente. Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%. A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,60 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,70.   Fonte: Agênica Brasil Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Tarifaço começa nesta semana: após prejuízo da falta de diálogo, governo busca saídas

Gestão de Lula enxerga possibilidade de abertura dos EUA com lista de 694 exceções à taxa de 50% imposta por Trump Após meses de ameaça e, enfim, a publicação das tarifas impostas pelos Estados Unidos para produtos brasileiros, o governo tenta responder para conter os prejuízos. A taxa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros comprados pelos EUA começa a valer nesta semana. A taxação deve alcançar 35,9% dos produtos brasileiros que são exportados, segundo projeção divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A expectativa do governo federal é correr atrás do tempo perdido e atuar em diversas frentes para conseguir mitigar os danos do tarifaço, após deixar de lado a possibilidade de diálogo anterior. Para interlocutores do Planalto, o momento é de se esgotar as vias políticas na mesa de negociação. Publicamente, os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente e também ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmaram que as negociações começam agora, após a formalização do decreto das tarifas na última quarta-feira (30) por Donald Trump. A possibilidade de adotar uma postura de reciprocidade, ou seja, também impor aos Estados Unidos tarifas sobre os produtos norte-americanos não é descartada. Mas o Planalto vê como uma saída de segundo plano. Na prática Geraldo Alckmin deve se reunir nos próximos dias com alguns representantes dos setores mais afetados pelo tarifaço. A partir disso, o governo deve começar a divulgar medidas de contingenciamento para garantir a estabilidade da produção nacional e manter os empregos. Esses dois pilares são a prioridade do governo. Haddad também deve ter uma nova reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. A data, no entanto, ainda não foi confirmada, mas já houve contato e uma sinalização positiva da assessoria do secretário norte-americano ao encontro. O ministro da Fazenda tinha se encontrado com Bessent no começo do ano, quando esteve na Califórnia para um evento de banco de dados. Impacto nas exportações brasileiras Os produtos afetados pelo tarifaço, segundo o balanço do governo, tiveram uma venda de exportação para o país correspondente a US$ 14,5 bilhões em 2024. A projeção considerou regras de aumento e exceções pela Casa Branca. As taxas entram em vigor em 6 de agosto e atingem produtos fundamentais para o setor produtivo brasileiro, como carne e café. Por outro lado, quase 700 produtos brasileiros não serão tarifados. A lista de exceções alcança 45% das vendas aos Estados Unidos, de acordo com o levantamento. No caso dos produtos beneficiados, o valor arrecadado em 2024 corresponde a US$ 18 bilhões. Em outra frente, o ministério aponta que 19,5% das exportações brasileiras seguem tarifas específicas, de acordo com padrões internacionais. Esses valores correspondem a US$ 7,9 bilhões. “Essas tarifas foram adotadas com base em segurança nacional (Seção 232) e, sobre esses produtos, não se aplica a medida anunciada ontem. No caso de autopeças, por exemplo, a alíquota é de 25%, aplicável a todas as origens”, afirma o ministério em nota.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/The White House

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Lula a Trump: ‘Sempre estivemos abertos ao diálogo’

Presidente americano afirmou que o petista pode falar com ele ‘quando quiser’ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu, nesta sexta-feira (1°), ao presidente dos EUA, Donald Trump, após o republicano afirmar que o petista poderia falar com ele “quando quisesse”. As declarações ocorrem após os EUA taxarem os produtos brasileiros exportados ao país em 50%. “Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil, são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e os nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”, escreveu Lula nas redes sociais. Nesta tarde, na Casa Branca, Trump disse a jornalistas que está aberto ao diálogo com Lula. “Ele pode falar comigo quando quiser”, declarou, ao ser questionado sobre uma eventual ligação do petista. Ministros do governo avaliam estratégias para reabrir o diálogo entre o Brasil e os EUA. E uma possibilidade seria uma ligação de Lula a Trump. Interlocutores do Planalto alegam que Lula estaria disposto a realizar a ligação desde que o próprio Trump atenda. Sobre estar aberto a negociações, o mandatário norte-americano declarou que espera “ver o que acontece”, mas que “ama o povo brasileiro”. Por fim, Trump alegou que “as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”. Ao anunciar a tarifa, o líder dos EUA citou, como justificativas para a medida, uma suposta desvantagem comercial com o Brasil, o processo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta no STF (Supremo Tribunal Federal) e uma suposta censura feita pelo STF a redes sociais americanas. Entenda Na quarta-feira (31), o presidente norte-americano assinou uma ordem executiva oficializando a o tarifaço, com vigência a partir de 6 de agosto. O decreto estabelece uma lista com cerca de 700 exceções — itens não atingidos pela taxação — entre as quais estão suco de laranja, aviões comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro. De acordo com o governo brasileiro, aproximadamente 44,6% das exportações para os Estados Unidos permanecem isentas da nova tarifa.   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Haddad confirma reunião com secretário do Tesouro dos EUA e mira atenção na microeconomia

