Pular para o conteúdo principal

Portal Veloz

Últimas Notícias

Segunda edição do DPBEA de Portas Abertas tem nova data, 22 de agosto, em Campinas

Vestibulinho da Etec de Artur Nogueira oferece 40 vagas para Ensino Médio com curso técnico em Administração

Dia D de Multivacinação terá imunização em 14 unidades de saúde de Piracicaba

Santa Bárbara Rock Fest terá arrecadação de leite em todos os dias do evento

Laura Cardoso, um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, morre aos 98 anos

Castra + Limeira: inscrições presenciais acontecem nesta terça-feira (18)

Tag: economia

Setor de serviços atingiu recorde de 15,2 milhões de empregos em 2023

O setor de serviços empregou o contingente recorde de 15,2 milhões de pessoas em 2023. Esse número de trabalhadores representa alta de 7,1% em relação aos 14,2 milhões do ano anterior. Já em relação a 2019, que delimita o período pré-pandemia de covid-19 ─ antes de a economia ser severamente atingida por medidas de restrição sanitária e isolamento ─ o crescimento na ocupação foi de 18,3%, o que representa mais 2,4 milhões de trabalhadores no setor. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços, divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de serem relativos a 2023, os dados são os mais recentes da radiografia anual que o IBGE faz do setor. A pesquisa apresenta informações de atividades como alojamentos, alimentação, transportes, correios, comunicação, turismo, escritórios, cultura e reparo de automóveis. Empresas do setor financeiro não estão incluídas no estudo. Empregados O levantamento aponta que, das 34 atividades observadas, cinco concentravam 47% dos postos de trabalho gerados, com destaque para serviços de alimentação, com 1,8 milhão de empregos: Serviços de alimentação (11,74% dos empregos) Serviços técnico-profissionais (11,24%) Serviços para edifícios e atividades paisagísticas (8,11%) Serviços de escritórios a apoio administrativo (7,78%) Transporte de cargas (8,20%) Salários Em 2023, o setor de serviços reunia 1,7 milhão de empresas. Ao todo, essas firmas pagaram R$ 592,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Isso equivale a 2,3 salários mínimos (s.m.) mensais por funcionário, em média. Dos sete grandes segmentos pesquisados pelo IBGE, três tiveram remuneração acima da média, com destaque para serviços de informação e comunicação: Serviços de informação e comunicação (4,7 s.m.) Outras atividades de serviços (3,6 s.m.) Transporte, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,8 s.m.) Ao observar os dados por unidades da federação, os pesquisadores apontam que os salários médios mais altos foram pagos em São Paulo (2,8 s.m.), no Rio de Janeiro (2,5 s.m.) e Distrito Federal (2,4 s.m.). Já as remunerações mais baixas foram no Acre, em Roraima e no Piauí, todas com 1,4 salário mínimo. Receitas Em 2023, as empresas pesquisadas pelo IBGE tiveram receita bruta de R$ 3,4 trilhões. O estado de São Paulo respondeu por 45% desse montante, seguido por Rio de Janeiro (10%), Minas Gerais (7,8%), Paraná (5,5%) e Rio Grande do Sul (4,7%). De 2022 para 2023, houve troca no posto de segmento com maior participação na receita líquida (receita bruta descontada impostos e outros abatimentos). O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares passou a ocupar o topo, com 29,2% de participação, deixando para trás o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (28,1%). Pesquisa mensal Mês a mês, o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), com o desempenho do setor no ano corrente, mas sem informações sobre nível de emprego e remuneração média. No primeiro semestre de 2025, de acordo com a PMS, o setor apresentou expansão de 2,5% em relação ao mesmo período de 2024.   Fonte: Agência Brasil Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Leia Mais

Tarcísio discute tarifaço dos Estados Unidos com governador da Geórgia e cita ‘diplomacia’

