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Tag: economia

Tarifaço: governo quer barrar mudanças no Congresso que beneficiem setores não atingidos

Para Lula, pacote ‘é só o começo’, mas equipe econômica espera não ter de ampliar investimentos; parte dos recursos ficarão fora da meta O governo de Luiz Inácio Lula da Silva teme que o plano de contingência em reação ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja ampliado durante a tramitação no Congresso Nacional. A medida provisória voltada às empresas prejudicadas pela taxa do governo americano foi assinada por Lula na última quarta (13). Na avaliação do Executivo, o pacote foi construído “sob medida” e não há espaço fiscal para ampliação dos setores beneficiados. Um dos temores do governo é o custo fiscal da medida — R$ 9,5 bilhões ficarão de fora da meta para este ano. O valor corresponde a R$ 4,5 bilhões em aportes para fundos garantidores e R$ 5 bilhões em recursos para o Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras). Entra na conta da gestão petista a força que alguns setores podem ter entre os parlamentares. Para evitar inchaço, Lula apresentou o plano aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), antes do anúncio formal. Ainda não há definição de quem será o relator da medida no Congresso nem do presidente da comissão mista que vai analisar o tema. Por ser uma MP, a proposta tem força de lei e passa a valer a partir da assinatura. No entanto, para não perder a validade, é preciso ser aprovada pelo Legislativo em até 120 dias. Um dia antes do lançamento da MP, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o texto deve ter impacto reduzido nas contas públicas. “Nós estamos absolutamente conscientes de que o impacto dele vai ser mínimo e será única e exclusivamente no limite do necessário para não deixar nenhuma empresa para trás”, destacou. Definições O pacote prevê, ainda, linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas afetadas, devolução de parte dos impostos de exportação pagos — por meio do Reintegra — e compras públicas (veja mais abaixo). A previsão inicial é oferecer acesso facilitado à linha de crédito. Lula afirmou que a medida “é só o começo”, mas a equipe econômica espera não ter de ampliar os benefícios. “Você não pode colocar mais se você não sabe quanto é”, ponderou Lula em entrevista, um dia antes do lançamento da MP. “Vai ser uma política de crédito, que a gente está pensando em ajudar sobretudo as pequenas empresas — o pessoal que exporta tilápia, frutas, mel e outras coisas, as empresas de máquinas. As grandes têm mais poder de resistência”, acrescentou. A taxa de 50% foi anunciada por Trump em 9 de julho e começou a valer em 6 de agosto. A princípio, a tarifa seria aplicada a todos os itens do Brasil comprados pelos EUA. No entanto, ao oficializar a medida, o republicano deixou 694 produtos de fora do tarifaço. Veja as principais medidas do plano de socorro do governo Linhas de crédito R$ 30 bilhões do FGE (Fundo Garantidor de Exportações) serão usados como financiamento para concessão de crédito permitindo taxas acessíveis. Prioridades por: dependência do faturamento em relação às exportações para os EUA; tipo de produto e porte de empresa. Serão priorizados os mais afetados. As pequenas e médias empresas também poderão recorrer a fundos garantidores para acessar o crédito. O acesso às linhas estará condicionado à manutenção do número de empregos. Prorrogação de prazos do regime de drawback Extensão excepcional do prazo para comprovação da exportação de produtos fabricados a partir de insumos importados ou adquiridos no Brasil com suspensão tributária, o chamado drawback. O governo vai prorrogar, por um ano, o prazo para que as empresas consigam exportar suas mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime. Esses produtos poderão ser exportados para os EUA ou para outros destinos. Com isso, elas não terão que pagar multa e juros se não conseguirem exportar aos EUA no prazo originalmente previsto. A medida vale para as empresas que contrataram exportações para os Estados Unidos que seriam realizadas até o final deste ano. Dos US$ 40 bilhões exportados em 2024 para os Estados Unidos, US$ 10,5 bilhões foram realizados via regime de drawback. A prorrogação não tem impacto fiscal, pois apenas posterga o prazo para cumprimento dos compromissos de exportação assumidos pelas empresas brasileiras. Compras públicas: apoio a produtores rurais e agroindústrias De forma extraordinária, por ato infralegal, União, estados e municípios poderão fazer compras para seus programas de alimentação (para merenda escolar, hospitais, etc.) por meio de procedimento simplificado e média de preço de mercado, garantidos a transparência e o controle dos processos. A medida vale apenas para produtos afetados pelas sobretaxas unilaterais. Modernização do sistema de exportação Ampliação das regras da garantia à exportação, instrumento que protege o exportador contra riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos. As mudanças visam fortalecer empresas exportadoras de média e alta intensidade tecnológica e investimentos produtivos em economia verde. O Plano Brasil Soberano permitirá que bancos e seguradoras utilizem essa garantia em mais tipos de operações. Prevê mecanismos de compartilhamento de risco entre governo e setor privado, utilizando o FGCE (Fundo Garantidor do Comércio Exterior) como mecanismo de primeiras perdas, aumentando o acesso a crédito e reduzindo custos. Fundos garantidores Aportes adicionais de R$ 1,5 bilhão no FGCE, de R$ 2 bilhões no FGI (Fundo Garantidor para Investimentos), do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e R$ 1 bilhão no FGO (Fundo de Garantia de Operações), do Banco do Brasil, voltados prioritariamente ao acesso de pequenos e médios exportadores. Novo Reintegra para empresas afetadas O Reintegra para as Empresas Exportadoras devolve aos exportadores brasileiros parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, na forma de crédito tributário, ajudando a reduzir custos e aumentar a competitividade no mercado externo. A medida antecipa os efeitos da Reforma Tributária, desonerando a atividade exportadora. Atualmente, empresas de grande e médio porte de produtos industrializados têm alíquota fixada em 0,1%; enquanto micro e pequenas, por meio do programa Acredita Exportação, recebem de volta 3% de alíquota. A