Ministro afirma que impacto das tarifas deve ser limitado no cenário macro e destaca apoio a estados afetados O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta sexta-feira (1º) que terá uma reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, na próxima semana. Segundo o ministro, o objetivo do encontro é discutir com mais profundidade a decisão do governo norte-americano de aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros — medida que entra em vigor na próxima quarta-feira. “Hoje, mais uma vez, tive contato com a equipe do Scott Bessent para agendarmos essa conversa mais longa e focada. Vamos tratar da decisão tarifária e de outros temas delicados que envolvem o comércio bilateral”, afirmou Haddad. Embora a data exata ainda não tenha sido definida, a reunião ocorrerá antes da implementação efetiva das tarifas. De acordo com Haddad, o Brasil seguirá negociando independentemente da entrada em vigor das medidas. “Já disse e repito: o Brasil nunca saiu da mesa. Seguiremos com seriedade, como é tradição da diplomacia brasileira”, afirmou. Relação Lula-Trump A declaração recente do presidente Donald Trump, sinalizando disposição para dialogar com o presidente Lula, também foi comentada por Haddad. Para ele, a possibilidade de conversa entre os dois líderes é positiva, mas precisa ser cuidadosamente preparada. “É muito importante pavimentar esse caminho com um diálogo técnico prévio. A reunião com o secretário do Tesouro pode ajudar a construir um ambiente mais propício para um eventual encontro presidencial, se for conveniente para ambos os lados”, avaliou. Microeconomia no centro das preocupações Durante a entrevista, Haddad destacou que, no momento, a maior preocupação do governo federal está voltada para os efeitos locais da medida, especialmente sobre pequenos produtores e economias regionais. “Neste momento, estou mais preocupado com a micro do que com a macroeconomia. Nossa avaliação é de que o impacto inflacionário ou sobre juros deve ser limitado”, disse. Como exemplo de atuação direta, o ministro relatou a reunião com o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que apresentou propostas para mitigar os efeitos das tarifas sobre o estado. Entre as medidas sugeridas está a autorização federal para que governos estaduais possam adquirir alimentos diretamente, inclusive para programas como a merenda escolar. “Ele apresentou um plano mais amplo, que depende de uma lei federal. Vamos processar a sugestão para que todos os estados possam ter acesso a essa possibilidade de compra emergencial”, detalhou. Lei Magnitsky também na pauta Outro tema que deve ser abordado no encontro com Bessent é a aplicação da chamada Lei Magnitsky, que permite sanções contra autoridades de outros países. Haddad ressaltou que o secretário do Tesouro é a autoridade competente para tratar do assunto e que pretende esclarecer o funcionamento do sistema judiciário brasileiro. “Há muita desinformação sobre o nosso modelo legal, e essa será uma oportunidade de explicar como operam nossas instituições”, concluiu.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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‘Lula pode falar comigo quando quiser’, afirma Donald Trump após tarifar o Brasil

Presidente americano declarou que o Brasil é governado por quem fez ‘coisa errada’ e que “ama o povo brasileiro” O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nesta sexta-feira (1°), que está aberto ao diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorre dois dias depois de o republicano assinar uma norma executiva que taxa em 50% os produtos brasileiros exportados aos EUA. “Ele pode falar comigo quando quiser”, disse Trump a jornalistas na saída da Casa Branca, ao ser questionado sobre uma eventual ligação de Lula. Sobre estar aberto a negociações, Trump declarou que espera “ver o que acontece”, mas que “ama o povo brasileiro”. Por fim, Trump alegou que “as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”. Ao anunciar a tarifa, o mandatário norte-americano citou uma suposta desvantagem comercial com o Brasil, o processo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta no STF (Supremo Tribunal Federal) e uma suposta censura feita pelo STF a redes sociais americanas. Entenda Na quarta-feira (31), o presidente norte-americano assinou uma ordem executiva oficializando a medida, com vigência a partir de 6 de agosto. O decreto estabelece uma lista com cerca de 700 exceções — itens não atingidos pela taxação — entre as quais estão suco de laranja, aviões comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro. De acordo com o governo brasileiro, aproximadamente 44,6% das exportações para os Estados Unidos permanecem isentas da nova tarifa.   Fonte: R7 Foto: Official White House Photo by Daniel Torok

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