Em rede social, governador de São Paulo afirma que conversou sobre a importância do diálogo internacional Em meio à crise entre Brasil e Estados Unidos e à imposição de tarifas de 50% por parte de Donald Trump a produtos brasileiros, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recebeu em São Paulo o governador da Geórgia, Brian Kemp, e a primeira-dama, Marty Kemp. Oficialmente, o encontro ocorreu para celebrar os 30 anos da parceria comercial entre as duas regiões. Mas, na prática, o tarifaço imposto por Trump esteve em discussão. Nas redes sociais, Tarcísio destacou a presença de 37 empresas da Geórgia no Brasil, enquanto 40 companhias brasileiras atuam no estado norte-americano — gerando 12 mil empregos. “Tivemos a oportunidade de debater o cenário atual das relações entre Brasil e Estados Unidos e destacar a importância da diplomacia e do diálogo internacional. Esse intercâmbio é fundamental para fortalecer os laços de amizade e cooperação, ampliando parcerias que trazem resultados concretos para São Paulo e para o Brasil”, destacou Tarcísio em sua rede social. Na semana passada, Tarcísio de Freitas já havia afirmado que a questão do tarifaço vai ser resolvida a médio e longo prazos. Ele ponderou que “talvez haja escalada no curto prazo” e reforçou que é fundamental estabelecer um canal de diálogo, que haja insistência para resolver o conflito. “Obviamente a gente tem de forçar a barra agora para falar, negociar. Eu acho que não é humilhação para ninguém, para nenhum chefe (de Estado)”, disse, em referência ao comentário feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 6, quando o petista disse que não iria se humilhar para falar com o presidente norte-americano sobre o tarifaço. Perguntas e Respostas Qual foi o objetivo do encontro entre Tarcísio de Freitas e Brian Kemp? O encontro entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o governador da Geórgia, Brian Kemp, ocorreu para celebrar os 30 anos da parceria comercial entre as duas regiões. No entanto, também foi discutido o tarifaço imposto por Donald Trump a produtos brasileiros. O que Tarcísio de Freitas destacou sobre a presença de empresas da Geórgia no Brasil? Tarcísio destacou a presença de 37 empresas da Geórgia no Brasil e mencionou que 40 companhias brasileiras atuam no estado da Geórgia, gerando 12 mil empregos. Qual foi a posição de Tarcísio sobre a diplomacia nas relações entre Brasil e Estados Unidos? Tarcísio enfatizou a importância da diplomacia e do diálogo internacional, afirmando que esse intercâmbio é fundamental para fortalecer laços de amizade e cooperação, ampliando parcerias que trazem resultados concretos para São Paulo e para o Brasil. O que Tarcísio disse sobre a resolução do tarifaço? Tarcísio afirmou que a questão do tarifaço será resolvida a médio e longo prazos, mas ponderou que pode haver uma escalada no curto prazo. Ele ressaltou a importância de estabelecer um canal de diálogo e a necessidade de insistência para resolver o conflito. Como Tarcísio se referiu à necessidade de negociação com os Estados Unidos? Tarcísio mencionou que é necessário “forçar a barra” para negociar e que isso não deve ser visto como uma humilhação para nenhum chefe de Estado, em resposta a comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Leia Mais

Prévia da inflação tem 1ª deflação em quase dois anos, puxada por energia e alimentos