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Estado de SP registra a menor taxa de desemprego em 13 anos

O estado de São Paulo registrou no 2º trimestre deste ano taxa de desemprego de 5,1%, a menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. Além disso, o indicador do estado foi mais positivo que a taxa de desemprego nacional (5,8%) e da região Sudeste (5,3%). O total de pessoas ocupadas (incluindo trabalhadores do setor privado e público com e sem carteira assinada, domésticos, informais e por conta própria com CNPJ) também é o maior em 13 anos: 24,353 milhões – alta de 0,8% em relação ao primeiro trimestre deste ano e de 2,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No país, eram 102,316 milhões, ou seja, o estado responde por 24% do total da ocupação do país. Os números são da Fundação Seade, com base na pesquisa da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do IBGE. Já o número de desocupados na força de trabalho no estado é o menor desde 2012: 1,319 milhão de pessoas – queda de 18,3% em relação ao primeiro trimestre e de 19,1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O estado registrou ainda o maior número de ocupados com carteira assinada no setor privado desde 2012 e liderou entre as demais unidades da Federação no 2º trimestre – o total ficou em 11,606 milhões de pessoas – alta de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No país, o total ficou em 39,020 milhões – com isso, o estado de SP tem 30% dos trabalhadores dentro da CLT no país. O percentual de empregados com carteira assinada ficou em 82,9% dos trabalhadores do setor privado no estado, segunda maior proporção do país. No Brasil, o índice geral ficou em 74,2%. Já o número de trabalhadores sem carteira assinada na iniciativa privada caiu 10,8% em relação ao 2º trimestre de 2024 – passou de 2,677 milhões para 2,388 milhões. Menor taxa de informalidade em 8 anos Enquanto a taxa de informalidade para o Brasil foi de 37,8% da população ocupada, São Paulo teve a terceira menor taxa entre os demais estados (29,2%) no 2º trimestre – menor taxa registrada pelo estado desde o 2º trimestre de 2017 (29,1%). Para o IBGE, a taxa de informalidade é consequência de um mercado de trabalho aquecido, já que “o mercado de trabalho forte proporciona mais ocupação aos trabalhadores, formal e informalmente”. A taxa de informalidade da população ocupada é calculada considerando-se os empregados no setor privado e os empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada, além dos empregadores e trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e dos trabalhadores familiares auxiliares. Maior rendimento médio desde 2015 Já o rendimento médio em São Paulo ficou em R$ 4.170 – alta de 1,7% tanto em relação ao primeiro trimestre quanto ao mesmo trimestre do ano passado -, maior que da região Sudeste (R$ 3.914) e da média do país (R$ 3.477). Entre os estados do Sudeste, só perde para o Rio de Janeiro (R$ 4.205). Trata-se do maior rendimento médio no estado em 2º trimestres desde 2015. Já a região Sudeste foi a única com alta significativa do rendimento (1,8%), enquanto as demais permaneceram estáveis. Em relação ao 2º trimestre de 2024, o crescimento dos rendimentos na região foi de 2,8%. Número de ocupados por atividades no 2º tri: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 597 mil Indústria geral: 3,7 milhões Construção: 1,595 milhão Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 4,471 milhões Transporte, armazenagem e correio: 1,773 milhão Alojamento e alimentação: 1,253 milhão Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: 4,328 milhões Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 3,973 milhões Outros serviços: 1,366 milhão Serviços domésticos: 1,298 milhão Veja as taxas de desemprego registradas trimestre a trimestre desde o início da pesquisa do IBGE: 2025 1º tri: 6,3% 2º tri: 5,1% 2024 1º tri: 7,4% 2º tri: 6,4% 3º tri: 6,1% 4º tri: 5,9% 2023 1º tri: 8,5% 2º tri: 7,8% 3º tri: 7,2% 4º tri: 6,9% 2022 2º tri: 9,2% 3º tri: 8,7% 4º tri: 7,7% 2020 (pandemia afetou pesquisa) 1º tri: 12,3% 2019 1º tri: 13,6% 2º tri: 12,9% 3º tri: 12,2% 4º tri: 11,6% 2018 1º tri: 14,1% 2º tri: 13,8% 3º tri: 13,3% 4º tri: 12,6% 2017 1º tri: 14,4% 2º tri: 13,6% 3º tri: 13,3% 4º tri: 12,8% 2016 1º tri: 12,2% 2º tri: 12,3% 3º tri: 12,9% 4º tri: 12,5% 2015 1º tri: 8,6% 2º tri: 9,2% 3º tri: 9,8% 4º tri: 10,2% 2014 1º tri: 7,3% 2º tri: 7,1% 3º tri: 7,3% 4º tri: 7,2% 2013 1º tri: 7,8% 2º tri: 7,5% 3º tri: 7,4% 4º tri: 6,6% 2012 1º tri: 7,8% 2º tri: 7,5% 3º tri: 7% 4º tri: 6,8% Menor taxa de desemprego em 12 anos em 2024 Em 2024, o estado de São Paulo registrou a menor taxa anual de desemprego em 12 anos: 6,2%. Foi a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2012. O levantamento mostra ainda que o desemprego paulista foi menor que a média nacional, que ficou em 6,6% no ano passado, e que da região Sudeste (6,4%). Assim, a taxa de desemprego caiu 1,3 ponto percentual de 2023 para 2024 e 2,9 pontos percentuais entre 2022 e 2024. Veja as taxas de desemprego ano a ano no estado de São Paulo: 2024: 6,2% 2023: 7,5% 2022: 9,1% 2021: 14,4% 2020: 14,0% 2019: 12,4% 2018: 13,2% 2017: 13,5% 2016: 12,4% 2015: 10,1% 2014: 7,4% 2013: 7,5% 2012: 7,2% Já a taxa anual de informalidade foi de 31,1% da população ocupada em São Paulo, a terceira menor entre os estados e também abaixo do índice nacional de 39% e da região Sudeste de 34%. Em relação ao rendimento médio real habitual, enquanto no Brasil foi de R$ 3.225 em 2024, no estado de São Paulo ficou em R$ 3.907. O rendimento de São Paulo é maior que a média do Sudeste (R$ 3.609) e que dois estados que compõem