IPCA-15 ficou em −0,14% no oitavo de 2025; indicador acumula alta de 4,95% nos últimos 12 meses e de 3,26% no ano A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), ficou em −0,14% em agosto, 0,47 ponto percentual abaixo do resultado de julho (0,33%), informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (26). Essa é a primeira deflação registrada pelo índice em mais de dois anos, desde julho de 2023, quando o IPCA-15 ficou em 0,07% No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,26% e, em 12 meses, 4,95%, abaixo dos 5,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2024, o IPCA-15 foi de 0,19%. Esse índice se diferencia da inflação oficial, calculada pelo IPCA, pelo período de coleta das informações. Em agosto de 2024, o IPCA-15 foi de 0,19%. IPCA-15 – Luce Costa/Arte R7 Além de Comunicação, os três grupos de maior peso no índice tiveram queda no nível de preços de julho para agosto: Habitação (-1,13% e −0,17 p.p.); Alimentação e bebidas(-0,53% e −0,12 p.p.); e Transportes(-0,47% e −0,10 p.p.). Os demais grupos variaram entre o 0,03% de Artigos de residência e o 1,09% de Despesas pessoais. Energia elétrica A queda registrada no grupo Habitação(-1,13%) veio da contribuição de −0,20 pontos percentuais da energia elétrica residencial, que recuou 4,93% em agosto em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. Porém, em agosto, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos, o que vai influenciar no preço das contas. Alimentos O grupo Alimentação e bebidas (-0,53%) registra queda na média de preços pelo terceiro mês consecutivo, com a alimentação no domicílio recuando 1,02% em agosto. Contribuíram para esse resultado as quedas da: Manga (-20,99%); Batata-inglesa (-18,77%); Cebola (-13,83%); Tomate (-7,71%); Arroz (-3,12%); e Carnes (-0,94%). Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,71% em agosto em virtude das altas no lanche (1,44%) e na refeição (0,40%). Transportes O grupo Transportes saiu de 0,67% em julho para queda de 0,47% em agosto. O resultado no grupo foi impulsionado pelas quedas nas passagens aéreas(-2,59%.), no automóvel novo(-1,32%) e na gasolina(-1,14%). Nos combustíveis, também recuaram o óleo diesel(-0,20%), o gás veicular (-0,25%) e o etanol(-1,98%). Perguntas e respostas Qual foi a variação do IPCA-15 em agosto de 2025? A variação do IPCA-15 em agosto de 2025 foi de -0,14%, o que representa uma deflação. Esse resultado é 0,47 ponto percentual inferior ao de julho, que foi de 0,33%. Quando foi a última vez que o IPCA-15 registrou deflação? A última deflação registrada pelo IPCA-15 ocorreu em julho de 2023, quando o índice ficou em 0,07%. Qual é o acumulado do IPCA-15 no ano e nos últimos 12 meses? No ano, o IPCA-15 acumula uma alta de 3,26%. Nos últimos 12 meses, a alta é de 4,95%, abaixo dos 5,30% observados nos 12 meses anteriores. Como o IPCA-15 se diferencia do IPCA? O IPCA-15 se diferencia do IPCA pelo período de coleta das informações. O IPCA é considerado a inflação oficial. Quais grupos tiveram queda nos preços de julho para agosto? Os três grupos de maior peso no índice que tiveram queda nos preços foram Habitação, Alimentação e Bebidas, e Transportes. O que contribuiu para a queda no grupo Habitação? A queda no grupo Habitação, que foi de -1,13%, foi influenciada pela energia elétrica residencial, que recuou 4,93% em agosto devido à incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês. Qual é a bandeira tarifária em vigor e como ela afeta os preços? Em agosto, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, o que pode influenciar os preços das contas de energia. Como se comportou o grupo Alimentação e Bebidas em agosto? O grupo Alimentação e Bebidas registrou uma queda de -0,53% pela terceira vez consecutiva, com a alimentação no domicílio recuando 1,02% em agosto. No entanto, a alimentação fora do domicílio subiu 0,71% devido ao aumento no preço do lanche e da refeição. Qual foi a variação do grupo Transportes em agosto? O grupo Transportes teve uma queda de 0,47% em agosto, influenciada pela redução nos preços das passagens aéreas, automóveis novos e gasolina. Quais combustíveis apresentaram queda de preço? Os combustíveis que apresentaram queda de preço foram o óleo diesel (-0,20%), o gás veicular (-0,25%) e o etanol (-1,98%). Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Leia Mais

Diretora do Fed se recusa a deixar cargo após ser demitida por Trump

Nesta segunda-feira (25), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que destituiu a diretora do Federal Reserve Lisa Cook de seu cargo devido a uma suposta fraude na documentação de uma hipoteca, ampliando sua pressão para que o banco central americano reduza as taxas de juros. O norte-americano fez o anúncio em uma carta direcionada a Cook publicada em suas redes sociais. Presidentes podem remover membros do Federal Reserve do cargo apenas por justa causa. As leis que descrevem esse motivo geralmente relacionam o termo com ineficiência, negligência e atos ilícitos no cargo. Nesta terça-feira (26), Lisa Cook afirmou que o presidente dos EUA não tem poder para demiti-la e garantiu que não pretende renunciar. A diretora afirmou que “não há motivo legal” para que Trump a demita do cargo. “O presidente Trump alegou ter me demitido ‘por justa causa’ quando não há justa causa prevista em lei, e ele não tem autoridade para fazê-lo”, disse. Ao publicar a ‘carta’ nas redes sociais, Trump disse que a demissão tinha efeito imediato. No entanto, a defesa de Cook disse que o presidente não tem ‘poder’ para tirar a diretora do cargo, já que o Federal Reserve é autônomo e não deve sofrer interferências de governo. “Tomaremos todas as medidas necessárias para impedir a tentativa de ação ilegal [de Trump]”, afirmou o advogado de Cook, Abbe David Lowell. O caso das hipotecas O anúncio de demissão ocorreu depois que o Departamento de Justiça indicou que planeja investigar Cook por uma denúncia de William Pulte, aliado de Trump e diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação, de que ela teria cometido fraude. Lisa Cook é acusada de ter registrado moradia em Estado que oferecia isenção de imposto, onde teria comprado duas casas através de financiamento.   Fonte: R7 Foto: Getty