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Dólar cai para R$ 5,39 com expectativa de corte de juros nos EUA

As conversas entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a expectativa de corte de juros nos Estados Unidos, fizeram o mercado financeiro ter um dia de recuperação. O dólar voltou a ficar abaixo de R$ 5,40, após duas altas seguidas. A bolsa de valores reverteu as perdas perto do fim das negociações e fechou estável. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (15) vendido a R$ 5,398, com recuo de R$ 0,019 (0,35%). A cotação caiu para R$ 5,38 pouco antes das 10h e encostou em R$ 5,40 diversas vezes ao longo da tarde, mas consolidou-se abaixo desse nível perto do fim das negociações. A moeda estadunidense fechou a semana com recuo de 0,7%. A divisa cai 3,62% em agosto e 12,66% este ano. O mercado de ações teve um dia volátil. Após cair 0,56% por volta das 15h, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 136.840 pontos, com queda de apenas 0,01%. A bolsa brasileira subiu 0,31% na semana, acumulando ganho de 13,55% no ano. Sem grandes notícias no mercado interno, fatores internacionais dominaram o mercado cambial. Além das negociações entre Putin e Trump sobre a guerra na Ucrânia, voltou a prevalecer a leitura de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) tem 90% de chances de cortar os juros da maior economia do planeta em setembro, apesar de dados fortes do varejo do país. No cenário interno, a divulgação de balanços financeiros do segundo trimestre favoreceu a bolsa de valores. Apesar da queda de 40,7% no lucro do Banco do Brasil no primeiro semestre, os papéis da instituição financeira valorizaram-se 4,03% nesta sexta-feira, para R$ 20,65, com o entendimento de que os números vieram próximo do previsto. * Com informações da Reuters Fonte: Agência Brasil  