Leia Mais

Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,86%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,95% para 4,86% este ano. É a décima terceira redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (25), em Brasília. A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,4% para 4,33%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,97% e 3,8%, respectivamente. Acima do teto A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Em julho, pressionada pela conta de energia mais cara, a inflação oficial divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fechou em 0,26%, sendo o segundo mês seguido de queda nos preços dos alimentos, o que ajudou a segurar o índice. No acumulado em 12 meses, o IPCA alcançou 5,23%, acima do teto da meta de até 4,5%. Juros básicos Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros  – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o colegiado interromper o ciclo de aumento de juros na última reunião, no mês passado, após sete altas seguidas na Selic. Em comunicado, o Copom informou que a política comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em relação aos preços. A autoridade monetária informou que, por enquanto, pretende manter os juros básicos, mas não descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necessário. A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,21% para 2,18% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,86%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,87% e 2%, respectivamente. Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 1,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%. A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,59 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,64.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Leia Mais

Compra de alimentos afetados pelo tarifaço segue até problema ser solucionado, diz ministro

Ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, detalhou medidas; entenda como vai funcionar o Plano Brasil Soberano O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, detalhou nesta segunda-feira (25) como vai funcionar a aquisição pelo governo federal dos alimentos afetados pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida faz parte do Plano Brasil Soberano, lançado pelo governo no último dia 13, e os alimentos poderão ser adquiridos para escolas, hospitais e Forças Armadas. Em coletiva de imprensa, o ministro afirmou que o Plano segue ativo até o Brasil solucionar o problema dos alimentos, seja com a abertura de novos mercados ou avanços na negociação com os Estados Unidos. “A validade dessa medida é o tempo para a solução definitiva desse tema, enquanto for necessário [a medida] para definir novos mercados para absorver esses produtos”, disse. O ministro também destacou que na última sexta-feira (22) o governo publicou portaria que listava os produtos passíveis da compra simplificada (veja abaixo). “Esses produtos poderão ser adquiridos nos programas de compra pública: Programa Nacional de Alimentação Escolar, Programa Nacional de Aquisição de Alimentos e Programa Nacional de Compras Institucionais”, explicou. Teixeira reforçou que o processo ocorrerá de forma simplificada. “Essas instituições públicas não precisarão usar a lei de licitação e poderão fazer [a compra] de maneira simplificada. Basta a empresa demonstrar que ela é exportadora, ou o produtor demonstrar que ele fornece [itens] para essa empresa exportadora”, detalhou. Os valores pagos por esses produtos, contudo, serão os já previstos nos programas. “Não tem como mudar a lógica dos preços. Hoje esses produtores vendem em dólar, mas vamos comprar nos preços que estão dentro desses programas, e se precisar complementar essas tabelas, para incorporar produtos que porventura ainda não estejam fixado nas tabelas de preço das compras públicas, ou para remunerar adequadamente esse produtor. O produtor não pode perder em razão do tarifaço. Os programas de compra públicas já tem preço muito adequado, e qualquer questionamento o governo está aberto a analisar esse questionamento”, garantiu. Seleção de produtos O ministro foi questionado sobre os critérios de seleção dos produtos passíveis da compra simplificada que deixou de fora o café e a carne brasileira, por exemplo. “O café hoje tem um mercado muito grande no mundo inteiro, há uma falta de café, e acreditamos que [os EUA] vão em algum momento excepcionar o café e a carne. A carne brasileira é muito barata de altíssima qualidade”, citou. Teixeira acrescentou que devido à pressão dos norte-americanos sobre as medidas de Trump e o aumento do café e da carne no país, há uma expectativa do setor de que os Estados Unidos reconsiderarem as tarifas. O ministro ainda avaliou a expectativa de aprovação da MP no Congresso. “Creio que o congresso tem simpatia por essa medida, pois ela dialoga com a economia agrícola dos estados brasileiros, com o pequeno, com o agriculto familiar, de pequena propriedade e pequena renda, que precisa dessa venda. Não é uma medida somente de interesse do governo, é de interesse dos governos estaduais, dos congressistas, da sociedade brasileira e dos produtores”, reforçou. Flexibilização da compra Na última sexta-feira (22), o governo federal publicou portaria interministerial, em edição extra do Diário Oficial da União, que regulamenta a compra direta dos produtos afetados pelo tarifaço. Os alimentos incluídos na lista poderão ser destinados para reforçar a merenda escolar na rede pública de ensino em estados e municípios interessados. A medida também pode ser estendida para hospitais e para as Forças Armadas. A portaria prevê que poderão ser adquiridos via compras governamentais flexibilizadas: Açaí (fruta, purês e preparações); Água de coco; Castanha de caju (frutas de casca rija ou sem casca, sucos e extratos vegetais); Castanha do Brasil (castanha-do-pará, fresca ou seca, sem casca); Manga (fresca ou seca); Mel; Pescados (como corvina, pargo, tilápia e outros); e Uva fresca. A medida provisória, na prática, permite a contratação direta com dispensa de licitação, e admite a apresentação simplificada de termo de referência, além de dispensar a elaboração de estudos técnicos preliminares. Para participar, no entanto, os exportadores devem apresentar declaração de perda na exportação do produto e pelo menos uma declaração única de exportação para os Estados Unidos do produto alvo de aquisição excepcional, a partir de janeiro de 2023. Perguntas e Respostas Qual é a medida anunciada pelo ministro Paulo Teixeira sobre a compra de alimentos afetados pelo tarifaço? O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, anunciou que o governo federal irá adquirir alimentos afetados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Essa medida faz parte do Plano Brasil Soberano e os alimentos poderão ser destinados a escolas, hospitais e Forças Armadas. Até quando essa medida estará em vigor? A medida permanecerá ativa até que o Brasil resolva o problema dos alimentos, seja através da abertura de novos mercados ou de avanços nas negociações com os Estados Unidos. Como será o processo de compra dos alimentos? O processo de compra será simplificado, permitindo que instituições públicas adquiram os produtos sem a necessidade de seguir a lei de licitação. As empresas precisarão apenas demonstrar que são exportadoras ou que fornecem produtos para empresas exportadoras. Quais produtos poderão ser adquiridos e como serão os preços? Os produtos que poderão ser adquiridos estão listados em uma portaria publicada pelo governo. Os preços pagos por esses produtos serão os já previstos nos programas de compra pública, e o governo se comprometeu a analisar questionamentos sobre os preços. Por que o café e a carne brasileira não foram incluídos na lista de produtos? O ministro explicou que o café possui um mercado grande e há uma expectativa de que os Estados Unidos possam isentar o café e a carne das tarifas. Ele destacou que a carne brasileira é de alta qualidade e a pressão dos EUA pode levar a reconsiderações sobre as tarifas. Qual é a expectativa em relação à aprovação da medida provisória no Congresso? Teixeira acredita que o Congresso tem simpatia pela medida, pois ela beneficia a economia agrícola e os pequenos produtores, além de ser de interesse