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Desemprego atinge menor taxa da série histórica em 18 estados no segundo trimestre, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil (5,8%) foi a menor da série histórica, iniciada em 2012, em 18 estados no segundo trimestre de 2025. Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As quedas foram registradas em: Santa Catarina (de 3% para 2,2%) Goiás (5,3% para 4,4%) Espírito Santo (4% para 3,1%) Rio Grande do Sul (5,3% para 4,3%) Mato Grosso do Sul (4% para 2,9%) São Paulo (6,3% para 5,1%) Rio de Janeiro (9,3% para 8,1%) Ceará (8% para 6,6%) Maranhão (8,1% para 6,6%) Alagoas (9% para 7,5%) Amapá (8,6% para 6,9%) Piauí (10,2% para 8,5%) Paraíba (8,7% para 7%) Minas Gerais (5,7% para 4%) Pará (8,7% para 6,9%) Bahia (11,1% para 9,1%) Amazonas (10% para 7,7%) Rio Grande do Norte (9,9% para 7,5%) Segundo o levantamento, as outras 9 Unidades da Federação mantiveram estabilidade no período. As maiores taxas foram de desocupação foram registradas em Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%). O índice teve uma redução de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março (7%), e de 1,1 ponto percentual no mesmo período de 2024 (6,9%). A taxa de desocupação foi de 4,8% para os homens e 6,9% para as mulheres no segundo trimestre de 2025. Por cor ou raça, essa taxa ficou acima da média nacional para os brancos (4,8%) e abaixo para os pretos (7%) e pardos (6,4%). No período, havia 1,3 milhão de pessoas que procuravam trabalho durante dois anos ou mais, o menor contingente da série para um segundo trimestre desde 2014 (1,2 milhão). Esse indicador recuou 23,6% em relação ao segundo trimestre de 2024. Informalidade A taxa de informalidade para o Brasil foi de 37,8% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com Maranhão (56,2%), Pará (55,9%) e Bahia (52,3%) e as menores, com Santa Catarina (24,7%), Distrito Federal (28,4%) e São Paulo (29,2%). A taxa de informalidade da população ocupada é calculada considerando-se os empregados no setor privado e os empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada, além dos empregadores e trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e dos trabalhadores familiares auxiliares. Desalentados e subutilização O percentual de desalentados foi de 2,5%. Maranhão (9,3%), Piauí (7,1%) e Alagoas (6,9%) tinham os maiores percentuais, enquanto os menores estavam em Santa Catarina (0,3%) e Mato Grosso do Sul (0,8%). Essa categoria é classificada como todos aqueles com mais de 14 anos que estavam fora do mercado de trabalho e não haviam realizado busca efetiva por uma colocação. Já a taxa de subutilização, que calcula o percentual de desocupados, subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, e a força de trabalho potencial, ficou em 14,4%. Piauí (30,2%) teve a maior taxa, com Bahia (27,0%) e Sergipe (26,0%) a seguir. As menores taxas foram de Santa Catarina (4,4%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,1%). Rendimento O rendimento real mensal habitual foi de R$ 3.477. Houve alta nas duas comparações: frente ao trimestre imediatamente anterior (R$ 3.440) e ante o mesmo trimestre de 2024 (R$ 3.367). Na comparação trimestral, o Sudeste (R$ 3.914) foi a única região com alta estatisticamente significante do rendimento, enquanto nas demais houve estabilidade. Em relação ao segundo trimestre de 2024, o rendimento cresceu no Sudeste e no Sul (R$ 3.880), com estabilidade nas demais regiões.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Tarifaço pode afetar até 726,7 mil empregos e reduzir R$ 3,3 bilhões em contribuições a INSS e FGTS

As tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros têm potencial de provocar a perda de até 726.701 postos de trabalho no país no período de um ano, segundo estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O impacto, considerado como “teto” no curto prazo, inclui efeitos diretos, indiretos e induzidos pela queda na renda das famílias. O estudo projeta, ainda, redução de R$ 38,87 bilhões no valor adicionado à economia; R$ 14,33 bilhões na massa salarial e R$ 3,31 bilhões em arrecadação para a Previdência Social e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O PIB pode cair 0,35% no cenário mais pessimista, caso não haja redirecionamento das exportações a outros mercados. Os setores mais afetados no emprego seriam serviços (241,4 mil vagas), indústria de transformação (215,1 mil), comércio (142,3 mil) e agropecuária (104 mil). Na indústria, os segmentos metalúrgico, de alimentos, madeira, químico e de vestuário e calçados concentram o maior potencial de perda, além de cadeias ligadas a frutas, carnes e outros alimentos. Entre os produtos impactados, está o café, que responde por 34% do consumo norte-americano. A carne bovina, por sua vez, pode enfrentar tarifa total de até 76,4%. E as frutas — com destaque para manga, uva e processadas — representam 12% do faturamento do setor. Também estão na lista segmentos de celulose e papel, máquinas e equipamentos, siderurgia, eletroeletrônicos, químicos e autopeças. O levantamento identificou ainda 3.075 empresas exportadoras para os EUA com negociação direta com sindicatos no Brasil, abrangendo 1,46 mil entidades sindicais. A região Sudeste concentra 1.286 instrumentos coletivos, seguida pelas regiões Sul (614), Nordeste (186), Norte (125) e Centro-Oeste (58). Comércio Brasil–EUA Em 2024, o fluxo de mercadorias entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 81 bilhões. Os EUA foram o segundo maior destino das exportações brasileiras (12%), atrás apenas da China (28%). Do total exportado para o mercado norte-americano, 35,9% (US$ 14,5 bilhões) estão sujeitos à tarifa adicional de 10% + 40% prevista na ordem executiva de 30 de julho. O Dieese também cita projeções do Cedeplar (Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas), da UFMG, que estima um impacto menor — até 188,7 mil empregos —, caso outros países, como a China, adotem medidas de retaliação que favoreçam as exportações brasileiras. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nessa quarta-feira (13) uma medida provisória com crédito de R$ 30 bilhões para empresas prejudicadas pelo tarifaço imposto pelos EUA a produtos brasileiros. Segundo o Dieese, a perda de 726,7 mil empregos seria um teto e o estudo do Cedeplar, um piso. Setores como autopeças, máquinas e equipamentos e eletroeletrônicos enfrentam dificuldades para redirecionar suas vendas, por produzirem itens específicos para o mercado norte-americano. Além disso, setembro e novembro concentram o maior número de datas-base de empresas exportadoras para os EUA, o que pode levar os efeitos das tarifas a coincidirem com negociações salariais. Perguntas e respostas: Qual é o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros? As tarifas podem resultar na perda de até 726.701 postos de trabalho no Brasil em um ano, de acordo com o Dieese. O impacto inclui efeitos diretos, indiretos e induzidos pela queda na renda das famílias. Quais são as projeções econômicas relacionadas a essa situação? O estudo prevê uma redução de R$ 38,87 bilhões no valor adicionado à economia, R$ 14,33 bilhões na massa salarial e R$ 3,31 bilhões em arrecadação para a Previdência Social e o FGTS. O PIB pode cair 0,35% no cenário mais pessimista, caso não haja redirecionamento das exportações para outros mercados. Quais setores seriam mais afetados em termos de emprego? Os setores mais afetados seriam serviços (241,4 mil vagas), indústria de transformação (215,1 mil), comércio (142,3 mil) e agropecuária (104 mil). Na indústria, os segmentos metalúrgico, de alimentos, madeira, químico e de vestuário e calçados teriam maior perda, além de cadeias ligadas a frutas, carnes e outros alimentos. Quais produtos estão na lista dos mais impactados? O café representa 34% do consumo norte-americano, a carne bovina pode enfrentar tarifas de até 76,4%, e as frutas, como manga e uva, representam 12% do faturamento do setor. Outros segmentos afetados incluem celulose e papel, máquinas e equipamentos, siderurgia, eletroeletrônicos, químicos e autopeças. O que o Cedeplar estima sobre o impacto das tarifas? O Cedeplar estima um impacto menor, com a perda de até 188,7 mil empregos, caso outros países, como a China, adotem medidas de retaliação que favoreçam as exportações brasileiras. Quais setores enfrentam dificuldades para redirecionar suas vendas? Setores como autopeças, máquinas e equipamentos e eletroeletrônicos enfrentam dificuldades para redirecionar suas vendas, pois produzem itens específicos para o mercado norte-americano.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Setor de serviços cresce 0,3% em junho e atinge patamar recorde