Leia Mais

Capital paulista registra recorde de abertura de empresas em julho

Dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo mostram que resultado supera os meses de fevereiro e março, até então com maiores registros Julho marcou o melhor desempenho do ano na constituição de novas empresas na cidade de São Paulo. De acordo com dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), autarquia vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), foram registrados 16.538 novos empreendimentos de natureza empresarial no município. O resultado supera os meses anteriores de 2025, como fevereiro, que contabilizou 16.336 novas empresas (alta de 1,23%), e março, com 16.095 registros (crescimento de 2,75%). Até então, esses eram os dois melhores períodos do ano na quantidade de novos empreendimentos gerados. O volume expressivo de empresas abertas em julho reforça o papel da capital paulista como maior polo econômico e empreendedor do país, concentrando significativa parcela dos registros empresariais e impulsionando a geração de empregos e renda no estado.   Foto: Governo de SP

Leia Mais

Do etanol ao Pix: veja 6 pontos da resposta do Brasil à investigação comercial dos EUA

Em documento enviado a Washington, governo nega práticas desleais e rebate críticas sobre tarifas, corrupção e desmatamento O governo brasileiro enviou resposta formal à Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), rejeitando as alegações presentes na investigação aberta contra o país. O inquérito norte-americano apura supostas práticas comerciais desleais do Brasil em relação a empresas dos EUA. A ação tem como foco áreas como sistema de pagamentos, tarifas preferenciais, etanol, combate à corrupção, propriedade intelectual e desmatamento ilegal. Segundo a USTR, o objetivo é verificar se atos, políticas e práticas do governo brasileiro são injustificáveis ou discriminatórios, impondo restrições ao comércio norte-americano. No documento, com mais de 90 páginas, o governo negou irregularidades e argumentou que as críticas decorrem de interpretação unilateral, fora das regras da OMC (Organização Mundial do Comércio). A posição brasileira sustenta que as medidas contestadas não prejudicam empresas dos Estados Unidos e, em diversos casos, fortalecem a integração econômica bilateral. Veja os principais pontos da resposta: Etanol O Brasil afirmou não aplicar barreiras injustas contra o etanol norte-americano e denunciou disparidade tarifária: enquanto o produto dos EUA enfrenta tarifa de 18% para entrar no mercado brasileiro, o etanol nacional paga 52,5% ao ser exportado para os Estados Unidos. O governo destacou que Washington mantém subsídios volumosos, incluindo créditos tributários que reduzem custos de produtores de milho, distorcendo a concorrência. “Os Estados Unidos são o único país estrangeiro para o qual a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) elabora relatórios específicos, visando facilitar a participação de produtores de etanol norte-americanos no programa Renovabio”, informou o documento. Pix O relatório defende o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, contestando alegações de favorecimento a empresas brasileiras. Segundo o governo, o Pix é infraestrutura pública aberta a todas as instituições, inclusive estrangeiras, e já é utilizado por diferentes companhias. “De fato, diferentes governos estão tomando a iniciativa de fornecer a infraestrutura para pagamentos eletrônicos instantâneos, incluindo a União Europeia, a Índia e os Estados Unidos. O Federal Reserve [Banco Central dos EUA], em particular, introduziu recentemente o FedNow, sistema com funcionalidades semelhantes ao Pix”, registrou o Itamaraty. O documento ressalta que o sistema ampliou inclusão financeira, reduziu custos e aumentou a concorrência. “As políticas do Brasil não restringem operações nem prejudicam a competitividade de empresas americanas em serviços de pagamento eletrônico. Não há tratamento diferenciado a provedores estrangeiros nem barreiras de licenciamento ou operacionais específicas a provedores dos EUA.” Combate à corrupção O Itamaraty rejeitou críticas sobre afrouxamento de mecanismos de fiscalização, citando avanços institucionais, como atuação da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), além de novas leis fortalecendo responsabilização de empresas e autoridades. “O USTR alega que o sistema de acordos de leniência é ‘opaco’. Ao contrário, há reconhecimento internacional de que o sistema brasileiro é transparente, navegável e eficaz para incentivar cooperação de empresas que violaram normas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.” Propriedade intelectual e pirataria Na área de patentes e direitos autorais, o Brasil afirmou seguir padrões internacionais, sem discriminar empresas estrangeiras. O documento mencionou cooperação entre escritórios de propriedade intelectual dos dois países e fortalecimento da legislação para coibir violações. O relatório citou a Rua 25 de Março como ponto histórico de comércio ilegal de mercadorias. Apesar de ações policiais, a área permanece como um dos principais centros de produtos falsificados no país, sem penalidades efetivas para desestimular o mercado ilegal. A crítica inclui demora no exame de pedidos de patente, especialmente na farmacêutica, e persistência de conteúdo pirateado em plataformas locais. Desmatamento ilegal O governo rebateu acusação de conivência com desmatamento ilegal, alegando que dados de satélite e operações de fiscalização indicam queda nos índices recentes. O Brasil sustenta cumprimento de compromissos ambientais assumidos em acordos multilaterais. “O governo brasileiro empreende esforços ativos e coordenados para reprimir o desmatamento ilegal e eliminar completamente a parcela mínima de produtos provenientes de terras desmatadas ilegalmente em suas cadeias de suprimentos”, afirma o texto. O documento é assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reforçando soberania sobre a Amazônia e abertura para cooperação internacional. Tarifas e acordos comerciais Os Estados Unidos acusam o Brasil de tratamento preferencial a parceiros, como Índia e México, por meio do Mercosul. A resposta lembrou que a relação bilateral é majoritariamente livre de tarifas: mais de 70% dos produtos americanos entram no Brasil sem imposto, e os EUA mantêm superávit crescente na balança de bens. Em 2024, exportações dos EUA para o Brasil somaram US$ 49,7 bilhões, contra US$ 42,3 bilhões importados. Perguntas e respostas Qual foi a resposta do governo brasileiro à investigação comercial dos EUA? O governo brasileiro enviou uma resposta formal à representação comercial dos Estados Unidos (USTR), rejeitando as acusações feitas na investigação aberta contra o país. O inquérito americano investiga supostas práticas comerciais desleais do Brasil em relação a empresas americanas. Quais áreas estão sendo alvo da investigação americana? A investigação abrange áreas como sistema de pagamentos, tarifas preferenciais, etanol, combate à corrupção, propriedade intelectual e desmatamento ilegal. O que o Brasil argumenta sobre as tarifas do etanol? O Brasil afirma que não pratica barreiras injustas contra o etanol dos Estados Unidos, mas destaca a disparidade nas tarifas: enquanto o etanol americano paga uma tarifa de 18% para entrar no Brasil, o etanol brasileiro enfrenta uma alíquota de 52,5% ao ser exportado para os EUA. Como o governo brasileiro defende o sistema de pagamentos instantâneos? O governo defende o sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix, afirmando que é uma infraestrutura pública aberta a todas as instituições, incluindo estrangeiras. O Itamaraty menciona que o sistema ampliou a inclusão financeira, reduziu custos e gerou mais competição. Quais são as alegações do Brasil sobre a fiscalização e combate à corrupção? O governo brasileiro rejeita críticas sobre a fiscalização, citando avanços institucionais e novas leis que fortalecem a responsabilização de empresas e autoridades. O documento menciona que o sistema de acordos de leniência é considerado transparente e eficaz pela comunidade internacional. Como o Brasil