O setor de serviços, o que mais emprega na economia e concentra atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza e tecnologia da informação, cresceu 0,3% na passagem de maio para junho. Esse desempenho é o quinto mês seguido de expansão e faz o setor atingir o maior patamar da série histórica, iniciada em janeiro de 2011. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recorde anterior era de outubro de 2024 e maio deste ano. Os cinco meses consecutivos de alta deram ao setor um salto de 2%. Com o resultado de junho, o setor fecha o primeiro semestre com alta de 2,5%. No acumulado de 12 meses, a expansão chega a 3%. Na comparação com junho de 2024, o mês de 2025 subiu 2,8%. Destaque para transportes Apesar do número recorde, das cinco grandes atividades pesquisadas pelo IBGE, apenas uma ─ serviços de transportes ─ apresentou número positivo na passagem de maio para junho. Confira os desempenhos: – Serviços prestados às famílias: -1,4% – Serviços de informação e comunicação: -0,2% – Serviços profissionais, administrativos e complementares: -0,1% – Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: +1,5% – Outros serviços: -1,3% O analista do IBGE, Rodrigo Lobo, detalha que das cinco atividades, a de transportes é a que tem maior peso (36,4%) na pesquisa, o que explica o fato de apenas um grande setor positivo conseguir fazer com que todo o setor de serviços tenha tido crescimento em junho. Dentro dos transportes, os destaques foram o aéreo de passageiros e o de cargas, notadamente o rodoviário. “É o principal modal pelo qual se deslocam as mercadorias, como a safra, mas também bens industriais. É uma atividade intimamente correlacionada com maior dinamismo da economia”, analisa. Índice de atividades turísticas A Pesquisa Mensal de Serviços traz ainda o índice de atividades turísticas (Iatur), que recuou 0,9% em junho, na comparação com maio. É o segundo resultado negativo consecutivo. Somando maio e junho, há perda acumulada de 1,3%. Já em comparação com o mesmo mês de 2024, junho de 2025 aponta expansão de 4,1%. Esses resultados deixam as atividades de turismo 11,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 1,8% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024. O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são correlatas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens e transporte aéreo de passageiros. São divulgadas informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte. Conjunto da economia A Pesquisa Mensal de Serviços é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mês a mês pelo IBGE. Nos últimos dias, o instituto revelou que a produção da indústria brasileira cresceu 0,1% em junho ante maio; e o comércio recuou 0,1% no mesmo intervalo de comparação. Nos desempenhos acumulados em 12 meses, a indústria cresceu 2,4%. O comércio apresentou expansão de 2,7%.   Fonte: Agência Brasil Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

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Aluguel residencial acumula aumento médio de 10,28% em um ano, o dobro da inflação