Leia Mais

Parcela de famílias que pagam aluguel sobe 25% em 8 anos, mostra IBGE

Apesar de a maioria dos brasileiros morar em casa própria já quitada, o país assistiu, nos últimos oito anos, crescer em 25% a proporção de famílias que pagam de aluguel. Ao mesmo tempo, a parcela de lares que podem ser chamados de “meu” diminuiu 8%. Em 2016, quando o país tinha 66,7 milhões de domicílios, 12,3 milhões eram alugados, o que representa 18,4% dos lares. Em 2024, o Brasil tinha 77,3 milhões de residências, sendo 23% deles (7,8 milhões) alugados. Esse aumento de 4,6 pontos percentuais equivale a 25%. Em relação à casa própria já paga, a proporção caiu de 66,8% para 61,6% no período. Em 2024, o país tinha 47,7 milhões de residências próprias. A constatação faz parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em número absoluto de moradores, os que pagavam aluguel passaram de 35 milhões para 46,5 milhões em oito anos. Já os que moravam em casa própria quitada diminuíram de 137,9 milhões para 132,8 milhões no período. Concentração De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, a evidência de que há mais pessoas pagando aluguel proporcionalmente é indício de concentração de riqueza. “É uma concentração da posse de domicílios para um grupo menor”, diz. Segundo ele, o aumento da concentração é “algo histórico e social”. “Se não se criam oportunidades para a população adquirir o seu imóvel, e a pessoa continua querendo ter sua independência, ter sua família, como faz isso se não consegue adquirir um bem? Ela tem que partir para o aluguel”, analisa. O pesquisador, no entanto, reconhece que dados recentes, do próprio IBGE, mostram crescimento no rendimento dos brasileiros. Ele acredita que, se for mantida a evolução por longo prazo, as pessoas terão mais condições para ter a casa própria. “As condições para as pessoas avançarem na compra de domicílios vai acontecer”, projeta. Kratochwill pondera ainda que há casos de pessoas que “alugam seu próprio apartamento para morar em outro alugado”. A Pnad identificou também que, em 2024, 6% dos domicílios eram próprios, mas ainda sendo pagos; 9,1%, cedidos; e 0,2% em “outra condição”. Distribuição percentual dos domicílios em 2024 – por condição de ocupação Já quitado pelo morador 61,6% Alugado 23% Ainda sendo pago 6% Cedido 9,1% Outra condição 0,2% Troca de casa por apartamento O IBGE constatou que nos últimos anos, o brasileiro tem trocado casa por apartamento. Em 2016, 13,7% dos domicílios eram apartamentos. Oito anos depois, a proporção subiu para 15,3% dos 77,3 milhões de residências. As casas ainda são imensa maioria, mas, em proporção, caíram de 86,1% para 84,5%. Em 2024, eram 183,3 milhões de brasileiros morando em casas; e 28,2 milhões, em apartamentos. De acordo com Kratochwill, a proporção crescente de brasileiros em apartamentos faz parte do processo de concentração urbana existente. “As pessoas querem viver próximo ao seu trabalho, aos serviços, às benesses que o centro urbano produz. Como o espaço terra é limitado, a maneira que há de crescer é aumentar a produtividade da terra, ou seja, constrói vários imóveis um em cima do outro, são os apartamentos”, explica. O pesquisador atribuiu também como um dos fatores da tendência o elemento “violência”. “Às vezes, os condomínios buscam aumentar a segurança para os residentes, dando infraestrutura de lazer nesses empreendimentos. Então, tudo isso incentiva a construção de apartamentos em detrimento de casas.” A Pnad identificou 0,2% dos lares sendo “habitação em casa de cômodo, cortiço ou cabeça de porco”, tanto em 2016 quanto em 2024. População total A edição especial da pesquisa identificou que o país tinha 211,9 milhões de habitantes em 2024. Quase metade (42%) dos moradores vivia na Região Sudeste em 2024. São Paulo é o estado com maior número de moradores, quase 46 milhões de pessoas, o que representa 22% da população do país.   Fonte: Agência Brasil Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Leia Mais