O aluguel residencial acumula aumento médio de 10,28% nos últimos 12 meses, o dobro da inflação oficial do país. O dado é do Índice FipeZAP de julho, divulgado nesta quinta-feira (14), com base em informações de 36 cidades. O valor supera as variações da inflação, tanto a medida pelo IPCA/IBGE (+5,23%), como a do IGP-M/FGV (+2,96%). Os imóveis com quatro dormitórios lideraram a valorização média nesse período, com alta de 11,33%, enquanto o aumento de unidades de dois dormitórios foi de 9,90%. Das 36 localidades monitoradas, 34 registraram aumento no valor do aluguel residencial, incluindo as seguintes capitais: Salvador (+20,39%); Belém (+18,42%); Teresina (+17,69%); Cuiabá (+15,79%); Fortaleza (+14,89%); Porto Alegre (+14,29%); Recife (+13,72%); Belo Horizonte (+13,29%); João Pessoa (+12,72%); São Luís (+12,02%); Natal (+10,73%); Manaus (+10,69%); Goiânia (+10,40%); Vitória (+10,03%); São Paulo (+10,01%); Florianópolis (+9,78%); Maceió (+9,75%); Curitiba (+9,38%); Rio de Janeiro (+9,29%); Campo Grande (+7,09%). Já em Brasília e Aracaju, os preços de locação residencial recuaram 1,26% e 0,06% em 12 meses, respectivamente. No mês Em julho, o aumento médio foi de 0,45% nos preços de locação residencial. O que equivale a uma nova desaceleração em relação às altas apuradas em abril (+1,15%); maio (+0,59%) e junho (+0,51%). Já no acumulado dos últimos sete meses deste ano, o Índice FipeZAP registrou alta de 6,13% no, até julho. O preço médio foi de R$ 49,46/m² em julho, com base nos anúncios de apartamentos prontos nas 36 cidades que fazem parte do Índice FipeZAP de Locação Residencial. Os maiores valores ocorrerem entre imóveis com um dormitório (R$ 66,65/m²) e os menores, em unidades com três dormitórios (R$ 42,22/m²). O preço do aluguel nas capitais São Paulo (R$ 61,63/m²); Recife (R$ 59,83/m²); Belém (R$ 59,40/m²); Florianópolis (R$ 58,64/m²); São Luís (R$ 55,21/m²); Rio de Janeiro (R$ 53,23/m²); Maceió (R$ 52,53/m²); Manaus (R$ 49,47/m²); Vitória (R$ 49,03/m²); Salvador (R$ 48,21/m²); Brasília (R$ 47,29/m²); Belo Horizonte (R$ 47,24/m²); João Pessoa (R$ 44,90/m²); Curitiba (R$ 44,71/m²); Cuiabá (R$ 44,46/m²); Goiânia (R$ 42,45/m²); Porto Alegre (R$ 42,05/m²); Natal (R$ 39,24/m²); Campo Grande (R$ 37,39/m²); Fortaleza (R$ 35,42/m²); Aracaju (R$ 25,82/m²); Teresina (R$ 24,43/m²). Rentabilidade O retorno médio do aluguel residencial foi avaliado em 5,93% ao ano, taxa que se manteve em patamar inferior à rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses. A rentabilidade média foi maior entre imóveis residenciais com um dormitório (6,70% ao ano), contrastando com o menor percentual entre unidades com quatro ou mais dormitórios (4,88% ao ano).   Fonte: R7 Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Após 18 meses de alta, preço do café cai em julho, mas acumula inflação de 70% em um ano

O preço do café moído ficou 1,01% mais barato em julho, interrompendo uma sequência de 18 meses seguidos de aumento, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, divulgada na terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A última queda — de 0,23% — havia ocorrido em dezembro de 2023. Desde então, o item sofreu aumentos sucessivos, pressionado por fatores como a redução na oferta, a valorização do grão no mercado internacional e custos mais altos de produção e transporte. Apesar do recuo em julho, o preço do café moído ainda pesa no bolso dos consumidores. No acumulado dos últimos 12 meses, o produto acumula inflação de 70,51%. Esse avanço coloca o café como o alimento com maior alta no período, refletindo a sensibilidade do item a variações climáticas nas regiões produtoras e à volatilidade cambial. Variação do preço do café nos últimos 12 meses – Luce Costa/Arte R7 A redução no preço do café já havia aparecido nos resultados de julho tanto do IPCA-15, a prévia da inflação calculada pelo IBGE, quanto do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), indicador da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A inflação geral também marcou alta em julho, avançando 0,26%, com grande pressão da conta de luz, cujo aumento de 10,18% no acumulado do ano representa o maior impacto individual no índice desde 2018. Ao mesmo tempo, grupos como alimentação e bebidas, vestuário e comunicação registraram recuo nos preços, ajudando a aliviar parte da pressão inflacionária no mês. Perguntas e respostas sobre o assunto Qual foi a variação do preço do café moído em julho? O preço do café moído caiu 1,01% em julho, interrompendo uma sequência de 18 meses seguidos de aumento, conforme dados do IPCA divulgados pelo IBGE. Quando foi a última vez que o preço do café havia caído antes de julho? A última queda no preço do café moído ocorreu em dezembro de 2023, quando houve uma redução de 0,23%. Qual é a inflação acumulada do café moído nos últimos 12 meses? No acumulado dos últimos 12 meses, o preço do café moído acumula uma inflação de 70,51%, tornando-se o item com a maior alta no período. Como a redução no preço do café foi refletida em outros indicadores? A redução no preço do café também foi observada nos resultados de julho do IPCA-15 e do IPC, que são indicadores de inflação. Qual foi a inflação geral do país em julho? A inflação geral do país acelerou e chegou a 0,26% em julho, enquanto o grupo de alimentação e bebidas registrou uma queda de 0,27%.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Tarifaço: plano bilionário do governo é paliativo e não atinge problemas estruturais do Brasil

O governo federal anunciou, no início da tarde de quarta-feira (13), um pacote de R$ 30 bilhões para ajudar empresas afetadas pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Especialistas, porém, apontam cuidados e críticas às medidas. O pacote foi anunciado mais de um mês após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretar as tarifas, período em que empresas e setores produtivos já registravam perdas significativas. O programa concentra-se principalmente em pequenas e médias empresas, deixando medidas imediatas para grandes exportadores ainda indefinidas. Especialistas ouvidos pelo R7 enxergam as medidas como passo inicial esperado, mas há sérias preocupações com o impacto fiscal e a necessidade de ampliar mercados para reduzir a dependência dos EUA após “política externa agressiva”. ‘Solução paliativa’ Para Fabio Murad, CEO da Super-ETF Educação, o pacote representa uma solução paliativa diante de problemas estruturais mais profundos: “A MP reflete uma tentativa desesperada de enfrentar as consequências de uma política externa agressiva, mas ela é uma solução paliativa diante de problemas estruturais mais profundos. A medida, ainda que seja vista como um alívio momentâneo para setores afetados, como o agronegócio e a indústria, não resolve a fragilidade fiscal do país.” Segundo o especialista, no ponto de vista econômico, essa ação pode até trazer algum alívio pontual, mas ela adia o enfrentamento das questões fiscais que continuam a pressionar as contas do governo. “Em vez de buscar diversificação de receitas ou reformas estruturais, o governo opta por soluções emergenciais, que não resolvem a raiz do problema e podem até aumentar o peso da dívida pública no futuro”, alerta Murad. Mudanças estruturais e dívidas Assim também pensa Carlos Honorato, economista e professor da FIA Business School. “O plano não atinge o que é preciso mudar estruturalmente no Brasil, mas o que a gente observa é que, aparentemente, não tem ninguém interessado em mudar estruturalmente o Brasil”, critica o especialista. Ele dá exemplos do Judiciário “que gasta demais”; do Executivo, “que não se propõe a fazer um ajuste fiscal”; e do Congresso Nacional, “que se perde ali nos seus próprios benefícios, tentando trabalhar só com a política, só com a posição ideológica”. “Não são com essas medidas que a gente vai mudar a questão estrutural. Mas o importante é que a gente não vê nenhum agente político de respeito no Brasil pautando as reformas que precisam ser feitas”, continua. Honorato concorda que o Brasil vive uma “guerra comercial” e que, por isso, é importante olhar para os setores que estão sendo mais atingidos, como café, pesca e o setor moveleiro do sul. “Nesses setores, você tem que ter uma abordagem até de, realmente, adiar pagamento de impostos, criar condições para que essas empresas sobrevivam”, considera. Por outro lado, os empresários devem tomar muito cuidado com as dívidas que podem ser adquiridas agora. “Quando a gente está falando em crédito: crédito é dívida. Por mais que o juro seja baixo, você dá a opção para as empresas se endividarem”, aponta. Sucesso depende de resultados O cientista político André César, em contraponto, afirma que o governo agiu cautelosamente, ouvindo os setores mais afetados. “É um primeiro movimento do governo, feito com cautela e focado em quem sente mais o impacto do tarifaço. Congelar tributos, abrir linhas de crédito e direcionar compras governamentais para esses produtos são medidas inteligentes neste momento”, avalia. O cientista ressalta, no entanto, que o sucesso dependerá de resultados concretos. “Temos que ver se vai realmente ajudar quem está sentindo na pele. E também olhar para o impacto fiscal, porque as contas públicas estavam em situação menos piores antes dessas medidas.” Segundo André, o Brasil também precisa acelerar a diversificação de destinos de exportação. Ele cita como exemplo a missão do Ministério da Agricultura no Japão, que tenta abrir o mercado local para a carne bovina brasileira após mais de 20 anos de negociação. “É um movimento simbólico e estratégico, mas a instabilidade de Trump exige que o governo mantenha o radar ligado para novas sanções”, conclui. Carlos Honorato aponta a situação como uma oportunidade de aprendizado para os empresários não dependerem do governo. “A gente está sofrendo hoje com os Estados Unidos, poderia ser com a China, poderia ser com a Europa”, lembra. “A grande dica que a gente dá para as empresas é que elas têm que diversificar, elas têm que ter uma estratégia. As empresas têm que se posicionar com estratégias de olhar para fora, buscar novos mercados”, ensina o economista. Alcance do pacote A MP (Medida Provisória) assinada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prevê linhas de crédito específicas, suspensão temporária de tributos e priorização de compras governamentais de itens impactados. Haddad afirmou que a ação é um primeiro passo e não descartou novas medidas caso os efeitos das tarifas — impostas pelo governo de Donald Trump — se agravem. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que a prioridade é negociar, mas destacou que o país “não se submeterá a chantagens” e que buscará novos mercados se necessário. No lançamento, o Planalto buscou transmitir coesão interna. Participaram do evento os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além de representantes empresariais e da sociedade civil. O professor de Economia do Ibmec Brasília João Gabriel Araújo considera que o pacote é uma resposta emergencial adequada para o momento. “Há uma expectativa de que o Brasil possa sofrer um impacto quase imediato de uma redução de mais de 140 mil postos de trabalho. O pacote poderá diminuir esse impacto e garantir mais tempo para negociações entre os dois países”, afirma. Ele alerta, porém, para o risco de endividamento das empresas e defende que, caso o quadro se agrave, sejam consideradas medidas mais agressivas, como subsídios diretos ou transferências de renda aos setores prejudicados. “Será essencial que o Ministério da Fazenda elabore uma estratégia fiscal compatível com o espaço orçamentário disponível, para evitar o aumento do déficit público”, completa. Qual foi o anúncio feito pelo governo federal em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos? O governo federal anunciou um pacote de