Instituto de Finanças Internacionais diz que tarifaço já afeta preços nos Estados Unidos

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) afirma que as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump estão “claramente” alimentando a inflação americana, com os preços de importação e de produtores subindo à medida que os estoques de reserva se esgotam. A análise foi publicada em relatório nesta quinta-feira (21). De acordo com a nota, também as restrições à imigração nos EUA estão apertando a oferta de mão de obra, o que reduz o ponto de equilíbrio da criação de empregos e distorce sinais. Para o instituto, com as tarifas elevando os custos e as restrições à imigração apertando a oferta de mão de obra, a questão da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não é sobre se é hora de cortar os juros, mas sobre quando as reduções podem começar sem o Fed perder sua credibilidade. “O Fed está limitado de cortar sem uma desinflação mais clara, mas enfrentando riscos crescentes de inflação impulsionada pela oferta”, diz o texto, ao ressaltar que a questão-chave não é quando a inflação cairá, mas se ela subirá novamente antes que o crescimento desacelere de maneira firme. O IIF ainda avalia que a demanda parece resiliente, embora sinais de estresse estejam surgindo entre as famílias de baixa renda. Ainda de acordo com o relatório, a manufatura e a construção privada estão enfraquecendo sob o peso das tarifas e das condições financeiras mais restritivas. Qual é a afirmação do Instituto de Finanças Internacionais sobre as tarifas impostas por Donald Trump? O Instituto de Finanças Internacionais (IIF) afirma que as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump estão “claramente” alimentando a inflação americana, com os preços de importação e de produtores subindo à medida que os estoques de reserva se esgotam. Como as restrições à imigração estão impactando a economia dos Estados Unidos? As restrições à imigração nos EUA estão apertando a oferta de mão de obra, o que reduz o ponto de equilíbrio da criação de empregos e distorce sinais econômicos. Qual é a posição do IIF sobre a política monetária do Federal Reserve? O IIF sugere que a questão da política monetária do Federal Reserve (Fed) não é se é hora de cortar os juros, mas sim quando as reduções podem começar sem que o Fed perca sua credibilidade, dado que as tarifas estão elevando os custos e as restrições à imigração estão limitando a oferta de mão de obra. Quais são os riscos enfrentados pelo Federal Reserve segundo o relatório? O relatório destaca que o Fed está limitado a cortar juros sem uma desinflação mais clara, enfrentando riscos crescentes de inflação impulsionada pela oferta. A questão-chave não é quando a inflação cairá, mas se ela subirá novamente antes que o crescimento desacelere de maneira firme. Como está a demanda e quais setores estão sendo afetados? A demanda parece resiliente, embora sinais de estresse estejam surgindo entre as famílias de baixa renda. O relatório também menciona que a manufatura e a construção privada estão enfraquecendo sob o peso das tarifas e das condições financeiras mais restritivas.   Fonte: R7 Foto: Daniel Torok/Official White House Photo

Leia Mais
Nenhuma postagem a exibir

Confira o canal do Portal Veloz No Youtube

×

Buscar no Portal Veloz