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Vendas no varejo caem pelo terceiro mês consecutivo, mas acumulam alta no semestre

Segundo IBGE, vendas recuaram 0,1% no sexto mês do ano, em comparação com maio; de janeiro a junho, setor cresceu 1,8% As vendas do comércio varejista recuaram 0,1% em junho, em comparação com maio, engatando o terceiro mês consecutivo no campo negativo. No entanto, o setor registrou crescimento de 1,8% no acumulado do primeiro semestre do ano e de 2,7% nos últimos 12 meses. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em junho, houve variações negativas no volume de vendas de cinco das oito atividades do comércio varejista: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%) Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,5%) Móveis e eletrodomésticos (-1,2%) Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,9%) Hiper, supermercados, produtos  alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%) Já outros artigos de uso pessoal e doméstico (1%), tecidos, vestuário e calçados (0,5%) e combustíveis e lubrificantes (0,3%) obtiveram resultados no campo positivo. Por outro lado, houve alta nos segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,1%), livros, jornais, revistas e papelaria (- 2%) e combustíveis e lubrificantes (-1,7%). Resultados regionais Na passagem de maio para junho, houve resultados negativos em 14 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Tocantins (-4,1%), Piauí (-3,2%) e Amapá (-2,6%). Por outro lado, pressionando positivamente, figuram 11 das 27 UFs, com destaque para: Paraná (2,6%), Roraima (2,2%) e Santa Catarina (1,1%). Amazonas e Espírito Santo apresentaram estabilidade (0%) na passagem de maio para junho. Setor cresceu 1,8% no primeiro semestre O comércio varejista, no primeiro semestre de 2025, com relação ao mesmo período do ano anterior, acumulou crescimento de 1,8%, sétima taxa positiva após resultado de -3% no segundo semestre de 2021. O setor registrou taxas positivas em seis atividades do comércio varejista: Tecidos, vestuário e calçados (5,5%) Móveis e eletrodomésticos (4%) Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,4%) Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,1%) Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%) Combustíveis e lubrificantes (0,2%) Por outro lado, dois setores fecharam o semestre no campo negativo: equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-0,7%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-2,7%). Junho de 2025 x junho de 2024 Na comparação com igual mês de 2024, houve equilíbrio entre resultados positivos e negativos. As atividades de tecidos, vestuário e calçados (6,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,9%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) apresentaram resultados positivos. Por outro lado, móveis e eletrodomésticos (-0,4%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,2%) e combustíveis e lubrificantes (-1,3%) tiveram resultados no campo negativo. Emprego no comércio atinge 2º maior patamar O R7 mostrou na semana passada que o setor comercial brasileiro encerrou 2023 com 10,5 milhões de pessoas ocupadas, o segundo maior patamar da série histórica da Pesquisa Anual de Comércio. O número fica atrás apenas do registrado em 2014, quando o setor chegou ao pico de 10,6 milhões de trabalhadores. O resultado representa uma recuperação frente aos anos da pandemia e também em relação a 2019, último ano antes da crise sanitária, quando o comércio empregava 10,2 milhões de pessoas. Entre os segmentos, o comércio varejista continua sendo o maior empregador do setor, com 7,7 milhões de trabalhadores, seguido pelo comércio por atacado, que alcançou 2 milhões de pessoas ocupadas, e pelo ramo de veículos, peças e motocicletas, com 902,9 mil.   Fonte: R7 Foto: Arquivo/Agência Brasil

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